660: Especialista alerta que uso de máscara aumentou doenças da voz

 

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS/VOZ

Especialista diz ter atendido nos últimos meses cada vez mais pessoas com disfonia por tensão muscular, que se caracteriza pela dificuldade para emitir a voz, rouquidão, falta de volume e projecção.

O uso de máscara de protecção é uma das medidas para travar a propagação da infecção pelo novo coronavírus
© Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

A otorrinolaringologista Clara Capucho alertou esta terça-feira que o uso de máscaras imposto pela pandemia da covid-19 aumentou o número de patologias da voz, sobretudo nos aparelhos vocais dos portugueses.

O alerta da coordenadora da Unidade de Voz do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO), que integra os hospitais Egas Moniz, S. Francisco Xavier e Santa Cruz, surge nas vésperas de se assinalar o Dia Mundial da Voz (a 16 de Abril).

“O número de pacientes com disfonia por tensão muscular está a aumentar desde Março de 2020”, afirma em comunicado a especialista, que diz ter atendido nos últimos meses cada vez mais pessoas com este problema que se caracteriza pela dificuldade para emitir a voz, rouquidão, falta de volume e projecção, entre outros.

A especialista reconhece que, “ainda que importantes para travar a propagação do vírus, a utilização de máscaras tem agravado as patologias associadas à voz”.

“O número de pacientes diagnosticados com disfonia por tensão muscular tem aumentado desde Março de 2020, quando as autoridades de saúde recomendaram o uso de máscaras como medida essencial para reduzir os riscos de contágio por covid-19”, salienta.

“O aumento do esforço para a emissão vocal — provocado pelas máscaras, pela ansiedade e pela postura em frente ao computador — conduz a uma tensão muscular na zona cervical, dos ombros e do próprio aparelho vocal, resultando muitas vezes numa disfonia por tensão muscular. Essa tensão é tão intensa que, em certos casos, acarreta graves prejuízos vocais”, salienta.

Inquérito vai avaliar o impacto da covid-19 no desempenho da voz de actores e cantores

Dado que a voz é o principal instrumento de trabalho dos artistas, a Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz a Fundação GDA — Gestão dos Direitos dos Artistas irão lançar um inquérito para avaliar o impacto da covid-19 no desempenho da voz de actores e cantores, uma iniciativa que irá assinalar o Dia Mundial da Voz 2021, este ano sob o lema “Um mundo, muitas vozes”.

O vice-presidente da GDA, Luís Sampaio, afirma que “os artistas estão a ser severamente fustigados com os efeitos causados pela pandemia da covid-19, tais como a limitação das actividades culturais e o cancelamento de espectáculos. Mas, apesar desta paragem, não podem descurar aquele que para muitos é o principal instrumento de trabalho: a voz”.

“É fundamental que os artistas tenham cuidados preventivos de saúde que identifiquem e tratem patologias do aparelho vocal, mantendo-o apto para as exigências que o regresso do seu uso profissional no pós-pandemia irá colocar“, defende Luís Sampaio.

A Fundação GDA irá enviar a todos os cooperadores um inquérito ‘online’ para avaliar os níveis do desconforto vocal dos artistas, cujos dados serão remetidos à Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, que irá avaliar os sintomas e, posteriormente, reencaminhar os casos graves para consultas ou rastreios.

A equipa de Clara Capucho irá depois utilizar os resultados na elaboração de um estudo científico sobre os efeitos das máscaras anti-covid-19 na voz dos artistas em Portugal.

A Fundação e o CHLO irão promover também, na quarta e quinta-feira, rastreios gratuitos da voz dirigidos à comunidade artística, mas também à população no Hospital Egas Moniz.

Devido à pandemia, os artistas interessados devem inscrever-se previamente, preenchendo um formulário no site da Fundação GDA, e restante população deverá contactar a Unidade da Voz do CHLO.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Abril 2021 — 08:30

– Não sou “especialista” da voz nem otorrinolaringologista, mas já fui cantor de conjuntos de música para baile, durante mais de 50 anos, e sem mencionar as péssimas condições de trabalho a que fomos submetidos nessas actuações, faltou mencionar, no texto acima, que a voz também se “perde” quando se deixa de ter esta actividade, seja de cantor, actor de teatro ou onde tenha de empregar-se a voz com frequência. As cordas vocais, com a inactividade, começam a perder a elasticidade a que estão sujeitas frequentemente e levam aos sintomas referidos pelo uso das máscaras contra o COVID-19.

 

 

 

561: Utilização de máscara bloqueia 99,9% das grandes gotículas ligadas à covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Anna Shvets / Pexels

Já era de conhecimento geral que as máscaras tinham um grande peso no combate à disseminação da covid-19, o que não se sabia é que estas reduzem o risco de espalhar grandes gotículas em 99,9%. 

As conclusões foram obtidas depois de ter sido realizada uma experiência de laboratório com seres humanos. Imaginem-se dois indivíduos separados por dois metros de distância, sendo que um deles está a tossir sem máscara: este último vai acabar por colocar a outra pessoa em risco porque será exposta a 10 mil vezes mais gotículas do que se o outro individuo estivesse a usar uma máscara.

“Não restam mais dúvidas de que as máscaras podem reduzir drasticamente a dispersão de gotículas potencialmente carregadas de vírus”, disse o autor Ignazio Maria Viola, que também é professor na Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo.

O investigador acredita que as grandes gotículas respiratórias sejam as principais responsáveis ​​pela transmissão do SARS-CoV-2. As menores, por vezes chamadas de aerossóis, podem permanecer suspensas no ar por períodos mais longos.

“Nós exalamos continuamente uma grande variedade de gotas, da escala micro à escala milimétrica. Algumas das gotas que andam no ar morrem mais rápido do que outras, dependendo da temperatura, humidade e da velocidade do ar”, explicou o professor.

Porém, este estudo, publicado no Royal Society Open Science no dia 23 de Dezembro, concentrou-se em partículas grandes, o que significa que são cerca de duas a quatro vezes maiores do que a largura de um fio de cabelo humano. No caso dos aerossóis, estes tendem a seguir correntes no ar e por isso dispersam mais rapidamente.

Com estas descobertas a equipa quer evidenciar ainda mais a necessidade de se fazer uma utilização correta da máscara. “Se usarmos máscara, estamos a mitigar a transmissão do vírus numa ordem muito superior”, frisa Ignazio Maria Viola.

O especialista revela ainda que, durante o estudo, a equipa percebeu que a máscara pode evitar o contacto com 99,9% das grandes gotículas que circulam no ar.

De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) em Seattle, Washington, pelo menos 55 mil vidas podem ainda ser salvas nos Estados Unidos nos próximos quatro meses, caso se aplique uma política universal de uso de máscara.

Como recorda o Phys, no início deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) actualizou a sua orientação sobre a utilização de máscaras, de modo a recomendar que estas sejam usadas em ambientes fechados na presença de outras pessoas, sobretudo se a ventilação for inadequada.

Por Ana Moura
5 Janeiro, 2021

 

 

 

539: Sem distanciamento, máscaras são insuficientes para impedir a propagação da covid-19

 

 

CIÊNCIA/COVID-19/PROTECÇÕES

McKinsey / Rawpixel

O simples uso de uma máscara, sem distanciamento social, pode não ser suficiente para prevenir a disseminação da covid-19, revelou um novo estudo.

Neste novo estudo, publicado na terça-feira no Science Daily, a equipa analisou a forma como cinco tipos de máscara afectaram a disseminação das gotículas que carregam o coronavírus quando tossimos ou espirramos, concluindo que distâncias inferiores a 1,8 metros são insuficientes para travar a propagação.

O uso da máscara “definitivamente ajuda, mas se as pessoas estiverem muito próximas, ainda há possibilidade de espalhar ou contrair o vírus”, disse Krishna Kota, professora da New Mexico State University e uma das autoras do artigo. “Não são apenas as máscaras que ajudam. São as máscaras e o distanciamento”, frisou.

Para a investigação, a equipa recorreu a uma máquina que simula tosse e espirros. O gerador liberta partículas – semelhantes às gotículas libertadas nos espirros e na tosse -, através de lâminas de laser, para um quadrado hermético, parecido com uma câmara.

Os investigadores analisaram o fluxo das gotículas em cinco tipos diferentes de máscara: uma de tecido com uma camada; uma de tecido com duas camadas; uma de tecido húmida, com duas camadas; uma cirúrgica e uma de grau médico, a N-95.

Todas as máscaras conseguiram criar uma barreira protectora – desde a de tecido com uma camada, que permitiu a passagem de cerca de 3,6% das gotículas, até à N-95, que bloqueou 100% das gotículas. Contudo, em distâncias inferiores a 1,8 metros, mesmo as pequenas percentagens de gotículas podem ser suficientes para transmitir o vírus.

Um único espirro pode libertar até 200 milhões de partículas de vírus.

O uso da “máscara oferece uma protecção substancial, mas não completa”, diminuindo “o número de espirros e de gotículas transportadas pelo ar que, de outra forma, entrariam em contacto “com a pessoa sem a máscara”, indicou Krishna Kota, destacando a importância do distanciamento social.

Taísa Pagno // ZAP

Por Taísa Pagno
24 Dezembro, 2020


494: Vem aí a máscara com sistema de detecção de humidade

 

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Produto muda de cor, alertando o utilizador para a necessidade de substituição.

Depois do sensor para usar na máscara destinado a medir o ritmo cardíaco e da viseira anti-vírica e anti-embaciamento, inovações ainda estudo, mas lançadas neste ano para ajudar no combate à covid-19, o CeNTI, centro de referência em Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, acaba de anunciar o estudo de uma máscara com um sistema de detecção de humidade.

De acordo com os responsáveis pelo projecto, “a máscara incorporará um sistema em que, na face externa, ocorrerá uma mudança perceptível da cor desse mesmo sistema e indicará ao utilizador o momento em que deverá substituí-la, sob pena da sua eficácia poder ficar comprometida”.

A investigação, em parceria com a Oldtrading, empresa portuguesa do sector têxtil, ainda está na fase de testes, para produzir “os melhores e mais fiáveis resultados”, esperam os técnicos do CenTI.

À Oldtrading caberá a produção das máscaras reutilizáveis, que irão incorporar a nova tecnologia, para sinalizar a saturação de humidade, esta última desenvolvida pelo centro de investigação.

Os promotores do projecto, designado por HydroMask, estimam que o protótipo final da máscara deverá estar concluído até ao final do ano e chegar ao mercado “brevemente”, na esperança de que venha a “reforçar a eficácia da protecção individual e da sociedade contra a propagação da covid-19”.

Para a pesquisa, as duas entidades envolvidas estão a investir 144 252,26 euros, uma verba co-financiada pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (Norte 2020) e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, num valor de 115.401,81 euros.

Teresa Costa é jornalista do Dinheiro Vivo.

Diário de Notícias

Teresa Costa
15 Novembro 2020 — 17:46

 

 

418: Coronavírus pode-se adaptar às “barreiras” com por exemplo à máscara

 

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS/COVID-19

O novo coronavírus, associado à doença COVID-19, pode ter sofrido mutações e estar agora até mais contagioso, de acordo com um estudo recente. O mais incrível é que o novo coronavírus pode até estar-se a adaptar às “barreiras de protecção” usadas pelos humanos.

Uso de máscara, lavagem de mãos e distanciamento físico podem não chegar como protecção ao novo coronavírus.

O estudo foi realizado por especialistas do Texas, nos Estados Unidos, que têm vindo a sequenciar genomas do vírus desde o início da pandemia. O estudo – que ainda aguarda revisão – envolveu mais de 5.000 sequências genéticas do coronavírus, que revelou várias mutações contínuas – uma das quais aumentou a contagiosidade do vírus.

No entanto, as mutações podem não significar mais mortes até porque, segundo os investigadores, a maioria das mutações genéticas não tem nada de notável.

Coronavírus poderá ultrapassar barreiras de protecção

No mundo as indicações dos serviços de saúde são para a utilização de máscara, lavagem de mãos, distanciamento físico, etc. No entanto, David Morens, do National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID), refere que o SARS-CoV-2  poderá possivelmente adaptar-se às barreiras de protecção dos humanos.  Segundo o virologista, “o uso de máscara, lavar as mãos, e todas as outras barreiras contra a transmissibilidade e contágio… mas à medida que o vírus se torna mais contagioso torna-se igualmente mais hábil a contornar esses obstáculos”

O estudo revela ainda que a mutação altera a estrutura da proteína spike e é essa proteína que pode estar a contribuir para a propagação de novas estirpes, como a D614G.  A “famosa” proteína S ou proteína spike (espigão) é a grande molécula por meio da qual o SARS-CoV-2 reconhece as células humanas e entra nelas. As pessoas infectadas com a estirpe D614G apresentam níveis mais elevados de carga viral nas vias respiratórias. Tal significa que, graças as mutações, o novo coronavírus se propague mais fácil e eficazmente.

26 Set 2020

 

 

393: COVID-19: Máscara pode ajudar na imunidade? Estudo diz que sim

 

 

SAÚDE/COVID-19

Os números da COVID-19 mantêm-se em crescimento no mundo e o maior produtor de vacinas já revelou que só em 2024 se poderá conseguir ter uma vacina para todos. Enquanto não há solução, a luta contra a COVID-19 passa pela prevenção e pela imunidade de grupo (que será difícil de atingir).

Um estudo recente refere que o uso generalizado de máscara pode ajudar na imunidade.

O mundo está a chegar aos 30 milhões de casos de COVID-19 registados. No que diz respeito a mortos, são já mais de  930 mil à escala mundial. Vacina eficaz ainda não existe, mas são vários os laboratórios a trabalhar numa solução.

De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, o uso generalizado da máscara pode contribuir para a redução do contágio. Além disso, pode contribuir para uma maior imunidade, ao permitir reduzir a carga viral dos infectados.

Uso de máscara é uma forma de variolação

A investigação que deu origem ao artigo “Facial Masking for Covid-19 — Potential for “Variolation” as We Await a Vaccine” foi já publicada na revista científica “The New England Journal of Medicine” e e admite que o uso de máscara poderá não só atrasar a propagação do vírus como converter-se numa forma de “variolação”, ou seja, um forma de se alcançar (mais rapidamente) a imunidade.

Além de prevenir contra a COVID-19, o estudo revela que, de acordo com os dados virológicos e epidemiológicos avaliados, a máscara poderá diminuir a gravidade da doença entre pessoas infectadas.

Segundo o que é revelado pelo EL Mundo, as investigações epidemiológicas que têm sido realizada sobretudo nos países asiáticos, acostumados ao uso da máscara durante a pandemia de SARS em 2003, sugerem que existe um vínculo forte entre o uso da máscara e o controlo da pandemia. A confirmar-se a tese dos investigadores americanos, o uso generalizado de máscara contribuirá, assim, para aumentar a taxa de infecções assintomáticas, além de contribuir para reduzir o número de contágios.

Quebra das cadeias de contágio com a app STAYAWAY COVID

Em Portugal e no mundo é muito difícil registar as cadeias de contágio. Nesse sentido está disponível a app STAYAWAY COVID que, como recurso a tecnologia, permite rapidamente obter essa informação e alertar contactos da exposição.

A STAYAWAY COVID é uma aplicação para smartphones com iOS ou Android que tem como objectivo auxiliar o país no rastreio da COVID-19. A aplicação permite, de forma simples e segura, que cada um de nós seja informado sobre exposições de risco à doença, através da monitorização de contactos recentes. A aplicação é de utilização voluntária e gratuita e não tem qualquer acesso  à sua identidade ou dados pessoais.

App STAYAWAY COVID: 780 mil downloads e 32 já contactaram o SNS

Já instalou a app STAYAWAY COVID? Há quem diga que estamos no início de uma segunda fase da COVID-19. Os números dos últimos três dias não foram propriamente “simpáticos”, mas há que destacar o … Continue a ler App STAYAWAY COVID: 780 mil downloads e 32 já contactaram o SNS

Autor: Pedro Pinto
15 Set 2020