1053: Estes são os ‘novos’ efeitos secundários das vacinas AstraZeneca e Janssen

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/ASTRAZENECA/JANSSEN

Regulador europeu actualizou esta terça-feira a lista de efeitos secundários potencialmente associados às vacinas contra a Covid da AstraZeneca e da Janssen.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) actualizou esta terça-feira a lista de efeitos secundários potencialmente associados às vacinas contra a Covid da AstraZeneca e da Janssen.

O regulador europeu acrescentou a síndrome de Guillain-Barré (GBS) — uma doença inflamatória do sistema nervoso periférico que pode levar à perda temporária de movimentos ou dificuldades em respirar –, como um possível efeito secundário da vacina da AstraZeneca. Em causa estão 833 casos de GBS reportados até 31 de Julho em 592 milhões de doses administradas da vacina anglo-sueca em todo o mundo até 25 de Julho.

No documento, a entidade liderada por Emer Cooke classifica esta síndrome como um efeito secundário “muito raro” (ocorre em 1 em cada 10.000 de pessoas), ou seja, a menor classificação em termos de reacções adversas. Além disso, o regulador europeu sublinha que os benefícios da administração da vacina continuam a superar os riscos.

Esta decisão surge depois de também a Food and Drug Administration ter acrescentado um alerta sobre a síndrome de Guillain-Barré como um possível efeito secundário da vacina da Janssen. Estas duas vacinas usam a mesma tecnologia e já tinham sido associadas à formação de coágulos sanguíneos raros.

Recorde-se que no último relatório de reacções adversas, o Infarmed notificou um caso confirmado de Síndrome de Guillain-Barré, associado à vacina da Janssen, quatro casos considerados “prováveis” (dois potencialmente associados à vacina Janssen e outros dois à Vaxzevria) e outros dois casos considerados “possíveis” (Janssen).

Além disso, a EMA identificou ainda alguns outros efeitos secundários menos graves potencialmente associados à vacina da Janssen, como gânglios linfáticos inchados, sensação incomum ou diminuída na pele, zumbido, diarreia e vómitos.

ECO Sapo
Joana Morais Fonseca
17:29

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968: Vacina da Janssen. Agência europeia identifica trombocitopenia imune como efeito secundário

– Não se morre da doença, morre-se da cura…

SAÚDE/PANDEMIA/VACINA JANSSEN/EFEITO SECUNDÁRIO

A Agência Europeia do Medicamento identificou como efeito secundário da vacina contra a covid-19 da farmacêutica Janssen a trombocitopenia imune, uma doença auto-imune que leva à diminuição ou destruição das plaquetas no sangue, essenciais no processo de coagulação.

© EPA/MARTIN DIVISEK

O regulador europeu do medicamento (EMA, na sigla em inglês) concluiu ainda que vários casos notificados de desmaios e zumbidos estão relacionados com a toma desta vacina de dose única.

Apesar disto, a EMA mantém inalterada a relação risco-benefício da vacina da farmacêutica do grupo norte-americano Johnson & Johnson, realçando que previne as hospitalizações e mortes por covid-19.

Os peritos do comité de segurança da EMA recomendaram, numa reunião esta semana, actualizar a informação sobre a vacina para incluir a trombocitopenia imune como uma “reacção adversa” e aconselharam que fosse mencionada no plano de gestão de riscos como um “risco importante identificado”.

Na origem da recomendação estiveram casos notificados que constam da base de dados europeia e norte-americana de possíveis efeitos secundários, assim como dados de segurança global da farmacêutica e artigos científicos.

A EMA decidiu incluir uma advertência dirigida aos profissionais de saúde e às pessoas que tomarem a vacina da Janssen para que estejam atentos a sintomas como hematomas e sangramento excessivo.

Na trombocitopenia imune, o sistema imunitário “ataca e destrói por erro as plaquetas”, células sanguíneas “necessárias à coagulação normal do sangue”, explicou o regulador.

A agência decidiu, também, que vai adicionar no folheto da vacina da Janssen os desmaios e os zumbidos como possíveis reacções adversas.

Para chegar a esta conclusão, o comité de segurança da EMA analisou 1.183 casos de desmaios identificados como parte de relatórios sobre reacções à imunização relacionadas com a ansiedade e investigou seis casos de zumbidos observados em ensaios clínicos e 108 assinalados pela farmacêutica no seguimento de relatórios.

Em Portugal, a vacina da Janssen pode ser administrada a homens a partir dos 18 anos e a mulheres a partir dos 50 anos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Agosto 2021 — 20:10


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Suspensa modalidade “casa aberta” devido a problemas com vacinas da Janssen

SAÚDE/COVID-19/VACINA JANSSEN/SUSPENSÃO DE MODALIDADE “CASA ABERTA”

A suspensão temporária da vacinação sem agendamento devido à redução da disponibilidade de vacinas surge depois de ter sido interrompida a administração de doses de um lote da marca Janssen no Centro de Vacinação de Mafra.

© EPA/ETIENNE LAURENT

A modalidade “casa aberta” para a vacinação foi suspensa devido à redução da disponibilidade de vacinas, na sequência da interrupção de um lote da marca Janssen, anunciou esta quinta-feira a Task Force.

“Tendo em conta a suspensão de um lote de vacinas da marca Janssen, conforme divulgado por nota à imprensa do Infarmed de 14 de Julho, e a consequente redução na disponibilidade de vacinas, foi decidido suspender, de imediato, modalidade “casa aberta”, refere uma nota da Task Force da vacinação enviada às redacções.

A Task Force do plano de vacinação salienta que a modalidade “casa aberta” será retomada “logo que possível”.

A modalidade “casa aberta” estava disponível para a vacinação de primeiras doses de pessoas com 40 ou mais anos e que não tenham sido infectados com covid-19 nos últimos seis meses.

Segundo a Task Force, a ‘casa aberta’ permite assegurar que todas as pessoas elegíveis são chamadas ao processo de vacinação.

Na quarta-feira, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) anunciou a suspensão de um lote de vacinas da Janssen depois de utentes terem desmaiado após a toma da vacina no Centro de Vacinação Covid-19 de Mafra.

A Autoridade Nacional do Medicamento informou “que não foram reportadas, até à presente data, suspeitas de defeito de qualidade deste lote noutros centros de vacinação em que o mesmo está a ser utilizado”.

O Infarmed decidiu dar início a um processo de investigação da qualidade das unidades remanescentes da vacina naquele local de vacinação, assim como, suspender este lote até as devidas averiguações estarem concluídas”, pode ler-se num comunicado enviado à nossa redacção.

Os últimos números oficiais indicam que mais de 42% dos portugueses já têm a vacinação completa e 60% já tomou pelo menos uma dose.

Só esta semana foram administradas mais de um milhão de doses, o valor mais alto desde o início da campanha de vacinação contra a covid-19.

A pandemia de covid-19 já matou em Portugal 17.182 pessoas e foram registados 916.559 casos de infecção, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

Actualizado às 12:25

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Julho 2021 — 11:47

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888: Reacções adversas à vacina da Janssen em utentes de Mafra

SAÚDE/COVID-19/VACINAS JANSSEN/REACÇÕES ADVERSAS

Ainda não foram reportadas suspeitas de defeito de qualidade deste lote de vacinas noutros centros de vacinação em que o mesmo está a ser utilizado

© José Carmo / Global Imagens

Foram registadas reacções adversas à vacina contra a covid-19 no Centro de Vacinação de Mafra, informou o Infarmed.

No entanto, a Autoridade Nacional do Medicamento “informa que não foram reportadas, até à presente data, suspeitas de defeito de qualidade deste lote noutros centros de vacinação em que o mesmo está a ser utilizado”.

“O Infarmed decidiu dar início a um processo de investigação da qualidade das unidades remanescentes da vacina naquele local de vacinação, assim como, suspender este lote até as devidas averiguações estarem concluídas”, pode ler-se num comunicado enviado à nossa redacção.

Recentemente, os Estados Unidos alertaram para uma ligação entre a vacina contra a covid-19 da Janssen e a síndrome de Guillain-Barré.

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença rara do sistema imunitário que causa inflamação dos nervos e pode levar à dor, dormência, fraqueza muscular e dificuldade em andar.

O aviso, ainda não oficializado, será emitido pela Food and Drug Administration (FDA), a agência governamental responsável pela aprovação da utilização de novos medicamentos, vacinas e outros produtos relacionados com a saúde pública.

De acordo com o The New York Times, que cita fontes familiarizadas com o assunto, a FDA concluiu que as pessoas que receberam a vacina da Janssen, subsidiária da multinacional americana Johnson & Johnson, têm três a cinco vezes mais probabilidades de desenvolver a síndrome de Guillain-Baré.

Dos 12,8 milhões de pessoas que receberam a vacina da Janssen nos Estados Unidos, cerca de 100 podem ter desenvolvido sintomas, segundo o The Washington Post.

A maioria das pessoas afectadas começou a apresentar sintomas duas semanas após a imunização e, na maioria dos casos, o perfil corresponde a homens com mais de 50 anos.

Não há dados que evidenciem um padrão semelhante entre aqueles que receberam a vacina contra a covid-19 da Moderna ou Pfizer, que só nos Estados Unidos já administraram mais de 321 doses.

A vacina da Janssen, de dose única, já tinha sofrido um contratempo em Abril, quando as autoridades norte-americanas interromperam a sua distribuição, após seis casos de trombose cerebral terem sido detectados em mulheres com menos de 48 anos que tinham sido inoculadas, uma das quais morreu.

Diário de Notícias
DN
14 Julho 2021 — 23:31

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880: EUA associam vacina da Janssen e a síndrome de Guillain-Barré

SAÚDE/COVID-19/VACINA JANSSEN

Dos 12,8 milhões de pessoas que receberam a vacina da Janssen nos Estados Unidos, cerca de 100 podem ter desenvolvido sintomas, segundo o jornal The Washington Post.

© Frederic J. BROWN / AFP

Os Estados Unidos preparam-se para alertar para uma ligação entre a vacina contra a covid-19 da Janssen e a síndrome de Guillain-Barré, informou hoje a imprensa norte-americana.

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença rara do sistema imunitário que causa inflamação dos nervos e pode levar à dor, dormência, fraqueza muscular e dificuldade em andar.

O aviso, ainda não oficializado, será emitido pela Food and Drug Administration (FDA), a agência governamental responsável pela aprovação da utilização de novos medicamentos, vacinas e outros produtos relacionados com a saúde pública.

De acordo com o The New York Times, que cita fontes familiarizadas com o assunto, a FDA concluiu que as pessoas que receberam a vacina da Janssen, subsidiária da multinacional americana Johnson & Johnson, têm três a cinco vezes mais probabilidades de desenvolver a síndrome de Guillain-Baré.

Dos 12,8 milhões de pessoas que receberam a vacina da Janssen nos Estados Unidos, cerca de 100 podem ter desenvolvido sintomas, segundo o The Washington Post.

A maioria das pessoas afectadas começou a apresentar sintomas duas semanas após a imunização e, na maioria dos casos, o perfil corresponde a homens com mais de 50 anos.

Não há dados que evidenciem um padrão semelhante entre aqueles que receberam a vacina contra a covid-19 da Moderna ou Pfizer, que só nos Estados Unidos já administraram mais de 321 doses.

O alerta da FDA deverá acontecer na terça-feira

A vacina da Janssen, de dose única, já tinha sofrido um contratempo em Abril, quando as autoridades norte-americanas interromperam a sua distribuição, após seis casos de trombose cerebral terem sido detectados em mulheres com menos de 48 anos que tinham sido inoculadas, uma das quais morreu.

O anúncio oficial da FDA pode ser feito na terça-feira, de acordo com o The New York Times.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.028.446 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 186,3 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, uma cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Julho 2021 — 08:17

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721: Alemães acreditam ter encontrado causa dos efeitos secundários das vacinas da AstraZeneca e Janssen

 

SAÚDE(COVID-19/VACINAS/EFEITOS SECUNDÁRIOS

Vacinas produzidas pela AstraZeneca e Johnson & Johnson têm causado raros mas graves casos de coágulos sanguíneos

© EPA/Gustavo Amador

Investigadores alemães acreditam, com base em investigações laboratoriais, ter encontrado a causa dos raros mas graves casos de coágulos no sangue entre algumas pessoas que receberam as vacinas contra a covid-19 produzidas pela AstraZeneca e Johnson & Johnson.

Num estudo que ainda não foi revisto por especialistas, os investigadores referem que as vacinas usam vectores de adenovírus que enviam parte da sua carga viral para o núcleo das células, onde algumas das instruções para produzir proteínas de coronavírus podem ser mal interpretadas. As proteínas resultantes podem desencadear distúrbios de coagulação do sangue num pequeno número de receptores, sugerem os especialistas, citados pela Reuters.

Rolf Marschalek, um professor da Goethe University, de Frankfurt, acredita que as vacinas podem ser reformuladas para contornar o problema e que a Johnson & Jonhson está já em contacto com ele. A companhia “está a tentar optimizar a vacina”, afirmou. “Com os dados que temos nas nossas mãos, podemos dizer às companhias como fazer a mutação dessas sequências, codificando a proteína spike de forma a prevenir reacções indesejadas”, acrescentou.

Por outro lado, os investigadores alemães ainda não foram contactados pela AstraZeneca. “Se eles o fizerem, posso dizer-lhes o que têm de fazer para aperfeiçoar a vacina”, frisou ao Financial Times.

Cientistas e entidades reguladoras de medicamentos na Europa e nos Estados Unidos têm procurado explicação para a causa dos raros mas fatais casos de coágulos sanguíneos que levaram alguns países a suspender ou a limitar o uso das vacinas da AstraZeneca e da Johnson & Johnson.

A 23 de Abril, a EMA defendeu a administração da segunda dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, mesmo com os riscos associados à possibilidade de ocorrência de coágulos sanguíneos raros após a vacinação. De acordo com a agência europeia, os benefícios da vacinação continuavam a superar os riscos.

A Dinamarca decidiu em meados de Abril abandonar a AstraZeneca, o primeiro país da Europa a desistir, seguida em maio pela Noruega. A maioria dos países europeus que continuam a usar a vacina limitaram a sua administração com condicionantes relacionados à idade. Em Portugal, a administração da vacina da AstraZeneca é recomendada para as pessoas com mais de 60 anos.

A Bélgica anunciou esta quarta-feira que suspendeu a utilização da vacina da Johnson & Johnson em pessoas menores de 41 anos depois da morte de uma mulher dessa faixa etária a quem foi administrado esse fármaco.

Por essa razão, a Bélgica solicitou um “conselho urgente” à Agência Europeia de Medicamentos, o regulador de medicamentos da União Europeia (UE), antes de considerar levantar a suspensão, informou ainda.

A 20 de Abril, a Agência Europeia do Medicamento concluiu que há uma possível relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da Janssen, na sequência de terem sido registados oito casos de pessoas que desenvolveram coágulos sanguíneos em quase sete milhões de pessoas vacinadas nos EUA.

Diário de Notícias
DN
27 Maio 2021 — 08:26

 

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