680: Mais três mortes e 572 casos em 24 horas. R(t) sobe para 1

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Estão hospitalizadas 332 pessoas com covid-19 (menos 14) e há mais dois doentes nas unidades de cuidados intensivos, no total são 88, indica o relatório diário da DGS.

Centro de vacinação contra a covid-19 em Lisboa
© MÁRIO CRUZ/LUSA

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou, nas últimas 24 horas, 572 novos casos de covid-19. No mesmo período de tempo, morreram mais três pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2, reporta o relatório diário desta quarta-feira (28 de Abril).

O número de internados desce para 332, menos 14 face ao dia anterior, mas há mais duas pessoas em unidades de cuidados intensivos, num total de 88 doentes.

Na actualização do índice de transmissibilidade, denominado R(t), regista-se uma subida ligeira de 0,99 para 1,00 a nível nacional. No continente o valor deste indicador mantém-se no 1,00.

Já na incidência do SARS-CoV-2 a 14 dias verifica-se uma descida. Passa de 70,4 para 69,3 casos por 100 mil habitantes em todo o território nacional e de 67,3 para 66,5 infecções por 100 mil habitantes no continente.

Estes dois indicadores definem a matriz de risco, que guia o Governo no plano de desconfinamento, cuja quarta e última fase começa a 3 de Maio, na próxima segunda-feira.

© DGS

Norte é a única região que regista mortes por covid-19 em 24 horas

As três mortes reportadas no boletim da DGS ocorreram todas na região Norte, que continua a ser aquela que tem o maior número de novas infecções, com mais 261 casos, o que representa 45,6% do total nacional. Lisboa e Vale do Tejo surge logo a seguir com 186 novos diagnósticos de covid-19.

Estas duas regiões têm hoje 78,15% do total de novas infecções.

Confirmaram-se ainda mais 61 casos no Centro, dois no Alentejo, 31 no Algarve, 22 nos Açores e nove na Madeira.

© DGS

No total, desde o início da pandemia (em Março de 2020), Portugal registou 835 563 casos de infecção pelo novo coronavírus, 16.973 óbitos e 794.781 recuperados, dos quais 576 foram reportados nas últimas 24 horas. Actualmente, há 23.809 casos activos da doença (menos sete do que na véspera).

O boletim da DGS indica também que há menos 299 contactos em vigilância, sendo que no total são 24.712.

A evolução favorável dos números da pandemia no país, nomeadamente os “avanços” na testagem e na vacinação estiveram na base da decisão do Presidente da República de não renovar o estado de emergência, que foi ontem comunicada quando se dirigiu aos portugueses.

Com esta decisão, termina na sexta-feira este estado de excepção, mas Marcelo Rebelo de Sousa disse que não hesitará em avançar com novo estado de emergência, caso seja necessário.

O chefe de Estado alertou que não vivemos “uma época livre de covid” e que “enfrentamos o risco de novas variantes menos controláveis pelas vacinas”, pelo que há necessidade de “manter todas as medidas para impedir recuos”.

Em relação ao processo de vacinação é possível, a partir de hoje, que as pessoas com mais de 65 anos possam inscrever-se para a toma da vacina contra a covid-19 nos Espaços Cidadão. A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, disse na terça-feira que, “de um momento para o outro, multiplicam-se assim por 700 os locais onde presencialmente as pessoas podem fazer essa inscrição”, referindo que estas serão provavelmente as pessoas com mais dificuldade em fazê-lo ‘online’.

Um em cada quatro vacinados com Pfizer e AstraZeneca sentiram efeitos secundários leves

E foi sobre os efeitos secundários das vacinas que se debruçou um estudo britânico, cujos resultados foram conhecidos esta quarta-feira.

Uma em cada quatro pessoas vacinadas com imunizantes contra a covid-19 da Pfizer ou da AstraZeneca sentiram efeitos secundários leves, como dores de cabeça e fadiga, segundo um estudo do King’s College de Londres (Reino Unido).

A investigação, publicada na terça-feira na revista científica The Lancet Infectious Diseases, analisou de que modo é que 500.000 pessoas reagiram às duas doses da vacina Pfizer/BioNTech e à primeira dose da desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford.

A análise concluiu que 25,4% indicou que sentiu efeitos secundários, entre um e dois dias depois da vacinação, enquanto 66,2% manifestou queixas na parte do braço onde foi administrada a vacina.

A nível mundial, os dados mais recentes da pandemia indicam que a infecção por SARS-CoV-2 é responsável por 3,13 milhões de mortes, desde que foi notificado o primeiro caso na China, refere o balanço diário da agência de notícias AFP.

Mais de 148.657.360 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço, feito com base em fontes oficiais,

Diário de Notícias

DN

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

Please follow and like us:

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.