877: Mais 2.650 casos e nove mortes registadas em 24 horas

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Há agora 742 pessoas hospitalizadas (mais 13), das quais 161 estão em unidades de cuidados intensivos (menos duas), indicam os dados actualizados da DGS.

Centro de vacinação ‘drive-thru’, instalado no Queimódromo, junto ao Parque da Cidade, Porto
© JOSÉ COELHO/LUSA

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 2.650 novos casos de covid-19 (mais 860 do que na segunda-feira), indicam os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta terça-feira (13 de Julho) dá conta que morreram mais nove pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

A tendência crescente no número de internamentos mantém-se, com mais 13 pessoas hospitalizadas, totalizando 742 doentes que necessitam de cuidados hospitalares. Já nas unidades de cuidados intensivos o número desce para 161 internados (menos dois face ao dia anterior).

Dos mais de 2.600 novos casos, 1.141 foram reportados em Lisboa e Vale do Tejo, região que continua a registar mais novas infecções por SARS-CoV-2 – corresponde a 43% do total nacional – e 939 no Norte.

Confirmaram-se mais 276 diagnósticos de covid-19 na região Centro, 220 no Algarve, 50 no Alentejo, 16 na Madeira e oito nos Açores.

Lisboa e Vale do Tejo é também a zona do país onde ocorreu o maior número de mortes em 24 horas, tendo sido reportados seis óbitos. Os restantes ocorreram no Alentejo (dois) e no Norte (um).

© DGS

Relatório da DGS indica que Portugal totaliza 912.406 casos de covid-19 confirmados, desde o início da pandemia, e regista 17.173 óbitos associados à infecção por SARS-CoV-2.

Entre ontem e hoje, os dados mostram que há o registo de mais pessoas que recuperaram da doença do que a notificação de novas infecções, pelo que o número de casos activos da doença desceu para 45 199 (menos 849 face ao dia anterior)

Num dia, foram registados 3490 recuperados da covid-19, o que eleva para 850 034 o número total de pessoas que recuperaram da doença, sendo que há mais 1461 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Variante Delta é responsável por 100% dos casos em Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve

A variante Delta do vírus SARS-CoV-2 continua a ser a dominante em todas as regiões do país, sendo que já é responsável pela totalidade dos casos de infecções em Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve, segundo o relatório do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) divulgado esta terça-feira.

A variante, associada à Índia e considerada mais transmissível, apresenta uma prevalência de 86,6% em Portugal, enquanto a Alpha, identificada inicialmente no Reino Unido, apenas era responsável por 10,2% das infecções na semana de 28 de Junho a 4 de Julho.

O INSA avança ainda que a variante Delta apresenta já uma prevalência de 100% nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, de 88,2 no Norte, de 81,8 no Centro, de 95% no Alentejo, de 62,5% nos Açores e de 79,2% na Madeira.

Portugal é quarto país da UE com mais novos casos diários de infecção

Na última semana, Portugal passou de segundo para quarto país da União Europeia (UE) com mais novos casos diários de infecção por SARS-CoV-2 por milhão de habitantes, apesar de ter subido neste indicador.

Nos dados do ‘site’ estatístico Our World in Data, Portugal tem uma média de 268 novos casos diários por milhão de habitantes, enquanto Chipre apresenta uma média de 1.012, Países Baixos de 386 e Espanha de 319.

Os países da UE com menos novos casos continuam mais a leste: Polónia com 2,1, Roménia com 2,2, Hungria (4,1) e Eslováquia (5,6).

Embora não esteja na União Europeia, o Reino Unido surge entre os países do continente europeu com os números mais elevados e uma média de novos casos a sete dias de 477 por milhão de habitantes.

Quanto a média diária de mortes atribuídas à covid-19 por milhão de habitantes nos últimos sete dias, Portugal é o terceiro país da lista de países da União Europeia, com uma média de 0,66, superior às 0,39 registadas no início da semana passada.

Mais de metade da população adulta da UE já está totalmente vacinada

Também nesta terça-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que mais de metade da população adulta da União Europeia está totalmente vacinada.

Numa mensagem publicada na rede social Twitter, Von der Leyen aproveitou para apelar à vacinação no combate às variantes do novo coronavírus e para “evitar uma nova onda de infecções”.

Diário de Notícias
DN
13 Julho 2021 — 14:49

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813: Cinco dias acima dos mil casos. Não acontecia desde o fim de Fevereiro

SAÚDE/INFECÇÕES/COVID-19

Portugal conta mais duas mortes e 1.568 casos de covid-19. Há 447 pessoas internadas, mais 16 que ontem. Região de Lisboa e Vale do Tejo acima dos 1.000 casos pelo terceiro dia consecutivo.

© Adelino Meireles/Global Imagens

Portugal registou nas últimas 24 horas 1.568 novos casos e duas mortes por covid-19. É o quinto dia consecutivo em que os números globais do país ficam acima dos mil – é preciso recuar até à última semana de Fevereiro para encontrar um registo idêntico.

Este é também o pior sábado desde 20 de Fevereiro (registaram-se então 1.570 casos, mais dois que hoje).

De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) deste sábado (26 de Junho), há agora 447 pessoas hospitalizadas (mais 16 que no dia anterior). Deste total 113 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos, um aumento de cinco casos relativamente ao dia anterior.

A região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua a registar os números mais altos de contágio, com 1.039 novos casos de infecção em 24 horas. É o terceiro dia consecutivo que regista valores acima de um milhar. Um dos óbitos registados no boletim de hoje reporta-se à grande Lisboa, o segundo aos Açores.

No norte há registo de 196 novos casos, enquanto o Algarve contabilizou 163. A região centro conta 119 casos e o Alentejo 33. Os Açores reportaram 12 contágios e a Madeira seis.

Nesta altura há 30.759 casos activos de covid-19 em Portugal, mais 317 que no dia anterior. Recuperaram da doença 1.249 pessoas.

A matriz de risco não é actualizada ao sábado, pelo que se mantém os valores de sexta-feira: a incidência no continente é de 138,7 casos de infecção por 100 mil habitantes (era de 129,6 na actualização anterior). Considerando todo o território, a incidência subiu de 128,6 para os 137,5 casos por 100 mil habitantes.

Já o R(t) sofreu uma ligeira diminuição, para 1,15 no continente e de 1,14 em todo o território nacional.

Portugal tem agora 58 concelhos com incidência do coronavírus SARS-CoV-2 superior a 120 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias (mais 18 que na semana anterior). Neste total incluem-se os 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML), sendo que 13 têm mais de 240 casos de covid-19 por 100 mil habitantes, tendo os restantes cinco uma incidência superior a 120 casos.

Nesta altura, a variante Delta já é maioritária na região de Lisboa e Vale do Tejo. “O Norte tem um valor estimado para esta variante de cerca de 20%, enquanto se estima que em Lisboa e Vale do Tejo esse valor exceda já os 70%”, refere o relatório das “linhas vermelhas” do Instituto Ricardo Jorge e Direcção-Geral de Saúde, ontem divulgado.

Diário de Notícias
DN
26 Junho 2021 — 14:04

 

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797: Marta Temido aponta para continuação das restrições em Lisboa

 

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES/LISBOA

A ministra da Saúde admite que a situação em Lisboa ainda é complicada e comentou as críticas de Angela Merkel: “Se soubéssemos o que sabemos hoje poderíamos ter actuado de outra maneira? Provavelmente, sim.”

© EPA/JULIEN WARNAND

A ministra da Saúde disse esta quarta-feira que a situação epidemiológica da covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo deve traduzir-se na continuidade da aplicação das medidas de restrição em vigor.

“Os números neste momento levam a sugerir que a situação de Lisboa ainda não esteja ultrapassada”, o que leva a que “as medidas específicas tenham de se manter, como se mantiveram em outros pontos do país quando estavam em situação de risco especial” na evolução epidemiológica, disse Marta Temido em declarações à margem da apresentação do Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS).

“Temos de estar conscientes de que estamos a lidar com um fenómeno cuja evolução ainda se reveste de muitas incertezas. Não é possível garantir que o futuro seja desta ou daquela maneira, o que podemos garantir é que tudo faremos para que isso não seja necessário, mas conhecemos a nossa realidade. Os números continuam a aumentar, ainda não estamos num momento em que estejamos a vê-los decrescer e, portanto, temos de estar atentos”, adiantou a ministra.

Sublinhando a importância da vacinação, da testagem e de “algumas medidas não farmacológicas”, a governante reagiu também à crítica da chanceler alemã Angela Merkel a propósito da abertura de Portugal para acolher a final da Liga dos Campeões e, consequentemente, milhares de adeptos ingleses.

“O controlo dos movimentos de circulação das populações é um dos desafios que enfrentamos. Estamos numa fase de combate à pandemia em que cada vez mais há uma apetência por retomar uma vida normal e isso é uma dificuldade. Se soubéssemos tudo o que sabemos hoje poderíamos ter actuado em determinados momentos de outra maneira? Provavelmente, sim, mas não é possível reescrever a história”, disse.

Marta Temido repetiu também a ideia de que o país procura “ganhar algum tempo através de medidas não farmacológicas”, como o uso de máscara e o distanciamento, para poder vacinar mais pessoas e apelou à população para realizar testes com regularidade, embora sem definir uma periodicidade fixa.

“Aquilo que pedimos é que, neste momento, beneficiando daquilo que é a gratuitidade de testes em muitos pontos ou da possibilidade de prescrição que existe através dos serviços de saúde, as pessoas que ainda não estão vacinadas possam realizar um teste antes de se submeterem e submeterem os outros a uma exposição que possa ser de risco”, concluiu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Junho 2021 — 14:57

 

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738: Na última semana, Lisboa tinha 138 surtos activos. Foram realizados 37 mil testes

 

SAÚDE/COVID-19/SURTOS

É a semana do tudo ou nada em Lisboa. O Conselho de Ministros vai ter de decidir se a capital avança ou não, mas os dados disponíveis não são bons. Segundo a DGS, maioria do contágio está a ocorrer em contexto de reuniões familiares e sociais e em transportes. A testagem vai continuar esta semana das zonas de convívio aos taxistas, as estafetas e aos TVDE.

Testagem em massa em Lisboa tem sido reforçada para travar cadeias de transmissão.

Semana a semana, desde o início do mês de maio, a região de Lisboa e vale do Tejo tem vindo a registar uma tendência de subida no número de casos com covid-19. Não é novidade, mas a situação tem vindo a agravar-se, sobretudo no concelho de Lisboa, apesar dos muitos apelos dos especialistas e da autarquia para o cumprimento das regras individuais, como o uso de máscara e o distanciamento físico. O aumento de casos está a registar-se sobretudo nas faixas etárias mais jovens e devido a contágios em contextos de reuniões sociais, mas, neste momento, as autoridades já estão a alertar também para o contágio em reuniões familiares, casamentos, baptizados, escolas e no contexto laboral.

Segundo dados fornecidos ao DN pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), no dia 4 de Junho a capital já estava com uma incidência cumulativa a 14 dias de 187 casos por 100 mil habitantes e, um dia antes, 3 de Junho, o Departamento de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo, tinha registo de 138 surtos activos em Lisboa e em diferentes contextos, como refere a DGS, “nomeadamente familiares/sociais, escolares ou laborais”.

Muitos dos casos surgiram pelo reforço na testagem realizada pelas equipas fixas e móveis em várias áreas, mas não só. De acordo com o que o DN apurou no terreno, “há também um aumento de contágio, porque há casos que nos estão a chegar de pessoas com sintomatologia e não só pela testagem oportunista”.

Nesta semana, o Conselho de Ministros deverá decidir se Lisboa avança para a próxima fase de desconfinamento, passando a ter restaurantes abertos até à 01h00 e o comércio com horário normal ou não. Mas perante a incidência registada, tal não deverá acontecer, pois os critérios impostos pelo governo é de suspender o avanço no caso de uma incidência cumulativa a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes ou de regredir no caso de uma incidência de 240 casos por 100 mil habitantes. Esta é a grande preocupação e o risco que a capital corre se não conseguir baixar durante esta semana o índice de transmissibilidade. O que ainda não aconteceu na última semana.

A situação tem levado ao reforço da testagem nas ruas da capital desde há 15 dias com várias acções justificadas pela DGS, “com a avaliação epidemiológica efectuada pelas autoridades de saúde nacionais e locais relativamente à pandemia de covid-19”. Um reforço que tem por base “acções de testagem dirigidas e programadas”.

Tal como foi explicado na altura aos órgãos de comunicação social “tais acções têm como alvos prioritários os estabelecimentos de educação e ensino, nomeadamente as comunidades referentes aos estabelecimentos escolares e ao ensino superior, com inclusão das residências universitárias, e as populações vulneráveis, entre as quais os trabalhadores migrantes e as pessoas requerentes de asilo”, mas também “outros contextos que envolvem trabalhadores prestadores de serviços de entregas, serviços de táxis e TVDE, zonas de concentração de convívio, interface de transportes e zonas de grande circulação, restauração, comércio e hotelaria, assim como mercados e feiras”.

De acordo com a informação dada ao DN, as equipas coordenadas pela task force da testagem realizaram desde 27 de maio até às 12h00 de 4 de Junho 1.447 testes, com uma taxa de positividade de 0,41%. Estes testes foram feitos em contextos específicos, como transportes, nos interfaces, em zonas de grande circulação, nos grupos de migrantes e requerentes de asilo, de prestadores de serviços de entregas, táxis e TVDE, mas também em contexto laboral, trabalhadores da restauração, comércio, hotelaria, mercados e feiras e ainda em zonas de concentração de convívio.

Os resultados indicam que a maioria dos casos positivos foi detectada em zonas de concentração e convívio – onde foram testadas 630 pessoas, e cuja taxa de positividade foi da ordem dos 43,54%. No contexto dos transportes e zonas de grande circulação foram testadas 324 pessoas e a taxa de positividade foi de 22,39%. No contexto laboral de restauração, comércio, hotelaria, mercados e feiras foram testadas 322 pessoas e a taxa de positividade foi de 22,25%. Nos prestadores de serviço de entregas, táxis e TVDE foram testadas 93 pessoas e uma taxa de positividade de 6,43%. No grupo dos migrantes e requerentes de asilo foram testadas 78 pessoas e a positividade foi de 5,39%.

Na resposta ao DN, as autoridades de saúde informam ainda que, na semana de 24 a 30 de maio, foram realizados em Lisboa 38 mil testes, sendo o concelho do país com maior testagem per capita (cerca de 7.527 testes por semana por 100 mil habitantes). Do total de testes realizados, aproximadamente 60% foram testes rápidos de antigénio. Na semana de 31 de Maio a 6 Junho, foram realizados cerca de 37 mil testes, cerca de 50% do total de testes realizados eram testes rápidos de antigénio.

A questão é que os casos registados em Lisboa, mas também no resto do país, não estão a ter tradução num aumento nos internamentos, quer em enfermarias quer em cuidados intensivos, o que significa que não são casos que estejam a desenvolver formas graves da doença, mas há especialistas que lembram: “Se a situação não for controlada, haverá inevitavelmente mais internamentos.”

Diário de Notícias

 

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709: Distanciamento de 2 metros e lugares cruzados. Há novas regras para restaurantes e cafés

 

SAÚDE/COVID-19/DISTANCIAMENTO SOCIAL

Patrícia de Melo Moreira / AFP

As orientações para restaurante e cafés mudaram. Apenas pessoas que vivem juntas não são obrigadas a manter um distanciamento de dois metros entre si.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) actualizou as orientações para restaurantes e cafés durante a pandemia de covid-19. As novas regras devem estar visíveis para os clientes e o distanciamento de dois metros deve ser garantido em todas as ocasiões — até no pagamento.

Apenas as pessoas que viviam juntas podem estar a menos de dois metros de distância e frente a frente ou lado a lado, escreve o Jornal de Notícias. A actualização foi publicada no site da DGS esta sexta-feira.

Para os que não vivem juntos, “a disposição das cadeiras e mesas no interior do estabelecimento tem de garantir uma distância de, pelo menos, 2 metros”, lê-se na norma.

A orientação da DGS pressupõe que os cidadãos saibam exactamente a norma em vigor ou que quem os serve pergunte se são coabitantes, esclarece o Expresso.

Os clientes também estão impedidos de mudar a disposição das mesas e das cadeiras. Apenas os trabalhadores do estabelecimento o podem fazer, cumprindo sempre com as orientações da DGS.

Os clientes devem sentar-se na diagonal e os estabelecimentos devem colocar as mesas desfasadas, aumentando a distância entre as pessoas.

Por sua vez, os lugares de pé são desaconselhados, uma vez que é difícil controlar o distanciamento físico desta forma. O mesmo aplica-se às “operações do tipo self-service”.

A DGS pede ainda aos cafés e restaurantes que criem “circuitos” para manter o distanciamento “entre as pessoas que circulam e as que estão sentadas”.

Por Daniel Costa
22 Maio, 2021

 

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539: Sem distanciamento, máscaras são insuficientes para impedir a propagação da covid-19

 

CIÊNCIA/COVID-19/PROTECÇÕES

McKinsey / Rawpixel

O simples uso de uma máscara, sem distanciamento social, pode não ser suficiente para prevenir a disseminação da covid-19, revelou um novo estudo.

Neste novo estudo, publicado na terça-feira no Science Daily, a equipa analisou a forma como cinco tipos de máscara afectaram a disseminação das gotículas que carregam o coronavírus quando tossimos ou espirramos, concluindo que distâncias inferiores a 1,8 metros são insuficientes para travar a propagação.

O uso da máscara “definitivamente ajuda, mas se as pessoas estiverem muito próximas, ainda há possibilidade de espalhar ou contrair o vírus”, disse Krishna Kota, professora da New Mexico State University e uma das autoras do artigo. “Não são apenas as máscaras que ajudam. São as máscaras e o distanciamento”, frisou.

Para a investigação, a equipa recorreu a uma máquina que simula tosse e espirros. O gerador liberta partículas – semelhantes às gotículas libertadas nos espirros e na tosse -, através de lâminas de laser, para um quadrado hermético, parecido com uma câmara.

Os investigadores analisaram o fluxo das gotículas em cinco tipos diferentes de máscara: uma de tecido com uma camada; uma de tecido com duas camadas; uma de tecido húmida, com duas camadas; uma cirúrgica e uma de grau médico, a N-95.

Todas as máscaras conseguiram criar uma barreira protectora – desde a de tecido com uma camada, que permitiu a passagem de cerca de 3,6% das gotículas, até à N-95, que bloqueou 100% das gotículas. Contudo, em distâncias inferiores a 1,8 metros, mesmo as pequenas percentagens de gotículas podem ser suficientes para transmitir o vírus.

Um único espirro pode libertar até 200 milhões de partículas de vírus.

O uso da “máscara oferece uma protecção substancial, mas não completa”, diminuindo “o número de espirros e de gotículas transportadas pelo ar que, de outra forma, entrariam em contacto “com a pessoa sem a máscara”, indicou Krishna Kota, destacando a importância do distanciamento social.

Taísa Pagno // ZAP

Por Taísa Pagno
24 Dezembro, 2020