846: 2.041 novos casos num dia sem óbitos, mas com internamentos a subir

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Segundo o boletim da Direcção-Geral da Saúde, há 567 pessoas internadas, das quais 128 em unidades de cuidados intensivos.

© PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

Portugal tem 2.041 novas infecções por covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado este domingo pela Direcção-Geral da Saúde (DGS). Não foram registadas mortes associadas ao novo coronavírus, o que não acontecia há três semanas.

Na véspera foram registados 2.605 casos, o número mais alto desde 13 de Fevereiro.

Foram ainda registados mais 24 doentes internados, totalizando agora 567, dos quais estão 128 nos cuidados intensivos, mais 6 do que no dia anterior.

Lisboa e Vale do Tejo baixou para menos de mil novas transmissões, 928, depois de na véspera ter registado 1.362. Já no Norte continua a tendência crescente. Apesar de pouco significativo, os 564 casos representam um aumento em relação ao dia anterior, 557.

Todas as outras regiões, quer do Continente, quer das ilhas, mostraram um decréscimo de infecções em comparação ao dia anterior, embora o Algarve continue a ser o terceiro com mais casos, apesar de em termos globais ser a região continental com menos infectados desde o início da pandemia, 25.470.

Vacinação avança para os jovens adultos

Estes dados coincidem com o dia em que a faixa mais nova dos adultos começa a ser vacinada em Portugal. Segundo a equipa que coordena o plano de vacinação, as pessoas entre os 18 e os 29 anos começam este domingo a ser vacinadas contra a covid-19 por ordem decrescente de idade.

A convocação desta faixa etária é feita através do agendamento central, com os utentes a receberem uma mensagem SMS ou um telefonema dos serviços de saúde, mas o auto-agendamento ficará, gradualmente, disponível até aos 18 anos.

Na sequência da fase 2 do plano de vacinação e de um maior número de vacinas recebidas por Portugal, o portal para auto-agendamento entrou em funcionamento em 23 de Abril para pessoas com 65 ou mais anos e, desde então, tem ficado disponível para marcações das faixas etárias dos 50, 40 e 30 anos.

Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, divulgado na última semana, indica que 85,7% dos jovens entre os 16 e os 25 pretendem ser vacinado, mas 14,3% ainda não decidiram se vão receber a vacina contra o vírus SARS-CoV-2.

Segundo os últimos dados da Direcção-Geral da Saúde, 6% da faixa etária entre os 18 e os 24 anos (49.206 pessoas) já receberam a primeira dose da vacina e 5% (35.621) têm a vacinação completa.

O coordenador da equipa do plano de vacinação, vice-almirante Gouveia e Melo, disse que Portugal vai acelerar o ritmo de vacinação devido à rápida disseminação da variante Delta de SARS COV-2, prevendo que seja possível vacinar cerca de 850 mil utentes por semana.

“Estamos numa guerra contra o vírus e vamos dar o máximo que podemos para adiantar o processo de vacinação, levando ao limite” os stocks, disse à agência Lusa.

“Estamos a um ritmo de 100 mil por dia, mas ainda vamos aumentar esse ritmo e vamos esgotar todos os nossos stocks de vacinas, eventualmente reduzindo alguma segurança em termos de reserva, mas para adiantar o processo de vacinação”, explicou.

As próximas duas semanas, explicou, são decisivas pelo que é expectável que o ritmo de vacinação suba para mais de 120 mil vacinas por dia de forma consistente o que fará com que a vacinação atinja por semana mais de 800 mil vacinas.

Mas se a vacinação está a todo o vapor, as mais recentes medidas decididas pelo governo par conter a propagação do vírus receberam críticas. As mais recentes são do PAN, que se queixa de nem o executivo nem o Presidente da República ouvirem os partidos. A nova líder do Pessoas-Animais-Natureza, Inês de Sousa Real, considerou também que as restrições mais recentes “estão feridas de constitucionalidade”.

“Nestas medidas que foram adoptadas pelo Governo, é de lamentar que não tenham sido ouvidos os partidos políticos porque à semelhança do que aconteceu lá atrás, seja para a declaração do estado de emergência, tendo em conta que estamos a adoptar medidas que beliscam ou que estão feridas de constitucionalidade, teria sido importante ouvir, fazer a auscultação, e isso não aconteceu e é de facto lamentável”, afirmou Inês de Sousa Real à Lusa.

Diário de Notícias
DN
04 Julho 2021 — 14:04

 

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845: Arranca hoje a vacinação para pessoas entre os 18 e os 29 anos

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© EPA/MAXIM SHIPENKOV

Jovens adultos começam a ser vacinados hoje

As pessoas entre os 18 e os 29 anos começam hoje a ser vacinadas contra a covid-19 por ordem decrescente de idade, segundo a `task force´ que coordena o plano de vacinação.

A convocação desta faixa etária é feita através do agendamento central, com os utentes a receberem uma mensagem SMS ou um telefonema dos serviços de saúde, mas o auto-agendamento ficará, gradualmente, disponível até aos 18 anos.

Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, divulgado na última semana, indica que 85,7% dos jovens entre os 16 e os 25 pretendem ser vacinados, mas 14,3% ainda não decidiram se vão receber a vacina contra o vírus SARS-CoV-2.

Segundo os últimos dados da Direcção-Geral da Saúde, 6% da faixa etária entre os 18 e os 24 anos (49.206 pessoas) já receberam a primeira dose da vacina e 5% (35.621) têm a vacinação completa.

Lusa

Diário de Notícias
04 Julho 2021 — 09:18

 

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844: 2.605. Há quase cinco meses que não havia tantos casos novos

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De acordo com o Boletim da Direcção-Geral da Saúde, há 543 pessoas internadas, das quais 122 em unidades de cuidados intensivos.

© EPA/ADI WEDA

Portugal contabiliza 2.605 novas infecções por covid-19 e 4 mortos nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado este sábado (3 de Julho) pela Direcção Geral da Saúde (DGS). É o número mais alto desde 13 de Fevereiro, quando se registaram 2856 casos.

Foram ainda registados mais 11 doentes internados, totalizando agora 543, dos quais estão 122 nos cuidados intensivos, mais quatro do que no dia anterior.

Refira-se que o boletim regista mais 1.718 casos dados como recuperados.

Com mais 1.362 casos, Lisboa e Vale do Tejo continua a representar mais de metade das novas transmissões do vírus, e três dos quatro óbitos. O Norte registou 557 casos e uma morte.

Apesar de ser a região do continente com menos casos no total, o Algarve continua a ser a terceira região com novas transmissões, agora com 299 (mais 86 do que na véspera).

Tendo em conta o aumento de casos registados em vários concelhos de Portugal, o Governo decretou na passada quinta-feira o dever de permanecer no domicílio e não circular na via pública entre as 23:00 e as 05:00 horas da manhã nos 45 municípios de risco elevado e muito elevado de contágio por covid-19.

Esta medida entrou em vigor na sexta-feira e abrange um total de 3,9 milhões de pessoas. Trata-se de uma regra cuja violação pode ser sancionada com prisão até um ano e quatro meses ou 160 dias de multa.

Variante Delta tem uma prevalência de 92,3% no Algarve

A variante Delta, associada à Índia, representa uma frequência relativa de 69,5% dos casos em Portugal, tendo em conta a sequenciação genética para a semana de 14 a 20 de Junho. É a variante dominante no nosso país, sendo que o Algarve é a região onde se regista a maior prevalência, 92,3%, para o mesmo período, indica relatório de monitorização das linhas vermelhas para a covid-19.

Já na região Centro, a prevalência desta variante é de 85,7%, em Lisboa e Vale do Tejo, o valor situa-se nos 84,7%, no Alentejo chega aos 70,8% e no Norte é de 49%. Nos Açores é de 4,4% e na Madeira de 22,7%, sendo que nas regiões autónomas os dados são referentes a duas semanas, a de 14 a 20 de Junho e a anterior.

“A frequência estimada para a semana 25 (21 a 27 de Junho), baseada na detecção do gene “S” por análise PCR, foi de 85% em Portugal continental. Apesar de menos exacto do que o valor obtido por sequenciação genética, este último valor indica também a manutenção da tendência crescente da frequência da variante Delta nos casos em Portugal.

Na análise por regiões da variante Delta (B.1.617.2), o relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), refere, no entanto, que “é de esperar a existência de algumas flutuações nas frequências apresentadas na medida em que ainda estão a ser apurados dados relativos a este período”.

Portugal pode atingir 240 casos por 100 mil habitantes dentro de seis dias

O relatório mostra o agravamento da pandemia, com uma incidência cumulativa a 14 dias a subir, situando-se nos 200 casos por 100.000 habitantes, à data de 30 de Junho. Um valor que deve atingir, a nível nacional, 240 casos nos próximos seis dias, caso a tendência crescente se mantenha.

“Este limiar já foi ultrapassado em Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve”, ou seja, o dobro da linha vermelha que foi definida em 120 casos.

Diário de Notícias
DN
03 Julho 2021 — 14:04

 

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