924: Portugal com mais 3.452 casos e 13 mortes nas últimas 24 horas

Vai lindo o baile e ainda pretendem DESCONFINAR com estes números diários? Penso que estão ALUCINADOS nas decisões que tomam…!!! Esta malta pode juntar-se aos “walking dead” acéfalos da tugulândia!

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Portugal contabiliza agora um total de 960.437 casos e 17.320 óbitos desde o início da pandemia

Portugal registou mais 3.452 casos e 13 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira, 28 de Julho.

Há agora 51 430 casos activos de infecção por SARS-CoV-2, mais 175 do que na véspera.

O país contabiliza agora um total de 960.437 casos e 17.320 óbitos desde o início da pandemia.

Relativamente a internamentos, mantêm-se 200 pessoas hospitalizadas em unidades de cuidados intensivos. O valor total de hospitalizações é agora de 934, mais seis do que no dia anterior.

O boletim da DGS aponta também que há mais 3.264 recuperados da doença, num total de 891.687.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou mais novos casos (1.341) e mortes (sete) nas últimas 24 horas. Os outros óbitos foram contabilizados no Norte (cinco) e no Centro (um).

A região Norte registou mais 1194 casos. Em relação às restantes unidades territoriais, tanto o Centro como o contabilizaram Algarve mais 358 casos, o Alentejo mais 115, os Açores mais 57 e a Madeira mais 29.

Vacinação e um Marcelo “optimista” pressionam Governo a aliviar medidas

Com carta branca dos especialistas, consenso entre os partidos e um Presidente da República “irritantemente optimista”, o Conselho de Ministros reúne-se amanhã para acertar o que deverão ser as primeiras medidas de alívio às restrições da pandemia. Se o executivo já vinha dando sinais de que é altura de começar a caminhar em direcção a uma normalidade que só chegará com a imunidade de grupo da população portuguesa – em finais de Setembro, se não houver atrasos no calendário de vacinação -, ontem, a reunião do Infarmed apontou claramente nesse sentido. E, se dúvidas ainda houvesse, o Presidente da República insistiu que a “eficácia” da vacinação abre o horizonte ao alívio de medidas.

O governo remete todas as decisões para a reunião desta quinta-feira, mas, ao que apurou o DN, uma das medidas que vão ser revistas é o recolher obrigatório a partir das 11 da noite. E um outro dado é praticamente certo: as restrições por concelho vão dar lugar a medidas para todo o território. Marta Temido, ministra da Saúde, antecipou ontem a “uniformidade” das regras, dada a predominância da variante Delta em quase todo o país e o número muito elevado de concelhos em que a incidência está acima dos 120 casos por 100 mil habitantes.

Só pode ser anedota, não? Não se brinca com coisas sérias e muito menos com a vida das pessoas! Onde para a “optimização” deste senhor, com os números diários de INFECTADOS e mortos pelo COVID-19? Também é apologista que o coronavírus SARS-CoV-2 – COVID-19, é uma “gripezinha”?

Ontem, no regresso das reuniões do Infarmed – que já não se realizavam há dois meses – os técnicos traçaram o plano para a progressiva diminuição das restrições, com quatro níveis que acompanham a taxa de vacinação. O Plano de Redução das Medidas Restritivas, apresentado por Raquel Duarte, da Administração Regional de Saúde do Norte e do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, prevê um primeiro nível com uma taxa de vacinação completa entre os 50% e 60% – o patamar em que o país está actualmente com 52% da população vacinada com as duas doses, de acordo com dados divulgados ontem. O nível 2 prevê uma taxa de vacinação entre os 60% e os 70%, o nível 3 até aos 85%. O último patamar, o quarto, prevê uma taxa de vacinação acima dos 85%. Neste nível prevê-se o levantamento de todas as medidas, e poderá acontecer no final de Setembro, isto num cenário de cumprimento das metas do plano de vacinação. Em todos os níveis devem vigorar três medidas gerais: ventilação e climatização adequada dos espaços, utilização de certificado digital por rotina nos espaços públicos e a auto-avaliação de risco.

Mas há outras mudanças em perspectiva, nomeadamente quanto à matriz de risco. Andreia Leite, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, propôs que o limiar de risco da incidência passe dos actuais 240 para os 480 casos por 100 mil habitantes. Já o limite de ocupação em unidades de cuidados intensivos (UCI) deverá passar das actuais 245 para as 255 camas. A investigadora propôs também a inclusão de indicadores de gravidade clínica e impacto na mortalidade, além da cobertura vacinal.

Mais de metade da população com vacinação completa

Mais de metade da população (52%) residente em Portugal tem a vacinação completa contra a covid-19, revela o relatório semanal de vacinação divulgado esta terça-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o relatório, publicado por norma todas as terças-feiras, 5.389.935 pessoas (52%) concluíram o esquema vacinal e 6.865.047 (67%) tomaram pelo menos uma dose.

Em Portugal, a campanha de vacinação contra a covid-19 iniciou-se em 27 de Dezembro de 2020, sendo actualmente administradas vacinas de dose única (Janssen) e de dose dupla (Pfizer/BioNTech, Moderna e AstraZeneca).

Os dados mais recentes recuam até domingo e abrangem a vacinação de pessoas a partir dos 16 anos. Os jovens dos 16 aos 17 anos, nomeadamente com Trissomia 21, têm indicação para vacinação (com a vacina da Pfizer/BioNTech) ao abrigo de uma norma da DGS sobre grupos prioritários que foi actualizada em Março de 2021.

De acordo com o relatório, as regiões do Alentejo e do Centro continuam a ser as que estão mais avançadas no processo de vacinação, tendo respectivamente 58% e 56% da população com o ciclo vacinal completo.

Todas as restantes regiões apresentam entre 50% e 53% da população com a vacinação concluída.

Na semana em análise, entre 19 e 25 de Julho, as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte foram as que mais vacinaram, respectivamente mais 242.414 e mais 238.345 pessoas.

Portugal recebeu a 12.886.770 doses e distribuiu 12.043.017.

As pessoas mais velhas, que começaram a ser vacinadas mais cedo, são as que percentualmente têm a vacinação mais completa, entre 94% (65-79 anos) e 96% (a partir dos 80 anos).

Na faixa etária dos 50-64 anos, 82% das pessoas concluíram a vacinação.

No grupo dos 25-49 anos, 72% tomaram pelo menos uma dose e 40% estão totalmente imunizados. Nos jovens de 18-24 anos, 15% receberam pelo menos uma dose e 9% têm o esquema vacinal completo.

O relatório contabiliza ainda, entre os jovens dos 16 aos 17 anos abrangidos pela excepcionalidade prevista na norma de Março da DGS, 3.872 que tomaram uma dose da vacina Pfizer/BioNTech e 2.647 as duas doses exigidas.

Diário de Notícias
DN
28 Julho 2021 — 14:02

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922: Oito semanas é o intervalo “ideal” para aumentar eficácia da vacina da Pfizer

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/PFIZER

Jean-Francois Monier / AFP

Estudo desenvolvido pelo Department of Health and Social Care (DHSC) comparou os resultados obtidos com um intervalo de 4 semanas (como é feito em Portugal) e um intervalo de 10 semanas. Os resultados sugerem que adiar a segunda dose poderá resultar numa maior produção de anticorpos e de células T.

Contrariando as normas aplicadas pelas autoridades de saúde portuguesas, o intervalo ideal entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer deve ser de oito semanas, uma fracção temporal que permitirá aos sistemas imunitários desenvolver uma resposta mais robusta contra a variante Delta.

A constatação é uma das conclusões presentes num estudo realizado por investigadores do Department of Health and Social Care (DHSC) e da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, que comparou os resultados obtidos com um intervalo de 4 semanas (como é feito em Portugal) e um intervalo de 10 semanas.

O artigo, apresentado esta sexta-feira numa nota da Universidade de Newcastle, permitiu aos investigadores perceber que na segunda opção a produção de anticorpos é maior, assim como a proporção de células T, responsáveis pelo combate de infecções.

Para desenvolver o estudo que pretendia medir a eficácia da vacina da Pfizer contra a variante Delta, os investigadores contaram com a participação de 503 trabalhadores do sector da saúde, dos quais 44% (223) já tinham estado infectados com Covid-19.

Os resultados indicaram que as duas opções (intervalo de quatro ou dez semanas) resultaram numa resposta imunitária forte, ainda assim, foi possível atestar que quanto mais longo fosse o interregno mais elevado seriam os níveis de anticorpos e a proporção de células T, o que, segundo os especialistas, ajuda a memória imunitária.

Os cientistas descobriram que após a segunda dose, um intervalo mais longo também resultaria em valores mais elevados de anticorpos neutralizados contra a variante Delta e todas as restantes variantes que estão a preocupar as autoridades de saúde pública.

Ainda assim, nestas circunstâncias observou-se uma diminuição dos níveis de anticorpos entre a administração da primeira e da segunda doses, o que poderia deixar os indivíduos mais vulneráveis aos efeitos do novo coronavírus, aponta o The Guardian.

Rebecca Payne, investigadora da Universidade de Newcastle e uma das autoras do estudo, revelou, contudo, que a resposta celular resultante das células T mantêm-se consistente independentemente dos intervalos que separam a administração das doses, o que reforça o seu papel na protecção contra a Covid-19.

“Depois da segunda dose no calendário de administração mais longo, os níveis de anticorpos ultrapassavam os registados após a primeira dose, num intervalo de medição semelhante”, revelou Payne. A investigadora defende que apesar de os “valores das células T serem mais baixos, o perfil destas sugere mais apoio da memória imunitária e a criação de anticorpos”.

Os investigadores consideram ainda a hipótese de, em algumas situações excepcionais, o melhor intervalo poder ser mesmo de quatro semanas em vez das sugeridas oito — nomeadamente, pessoas em tratamento com influência no sistema imunitário, como é o caso de doentes oncológicos ou transplantados.

Por ZAP
26 Julho, 2021

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921: Misturar doses da AstraZeneca e da Pfizer aumenta até seis vezes as defesas contra covid-19

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

ZAP / Rawpixel

Um novo estudo realizado na Coreia do Sul concluiu que o número de anticorpos contra a covid-19 aumentou seis vezes em quem misturou as doses da AstraZeneca e da Pfizer em relação a quem tomou as duas doses da AstraZeneca.

Tomar uma primeira dose da vacina da AstraZeneca e uma segunda dose da Pfizer origina uma resposta imunitária mais forte do que tomar as duas da AstraZeneca. São estas as conclusões de um novo estudo promovido pela KDCA, a Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças, na Coreia do Sul, citado pela agência sul-coreana Yonhap.

Foram estudados 499 profissionais de saúde – 100 receberam doses mistas, 200 receberam duas doses da Pfizer e os restantes 199 receberam duas injecções da AstraZeneca. Todos mostraram anticorpos, mas quem misturou as duas vacinas criou seis vezes mais defesas contra a covid-19 do que quem tomou as duas doses da AstraZeneca.

A mistura das vacinas teve resultados semelhantes a quem recebeu as duas doses da Pfizer. O estudo analisou a actividade neutralizante contra as principais variantes da covid-19. Nenhum dos grupos teve actividade reduzida contra a variante Alpha, mas a neutralização já baixou 2,5 a 6 vezes contra as mutações Beta, Gama e Delta.

A administração de doses de vacinas diferentes já é há algum tempo uma hipótese em cima da mesa em certos países europeus, tendo a própria chanceler alemã, Angela Merkel, tomado uma primeira dose da AstraZeneca e uma segunda da Moderna.

Um outro estudo da Universidade de Oxford, publicado em Junho, já tinha chegado a conclusões semelhantes. Foram analisados os efeitos de dar a primeira dose da AstraZeneca e uma segunda da Pfizer em 830 voluntários acima dos 50 anos. Os investigadores concluíram que esta mistura criou mais anticorpos e respostas melhores das células T do que trocar a ordem das doses.

Esse estudo de Oxford mostrou também que a vacina da Pfizer criou dez vezes mais anticorpos do que a da AstraZeneca e que quem recebeu primeiro uma dose da AstraZeneca e depois uma da Pfizer teve uma resposta tão forte como quem tomou as duas da Pfizer.

Os únicos efeitos secundários registados entre quem tomou doses de vacinas diferentes foram mais dores de cabeça e musculares e uma maior probabilidade de febre, em comparação com as pessoas vacinadas com duas doses da mesma vacina. No entanto, o estudo realçou que os efeitos foram apenas temporários e que passaram rapidamente.

Recorde-se que em Portugal foi implementada a prática de misturar doses diferentes depois da vacina da AstraZeneca ter deixado de ser recomendada a menores de 60 anos. Quem foi vacinado com uma dose de AstraZeneca pode escolher tomar uma segunda dose da Pfizer ou da Moderna.

DGS recomenda 2ª dose da Pfizer ou Moderna para menores de 60 anos vacinados com AstraZeneca

As pessoas com menos de 60 anos a quem foi administrada a primeira dose da vacina da AstraZeneca devem completar…

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AP, ZAP //

Por ZAP
27 Julho, 2021

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920: Portugal com mais 2.316 casos e seis mortes nas últimas 24 horas

Ainda estão a pensar em desconfinar com números diários desta ordem? Estão loucos…!!! Os números avulso diários, apesar de enormes, talvez não demonstrem a perigosidade em que nos encontramos. Juntando-os todos – apenas o mês de Julho – já se poderá ter uma outra realidade da “gripezinha” do SARS-CoV-2 que assola Portugal e o resto do Mundo:

Número de INFECTADOS

– 2.316 – 27.07.2021
– 1.610 – 26.07.2021
– 3.396 – 24.07.2021
– 3.794 – 23.07.2021
– 3.622 – 22.07.2021
– 4.376 – 21.07.2021
– 2.706 – 20.07.2021
– 1.855 – 19.07.2021
– 3.677 – 17.06.2021
– 3.547 – 16.06.2021
– 3.641 – 15.06.2021
– 4.153 – 14.06.2021
– 2.650 – 13.07.2021
– 2.323 – 11.07.2021
– 3.162 – 10.07.2021
– 3.194 – 09.07.2021
– 3.269 – 08.07.2021
– 3.285 – 07.07.2021
– 2.170 – 06.07.2021
– 2.041 – 04.07.2021
– 2.436 – 02.07.2021

É por isto que eu prefiro FICAR EM CASA em vez de me juntar aos “walking dead”, porque felizmente o meu cérebro funciona correctamente e não possui um miligrama de serradura.

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Portugal contabiliza agora um total de 956.985 casos e 17.307 óbitos desde o início da pandemia

© Adelino Meireles/Global Imagens

Portugal registou mais 2.316 casos e seis mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira, 27 de Julho.

Há agora 51.255 casos activos de infecção por SARS-CoV-2, menos 2.741 do que na véspera.

O país contabiliza agora um total de 956.985 casos e 17.307 óbitos desde o início da pandemia.

Apesar da diminuição do número de novos casos, os internamentos continuam a aumentar. São agora mais nove do que no dia anterior, totalizando 928. Destes, 200 estão em unidades de cuidados intensivos, mais dois do que na véspera.

O boletim da DGS aponta também que há mais 5.051 recuperados da doença, num total de 888.423.

A região Norte foi a que contabilizou novos casos (920) nas últimas 24 horas, mas foi a de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) a que registou mais óbitos (quatro). As outras mortes aconteceram no Norte e no Centro.

LVT somou mais 835 casos. Em relação às outras regiões, o Centro contabilizou mais 283 casos, o Algarve mais 147, o Alentejo mais 66, os Açores mais 34 e a Madeira mais 31.

A taxa de incidência mantém-se em 427,5 casos de infecção por covid-19 por 100 mil habitantes a nível nacional e de 439,3 casos no continente.

O R(t) continua em 1,04 tanto a nível nacional como no continente.

Peritos propõem evolução das medidas de acordo com taxa de vacinação

Os peritos consultados pelo Governo sugerem a evolução das medidas de restrição de acordo com a taxa de vacinação contra a covid-19 e insistem na importância do controlo de fronteiras e da ventilação dos espaços para evitar recuos no Outono/Inverno.

A ventilação/climatização adequada dos espaços, o uso do certificado digital e a auto-avaliação de risco são as três regras a aplicar em qualquer dos quatro níveis definidos de acordo com a taxa de vacinação, sendo que para os valores actuais (cerca de 60%) se aplica o nível 1.

Presente na reunião de peritos que decorre esta terça-feira no Infarmed, Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse ainda que actualmente, e até ao nível 3, se deve privilegiar o teletrabalho sempre que possível e o desfasamento de horários, a manutenção da distância física e o uso de máscara ambiente fechado e sempre em eventos públicos.

Quando se evoluir para o nível seguinte na taxa de vacinação, a especialista admite que a máscara pode deixar de ser usada em ambientes exteriores se se puder manter a distância física.

Na restauração — uma área que “implica maior risco pois há a retirada de máscara” –, os peritos propõem o aumento do número de pessoas à volta da mesa em espaço interior (de seis para oito pessoas) e exterior (de 10 para 15) quando se progredir para o nível 2.

Nos grandes eventos em espaço delimitado, além das medidas gerais, sugerem que se mantenham circuitos de circulação de pessoas para garantir a distância. Em grandes eventos no interior sugerem o aumento da lotação ao longo dos diferentes níveis de evolução da taxa de vacinação, começando nos 50%.

Nos convívios familiares, defendem que se deve apostar nas medidas gerais (máscara, distanciamento, etc…) e na auto-avaliação de risco.

Vacinas mRNA registam “elevada efectividade” na população acima dos 65 anos

As vacinas que utilizam o mecanismo mRNA (Pfizer e Moderna) apresentam uma “elevada efectividade” nas pessoas com mais de 65 anos, segundo um estudo esta terça-feira apresentado pela investigadora Ausenda Machado, do Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

“Os resultados sugerem uma elevada efectividade da vacina mRNA na população com 65 ou mais anos, 14 dias após a segunda dose”, afirmou a perita do INSA na reunião do Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

“Não se verificou um decaimento da efectividade ao longo do tempo”, continuou Ausenda Machado, que salientou ainda uma diminuição de 85% no número de internamentos na população com idade superior a 80 anos. Por outro lado, não deixou de admitir que face ao actual aumento da incidência “é normal que o número de casos também aumente na população vacinada” contra a doença.

De acordo com o estudo apresentado pela especialista do INSA, a efectividade das vacinas mRNA para as pessoas entre os 65 e os 79 anos com apenas uma dose é de 37% e de 35% em relação à população acima dos 80 anos. Com as duas doses de vacina e o período de 14 dias após a segunda toma, a efectividade sobe para os 78% na faixa etária 65-79 anos e para 68% entre as pessoas com idade superior a 80 anos.

A monitorização das vacinas ao longo do tempo indicou que a efectividade nas pessoas entre os 65 e os 79 anos contra infecção sintomática é de 89% nos 14 a 27 dias após a segunda dose e permanece de forma consistente em torno dos “80% até pelo menos 42 dias”.

Já em relação aos maiores de 80 anos, a efectividade nos 14 a 27 dias depois da segunda dose é de 70%, mantendo-se nessa ordem até pelo menos 42 dias após o esquema vacinal completo.

Por fim, Ausenda Machado notou que a ausência de indicadores na população com menos de 65 anos se deveu à pouca expressão da cobertura vacinal à data da realização do estudo, advogando que esta monitorização da efectividade é para continuar no futuro.

Portugal pode receber um milhão de vacinas nas próximas duas semanas

Portugal pode vir a receber cerca de um milhão de vacinas contra a covid-19 entre esta e as próximas duas semanas, adiantou esta sexta-feira o coordenador da ‘task force’ da vacinação, face a um corte de vacinas da AstraZeneca.

“Vamos perder cerca de 470 mil vacinas da AstraZeneca porque já não fazem sentido no nosso plano, mas há um esforço – quer do Infarmed, quer do Ministério da Saúde – para adquirir vacinas em parceiros europeus e esse esforço pode trazer ao nosso plano de vacinação neste momento – na semana que passou e nas próximas duas semanas – cerca de um milhão de vacinas, o que é muito importante para a aceleração do processo de vacinação”, revelou Henrique Gouveia e Melo.

Numa intervenção realizada na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o vice-almirante responsável pela ‘task force’ reconheceu também que foram recebidas nos primeiros três trimestres menos 5,4 milhões de vacinas face às previsões iniciais.

Já em relação ao último trimestre de 2021, Gouveia e Melo disse que a expectativa inicial apontava para a recepção de 8,5 milhões de vacinas, mas, afinal, deverão chegar somente 5,2 milhões de vacinas ao país.

Diário de Notícias
DN
27 Julho 2021 — 14:16

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916: Especialistas dizem que alívio de medidas implica cumprimento de regras individuais

Digam isso aos “walking dead” labregos acéfalos que continuam nas suas vidinhas “sociais” de entretenimento e lazer, sem qualquer responsabilidade para com a comunidade. Eles querem lá saber dos riscos que correm (que nem me afligem minimamente), mas que colocam em perigo a vida de terceiros com quem contactam. Para essa choldra, não existem REGRAS!

Os “walking dead acéfalos labregos no cumprimento das suas vidinhas sociais”

SAÚDE/COVID-19/INFARMED

O país atingiu uma fase em que é possível admitir uma taxa de incidência elevada e aliviar medidas restritivas, mas “é fundamental que se cumpram regras de protecção individual”. Esta é a mensagem dos especialistas deixada ao DN. Peritos e políticos voltam a reunir-se hoje.

Se houver alívio nas medidas restritivas é preciso reforçar testagem e vigilância epidemiológica.
© André Rol,o Global Imagens

A situação na região de Lisboa e Vale do Tejo está a ficar controlada. No norte também e no Algarve igualmente, à excepção de um ou outro município. E embora a incidência no país ainda seja elevada – ontem era de 427,5 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e de 439,3 no continente -, os especialistas admitem que chegou a altura em que se pode aliviar algumas medidas restritivas.

A situação epidemiológica do país volta a estar hoje em discussão em mais uma reunião entre peritos e políticos no Infarmed, depois de dois meses. Raquel Duarte, uma dos especialistas que estarão presentes no encontro, explica ao DN que, “neste momento, temos uma taxa de vacinação que está a permitir que a doença grave e a mortalidade por covid-19 tenham menor impacto, o que quer dizer que podemos começar a ter medidas proporcionais e ajustadas à realidade, mas é fundamental manter-se o processo de vacinação ao mesmo ritmo e as medidas de protecção individual”.

O professor Carlos Antunes, que integra a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que faz a modelação da doença, afirma mesmo que os números actuais “levam-nos a acreditar que a situação está mais ao menos controlada no país. Estamos a assistir ao início da remissão da incidência de uma forma geral no país. Nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do norte já se está numa fase de pico planalto. Ou seja, atingiu-se o pico e agora está a estabilizar-se em termos de transmissão”, mas deixa um alerta: “Não podemos ter o melhor de dois mundos, se queremos mais liberdade e mobilidade, temos de aumentar a responsabilidade individual”, sob pena de chegarmos ao período de regresso às aulas e à actividade laboral pós-férias e voltarmos a ter mais casos.

Raquel Duarte, que foi convidada pelo governo para elaborar as propostas de desconfinamento juntamente com o matemático Óscar Felgueiras, reforça até que “só as medidas de protecção individual podem permitir que haja uma redução da transmissão, porque enquanto esta existir haverá sempre uma percentagem de pessoas que irão contrair a doença, outras que a irão desenvolver com gravidade, tendo de ser internadas em enfermarias e em cuidados intensivos. Portanto, para cortar as cadeias de transmissão é fundamental que se mantenham as medidas de protecção individual, nomeadamente o uso de máscara, em eventos fechados, e sempre que não seja possível manter a distância física”.

A médica, que é igualmente coordenadora da unidade de investigação da ARS Norte, argumenta que tais medidas têm de continuar a fazer parte da nossa rotina durante os próximos tempos para que “possamos ter cada vez mais uma vida que se aproxime da normalidade”.

Isto porque “sabemos que não há nenhuma vacina que seja eficaz a 100% e que nenhuma medida contra a covid-19 é eficaz isoladamente. O impacto da doença é menor agora, mas temos de continuar a proteger-nos a nós e aos outros”.

Se houver alívio de medidas podemos ter reverso da medalha

Esta é a mensagem que é preciso passar nesta fase, porque “se houver um alívio nas medidas podemos ter o reverso da medalha que é a população ficar com uma percepção menor do risco e acreditar que a pandemia passou. E isso não pode acontecer”, sublinha Carlos Antunes.

Do lado do governo, o secretário de Estado adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, não descartou ontem o alívio das restrições, mas que tal só será decidido de acordo com os critérios técnicos e científicos.

No domingo, o comentador da SIC Marques Mendes afirmou que os especialistas estavam de acordo quanto ao alívio das restrições horárias no sector da restauração, do comércio e até da cultura, mas Carlos Antunes destaca que “se tal acontecer é preciso percebermos que há um risco adicional, vai haver maior mobilidade e as pessoas podem passar a ter uma percepção de risco inferior, descurando a sua exposição ao contágio permitindo maior número de contactos e menos cumprimento das regras de protecção. E isto vai fazer que, em vez de o número de casos baixar, possa aumentar”, destaca o professor da Faculdade de Ciências. “Não digo que seja um aumento significativo, mas é um risco que o país está a dizer que quer correr ao aliviar as medidas de restrição.”

De acordo com o epidemiologista, “o impacto dos valores da incidência é inferior ao impacto que já verificámos ao nível de hospitalizações e de letalidade, o que se deve à vacinação, sobretudo dos grupos de maior risco, e isso permite uma outra abordagem da situação com maior tolerância à taxa de incidência”, explicando: “O país pode assumir agora uma taxa de incidência superior para o mesmo nível de risco, mas tem de haver um reforço da responsabilidade individual no cumprimento das regras, um reforço na vigilância epidemiológica e na testagem para “não se perder o controlo da situação”.

As restrições em termos de horários de actividades económicas e de dever de recolhimento a partir das 23h00 poderão ser retiradas já na próxima quinta-feira na reunião de Conselho de Ministros, mas o que os especialistas vão reforçar na reunião de hoje é que a mensagem tem de ser só uma: manter a vacinação ao mesmo ritmo, cumprimento de regras individuais, em espaços fechados e eventos sociais e familiares.

“A mensagem que se deve passar é que conseguimos fazer tudo, mas vamos ter de cumprir as regras caso contrário corremos o risco de fazer asneira”.

Até porque, salienta Raquel Duarte, “estamos a viver a época de férias que traz algumas ameaças conhecidas, uma mobilidade grande da nossa população e da população migrante, que regressa ao país para estar com a família, o que acontece habitualmente num ambiente mais descontraído. E já vimos no passado que isto aumenta o risco de poder haver nova sementeira do vírus, o que poder ter eventualmente algum efeito quando chegarmos ao momento de retomarmos as actividades lectivas e laborais pós-férias”. Portanto, alerta, “se quisermos claramente caminhar para alguma normalidade, não podemos esquecer de todo a necessidade de nos protegermos com máscara e distanciamento”.

A médica diz mesmo: “A mensagem que se deve passar é que conseguimos fazer tudo, mas vamos ter de cumprir as regras caso contrário corremos o risco de fazer asneira. Temos de olhar com muita cautela e interesse para o que está acontecer nos outros países e perceber como podemos ajustar a nossa realidade nacional à medida em que se vai fazendo o levantamento de algumas medidas restritivas”.

Este tem sido o caminho desde o início da pandemia, não só em Portugal mas um pouco em todo o Mundo. Um caminho de avanços e recuos no tentar voltar à normalidade, mas o importante é que “temos vindo sempre a aprender”, salienta Raquel Duarte.

1.610 casos de covid-19. Este foi o número de infecções registado na segunda-feira. Há ainda a destacar nove mortes e 53.996 casos activos, menos 201 do que no dia anterior. Eram 919 os internamentos, 198 em cuidados intensivos.

Para o professor Carlos Antunes o alívio de medidas pode trazer de novo um aumento de casos e de internamentos, mas, mais uma vez, “temos de ser rápidos a agir”, defendendo que “todos os indicadores da matriz de risco têm de continuar a ser muito bem monitorizados para sabermos se a situação está controlada ou não”, sustentando que, nesta altura, “não podemos correr o risco de perder o controlo. A vigilância epidemiológica tem de ser mantida ou reforçada e a população também tem de acomodar o seu comportamento”.

As restrições horárias poderão ser levantadas em breve, mas as regras de protecção individual ainda estão longe disso. Como defenderam ao DN os dois especialistas “ainda têm de continuar a fazer parte da nossa rotina durante os próximos tempos”. O primeiro-ministro António Costa já afirmou que até ao final do verão poderá haver algum alívio nestas regras básicas, mas os especialistas esperam que a vacinação continue ao mesmo ritmo e até conseguir proteger mais de 70% da população portuguesa.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
27 Julho 2021 — 00:01

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915: Novo aumento de internados em Portugal, mais 1.610 infecções e nove mortes

Não existe forma de compreender estes “pacotes de merda enlatada” que fazem parte, infelizmente, da sociedade civil e política portuguesa! Existindo diariamente, números alarmantes de infectados e, consequentemente mas em menor número, de mortos, como podem certos “walking dead” civis e políticos, continuarem, uns a fazer a sua vidinha “social” como se a “gripezinha” do coronavírus SARS-CoV-2 não fosse nada de grave e outros, os políticos, produzirem afirmações de “vamos abrandar o desconfinamento, sermos mais tolerantes com a liberdade das pessoas…”. Esta choldra adora que continuem a existir mais INFECTADOS e mais MORTOS! Pena não tocar a eles…

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES/PANDEMIA/OTÁRIOS

Robert Pricop / Unsplash

Portugal registou esta segunda-feira 1.610 novos casos de infecção por covid-19 e mais nove mortes, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), Portugal registou, nas últimas 24 horas, um novo aumento no número de pessoas internadas com covid-19, 1.610 novas infecções e nove mortes.

Esta segunda-feira, há 919 pessoas internadas, mais 40 do que no domingo, e 198 estão em unidades de cuidados intensivos, onde foram internadas mais cinco pessoas nas últimas 24 horas.

A maioria das novas infecções por SARS-CoV-2 regista-se na região do Norte (+688), enquanto em Lisboa e Vale do Tejo há mais 519 pessoas contagiadas.

As nove mortes das últimas 24 horas registaram-se nas regiões do Norte (cinco), Lisboa e Vale do Tejo (três), e Açores (uma).

A incidência de covid-19 voltou a subir, situando-se agora nos 427,5 casos por 100 mil habitantes no território nacional e 439,3 no Continente — os valores mais altos registados desde 15 de Março, quando se iniciou a divulgação pública destes dados.

Já o R(t), o índice de transmissibilidade, continua em descida: é agora de 1,04 na globalidade do território nacional e no Continente, escreve o jornal Expresso.

ZAP // Lusa

Por ZAP
26 Julho, 2021

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