785: Portugal quase a entrar na “zona vermelha de risco”. Variante Delta prevalece em Lisboa e Vale do Tejo

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTES

Estela Silva / Lusa

A região de Lisboa está sobre pressão há algumas semanas, mas o resto do país também está prestes a entrar numa situação epidemiológica menos boa. A incidência nacional encontra-se próxima dos 120 casos por 100 mil habitantes e Lisboa e Vale do Tejo deverá passar os 240 nos próximos dias.

Com a quarta vaga, alavancada por Lisboa e Vale do Tejo (LVT), a incidência está a acelerar a subida, com os novos casos a duplicarem a cada 15 dias. Na sexta-feira, Portugal estava já no limite dos 120 casos a 14 dias por 100 mil habitantes.

Conjugado com um índice de transmissão (Rt) de 1,15, dentro de dias – ou horas – todo o país vai entrar na zona vermelha da matriz de risco, alerta Óscar Felgueiras, matemático especialista em epidemiologia da Universidade do Porto que tem assessorado o Executivo no combate à pandemia, e que tem por base os relatórios da Direcção-Geral da Saúde.

Em declarações ao Jornal de Notícias, o especialista refere que “vamos entrar na zona vermelha de risco. Fica claro que amanhã [hoje], o país passa os 120”, avisa.

Recordando o relatório das linhas vermelhas dos peritos, segundo o qual, aqui chegados, estaríamos a aproximar-nos “de uma situação epidémica não controlada, sendo o momento de tomar medidas”. “Contextualizando, agora, a situação”, tomando indicadores como a cobertura vacinal e as variantes.

Se a linha vermelha crítica da matriz de risco está nos 240 casos/100 mil, o matemático entende que “a incidência está já tão elevada, que dificilmente se conseguirá evitar estes 240”.

Com a Delta a caminhar para dominante e com uma “quantidade grande de população susceptível e que não tem o esquema vacinal completo, o crescimento será exponencial por um período mais prolongado”, tornando inevitável que o país se pinte de “vermelho no mapa do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças”, refere.

O aumento de casos está também a pressionar cadeias de controlo importantes da pandemia, com a percentagem de casos e contactos isolados e rastreados nas primeiras 24 horas após notificação a ficarem abaixo dos 90% recomendado pelos peritos.

Variante Delta

A prevalência da variante Delta do novo coronavírus, associada à Índia, é superior a 60% na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo resultados preliminares hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

O estudo sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2 em Portugal do INSA indica ainda que na região Norte a prevalência desta variante do SARS-CoV-2 “é ainda inferior a 15%”.

O instituto relembra que “se estima que a variante Delta tenha um grau de transmissibilidade cerca de 60% superior à variante Alfa”.

Os dados analisados sugerem ainda que “apenas 2,5% dos casos associados à variante Delta apresentam, ainda, a mutação K417N”.

ZAP //

Por ZAP
20 Junho, 2021

 

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784: Mais três mortos e 941 novos casos de covid nas últimas 24 horas

 

SAÚDE/COVID-19/MORTOS/INFECTADOS

Dados da DGS indicam que estão internadas mais 16 pessoas com covid-19, mas há menos duas em unidades de cuidados intensivos.

Os internamentos nos hospitais devem subir nas próximas semanas
© Pedro Correia/Global Imagens

Portugal registou, nas últimas 24 horas 941 novos casos de covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório diário indica também que morreram mais três pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

Há agora 405 doentes com covid-19 internados, mais 16 do que no sábado, sendo que 97 estão em unidades de cuidados intensivos, ou seja menos dois do que há 24 horas.

Há neste momento mais 541 casos activos e mais 1.189 em vigilância, com mais 364 recuperados da infecção por covid-19.

Como tem sido regra naquela que já é considerada por alguns epidemiologistas como a 4.ª vaga da epidemia, a região de Lisboa e Vale do Tejo concentra o maior número de casos, mais de 60%, com 641 novas infecções e um morto. A região centro apesar de ter um nível de casos muito inferior, de novos 51, foi aquela onde se registaram dois óbitos. Na do norte houve mais 131 novos casos, na do Alentejo oito e na do Algarve mais 75.

A região autónoma dos Açores tem mais 33 novos casos de covid-19 e a da Madeira apenas cinco.

No que diz respeito aos internamentos são agora 405 as pessoas hospitalizadas por causa da doença e 97 estão em cuidados intensivos.

Maiores de 35 anos vão poder agendar vacina a partir de segunda-feira

Os portugueses com 35 ou mais anos de idade vão poder auto-agendar a sua vacinação contra a Covid-19 a partir desta segunda-feira.

O auto-agendamento da vacinação é efectuado a partir do portal da Direcção-Geral da Saúde, a que pode aceder aqui.

Até ao momento, foram administradas 7.409.538 doses da vacina contra a covid-19 em Portugal. Mais de 25% da população portuguesa (2,6 milhões) já tem a vacinação completa contra a covid-19, e 4,3 milhões de pessoas (42%) receberam a primeira dose da vacina.

Variante Delta domina em Lisboa e Vale do Tejo. Alpha prevalece no Norte

A variante antes chamada de indiana domina na região de Lisboa e Vale do Tejo, enquanto a Delta, oriunda do Reino Unido, é a mais presente na região do norte.

Resultados preliminares de Junho indicam prevalências da variante Delta superior a 60% em Lisboa e Vale do Tejo e inferior a 15% no Norte Lisboa, segundo um comunicado do INSA – Instituto Ricardo Jorge.

Os números invertem-se a Norte. Estima-se “uma prevalência desta variante de cerca de 30% em LVT e de 80% no Norte”, diz a mesma nota enviada às redacções.

Vacina cubana com eficácia de 62% após segunda dose das três previstas

A vacina candidata cubana contra a covid-19 atingiu uma eficácia de 62% após a injecção de duas das três doses previstas, um resultado que excede os 50% exigidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), anunciou o laboratório.

“Podemos informar que atingimos 62% de eficácia com a aplicação de duas doses da vacina (Soberana) 02”, um resultado “reconfortante” porque tem em conta as variantes que já circulam no país das Caraíbas, disse o director do Instituto de Vacinas Finlay, Vicente Verez, entidade que desenvolveu a vacina, aos meios de comunicação locais.

A OMS exige pelo menos 50% de eficácia para que seja aceite a vacina, acrescentou. “Dentro de algumas semanas teremos a última palavra sobre a eficácia das três doses, que esperamos serem mais elevadas”, afirmou.

Cuba trabalha há 13 meses em cinco vacinas candidatas, duas das quais, Soberana 02 e Abdala, completaram a terceira e última fase de testes.

Brasil supera meio milhão de mortos

O Brasil superou este domingo a barreira dos 500 mil mortos por covid-19, numa altura em que o país poderá enfrentar uma terceira vaga pandémica, indica uma contabilidade feita por um consórcio de meios de comunicação social.

De acordo com o consórcio, que efectua uma contabilidade paralela à do Ministério da Saúde brasileiro, o país totaliza 500.022 mortos e 17.822.659 infectados desde o início da pandemia.

Os dados confirmam que o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes por covid-19, depois dos Estados Unidos (601.500), e o terceiro com mais casos de infecção com o novo coronavírus, depois dos EUA (33,5 milhões) e da Índia (29,8 milhões).

Diário de Notícias
20 Junho 2021 — 14:19

 

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783: Auto-agendamento da vacina disponível para maiores de 35 anos a partir de segunda-feira

 

SAÚDE/COVID-19/AUTO-AGENDAMENTO

O auto-agendamento da vacina contra a covid-19 vai ficar disponível para pessoas com mais de 35 anos na segunda-feira, disse fonte da ‘task-force’ de vacinação nacional.

© EPA/Bagus Indahono

A marcação da vacina por pessoas dessa faixa etária poderá ser feita, a partir dessa data, na plataforma de auto-agendamento da Direcção-Geral da Saúde.

A abertura do auto-agendamento da vacina contra a covid-19 para maiores de 35 vai abrir menos de uma semana depois de, em 15 de Junho, o serviço ter sido disponibilizado à população com mais de 40 anos.

O portal destinado ao auto-agendamento entrou em funcionamento em 23 de abril, contemplando agora as pessoas acima dos 35 anos, depois de ter sido aberto para maiores de 40, 43, 45, 50, 55, 60 e 65 anos.

Mais de 4,3 milhões de pessoas em Portugal já receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19, o equivalente a 42% da população, e quase 2,6 milhões (25%) têm a vacinação completa, segundo dados avançados na terça-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Junho 2021 — 22:02

 

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782: 64,3% dos novos casos em Lisboa e Vale do Tejo

 

SAÚDE/COVID-19/AML

Dados da DGS indicam que estão internadas menos duas pessoas com covid-19, mas há mais cinco em unidades de cuidados intensivos.

Os internamentos em unidades de cuidados intensivos continuam a aumentar
© Orlando Almeida / Global Imagens

Portugal registou, nas últimas 24 horas 1183 novos casos de covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório diário indica também que morreu mais uma pessoa devido à infecção pelo novo coronavírus.

Há agora 389 doentes com covid-19 internados, menos dois do que na sexta-feira, sendo que 99 estão em unidades de cuidados intensivos, ou seja mais cinco do que há 24 horas.

Registam-se também mais 298 casos activos, num universo de 27.723, e há mais 884 recuperados da doença. No que diz respeito aos contactos em vigilância o número cifra-se em 1.026 novas pessoas a seguir pelas autoridades de saúde.

Embora seja uma das regiões que não apresenta um dos maiores números de casos, foi no Algarve que se registou um morto e 71 novos casos de covid-19. A região de Lisboa e Vale do Tejo, que se encontra numa espécie de cerca sanitária ao fim de semana, é aquela que continua a manter o nível mais alto de novas infecções, que nas últimas 24 horas subiram para as 761. O número de novos casos em Lisboa e Vale do Tejo representa 64,3% dos novos casos.

A região do norte fica-se pelos 181 novos casos, a do centro nos 87 e a do Alentejo nos 36. No arquipélago dos Açores registaram-se mas 37 casos e na região autónoma da Madeira apenas 10.

Cancelada marcha Orgulho LGBTI+ de Lisboa

A Comissão Organizadora da Marcha Orgulho LGBTI+ de Lisboa decidiu cancelar a marcha deste sábado, depois da Direcção -Geral de Saúde ter considerado que não existiam condições para a sua realização devido às condições epidemiológicas na Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Num post publicado no Facebook, a ILGA cita o parecer da DGS: “face às condições epidemiológicas conhecidas, à data na região de Lisboa e Vale do Tejo, que sofreram um agravamento recente e significativo, esta Comissão Técnica considera que não existem condições para que o evento se realize com as condições sanitárias necessárias à protecção tanto dos participantes, organizadores bem como de todas as pessoas que possam assistir à Marcha e estejam solidárias com a sua causa. Deste modo desaconselha-se a realização do evento na data prevista, e recomenda-se o seu adiamento para data posterior, na qual a situação pandémica seja mais favorável.”

A ILGA diz reconhecer a validade do parecer e admite que também existiram um crescente número de apelos para que a marcha fosse cancelada por parte de pessoas manifestantes residentes fora da Área Metropolitana de Lisboa.

Federação dos Médicos denuncia apatia do Governo

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) criticou entretanto a “apatia” no planeamento da resposta à covid-19 e responsabilizou o Governo pelas consequências do agravamento da pandemia na área metropolitana de Lisboa sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Num comunicado enviado às redacções, a comissão executiva da FNAM lembrou a “necessidade urgente de reforço dos recursos do SNS” e disse ser “incompreensível” que o Ministério da Saúde não tenha avançado com medidas ou respostas às propostas da entidade sobre a recuperação da atividade assistencial e a valorização dos profissionais, condenando “a total ausência de medidas de planeamento e prevenção”.

Moscovo tem novo recorde de casos de covid no segundo dia consecutivo

A capital da Rússia, Moscovo, registou no sábado 9.120 novas infecções por coronavírus em 24 horas, um segundo novo recorde diário consecutivo, de acordo com dados do governo.

O recorde superou o total de 9.056 novas infecções na sexta-feira, de acordo com estatísticas publicadas no site stopcoronavirus.rf. O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, admitiu que o surto na cidade se deve à variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia.

Diário de Notícias
19 Junho 2021 — 14:14

 

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781: Variante Delta responsável por 157 casos de covid-19 em Portugal

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE DELTA/INFECÇÕES

A variante Alpha (associada ao Reino Unido) foi a variante dominante durante mês de maio, mas prevê-se que a variante Delta se possa sobrepor a esta nas próximas semanas

Foram identificados em Portugal, até esta quarta-feira, 157 casos de covid-19 da variante Delta (associada à Índia), verificando-se já a existência de transmissão comunitária desta mutação, o que é mais evidente na região de Lisboa e Vale do Tejo, de acordo com o mais recente relatório da DGS e do INSA com a monitorização das linhas vermelhas.

A variante Alpha (associada ao Reino Unido) foi a variante dominante durante mês de maio, mas prevê-se que a variante Delta se possa sobrepor a esta nas próximas semanas.

“Dado o aumento na frequência da variante Delta, provavelmente com maior transmissibilidade, o intervalo de tempo esperado entre o aumento do número de infecções e o número de internamentos em UCI, a tendência crescente dos vários indicadores a nível nacional, e a sua aproximação aos limiares linhas vermelhas, impõem ainda maior atenção à evolução dos indicadores de incidência, virológicos e de impacte, assim como ao aumento do nível de preparação dos recursos a nível regional e sub-regional para o controlo e mitigação da epidemia em Portugal, em especial na população não vacinada ou sem esquema vacinal completo”, pode ler-se no relatório enviado às redacções.

Relativamente a outras variantes, foram identificados até 16 de Junho 113 casos da Beta (associada à África do Sul) e 146 daGamma (associada a Manaus, no Brasil).

O relatório da DGS e do INSA com a monitorização das linhas vermelhas salienta que o número de novos casos de infecção por 100 mil habitantes durante os últimos 14 dias foi de 105 casos, um número que reflita uma tendência crescente a nível nacional.

“Mantendo-se esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência acumulada a 14 dias de 120 casos/100 000 habitantes será inferior a 15 dias para o nível nacional e na região do Algarve, tendo já sido ultrapassado esse limiar em LVT, que poderá ultrapassar o limiar da incidência acumulada a 14 dias de 240 casos por 100 000 habitantes em menos de 15 dias”, pode ler-se.

Já o valor do R(t) apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,14) e em todas as regiões, o que sugere uma tendência crescente que é mais acentuada em Lisboa e Vale do Tejo (1,20).

Paralelamente, o número diário de internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) tem revelado uma tendência crescente no continente, “correspondendo a 36 % (semana passada 29%) do valor crítico definido de 245 camas ocupadas”.

Relativamente à testagem, a proporção de testes positivos foi de 2,3% (face aos 1,3% da semana passada).

Diário de Notícias
DN
18 Junho 2021 — 18:07

 

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780: Marcelo recusa regresso ao estado de emergência

 

SAÚDE/COVID-19/INTRANSIGÊNCIA

O Presidente da República considera que o Governo agiu de acordo com a sua competência no caso das restrições na Área Metropolitana de Lisboa.

© PAULO CUNHA /LUSA

O Presidente da República defendeu esta sexta-feira que o Governo “agiu de acordo com a sua competência” nas medidas para a Área Metropolitana de Lisboa devido à pandemia, sublinhando afastar “um recuo” quanto ao estado de emergência.

“A minha posição é a mesma, cabe-me a mim a declaração do estado de emergência, e eu não vejo razões para haver um recuo quanto ao estado de emergência, por aquilo que já disse várias vezes: número de mortos, número de cuidados intensivos, número de internados, que continua muito, muito abaixo do limite que justificou o estado de emergência no tempo em que ele durou”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava aos jornalistas em Nova Iorque, onde se encontra para acompanhar a recondução de António Guterres num segundo mandato como secretário-geral das Nações Unidas e foi confrontado com as medidas decididas pelo Governo.

Na quinta-feira, o Conselho de Ministros anunciou a proibição da circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML) aos fins de semana, a partir das 15:00 de sexta-feira, devido à subida dos casos de covid-19 neste território.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que “o Governo agiu de acordo com a sua competência”, sendo a Constituição e a lei “muito claras”: “Cabe ao Governo a gestão em tempo de não haver estado de emergência”.

Já o decretar do estado de emergência é uma competência do Presidente da República.

“Cada um tem os seus poderes. Eu já esclareci em que casos, para além dos limites, se justificaria haver um recuo através do estado de emergência. Estamos longe disso, há um número elevado de casos, mas, felizmente, sem a projecção nos internados em cuidados intensivos e nos mortos que justificou há uns meses o estado de emergência”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que “o Presidente não vê razões para mudar de opinião quanto ao estado de emergência”.

O chefe de Estado foi ainda confrontado com a posição do bastonário da Ordem dos Advogados, Luís Menezes Leitão, que considerou “claramente inconstitucionais” as medidas sanitárias anunciadas pelo Governo para a AML.

“Não vi essa argumentação, ouvi falar nela, que havia quem defendesse isso, mas não vi ainda o fundamento, portanto, não me quero pronunciar”, respondeu Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes, discordou em absoluto, afastando qualquer dúvida de constitucionalidade em relação à medida que saiu do último Conselho de Ministros.

“Os limites à circulação estão expressamente previstos na Lei de Bases da Protecção Civil como uma das medidas típicas da situação de calamidade. Tratando-se de uma medida prevista em lei aprovada pela Assembleia da República, não há qualquer inconstitucionalidade”, advogou Tiago Antunes.

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares salientou ainda que em Portugal, “por diversas vezes”, durante a pandemia da covid-19, “já houve limites à circulação entre concelhos fora da vigência do estado de emergência”.

No final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, afirmou que “as restrições de circulação de e para a AML aplicam-se a partir das 15:00” de hoje até às 06:00 de segunda-feira.

A ministra destacou que esta é uma medida nova de controlo da pandemia, que “não é fácil nem desejada por ninguém, mas que é necessária” para conter o agravamento da incidência da doença nesta região, sobretudo com a prevalência da variante “delta” do coronavírus.

Diário de Notícias
Lusa
18 Junho 2021 — 15:25

 

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