740: EUA aprovam primeiro novo fármaco para Alzheimer em 20 anos, mas terapia levanta dúvidas

 

SAÚDE/FÁRMACOS/ALZHEIMER

A autoridade do medicamento norte-americana (FDA) aprovou o primeiro novo fármaco para a doença de Alzheimer em quase 20 anos, apesar de consultores independentes avisarem que o tratamento não demonstrou ser eficaz em desacelerar a doença.

© DR

Em causa está um novo medicamento desenvolvido pela farmacêutica Biogen, em parceria com a japonesa Eisai Co., para pacientes com Alzheimer, e o único que o regulador considera provavelmente capaz de tratar a doença subjacente, em vez de controlar apenas sintomas como a ansiedade e insónia.

De acordo com a agência Associated Press (AP), a decisão, que poderá ter um impacto na vida de milhões de idosos e das suas famílias, deverá gerar divergências entre médicos, investigadores e grupos de pacientes, afectando também no longo prazo os padrões usados para avaliar terapias experimentais.

O novo medicamento, que é administrado por infusão a cada quatro semanas, não mostrou evidências de conseguir reverter o agravamento da saúde mental, atrasando-o em apenas um estudo.

Em Novembro, um grupo externo de especialistas neurológicos da FDA deu parecer negativo a uma série de questões sobre se os dados do estudo submetido pela Biogen mostraram que o fármaco era eficaz.

A FDA solicitou, entretanto, que a farmacêutica conduza um estudo de acompanhamento para confirmar os benefícios para os pacientes. Se o novo estudo também não demonstrar a eficácia do medicamento, a FDA poderá retirá-lo do mercado, embora raramente o faça.

A Biogen não divulgou o preço do novo fármaco, mas especialistas estimam que um ano de tratamento possa custar entre cerca de 24.500 euros e quase 41 mil euros. Uma outra análise preliminar concluiu que o medicamento teria de custar entre 2.050 euros e 6.800 euros por ano para ter um bom valor, com base nos “pequenos benefícios gerais para a saúde” sugeridos.

Um instituto sem fins lucrativos de Boston, o Institute for Clinical and Economic Review, acrescentou que “qualquer preço é muito alto” se o benefício do medicamento não for confirmado em estudos futuros para acompanhar os doentes.

É a primeira vez em 20 anos que a FDA aprova um novo medicamento para o Alzheimer, que nos Estados Unidos afecta quase seis milhões de pessoas.

O novo fármaco é produzido através de células vivas que deverão ser administradas por infusão num consultório médico ou hospital. O efeito secundário mais comum foi inflamação no cérebro, que na maioria dos casos não causou sintomas ou problemas duradouros.

Em 2019, a farmacêutica norte-americana interrompeu dois estudos do medicamento depois de resultados que sugeriam que o “aducanumabe” (o anticorpo utilizado) não cumpria o objectivo de desacelerar a degenerescência mental e funcional em pacientes com Alzheimer.

Mais tarde, a empresa anunciou que uma nova análise de um dos estudos levava a concluir que o medicamento era eficaz em doses mais elevadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Junho 2021 — 19:00

 

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697: É doente crónico? E se os medicamentos lhe fossem entregues em casa?

 

SAÚDE/MEDICAMENTOS

O projecto estava delineado há tempos, mas a pandemia veio acelerar a sua aplicação. O objectivo era reduzir as idas de doentes ao hospital só para levantar medicação de continuidade. Em poucos dias, uma equipa do serviço de farmácia organizou tudo e as entregas começaram logo em Março de 2020. O resultado está à vista: 15 mil entregas a seis mil doentes, o que equivale a muitos milhares de medicamentos. “É o futuro”, diz o director do serviço.

Há seis mil doentes que já recebem os medicamentos em casa, mas ainda há muitos que se dirigem à farmácia hospitalar para levantar a medicação presencialmente.
© Gerardo Santos Global Imagens

Depois da consulta com o pai no Hospital de Santa Maria, Manuel Carlos aproveita para ir à farmácia da unidade e ver se é possível levantar a medicação de continuidade para, pelo menos, três meses. O pai sofre de uma doença de sangue e é acompanhado na consulta de hematologia. Há muito que a sua rotina é a mesma de 50 em 50 dias. Sair do distrito de Setúbal, onde vive com o pai, para vir a Lisboa buscar uma caixa de 50 comprimidos. “Ele tem de tomar um comprimido diário, mas só podemos levantar uma caixa de mês e meio em mês e meio. Muitas vezes não tem consulta e tenho de vir sozinho a Lisboa só para isso. Hoje queria ver se consigo levar duas caixas. Começa a ser muito complicado no trabalho”, conta ao DN.

Manuel Carlos teve de mudar o turno no trabalho para conseguir acompanhar o pai naquela manhã de terça-feira às análises, depois à consulta e por fim à farmácia hospitalar. É quase hora de almoço e ainda aguarda a sua vez para ser atendido. Pelo meio, conta até dez para acalmar o stress, o mesmo de sempre, ri-se, que surge quando pensa nas voltas que ainda tem de dar até chegar ao trabalho sem prejudicar o turno. Mas tudo é melhor do que ter de voltar daí a dias para passar pelo mesmo. Mas quando chega ao guichet é surpreendido e solta um grande: “Uau, a sério? Isso é possível? E basta pedir os medicamentos só três a quatro dias antes?”

Manuel Carlos não queria acreditar no que a funcionária lhe dizia. “Sabe que há um programa de entrega de medicamentos em proximidade? O seu pai reúne os requisitos e pode passar a receber a medicação em casa ou na farmácia mais próxima. Vai à Internet, entra na nossa plataforma e antes de acabar a medicação preenche o formulário com os dados dele. Depois será contactado por um administrativo do hospital para marcar o dia e a hora da entrega e ainda vai receber o telefonema de um farmacêutico que vai avaliar a condição do seu pai para ver se há necessidade de ajustes à medicação ou até de falar com o médico dele.”

Mais uma vez, Manuel Carlos não queria acreditar que tal fosse possível. Aceitou de imediato, pelo pai e por ele. O “uau” que lhe saiu não o foi único que os profissionais do serviço de farmácia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, que inclui o Hospital de Santa Maria, registaram durante este ano, de cada vez que falaram do programa a um doente, a familiares ou até a médicos, sobretudo àqueles que estão mais envolvidos com o tipo de doentes a que o programa se destina, doentes hematológicos, de reumatologia, nefrologia, neurologia, infecciologia, etc.

Aliás, têm sido muitos os “uaus” ouvidos. Talvez por isto mesmo, e ao fim de um ano, o Programa de Acesso ao Medicamento em Proximidade tenha recebido nota dez dos utentes no inquérito de satisfação realizado pelo serviço de farmácia. “O hospital tem cerca de 17 mil doentes que necessitam de dispensa de medicação. Todos estes doentes tinham de vir várias vezes à unidade só para levantar a medicação. Com este programa não precisam de o fazer”, explica o director do serviço de farmácia, João Paulo Cruz.

É do armazém da farmácia que saem todos os medicamentos para os doentes, quer os que levantam presencialmente, quer os que recebem em casa.
© Gerardo Santos Global Imagens

Milhares de medicamentos entregues em casa

O resultado está à vista: 15 mil entregas a seis mil doentes em todo o país, incluindo Madeira e Açores. A grande maioria das entregas foi ao domicílio, uma pequena percentagem em farmácias comunitárias e em instituições, como lares. No caso das ilhas, as entregas foram feitas em farmácias hospitalares. “Isto significa que foram entregues muitos milhares de medicamentos, tendo em conta que cada entrega a um doente envolve um, dois, três ou mais medicamentos”, acrescenta o médico, aproveitando para reforçar os resultados obtidos no inquérito de satisfação. “Tivemos quase todas as questões com a nota máxima, desde a qualidade do serviço à segurança e ao tempo de espera.”

João Paulo Cruz sorri, satisfeito, quando o afirma. Tem os resultados do inquérito impressos em papel em cima da sua secretária, não os deixou apenas informatizados, e mostra-os com o orgulho, porque, no fundo, é o resultado do trabalho de toda uma equipa, de um serviço e de todo o hospital. “Têm sido muitos os profissionais que se têm empenhado neste projecto, começando logo pela nossa equipa, do conselho de administração até ao motorista que entrega o medicamento em casa ao doente. E a recompensa é esta: a satisfação dos doente.” É mais do que isso, como diz, afinal, a recompensa pode mesmo ser “o futuro”.

O projecto estava delineado há um tempo por ser o desejo de alguns doentes e da equipa do serviço de farmácia, mas sem data marcada para avançar, embora conjugasse à partida vários objectivos: facilitar a vida aos doentes e aos médicos, agilizar os serviços, aumentando a sua eficácia, evitar o desperdício de medicamentos e “tentar acabar com uma certa dependência do hospital, que deve ser um centro só para cuidados diferenciados” , defende João Paulo Cruz.

Tudo objectivos que enquanto o programa não foi aplicado se mantiveram na gaveta. Mas nem tudo o que a pandemia trouxe atrás foi mau, este programa de proximidade é exemplo disso, porque teve de avançar forçosamente para dar resposta aos doentes, evitando ao máximo as idas ao hospital. “No primeiro confinamento, chegámos a ter num só dia mais de 600 doentes na farmácia a querer levantar medicamentos, com o receio de poderem ficar com medicação em falta e isto não podia continuar”, explica o director de serviço.

A proposta desenhada foi levada ao conselho de administração, que deu luz verde, e em poucos dias o programa estava a funcionar com eficácia e segurança. “É preciso não esquecer que é um programa de cedência de medicamentos que envolve muito dinheiro, são medicamentos muito caros, e o programa tinha de assegurar a sua rastreabilidade, desde que sai embalado da farmácia do hospital até à entrega ao doente. E isso é feito.”

A par, e como forma de reforçar o acompanhamento ao doente, foi criada uma consulta farmacêutica, agora feita ou presencialmente ou por telefone, mas que esperam poder vir a ser por Zoom. Esta é feita por um farmacêutico que tem como objectivo aferir os efeitos da medicação, para saber se esta deve ser ou não ajustada ou até se há alguma sintomatologia que deva ser referida ao médico assistente.

“O que estamos a fazer agora é muito importante, permite controlar o que é prescrito ao doente e se esta prescrição é a adequada à sua condição, porque estamos a falar de doentes com VIH/sida, artrite reumatóide, psoríase, espondilite anquilosante, fibrose quística, hepatites, esclerose múltipla, doentes hematológicos e oncológicos, com hipertensão pulmonar e até de alguns doentes pediátricos.” Um controlo que faz parte da prática de um farmacêutico hospitalar, já que toda a medicação prescrita e a sua posologia tem de ser validada por estes profissionais. Como diz João Paulo Cruz, “é um serviço de retaguarda fundamental”.

O director do Serviço de Farmácia, João Paulo Cruz, diz que projecto iniciado com a pandemia é o futuro.manifesta-se
© Gerardo Santos Global Imagens

Um desejo dos doentes e dos profissionais

A coordenadora do programa, Marisa Rodrigues, uma jovem farmacêutica, como a maior parte dos colegas que integram o serviço, confirma ao DN que a ideia de o criar e de o levar para a frente surgiu muito por influência dos doentes, embora “só tenha surgido agora em contexto de pandemia, mas era um desejo de muitos doentes, sobretudo dos que têm maior vulnerabilidade e dificuldade em se deslocarem de forma regular ou para os que geograficamente estão mais distantes e têm incapacidade económica. Muitos, cada vez que aqui vinham para levantar a sua terapêutica, acabavam por nos pedir algo que os aliviasse. E ao longo do tempo fomos delineando este projecto, que acabou por se catapultar há um ano”, explica.

Hoje, a sua satisfação também é grande, e manifesta-a na visita que fazemos à farmácia hospitalar, onde em seis postigos, rigorosamente divididos, com funcionários de máscara e de luvas, se dirigem, um a um, doentes que têm de levantar a sua medicação presencialmente. Na sala de espera, aguardam cinco pessoas, o máximo que é permitido em tempo de pandemia, os restantes no espaço exterior, mesmo assim, diariamente, ainda há dias com 200 ou mais doentes.

“O programa de proximidade também abrange o funcionamento deste serviço, porque quanto menos pessoas vierem buscar a medicação presencialmente, mais será possível melhorar o atendimento”, argumenta. Marisa Rodrigues explica que o programa começou com uma dimensão pequena de doentes, mas, agora, já vai em seis mil e, em breve, espera que sejam muitos mais. “Acreditamos que o programa vai continuar. Aliás, quando o lançámos foi logo com essa lógica e perspectiva e, ao longo deste ano, temos vindo a ajustar e a melhorar algumas situações, quer a nível de condições quer de acompanhamento do doente“, reforça, exemplificando: “A consulta de seguimento farmacêutico que fazemos em simultâneo com a entrega da medicação, quer seja presencial quer seja por telefone, dá-nos maior proximidade ao doente e uma informação muito mais robusta sobre o seu estado e sobre a medicação que lhe é mais adequada. Uma das grandes mais-valias deste programa, que conjuga a entrega em proximidade e a presencial, também é esta.”

Uma consulta que, em termos de informática, “já está interligada com o sistema de consultas médicas para que o colega possa ir acompanhando o efeito da medicação e o estado do doente. No limite, tanto nós como o médico assistente ficamos com informação just in time sobre o doente em alguns aspectos que podem ser muito importantes”, pormenoriza João Paulo Cruz.

No início, “ainda houve doentes que resistiram à mudança, sobretudo doentes com VIH/sida, pensamos que talvez pela estigmatização que a doença ainda tem. Não queriam aceder ao programa por receio de os medicamentos lhes chegarem ao domicílio ou à farmácia comunitária, alguém que não eles poder ver o que era e ficarem a saber sobre a sua doença”, justifica o médico. Agora, já não é assim, “os doentes com VIH estão em quarto lugar na adesão ao programa”. Mas muitos aderiram de imediato e outros foram eles próprios a pedir para o integrarem e temos cada vez mais médicos a aconselharem os seus doentes para o fazerem. É que “o programa não veio só aliviar os doentes. Veio também agilizar a prática clínica e o funcionamento dos serviços hospitalares, nomeadamente no que toca a consultas que tinham de ser agendadas só para pedir medicação”, argumenta ainda. Por isso, repete, “isto é o futuro”.

As deslocações contínuas foram substituídas. Primeiro, bastava um e-mail, agora por um pedido na plataforma do hospital destinada à cedência de medicação, onde o doente apenas tem de preencher o formulário com os seus dados para a equipa de farmacêuticos a trabalhar no projecto ter acesso à medicação que está a tomar – e basta fazer isto três a quatro dias antes de a medicação acabar. O farmacêutico valida a medicação e faz seguir o processo para que o doente a receba onde pretende. “Quando se trata de um doente que não se entende com a Internet, funciona-se com o sistema clássico, o pedido é feito via telefone à nossa equipa.” Até agora, as entregas têm sido para períodos controlados, “para dois a três meses ou, se possível, entre consultas, para quatro a cinco meses, mas o objectivo é alargar esta cedência e obter um impacto mais significativo”.

Do ponto de vista de logística e para satisfazer as necessidades dos doentes, “o programa foi pensado para fazer a cedência de um medicamento a temperatura ambiente e a temperatura refrigerada, incluindo medicamentos biológicos que são muito sensíveis, o que só é possível porque temos um circuito de avaliação de qualidade montado e nunca houve problemas. Os medicamentos têm chegado sempre em condições ao doente”. Mais do que isso, têm chegado. Esta é a garantia para fechar cada pedido. “O processo só fica concluído quando o doente, a farmácia comunitária ou a instituição onde o doente está confirmam terem recebido a entrega. Foi por isso que tivemos de integrar um processo de rastreabilidade muito grande para garantir a segurança do processo. Em caso de extravio o impacto económico seria um peso muito grande para o hospital”, justifica João Paulo Cruz.

O programa de acesso ao medicamento em proximidade envolve uma dezena de profissionais, seis farmacêuticos, dos administrativos, um técnico e a coordenadora do projecto, também farmacêutica.
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Dez profissionais para colocar tudo a mexer

Para avançar com o programa foi necessário contratar mais profissionais. A logística pode ser simples para o utente, mas para os serviços acaba por ser mais complexa do que a cedência presencial. “Pudemos contratar alguns farmacêuticos no âmbito da pandemia e esperamos que estes possam continuar connosco”, comenta João Paulo Cruz, desabafando: “Se não continuarem será muito difícil manter o que temos, esta é a nossa grande dúvida neste momento.”

Ao todo, entraram mais cinco farmacêuticos, quatro ficaram no projecto e um teve de ir para a área de produção, onde precisávamos muito de pessoas. Há um que já teve o seu contrato revalidado, faltam os outros que estão a terminar.” João Paulo Cruz manifesta-se: “Nem me diga nada. Já tivemos duas colegas que com o receio de os contratos não serem revalidados foram para outros hospitais e eles são precisos aqui.” No global, explica, “estão neste projecto seis farmacêuticos, dois administrativos, um técnico e a coordenadora do projecto”, confirma.

Quando batem à porta e é o motorista dos medicamentos

Mas a verdade é que o projecto envolve muitos outros profissionais. Uns foram alocados através da reorganização do hospital perante a pandemia e o confinamento, outros voluntariaram-se. “Um dos primeiros a dar o exemplo foi o presidente do conselho de administração, que disponibilizou o seu motorista para este projecto, que depois se empenhou e se voluntariou para o continuar a integrar”, mas o mesmo aconteceu com outros profissionais.

Programa de entrega de medicamentos destina-se a doentes hematológicos, oncológicos, com artrite reumatóide, esclerose múltipla, fibrose quística e outras patologias graves e crónicas. com
© Gerardo Santos Global Imagens

“As pessoas empenharam-se todas muito no projecto. Acabaram por nos dizer que a gratidão que os doentes mostram quando eles chegam a suas casas com os medicamentos é uma grande recompensa”, conta ao DN. Mas a entrega também está cargo de uma empresa de distribuição de medicamentos certificada pelo Infarmed. “Era uma das condições das farmácias comunitárias para integrarem o projecto e tivemos de contratar uma empresa para o efeito, que continua.”

A pandemia surgiu. Foi um obstáculo ao serviço que prestavam, uma dificuldade maior para os utentes, mas a farmácia do Hospital de Santa Maria olhou para tudo como uma oportunidade. “Aproveitámos”, confessam os médicos. “Tivemos de nos reorganizar e fazer que a tecnologia fosse posta ao dispor do hospital e dos doentes, o que nem sempre é fácil, mas acho que conseguimos”, diz João Paulo Cruz.

Do lado dos doentes, não têm dúvidas de que este procedimento os tornou mais próximos e lhes trouxe mais questões e mais dúvidas por parte destes a que têm de responder. “Não sabemos se é por causa das vacinas, mas o que os doentes mais querem saber agora são os efeitos adversos que os medicamentos que estão a tomar podem gerar.” Ou seja, mais um ganho: mais literacia em saúde através da ambulatorização dos cuidados.

Diário de Notícias

 

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595: Combinação de dois medicamentos mata células ósseas cancerígenas à fome

 

SAÚDE/CANCRO/MEDICINA

National Cancer Institute / Wikimedia

Uma combinação de dois medicamentos que retira às células cancerígenas a energia, da qual precisam para crescer, pode oferecer uma melhor alternativa a um medicamento usado actualmente na quimioterapia.

O metotrexato é comummente administrado em altas doses para tratar o osteossarcoma, um cancro ósseo. Esse tratamento inclui cirurgia, radiação e um cocktail de medicamentos de quimioterapia que pode causar danos no fígado e nos rins, escreve o Futurity.

“Estamos interessados em desenvolver terapias que matem as células cancerígenas sem prejudicar as células saudáveis, potencialmente evitando os efeitos colaterais, às vezes graves, da quimioterapia tradicional”, disse o autor principal Brian Van Tine, professor de Medicina da Universidade de Washington.

“Em grandes doses, o metotrexato pode levar à insuficiência hepática e à necessidade de diálise renal. Gostaríamos de nos livrar do metotrexato neste regime e substituí-lo por uma terapia metabólica direccionada que encurtaria o tratamento, reduziria os efeitos colaterais e potencialmente eliminaria a necessidade de múltiplas hospitalizações”, acrescentou.

Os investigadores estudaram um medicamento chamado NCT-503, que impede que as células cancerígenas produzam o aminoácido serina, uma fonte de energia que alimenta o crescimento do cancro. Os resultados do estudo foram publicados, em Janeiro, na revista científica Cell Reports.

Quando tratadas com este medicamento, as células cancerígenas rapidamente procuram outra fonte de energia. Como tal, os cientistas adicionaram outro medicamento à equação, perhexilina, que bloqueia esta habilidade das células cancerígenas.

Com a mistura destes dois medicamentos, administrados em ratos, os autores repararam que as células morriam à fome.

Nos ratos com osteossarcoma que receberam apenas um dos medicamentos, os tumores cresceram quase 800% em menos de um mês. Por outro lado, ratos administrados com os dois medicamentos viram os seus tumores crescerem apenas 75% num mês.

“Ainda estamos a trabalhar para optimizar estes tratamentos com medicamentos, mas esperamos poder levar estas descobertas para um ensaio clínico“, disse o co-autor Brian Van Tine. “O objectivo final é transformar o tratamento, perseguindo as propriedades metabólicas inerentes ao osteossarcoma e afastando-nos dos medicamentos clássicos que danificam todo o corpo”.

Cientistas diagnosticam pela primeira vez um cancro ósseo num dinossauro

Uma equipa multidisciplinar de cientistas, liderada pelo Museu Real de Ontário (ROM) e pela Universidade McMaster, no Canadá, diagnosticou pela…

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Daniel Costa Daniel Costa, ZAP //

Por Daniel Costa
6 Fevereiro, 2021

 

 

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589: Molécula extraída do açafrão-bastardo pode ser eficaz contra a covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/MEDICINA

Anunciado como “o único medicamento oral eficaz” para o tratamento de pacientes com covid-19 que não estão hospitalizados, a colquicina surge como uma nova esperança que poderia ser determinante para aliviar a pressão sobre os hospitais. E o melhor é que é uma droga barata que é extraída da flor do açafrão-bastardo.

Este “grande avanço científico para tratar a covid-19″ foi anunciado pelo Instituto de Cardiologia de Montreal (MHI na sigla original em Inglês), no Canadá, que liderou uma investigação que testou a eficácia da colquicina em doentes com a infecção que não se encontravam hospitalizados.

Esta molécula que é extraída das plantas Colchicum autumnale, conhecidas por açafrão-do-prado, açafrão de Outono ou açafrão-bastardo, “reduziu em 21% os riscos de morte ou de hospitalização em pacientes com covid-19 em comparação com o placebo” usado nos testes clínicos, segundo avança o MHI em comunicado.

A “colquicina é o único medicamento oral eficaz para o tratamento de pacientes não hospitalizados”, conclui o Instituto de Cardiologia canadiano que fala de uma “importante descoberta científica”.

Contudo, o estudo já publicado, ainda não foi alvo de revisão científica.

Colquicina é um potente veneno

A colquicina é extraída do chamado açafrão-bastardo, assim denominado por ser altamente tóxico. Nos Antigos Egipto e Grécia era usado como um potente veneno, embora também tivesse aplicações medicinais.

De resto, o gado, por instinto natural de sobrevivência, nem sequer toca nas plantas do açafrão-bastardo. Portanto, não deve ser usado como condimento, nem ingerido directamente como medicamento, pois é altamente venenoso.

Na Península Ibérica, existe a espécie açafrão-bravo ou pé-de-burro (Crocus serotinus) que pode ser usada como aromatizante e corante de alimentos. Já a especiaria que conhecemos como açafrão provém da espécie Crocus sativus.

O que diferencia as espécies é o número de estames em cada flor – o açafrão-bastardo tem seis, enquanto o açafrão-bravo tem apenas três, por exemplo.

Desde a Antiguidade, o açafrão-bastardo tem sido usado para tratar certas maleitas devido às suas propriedades anti-inflamatórias. É utilizado desde 1980 no tratamento da gota e também tem sido usado como tratamento acessório em alguns casos de doenças cardíacas.

Nos últimos anos, têm sido feitos estudos científicos para avaliar a sua eficácia em casos de cancro.

“Primeiro medicamento oral em todo o mundo que poderia prevenir complicações da covid-19”

Na investigação agora realizada com pacientes de covid-19, estudou-se uma população de 4488 doentes de Canadá, EUA, Espanha, Grécia, Brasil e África do Sul. Os pacientes não estavam hospitalizados e tinham, pelo menos, um dos factores de risco para complicações por causa da infecção provocada pelo coronavírus.

Os resultados revelam que “o uso da colquicina foi associado com reduções estatisticamente significativas nos riscos de morte ou de hospitalização” em comparação com o placebo utilizado, afiança o MHI.

De acordo com os dados, a molécula do açafrão-bastardo “reduziu as hospitalizações em 25%, a necessidade de ventilação mecânica em 50% e as mortes em 44%”.

O Instituto de Cardiologia conclui, assim, que a “colquicina é o único medicamento oral eficaz para o tratamento de pacientes [com covid-19] não hospitalizados”.

“A nossa pesquisa mostra a eficácia do tratamento com colquicina na prevenção do fenómeno da “tempestade de citocinas” e reduzindo as complicações associadas com a covid-19″, aponta o investigador que liderou o estudo, Jean-Claude Tardif, director do Centro de Pesquisa do MHI e professor de Medicina.

Além disso, é “o primeiro medicamento oral em todo o mundo cujo uso poderia ter um impacto significativo na saúde pública e potencialmente prevenir as complicações de covid-19 em milhões de pacientes”, salienta.

O facto de poder evitar o desenvolvimento de formas graves da doença poderia “aliviar os problemas de congestão dos hospitais e reduzir os custos de saúde” em todo o mundo, afiançam ainda os investigadores.

O estudo coordenado pelo instituto canadiano contou com fundos de programas governamentais do Canadá e dos EUA e também da Fundação Bill & Melinda Gates, sendo, até agora, “o maior estudo do mundo a testar um medicamento administrado por via oral em pacientes não hospitalizados com covid-19”, afiança ainda o MHI.

Contudo, estas conclusões estão a ser encaradas com alguma cautela. Aguardam-se as conclusões da revisão científica e a divulgação de mais dados dos testes, uma vez que a informação disponibilizada no site dedicado à investigação é ainda muito reduzida.

Entretanto, um artigo científico publicado em Dezembro passado no jornal científico Plos One, também assinado por investigadores do MHI incluindo Jean-Claude Tardif, concluiu que “a colquicina é um medicamento de baixo custo, amplamente disponível, e eficiente no tratamento de condições inflamatórias“.

O uso da substância em ratos com lesão pulmonar aguda reduziu a área da lesão em 61%, além de reduzir o edema pulmonar e de melhorar “notadamente” a oxigenação sanguínea, constatam os autores desta investigação.

Por Susana Valente
29 Janeiro, 2021

 

 

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578: Medicamento contra o cancro pode combater covid-19? Resultados são promissores

 

SAÚDE/CANCRO/COVID-19/MEDICAMENTO

Estudo internacional sugere que um medicamento usado contra o cancro é 100 vezes mais eficaz contra a covid-19 do que os atuais tratamentos, como o remdesivir. O fármaco, dizem os cientistas, bloqueia a multiplicação de coronavírus em células humanas e em ratos, embora os dados completos da investigação não tenham sido ainda publicados.

Arquivo
© EPA/ALEX PLAVEVSKI

Chama-se plitidepsina e é um composto químico baseado numa substância produzida por uma espécie de ascídias do Mediterrâneo, animais invertebrados e hermafroditas, que vivem nas rochas. E pode ser o tratamento antiviral mais eficaz contra a covid-19. É, pelo menos, o que indicam os primeiros dados de um estudo levado a cabo por uma equipa internacional. Apesar dos resultados preliminares promissores, especialistas independentes alertam que há ainda um longo caminho a percorrer.

Os cientistas, liderados pelo virologista espanhol Adolfo García-Sastre, do Hospital Monte Sinai, em Nova Iorque, referem que este medicamento é cerca de 100 vezes mais eficaz contra a covid-19 do que os tratamentos actuais, como o remedesivir, noticia o El País.

Os primeiros dados científicos desta investigação foram publicados na segunda-feira na revista especializada Science e sugerem a eficácia deste medicamento usado contra o cancro.

A empresa espanhola PharmaMar desenvolveu o fármaco, com o nome comercial de Aplidin, para tratar de um tipo de cancro do sangue, o mieloma múltiplo, tendo sido apenas autorizado na Austrália.

Embora ainda não tenham sido publicados dados científicos devidamente revistos e analisados de modo a comprovar os resultados, a empresa fez saber que usou o medicamento em ensaios clínicos, que indicam que este composto químico reduziu a carga viral em doentes hospitalizados com covid-19.

De acordo com o jornal San Francisco Chronicle​, durante o estudo liderado pelo especialista espanhol e por Nevan Krogan, da Universidade da Califórnia, o fármaco foi testado em algumas dezenas de doentes infectados pelo SARS-CoV-2 em Espanha. ​​​​​​

“Acreditamos que nossos dados e os resultados positivos iniciais do ensaio clínico da PharmaMar sugerem que a plitidepsina deve ser fortemente considerada para ensaios clínicos alargados para o tratamento de covid-19”, concluem os autores do estudo.

Na investigação, a equipa internacional de cientistas comparou os efeitos deste composto químico com os do remedesivir em ratos infectados com SARS-CoV-2. Os resultados mostraram que plitidepsina reduziu a multiplicação do vírus cerca de 100 vezes mais, além de que combate também a inflamação nas vias respiratórias.

Foram feitas duas experiências com animais diferentes em que havia infecção com o vírus responsável pela covid-19, tendo sido alcançada uma redução de 99% das cargas virais nos pulmões tratados com plitidepsina.

Explica o San Francisco Chronicle​ que Aplidin foi administrada em 45 doentes com covid-19, em Espanha, durante os testes da fase 2. A PharmaMar divulgou os dados sobre os primeiros 27 pacientes, nos quais é referido que o medicamento reduziu o tempo de internamento. Os resultados preliminares indicam que 81% dos doentes voltaram para casa no prazo de 15 dias, contra a taxa habitual de 47%, de acordo com a empresa.

Os especialistas explicam que com este composto químico o vírus não é directamente atacado. Detalham que plitidepsina bloqueia uma proteína específica dentro das células humanas, denominada de eEF1A, e sem ela o vírus não consegue multiplicar-se.

O mecanismo molecular contra o qual este fármaco é dirigido também é importante para a replicação de muitos outros vírus, incluindo o da gripe e o vírus sincicial respiratório”, explicou García-Sastre em comunicado, citado pelo El País. Quer isto dizer que este tratamento tem potencial para criar antivirais genéricos contra muitos outros patógenos, refere ainda o especialista. O facto de atuar no organismo dos doentes e não no vírus poderá ser uma ajuda preciosa, tendo em conta as mutações do SARS-CoV-2.

Estudo “promissor”, mas especialistas alertam que há ainda um longo caminho a percorrer

Perante os dados científicos já obtidos, a empresa PharmaMar está a preparar-se para pedir autorização para avançar com o ensaio clínico de fase 3, a ultima antes de passar pela aprovação dos reguladores de medicamentos, e na qual será analisada a eficácia do medicamento em doentes com covid-19 internados.

“Este trabalho confirma tanto a poderosa actividade como o alto índice terapêutico da plitidepsina e que, pelo seu especial mecanismo de acção, inibe o SARS-CoV-2, independentemente de qual for sua mutação na sua proteína S, como as das variantes britânicas, sul-africanas, brasileira ou as novas variantes que surgiram recentemente na Dinamarca”, explica José María Fernández, presidente da PharmaMar, citado pelo jornal espanhol. “Estamos a trabalhar com as agências do medicamento para iniciar o teste de fase 3 que será realizado em vários países”, revelou.

Apesar dos resultados promissores deste estudo, especialistas independentes ouvidos pelo El País optam pela prudência e alertam que há ainda um longo caminho a percorrer.

“Estamos perante um estudo pré-clínico muito bom realizado por um grupo de investigadores muito confiável”, comentou Marcos López, presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia. “Ainda há pela frente a parte dos ensaios clínicos em pacientes e esclarecer em que momento da infecção este medicamento poderá ser mais eficaz”, considerou.

Já a investigadora Elena Muñez, do hospital Puerta de Hierro, de Madrid, alerta que os resultados “são muito preliminares”. “Este tipo de dados pré-clínicos baseia-se em experiências com ratos totalmente controlados, situação muito diferente da realidade que vemos com doentes num hospital”, sublinha.

A virologista Isabel Sola, do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, destaca o facto de se tratar de um “estudo muito promissor porque nos fornece um possível novo tratamento contra a infecção”.

Diário de Notícias
DN
26 Janeiro 2021 — 09:56

 

 

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538: Novo medicamento pode ser eficaz contra a covid-19. Temido já foi avisada, mas para já o fármaco não é usado

 

SAÚDE/COVID-19/MEDICAMENTOS

Massimo Percossi / EPA

Depois da polémica com a eficácia do remdesivir, um novo medicamento está a ser apontado como fulcral para o tratamento de doentes com covid-19. Chama-se ivermectina, e é um anti parasitário produzido, entre outros, pela farmacêutica portuguesa Hovione.

A recomendação do uso deste medicamento já foi feita em Portugal, mas também em outros países do mundo.

Há cerca de uma semana, um grupo de médicos norte-americanos fez um apelo ao Senado para que se começasse a dar uso a este fármaco no combate à pandemia. Em Portugal, um pedido semelhante também chegou às autoridades de saúde, mas para já o medicamento ainda não está a ser usado no tratamento de pacientes com o novo coronavírus.

Contudo, o fármaco deu provas da sua eficácia. Em Abril, a substância foi utilizada in vitro por investigadores australianos e em 48 horas conseguiu eliminar a presença do novo coronavírus.

O ex-presidente do conselho de administração do Hospital de São João, António Ferreira, que integra um grupo de profissionais de saúde de vários países, é um dos especialistas que defendem a utilização da ivermectina.

Há cerca de um mês, o médico enviou à ministra Marta Temido, ao secretário de Estado-adjunto e à directora-geral da Saúde, Graça Freitas, cartas a pedir a disponibilização do fármaco em regime de profilaxia e de tratamento precoce da covid-19.

Segundo o Expresso, as cartas escritas pelo especialista sustentam que a ivermectina tem “perfis de risco-benefício e de custo-eficácia adequados”, além de estar amplamente disponível no mercado.

O apelo de António Ferreira foi também enviado à presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Maria Antónia Almeida Santos, que já admitiu a possibilidade de levar o tema a discussão.

Depois de o medicamento ter dado provas da sua eficácia na Austrália, um estudo mais recente realizado no Bangladesh mostrou o recuo da infecção entre doentes medicados com estes fármaco após os primeiros sintomas, e sem efeitos adversos.

O professor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Kamal Mansinho, diz que “o estudo é cientificamente válido, mas apenas exploratório porque o número de participantes não permite estabelecer relações causais”. No entanto, defende que “os pequenos sinais que vão surgindo levam a que se investigue o valor terapêutico, até pelo seu baixo custo”.

Contactado pelo Expresso, o Infarmed revela que “as indicações terapêuticas são avaliadas na sequência de submissão, pelo promotor, dos estudos científicos que as sustentem e no caso da ivermectina não foi submetido nenhum pedido de alargamento de indicações terapêuticas”.

Roberto Roncon, médico intensivista do Hospital de S. João, olha para estes fármacos com algum cepticismo. “Já assistimos a vários fracassos quanto à terapêutica e profilaxia farmacológica. Sobre a ivermectina, e apesar da sua eficácia in vitro, não foram publicados ainda resultados de ensaios que permitam ter segurança na sua utilização”, destaca.

De recordar que, anteriormente, o remdesivir foi apontado como benéfico para o tratamento de pacientes com covid-19, mas ao contrário das expectativas iniciais geradas pelo medicamento, parece afinal não ser capaz de reduzir as mortes entre os pacientes com covid-19.

Por Ana Moura
21 Dezembro, 2020

 

 

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