743: Lisboa não vai avançar no desconfinamento, revela Medina

 

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO

“Situação não é fácil”, disse o autarca lisboeta, no seu espaço de comentário televisivo

© Lusa

Fernando Medina antecipou esta noite, no seu habitual espaço de comentário na TVI24, que Lisboa não vai avançar no processo de desconfinamento, no próximo dia 14 de Junho, por “não ter condições”

“Lisboa está numa situação que não é fácil. O número de casos excedeu o patamar dos 120 [casos por 100 mil habitantes], entrou em situação de alerta. Na última semana, o número de casos por 100 mil habitantes continuou a progredir, embora a um ritmo mais lento, significa que Lisboa amanhã [9 de Junho], que é o dia da avaliação, não irá progredir relativamente ao desconfinamento“, garantiu o autarca lisboeta. “Lisboa não tem condições de fazer esse avanço”.

Medina esclareceu que a capital também não vai dar um passo atrás, mas sim manter-se na fase actual.

A “grande questão” é saber se vai ser possível, “durante as próximas semanas, controlar a situação, eventualmente conseguindo que ela se reduza e melhore, ou então se se vai registar um agravamento da situação”, explicitou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa

O autarca voltou a apelar às pessoas que mantenham “bom senso comum” e que não festejem os Santos Populares nas ruas.

As medidas que vêm a seguir e que Lisboa arrisca a não adoptar

14 de Junho

Teletrabalho recomendado nas actividades que o permitam; restaurantes, cafés e pastelarias (máximo de seis pessoas no interior ou dez pessoas em esplanadas) até à meia-noite para admissão e 01h00 para encerramento; comércio com horário do respectivo licenciamento; transportes públicos com lotação de dois terços ou com a totalidade da lotação nos transportes que funcionem exclusivamente com lugares sentados; espectáculos culturais até à meia-noite; salas de espectáculos com lotação a 50%. Fora das salas de espectáculo, com lugares marcados e com regras a definir pela DGS. Escalões de formação e modalidades amadoras com lugares marcados e regras de acesso definidas pela DGS. Recintos desportivos com 33% da lotação.

28 de Junho

Desporto: regressam os escalões profissionais ou equiparados com 33% da lotação (regras de acesso a definir pela DGS). Lojas de Cidadão: funcionam sem marcação prévia; Transportes públicos: sem restrição de lotação.

Polémica entre Ana Catarina Mendes e Pedro Nuno Santos desvalorizada

Noutro tema, Fernando Medina desvalorizou a polémica provocada pelas críticas da líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, à forma “truculenta” como o ministro Pedro Nuno Santos respondeu ao presidente da Ryanair.

No seu espaço habitual de comentário na TVI24, o presidente da Câmara de Lisboa foi questionado se este episódio entre Ana Catarina Mendes e Pedro Nuno Santos revela que já há uma luta interna tendo em vista a sucessão de António Costa no cargo de secretário-geral do PS.

Fernando Medina, no entanto, rejeitou esse cenário, defendendo que esse episódio entre a líder parlamentar do PS e o ministro das Infra-estruturas “não diz nada”.

O presidente da Câmara de Lisboa, também membro do Secretariado Nacional do PS, rejeitou mesmo que esta controvérsia tenha efeitos políticos no interior do seu partido.

“Tenho ouvido essas interpretações desprovidas aliás de qualquer actualidade. O PS tem um líder que é secretário-geral [António Costa], que vai submeter-se a votos a partir de sexta-feira e com probabilidade será reeleito. E espero que ele [António Costa] continue por muito tempo”, disse, numa alusão às eleições directas para a liderança do PS, que se realizam nos próximos dias 11 (por voto electrónico), 18 e 19 deste mês.

Diário de Notícias
DN
08 Junho 2021 — 22:23

 

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742: Portugal com mais 598 casos e uma morte nas últimas 24 horas

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

País contabiliza agora um total de 853.632 casos e 790 recuperados da doença esta terça-feira.

© JOSÉ COELHO/LUSA

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 598 casos e um óbito por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira, 8 de Junho.

Nesta altura estão 296 pessoas hospitalizadas, ou seja mais cinco do que na segunda-feira. Há 66 doentes em cuidados intensivos, mais sete do que na véspera.

Esta terça-feira há, no entanto, menos 193 casos activos, num universo de 23.631. Dos contactos em vigilância há mais 341 pessoas nesta situação.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a bater todas as outras em número de novos casos, atingindo mais 348 e com o único óbito registado. Segue-se a região norte, com 129; a do centro com 60; a do Alentejo com mais 20 novos casos de infecção por covid-19; e a do Algarve com mais 18.

Na região autónoma dos Açores há mais 14 novos casos e na da Madeira apenas 9.

A matriz de risco já tinha sido revista na segunda-feira e o R (t) está nos 1,07 a nível nacional e a incidência nos 72,2 casos de infecção por SARS-CoV2 por 100 mil habitantes.

Espanha corrige norma que exigia testes nas fronteiras terrestres

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, anunciou que Espanha vai corrigir esta terça-feira a norma que obrigava a apresentação de prova de vacinação contra a covid-19 ou teste negativo nas fronteiras terrestres com Portugal.

“Tivemos contactos muito intensos a todos os níveis com o governo espanhol durante a tarde e a noite de ontem [segunda-feira] e ainda durante a noite de ontem recebemos a confirmação por parte das autoridades espanholas que, de facto, se tratava de um lapso que iria ser corrigido esta terça-feira e, portanto, é isso que vai acontecer”, disse Augusto Santos Silva, em declarações à agência Lusa.

O governante explicou que se tratou de uma resolução de um serviço técnico da Direcção-Geral de Saúde de Espanha que “não teve em conta, involuntariamente, o facto de a gestão de uma fronteira não ser apenas responsabilidade das autoridades sanitárias, mas também das autoridades políticas e administrativas, designadamente dos ministérios da Administração Interna respectivos”.

“O que é decisivo aqui é que, em primeiro lugar, continua a nossa muito boa prática de gestão conjunta e coordenada da fronteira comum e, portanto, as decisões que são tomadas sobre a fronteira comum são tomadas coordenadamente entre os dois governos)”, disse o ministro.

Augusto Santos Silva acrescentou: “a circulação terrestre entre Portugal e Espanha continuará facilitada visto que a situação epidemiológica assim o permite, não sendo exigido a cada um dos cidadãos de ambos os países que circulam na respectiva fronteira a apresentação de teste negativo”.

“Já houve alturas mais críticas em que a fronteira chegou a estar fechada, mas quando foi fechada foi fechada porque os dois governos assim o entenderam”, adiantou o ministro.

Na última semana, Lisboa tinha 138 surtos activos. Foram realizados 37 mil testes

Semana a semana, desde o início do mês de maio, a região de Lisboa e vale do Tejo tem vindo a registar uma tendência de subida no número de casos com covid-19. Não é novidade, mas a situação tem vindo a agravar-se, sobretudo no concelho de Lisboa, apesar dos muitos apelos dos especialistas e da autarquia para o cumprimento das regras individuais, como o uso de máscara e o distanciamento físico. O aumento de casos está a registar-se sobretudo nas faixas etárias mais jovens e devido a contágios em contextos de reuniões sociais, mas, neste momento, as autoridades já estão a alertar também para o contágio em reuniões familiares, casamentos, baptizados, escolas e no contexto laboral.

Segundo dados fornecidos ao DN pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), no dia 4 de Junho a capital já estava com uma incidência cumulativa a 14 dias de 187 casos por 100 mil habitantes e, um dia antes, 3 de Junho, o Departamento de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo, tinha registo de 138 surtos activos em Lisboa e em diferentes contextos, como refere a DGS, “nomeadamente familiares/sociais, escolares ou laborais”.

Muitos dos casos surgiram pelo reforço na testagem realizada pelas equipas fixas e móveis em várias áreas, mas não só. De acordo com o que o DN apurou no terreno, “há também um aumento de contágio, porque há casos que nos estão a chegar de pessoas com sintomatologia e não só pela testagem oportunística”.

Nesta semana, o Conselho de Ministros deverá decidir se Lisboa avança para a próxima fase de desconfinamento, passando a ter restaurantes abertos até à 01h00 e o comércio com horário normal ou não. Mas perante a incidência registada, tal não deverá acontecer, pois os critérios impostos pelo governo é de suspender o avanço no caso de uma incidência cumulativa a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes ou de regredir no caso de uma incidência de 240 casos por 100 mil habitantes. Esta é a grande preocupação e o risco que a capital corre se não conseguir baixar durante esta semana o índice de transmissibilidade. O que ainda não aconteceu na última semana.

Diário de Notícias
DN
08 Junho 2021 — 14:05

 

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741: Dois cientistas garantem que genoma do vírus mostra que saiu de um laboratório

 

SAÚDE/SARS-CoV-2/ORIGENS

Médicos norte-americanos dizem que sequência do vírus que causa a covid-19 não está presente em nenhum outro vírus.

© Hector RETAMAL / AFP

Dias depois de as autoridades dos Estados Unidos terem publicado um estudo no qual afirmam que o vírus da covid-19 foi criado por cientistas chineses num laboratório de Wuhan, dois especialistas norte-americanos publicaram um ensaio no The Wall Street Journal no qual asseguram que o genoma do coronavírus mostra que saiu de um laboratório.

“Um vírus simplesmente não consegue apanhar uma sequência de outro vírus se essa sequência não estiver presente em nenhum outro vírus”, escrevem os médicos Stephen Quay, CEO da empresa bio-farmacêutica Atossa Therapeutics, e Richard Muller, professor de física da Universidade de Berkeley, na Califórnia.

“A combinação CGG-CGG nunca foi encontrada naturalmente. Isso significa que o método comum do vírus para capturar novas habilidades, chamado de recombinação, não pode ser aplicado aqui”, observam.

Os serviços de informação norte-americanos estão a levar a cabo uma investigação para apurar a origem da pandemia causada pela infecção por SARS-CoV-2, vírus responsável pela covid-19.

Aliás, no final de maio, soube-se que o presidente dos EUA, Joe Biden, pediu aos serviços secretos para “redobrarem os esforços” para tentar explicar a origem do novo coronavírus e exigiu um relatório num prazo de 90 dias.

Sem certezas absolutas quanto à origem da pandemia, os serviços de informação dos EUA estão a analisar relatórios do laboratório de virologia chinês em Wuhan dando conta de que cientistas estavam gravemente doentes em Novembro 2019, um mês antes de serem reportados os primeiros casos de covid-19, explica a Reuters.

Os EUA afirmam ter, aliás, na sua posse uma “grande quantidade de dados” sobre a origem da pandemia. Segundo o jornal The New York Times, que cita como fontes funcionários dos serviços de informações, vai ser utilizada uma quantidade “extraordinária” de recursos informáticos para analisar se o vírus SARS CoV-2 saiu de forma acidental de um laboratório de Wuhan.

As investigações sugerem que a Administração norte-americana pode não ter esgotado a análise das bases de dados com comunicações chinesas, movimento dos trabalhadores do laboratório e estudo dos padrões sobre o surto da doença na cidade de Wuhan.

No entanto, a China tem rejeitado a hipótese de uma fuga acidental de um laboratório, considerando que o vírus podia estar a circular noutras regiões antes de chegar a Wuhan e que podia ter entrado no país através de alimentos congelados importados ou através do comércio de animais selvagens.

Ao Financial Times, o imunologista norte-americano Anthony Fauci afirmou que continua a acreditar que o vírus responsável pela pandemia foi transmitido aos seres humanos através de animais. O conselheiro da Casa Branca considera que mesmo que os cientistas do laboratório tenham sido infectados pelo SARS-CoV-2, eles podem ter contraído a doença entre a população. Ainda assim, defende que as investigações devem continuar até que uma possibilidade seja dada como provada.

Diário de Notícias
DN
08 Junho 2021 — 09:33

 

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740: EUA aprovam primeiro novo fármaco para Alzheimer em 20 anos, mas terapia levanta dúvidas

 

SAÚDE/FÁRMACOS/ALZHEIMER

A autoridade do medicamento norte-americana (FDA) aprovou o primeiro novo fármaco para a doença de Alzheimer em quase 20 anos, apesar de consultores independentes avisarem que o tratamento não demonstrou ser eficaz em desacelerar a doença.

© DR

Em causa está um novo medicamento desenvolvido pela farmacêutica Biogen, em parceria com a japonesa Eisai Co., para pacientes com Alzheimer, e o único que o regulador considera provavelmente capaz de tratar a doença subjacente, em vez de controlar apenas sintomas como a ansiedade e insónia.

De acordo com a agência Associated Press (AP), a decisão, que poderá ter um impacto na vida de milhões de idosos e das suas famílias, deverá gerar divergências entre médicos, investigadores e grupos de pacientes, afectando também no longo prazo os padrões usados para avaliar terapias experimentais.

O novo medicamento, que é administrado por infusão a cada quatro semanas, não mostrou evidências de conseguir reverter o agravamento da saúde mental, atrasando-o em apenas um estudo.

Em Novembro, um grupo externo de especialistas neurológicos da FDA deu parecer negativo a uma série de questões sobre se os dados do estudo submetido pela Biogen mostraram que o fármaco era eficaz.

A FDA solicitou, entretanto, que a farmacêutica conduza um estudo de acompanhamento para confirmar os benefícios para os pacientes. Se o novo estudo também não demonstrar a eficácia do medicamento, a FDA poderá retirá-lo do mercado, embora raramente o faça.

A Biogen não divulgou o preço do novo fármaco, mas especialistas estimam que um ano de tratamento possa custar entre cerca de 24.500 euros e quase 41 mil euros. Uma outra análise preliminar concluiu que o medicamento teria de custar entre 2.050 euros e 6.800 euros por ano para ter um bom valor, com base nos “pequenos benefícios gerais para a saúde” sugeridos.

Um instituto sem fins lucrativos de Boston, o Institute for Clinical and Economic Review, acrescentou que “qualquer preço é muito alto” se o benefício do medicamento não for confirmado em estudos futuros para acompanhar os doentes.

É a primeira vez em 20 anos que a FDA aprova um novo medicamento para o Alzheimer, que nos Estados Unidos afecta quase seis milhões de pessoas.

O novo fármaco é produzido através de células vivas que deverão ser administradas por infusão num consultório médico ou hospital. O efeito secundário mais comum foi inflamação no cérebro, que na maioria dos casos não causou sintomas ou problemas duradouros.

Em 2019, a farmacêutica norte-americana interrompeu dois estudos do medicamento depois de resultados que sugeriam que o “aducanumabe” (o anticorpo utilizado) não cumpria o objectivo de desacelerar a degenerescência mental e funcional em pacientes com Alzheimer.

Mais tarde, a empresa anunciou que uma nova análise de um dos estudos levava a concluir que o medicamento era eficaz em doses mais elevadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Junho 2021 — 19:00

 

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739: Dietas à base de plantas e peixe reduzem gravidade da covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/DIETAS

A investigação, feita em vários países, foi publicada na revista BMJ Nutrition Prevention & Health.

© Maria João Gala /Global Imagens

As dietas à base de plantas e peixes podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver infecções moderadas a graves por covid-19, segundo um estudo hoje divulgado.

A investigação, feita em vários países, foi publicada na revista BMJ Nutrition Prevention & Health.

Vários estudos sugeriram que a dieta pode desempenhar um papel na severidade dos sintomas e na duração da doença, mas eram escassas as evidências.

Os especialistas salientam que se tratou de um estudo observacional, pelo que nenhuma causa pode ser estabelecida, apenas uma correlação.

Os investigadores basearam a sua análise nas respostas a um inquérito feito a mais de 2.000 médicos e enfermeiros com uma ampla exposição ao novo coronavírus em França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos da América.

Os participantes faziam parte de uma rede global de profissionais de saúde registados na plataforma Survey Healthcare Globus, dedicada à pesquisa de mercado na área da saúde.

Os investigadores utilizaram esta rede para identificar os médicos com elevado risco de infecção devido ao seu trabalho.

O inquérito online, que decorreu de Julho a Setembro de 2020, foi feito para obter informações detalhadas sobre os padrões alimentares dos inquiridos, com base num questionário de frequência de vários alimentos ingeridos durante o ano anterior e na gravidade da infecção por covid-19 que estes tivessem tido.

O questionário também recolheu informação sobre a história pessoal, histórico médico, uso de medicamentos e estilo de vida dos participantes.

As várias dietas foram combinadas em dietas vegetais, de peixe e dietas de baixo teor de hidratos de carbono e alto teor de proteínas.

Variáveis potencialmente influentes, como a idade, a etnia, a especialidade médica e o estilo de vida, como fumar ou fazer exercício, foram tidas em conta na investigação.

Os inquiridos que responderam que consumiam dietas à base de plantas ou de peixe apresentavam, respectivamente, 73% e 59% menor probabilidade de infecção moderada a grave por covid-19, em comparação com os que não tinham estes padrões alimentares.

Aqueles que disseram fazer uma dieta pobre em hidratos de carbono e com alto teor de proteínas tinham quase quatro vezes maior probabilidade de contrair uma infecção moderada a grave provocada pelo novo coronavírus, segundo o mesmo estudo.

As dietas à base de plantas são ricas em nutrientes, vitaminas e minerais, todos importantes para um sistema imunitário saudável, enquanto o peixe é uma relevante fonte de vitamina D e ácidos gordos ómega-3, com propriedades anti-inflamatórias, enfatizam os investigadores.

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.731.297 mortos no mundo, resultantes de mais de 173,2 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.036 pessoas dos 853.034 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias

DN/Lusa

– Penso, se não estou errado, que em vez de “plantas” (plant based), devem querer referir-se a (frutas, legumes, verduras, cereais, oleaginosas, grãos), etc.. Não estou a ver esta gente a comer rosas, cravos, malmequeres, etc..

 

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738: Na última semana, Lisboa tinha 138 surtos activos. Foram realizados 37 mil testes

 

SAÚDE/COVID-19/SURTOS

É a semana do tudo ou nada em Lisboa. O Conselho de Ministros vai ter de decidir se a capital avança ou não, mas os dados disponíveis não são bons. Segundo a DGS, maioria do contágio está a ocorrer em contexto de reuniões familiares e sociais e em transportes. A testagem vai continuar esta semana das zonas de convívio aos taxistas, as estafetas e aos TVDE.

Testagem em massa em Lisboa tem sido reforçada para travar cadeias de transmissão.

Semana a semana, desde o início do mês de maio, a região de Lisboa e vale do Tejo tem vindo a registar uma tendência de subida no número de casos com covid-19. Não é novidade, mas a situação tem vindo a agravar-se, sobretudo no concelho de Lisboa, apesar dos muitos apelos dos especialistas e da autarquia para o cumprimento das regras individuais, como o uso de máscara e o distanciamento físico. O aumento de casos está a registar-se sobretudo nas faixas etárias mais jovens e devido a contágios em contextos de reuniões sociais, mas, neste momento, as autoridades já estão a alertar também para o contágio em reuniões familiares, casamentos, baptizados, escolas e no contexto laboral.

Segundo dados fornecidos ao DN pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), no dia 4 de Junho a capital já estava com uma incidência cumulativa a 14 dias de 187 casos por 100 mil habitantes e, um dia antes, 3 de Junho, o Departamento de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo, tinha registo de 138 surtos activos em Lisboa e em diferentes contextos, como refere a DGS, “nomeadamente familiares/sociais, escolares ou laborais”.

Muitos dos casos surgiram pelo reforço na testagem realizada pelas equipas fixas e móveis em várias áreas, mas não só. De acordo com o que o DN apurou no terreno, “há também um aumento de contágio, porque há casos que nos estão a chegar de pessoas com sintomatologia e não só pela testagem oportunista”.

Nesta semana, o Conselho de Ministros deverá decidir se Lisboa avança para a próxima fase de desconfinamento, passando a ter restaurantes abertos até à 01h00 e o comércio com horário normal ou não. Mas perante a incidência registada, tal não deverá acontecer, pois os critérios impostos pelo governo é de suspender o avanço no caso de uma incidência cumulativa a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes ou de regredir no caso de uma incidência de 240 casos por 100 mil habitantes. Esta é a grande preocupação e o risco que a capital corre se não conseguir baixar durante esta semana o índice de transmissibilidade. O que ainda não aconteceu na última semana.

A situação tem levado ao reforço da testagem nas ruas da capital desde há 15 dias com várias acções justificadas pela DGS, “com a avaliação epidemiológica efectuada pelas autoridades de saúde nacionais e locais relativamente à pandemia de covid-19”. Um reforço que tem por base “acções de testagem dirigidas e programadas”.

Tal como foi explicado na altura aos órgãos de comunicação social “tais acções têm como alvos prioritários os estabelecimentos de educação e ensino, nomeadamente as comunidades referentes aos estabelecimentos escolares e ao ensino superior, com inclusão das residências universitárias, e as populações vulneráveis, entre as quais os trabalhadores migrantes e as pessoas requerentes de asilo”, mas também “outros contextos que envolvem trabalhadores prestadores de serviços de entregas, serviços de táxis e TVDE, zonas de concentração de convívio, interface de transportes e zonas de grande circulação, restauração, comércio e hotelaria, assim como mercados e feiras”.

De acordo com a informação dada ao DN, as equipas coordenadas pela task force da testagem realizaram desde 27 de maio até às 12h00 de 4 de Junho 1.447 testes, com uma taxa de positividade de 0,41%. Estes testes foram feitos em contextos específicos, como transportes, nos interfaces, em zonas de grande circulação, nos grupos de migrantes e requerentes de asilo, de prestadores de serviços de entregas, táxis e TVDE, mas também em contexto laboral, trabalhadores da restauração, comércio, hotelaria, mercados e feiras e ainda em zonas de concentração de convívio.

Os resultados indicam que a maioria dos casos positivos foi detectada em zonas de concentração e convívio – onde foram testadas 630 pessoas, e cuja taxa de positividade foi da ordem dos 43,54%. No contexto dos transportes e zonas de grande circulação foram testadas 324 pessoas e a taxa de positividade foi de 22,39%. No contexto laboral de restauração, comércio, hotelaria, mercados e feiras foram testadas 322 pessoas e a taxa de positividade foi de 22,25%. Nos prestadores de serviço de entregas, táxis e TVDE foram testadas 93 pessoas e uma taxa de positividade de 6,43%. No grupo dos migrantes e requerentes de asilo foram testadas 78 pessoas e a positividade foi de 5,39%.

Na resposta ao DN, as autoridades de saúde informam ainda que, na semana de 24 a 30 de maio, foram realizados em Lisboa 38 mil testes, sendo o concelho do país com maior testagem per capita (cerca de 7.527 testes por semana por 100 mil habitantes). Do total de testes realizados, aproximadamente 60% foram testes rápidos de antigénio. Na semana de 31 de Maio a 6 Junho, foram realizados cerca de 37 mil testes, cerca de 50% do total de testes realizados eram testes rápidos de antigénio.

A questão é que os casos registados em Lisboa, mas também no resto do país, não estão a ter tradução num aumento nos internamentos, quer em enfermarias quer em cuidados intensivos, o que significa que não são casos que estejam a desenvolver formas graves da doença, mas há especialistas que lembram: “Se a situação não for controlada, haverá inevitavelmente mais internamentos.”

Diário de Notícias

 

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