724: Lisboa em alerta. País continua em situação de calamidade

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTADO DE CALAMIDADE

Conselho de Ministros reuniu hoje e fez nova avaliação do desconfinamento. Situação em Lisboa é “motivo de preocupação”.

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, apresentando as conclusões da reunião de hoje do Conselho de Ministros
© RODRIGO ANTUNES/LUSA

O Governo decidiu hoje prolongar a situação de calamidade em território nacional até 13 de Junho, no âmbito do combate à pandemia da covid-19, anunciou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, após mais uma reunião do Conselho de Ministros.

Na mesma conferência de imprensa, a ministra que revelou que o concelho de Lisboa – onde a incidência pandémica já está acima de 120 casos por cem mil habitantes em 15 dias – ficará agora sob alerta, com testagem reforçada sobretudo nos pontos onde a incidência pandémica é maior.

A situação em Lisboa mostra “incidência crescente” da pandemia, sendo isso “motivo de preocupação”, afirmou Mariana Vieira da Silva.

A situação de calamidade entrou em vigor em 1 de maio, após 12 períodos de estado de emergência, e foi renovada há duas semanas até às 23:59 horas deste domingo.

O novo período de situação de calamidade estará em vigor até às 23:59 do dia 13 de Junho.

A situação de calamidade é o nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Protecção Civil, depois da situação de alerta e de contingência.

De acordo com os dados mais recentes da Direcção-Geral da Saúde, já foram contabilizados 847 006 casos de covid-19 no país e 17 022 óbitos desde o início da pandemia.

A ministra afirmou que a evolução da matriz de risco, a nível do continente, indica que “temos de reforçar os nossos cuidados”.

Sendo certo que a incidência pandémica baixou de 9 de Março para 26 de Maio (de 118,49 casos por cem mil habitantes em 15 dias para 54,4), é também verdade que o Índice de Transmissibilidade (quantas pessoas contagiadas por um doente) subiu, no mesmo período, de 0,78 para 1,07.

Na aplicação territorial das medidas de mitigação, o Governo decidiu que há dois concelhos que voltam atrás no desconfinamento: Arganil (que vai para as regras de 5 de Abril) e Golegã (regras de 19 de Abril).

Montalegre e Odemira ficam como estão.

Lamego avança para a mesma fase do resto do país.

Segundo Mariana Vieira da Silva, “274 concelhos [em 308 ao todo] têm hoje as regras que se aplicam a todo o país”.

Seis concelhos recuperaram: Albufeira, Castelo de Paiva, Fafe, Lagoa, Oliveira do Hospital e Santa Comba Dão.

Continuam em alerta: Tavira, Vila do Bispo e Vila Nova de Paiva e acrescem a estes Chamusca, Salvaterra de Magos, Vale de Cambra.

Diário de Notícias

João Pedro Henriques

 

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