791: Portugal reporta mais 1.020 casos de Covid-19 e seis mortes

 

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Já foi divulgado o boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde (DGS) desta terça-feira.

© Reuters

Portugal somou, nas últimas 24 horas, 1.020 novos casos e seis mortes relacionados com a Covid-19, indica o boletim epidemiológico da DGS divulgado esta terça-feira. Actualização que corresponde a um aumento de 0,12% no que diz respeito aos novos contágios e de 0,04% no número de óbitos.

De acordo com o relatório, 1.293 pessoas recuperaram da doença no mesmo espaço de tempo, totalizando 821.374 recuperações desde que a pandemia entrou no nosso país.

Destaque também para o número de internamentos que continua a subir, apesar de não tão significativamente como ontem. Nas enfermarias portuguesas estão mais sete pessoas com SARS-CoV-2 do que esta segunda-feira, 450 no total, dos quais 101 (mais quatro) em unidades de Cuidados Intensivos.

O número de casos activos em Portugal é agora de 28.378, menos 279 que ontem.

Esta terça-feira, a única região a registar óbitos devido ao SARS-CoV-2 foi Lisboa e Vale do Tejo.

Quanto a novos casos, o Norte reportou 121, o Centro 101 e Lisboa 648. O Alentejo registou mais 32 e o Algarve 70.

Nos Açores, as autoridades de saúde registaram 44 novos casos e na Madeira apenas quatro.

Portugal soma assim 866.826 casos de Covid-19 e 17.074 mortes devido à doença.

País ao Minuto
por Notícias ao Minuto
22/06/2021

 

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790: Lisboa em contra-ciclo com capitais europeias

 

SAÚDE/COVID-19/CONTRA-CICLO

Os novos casos na região de Lisboa e Vale do Tejo são 64% dos registados em todo o país, sendo que em Madrid, Paris, Berlim, Roma ou Londres representam menos de 25%.

No fim de semana estiveram proibidas as saídas da Área Metropolitana de Lisboa por causa do aumento de número de casos na região. Em Madrid ou Paris números baixos dão mais liberdades.
© MÁRIO CRUZ/LUSA

A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou ontem mais 484 novos casos de covid-19, o que representa 64% de todas as novas infecções registadas em Portugal (756). Isso coloca a capital portuguesa numa situação oposta a outras grandes capitais europeias, como Madrid, Paris, Roma ou Berlim, onde os novos casos representam no máximo 25% dos totais a nível nacional. Até em Londres, apesar do aumento do número de casos por causa da variante Delta que já é dominante em todo o Reino Unido, as infecções são menos de 10% do total do país.

Assim, enquanto nessas capitais já se estão a levantar mais as restrições – em Madrid os espaços nocturnos reabriram ontem à noite, em Paris já não é obrigatório o uso de máscara ao ar livre -, Lisboa corre o risco de voltar a fechar, com a região metropolitana a ficar “cercada” ao fim de semana.

Londres

O número de casos tem vindo a subir desde o início do mês na capital britânica, tal como em todo o Reino Unido por culpa da variante Delta. Ontem, houve mais 1023 casos confirmados em Londres, num total de 10 633 em todo o Reino Unido (um aumento de 31,4% em relação à semana anterior). A capital representa cerca de 9,6% dos novos casos, estando a situação pior no noroeste de Inglaterra.

Na semana entre 10 e 16 de Junho, foram contabilizados 6925 novos casos em Londres (uma média de 989 por dia), numa incidência de 77,3 casos por 100 mil habitantes. Na semana anterior, tinham sido registados 5501 casos, ou seja, 61 por 100 mil habitantes, revelando a tendência para aumentar. Em todo o país, a média diária na semana até 16 de Junho foi de 9778 casos, com uma incidência de 89,3. Ontem houve mais cinco mortes a registar.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tinha previsto levantar as restrições que ainda existem em Inglaterra nesta segunda-feira – como a reabertura de espaços nocturnos e o fim dos limites aos contactos sociais. Mas ainda na semana passada anunciou que tal não iria acontecer – também está suspensa a abertura no País de Gales, na Irlanda do Norte e na Escócia. A situação será reavaliada a 19 de Julho. Ainda assim, houve alguma abertura: já se podem realizar casamentos com até 30 convidados (em mesas de seis).

Quase 82% da população adulta já levou a primeira dose da vacina e 60% já apanhou a segunda dose. O governo britânico está a estudar a hipótese de cortar os dias de quarentena para as pessoas que voltem de destinos na lista amarela (como é o caso de Portugal), nomeadamente para quem já está totalmente vacinado, mas ainda não foi tomada uma decisão.

Madrid

A Comunidade de Madrid contabilizou ontem mais 143 casos, sendo que destes 102 foram detectados nas 24 horas anteriores (os dados estão constantemente a ser actualizados para incluir casos anteriores). Há uma semana (à segunda-feira o número de casos tende a ser inferior ao normal por haver menos testagem ao domingo), tinham sido contabilizados só 72.

Em todo o país foram contabilizadas nas últimas 24 horas 831 infecções, pelo que os casos em Madrid representam 12,3% dos totais. Canárias e Catalunha registaram mais casos no boletim de ontem. A incidência acumulada de casos novos por 100 mil habitantes a sete dias é de 42,13 em Espanha e 35,40 em Madrid.

Com estes números, a capital espanhola avança com o desconfinamento, tendo os bares e discotecas voltado a abrir ontem à noite – estavam fechados desde Agosto de 2020. Ainda assim com restrições: só podem abrir as pistas de dança no exterior e ficar abertas até às 03h00, havendo também limite de lotação. A partir de sábado, em todo o país, está previsto levantar a obrigatoriedade do uso de máscaras no exterior. Nas discotecas, para dançar, é preciso usar máscara.

Em Espanha, quase 50% da população já levou a primeira dose da vacina e 30,4% já tem as duas doses. Em Madrid, já foi aberta a vacinação aos maiores de 43 anos.

Berlim

Na Alemanha, a média do número de casos a sete dias é de 7127 e a taxa de incidência é de 8,6. Em Berlim a situação é ainda melhor, com uma média de 274 casos por dia na última semana (3,8% do total nacional) e uma incidência de 7,5 – há uma semana era de 15,4. No boletim de ontem, o Instituto Robert Koch contabilizou 346 novos casos em todo o país (o número mais baixo desde Agosto, sendo que na segunda-feira anterior tinham sido reportadas 549 infecções) e apenas um deles em Berlim.

Houve ainda dez mortes por covid-19.

As autoridades da capital recomendam manter a distância de segurança e limitam ajuntamentos a dez pessoas de cinco agregados familiares, sendo que não entram nestas contas pessoas que já estejam totalmente vacinadas ou que já tenham tido covid-19. São recomendados testes antes de encontros com pessoas fora do agregado familiar. Já há um aliviar do uso de máscara no espaço exterior (excepto em zonas onde seja impossível manter a distância), mas nos transportes e nas lojas, a máscara usada deve ser do tipo FFP2.

Desde 7 de Junho, que qualquer pessoa com mais de 12 anos se pode inscrever para ser vacinada na Alemanha. Mais de 50% dos alemães já levaram pelo menos uma dose da vacina (51,4% dos habitantes no caso de Berlim) e 31,1% já estão totalmente vacinados (29,5% na capital alemã).

Paris

A máscara deixou de ser obrigatória em França nos espaços exteriores na semana passada (a multa por não a usar chegava aos 135 euros) e acabou o recolher obrigatório (mais cedo do que o previsto), com os números de novas infecções a cair desde Abril. Até 17 de Junho (último dia para o qual há dados), a média diária a sete dias de novos casos foi de 2561 no país, 631 na região de Île-de-France (que inclui Paris), ou seja, 24,6% do total, e 121 só na capital (4,7%) – ainda assim o valor mais elevado em França. Há mais 40 mortes.

Apesar disso, outras restrições mantêm-se, como o fecho das discotecas, o uso de máscara em espaços fechados ou a limitação do número de pessoas que podem estar dentro de lojas ou restaurantes. Quase 50% da população já foi vacinada com uma dose e 27,3% com as duas (26,6% em Paris), sendo obrigatório apresentar o passe covid (que diz quem está vacinado ou quem fez o teste nas 48 horas anteriores) em eventos com mais de mil pessoas.

Roma

Toda a Itália, com uma única excepção, está na zona branca do quadro de risco, o cenário menos grave numa escala que inclui o amarelo, o laranja e o vermelho. O vale de Aosta, nos Alpes, é a única região a amarelo e as previsões é que passe a branco já na próxima semana. Desde meados de Abril que os casos em Itália estão em queda. A região de Lazio, onde se encontra a capital, está longe de ser aquela onde mais casos diários são registados. No boletim de ontem, quando Itália contabilizou mais 495 casos, apenas 71 foram registados na região de Lazio, ou seja, 14,3%. A região com mais casos neste dia (85) foi a Sicília. Houve ainda 21 mortes em todo o país

Para estar na zona branca é preciso ter menos de 50 casos por 100 mil habitantes durante três semanas consecutivas. No nível mais baixo de risco, as únicas restrições que existem prendem-se com a necessidade de distanciamento social e o uso de máscara em espaços fechados ou no exterior, se houver muita gente, sendo que esta última medida já está a ser repensada. O recolher obrigatório também já não se aplica no país. Para evitar novos contágios, os italianos reintroduziram a obrigatoriedade de quarentena de cinco dias para quem chega do Reino Unido, devido ao aumento de casos neste país.

susana.f.salvador@dn.pt

Diário de Notícias

 

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789: Imunidade do grupo com 70% de vacinados é ideia ultrapassada, defende investigador

 

SAÚDE/COVIF-19/IMUNIDADE DE GRUPO

Sedat Suna / EPA

O investigador Miguel Castanho afirmou esta segunda-feira que a ideia da imunidade do grupo com 70% da população vacinada contra a covid-19 está “completamente desactualizada” porque a vacina não protege contra a infecção e a transmissão do vírus.

“Essa ideia está ultrapassada porque as vacinas não são 100% eficazes, por um lado, mas sobretudo porque as vacinas não protegem contra a infecção e contra a capacidade de transmissão e, portanto, qualquer pessoa mesmo vacinada em algum grau contribui para a transmissão do vírus”, adiantou o investigador do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

O professor catedrático de bioquímica explicou que o conceito de imunidade de grupo, neste momento, nem se aplica muito, porque isso acontece quando uma série de pessoas não pode ser infectada e não transmite o vírus a outras pessoas.

Portanto, defendeu, “é melhor pensarmos melhor que temos de completar o plano de vacinação e deixarmos de fazer contas parciais”, disse Miguel Castanho, que falava à agência Lusa a propósito da prevalência da variante Delta, associada à Índia, já ser superior a 60% na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Para o investigador, também se deve evitar “grandes dicotomias entre mais novos e mais velhos”, porque, vincou, “qualquer um pode adoecer, pode transmitir o vírus” e contribuir para “um agravar da situação”.

De qualquer forma, frisou, “é sempre melhor estar vacinado com qualquer uma das vacinas do que não estar vacinado”.

Questionado sobre se as medidas tomadas para controlar a disseminação do vírus, nomeadamente a proibição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa aos fins de semana, Miguel Castanho disse serem necessárias “medidas mais assertivas”, sobretudo, para as áreas metropolitanas.

“Eu compreendo que estas medidas foram tomadas para ganhar tempo e poder eventualmente construir uma resposta para o resto do país. De qualquer maneira, na Área Metropolitana de Lisboa a situação já está um pouco crítica”, declarou.

Segundo o investigador, já existem “todos os elementos” que permitem prever que a situação em Lisboa tem uma tendência a agravar-se nos próximos dias, porque já se sabe o que a variante Delta está a causar no Reino Unido e o que se passou no verão passado em Lisboa, “esteve sempre numa situação mais ou menos crítica”, adiantou.

“O que distingue a variante Delta não é nada que esteja relacionado com o contexto, é uma alteração do vírus em si e, portanto, aquilo que se está a passar no Reino Unido provavelmente vai-se passar aqui também”, explicou.

Para evitar esta situação, Miguel Castanho defendeu que é preciso “olhar com mais cuidado” e ter “um plano específico” para os transportes públicos, que são “um meio confinado” onde as pessoas permanecem durante um tempo considerável em contacto umas com as outras.

Defendeu também o teletrabalho para evitar deslocações e o desfasamento de horários, para “não ser tão grave o problema das horas de ponta”.

“As nossas áreas metropolitanas estão muito mal planeadas, muito mal estruturadas, toda a gente vive aglomerada na periferia, o centro das cidades está completamente vazio, e as pessoas são obrigadas a um trânsito compacto e diária e fazem-no através dos transportes públicos”, adiantou.

Por outro lado, apontou Miguel Castanho, é preciso “tomar mais atenção” à distribuição das pessoas nos espaços: “o que conta é a distância entre as pessoas e não tanto o número de pessoas que está dentro de um espaço” como recintos desportivos, eventos familiares ou na restauração, onde mais do que “os horários muito restritivos”.

“Se vamos deixar entrar público nos estádios e respeitar uma determinada lotação, mas depois os adeptos se juntarem todos na mesma bancada a torcer pela sua equipa, aí temos proximidade entre pessoas outra vez e pode haver transmissão”, elucidou.

ZAP // Lusa

Por Lusa
21 Junho, 2021

 

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788: Câmara de Lisboa oferece testes ilimitados a todos os cidadãos

 

SAÚDE/COVID-19/TESTES ILIMITADOS EM LISBOA

O plano municipal de testagem à covid-19 “deixou de estar limitado a dois testes mensais por morador na cidade de Lisboa, passando a oferecer um número de testes ilimitados, independentemente de ser ou não residente” na capital.

© André Luís Alves / Global Imagens

Os testes gratuitos à covid-19 nas farmácias de Lisboa vão ser ilimitados e disponíveis a todos os cidadãos, inclusive não residentes na cidade, no âmbito do plano municipal de testagem, anunciou esta segunda-feira a Câmara lisboeta

Segundo a autarquia, o plano municipal de testagem à covid-19 “deixou de estar limitado a dois testes mensais por morador na cidade de Lisboa, passando a oferecer um número de testes ilimitados, independentemente de ser ou não residente” na capital.

Através do plano municipal de testagem à covid-19, o número de testes efectuados nas farmácias e postos móveis organizados pela Câmara Municipal e pela Cruz Vermelha “mais do que duplicou na última semana, passando de uma média diária de 1.000 testes para mais de 3.500 testes/dia, nos dias 17 e 18 de Junho”.

“Desde o dia 31 de Março, quando o programa começou, já foram realizados nas farmácias mais de 60 mil testes gratuitos a moradores de Lisboa”, informou a Câmara Municipal em comunicado.

No último mês, foram efectuados 31 teste a trabalhadores do comércio e restauração

Neste âmbito, a rede de pontos móveis de testagem, que está agora presente em 17 locais, vai ser reforçada a partir desta semana, assim como a regularidade nos pontos de maior procura.

De acordo com a autarquia, as equipas dos serviços de protecção civil municipal de Lisboa vão estar presentes a partir desta segunda-feira nas principais artérias comerciais, para “sensibilizar, porta a porta, o comércio local e restauração para a necessidade de testar os seus funcionários”.

“No último mês apenas foram efectuados 31 testes ao abrigo do programa de testes gratuitos que a Câmara de Lisboa disponibilizou para os trabalhadores do comércio e restauração”, referiu o município.

Lisboa e Vale do Tejo é a região com o maior número de novos casos

O processo de testagem massiva e gratuita em Lisboa teve início em 31 de Março, mas, a partir de 15 de Abril, a Câmara Municipal decidiu alargar a testagem nas farmácias à covid-19 a todos os moradores, deixando o programa de estar limitado às freguesias com maior incidência da doença, nomeadamente com mais de 120 casos por 100 mil habitantes.

Na altura, a autarquia salientou que “o alargamento do número de testes, efectuados de forma massiva e universal na cidade, é uma medida central de prevenção da propagação do vírus e na promoção da saúde pública”.

A região de Lisboa e Vale do Tejo tem registado os maiores números de infecção por covid-19. No domingo, registou 641 dos 941 novos casos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.862.364 mortos no mundo, resultantes de mais de 178,1 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram mais de 17 mil pessoas e foram confirmados mais de 865 mil casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias
DN/Lusa
21 Junho 2021 — 12:40

 

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787: Matriz de risco: país já está na zona vermelha

 

SAÚDE/COVID-19/MATRIZ DE RISCO/ZONA VERMELHA

Estão internadas 443 pessoas com covid-19, das quais 97 em unidades de cuidados intensivos, indicam os dados do boletim diário da DGS.

Enfermaria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, dedicada ao tratamento de doentes covid-19
© Gerardo Santos / Global Imagens

Foram confirmados 756 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Morreram mais 3 pessoas devido à infecção e todas na mesma região (Lisboa e Vale do Tejo).

Há agora 443 pessoas internadas com covid-19, mais 38 do que ontem. Contudo, o número de pessoas nos cuidados intensivos é o mesmo do que indicava o boletim de domingo (87).

Os dados indicam uma progressão da pandemia visto que o número de novos infectados (756) é superior ao de recuperados nas últimas 24 horas (393).

A DGS actualizou também a “matriz de risco”. O país já está na zona vermelha, tanto no continente como a nível nacional. Subiram ambas as componentes: incidência pandémica (infectados por cem mil habitantes durante 15 dias) e Rt (o Índice de Transmissibilidade, ou seja, quantas pessoas são infectadas por um contagiado).

Matriz de risco: 21 Junho

INCIDÊNCIA
Nacional: 119,3 casos de infecção por cem mil habitantes
Continente: 120,1 casos
R(t)
Nacional: 1,18
Continente: 1,19

Matriz de risco em 21 de junho de 2021
© DGS

As subidas deram-se tanto a nível nacional como continental face à matriz de risco divulgada pela DGS no passado dia 17 de Junho.

Matriz de risco: 17 Junho

Incidência pandémica

Nacional: 100,2 casos de infecção por cem mil habitantes

Continente: 100,2 casos

R(t)
Nacional: 1,14
Continente: 1,15

Numa altura em que Lisboa e Vale do Tejo continua a suscitar preocupação ao ser a região com o maior número de novos casos de infecção, a autarquia da capital decidiu reforçar o plano municipal de testagem.

No boletim de hoje da DGS, Lisboa e Vale do Tejo, com 484 infectados, continua a representar quase dois terços (64 por cento) dos novos casos.

O Norte registou 126, o Algarve 69, a região Centro 28, o Alentejo e os Açores com 23 cada e a Madeira três.

Desde o início estão registadas 17.068 mortes em Portugal com covid e 865.806 infectados. Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais mortos (7241) mas foi no Norte que se registaram mais infectados (343.638).

Testagem reforçada e centros de vacinação com horário alargado em Lisboa

Desta forma, os testes gratuitos à covid-19 nas farmácias de Lisboa vão ser ilimitados e disponíveis a todos os cidadãos, inclusive não residentes na cidade, anunciou, esta segunda-feira, a Câmara Municipal.

Segundo a autarquia, o plano de testagem “deixou de estar limitado a dois testes mensais por morador na cidade de Lisboa, passando a oferecer um número de testes ilimitados, independentemente de ser ou não residente” na capital.

Também em Lisboa, a partir desta segunda-feira, os centros de vacinação passam a ter um horário alargado, com mais um hora de funcionamento “(de 9 para 10 horas diárias)“. O objectivo é vacinar 65 mil pessoas todas as semanas.

Para o reforço da vacinação na capital, vai ser reaberto o “Centro Municipal de Vacinação – Pavilhão 3 do Estádio Universitário de Lisboa, que será operado pelas Forças Armadas”.

Mais de 200 situações de incumprimento à proibição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa

Perante o agravamento da situação epidemiológica em Lisboa e Vale do Tejo e devido à prevalência na região da variante Delta, associada à Índia, o Governo decretou a proibição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 desta segunda-feira.

Neste período, a GNR registou 210 situações de incumprimento sem justificação para entrar ou sair da AML.

“A população estava consciente das regras. Apesar do incumprimento, os cidadãos foram colaborantes e voltaram para trás quando pedido”, disse à Lusa o capitão, João Gaspar. A operação de fiscalização decorreu de forma tranquila e com a colaboração da população, destacou.

A nível mundial, foram registadas 6.567 mortes e 317.517 novos casos nas últimas 24 horas, de acordo com o balanço diário da AFP

Desde que foram detectados os primeiros casos na cidade chinesa de Wuhan, no final de 2019, morreram pelo menos 3.868.393 mortes em todo mundo, indica a agência de notícias francesa.

No total, mais de 178.401.810 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados no mundo.

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
21 Junho 2021 — 14:47

 

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786: Idosa com uma dose da vacina e já infectada no início do ano morreu após surto em lar

 

SAÚDE/COVID-19/MORTE

Uma idosa com 92 anos internada no Hospital de Faro (HDF) morreu este sábado, na sequência de um surto de covid-19 num lar nos arredores da capital algarvia, confirmou fonte da autoridade de saúde.

A idosa era um dos dois utentes que tiveram de ser internados no seguimento de um surto de covid-19, que atingiu 15 residentes e seis funcionários do lar de idosos da Torre Natal, propriedade da Santa Casa da Misericórdia.

Segundo a mesma fonte, a idosa tinha tomado uma dose da vacina, já que tinha contraído a doença “no início do ano”.

Na conferência de imprensa da protecção civil distrital de Faro, realizada na sexta-feira em Loulé, a delegada de Saúde Regional revelou que o surto tinha 21 casos, entre os 57 residentes e 27 profissionais do lar.

Na ocasião, Ana Cristina Guerreiro adiantou que dois dos utentes estavam internados no HDF “com necessidade de oxigénio”, sendo que um dos casos era “mais preocupante”.

A responsável afirmou que praticamente todos os utentes e funcionários estariam vacinados desde Março, à excepção de quatro dos seis profissionais, por “opção própria”, realçando, no entanto, que as pessoas idosas produzem um processo de imunização “menos forte”.

Questionada pelos jornalistas sobre a origem da causa do surto, declarou estar “em investigação”, mas adiantou que, neste caso, os utentes “já saem do lar” sendo que lhes foi comunicado que uma das utentes “andava na rua sem máscara”, e que os funcionários também estão “na comunidade”.

“A origem pode estar em quem entra e sai”, apontou.

A delegada de Saúde Regional afirmou-se surpreendida por um haver “um número tão grande” de infecções em pessoas vacinadas e revelou terem realizado colheitas a “todas as pessoas no lar e a outras valências por precaução”.

Cerca de 100 amostras foram enviadas para o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo para “perceber” qual a variante presente neste surto.

Na mesma conferência de imprensa Ana Cristina Guerreiro revelou que o número de casos de covid-19 no Algarve triplicou na última semana, passando de uma média de 26 casos por dia, até ao início desta semana, para 84, nos últimos três dias, colocando a taxa de incidência da doença em 117 casos por 100 mil habitantes.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Junho 2021 — 19:39

 

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