832: Nova limitação à circulação das 23:00 às 05:00 horas em 45 concelhos

SAÚDE/COVID-19/LIMITAÇÃO À CIRCULAÇÃO

Conselho de Ministros tomou mais uma medida restritiva para conter os números da pandemia. E mantém a restrição de saída e entrada da Área Metropolitana de Lisboa entre as 15:00 horas de sexta-feira e 06:00 horas de segunda-feira.

Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência
© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Num momento em que o número de novos casos de covid-19 continuam a subir no país, e sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa, o Conselho de Ministros adoptou uma nova medida para tentar conter a pandemia. O governo institui que os cidadãos “se devem abster de circular em espaços e vias públicas e permanecer no respectivo domicílio no período compreendido entre as 23:00 horas e as 05:00 horas”. Uma espécie de recolher obrigatório, sem que seja mencionada esta figura jurídica que só pode ser desencadeada ao abrigo do estado de emergência.

A governante apontou para que a medida restritiva de circulação, que será para cumprir todos os dias, entre em vigor já esta sexta-feira. Mariana Vieira da Silva garantiu que está enquadrada legalmente.

Mariana Vieira da Silva esclarece que esta medida de limitação de circulação não tem excepções. Mesmo para quem apresente testes à covid-19 negativos ou para pessoas vacinadas. “Esta é uma medida de redução de ajuntamentos”, argumentou a ministra da Presidência, justificando com o aumento de casos de infecção nas camadas mais jovens da população. Ao invés do que acontece nas “idades já vacinadas”. O que, concluiu, “significa que a vacina resulta”.

A medida foi anunciada pela ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva após a reunião do Conselho de Ministros, e seguida de um apelo reiterado para que a população continue a cumprir as regras estipuladas pela Direcção-Geral de Saúde para controlar a doença. “Ainda não estamos em condição de controlar a pandemia”, disse.

Há neste momento 19 concelhos, a maioria na Área Metropolitana de Lisboa (AML), que se encontra em risco muito elevado de infecção, ou seja que já atingiram por duas vezes os 240 casos de infecção por covid-19 por 100 mil habitantes (ou 480 nos territórios de baixa densidade). Da AML são os municípios de Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sesimbra, Sintra e Sobral de Montagraço. Nesta situação estão ainda Albufeira, Constância, Loulé, Mira e Olhão.

Na semana passada apenas estavam na zona vermelha, Lisboa, Albufeira e Sesimbra.

Há ainda a somar 26 outros concelhos que atingiram o risco elevado de infecção, ou seja que ultrapassaram duas vezes os 120 casos por 100 mil habitantes (ou 240 nos territórios de baixa densidade). São eles Alcochete, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Avis, Braga, Castelo de Vide, Faro, Grândola, lagoa, Lagos, Montijo, Odemira, Palmela, Paredes de Coura, Portimão, Porto, Rio Maior, Santarém, São Brás de Alportel, Sardoal, Setúbal, Silves, Sines, Sousel, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

Em estado de alerta, os que ultrapassaram os 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes (ou 240 nos territórios de baixa densidade) estão Albergaria-a-Velha, Aveiro, Azambuja Cartaxo, Bombarral, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Lourinhã, Matosinhos, Mourão, Nazaré, Óbidos, Salvaterra de Magos, Santo Tirso, Trancoso, Trofa, Vagos, Viana do Alentejo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia e Viseu.

Quais são as restrições?

Nos concelhos em risco elevado:

1 – Mantém-se o teletrabalho obrigatório, quando as funções permitam

2 – Restaurantes, cafés e pastelarias encerram às 22:30 horas. Sendo que no interior é permitido o máximo de seis pessoas por grupo e 10 em esplanada.

3 – Os espectáculos culturais têm os mesmos horários da restauração

4 – O comércio a retalho encerra às 21:00 horas

Nos concelhos em risco muito elevado, além destas medidas, acrescem ainda as seguintes limitações:

1 – Ginásios sem aulas de grupo; modalidades desportivas de baixo e médio risco

2 – Os restaurantes, cafés e pastelarias encerram as 15:30 horas ao fim de semana e no interior apenas podem permitir 4 pessoas por grupo e seis em esplanadas

3 – Os casamentos e baptizados têm de ter uma lotação de 25%

4 – O comércio a retalho alimentar funciona até às 19:00 horas e o não alimentar até 15:30 horas

Vacinar rapidamente e apoios renovados

No briefing do Conselho de Ministros, a ministra Mariana Vieira da Silva garantiu “há capacidade de vacinar rapidamente”.

Já antes tinha frisado que os maiores de 60 anos que estavam à espera da segunda dose da vacina da Astrazeneca, mas agora assegurou que poderão estar “todos vacinados no dia 11 de Julho”.

Mariana Vieira da Silva alertou para a importância da vacinação, ao insistir que a incidência nos vacinados é muito menor do que nos não vacinados. “Todos devemos ser vacinados na nossa vez”, apelou.

A ministra do Trabalho anunciou, por sua vez que foi prorrogado o apoio às empresas, o “apoio extraordinário à retoma progressiva”, com quedas de facturação superior a 25%, que estava em vigor para os meses de Julho e Agosto.

Ana Mendes Godinho disse que este apoio também é extensível aos trabalhadores do sector da cultura e do Turismo para os mesmos meses, tal como para os sócios gerentes dos mesmos sectores. Também foi prorrogado o mecanismo extraordinário de pagamento do subsídio de doença covid-19 a 100% até Setembro.

“Até ao momento entre apoios por isolamento e doença” foram abrangidas 810 mil pessoas, disse a ministra.

“Cerco” a Lisboa

O Governo tinha decidido no Conselho de Ministros da semana passada retroceder o confinamento no concelho de Lisboa, devido à elevada incidência pandémica, que aliás, aparentemente, ainda continua em fase de crescimento.

Lisboa recuou assim para os níveis de confinamento que vigoraram a partir de 19 de Abril (e até 3 de Maio). Foram adoptadas as regras que então vigoravam nos concelhos de Sesimbra e Albufeira. O sector mais atingido foi, como habitualmente, o da restauração.

O Conselho de Ministros deverá também renovou há uma semana o cerco da Área Metropolitana de Lisboa (AML) instaurado pela primeira vez no fim de semana de 17 e 18 de Julho.

A partir dessa altura voltou a ser proibido sair ou entrar na AML das 15:30 horas de amanhã (sexta-feira, 25 de Junho) até às 06:00 horas da manhã de segunda-feira 28 de Junho. É, no entanto, permitido circular dentro da região em causa. A AML inclui, na margem norte do Tejo, os concelhos de Lisboa, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Cascais, Sintra e Vila Franca de Xira. E, na margem sul, os de Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Setúbal, Sesimbra e Alcochete.

Há uma semana, havia 16 concelhos de alta densidade e um de baixa densidade que corriam o risco de recuar para o nível de restrições mais apertadas, as que vigoraram para Lisboa, Albufeira e Sesimbra. A grande maioria destes municípios com maior risco de recuo estava nas regiões de Lisboa e do Algarve. A nível nacional, existiam 56 concelhos com mais de 120 novos casos por 100 mil habitantes, dos quais 54 são no Continente.

Diário de Notícias
Paula Sá
01 Julho 2021 — 17:58

 

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831: Limitação à circulação a partir das 23:00 horas nos concelhos de alto risco

SAÚDE/COVID-19/LIMITAÇÃO À CIRCULAÇÃO

O Conselho de Ministros anuncia que não há excepções nos limites à circulação aplicados nos concelhos de risco alto e muito alto.

01 jul17:11

Limitações à circulação já amanhã

A ministra diz ainda que a restrição de circulação para concelhos de risco elevado e muito elevado deverão entrar em vigor amanhã. A limitação será entre as 23:00 e as 05:00 horas. (Mesmo quem tem já o certificado digital (através de vacinação ou teste negativo) não poderá circular na rua depois deste horário.)

Para tanto é necessário que o decreto seja publicado em Diário da República.

01 jul 17:00

Ministra reforça apelo ao cumprimentos das regras

Mariana Vieira da Silva volta a apelar à contenção dos portugueses nos meses de verão. “Temos de ter consciência de como cumprirmos a regras para reduzir a incidência”, disse. É preciso, disse, evitar ajuntamentos e festas.

01 jul 16:54

Limitação de circulação não tem excepções

Mariana Vieira da Silva esclarece que a medida de limitação de circulação a partir das 23:00 horas nos concelhos de risco elevado e muito elevado não tem excepções. Mesmo para os apresentem testes à covid-19 negativos ou para os vacinados.

“Esta é uma medida de redução de ajuntamentos”, argumentou a ministra da Presidência, justificando com o aumento de casos de infecção nas camadas mais jovens da população.

01 jul 16:44

26 concelhos em risco elevado

São agora 26 concelhos que atingiram o risco elevado de infecção, ou seja que ultrapassaram duas vezes os 120 casos por 100 mil habitantes (ou 240 nos territórios de baixa densidade). São eles Alcochete, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Avis, Braga, Castelo de Vide, Faro, Grândola, lagoa, Lagos, Montijo, Odemira, Palmela, Paredes de Coura, Portimão, Porto, Rio Maior, Santarém, São Brás de Alportel, Sardoal, Setúbal, Silves, Sines, Sousel, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

Em estado de alerta, os que ultrapassaram os 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes (ou 240 nos territórios de baixa densidade) estão Albergaria-a-Velha, Aveiro, Azambuja Cartaxo, Bombarral, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Lourinhã, Matosinhos, Mourão, Nazaré, Óbidos, Salvaterra de Magos, Santo Tirso, Trancoso, Trofa, Vagos, Viana do Alentejo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia e Viseu.

01 jul 16:44

19 concelhos na zona vermelha

Há neste momento 19 concelhos, a maioria na Área Metropolitana de Lisboa (AML), que se encontra em risco muito elevado de infecção, ou seja que já atingiram por duas vezes os 240 casos de infecção por covid-19 por 100 mil habitantes (ou 480 nos territórios de baixa densidade). Da AML, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sesimbra, Sintra e Sobral de Montagraço. Há ainda nesta situação Albufeira, Constância, Loulé, Mira e Olhão.

Na semana passada apenas estava na zona vermelha, Lisboa, Albufeira e Sesimbra.

01 jul 16:43

Limitação à circulação pelas 23:00 horas nos concelhos de alto risco e de muito alto risco

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, que nos concelhos de risco elevado e muito elevado passará a existir limitação de circulação na via pública nestes concelhos a partir das 23:00 horas.

Mariana Vieira da Silva fez um apelo à população para que continue a cumprir as regras de etiqueta. “Ainda não estamos em condição de controlar a pandemia”, disse.

01 jul 10:55

Casos aumentam na Europa após 10 semanas de declínio

Os casos da covid-19 começaram novamente a aumentar na Europa após 10 semanas consecutivas de queda, anunciou esta quinta-feira a filial europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertando para o risco de uma nova vaga.

“Haverá uma nova onda na região europeia, a menos que permaneçamos disciplinados”, disse o director da OMS para a Europa, Hans Kluge, durante uma conferência de imprensa online.

Lusa

Diário de Notícias
01 Julho 2021 — 13:23

(Nota do webmaster): Quando as criancinhas fazem birra ou desobedecem, há que colocá-las de castigo, para aprenderem a não serem desobedientes!

 

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830: Lisboa com 54% do total das novas infecções. Norte supera 500 casos

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Portugal com 2.449 novos casos e cinco mortes nas últimas 24 horas. De acordo com a Direcção-Geral da Saúde, estão 509 pessoas internadas, das quais 113 nos cuidados intensivos.

© Pedro Correia/Global Imagens

Portugal registou nas últimas 24 horas 2.449 novos casos e mais cinco mortes por covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira (1 de Julho).

Os dados da DGS confirmam que a região Norte está a ter um aumento de casos de forma progressiva, tendo atingido as 566 novas infecções, sendo que começou a semana com 203 casos.

Ainda assim, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a mais preocupante, pois registou nas últimas 24 horas 1.339 casos, o que equivale a 54,7% do total do país.

A região Centro contabilizou 235 novas infecções, enquanto o Algarve chegou aos 217 casos. De resto, o Alentejo contabilizou 53, os Açores tiveram 23 e a Madeira 16.

H​​​​​á agora 509 pessoas hospitalizadas (mais cinco do que no dia anterior). Deste total, 113 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos (menos sete que na quarta-feira).

O boletim refere ainda que há mais 1.210 casos activos, tendo sido dadas como recuperadas da doença 1.234 pessoas. Além disso, há menos 15 contactos em vigilância, totalizando agora 53.260.

Comparticipação de testes rápidos de antigénio entra esta quinta-feira em vigor

Os testes rápidos de antigénio (TRAg) à covid-19 passam, a partir desta quinta-feira, a ser comparticipados a 100%, uma medida que visa intensificar a sua utilização pela população e reforçar o controlo da pandemia de covid-19.

O regime excepcional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional foi publicado na quarta-feira em Diário da República, entra esta quinta-feira vigor e prolonga-se até 31 de Julho, “sem prejuízo da sua eventual prorrogação”, segundo a portaria que cria o regime excepcional.

A portaria, assinada pelo secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, fixa o valor de dez euros como preço máximo para efeitos de comparticipação.

A comparticipação é limitada a um máximo de quatro testes por mês e por utente e não se aplica aos utentes que têm o certificado de vacinação (que ateste o esquema vacinal completo) ou o certificado de recuperação, nem aos menores de 12 anos.

A portaria estabelece ainda que a realização dos testes poderá ter lugar nas farmácias de oficina e laboratórios de patologia clínica ou análises clínicas devidamente autorizadas pela Entidade Reguladora de Saúde (ERS).

Algarve admite que profissionais de saúde podem ter de sacrificar férias

O Centro Hospitalar do Algarve admite que os profissionais de saúde podem ter de sacrificar as férias a que têm direito por causa do combate à pandemia, revelou secretário de Estado responsável pela coordenação regional da covid-19.

Numa entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença, Jorge Botelho conta que falou com a presidente do conselho de administração do centro hospitalar do Algarve, que admitiu essa possibilidade.

“Hoje mesmo a presidente do conselho de administração do centro hospitalar do Algarve disse-me que estavam a programar as coisas e a fazer tudo para tentar evitar prejudicar a actividade normal e já falava que se calhar os profissionais de saúde vão ter de sacrificar férias a que têm plenamente direito em função de uma resposta atempada para controlar a pandemia”, afirmou.

Questionado sobre se tal pode ser feito sem estado de emergência, o governante disse que sim, “desde que seja combinado com os profissionais e os profissionais entendam”, mas que, neste momento, a situação está na fase de gestão dos administradores hospitalares.

O secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local admite que a situação no Algarve se está a agravar, mas criticou a decisão da Administração Regional de Saúde de fechar escolas em cinco concelhos algarvios por não ter sido articulada com os autarcas e com o Governo.

Sobre a possibilidade de limitar entradas e saídas na região, Jorge Botelho disse não ser defensor desse tipo de medidas e defende antes “a supervisão das autoridades”.

“Não temos uma situação de descalabro na região, temos uma situação preocupante. Amanhã [hoje] o Conselho de Ministros vai avaliar”, afirmou o responsável, insistindo: “Não sou partidário de fechar, ou de cercos, principalmente numa região turística, mas a matriz deve ser aplicada enquanto existir e ela tem dado sinais aos senhores autarcas e a todas entidades públicas, e sabemos com funciona”.

Na entrevista, o governante reconheceu alguns problemas com a vacinação no Algarve, admitindo que os centros estão a vacinar abaixo da capacidade, e defendeu “um agendamento central superior, um ‘overbooking’ para colmatar uma ou outra falha na vacinação”, revelando que “há pessoas que estão a faltar à vacinação”.

“A abertura para os maiores de 18 anos é uma boa notícia porque temos de aumentar as pessoas notificadas para serem vacinadas. Também temos muitos casos de pessoas que vão à primeira vacina e faltam à segunda ou porque acham que já estão bem ou porque pedem para reprogramar”, afirmou.

Diário de Notícias
DN
01 Julho 2021 — 14:04

 

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829: Quem tomou 1.ª dose da AstraZeneca até 25 de Abril pode tomar 2.ª até Domingo

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

Esta informação surge após ter sido reduzido de 12 para oito semanas o intervalo entre as doses na vacina da AstraZeneca.

© EPA/LUONG THAI LINH

As pessoas que foram vacinadas com a primeira dose da AstraZeneca até 25 de Abril devem dirigir-se até Domingo ao mesmo centro de vacinação para receber a segunda dose, informou fonte da task-force do plano de vacinação.

Esta informação surge após ter sido reduzido de 12 para oito semanas o intervalo entre as doses na vacina da AstraZeneca.

Segundo a fonte, na Área Metropolitana de Lisboa (AML) o funcionamento dos centros de vacinação para a toma da segunda dose da AstraZeneca é, globalmente, das 17:00 às 21:00 (alguns podem encerrar às 20:00) e, na Área Metropolitana do Porto (AMP), das 17:00 às 20:00.

Contudo, explica a task force, há alguns centros na AMP que poderão igualmente funcionar até às 21:00, pelo que se aconselha a consulta de horários na página da Administração Regional de Saúde do Norte.

Para os restantes centros de vacinação no país, os utentes devem consultar o respectivo horário localmente.

Na próxima semana (de 05 a 11 de Julho) serão os utentes que foram vacinados com a primeira dose entre 26 de Abril e 16 de Maio que se devem dirigir ao centro de vacinação, enquanto quem recebeu a primeira dose entre 17 e 23 de Maio deve tomar a segunda após 12 de Julho.

Questionada pela Lusa, a mesma fonte afirmou que as duas doses das diversas vacinas devem ser administradas no mesmo centro de vacinação e que não está prevista a possibilidade de, em período de férias, as pessoas poderem levar a segunda dose em local diferente.

De acordo com o mais recente relatório semanal da vacinação covid-19, divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), mais de metade da população portuguesa (53%) já foi vacinada com pelo menos uma dose, o que equivale a mais de 5,3 milhões de pessoas.

Segundo o documento, 5.335.683 pessoas já receberam pelo menos uma dose e 3.295.132 têm a vacinação completa, o que representa 32% da população.

Desde o início do plano de vacinação contra a covid-19, a 27 de Dezembro de 2020, Portugal já recebeu mais de 9,5 milhões de vacinas, com 8,3 milhões já distribuídas pelos postos de vacinação do território continental e pelas duas regiões autónomas.

Em Portugal, morreram 17.092 pessoas e foram confirmados 877.195 casos de infecção pelo novo coronavírus, de acordo com o mais recente boletim da DGS.

A covid-19 é uma doença respiratória provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2021 — 12:59

 

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828: Governo ouviu especialistas sobre novo confinamento, maioria prefere reforço de medidas

SAÚDE/COVID-19/CONFINAMENTO/4ª. VAGA

O governo tem de decidir esta quinta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, se vão ser precisas mais medidas para controlar a pandemia. Esteve a ouvir vários especialistas sobre a possibilidade de um novo confinamento, um dos cenários em cima da mesa. Houve quem dissesse sim, mas a maioria prefere o reforço de outras medidas.

Reforço da vacinação completa e alargamento do processo a toda a população deve ser uma das prioridades antes do confinamento.
© Rita Chantre / Global Imagens

O número de casos de covid-19 continua a aumentar no país. Lisboa e Vale do Tejo mantém-se à frente na propagação da doença, mas agora há também o Grande Porto, que começa a crescer exponencialmente. O receio do que pode vir a acontecer nos serviços de saúde levou o Governo a contactar médicos de várias unidades e vários especialistas de outras áreas para saber o que preveem que possa acontecer em termos de internamentos em enfermarias e nos cuidados intensivos, mas, segundo garantiram ao DN, também quis saber qual a sensibilidade de quem está no terreno sobre a possibilidade de um novo confinamento.

Os contactos foram feitos nos últimos dias e o DN sabe que houve especialistas que disseram sim ao confinamento, mas que a maioria dos contactados disse não. A justificação apresentada pelos especialistas e relatada ao DN parece estar no facto de um novo confinamento ter mais coisas más do que boas e de ser um adiar da solução para o problema.

As mesmas fontes referiram que o Governo continua a trabalhar em vários cenários a nível local e geral e que o confinamento é um dos que está em cima da mesa – apesar de o Presidente da República já ter vindo dizer que com ele tal medida não será possível. Mas há mais cenários como outras medidas restritivas que possam ser acrescentadas às já tomadas em outros concelhos, como a proibição de circular para fora da Área Metropolitana de Lisboa ao fim de semana, redução do horário para o comércio e teletrabalho que voltou a ser obrigatório.

A maioria dos especialistas ouvidos pelas ministras Marta Temido e Mariana Vieira da Silva defendeu que antes de se voltar a chegar a uma situação de confinamento tem de se reforçar o rastreamento, para se quebrar as cadeias de transmissão, a testagem e a vacinação, que deve ser alargada o mais rápido possível a toda a população. “Ninguém quer um novo confinamento. Uma situação destas tem graves consequências e económicas e sociais”, justificaram.

Região do Grande Porto é a nova preocupação

Na reunião de hoje do Conselho de Ministros, o Governo irá analisar, mais uma vez, a incidência da doença concelho a concelho para decidir quem fica no mesmo nível de desconfinamento, em alerta ou os que têm de recuar, assumindo medidas mais restritivas, como aconteceu na semana passada com Lisboa, Sesimbra e Albufeira.

Mas esta semana há nova preocupação: o Norte, nomeadamente a zona do Grande do Porto, em que o número de casos está a crescer exponencialmente, como confirmou ao DN o director da Unidade Autónoma de Gestão de Urgência e Medicina Intensiva (UAGUMI), do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), Nelson Pereira. “Nas últimas semanas, para não dizer meses, recebíamos cerca de 40 casos suspeitos nas urgências, e quando digo suspeitos falo de doentes com sintomas respiratórios, com uma taxa de positividade da ordem de um a dois por cento. Nos últimos cinco dias, passámos a receber 60 a 70 por dia e a taxa de positividade passou para 15% a 20 %. Por exemplo, na terça-feira, foi de 23%, o que significa que a onda epidémica está a progredir para a região Norte, pelo menos para o Grande Porto, que é a zona onde está a nossa unidade”.

O Governo terá de decidir o que fazer em Lisboa e Vale do Tejo, onde ainda não há sinal de abrandamento da transmissibilidade – basta referir que dos 2362 casos registados ontem, 1336 foram notificados nesta região, que também teve três das quatro mortes ocorridas, a outra foi na ilha da Madeira -, em relação aos dez concelhos que na semana passada ficaram em alerta e ainda sobre o novo foco que é agora o Grande Porto.

Ao que o DN apurou, os especialistas terão dito ao Governo que em termos de internamentos e de cuidados intensivos que ainda é possível gerir a capacidade existente nos hospitais e que o reforço tem de acontecer é na Saúde Pública e nos Cuidados Primários, na testagem e na vacinação. “Só se estas medidas falharem é que devem ser pensadas outras mais restritivas como o confinamento”, relataram-nos.

Neste momento, a variante Delta, cuja origem está associada à Índia, bem como uma das suas mutações, a Delta Plus, já são consideradas as de maior risco de transmissibilidade e de maior gravidade, passando assim o impacto da variante Alpha, associada ao Reino Unido. E ambas estão presentes em Portugal e em força – segundo dados oficiais a variante Delta já é responsável por mais de 70% dos casos e deve tornar-se predominante nas próximas semanas. No mundo, Israel, um dos países mais avançados em relação à vacinação, voltou ao confinamento devido a esta variante. O Reino Unido adiou o desconfinamento por mais um mês, devendo começar a abrir a sociedade só a 21 de Julho, e outros decidem o que fazer.

Vem aí o período de férias, que é de grande risco

A médica pneumologista Raquel Duarte, convidada pelo Governo para elaborar as duas propostas de desconfinamento, a primeira a seguir à terceira onda, em Março, e agora para um período mais prolongado, sublinhou ontem ao DN que a mensagem que tem de continuar a passar é de que o vírus continua a circular e que o risco de infecção não passou.

“A pandemia é dinâmica e nesta fase é fundamental que as pessoas continuem a cumprir as regras de protecção. O que se tem observado é que as pessoas vivem agora com um excesso de confiança em relação à pandemia e a realidade não é essa. O risco continua a existir até termos toda a população vacinada. Portanto, é preciso evitar a infecção a todo o custo”, apelando mesmo à população que se vacine, que não deixe de o fazer por motivo de férias. “É fundamental que se reforce a vacinação completa e que se alargue este processo o mais rápido possível a toda a população”, disse.

“É fundamental que as pessoas continuem a cumprir as medidas de protecção individual que já todos conhecem bem. O uso de máscara diminui o risco, o distanciamento social também e a vacinação também”.

Raquel Duarte, que é também coordenadora da Unidade de Investigação da Administração Regional do Norte (ARSN), salienta o facto de estarmos a entrar “num período de grande risco, que é o das férias, e se mantivermos a incidência que registamos agora estamos a correr o risco de levar o vírus para zonas que até estão protegidas”. Por isso, “é fundamentas que as pessoas continuem a cumprir as medidas de protecção individual que já todos conhecem bem. O uso de máscara diminui o risco, o distanciamento social também e a vacinação também”.

Em relação ao confinamento, a médica defende que “é preciso perceber o que aconteceu para depois se tomar decisões”, tal como já o defendeu várias vezes. Agora, refere, “tivemos a entrada de uma nova variante, a Delta, pela zona de Lisboa, que já se sabe que é uma variante de maior transmissibilidade, de maior gravidade e de maior risco de hospitalização. Se tal não está a acontecer é porque a vacinação também o está a evitar, mas quanto à transmissão sabemos que a vacinação não a evita, que há sempre um risco”, acrescentando: “Por exemplo, Lisboa e Vale do Tejo é das zonas mais atrasadas na vacinação e também a maior em termos de mobilidade e, neste mês, tivemos dois fins de semana prolongados que levaram à mobilização de pessoas para o Sul e para o Norte. Portanto, é preciso perceber as cadeias de transmissão e avançar o mais rápido possível com a vacinação completa”.

A médica lançou mesmo um alerta: “É importante que todas as pessoas façam as duas doses de vacinas, que não as rejeitem ou que não as deixem de fazer só porque estão de férias, porque assim a infecção continuará a existir”. Ao mesmo tempo, “é fundamental que continuem a cumprir as regras de protecção individual, como o uso de máscara, o distanciamento e a higienização das mãos”. Raquel Duarte lembra, por outro lado, que tais regras devem ser acompanhadas das medidas de saúde pública no terreno, para que assim seja possível travar as cadeias de transmissão, defendendo: “Só se estas medidas falharem é que, então, será preciso refazer alguma coisa, mas o confinamento não pode ser aplicado de imediato ou como algumas pessoas o querem”.

Festas? Nem pensar. Deve manter-se bolhas

A pneumologista reforça ainda, tal como já o fez várias vezes, que estamos a atravessar uma fase em que “a população deve manter as bolhas familiares, laborais e sociais. Portanto, festas? Não. Ou outros eventos de grande dimensão. Se optamos por este tipo de comportamento nunca mais saímos desta situação, estamos a correr mais riscos e a levar o vírus para as nossas bolhas. Isto é o que não pode acontecer. Há regras estabelecidas que têm de continuar a ser cumpridas, só se estas não forem eficazes é que será preciso reajustar as medidas”.

Raquel Duarte refere que todos nós devemos ter em mente que “a vacinação diminui o risco, a máscara também e o distanciamento igualmente, mas todas estas medidas sozinhas não funcionam. Têm de ser tomadas em conjunto. São as armas que estão ao nosso dispor. Se as usarmos não seremos infectados”.

“As pessoas pensam que a pandemia já está controlada, mas não é assim”

O médico Nelson Pereira, director da UAGUMI do Hospital São João, que nos últimos dias lançou o alerta para a realidade que se está a viver na urgência daquela unidade e que retrata o Grande Porto, disse ao DN que neste momento já há consciência de que a onda epidémica está a progredir para aquela região. “Estamos claramente numa fase da epidemia cuja incidência em número de casos está em crescimento exponencial. Disto, não temos dúvidas”.

Para o médico há dois factores que, conjugados, são mais preocupantes: “Não é só o aumento de casos em número absoluto de doentes suspeitos que temos recebido nas urgências, é sobretudo o constatar que muitos destes são, efectivamente casos de covid, o que significa que a transmissão comunitária está bastante activa”.

Perante esta situação e questionado sobre se deve haver ou não um novo confinamento ou medidas mais restritivas, Nelson Pereira, salvaguardou que há nesta matéria dois pontos de vista: “Um é o da missão hospitalar, e que é a de adaptar a pressão que nos vai chegando. Do ponto de vista da urgência temos o nosso plano de contingência a funcionar e estamos tranquilos. Do ponto de vista dos internamentos e dos cuidados intensivos também estamos com uma expectativa optimista de que não vamos ter a mesma repercussão que tivemos em outras vagas. A nossa capacidade de resposta hospitalar está mais controlada e pensamos que não vai ter grande impacto a curto ou a médio prazo na actividade não covid, onde a responder em grande escala”.

O segundo é o ponto de vista mais genérico, o que deve ser feito no país ou na região do Grande Porto, e, aqui, salvaguardando que não gostava muito de se alongar, sublinha que “o impacto em termos de mortalidade é claramente menor neste momento e a tónica deve passar muito pelas pessoas”, argumentando que o que se observa agora “é que as pessoas nas últimas semanas acharam que a situação da pandemia estava absolutamente controlada, e não está”.

Nelson Pereira explicou mesmo que apesar de haver menos mortalidade, porque a vacinação a está a evitar, haverá sempre um impacto na vida de algumas pessoas, porque há algumas que vão perder a vida. E tudo o que pudermos fazer para alertar a população para os cuidados que tem de continuar a ter, vai contribuir para salvar vidas”.

O director da UAGUMI chama também a atenção para que todos os que são chamados à vacinação tenham a consciência de que o devem fazer, que os que têm alguns sintomas que não pensem sequer que é uma simples gripe e que vão fazer um teste, porque “também nós podemos travar as cadeias de transmissão”. No final, o médico concorda que é preciso que “as estruturas de saúde pública sejam muito efectivas neste momento, porque numa fase de crescimento exponencial, um caso dá origem a vários e o mais importante é conseguir-se acompanhar todos os casos a cada dia que passa. Se há um dia em que estes e os seus contactos não são isolados, estamos a contribuir para que a onda se propague”.

Nelson Pereira relembra que, nesta altura, já sabemos que “as medidas restritivas são eficazes, mas têm um custo económico e social muito elevado, por isso ainda é mais necessário que as medidas de saúde pública estejam a funcionar e que travem as cadeias de transmissão. Se falharmos aqui, corremos o risco de a transmissão aumentar ainda mais”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
01 Julho 2021 — 00:36

 

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827: Comparticipação de testes rápidos de antigénio entra hoje em vigor. Três em quatro bombeiros têm a vacinação completa

SAÚDE/COVID-19/TESTES RÁPIDOS

Os testes rápidos de antigénio (TRAg) à covid-19 passam, a partir desta quinta-feira, a ser comparticipados a 100%, uma medida que visa intensificar a sua utilização pela população e reforçar o controlo da pandemia de covid-19.

O regime excepcional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional foi publicado na quarta-feira em Diário da República, entra esta quinta-feira vigor e prolonga-se até 31 de Julho, “sem prejuízo da sua eventual prorrogação”, segundo a portaria que cria o regime excepcional.

A portaria, assinada pelo secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, fixa o valor de dez euros como preço máximo para efeitos de comparticipação.

Lusa

Diário de Notícias
01 jul 07:04
Por David Pereira

 

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