866: Levantar restrições antes de tempo pode ser “estupidez epidemiológica”

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES/ESTUPIDEZ EPIDEMIOLÓGICA

– O que existe mais em Portugal é estupidez epidemiológica, especialmente nos labregos acéfalos irracionais que nunca desistiram das suas vidinhas “sociais”, das passeatas, caminhadas, casamentos, aniversários, baptizados, bebedeiras e afins. E duram… duram… duram… como se a estupidez fosse infinita! Uma infelicidade termos de conviver com este tipo de choldra!

Mário Oliveira / SEMCOM

Comentário foi feito numa altura em que alguns países, com a Inglaterra à cabeça, começam a prescindir de medidas como o distanciamento social, apesar da subida do número de infecções e à rápida propagação da variante Delta.

A Organização Mundial de Saúde alertou esta quarta-feira os países para os perigos que podem surgir do fim prematuro e precipitado de restrições sanitárias, numa altura em que o processo de vacinação está ainda atrasado em vários territórios.

Segundo Mike Ryan, director de emergências sanitárias da OMS, a melhor abordagem será um “lento” levantamento de medidas, de forma a evitar que os países “regridam nos progressos feitos ao longo dos últimos tempos.”

As declarações foram feitas numa altura em que a Inglaterra — tal como anunciado por Boris Johnson na passada segunda-feira — se prepara para terminar com a grande maioria das regras impostas no início da pandemia com o objectivo de impedir a propagação do vírus, tais como o distanciamento social.

Apesar de nunca se referir directamente ao caso inglês, as declarações de Ryan estão em linha com as preocupações de cientistas e epidemiologistas, que já alertaram para a possibilidade de o país estar a avançar “demasiado rápido” no caminho para o pós-pandemia — numa altura em que o número de infecções está a aumentar.

Ainda assim, o representante da OMS reagiu a comentários de diversos epidemiologistas, segundo os quais a nova estratégia britânica para alcançar a imunidade de grupo mais rapidamente consistiria numa combinação de vacinar com aceitar mais infecções.

Mike Ryan, diz o The Guardian, classificou a ideia como uma “estupidez epidemiológica” e um “vazio moral“.

Referindo-se aos planos céleres dos países com vista à reabertura da economia, particularmente nos que apresentam taxas de vacinação baixas, o especialista avança que esta pode ser uma “mistura tóxica”.

Ainda assim, Mike Ryan realçou que cada país deve fazer as suas escolhas em relação ao nível de precaução que pretendem implementar — isto num período que deve ser “precaução extrema”.

As declarações foram feitas numa conferência de imprensa promovida pela organização Mundial de Saúde com o objectivo de apelar aos países mais avançados no processo de vacinação para partilharem as vacinas com os países mais pobres, de forma a permitir a imunização de profissionais de saúde, cuidadores, e idosos, antes de avançarem com a vacinação das crianças — grupo etário considerado de baixo risco de doença grave.

“Para grande parte do mundo isto está apenas a começar. Estou muito satisfeito pelos países que estão a conseguir controlar a situação, mas, por favor, pensem um pouco nos que não têm vacinas”, disse Ryan.

“Nos países do continente Americano ainda temos quase um milhão de casos por semana. Isto ainda não acabou. O mesmo acontece na Europa, onde temos meio milhão de casos por semana. A pandemia não foi embora.”

Esta semana, a Organização Mundial de Saúde assinalou a “marca trágica” de quatro milhões de mortes como consequência da pandemia, 18 meses depois de a SARS-CoV-2 ter sido detectada pela primeira vez na província chinesa Wuhan — apesar de o organismo suspeitar que o número de fatalidades pode ser mais elevado.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, director da Organização Mundial de Saúde, o mundo está agora num “ponto perigoso” da pandemia — referindo-se à vontade dos países em acabar com as restrições sanitárias, às crescentes taxas de vacinação e à rápida propagação da variante Delta.

Por ZAP
8 Julho, 2021

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

865: Saiba os testes que pode apresentar para entrar nos hotéis e restaurantes

– Nesta informação, apenas reside o problema que não sei se é da governança que não explicou sucintamente a questão ou se é da comunicação social que não publicou toda a informação disponibilizada, ou se é apenas a simples estupidez da minha parte ou seja: a entrada nos restaurantes ou nos hotéis, exigem a apresentação dos certificados covid. Ok, tudo bem. Mas basta o certificado com a primeira vacinação (que eu já possuo, estando à espera de tomar a segunda dose) ou tem de ter as duas doses de vacina, seja ela qual for, para ter entrada nestes estabelecimentos de restauração?

O governo anunciou novas regras para o acesso aos hotéis e restaurantes que apenas pode acontecer com certificado covid ou teste negativo. São quatro tipos de testes admitidos.

São vários os testes que podem dar acesso aos restaurantes e hotéis.
© PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

O governo aprovou esta quinta-feira novas regras para acesso aos restaurantes e hotéis que será permitido com a apresentação do certificado digital covid ou um teste negativo.

No caso dos hotéis, é preciso apresentar o certificado ou o teste negativo em todo o território do continente. A exigência para ir almoçar ou jantar apenas se aplica nos concelhos de risco elevado e muito elevado.

Assim, “às sextas-feiras a partir das 19h00, ao fim de semana e aos feriados, o funcionamento de serviço de refeições no interior dos restaurantes apenas é permitido a clientes portadores de Certificado Digital COVID da União Europeia ou teste negativo”, indica o comunicado do Conselho de Ministros.

Também a entrada nos hotéis depende da apresentação pelos clientes, no momento do check-in, de Certificado Digital COVID da União Europeia ou teste negativo.

Os testes admitidos pelo governo são: os testes de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN), realizado nas 72 horas anteriores à sua apresentação, conhecido por PCR, através de zaragatoa. Também pode apresentar o resultado de teste rápido de antigénio (TRAg), verificado por entidade certificada, realizado nas 48 horas anteriores.

Também são admitidos os testes rápidos de antigénio (TRAg), na modalidade de auto-teste, nas 24 horas anteriores à sua apresentação, “na presença de um qualquer profissional de saúde ou da área farmacêutica que certifique a realização do mesmo e o respectivo resultado” e ainda o teste rápido de antigénio (TRAg), na modalidade de auto-teste, “no momento, à porta do estabelecimento ou do espaço cuja frequência se pretende, com a supervisão dos responsáveis pelos mesmos.”

Os menores de 12 anos estão dispensados da obrigação de apresentarem testes de despistagem para acesso a locais ou estabelecimentos, para participar em eventos e para efeitos de circulação.

Paulo Ribeiro Pinto

Paulo Ribeiro Pinto
08 Julho, 2021 • 18:51

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

864: Ir a restaurantes e alojamentos só com certificado ou teste negativo

– Duas questões sobre estas novas regras da governança: 1.- aquando da entrada nos restaurante e hotéis é exigido o certificado covid, é necessário possuir-se as duas doses da vacina ou basta a primeira? É que eu tenho apenas a primeira dose (estou à espera da segunda) mas tenho certificado covid do SNS24; 2.- A ministra da Presidência anunciou que caiu a restrição da entrada e saída da Área Metropolitana de Lisboa aos fins de semana. Ok. No entanto, “Recorde-se que o dever de permanecer no domicílio e não circular na via pública em risco elevado ou muito elevado de contágio por covid-19 continua a ser obrigatório e pode ser sancionado com prisão até um ano e quatro meses ou 160 dias de multa.” Então em que é que ficamos? Levantou-se a restrição de circular na AML, pode-se ir ao restaurante (com certificado covid), mas é OBRIGATÓRIO e PROIBIDO, o dever de permanecer no domicílio e não circular na via pública, podendo ser sancionado com 160 dias de multa ou prisão de UM ANO E QUATRO MESES? Em que é que ficamos senhores governantes? Assim, com explicações deste teor, apenas dá para CRIAR MAIS CONFUSÃO nas pessoas…

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES

As novas obrigações em restaurantes são aplicáveis a concelhos com risco elevado e muito elevado. Nos alojamentos terão de ser cumpridas em todo o país. Auto-testes serão aceites e passam a ser vendidos nos supermercados. Governo deixou cair as restrições de entrada e saída na AML.

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, apresentou as conclusões do Conselho de Ministros
Foto ANTÓNIO COTRIM/Lusa

O Conselho de Ministro decidiu esta quinta-feira novas medidas medidas para conter a pandemia numa altura em que se vão intensificar as férias dos portugueses. Os cidadãos vão ter de apresentar teste negativo ou certificado digital para acesso a estabelecimentos turísticos e de alojamento local no território continental.

E terão de fazer o mesmo para frequentarem o espaço interior dos restaurantes durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados e às sextas a partir das 19.00, alargando o horário de funcionamento até às 22.30 desses estabelecimentos (antes era de 15:30), nos concelhos de risco elevado e muito elevado.

Os turistas também ficam obrigados a apresentar o certificado ou teste negativo seja no check-in nas unidades de turismo ou alojamento local e nos restaurantes. Mas os menores de 12 anos escapam a estas novas medidas, que podem ser sancionadas em caso de incumprimento. No caso de quem frequenta os restaurantes e hotéis entre 100 a 500 euros e para os proprietários entre mil e 10 mil euros. Estas medidas entram em vigor este sábado, a partir das 15:30.

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, voltou a ser a porta-voz do Conselho de Ministros, que se reuniu esta quinta-feira no Palácio da Ajuda, e foi ela que apontou as medidas que permitem conciliar, como afirmou, “maior segurança”, num momento em que a pandemia continua a agravar-se em Portugal, , com a média de casos a subir 54%. Tanto em Lisboa como no Algarve.

A venda de auto-testes disse ainda a governante vai poder ser feita em supermercados e servem para aceder aos estabelecimentos. Mas ainda não há data para a sua comercialização.

A ministra da Presidência anunciou que caiu a restrição da entrada e saída da Área Metropolitana de Lisboa aos fins de semana. A justificação dada é que a variante Delta já “existe em todo o país”.

Mariana Vieira da Silva já tinha dito que “com o certificado, com uma disponibilização muito mais frequente de testes, temos condições para ter muito mais condições de segurança”, garantindo que a utilização do certificado em hotéis e restaurantes é um passo “muito significativo” e “aumenta a segurança” sem restringir a actividade económica. “Faz sentido aproveitar mais à medida que temos outros instrumentos de combate à pandemia”.

Fundo de capitalização e moratórias

O ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou esta tarde na conferência de imprensa do Concelho de Ministros uma linha de crédito para micro e pequenas empresas, que concretiza uma norma do OE2021.

“Trata-se de uma linha de crédito para micro e pequenas empresas que estará operacional dentro de 15 dias, com um período de carência a 18 meses”, explicou o ministro, que admite que a ideia passa por “assegurar a capitalização das empresas mais afectadas pela pandemia”, mas também “que possam ter necessidade de crescimento e capitalização”.

A medida serve, assim, também como forma de empresas de pequena dimensão “não só no turismo mas de outras actividades” terem acesso à linha de crédito, com mais pormenores a serem indicados em breve.

O ministro comunicou também a criação de um Fundo de Capitalização e Resiliência de 1.300 milhões de euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para apoiar as empresas mais afectadas pela crise.

O ministro disse ainda que já que as moratórias terminam em Setembro de 2021, há um novo diploma que permite (pelo fundo de garantia mútua) dar apoio às empresas mais afectadas, dando-lhes acesso à reestruturação da dívida referente às tais moratórias bancárias.

Concelhos em risco

Os concelhos com risco muito elevado, ou seja que já ultrapassaram duas vezes os 240 casos de covid-19 por 100 mil habitantes (ou 480 nos territórios de baixa densidade), são já 33 (eram 19 na semana passada): Albufeira, Almada, Amadora, Arruda dos Vinhos, Avis, Barreiro, Cascais, Constância, Faro, Lagos, Lisboa, Loulé, Loures, Lourinhã, Mafra, Mira, Moita, Montijo, Mourão, Nazaré, Odivelas, Oeiras, Olhão, Porto, Santo Tirso, São Brás de Alportel, Seixal, Sesimbra, Silves, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Vagos e Vila Franca de Xira.

No risco elevado, os que ultrapassaram os 120 casos de infecção por 100 mil habitantes (ou 240 nos territórios de baixa densidade), estão 27 (era menos um na semana passada): Albergaria-a-Velha, Alenquer, Aveiro, Azambuja, Bombarral, Braga, Cartaxo, Constância, Ílhavo, Lagoa, Matosinhos, Óbidos, Palmela, Portimão, Paredes de Coura, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Setúbal, Sines, Torres Vedras, Trancoso, Trofa, Viana do Alentejo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia e Viseu.

Os concelhos em alerta, que excederam as 120 infecções por 100 mil habitantes (240 nos territórios de baixa densidade) são 34: Alcobaça, Arouca, Arraiolos, Barcelos, Batalha, Benavente, Caldas da Rainha, Cantanhede, Carregal do Sal, Castro Marim, Chaves, Coimbra, Elvas, Espinho, Figueira da Foz, Gondomar, Guimarães, Leiria, Lousada, Maia, Monchique, Montemor-o-Novo, Oliveira do Bairro, Paredes, Pedrogão Grande, Peniche, Porto de Mós, Póvoa do Varzim, Reguengos de Monsaraz, Santiago do Cacém, Tavira, Valongo, Vila do Bispo, Vila Real Santo António.

Recorde-se que o dever de permanecer no domicílio e não circular na via pública em risco elevado ou muito elevado de contágio por covid-19 continua a ser obrigatório e pode ser sancionado com prisão até um ano e quatro meses ou 160 dias de multa.

Em causa está o crime de desobediência, que tem uma moldura penal de prisão até um ano ou 120 dias de multa, mas que neste caso é ainda “agravado em um terço” – ou seja, passa a um ano e quatro meses de prisão ou 160 dias de multa. Uma sanção prevista no Código Penal e que, neste caso em concreto, resulta do estabelecido na Lei de Bases da Protecção Civil e na resolução que declarou o estado de calamidade.

Medidas em vigor

Medidas nível vermelho – risco muito elevado

> Limitação da circulação na via pública a partir das 23h00.

> Teletrabalho obrigatório quando as actividades o permitam.
Restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30 (no interior, com um máximo de quatro pessoas por grupo; em esplanada, seis pessoas por grupo).

> Espectáculos culturais até às 22h30.

> Casamentos e baptizados com 25% da lotação.

> Comércio a retalho alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 19h00 ao fim de semana e feriados.

> Comércio a retalho não alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 15h30 ao fim de semana e feriados.

> Permissão de prática de modalidades desportivas de baixo e médio risco, sem público.

> Permissão de prática de actividade física ao ar livre até seis pessoas e ginásios sem aulas de grupo.

> Eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela DGS.

> Lojas de cidadão com atendimento presencial por marcação.

Medidas nível laranja – risco elevado

> Limitação da circulação na via pública a partir das 23h00.

> Teletrabalho obrigatório quando as actividades o permitam.

> Restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30 (no interior, com um máximo de seis pessoas por grupo; em esplanada, dez pessoas por grupo).

> Espectáculos culturais até às 22h30.

> Casamentos e baptizados com 50% da lotação.

> Comércio a retalho alimentar e não alimentar até às 21h00.

> Permissão de prática de todas as modalidades desportivas, sem público.

> Permissão de prática de actividade física ao ar livre e em ginásios.

> Eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

> Lojas de cidadão com atendimento presencial por marcação.

Com João Tomé, Dinheiro Vivo

Diário de Notícias
Paula Sá
08 Julho 2021 — 18:35

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

863: Mais 3.269 casos de covid-19 e nove mortos em 24 horas

– Que se lixe!!!… No fim de semana vai haver mais borga, passeatas, caminhadas, aniversários, casamentos, baptizados, bebedeiras e afins…!!!

Número de internados desce para 599 (menos quatro), mas há mais seis doentes em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), segundo o boletim diário da DGS.

Centro de vacinação contra a covid-19 em Vila Nova de Cerveira
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indica que foram registados, nas últimas 24 horas, 3.269 novos casos de covid-19. Segundo o relatório desta quinta-feira (8 de Julho)​​​​​​ morreram mais nove pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus, o número mais elevado desde 8 de Abril.

Nos hospitais portugueses estão agora 599 doentes com covid-19 internados, menos quatro em relação ao que foi reportado na quarta-feira. Há, no entanto, mais seis pessoas internadas nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), elevando para 136 o número total.

Lisboa e Vale do Tejo continua a ter o maior número de novos casos (1.574), o que corresponde a 48,15% do total nacional. A região da capital é a que regista também o maior número de óbitos em 24 horas (sete).

A tendência crescente também é verificada na região Norte, onde foram confirmados mais 934 diagnósticos da infecção por SARS-CoV-2 e uma morte.

Logo a seguir surge o Algarve, com 318 novos casos, e o Centro com 279 novas infecções e o registo de uma vítima mortal.

Foram ainda reportados mais 109 casos no Alentejo, 41 nos Açores e 14 na Madeira.

© DGS

Em 24 horas, registaram-se também 1.655 casos de pessoas que recuperaram da doença, são, no total, 840.297.

O país soma agora 899.295 diagnósticos de covid-19 e 17.135 óbitos, sendo que há mais 1.812 contactos que estão em vigilância pelas autoridades de saúde.

França desaconselha viagens a Portugal e Espanha

Portugal tem, actualmente, 41.863 casos activos da doença (mais 1.605), refere ainda a DGS no dia em que se realiza nova reunião do Conselho de Ministros, na qual é analisada a evolução da situação epidemiológica do país, numa altura em que o número de contágios continua a subir.

A França já fez saber esta quinta-feira que desaconselha viagens a Portugal e Espanha. Para o secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clement Beaune, a situação nos países ibéricos é “particularmente preocupante”.

Esta recomendação do Governo francês surge na sequência do aumento de casos, mais concretamente com a variante mais contagiosa Delta.

Clement Beaune admitiu mesmo que “nos próximos dias poderá haver um reforço das medidas” no âmbito das viagens.

Ao canal de televisão France 2, Clement Beaune disse ainda que para “aqueles que ainda não reservaram as suas férias, evitem” Portugal e Espanha, especialmente a região da Catalunha. “É melhor ficar em França, ou ir para outros países”, disse.

Residentes no Reino Unido vacinados isentos de quarentena no regresso de Portugal

Já o Governo britânico anunciou hoje que a partir de 19 de Julho (na próxima segunda-feira), os residentes no Reino Unido com vacinação completa vão ficar isentos de quarentena à chegada a Inglaterra de países europeus como Portugal que estão na “lista amarela”.

A isenção de quarentena vai aplicar-se também aos menores de 18 anos, que ainda não são elegíveis para ser imunizados, adiantou Grant Shapps, ministro dos Transportes, no Parlamento.

Por vacinação completa entende-se terem passado pelo menos 14 dias desde a segunda dose, mas os viajantes terão na mesma de apresentar um teste com resultado negativo 72 horas antes do regresso e realizar um teste PCR às suas custas nas primeiras 48 horas após a chegada.

“Como um dos países mais vacinados do mundo, devemos usar estas vantagens para restaurar muitas das liberdades que foram necessariamente perdidas nos últimos meses”, argumentou o ministro britânico.

Ordem apela à contratação de mais enfermeiros para acelerar a vacinação

A vacinação é uma das estratégias principais no combate à pandemia e Portugal tem vindo a aumentar o ritmo de inoculações. Na terça-feira, por exemplo, foi batido um novo recorde, com 154.600 doses de vacinas administradas. E desde ontem que está disponível para quem tem 25 ou mais anos o auto agendamento da vacina na plataforma da Direcção-Geral da Saúde.

Para acelerar o processo de vacinação, a Ordem dos Enfermeiros já veio apelar à contratação de mais enfermeiros, de modo a permitir a estes profissionais o gozo de férias sem prejuízo do serviço.

“Esta é a hora de o Governo contratar. Até Setembro, mais de 3000 novos enfermeiros deixarão as escolas para entrar no mercado de trabalho. Resta saber se entram em Portugal ou, mais uma vez, emigram. A opção não é só deles”, defende a bastonária, Ana Rita Cavaco, em comunicado.

Mais de quatro milhões de mortes em todo o mundo

A pandemia já é responsável por mais de quatro milhões de mortes em todo o mundo, desde que surgiram os primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus em Dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan.

Segundo balanço da agência de notícias AFP, mais de 185 milhões de casos de covid-19 foram diagnosticados oficialmente no mesmo período. A grande maioria dos doentes recupera, mas uma parte ainda mal avaliada continua com sintomas durante semanas ou até meses.

Nas últimas 24 horas foram registados 8.734 mortos e 425.527 casos em todo o mundo. Os países com maior número de mortos foram o Brasil, com 1.648 óbitos, a Indonésia (852) e a Índia (817).

Diário de Notícias
DN
08 Julho 2021 — 14:44

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

862: Porto e mais 25 concelhos cada vez mais perto de recuar no desconfinamento

SAÚDE/COIVID-19/CONFINAMENTO

Alessandro di Marco / EPA

O Governo reúne esta quinta-feira em Conselho de Ministros para avaliar a situação epidemiológica do país e decidir os próximos passos. Mas já se sabe que há 26 concelhos em risco de recuar no desconfinamento.

O Eco avança esta quinta-feira que o Porto e mais 25 concelhos — Arruda dos Vinhos, Avis, Braga, Castelo de Vide, Faro, Grândola, Lagoa, Lagos, Montijo, Odemira, Palmela, Paredes de Coura, Portimão, Rio Maior, Santarém, São Brás de Alportel, Sardoal, Setúbal, Silves, Sines, Sousel, Torres Vedras, Vila Franca de Xira — podem seguir o rasto da Área Metropolitana de Lisboa, que se encontra na zona “vermelha”.

Se assim for, as regras irão apertar: além de o teletrabalho passar a ser obrigatório, os horários dos estabelecimentos alteram-se. Os espectáculos culturais terão de acabar às 22h30 e o comércio fechar às 21h durante a semana e às 19h ao fim de semana e feriados se for retalho alimentar, se for não alimentar passa para as 15h30.

Quanto à restauração, o número de pessoas por mesa diminui para seis na esplanada e quatro no interior e os horários apertam — fechando às 22h30 durante a semana e às 15h30 ao fim de semana e feriados.

Adicionalmente, os casamentos e baptizados passam a ter uma lotação de 25% e as lojas de cidadão têm atendimento presencial apenas por marcação.

Em declarações à TSF, Carlos Antunes, perito da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que tem acompanhado a evolução da pandemia, acredita ser inevitável o recuo de vários concelhos, já que, há uma semana, o país tinha um incidência de 172,8 novos casos por 100 mil habitantes e agora já chegou a 247,3.

“Todas as regiões estão a subir a sua incidência e algumas a um ritmo muito elevado, nomeadamente no Algarve e na região Norte. E isto, sendo uma média, quer dizer que quase todos os municípios irão subir, também, as suas taxas locais de incidência”, explica o especialista.

Mas é a Norte que o aumento tem sido mais expressivo, alerta Carlos Antunes.

“O Norte tinha há pouco mais de 8 dias cerca de 160 casos diários e esse número passou rapidamente para 550. Nenhuma outra região observou um aumento tão rápido e repentino da incidência, pelo que é normal que todos os concelhos essencialmente em torno da cidade do Porto, mas em geral em toda a região Norte, assistam a uma progressão de forma muito rápida”, prevê.

No início do mês, o Governo alterou os parâmetros que indicam quem recua, ou não, no desconfinamento. Os concelhos de baixa densidade só serão deixados em alerta se excederem os 240 casos por 100 mil habitantes, isto é, o dobro da incidência de 120 casos que se aplicava até aqui (e que se mantém no caso dos concelhos de alta densidade).

Assim, os 21 concelhos em alerta e que podem vir a recuar, se a taxa de incidência continuar acima dos 120 ou 240 casos por 100 mil habitantes, são: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Azambuja, Cartaxo, Bombarral, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Lourinhã, Matosinhos, Mourão, Nazaré, Óbidos, Salvaterra de Magos, Santo Tirso, Trancoso, Trofa, Vagos, Viana do Alentejo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Viseu.

A acontecer, ficam com as mesmas regras que se aplicam no concelho do porto neste momento, onde o teletrabalho passa a ser obrigatório sempre que as actividades o permitam, a restauração e espectáculos culturais encerram às 22h30 e o comércio às 21h. As lojas do cidadão voltam a ter atendimento presencial, mas apenas por marcação.

“Do ponto de vista matemático não há nenhum factor que esteja a contribuir para inverter a situação de crescimento. Pode atenuar a velocidade de crescimento, algo que está a acontecer, por exemplo, em Lisboa e Vale do Tejo, mas enquanto o Rt (índice de transmissibilidade) estiver em subida não há sequer sinal de quando possa ocorrer o pico desta vaga epidémica”, conclui Carlos Antunes.

ZAP //

Por ZAP
8 Julho, 2021

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

861: Pessoas infectadas com covid-19 devem manter-se longe dos seus animais de estimação

SAÚDE/COVID-19/ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

TatyanaGl / Canva

Um novo estudo mostra que os animais de estimação podem actuar como “reservatórios” de covid-19, reintroduzindo o vírus na cadeia humana.

De acordo com cientistas dos Países Baixos, a covid-19 é comum em cães e gatos de estimação, quando os seus donos estão infectados. O que significa que o contacto entre os humanos e os seus amigos de quatro patas deve ser evitado durante a fase de transmissão da doença.

Embora os casos sejam considerados de risco diminuto para a saúde pública, os especialistas defendem que existe um risco potencial de que os animais domésticos possam actuar como um “reservatório” para o coronavírus e reintroduzi-lo nos seres humanos.

“Se tiver covid-19, deve evitar o contacto com o seu gato ou cão, tal como faria com outras pessoas”, alertou Els Broens, da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos.

“A principal preocupação, contudo, não é a saúde dos animais — que não têm sintomas de covid-19 ou têm sintomas ligeiros. É o risco potencial de os animais de estimação poderem actuar como um reservatório do vírus e reintroduzi-lo na população humana”, explicou.

Apesar disso, como não existem casos conhecidos de transmissão de animais domésticos para humanos, “parece improvável que os animais de estimação desempenhem um papel na pandemia”.

A investigação, liderada por Broens, foi apresentada no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (ECCMID, na sigla em inglês) e ainda não se encontra publicada, escreve o jornal britânico The Guardian.

Para o estudo, foram analisados os resultados dos testes PCR de 156 cães e 154 gatos de 196 famílias: seis gatos e sete cães (4,2%) tiveram testes PCR positivos e 31 gatos e 23 cães (17,4%) tiveram testes positivos para anticorpos.

Oito gatos e cães que viviam com animais de estimação que testaram positivo foram também testados pela segunda vez para verificar a transmissão de vírus entre animais e nenhum deu positivo — o que sugere que o vírus não se transmitiu entre animais de estimação que viviam em estreito contacto entre si.

Mas os investigadores defendem que as suas descobertas mostram que a covid-19 é altamente prevalecente em animais de estimação de pessoas que tiveram a doença.

Entretanto, investigações separadas, também apresentadas na reunião da ECCMID, sugerem que os gatos que dormem na cama do seu dono correm um risco mais elevado de contrair covid-19.

Dorothee Bienzle, uma professora de patologia veterinária da Universidade de Guelph, no Canadá, considera que, “se alguém tiver covid-19, há uma hipótese surpreendentemente alta de a transmitir ao seu animal de estimação”.

“Os gatos, especialmente aqueles que dormem na cama do seu dono, parecem ser particularmente vulneráveis. Portanto, se tiver covid-19, aconselho-o a manter distância do seu animal de estimação – e a mantê-lo fora do seu quarto”, alertou.

“Embora a evidência de que os animais de estimação podem transmitir o vírus a outros animais de estimação” ou pessoas seja “limitada”, não pode ser excluída e, por isso, é recomendado manter os animais de estimação infectados longe de outras pessoas e animais.

Ambos os estudos apresentados no ECCMID são consistentes com “um número crescente de estudos que sugerem que uma proporção substancial de cães e gatos de estimação pode apanhar o vírus Sars-CoV-2 (que causa a covid-19) dos seus donos”, apoia James Wood, chefe do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge.

Gatos e cães podem ser comummente infectados com o vírus, mas a maioria dos relatos são de que esta infecção parece ser assintomática. Também parece que o vírus não se transmite normalmente de cães e gatos para outros animais ou para os seus donos”, concluiu.

ZAP //

Por ZAP
8 Julho, 2021

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes