899: Mais 1.855 casos e oito mortes em Portugal nas últimas 24 horas

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

A incidência ultrapassa os 400 casos por 100 mil habitantes no continente e o número de hospitalizações continua a subir. Há agora 851 pessoas internadas devido à covid-19, das quais 181 em unidades de cuidados intensivos, indica o boletim diário da DGS.

 

Testes de despiste à covid-19 em farmácias
© André Rolo / Global Imagens

Foram confirmados 1.855 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Relatório indica também que morreram mais oito pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

No que se refere à pressão nos hospitais, regista-se um novo aumento nos internamentos, com mais 46 pessoas hospitalizadas, sendo agora, no total, 851. Há 181 internados em unidades de cuidados intensivos (mais cinco do que o reportado no domingo).

A incidência a 14 dias continua a subir de forma significativa, tendo ultrapassado os 400 casos de covid-19 por 100 mil habitantes no continente.

Portugal tem, actualmente, 52.236 casos activos da doença, indicam os dados desta segunda-feira.

Há um ano não havia tantos internados

Há um ano, os boletins diários da DGS davam conta do número de casos de infecção a descer e de uma redução significativa nos internamentos. Aliás, no que toca a internamentos, as notícias apontavam que, desde Março, não havia tão poucos doentes internados. A 18 de Julho de 2020, a DGS registava 452 internamentos, entre os quais 65 estavam em cuidados intensivos. Ontem estavam 805 doentes internados (176 em cuidados intensivos).

O número de hospitalizações continua a subir, conforme aumentam os contágios. “A boa notícia” é que a proporção é “muito mais baixa do que em vagas anteriores”, afirma ao DN José Artur Paiva, director da unidade de medicina intensiva do centro Hospitalar São João, no Porto.

E nesta segunda-feira em que a DGS faz mais uma actualização da evolução da pandemia em Portugal, o dia é marcado pela entrada em vigor em Inglaterra da última fase de desconfinamento, apesar do número de casos estar a aumentar.

Chegou o “Dia da Liberdade”, como foi considerado, para quem vive em Inglaterra. A partir de hoje, a maioria das restrições aplicadas por causa da pandemia de covid-19 é levantada, apesar do número de casos continuar a aumentar.

Levantamento de restrições em Inglaterra. Boris Johnson apela à cautela

Acaba o limite ao número de pessoas que se podem encontrar (apesar de continuar a ser recomendado que os encontros sejam no exterior), quem está em teletrabalho deve começar a regressar gradualmente ao posto de trabalho, as máscaras deixam de ser obrigatórias por lei mas ainda são recomendadas em alguns locais (como transportes).

As discotecas reabrem, os cinemas e teatros podem esgotar a lotação, o distanciamento social de um metro deixa de ser obrigatório (excepto em alguns locais, como os hospitais) e deixa de ser preciso quarentena de dez dias para quem, estando vacinado, regresse de um país da lista amarela de destinos (onde se inclui Portugal Continental e os Açores).

Por favor, por favor, por favor sejam cautelosos. Avancem para a próxima etapa com toda a prudência e respeito pelas outras pessoas e pelos riscos que a doença continua a apresentar”, apelou o primeiro-ministro Boris Johnson, apesar do levantamento das restrições.

Desde o início da pandemia, no final de Dezembro de 2019, a infecção por SARS-CoV-2 já matou pelo menos 4,09 milhões de pessoas no mundo, segundo o balanço a agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais.

Mais de 190.333.380 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde que foram detectados os primeiros casos da doença, na cidade chinesa de Wuhan, no final de 2019.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que, levando em consideração o excesso de mortalidade directa e indirectamente vinculado à covid-19, os resultados da pandemia podem ser duas a três vezes superiores aos registados oficialmente.

Diário de Notícias
DN
19 Julho 2021 — 14:28

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