890: OMS avisa que poderão surgir mais variantes e mais perigosas

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES/VARIANTES/OMS

Peritos que aconselham o director-geral da OMS alertam que “a pandemia está longe do fim”

© Fabrice COFFRINI / AFP

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou hoje para a “forte probabilidade” de surgimento de novas variantes do coronavírus, “possivelmente mais perigosas”.

“A pandemia está longe do fim”, afirmaram em comunicados os peritos que aconselham o director-geral da OMS, acrescentando: “Há uma forte probabilidade de surgimento e propagação de novas variantes preocupantes, possivelmente mais perigosas e ainda mais difíceis de controlar”, do que as já reportadas pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

“As tendências recentes são preocupantes, 18 meses após a declaração de uma emergência sanitária pública internacional, continuamos a perseguir o vírus e o vírus continua a perseguir-nos”, sublinhou o presidente do comité, o francês Didier Houssin, durante um ponto de situação com a imprensa.

Até agora, a OMS reportou quatro variantes consideradas preocupantes: Alpha, Beta, Gamma e Delta.

A variante Delta, identificada na Índia, está a espalhar-se muito rapidamente pelo mundo, provocando um ressurgimento da pandemia.

Muito mais contagiosa do que as outras variantes, mostra-se um pouco mais resistente às vacinas, mesmo que estas continuem a proteger dos casos mais graves de covid-19 e das mortes.

O professor Houssin frisou que o comité fez duas recomendações principais: defender o acesso equitativo às vacinas e não apoiar iniciativas pouco justificadas cientificamente como uma terceira da vacina contra a covid-19, proposta nomeadamente pelo grupo Pfizer/BioNTech.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.061.908 mortes em todo o mundo, entre mais de 188,3 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Julho 2021 — 18:30

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889: Número mais alto de internados desde Março. Mais 3.641 casos e cinco mortes

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Registados mais 2.268 casos de recuperados da doença e um aumento de 40 doentes hospitalizados. Estão agora 774 pessoas com covid-19 internadas, das quais 173 em unidades de cuidados intensivos, segundo boletim epidemiológico da DGS.

Doses de vacina contra a covid-19 no centro de vacinação covid-19 na Ajuda, em Lisboa
© Rita Chantre / Global Imagens

Foram confirmados 3.641 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico desta quinta-feira (15 de Julho) refere que morreram mais cinco pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Em dia de nova reunião do Conselho de Ministros, em que é avaliada a situação pandémica no país, os dados indicam que, no que se refere à pressão nos hospitais portugueses, há um novo aumento nos internamentos.

Relatório indica que há agora mais 40 pessoas hospitalizadas, sendo agora 774 doentes, no total. Nas unidades em cuidados intensivos, foi registado também um aumento com mais três pessoas internadas, são agora 174.

Este é o número mais alto de internados desde 19 de Março passado, dia em que estavam 789 doentes com covid-19 em unidades hospitalares. No entanto, de quarta-feira para hoje foram registados ​​​mais 2.268 casos de pessoas que recuperaram da doença.

No que diz respeito aos novos casos, Lisboa e Vale do Tejo soma 41,4% do total nacional, com mais 1.509 infectados. Na região da capital ocorreram quatro dos cinco óbitos reportados em 24 horas. O Norte volta a registar mais de mil novos casos, com 1.309 diagnósticos.

O Algarve mantém-se como a terceira região onde se concentra o maior número de novas infecções, com mais 364 casos. Nesta zona do país foi também registado uma morte associada à covid-19, indicam os dados da DGS.

Confirmaram-se mais 296 casos no Centro, 97 no Alentejo, 40 nos Açores e 26 na Madeira,

© DGS

Com esta nova actualização, Portugal soma agora 920.200 casos de covid-19 e 17.187 óbitos desde o início da pandemia.

O número total de pessoas que recuperaram da doença corresponde agora a 854.537 e o número actual de casos activos é de 48.476 (mais 1.368 face ao dia anterior).

Relatório da DGS indica ainda que ​​​​há mais 999 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.​​​

As vacinas são uma das principais ‘armas’ no combate à pandemia, tendo sido aumentado o ritmo de vacinação em Portugal. Esta quinta-feira, no entanto, a task force anunciou a suspensão da modalidade de ‘casa aberta’, devido à redução da disponibilidade de vacinas. Tinha sido anunciado ontem que esta modalidade, de vacinação sem agendamento, já estava disponível aos que tinham 40 ou mais anos.

Agora a decisão pela suspensão da “casa aberta” surge depois de ter sido interrompida temporariamente a administração de doses de um lote da marca Janssen no Centro de Vacinação de Mafra, após relatos de reacções adversas.

“Tendo em conta a suspensão de um lote de vacinas da marca Janssen, conforme divulgado por nota à imprensa do Infarmed de 14 de Julho, e a consequente redução na disponibilidade de vacinas, foi decidido suspender, de imediato, modalidade “casa aberta”, refere uma nota da Task Force da vacinação enviada às redacções.

A Task Force do plano de vacinação salienta que a modalidade “casa aberta” será retomada “logo que possível”.

De recordar que na quarta-feira, o Infarmed anunciou a suspensão de um lote de vacinas da Janssen depois de utentes terem desmaiado após a toma da vacina no Centro de Vacinação Covid-19 de Mafra.

A Autoridade Nacional do Medicamento informou, em comunicado, “que não foram reportadas, até à presente data, suspeitas de defeito de qualidade deste lote noutros centros de vacinação em que o mesmo está a ser utilizado”.

A partir do fim de semana, França pede teste com menos de 24 horas a quem regressa de Portugal

Ainda no que se refere à vacinação e aos que já estão imunizados, França anunciou que todas as pessoas não vacinadas contra a covid-19 chegadas de Portugal ou Espanha que queiram entrar no país terão de apresentar um teste com menos de 24 horas, em vez das 48 horas actuais.

“As pessoas podem ir a Espanha e a Portugal, especialmente quando estão vacinadas. Quando não estão vacinadas, quando vêm desses dois países onde a situação é difícil, é preciso apresentar um teste com menos de 24 horas”, afirmou o secretário de Estado de Assuntos Europeus, Clément Beaune, na rádio “Franceinfo”.

A medida vai entrar em vigor já a partir deste fim de semana.

Testes comparticipados em mais de 300 farmácias e laboratórios

Também esta quinta-feira, o Ministério da Saúde anunciou que os testes rápidos de antigénio (TRAg) à covid-19, no âmbito do regime que prevê a sua comparticipação a 100%, estão disponíveis em 218 farmácias e 87 laboratórios de Portugal continental.

“Os TRAg de uso profissional comparticipados podem ser realizados em 218 farmácias e 87 laboratórios aderentes, uma lista dinâmica que se encontra em expansão à medida que mais estabelecimentos mostram disponibilidade para esta prestação, para a qual é requisito a inscrição na Entidade Reguladora da Saúde”, adiantou a mesma fonte.

Segundo o ministério de Marta Temido, o pagamento destes testes às farmácias e laboratórios processa-se com base nas regras definidas para a comparticipação de medicamentos ou meios complementares de diagnóstico e terapêutica, com as necessárias adaptações.

Ainda no que se refere a dados actualizados da pandemia, a infecção pelo novo coronavírus já fez pelo menos 4.061.908 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência de notícias AFP.

Mais de 188.347.300 pessoas foram infectadas em todo o mundo, segundo o balanço desta quinta-feira. Os EUA continuam a ser o país mais afectado, tanto em número de mortes como de infecções, com um total de 608.115 mortes e 33.947.230 casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins.

Diário de Notícias
DN
15 Julho 2021 — 15:12

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888: Pandemia: medidas mais profundas só após nova reunião do Infarmed

SAÚDE/COVID-19/PANDEMIA/NOVAS MEDIDAS

O Conselho de Ministros reuniu hoje mas nada decidiu quando a novas medidas de confinamento /desconfinamento. Aguarda agora por nova reunião do Infarmed. Concelhos em situação de risco elevado ou muito elevado subiram de 60 para 90.

Matriz de risco indica agravamento da situação pandémica em Portugal
Foto Governo
Concelhos em situação de alerta (15 de Julho de 2021)
Foto Governo
Concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho de 2021)
Foto Governo
Medidas para concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo
Concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo
Medidas para os concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Actualizar as listas dos concelhos em situação de alerta, de risco elevado ou de risco muito elevado. Foi isso que, basicamente, o Conselho de Ministros fez hoje, no que toca à gestão da pandemia covid-19. Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, explicou que o Governo aguarda pela reunião do Infarmed com peritos marcada para dia 27 para tomar medidas mais profundas e, eventualmente, actualizar os calendários de desconfinamento.

A única medida actualizada prende-se com os auto-testes. O Conselho de Ministros aprovou a sua venda em supermercados de testes rápidos de antigénio para detecção do SARS-CoV-2.

De acordo com a governante, a medida permitirá reforçar a identificação de casos positivos de covid-19, numa altura em que Portugal se mantém na zona vermelha da matriz de risco e a situação epidemiológica continua a preocupar o executivo.

“Continuamos naquilo que nas últimas semanas aqui tenho chamado a atenção que é uma corrida contra o tempo entre o processo de vacinação que se vai diariamente alargando e a evolução da pandemia”, sublinhou a governante, afirmando que se impõe, por isso, “uma insistência no processo de testagem, de identificação de positivos e do seu isolamento”.

Com a actualização das listas passaram de 60 a 90 os concelhos em situação de risco elevado ou muito elevado – concelhos portanto onde haverá recolher obrigatório às 23h00 e onde, aos fins de semana, serão exigidos testes negativos, ou certificado digital de vacinação, para se aceder ao interior de restaurantes (ver listas e mapas no fim da notícia).

O Governo reconhece que a situação pandémica se agravou (o que a matriz de risco revela) mas ao mesmo tempo ressalva que a velocidade de progressão do vírus parece estar a diminuir.

Matriz de risco indica agravamento da situação pandémica em Portugal
© Governo

A pressão nos internamentos no SNS subiu 19% numa semana (e 18% nos cuidados intensivos) mas a situação permanece abaixo das linhas vermelhas definidas pelo Governo, salientou a ministra.

Mariana Vieira da Silva admitiu que após a reunião do Infarmed de dia 27 o Governo avaliará a questão do regresso dos espectadores aos recintos desportivos.

“A Direcção-Geral da Saúde (DGS) tem estado a trabalhar num parecer sobre as características e a forma de organizar essa presença. Esse parecer já existe, tem de ser trabalhado, e o Governo decidirá, em função da avaliação da situação epidémica na reunião do próximo dia 27”, explicou.

Na passada sexta-feira, após a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) ter anunciado que as competições profissionais da época 2021/22 vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, fonte oficial do Governo disse à Lusa que a decisão ainda não estava tomada.

“O Governo não faz da matriz de risco que apresentou a única possível e está sempre disponível para a melhorar. Agora, nós ganhamos com a previsibilidade e com a utilização no tempo do mesmo instrumento.”

“O trabalho técnico já decorreu, da parte da DGS, há trabalho de organização e, depois, há uma decisão, que será sempre posterior à reunião do Infarmed”, frisou Mariana Vieira da Silva.

A época futebolística profissional de 2021/22 arranca com a primeira fase da Taça da Liga, entre 23 de 26 de Julho, enquanto os campeonatos da I Liga e da II Liga têm início previsto para 08 de Agosto, uma semana depois da disputa da Supertaça Cândido Oliveira, em Aveiro, entre o campeão Sporting e o Sporting de Braga, vencedor da Taça de Portugal, no dia 31 de Julho.

A ministra afirmou também que o Governo está disponível para “melhorar” a matriz de risco da pandemia da covid-19.

“O Governo não faz da matriz de risco que apresentou a única possível e está sempre disponível para a melhorar. Agora, nós ganhamos com a previsibilidade e com a utilização no tempo do mesmo instrumento”, disse.

“Chegaremos ao Infarmed [a reunião que junta peritos e políticos] prontos para ouvir em que situação nos encontramos, que medidas podem vir a ser necessárias e que sistemas de acompanhamento podem acontecer a partir de agora, no momento em que temos uma percentagem muito significativa da população adulta já vacinada e todas as idades de maior risco já vacinadas”, acrescentou.

Em alerta

O número de concelhos em alerta – concelhos que na próxima semana poderão ver as suas medidas de confinamento agravadas se ali a pandemia continuar a progredir – diminuiu de 34 para 30. Eis o respectivo mapa.

Concelhos em situação de alerta (15 de Julho de 2021)
© Governo

Risco elevado

O número de concelhos em situação de risco elevado subiu de 27 para 43. Eis o respectivo mapa e as medidas a que estão sujeitos.

Concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho de 2021)
© Governo
Medidas para concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Risco muito elevado

O número de concelhos em situação de risco muito elevado aumentou de 33 para 47. Eis o respectivo mapa e as medidas a que estão sujeitos.

Concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
© Governo
Medidas para os concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
15 Julho 2021 — 15:42

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887: Com mais 58 mil casos num mês, cuidados intensivos aumentam 122% mas óbitos estabilizam

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Lisboa e Vale do Tejo foi onde se verificou mais infecções no último mês, com quase 32 mil, mas foi o Algarve que registou o maior aumento percentual de casos de covid-19, com 24%, passando dos 22.653 para os 28.205.

Enfermaria dedicada ao tratamento de doentes covid-19 no Hospital Santa Maria, em Lisboa
© Gerardo Santos / Global Imagens

Portugal registou mais de 58 mil novos casos de infecção no último mês, período em que os internamentos em cuidados intensivos aumentaram 122%, mas com o número de mortes a ter um crescimento de apenas de 0,8%.

Se em 14 de Junho, o país tinha 858 072 casos confirmados de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, os dados mais recentes da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que quarta-feira, véspera do Conselho de Ministros de hoje de avaliação da pandemia, já tinham sido notificados 916.559 casos, o que representa um aumento de 6,8% no espaço de um mês.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo foi onde se verificou mais infecções no último mês, com quase 32 mil, mas foi o Algarve que registou o maior aumento percentual de casos de covid-19, com 24%, passando dos 22.653 para os 28.205.

A 14 de Junho, Lisboa e Vale do Tejo registava um total 326.412 casos de infecção pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, número que aumentou para os 358.162 registados na quarta-feira, o equivalente a mais 9,7% nesse período.

Durante o último mês, o Norte deixou de ser a região do país com mais casos de infecção registados desde o início da pandemia, uma liderança que passou a ser assumida por Lisboa e Vale do Tejo, com uma diferença de pouco menos de dois mil casos.

Entre 14 de Junho e 14 de Julho, o número de infecções no Norte aumentou 4%, passando de 342.464 para os 356.182, indicam ainda os dados da DGS.

Relativamente às restantes regiões, os casos confirmados também aumentaram 4% no Centro (de 120.517 para 125.267) no prazo de um mês, 5% no Alentejo (de 30.438 para 31.980), 14,5% nos Açores (de 5.799 para 6.640) e 3,4% na Madeira (de 9.789 para 10.123).

Num mês, os casos activos no país registaram um aumento de 85%

Já no que se refere aos casos activos no país, aumentaram de 25.403 para os actuais 47.108, o que representa um crescimento de 85%.

Apesar de muito distante dos números do início do ano, a evolução da pandemia no último mês também se reflete na pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, com um crescimento de 115% nos internamentos (de 340 a 14 de Junho para 734 a 14 de Julho) e de 122% nos cuidados intensivos (de 77 para 171 na quarta-feira).

As “linhas vermelhas” de controlo da pandemia estabelecidas por diversos especialistas preveem 245 camas em cuidados intensivos como o valor crítico para Portugal continental, apontando para uma distribuição regional de 85 camas no Norte, de 56 no Centro, de 84 em Lisboa e Vale do Tejo, de 10 no Alentejo e de 10 no Algarve.

Tendo em conta os 171 doentes que estavam em cuidados intensivos na quarta-feira, Portugal continental atingiu os 69,7% do limiar definido como crítico de 245 camas ocupadas, quando, a 16 de Junho, este valor estava nos 36%, o que representava 88 internados nessas unidades.

Apesar desta maior pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, e ao contrário de outras vagas, o número de óbitos registou apenas um ligeiro aumento de 0,8%, com mais 135 mortes no período em análise para um total de 17.182 desde o início da pandemia em Portugal.

A evolução negativa da pandemia no último mês é também evidente nos indicadores que compõe a matriz de risco, que passou do quadrante laranja para o vermelho, com a taxa de incidência de novos casos de infecção a aumentar de 83,4 para os 346,5 no território continental em cerca de trinta dias.

Ritmo de vacinação acelerou no último mês. Passou de 25% para os 42% da população com a vacinação completa

Já o índice de transmissibilidade – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de uma pessoa com o vírus — passou no continente de 1,10 para os 1,15, acima do limite estabelecido de 1.

O ritmo de administração de vacinas também acelerou no último mês, passando de 42% para 60% da população com a primeira dose (de cerca de 4,3 milhões para 6,2 milhões de pessoas), enquanto o número de utentes que concluíram a vacinação subiu dos 25% para os 42% (de cerca de 2,5 milhões para 4,3 milhões).

As pessoas entre os 50 e 64 anos e entre os 25 e os 49 anos foram as faixas etárias com crescimentos mais significativos de inoculações desde 13 de Junho, passando de 69% para os 90% e dos 19% para os 57% com a primeira dose, respectivamente.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.053.041 mortos em todo o mundo, entre mais de 187,7 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Julho 2021 — 08:42

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Suspensa modalidade “casa aberta” devido a problemas com vacinas da Janssen

SAÚDE/COVID-19/VACINA JANSSEN/SUSPENSÃO DE MODALIDADE “CASA ABERTA”

A suspensão temporária da vacinação sem agendamento devido à redução da disponibilidade de vacinas surge depois de ter sido interrompida a administração de doses de um lote da marca Janssen no Centro de Vacinação de Mafra.

© EPA/ETIENNE LAURENT

A modalidade “casa aberta” para a vacinação foi suspensa devido à redução da disponibilidade de vacinas, na sequência da interrupção de um lote da marca Janssen, anunciou esta quinta-feira a Task Force.

“Tendo em conta a suspensão de um lote de vacinas da marca Janssen, conforme divulgado por nota à imprensa do Infarmed de 14 de Julho, e a consequente redução na disponibilidade de vacinas, foi decidido suspender, de imediato, modalidade “casa aberta”, refere uma nota da Task Force da vacinação enviada às redacções.

A Task Force do plano de vacinação salienta que a modalidade “casa aberta” será retomada “logo que possível”.

A modalidade “casa aberta” estava disponível para a vacinação de primeiras doses de pessoas com 40 ou mais anos e que não tenham sido infectados com covid-19 nos últimos seis meses.

Segundo a Task Force, a ‘casa aberta’ permite assegurar que todas as pessoas elegíveis são chamadas ao processo de vacinação.

Na quarta-feira, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) anunciou a suspensão de um lote de vacinas da Janssen depois de utentes terem desmaiado após a toma da vacina no Centro de Vacinação Covid-19 de Mafra.

A Autoridade Nacional do Medicamento informou “que não foram reportadas, até à presente data, suspeitas de defeito de qualidade deste lote noutros centros de vacinação em que o mesmo está a ser utilizado”.

O Infarmed decidiu dar início a um processo de investigação da qualidade das unidades remanescentes da vacina naquele local de vacinação, assim como, suspender este lote até as devidas averiguações estarem concluídas”, pode ler-se num comunicado enviado à nossa redacção.

Os últimos números oficiais indicam que mais de 42% dos portugueses já têm a vacinação completa e 60% já tomou pelo menos uma dose.

Só esta semana foram administradas mais de um milhão de doses, o valor mais alto desde o início da campanha de vacinação contra a covid-19.

A pandemia de covid-19 já matou em Portugal 17.182 pessoas e foram registados 916.559 casos de infecção, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

Actualizado às 12:25

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Julho 2021 — 11:47

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Covid-19. “Se relaxarmos medidas corremos o risco de ter novo pico em Agosto”

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO/RELAXO

O país ultrapassou os 4 mil casos de infecção. O número pode não reflectir sequer o pico desta vaga. O fecho das escolas e as férias poderão alterar o curso da doença, mas o que o Conselho de Ministros decidir hoje será decisivo para o mês de Agosto.

Casos de infecção crescem exponencialmente na região norte, sobretudo no Porto.
© Igor Martins Global Imagens

Na Europa, há especialistas que já falam de um novo pico da pandemia de covid-19 em Agosto – isso mesmo prova um estudo divulgado pelo Imperial College relativamente à situação no Reino Unido. Tudo por conta do alívio das medidas de confinamento face à variante Delta – aquela que já se sabe que tem um grau de transmissibilidade muito superior ao da Alpha ou da variante original.

Em Portugal, o receio de que tal também possa acontecer começa a ser visível entre alguns especialistas e a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que desde o início da pandemia faz a modelação da evolução da doença, volta a lançar um alerta. “O que fizermos agora vai ser determinante para um novo pico em Agosto”, afirmou ao DN Carlos Antunes.

Os especialistas têm os olhos postos na reunião de hoje do Conselho de Ministros, porque, e como explicou Carlos Antunes, “poderá haver a tendência para se criar a expectativa de que – como se começa a vislumbrar um certo desaceleramento da situação na região de Lisboa e Vale do Tejo e com a vacinação a avançar – temos melhores condições para combater o vírus e que a situação epidemiológica está a ser resolvida, mas a verdade é que cada vez que se aligeira as medidas de confinamento, quer seja em Portugal ou em outra parte do mundo, o vírus surpreende-nos. Veja-se o que se está a passar em Holanda, Grécia, França, Itália, Espanha, Rússia – que aligeiraram as medidas, os casos cresceram exponencialmente e já começaram a retroceder. No fundo, foi o que aconteceu connosco. Ou seja, se relaxarmos ou atenuarmos as medidas estamos a dar mais oportunidades ao vírus para crescer e corremos o risco de em Agosto ter novo pico”.

Especialista pede precaução nas medidas

O professor relembra que faz parte de uma equipa que desde o início do desconfinamento defende o princípio da precaução, “em Abril defendemos que deveríamos esperar mais uma ou duas semanas para abrir, o governo não o fez, e logo em seguida vivemos o resultado”.

Agora, volta a defender que deve ser “mantido o princípio da máxima precaução. Qualquer decisão deve ser muito ponderada”, porque o vírus, ou melhor, a variante Delta, com origem associada à Índia, já nos mostrou que “sempre que relaxamos as medidas ou os comportamentos a incidência aumenta e sempre que apertamos a incidência é contida ligeiramente”.

Por isso, é da opinião que “até se deveria ir mais longe. O país tem de definir o limite da linha vermelha que quer aceitar e tomar logo medidas em relação aos concelhos de risco elevado e muito elevado o mais rapidamente possível – assim que um concelho de elevada densidade populacional ultrapassasse os 240 por 100 mil habitantes deveriam estar a ser tomadas medidas para travar a transmissão”, reforçando que não se pode fazer o que foi feito na capital.

“Vimos Lisboa a chegar ao amarelo, depois ao vermelho e só uma semana depois é que se tomaram medidas. Não podemos continuar a esperar tanto tempo para confirmar se um concelho mantém ou ultrapassa os 240 casos, assim não conseguimos reduzir a transmissão.”

Pico a chegar a Lisboa. Norte vai passar casos da capital

Os olhos estão postos na reunião de hoje para se saber que concelhos se mantêm em elevado risco, os que retrocedem ou os que aliviam medidas, mas Lisboa não deixa de ser exemplo. Há três semanas estava na linha vermelha. Começou a crescer em maio, em Junho atingiu os 480 casos por 100 mil habitantes. O R(t) – índice de transmissibilidade – chegou a estar em 1,25, desceu para 1,15, voltou a subir e agora está em 1,05.

Como irá evoluir ainda é uma incógnita, até porque há variáveis muito fortes que podem mudar o rumo da evolução epidemiológica, mas o que se sabe até agora é que Lisboa passou a nova variante aos concelhos vizinhos e que, hoje, a variante Delta já tem a sua marca em 100% dos casos nesta região e no Algarve. E, segundo os dados actuais, refere Carlos Antunes, “parece começar a haver um desaceleramento, uma descida sustentada na incidência e no R(t), o que nos leva a pensar que estamos próximos do pico, porque é o que significa quando tal acontece”.

O boletim de ontem da Direcção-Geral da Saúde sobre a covid-19 indicava mais 4153 novos casos. O número mais alto desta semana. Lisboa e Vale do Tejo à frente com 1928 casos, o norte com 1305, o Algarve com 441, o centro com 316 e o Alentejo com 102. Os Açores e a Madeira com 42 e 19, respectivamente. A incidência voltou a subir no país e no continente, embora o R(t) continue a descer.

O professor da Faculdade de Ciências explica ainda que os dados demonstram que a região de Lisboa e Vale do Tejo pode estar a atingir o pico da curva epidémica, que o norte ainda está longe, porque “está em crescimento, mas vai ultrapassar os casos de Lisboa, e no Algarve começa a haver indícios de que também estamos a atingir o pico na região. O centro tem vindo a crescer menos, mas também há algum indício de que o pico possa estar a acontecer”.

E o receio entre os especialistas é o de que possa haver “alguma redução na incidência em certas regiões e que o governo e os municípios tenham a tentação para aliviar as medidas, passando a haver restaurantes abertos durante mais tempo e poder circular-se sem horário”.

Segundo argumenta o professor, “todos os indícios que temos podem levar-nos a crer, e como estamos no verão, que pode haver uma desaceleração da transmissão, mas eu não arriscaria nada neste momento. Há uma série de variáveis que podem inverter por completo a situação”.

Férias podem cruzar cadeias de transmissão e gerar pico

“Por exemplo, estamos a assistir a uma desaceleração em Lisboa e Vale do Tejo, mas de um momento para o outro, tanto a questão do fecho das escolas como a mobilidade em período de férias, quer seja para o Algarve, para o norte ou para o interior, podem levar a um cruzamento de cadeias de transmissão, e alterarem rapidamente a configuração da situação epidemiológica”. Um ano e meio depois da pandemia as incertezas perante a evolução da situação pandémica voltam a ser “muito grandes e aconselham-nos a ter cautela e a não criar expectativas, porque tal pode levar a um comportamento errático da população”, reforça Carlos Antunes.

As variáveis de que dispomos hoje “são difíceis de controlar” e tanto nos podem levar para o melhor dos cenários, para o desaceleramento da transmissão, como para o pior, novo pico na transmissão e consequências inerentes – mais casos, mais enterramentos e óbitos também, embora não se chegue ao nível de gravidade atingindo nas anteriores vagas. Acrescentando: “O fecho das escolas pode representar um mitigar da transmissão para a faixa menor de 10 anos, mas na faixa acima dos 15 e até aos 25 pode representar um acelerar da transmissão, porque estamos a falar de alunos do secundário e de universitários que após as aulas e exames podem conviver ainda mais, fazendo aumentar a transmissão.” Por outro lado, “há as medidas em vigor de fecho de restaurantes a uma certa hora e de corte na mobilidade nos municípios de elevado risco, que podem mitigar a transmissão, mas depois há o turismo que pode multiplicar essa transmissão“.

Para Carlos Antunes, “todas estas situações dizem-nos o seguinte: se relaxarmos as medidas é certo e sabido que com a nova variante – sobre a qual já se sabe que um infectado pode contagiar entre cinco e nove pessoas, enquanto com a Alpha um infectado contagiava duas a três – a transmissão será elevada”.

Até porque “já se sabe que para este vírus não há sazonalidade, há em relação à doença e à letalidade, mas isso tem que ver connosco, com o hospedeiro, e com o nosso sistema imunitário. O vírus em si não teme a sazonalidade”. Na verdade, a grande incerteza é comportamental e quando assim é, Carlos Antunes e muitos outros especialistas têm vindo a defender que a aposta deve ser no risco em relação à saúde pública.

Do meu ponto de vista, devemos insistir na limitação dos contactos, porque as pessoas não o farão por iniciativa própria, com excepção das pessoas mais idosas ou cautelosas. Os jovens não o farão, já se percebeu que só por imposição é que acomodam os seus comportamentos. Se lhes dermos liberdade, vão amplificar os contactos e isso vai potenciar a transmissão.”

Carlos Antunes admite que a vacinação é a única segurança que temos, bem como a redução dos contactos, e se ainda há quem duvide disto basta olhar para o que se está a passar à nossa volta. Aliás, a nível internacional, esta semana está a ser um exemplo de que em relação à pandemia ainda nada pode ser dado como garantido, porque quando se pensa que a situação pode estar a aliviar e o risco diminuído, eis que o SARS-CoV-2, quer seja por uma nova variante ou não, faz das suas.

Como diz, basta olhar para o Reino Unido, com abertura da actividade marcada para 19 de Julho, mas que um aumento de casos já levou Boris Johnson atenuar o discurso – “o uso de máscara em Londres ia deixar de ser obrigatório nos transportes e já voltou a ser. Na Holanda, o número de casos cresceu exponencialmente, em França e Itália também, a ponto de estes países discutirem a obrigatoriedade da vacinação e uma terceira dose em breve; e Espanha volta a falar em retroceder medidas. Não é só Portugal”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
15 Julho 2021 — 00:45

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