735: Vacina contra diabetes apresenta resultados iniciais promissores

 

SAÚDE/DIABETES/VACINA

Daniel Castellano / SMCS

Uma vacina para a diabetes tipo 1 ajudou a preservar a produção natural de insulina do corpo, pelo menos num subconjunto de pacientes recém-diagnosticados.

Em pessoas que sofrem de diabetes tipo 1, o sistema imunológico do corpo ataca as células beta do pâncreas que produzem insulina, uma hormona necessária para que as células absorvam a glicose da corrente sanguínea. Para se manterem vivos, estes pacientes precisam de levar injecções de insulina durante toda a vida.

Neste estudo, os cientistas queriam testar se uma vacina poderia ser capaz de parar ou retardar a destruição das células beta produtoras de insulina.

Investigadores da Universidade de Linköping, na Suécia, desenvolveram uma vacina feita de ácido glutâmico descarboxilase (GAD), uma proteína ancorada na superfície das células beta contra a qual muitas pessoas com diabetes tipo 1 formam anticorpos.

De acordo com o Live Science, pessoas com genes de antígeno leucocitário humano (HLA) têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 1. Vários tipos de HLA aumentam o risco de doença, mas uma variante genética, conhecida como “HLA-DR3-DQ2“, expõe uma forma da proteína GAD (GAD65) ao sistema imunológico na superfície das células beta.

Este fenómeno activa o sistema imunológico para produzir anticorpos contra a proteína e direccionar as células beta para destruição.

Para averiguar se uma vacina que expõe o corpo a mais GAD ajuda o sistema imunológico a tolerar melhor o GAD65 natural do corpo, os cientistas recrutaram 109 pacientes, com idades entre 12 e 24 anos, diagnosticados com diabetes tipo 1 nos últimos seis meses.

Cerca de metade dos pacientes eram portadores da variante do gene HLA-DR3-DQ2.

A equipa dividiu os voluntários em dois grupos: metade dos participantes, designados aleatoriamente, receberam três injecções da vacina com um mês de intervalo, e a outra metade recebeu um placebo.

A investigação permitiu concluir que o subconjunto de pacientes que tinham a variante HLA-DR3-DQ2 não perdeu a produção de insulina tão rapidamente quanto os outros pacientes.

O artigo científico foi publicado a 21 de Maio na Diabetes Care.

ZAP ZAP //

Por ZAP
6 Junho, 2021

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]

 

734: Portugal com mais 612 casos. É o pior domingo desde 7 de Março

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Há 23.715 casos activos da doença no país. 265 pessoas estão hospitalizadas. Nas últimas 24 horas registaram-se dois óbitos por covid-19.

© PAULO SPRANGER / Global Imagens

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 612 casos e dois óbitos por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) deste domingo (6 de Junho).

É o número mais alto de novos casos a um domingo desde 7 de Março (quando se registaram 682).

Nesta altura estão 265 pessoas hospitalizadas, número que não sofreu variações nas últimas 24 horas. Há 52 doentes em cuidados intensivos, mais um que ontem.

Há agora 23.715 casos activos de covid-19 no país, mais 353 que no dia anterior. Recuperaram da doença 257 pessoas.

Lisboa e Vale do Tejo é a região do país com um maior aumento de casos: foram 340, mais de metade do total (55,5%). Segue-se a região norte, com 151, o centro, que contabiliza 49 contágios, o Algarve com 30 e o Alentejo com 19. A região autónoma dos Açores tem 21 novos casos, a Madeira 9.

Os dois óbitos ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e região centro.

Esta é a quarta semana consecutiva em que o número de novos casos aumenta, quando comparado com a anterior. Nos últimos sete dias registaram-se 3.988 casos, mais 554 que na semana anterior, e que correspondem a uma média diária 569,7 casos.

Do total de novos casos registados nesta última semana, 2.133 foram na região de Lisboa e Vale do Tejo, número que corresponde a mais de metade do total (53,4%).

Mas estes dados não têm tido um reflexo directo nos internamentos, que são agora menos que no último domingo (eram então 271). O mesmo é válido para os cuidados intensivos, que contam menos duas pessoas que há uma semana.

Variante Delta é 40% mais transmissível

A variante Delta, anteriormente conhecida como variante indiana, é 40% mais transmissível, avançou este domingo o secretário de Estado da Saúde britânico, em entrevista ao jornalista Andrew Marr.

Na mesma entrevista, e citado pela BBC, Matt Hancock referiu que ter uma dose da vacina não é tão eficaz contra a variante Delta como é para formas mais comuns da covid-19, mas com as duas doses a protecção é a mesma.

Diário de Notícias
DN
06 Junho 2021 — 14:06

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]