733: Auto-agendamento de vacina para maiores de 45 anos disponível

 

SAÚDE/COVID-19-AUTO-AGENDAMENTO/VACINAS

As pessoas com mais de 45 anos podem agendar a vacinação a partir desta sexta-feira. Vagas a partir de 14 de Junho.

Campanha de vacinação contra a covid-19 na Alemanha
© EPA/SASCHA STEINBACH

A partir da tarde desta sexta-feira as pessoas com 45 anos ou mais já podem fazer o auto-agendamento para a vacina contra a covid-19, confirmou ao DN fonte da task force. As primeiras vagas para a vacinação desta faixa etária abrem a partir de 14 de Junho.

Durante a manhã o site da covid-19 do Ministério da Saúde anunciou esta hipótese, no entanto, cerca de uma hora depois, deixou de estar disponível. Tratava-se de testes que estavam a ser feitos de modo a garantir que o processo de abertura estaria funcional esta tarde, segundo o “Público”.

Algumas pessoas nesta faixa etária conseguiram fazer o agendamento ainda durante a manhã, apesar de a página dizer que só era possível agendar a vacina com 50 anos ou mais. Na primeira página tinha de se colocar uma data de nascimento aleatória que indicasse uma idade igual ou superior a 50 anos. Na página seguinte já se falava nos 45 anos ou mais, e aí era possível inserir a data de nascimento correta, o cartão de utente e o número de telemóvel. Depois era só escolher a data e o local.

Em comunicado, a task force da vacinação anuncia que “Tendo em conta o bom ritmo a que tem decorrido a vacinação contra a Covid19, informa-se que já se encontra disponível, a possibilidade de auto agendamento para idades iguais ou superiores a 45 anos. Quem se propuser ao auto agendamento terá vaga a partir de 14 de Junho.”

O Governo anunciou que a vacinação dos maiores de 40 anos arrancava a partir de 6 de Junho e dos maiores de 30 anos a partir de 20 de Junho.

Segundo os últimos censos realizados em Portugal, a vacinação da faixa etária dos 45 aos 49 anos vai abranger um universo de 770.294 pessoas.

Diário de Notícias

DN

 

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732: Com a vacinação há menos vírus a circular, mas os que há serão mais transmissíveis

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO/VARIANTES

Até agora, do processo normal de evolução do SARS CoV-2 surgiram sete a nove mutações principais – quatro com maior incidência e identificadas no Reino Unido, Índia, África do Sul e Manaus, Brasil. Outras mais poderão surgir, esta semana foi anunciada mais uma no Vietname. A questão é que quanto mais população imunizada há, mais o vírus tem de se adaptar para sobreviver e pode tornar-se mais transmissível. A boa notícia é que as vacinas existentes são eficazes para estas variantes.

Mais uma variante do SARS CoV-2 identificada no Vietname. Como terá aparecido?

A emergência de novas variantes do SARS-CoV-2 tem gerado preocupação e até algum alarmismo. Isto porque à identificação da variante junta-se sempre a preocupação da sua potencialidade em termos de transmissibilidade, mas como explicou ao DN o microbiologista do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), João Paulo Gomes, “no mundo dos vírus é preciso dar tempo ao tempo para se perceber o que está a acontecer”.

Foi assim quando surgiu a variante B.1.1.7, linhagem do Reino Unido; quando apareceu a variante B.1.351, linhagem da África do Sul, a de Manaus, conhecida como a variante P.1 (501Y.V3) e mais recentemente quando surgiu a variante de linhagem indiana, B.1.617.2. Mas, numa altura em que ainda se tenta perceber o grau de transmissibilidade da variante indiana, nesta semana, as autoridades do Vietname vieram anunciar terem identificado uma variante que cruza características das variantes do Reino Unido e da Índia. Um fenómeno que “é muito raro, mas que pode acontecer”. No entanto, em relação ao SARS-CoV-2, “só há um relato muito recente, de há dois meses, por parte dos americanos, de uma situação em que é possível que tenha existido esta recombinação de variantes”, referiu ao DN João Paulo Gomes.

Em Portugal, e conforme está descrito no último relatório de monitorização do INSA, publicado nesta semana, há quatro variantes identificadas, depois de terem sido analisadas 8.352 sequências do genoma do novo coronavírus SARS-CoV-2, que foram obtidas de amostras colhidas em mais de cem laboratórios de hospitais e de outras instituições, representando 278 concelhos do país, no continente e nas ilhas.

O resultado revela que a variante de linhagem do Reino Unido já tem uma representatividade de 87,7% no nosso território, sem dúvida a predominante, quando comparada com a variante indiana, da qual foram identificados até agora 12 casos, e com uma representatividade de 4,8%, cujos focos estão em duas regiões, Alentejo e Lisboa e vale do Tejo. Em relação à variante de Manaus, Brasil, a sua representatividade é da ordem dos 2,8%, e a da África do Sul de 1,6%, tendo a sua presença vindo a diminuir no nosso país.

O coordenador do Departamento de Bioinformática de Doenças Infecciosas do INSA admite que ainda “não podemos dormir descansados, mas a situação em Portugal e em outros países avançados na vacinação está a correr muito bem”, porque as últimas investigações realizadas têm vindo a comprovar que qualquer uma das vacinas que estão a ser usadas no nosso país e no continente europeu “tem eficácia contra qualquer uma destas variantes”.

No entanto, ressalva, mesmo nesta altura, há duas preocupações. “Uma é que não podemos esquecer as diferenças que existem no ritmo de vacinação entre os vários países. Não estou a falar de países europeus, mas de outros de África, Ásia e América do Sul, onde ainda há pouco acesso às vacinas. E isto faz que por mais imunizados que os países europeus estejam, com a abertura de fronteiras é quase impossível impedirmos a entrada de variantes que podem ter emergido em países onde a taxa de vacinação é muito baixa e onde ainda há milhões de vírus em replicação.”

A outra preocupação tem que ver com o próprio processo de vacinação e que, como diz, “é o reverso da medalha. Temos cada vez mais pessoas vacinadas. É óptimo. Estamos imunes e teremos cada vez menos vírus em circulação, mas os que conseguirem circular serão sempre vírus com uma capacidade extraordinária de transmissão. E isto são sempre más notícias”.

Ou seja, e como afirma, “a vacinação traz sempre uma boa notícia e uma má, porque o vírus para sobreviver entre uma população cada vez mais imunizada tem de ser criativo e adaptar-se aos anticorpos, e quando há vírus adaptados nunca é bom”.

No entanto, sublinha, “penso que a balança está bastante equilibrada para o nosso lado, para Portugal e outros países avançados na vacinação, pois acho que iremos conseguir reduzir tanto o número de casos activos que o vírus terá muito pouca margem de manobra para gerar mutações. E isto é muito positivo”.

O SARS-CoV-2, já com várias variantes, ainda está presente e a circular, mas, cada vez mais, nos próximos tempos, essa circulação será residual. Neste momento, em relação ao nosso país – dado que os números de internamentos, que refletem a gravidade da doença, são baixos e que as pessoas infectadas não estão vacinadas – caminha-se para a imunidade de grupo, que pode ser atingida em Agosto, o que quer dizer que o vírus terá de ‘lutar’ contra uma percentagem enorme de população imunizada.

Por isto, terá feito o Reino Unido uma tempestade num copo de água ao retirar Portugal da lista verde dos destinos turísticos, impondo a quem viaje entre os dois territórios medidas de restrições? João Paulo Gomes considerou que sim e que os valores apresentados pelos ingleses, que justificam esta decisão, não faziam sequer sentido. “Não correspondem à realidade, está a fazer-se uma tempestade num copo de água”, comentou aos órgãos de comunicação social, na quinta-feira.

O governo britânico referia em comunicado que a decisão tinha por base dados europeus que identificavam a existência de 68 casos da variante B1.617.2, da linhagem indiana, identificada pela OMS “com uma mutação adicional potencialmente prejudicial”.

João Paulo Gomes diz que até hoje foram identificados 74 casos desta linhagem, mas que a sequenciação genómica desta revelou várias introduções distintas da variante em Portugal, nomeadamente de 12 casos já identificados associados a uma linhagem nepalesa. Mesmo assim, “não faz sentido” e não é explicável o impacto económico que resulta de uma decisão destas com base nestes números, afirmou o cientista.

De acordo com o relatório de monitorização e das linhas vermelhas da doença, publicado nesta sexta-feira pelo INSA, até Junho 2 de Junho foram identificados ainda 104 casos da variante associada à África do Sul e 139 casos da variante de Manaus, Brasil.

A nova variante do Vietname: como terá aparecido?

Esta semana a emergência de uma nova variante voltou a estar em cima da mesa. As autoridades vietnamitas vieram anunciar a identificação de uma nova variante na qual foram detectadas características da variante do Reino Unido e da Índia. Isto é possível? É normal? Como acontece? Mais uma vez, o microbiologista do INSA explica que, no mundo dos vírus, é possível, mas é um fenómeno raro. E, em relação ao SARS CoV-2, só tem conhecimento de uma situação relatada há dois meses por cientistas norte-americanos que terão identificada uma situação de “recombinação”, nome científico para este processo.

João Paulo Gomes explica mesmo que quando se fala da emergência de novas variantes, com a possibilidade de serem já uma mistura de variantes existentes, pode estar-se perante dois fenómenos, um, muito pouco frequente, ocorreria durante uma infecção mista. Ou seja, de uma pessoa que fosse infectada com duas variantes, no caso da variante descoberta no Vietname, uma pessoa que tivesse sido infectada com a variante do Reino Unido e da Índia, em simultâneo.

“O material genético destas variantes misturou-se e originou uma nova variante que surge da combinação de mutações de uma variante e de outra. A isto chama-se recombinação e posso dizer que este fenómeno de mistura genética de mais do que uma linhagem ou estirpe é um fenómeno perfeitamente descrito no mundo das doenças infecciosas e no mundos dos micróbios para determinados tipos de infecções”, explicou.

Contudo, salienta, “no âmbito da covid-19, que eu conheça há apenas um relato feito por cientistas americanos de uma possível nova variante que terá sido gerada por um fenómeno de recombinação – uma mistura de duas linhagens que originou uma outra. Mas em relação ao SARS CoV-2 o fenómeno da recombinação de linhagens está muito pouco descrito e ainda há muitas dúvidas se é possível ou não. Mesmo os que acreditam que é possível aceitam que existe é um fenómeno raríssimo”.

O problema do fenómeno de recombinação é que acaba por se tornar um processo muito mais rápido do que propriamente o processo de uma mutação, com as consequências que isso possa trazer. Em relação à variante detectada no Vietname “não sabemos ainda se foi isto que aconteceu ou se foi o aparecimento de uma variante já existente. Por exemplo, no caso da indiana, esta ter evoluído e aparecer agora com uma ou duas mutações que já eram conhecidas características da variante do Reino Unido”.

O cientista refere que, muitas vezes, estas situações podem induzir o mundo da ciência em erro, e, “em vez de considerarmos esta última situação como um fenómeno de evolução normal dos vírus, que é aparecerem mutações relevantes que já tinham sido identificadas noutra variante, torna-se mais fácil explicar que foram dois vírus que se juntaram, que trocaram material genético e que originaram outra variante”, mas, como sublinha, “numa situação destas é preciso dar tempo ao tempo para se perceber se é mesmo assim ou não”. E dá ainda outro exemplo: “Na variante indiana foi encontrada uma mutação que é característica da variante da África do Sul. Portanto, estas situações acontecem”.

As mutações só aparecem quando o vírus se replica, mas já estamos numa fase de vacinação contra o SARS CoV-2. E o que acontece nesta situação é que quanto mais população vacinada há, menos possibilidade se dá ao vírus de se replicar, porque “obrigatoriamente baixa o número de casos, há muito menos vírus em circulação e menos possibilidades de estes se replicarem. O que é muito positivo”, assinala João Paulo Gomes.

A questão, volta a sublinhar, está nos que se conseguem adaptar aos anticorpos existentes e sobrevivem. E aí entra de novo em acção o processo de vacinação para o combater, nem que estas tenham de ser também adaptadas às novas estirpes.

Diário de Notícias

 

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731: Mais 573 casos de covid-19 e 3 mortes nas últimas 24 horas

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Há agora 265 pessoas hospitalizadas com covid-19, 51 das quais em cuidados intensivos

© Rita Chantre/Global Imagens

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 573 casos de covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgado este sábado (5 de Junho). De acordo com os dados foram contabilizados, no mesmo período, 3 mortes devido à infecção por SARS-CoV-2 .

Há agora 265 pessoas hospitalizadas, menos duas que no dia anterior. Deste total 51 estão em cuidados intensivos, também menos duas do que as registadas no boletim de sexta-feira.

Há agora 23.362 casos activos de covid-19 no país, menos 111 que no dia anterior.

O padrão de distribuição geográfica mantém-se: a região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) lidera o número de novos casos, contando 334, registando também dois dos três óbitos (o terceiro ocorreu na região centro).

No norte foram contabilizados 120 novos casos nas últimas 24 horas e no centro 65. No Algarve registaram-se 16 novos casos e no Alentejo cinco.

Quanto às regiões autónomas, os Açores contam 22 novos contágios e a Madeira 11.

A taxa de incidência e o índice de transmissibilidade não são actualizados ao sábado. Ontem, verificou-se uma subida da incidência de 66,4 casos por 100 mil habitantes a nível nacional para 69,8, e de 63,7 no Continente para 67,5 – o que significa um aumento de 3,4 no país e de 3,8 no Continente.

Quanto à transmissibilidade, R(t), a subida foi de 1,07 a nível nacional para 1,08. E de 1,08 para 1,10 no Continente.

Lisboa e Vale do Tejo em vias de atingir 120 casos por 100 mil habitantes

A região de Lisboa e Vale do Tejo pode atingir os 120 casos de infecção por cem mil habitantes dentro de menos de 15 dias, caso se mantenha a tendência crescente de transmissão do vírus SARS-CoV-2, de acordo com a previsão do relatório de monitorização das “linhas vermelhas” da pandemia divulgado sexta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). O mesmo documento adianta que o R(t) apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,08) e em todas as regiões do continente.

Esta tendência crescente do Rt – que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infectada – é “mais acentuada na região de Lisboa e Vale do Tejo” e está já nos 1,16, indicam a DGS e o INSA

“Mantendo-se esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência acumulada a 14 dias de 120 casos por cem mil habitantes será de 15 a 30 dias para o nível nacional e menos de 15 dias para a região de Lisboa e Vale do Tejo”, aponta a análise de risco das autoridades de saúde.

Diário de Notícias
DN
05 Junho 2021 — 14:03

 

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