“Temos que interiorizar que vamos continuar a viver em pandemia”

– Depois de ler o texto abaixo, quero deixar aqui a minha opinião sobre o mesmo, ou seja, quem precisa de CUIDADOS DE PSICOLOGIA, PSIQUIATRIA OU NEUROLOGIA, são todos os gajos e gajas, labregos acéfalos irresponsáveis, sem qualquer noção de CIDADANIA e de CIVISMO e muito menos por RESPEITO para com a comunidade. As pessoas confinadas obrigatória ou voluntariamente, NÃO PRECISAM de psicólogos porque sabem que ESTAMOS NUMA PANDEMIA MORTAL, que já se encontra na QUARTA VAGA e os números de INFECTADOS não para de crescer, embora e felizmente, os mortos tenham diminuído significativamente. O que este país necessita é de procurar os INFRACTORES que continuam na boa vidinha social, NÃO RESPEITANDO AS REGRAS DE DISTANCIAMENTO FÍSICO E USO DE MÁSCARAS, embora o neguem com toda a falsidade que lhes vai nas trombas! Enquanto não ACABAREM DE VEZ com a MERDA das passeatas, caminhadas, casamentos, aniversários, baptizados e afins e deixarem tudo isso para quando realmente estiver tudo ou quase tudo vacinado e o R(t) baixar para níveis de segurança, então que se divirtam, que passeiem, que dêm festas, que se embebedem…!

SAÚDE/COVID-19/PANDEMIA/SAÚDE MENTAL

“Quanto mais depressa interiorizarmos a ideia de que vamos ter que conviver com isto, melhor”, adverte David Neto, professor do ISPA, numa altura em que a quarta vaga se faz sentir também a nível psicológico. Em Portugal, o SNS tem apenas 500 psicólogos, quando o rácio aponta que deveria ter um por cada cinco mil habitantes.

Professor no ISPA, David Neto, defende a necessidade de “interiorizarmos que vamos viver com esta situação mais algum tempo”.
© Igor Martins / Global Imagens

A chegada de uma nova vaga de covid-19 está a deixar em alerta os especialistas em Saúde Mental. Numa altura em que o aumento de casos traz com ele um crescente estado de medo e stress, os psicólogos são confrontados com a necessidade de implementar estratégias de apoio por parte do Serviço Nacional de Saúde, das empresas e instituições, para prevenir o auto-cuidado psicológico em benefícios do bem estar-emocional. No ISPA – Instituto Universitário, estão em curso diversos estudos que apontam nesse sentido. David Neto, professor auxiliar e coordenador do mestrado em psicologia clínica, afirma ao DN a necessidade “de interiorizarmos e normalizarmos a ideia de que vamos ter que viver com esta situação pandémica durante mais algum tempo. A questão das novas variantes mostra que vamos ter que conviver com isto, com maior ou menor protecção. Quanto mais rápido aceitarmos essa ideia melhor”.

O professor considera fundamental que o SNS aposte nesta área da prevenção e tratamento da saúde mental, numa altura em que o crescimento do número de casos põe em causa o desconfinamento. “O problema do confina e desconfina, nesta espécie de iô-iô, é que criamos expectativas que depois se revelam negativas”, explica David Neto, que alerta para a angústia sobre o futuro e o isolamento, “que podem ser um vírus invisível, tanto ou mais preocupante que o próprio Covid-19”.

No último relatório pré-covid para a área da saúde mental, intitulado “Sem Mais Tempo a Perder” (Conselho Nacional de Saúde, 2019), ficou claro que – já então – não estavam a ser postas em prática em Portugal as recomendações e as necessidades identificadas há décadas na área da saúde mental. Em tempo de pré-pandemia, já era assumido que um em cada cinco portugueses sofre de perturbações psicológicas.

“A situação em Portugal já era bastante precária antes da pandemia. Portugal tem só 500 psicólogos no SNS, por isso temos uma falta muito grande ao nível dos cuidados de saúde primários, no acompanhamento psicológico“, revela David Neto, enfatizando que a pandemia veio trazer “uma maior incidência de situações de saúde mental”: pessoas que já tinham alguns quadros de depressão e ansiedade viram as suas situações agravada. Outras que não tinham desenvolvido quadros psico-patológicos revelaram-no.

“O rácio ideal é um psicólogo para 5 mil habitantes”, acrescenta o professor do ISPA, sendo que estamos muito longe desses valores.

Uma luz ao fundo do túnel na linha SNS24

David Neto considera que, para já, “é importante o simples reforço. Mas não é só psicólogos. Mesmo a nível da psiquiatria e da saúde mental, existe uma falha grande principalmente no domínio dos cuidados de saúde primários”. O psicólogo vale-se dos exemplos de outros países para sublinhar a necessidade de Portugal lhes seguir o rasto.

Ainda assim, destaca como positiva a criação – na linha SNS 24 – de uma componente de apoio psicológico. “Não foi tudo mau. Embora, sendo importante, mas não chega. Era importante também que os casos pudessem ser identificados e tivessem encaminhamento mais directo”, conclui.
Desde o início da pandemia, muitas foram as câmaras municipais que, por todo o país, criaram linhas de apoio psicológico para prestar esse apoio. E isso vem reforçar “o aspecto positivo do poder local começar a estar atento a estas necessidades”, considera David Neto.

O quadro geral do país mostra um aumento da ansiedade e depressão entre todas as faixas etárias, em consequência da pandemia e – sobretudo – dos confinamentos. “Há muitas pessoas que já tinham vulnerabilidades prévias, quadros depressivos e ansiosos – para essas é importante procurar a ajuda profissional que existe. Mas há também uma dimensão de impacto económico desta situação pandémica, que afecta a sociedade de uma maneira geral. E a forma de gerir este stress associado a tudo isto tem de ser encontrada, dentro do que são as regras da DGS”, afirma David Neto, que elenca uma série de pequenas dicas para manter o equilíbrio e saúde mental. Por exemplo, encontrar o espaço para manter relações com outras pessoas, “porque o apoio social é um dos factores de mais relevância ao nível da protecção e da promoção da saúde mental, seja através das novas tecnologias, seja presencialmente respeitando o distanciamento, procurar estar com as pessoas que são mais significativas é fundamental. Manter as relações é bastante importante”.

Entre o rol de conselhos úteis de “higiene psicológica”, o especialista destaca “dormir bem, alimentar-se bem, fazer exercício físico – que tem um impacto a nível do humor”.

Nos últimos anos várias organizações têm dedicado estudos diversos a esta temática da saúde mental. Em 2018, já a depressão e ansiedade eram os distúrbios que mais afectavam os portugueses, num leque de doenças de saúde mental que incluem ainda a bipolaridade, ou problemas com álcool e drogas.

Antes ainda, um estudo da OCDE que analisou a Europa à lupa descobriu que, só em 2015, os distúrbios do foro psicológico custaram aos cofres do Estado português quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com esse relatório, Portugal era considerado o quinto país da União Europeia com maior prevalência de doenças de saúde mental, com 18,4% da população a registar incidências, acima da média europeia – de 17,3%. Só na União Europeia os problemas de saúde mental afectam 84 milhões de pessoas.

dnot@dn.pt

Diário de Notícias
Paula Sofia Luz
05 Julho 2021 — 07:00

 

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848: Internamentos disparam. Incidência sobe e R(t) está a 1,20 no continente

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES/INTERNAMENTOS/R(t)

Verificam-se mais 1.483 casos de covid-19 e cinco mortes, indica relatório da DGS. Há mais 46 pessoas hospitalizadas, elevando para 613 o número de internados, dos quais 136 doentes estão em unidades de cuidados intensivos.

Campanha de vacinação em Viana do Castelo
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Registaram-se, nas últimas 24 horas, 1.483 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta segunda-feira (5 de Julho) indica que morreram mais cinco pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

Os dados da autoridade nacional de saúde mostram que há um aumento significativo de hospitalizações. Verificam-se mais 46 doentes internados, elevando para 613 o número total. Nas unidades de cuidados intensivos, estão agora 136 pessoas (mais oito face a domingo).

Esta é a maior subida no número de internamentos desde 8 de Fevereiro, dia em que a DGS indicou que tinham sido hospitalizadas mais 93 pessoas.

No relatório foi também actualizado o índice de transmissibilidade, o denominado R(t), que regista uma subida. Passa de 1,16 para 1,19 a nível nacional e de 1,17 para 1,20 no continente.

A tendência crescente na incidência a 14 dias mantém-se, sendo que o valor deste indicador está agora nos 224,6 casos de infecção por SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes a nível nacional e 231,0 casos se tivermos só em conta o território continental.

Na sexta-feira, a incidência da infecção em Portugal continental estava nos 194,2 casos por 100 mil habitantes, enquanto o valor para a totalidade do território se situava nos 189,4.

O índice de transmissibilidade e a incidência da infecção são os indicadores da matriz de risco, a partir da qual o Governo gere o processo de desconfinamento.

Portugal está na zona vermelha, no limite da matriz de risco.

© DGS

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com o maior número de novos casos (802), o que representa 54,08% do total nacional de novas infecções.

Portugal com 38.820 casos activos da doença

Verificaram-se mais 314 casos no Norte, 203 no Algarve, 93 no Centro e 24 no Alentejo. Os Açores registaram mais 32 diagnósticos e foram reportados 15 novos casos na Madeira.

Dos cinco óbitos registados em 24 horas, três ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e os restantes no Norte e Algarve.

Três das vítimas mortais tinham mais de 80 anos e as restantes tinham entre os 60 e os 79 anos.

© DGS

Desde o início da pandemia, foram reportados em Portugal 890.571 casos de infecção, 17.117 mortes e 834.625 recuperados, dos quais 773 registados entre ontem e hoje.

A DGS indica também que há mais 1.142 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, são, no total, 59.442.

Actualmente, o país soma 38.829 casos activos da doença (mais 705 face ao dia anterior), indica ainda o relatório da DGS no dia em que o primeiro-ministro, António Costa, terminou o isolamento profilático, após contacto com um membro do gabinete que testou positivo à covid-19.

Também esta segunda-feira o Serviço Nacional de Saúde (SNS) informou que foram administradas mais de nove milhões de doses de vacinas contra a cocid-19 em Portugal continental.

O processo de inoculação está a acelerar no país, sendo que, desde domingo, as pessoas entre os 18 e os 29 anos começaram a ser vacinadas contra a covid-19 por ordem decrescente de idade, segundo a task force que coordena o plano de vacinação.

A convocação desta faixa etária é feita através do agendamento central, com os utentes a receberem uma mensagem SMS ou um telefonema dos serviços de saúde, mas o auto agendamento ficará, gradualmente, disponível até aos 18 anos.

Autorizado uso de exames da segunda fase para a primeira do concurso ao ensino superior

A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior decidiu que os alunos impedidos de realizar exames nacionais, devido à covid-19 ou por doenças graves, vão poder usar os exames da 2.º fase como prova de ingresso na primeira fase dos concursos de acesso ao ensino superior.

Devido à pandemia de covid-19 que, entre outras situações, pode obrigar ao isolamento profilático de alunos que já estão em época de exames, a Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior decidiu criar esta medida excepcional para tentar minimizar “eventuais impactes discriminatórios”.

“Os exames finais nacionais do ensino secundário realizados na 2.ª fase de exames do ano lectivo 2020-2021 podem, a título excepcional, ser utilizados como provas de ingresso na 1.ª fase dos concursos de acesso e ingresso ao ensino superior de 2021-2022”, refere a deliberação publicada esta segunda-feira em Diário da República.

EUA estão perto de declarar a independência do “vírus mortal”, anuncia Biden

No plano internacional, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou, no domingo, que o país está “mais perto do que nunca” de declarar a sua independência do “vírus mortal”, referindo-se à pandemia do coronavírus.

“Hoje celebramos a América, a nossa liberdade, a nossa independência. O 4 de Julho é um dia sagrado no nosso país”, disse Biden no seu discurso por ocasião desta data patriótica, o Dia da Independência.

“Estamos a sair da escuridão de um ano de pandemia e isolamento”, acrescentou, que intitulou esta celebração como o “Dia da Independência e a independência da covid-19”.

Contudo, advertiu que a batalha contra a covid-19 ainda não terminou. “Temos muito trabalho a fazer”, disse Biden, que insistiu que o vírus “não foi derrotado”, recordando que surgiram variantes “poderosas” como o Delta, inicialmente detectado na Índia.

“Se ainda não foram vacinados, vacinem-se agora”, disse Biden, acrescentando: “Não queremos voltar ao ponto em que estávamos há um ano”.

Pandemia é responsável por 3,98 milhões de mortes

No que se refere aos dados mundiais da pandemia, a infecção por SARS-CoV-2 é responsável por, pelo menos, 3,98 milhões de mortes, desde que foram detectados os primeiros casos de covid-19 na cidade chinesa de Wuhan, em Dezembro de 2019, indica o balanço da agência de notícias AFP.

Os dados mostram que nas últimas 24 horas foram registados 6 466 mortos e 331 101 casos em todo o mundo. Os países com maior número de mortos foram o Brasil, com 830 óbitos, a Índia (723) e a Rússia (654).

No total, mais de 183 741 570 casos de infecção foram diagnosticados desde o início da pandemia. A grande maioria dos doentes recupera, mas uma parte ainda mal avaliada continua com sintomas durante semanas ou até meses.

Diário de Notícias
DN
05 Julho 2021 — 15:08

 

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847: Nova tecnologia diagnostica doenças infecciosas em minutos

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/DIAGNÓSTICOS

Artem Podrez / Pexels

Investigadores da Universidade McMaster, no Canadá, desenvolveram uma nova tecnologia que permite fazer o diagnóstico de uma doença infecciosa, comprovado cientificamente, em menos de uma hora.

Ir ao médico e sair do consultório com um diagnóstico cientificamente confirmado está muito mais próximo da realidade devido à nova tecnologia desenvolvida pelos investigadores da Universidade McMaster.

Os cientistas, especialistas em engenharia, bioquímica e medicina, criaram um teste rápido para a detecção de infecções bacterianas que pode produzir resultados precisos e fiáveis em menos de uma hora, eliminando a necessidade de enviar amostras para um laboratório.

A investigação, publicada no dia 24 de Junho na revista Nature Chemistry, descreve a eficácia do teste no diagnóstico de infecções do trato urinário a partir de amostras clínicas reais, mas a equipa está a adaptar o teste para detectar a presença de outras bactérias e para o diagnóstico rápido de vírus, incluindo o SARS-CoV-2, responsável pela covid-19.

Além disso, planeia também testar a sua viabilidade para a detecção de marcadores de cancro.

“Isto significa que os pacientes vão poder obter melhores tratamentos, resultados mais rápidos e evitar complicações graves. Pode também evitar o uso desnecessário de antibióticos, que é algo que nos pode ganhar tempo na batalha contra a resistência anti-microbiana”, disse Leyla Soleymani, co-autora do artigo e professora associada de engenharia física, citada pela Phys.

“Isto dará aos médicos a ciência para apoiar o que já suspeitam com base nas suas capacidades e experiência”, acrescentou a também co-autora Yingfu Li, professora de bioquímica e ciências biomédicas.

A nova tecnologia baseada no ADN utiliza um dispositivo semelhante a um medidor de glicose no sangue – um micro-chip analisa uma gota de fluido corporal (sangue, urina ou saliva) utilizando moléculas que podem detectar a assinatura proteica específica de uma infecção. O dispositivo, do tamanho de um dispositivo USB, liga-se a um smartphone e este exibe o resultado.

Soleymani et. al / McMaster University

“Como cientistas, queremos fazer as coisas acontecer”, disse Li.

A nossa equipa tem conhecimentos em diferentes áreas científicas e de engenharia, e “quando os juntamos para ajudar as pessoas, dá-nos sentimento especial”, concluiu.

Actualmente, a confirmação de diagnósticos é um processo que pode levar dias, até porque implica o envio de amostras para laboratório, que as cultiva. Mas o fornecimento de resultados imediatos aos pacientes pode reduzir a propagação da infecção, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e simplificar o trabalho dos médicos.

A nova tecnologia pode distinguir estirpes das mesmas bactérias, ajudando a decidir qual o antibiótico mais indicado para aquela infecção — o que pode ajudar a combater o problema associado à resistência anti-microbiana.

“Médicos identificaram os atrasos nos testes como um problema que precisava de ser resolvido”, disse Soleymani, explicando que a sua equipa procurou construir um sistema que pudesse dar o máximo de informação possível ao médico durante a primeira visita do paciente.

Agora, os investigadores estão a testar adaptar o dispositivo à detecção do vírus que causa a covid-19, utilizando amostras de uma clínica.

“Esta tecnologia é muito versátil e estamos muito próximos de a utilizar para testes covid-19”, revelou Li.

Os investigadores estão a explorar aprovações regulamentares e parcerias industriais para que a tecnologia seja utilizada o mais rapidamente possível, não só no Canadá, mas em todo o mundo.

“Penso que esta tecnologia é um passo no sentido de democratizar o diagnóstico e gestão de doenças”, disse a autora principal Richa Pandey.

ZAP //

Por ZAP
5 Julho, 2021

 

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