722: Casos sobem para máximo do último mês. Mais de metade são em Lisboa

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Em novo dia sem mortes, segundo o boletim da DGS, há mais 604 casos novos de covid-19 nas últimas 24 horas e mais de metade dizem respeito à região de Lisboa e Vale do Tejo. Mas há menos dois internados nos hospitais por covid-19 e também menos três doentes em cuidados intensivos.

O governo assinalou a administração de cinco milhões de doses de vacinas em Portugal
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

Portugal registou esta quinta-feira 604 novos casos de infecção, mas não foi registada nenhuma morte, de acordo com o balanço da Direcção Geral da Saúde relativo aos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas.

Reforça-se assim a tendência de subida de casos dos últimos dias, atingindo-se um máximo de novos infectados em mais de um mês – desde 22 de Abril que Portugal não ultrapassava os 600 casos.

Mas também continua a verificar-se uma menor letalidade e gravidade hospitalar da situação pandémica: nos últimos sete dias, a média de mortes ficou pela primeira vez abaixo de um e quanto aos internados há menos dois, num universo de 244, e menos três em cuidados intensivos, onde há agora 49 doentes, um número que não se registava há bastante tempo – desde Setembro de 2020.

O boletim da DGS reporta ainda que há mais 99 casos activos em Portugal, totalizando agora 22.633 tendo sido registados mais 510 recuperados da doença, atingindo agora 808.557. Há ainda a registar mais 582 contactos em vigilância para um total de 23.469.

Dos 604 novos casos, mais de metade são registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 327. Segue-se a região do norte, com 164, a do centro com 52 e a do Algarve com 19 e o Alentejo com 12.

Nas regiões autónomas os números também continuam baixo, com 21 novas infecções nos Açores e 14 na Madeira.

Vacinados com AstraZeneca

Estes dados são revelados no dia em que se soube que as pessoas com menos de 60 anos que foram vacinadas com uma dose da vacina da Astrazeneca podem receber a segunda dose de uma vacina da Pfizer ou da Moderna, segundo uma norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A norma da DGS, divulgada na sexta-feira, actualizada a Norma 003/2020, relativa à vacina Vaxzevria, designada anteriormente por AstraZeneca.

“Esta norma determina que as pessoas com menos de 60 anos que já foram vacinadas com uma dose de vacina Vaxzevria possam ser vacinadas com uma vacina de mRNA [como a Pfizer ou a Moderna], respeitando o intervalo previsto de 12 semanas após a primeira dose”, refere a DGS no documento publicado no seu ‘site’.

“As pessoas que adiaram a segunda dose do esquema da AstraZeneca, aguardando por nova recomendação da DGS, devem completar a vacinação, logo que possível, com uma dose de vacina de mRNA”, sublinha a norma.

Vietname descobre variante híbrida

O Vietname descobriu entretanto uma nova variante de covid-19 que se espalha rapidamente pelo ar e é uma combinação das variantes indiana e britânica.

“Descobrimos uma nova variante híbrida das da Índia e do Reino Unido”, disse o ministro da Saúde, Nguyen Thanh Long, num encontro nacional sobre a pandemia no sábado. “A característica dessa variante é que ela se espalha rapidamente no ar. A concentração do vírus no fluído da garganta aumenta rapidamente e espalha-se com muita força para o ambiente ao redor”, acrescentou.

O ministro não especificou o número de casos registados com esta nova variante, mas admitiu que o Vietname em breve anunciará a descoberta no mapa mundial de variações genéticas do vírus.

O Vietname está a lutar com novos surtos em mais de metade do território, incluindo em zonas industriais e grandes cidades como Hanói e Ho Chi Minh City. E mais de 6.700 casos, incluindo 47 mortes, foram registada no país.

O país, gerido por um governo comunista, recebeu aplausos generalizados pela sua resposta agressiva contra a pandemia, com quarentenas em massa e rastreamento de contactos, ajudando a manter as taxas de infecção relativamente baixas.

Diário de Notícias
DN
29 Maio 2021 — 14:05

 

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470: Há 28 surtos de covid-19 em hospitais e 49 em escolas

 

SAÚDE/COVID-19/SURTOS

Actualização foi feita pela directora-geral da Saúde, em conferência de imprensa. Graça Freitas afirmou ainda que nem todos os surtos em hospitais são de grandes dimensões.

Directora-geral da Saúde, Graça Freitas, durante a conferência de imprensa desta quarta-feira.
© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Portugal tem 28 surtos de covid-19 em hospitais, que juntos somam 326 casos de infecção pelo novo coronavírus, informou a directora-geral da Saúde, nesta quarta-feira, em conferência de imprensa. Graça Freitas avançou ainda que, nas escolas, existem 49 cadeias de transmissão activas, neste momento.

Em relação às unidades hospitalares, a responsável pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) salientou, no entanto, que “não quer dizer que todos sejam surtos de grandes dimensões”.

Graça Freitas admitiu também que a DGS tem registos de doentes internados devido a outras patologias e que contraíram em ambiente hospitalar o novo coronavírus, mas que, naquele momento, não seria possível precisar o número exacto de doentes nestas circunstâncias. Apesar disto, a directora-geral da Saúde deu conhecimento de duas vítimas mortais em Alenquer que contraíram o vírus depois de terem estado hospitalizadas.

“É muito importante fazer um balanço dos doentes que estando internados por outras causas tiveram uma infecção hospitalar por covid-19, mas é preciso distinguir entre a informação que se pode saber ao dia e a informação que há de ser colhida e tratada no seu devido tempo para avaliar etapas. É preciso compreender que há limitações humanas, porque as máquinas tratam de fazer as contas, mas quem insere os dados são as pessoas que estão a tratar dos doentes e a fazer os inquéritos epidemiológicos”, justificou Graça Freitas.

Já sobre o regresso às aulas presenciais, a directora-geral da Saúde disse que, desde Setembro, foram confirmados 449 casos de covid-19 em escolas, creches e universidades, não entrando para esta contabilidade infecções em alunos de Erasmus “que têm sido bastantes e identificadas em várias zonas do país”.

Apesar dos 49 surtos activos, mais 26 do que no dia 7 de Outubro. Graça Freitas faz um balanço muito positivo da reabertura das escolas. “Atendendo a que a comunidade mobiliza 1,2 milhões de pessoas diariamente – fora as que indirectamente estão ligadas -, parece-nos que estas semanas que decorreram têm um saldo bastante positivo. E a sondagem que foi feita à população demonstra-o”, afirmou.

Mas este “é um trabalho nunca acabado”, continuou Graça Freitas, referindo que a prioridade é responder às dúvidas dos profissionais, alinhar os referenciais com os normativos da DGS e monitorizar a situação.

Já nos lares, o secretário de Estado revelou que há 1425 utentes infectados e 593 profissionais que testaram positivo para a covid. De acordo com Diogo Serra Lopes, existem registos de infecções em 129 instituições residenciais para idosos, “um número muito abaixo do registado em Abril, altura em que se chegou aos 365 lares com casos positivos”.

“Vivemos um momento de grande preocupação”

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais 16 pessoas vítimas da pandemia de covid-19 e foram confirmados mais 2535 casos. Esta quarta-feira tornou-se assim o segundo dia com mais infectados no país desde o início da pandemia, só ultrapassado pela sexta-feira passada (16 de Outubro), quando se registaram 2608 novos casos.

O que levou o secretário de Estado da Saúde a dizer que “o momento que vivemos mantém-se como um momento de grande preocupação. O aumento de casos verificado coloca e continuará a colocar uma pressão sobre o sistema de saúde e, em particular nesta fase, sobre na saúde pública”.

Diogo Serra Lopes garantiu, mais uma vez em nome do governo, que o Serviço Nacional de Saúde está preparado para “continuar a responder a este desafio”, sem deixar de precisar da “colaboração de todos”.

Segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira, no total, desde que a pandemia começou, registaram-se 106 271 infectados, 63 238 recuperados (mais ​1340) e 229 vítimas mortais no país.

Diário de Notícias

 

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