Marta Temido: “Talvez estejamos no pico da quarta vaga em Lisboa”

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES/4ª. VAGA

Ministra da Saúde diz que medidas de confinamento são “adaptadas à actual situação”

© André Luís Alves / Global Imagens

A ministra da Saúde afirmou esta sexta-feira que Lisboa poderá estar no pico da pandemia de covid-19, mas disse serem precisos os dados dos próximos dias para se ter a certeza de que passou “a fase pior”.

Questionada à margem de uma visita ao centro de vacinação covid de Carnaxide, concelho de Oeiras, se há uma previsão relativamente ao pico da pandemia, Marta Temido afirmou que uma das coisas que se sabe relativamente a esta epidemia é que só depois de passar esse pico é que se se pode dizer que foi atingido.

“Em Lisboa, talvez neste momento estejamos no pico, mas precisamos dos dados dos próximos dias para ter a certeza de que passámos a fase pior”, disse a ministra.

Contudo, advertiu, mesmo que isso aconteça, é preciso continuar a apostar nas medidas de precaução básicas. “Elas não são muito exigentes” face à segurança que dão.

Marta Temido, acompanhada pelo Coordenador Nacional da ‘Task-Force’, vice-almirante Gouveia e Melo e pelo presidente da ARS LVT, Luís Pisco, visita esta sexta-feira três Centros de Vacinação.

A taxa de incidência de infecções pelo SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes no continente subiu esta sexta-feira para 366,7, mas o índice de transmissibilidade (Rt) voltou a baixar ligeiramente, para 1,13 no continente.

No boletim epidemiológico conjunto da Direcção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional da Saúde Doutor Ricardo Jorge, assinala-se que a taxa de incidência no continente subiu dos 346,5 em que estava na quarta-feira.

A nível nacional, este indicador subiu de 336,3 para 355,5.

Quanto ao Rt – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de uma pessoa com o vírus – no continente, na quarta-feira estava em 1,15. A nível nacional, o Rt desceu de 1,14 para 1,12.

Ministra da Saúde diz que medidas de confinamento são “adaptadas à actual situação”

A ministra da Saúde defendeu as medidas de combate à pandemia de covid-19 e reiterou que as restrições em vigor estão “adaptadas à actual situação”, face às críticas de duas dezenas de especialistas numa carta aberta.

Em declarações aos jornalistas numa visita ao centro de vacinação de Carnaxide, a governante, que contou com a companhia do coordenador da task force responsável pela logística das vacinas, o vice-almirante Gouveia e Melo, e do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, realçou a aposta “na vacinação como arma de combate” e vincou que “se não fosse a vacinação, o risco de transmissão e a incidência estariam muito superiores”.

Paralelamente, lembrou a necessidade de manter as medidas não farmacológicas, nomeadamente a utilização de máscara, o distanciamento físico e a higienização das mãos.

“Neste momento nós temos já um conjunto de medidas de confinamento que são adaptadas à nossa actual situação”, afirmou Marta Temido, que revelou a sua leitura pessoal das críticas feitas pelos especialistas: “Leio esta carta como um apelo a todos nós para mantermos as medidas que neste momento estamos a praticar”.

E continuou: “Precisamos de ler esta carta naquilo que ela na realidade nos transmitiu, o que ela nos diz e que nesta fase, apesar de estarmos a ver o número de casos ainda com uma incidência persistente, talvez possamos conseguir controlar os números”.

Marta Temido notou a maior disponibilidade de vacinas no espaço do último mês que permitiu acelerar a campanha de vacinação e que levou o país a atingir esta semana os 10 milhões de doses inoculadas. Nesse sentido, agradeceu a adesão “em força” da população à vacinação – que se traduziu nos últimos dias em “mais de 120.000 inoculações” diárias – e aos profissionais pela “força de trabalho incansável” neste processo.

Já em relação ao novo indicador de avaliação do estado da pandemia, apresentado pela Ordem dos Médicos na quarta-feira, a ministra assegurou ter recebido a nova matriz proposta pelo bastonário Miguel Guimarães e disse que “todos os indicadores que são referidos por peritos estão neste momento a ser considerados”, não descartando eventuais alterações ao quadro de análise do Governo após a reunião no Infarmed no próximo dia 27.

“Numa fase inicial, os peritos referiram que os dois indicadores de risco de transmissibilidade efectivo (Rt) e incidência cumulativa eram aqueles que nos davam uma leitura mais rápida e concreta da realidade”, referiu, resumindo: “Os outros indicadores são complementares. A matriz de alguma forma já reflete aquilo que são os outros indicadores”.

A pandemia de covid-19 já matou em Portugal, desde o início da pandemia, em Março de 2020, 17.194 pessoas e foram registados 922.747 casos de infecção, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Julho 2021 — 17:21

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893: 3.547 novos casos e sete mortes em Portugal em 24 horas

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

A taxa de incidência sobe para 366,7 casos por 100 mil habitantes no continente. Já o índice de transmissibilidade volta a descer. Há agora 778 pessoas internadas, das quais 171 estão em unidades de cuidados intensivos, segundo boletim da DGS.

estes de despiste à covid-19 à venda numa farmácia
© André Rolo / Global Imagens

O relatório diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou, nas últimas 24 horas, 3.547 novos casos de covid-19. O boletim epidemiológico desta sexta-feira (16 de Julho) refere também que morreram mais sete pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Os dados da autoridade de saúde indicam que há agora 778 pessoas internadas (mais quatro doentes face ao reportado na quinta-feira), das quais 171 (menos três) estão em unidades de cuidados intensivos.

A taxa de incidência a 14 dias continua a subir, de acordo com a actualização da DGS, passando de 336,3 para 355,5 casos de infecção por SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes a nível nacional.

Se não tivermos em conta as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, a incidência também regista um aumento no continente, passa de 346,5 para 366,7 casos de covid-19 por 100 mil habitantes.

Mas em sentido inverso está o índice de transmissibilidade, designado por R(t), que volta a descer. Está agora em 1,12 a nível nacional e 1,13 no continente.

Mais 2571 casos de pessoas que recuperaram da doença

A transmissibilidade e a incidência são os valores da matriz de risco definida pelo Governo, na qual Portugal mantém-se na zona vermelha.

© DGS

Lisboa e Vale do Tejo (41,1% do total nacional) e o Norte (36,7%) continuam a ser as regiões do país onde se concentra o maior número de novos casos.

Verificam-se na região da capital mais 1.460 diagnósticos de covid-19 e no Norte são 1.305 novos casos.

Há mais 304 infecções no Centro, 302 no Algarve, 105 no Alentejo, 50 nos Açores e 21 na Madeira.

Das sete mortes registadas em 24 horas, três ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, dois na região Norte e dois no Algarve.

De ontem para hoje, registaram-se mais 2.571 casos de pessoas que recuperaram da doença, elevando para 857.108 o número total.

© DGS

Relatório diário da DGS refere que Portugal soma agora 923.747 casos de covid-19 e 17.194 óbitos registados desde o início da pandemia.

Com o número diário de recuperados inferior ao das novas infecções, Portugal contabiliza, actualmente, 49.445 casos activos da doença (mais 969).

Dados mostram ainda que há mais 944 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, totalizando agora 79.625.

Vacinação. “Casa aberta” para quem tem idade igual ou superior a 40 anos é retomada

Antes de a DGS actualizar a situação pandémica, a task force do plano de vacinação contra a covid-19 anunciou que a modalidade ‘casa aberta’ para quem tem idade igual ou superior a 40 anos é retomada esta tarde (a partir das 15:00).

A decisão surge após o levantamento da suspensão temporária de um lote de vacinas da Janssen pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), adianta a task force em comunicado.

A partir de segunda-feira, a modalidade “Casa Aberta” estará condicionada apenas à utilização da vacina da Janssen, refere ainda a nota da estrutura que coordena o processo de vacinação, liderado pelo vice-almirante Gouveia e Melo.

A Task Force recorda que para ser vacinado nesta modalidade, os utentes se devem dirigir ao Centro de Vacinação Covid correspondente ao Centro de Saúde onde estão inscritos, nos horários específicos para esta modalidade do respectivo Centro de Vacinação.

Plano de vacinação aprovado por 78% dos portugueses

Os horários de funcionamento da “Casa Aberta” nos Centros de Vacinação COVID podem ser consultados em: https://covid19.min-saude.pt/casa_aberta”.

A percepção dos portugueses em relação à imunização contra a covid-19 melhorou nos últimos meses. O andamento do plano de vacinação passou dos 34% de aprovação, que tinha em Fevereiro, para 78% em Julho.

Numa altura em que 60% da população tem pelo menos uma dose de vacina, a confiança na eficácia das inoculações também subiu de 61% em Novembro de 2020 para 71% este mês, de acordo com os dados mais recentes. Quanto ao regresso à normalidade, os portugueses estão mais pessimistas: descem os que consideram que vai ser preciso um ano, aumentam os que estimam em dois ou mais anos a recuperação do país.

Os dados mais recentes, recolhidos neste mês de Julho pela sondagem da Aximage para o DN, JN e TSF, mostram que mais de três quartos dos inquiridos dão nota positiva ao processo de vacinação. Quase um terço (31%) respondeu que o plano está a “correr muito bem” e 47% disse que está a correr “bem”

Hungria autoriza terceira dose da vacina contra a covid-19 e vai contra OMS

Ainda no que se refere à vacinação contra a infecção por SARS-CoV-2, também esta sexta-feira, ficou a saber-se que a Hungria autoriza terceira dose da vacina e inoculação será obrigatória para profissionais de saúde, indicou o Governo liderado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán.

“Será possível pedir a terceira dose, mas recomendamos que passem quatro meses após a administração da segunda”, afirmou Orbán, em declarações à rádio pública Kossuth.

Na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou desnecessária uma terceira dose de reforço da vacina contra a covid-19, uma possibilidade já admitida por alguns países, tendo ainda criticado o que classificou de “ganância” em relação ao processo de vacinação.

Diário de Notícias
DN
16 Julho 2021 — 14:53

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892: Detectado super anticorpo que pode combater variantes do SARS-CoV-2 e outros coronavírus

SAÚDE/COVID-19/ANTICORPO/CORONAVÍRUS

Equipa de especialistas da Fred Hutchinson Center, nos EUA, identificou um anticorpo que pode combater o vírus responsável pela covid-19 e as suas variantes, mas também outros tipos de coronavírus. Denominado S2H97, demonstrou ter capacidade para proteger contra a infecção por SARS-CoV-2.

© D.R.

“Uma molécula imune recém-identificada aumenta a esperança de uma vacina contra uma série de vírus relacionados com o SARS-CoV-2”, o responsável pela covid-19, lê-se na revista “Nature”, onde foi publicado um novo estudo que pode traduzir-se numa boa notícia no combate à pandemia.

Uma equipa de investigadores da Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos EUA, identificou um anticorpo que pode combater não só o vírus que provoca a doença covid-19 e as suas variantes, mas também outros tipos de coronavírus.

O anticorpo em causa é designado por S2H97 e demonstrou ser mais potente na protecção contra a infecção por SARS-CoV-2.

A conclusão é de um estudo, publicado na revista especializada, que pode dar novas pistas e possibilidades no combate à pandemia, nomeadamente no que se refere ao desenvolvimento de vacinas e de tratamentos que podem ter uma área de actuação mais ampla.

O grupo de investigadores analisou 12 anticorpos presentes em pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 ou por outros coronavírus, e entre eles o S2H97 sobressaiu. Este anticorpo conseguiu mostrar ser suficientemente potente para evitar que diferentes variantes do coronavírus se propagassem entre as células que estavam em desenvolvimento em laboratório. Também mostrou ser potente para proteger os hamsteres contra a infecção por SARS-CoV-2, como escreve o El Mundo.

Tyler Starr, bioquímico do centro de investigação Fred Hutchinson, localizado em Seattle, afirmou, citado pelo jornal espanhol, que o S2H97 é o melhor anticorpo que já descobriram.

Resultados do estudo abrem novas possibilidades para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos

A análise de dados feita pelos cientistas teve como objectivo estudar a forma como as variantes do vírus afectam a união e ligação de anticorpos. No fundo, como as mutações conseguem escapar aos anticorpos. E os resultados deste trabalho de investigação podem abrir novas possibilidades no desenvolvimento de vacinas e de tratamentos contra estes vírus.

Os dados mostram “características que devem ser prioritárias para o desenvolvimento terapêutico contra a pandemia actual e possíveis pandemias futuras”, indica o estudo.

Arinjay Banerjee, um virologista da universidade Saskatchewan, no Canadá, fala em boas notícias, mas à revista Nature deixa uma pergunta no ar. “A grande questão que permanece é: e em relação aos vírus que ainda não conhecemos?”

Apesar de não se conseguir testar um anticorpo num vírus desconhecido, Banerjee considera que este tipo de descobertas pode ajudar a preparar o mundo para os próximos coronavírus que se transferem da vida selvagem para os seres humanos.

Diário de Notícias
DN
16 Julho 2021 — 09:37

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891: Em carta aberta, médicos e farmacêuticos manifestam-se contra medidas de confinamento

SAÚDE/COVID-19/CONFINAMENTO/CARTA ABERTA

Os 20 signatários fazem um retrato da actual situação no país afirmando que nos últimos 14 dias (até 08 de Julho), a taxa de mortalidade da covid-19 foi de 0,03 por 100 mil habitantes, contra uma taxa de mortalidade por outras doenças e causas de morte de 2,7 por 100.000.

O patologista Germano de Sousa é um dos signatários da carta aberta.

Médicos e farmacêuticos manifestaram-se numa carta aberta, divulgada esta sexta-feira, contra a tomada de “medidas extraordinárias de confinamento” para combater a pandemia, alertando que produzem efeitos “mais gravosos” para a sociedade do que a covid-19.

Na carta, divulgada por alguns órgãos de comunicação, os 20 signatários fazem um retrato da actual situação no país afirmando que nos últimos 14 dias (até 08 de Julho), a taxa de mortalidade da covid-19 foi de 0,03 por 100 mil habitantes, contra uma taxa de mortalidade por outras doenças e causas de morte de 2,7 por 100.000.

“A média de doentes internados por covid-19 foi de 528,7, num total de cerca 21 mil camas do SNS, em que 17.700 foram dedicadas à covid-19”, sublinham os signatários, entre os quais estão a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, o patologista Germano de Sousa, o médico de saúde pública Jorge Torgal.

Observam ainda que a incidência de testes positivos foi de 254,8/100.000, “mas a verdadeira incidência da covid-19 é desconhecida”, e que a “incidência” de infecção entre os que completaram o plano de vacinação é de 0,01%.

Perante este quadro, os subscritores afirmam que “não é razoável que se combata a actual situação – já não pandémica, mas endémica – recorrendo a medidas ‘sanitárias’, cuja eficácia tem sido colocada em causa por vários investigadores de grande prestígio”.

Consideram ainda que estas medidas produzem “efeitos mais gravosos para a sociedade e o bem comum do que a própria doença” e que algumas delas “podem ter contribuído para o incremento da circulação do vírus”.

“O risco de morrer por uma doença que não a covid-19 está, esse sim, a aumentar em Portugal”, dizem.

Nesse sentido, apelam às autoridades de saúde e ao Governo para que, antes de tomarem decisões com “enorme potencial deletério”, ponderem as opiniões cientificamente fundamentadas dos cientistas e profissionais de saúde que, não negando a importância da covid-19, cuja resposta deve ser “prioritária” propõem estratégias para a sua abordagem diferentes das que têm sido seguidas.

Para os signatários, é possível delinear uma estratégia evitando a utilização das “erradas medidas de confinamento geral”.

Apontam como medidas a “aceleração da vacinação”, simplificando o processo, “excessivamente consumidor de recursos humanos, que fazem falta nos centros de saúde para o normal atendimento dos doentes” e que se envolvam os agentes da sociedade civil no processo, como, por exemplo, as farmácias, para “aumentar rapidamente a cobertura vacinal”.

Defendem também o aperfeiçoamento da vigilância epidemiológica, a qual consideram que “tem sido um insucesso em Portugal”, a cessação de “medidas avulsas de fim de semana” e outras do mesmo tipo, “que já demonstraram não ter impacto no número de novos casos”.

“Estamos numa fase endémica e apenas o desconhecimento sobre o que se passa realmente no terreno pode levar a adiar novamente a necessidade de instalar um sistema de monitorização em tempo real, informatizado e centralizado, das camas hospitalares, factor que, durante o último ano, levou a que se procedesse a um encerramento da prestação de cuidados de saúde a doentes ‘não covid-19′”, criticam.

No seu entender, esta situação está a ter e terá no futuro, “consequências desastrosas em termos de morbilidade e mortalidade.

Este é um “aspecto determinante” a ter em conta na “matriz de risco”, porque, afirmam, “o risco de morrer por uma doença que não a covid-19 está, esse sim, a aumentar em Portugal”.

Diário de Notícias
Lusa
16 Julho 2021 — 09:10

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