821: Criada máscara que detecta a covid em 90 minutos

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Grupo de cientistas do MIT criou equipamento que integra um conjunto de sensores que pode detectar vários vírus, do ébola ao SARS-CoV-2.

Máscara poderá no futuro substituir os testes rápidos.
© EPA/FAROOQ KHAN

Investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram uma máscara que pode diagnosticar o vírus SARS-CoV-2, que causa a covid-19, em cerca de 90 minutos.

Segundo anunciou esta segunda-feira o instituto norte-americano (MIT), as máscaras, que ainda estão em fase de protótipo, integram sensores que permitem detectar vários vírus, incluindo o coronavírus que provoca a doença covid-19.

Numa primeira fase, os sensores foram desenvolvidos para o diagnóstico do vírus ébola, com um estudo recente a concluir que podem ser usados não apenas em máscaras faciais, como também em outros equipamentos de protecção individual, como batas médicas, permitindo monitorizar a exposição dos profissionais de saúde a ameaças patogénicas.

“Prevemos que esta plataforma pode permitir bio-sensores para pessoal de emergência, médico e militar”, adiantou James Collins, professor de engenharia médica e Ciência no MIT.

De acordo com a investigação, divulgada num artigo publicado na revista científica Nature Biotechonoloy, os sensores da máscara facial foram projectados para que possam ser activados por quem usa este equipamento, com os resultados a serem exibidos apenas na parte interna para garantir a privacidade.

O desenvolvimento destas máscaras com sensores resulta de uma tecnologia que tem sido aperfeiçoada nos últimos anos, mas, com o surgimento da pandemia da covid-19, os investigadores procederam à sua adaptação para diagnóstico do SARS-CoV-2.

Na prática, os sensores são colocados na parte interna da máscara para permitir a detecção de partículas virais em quem a usa, analisando, quando são accionados, as gotículas de respiração acumuladas no interior e produzindo um resultado em cerca de 90 minutos, anunciou o MIT.

“Este teste é tão sensível quanto os testes de ​​​​​​​PCR, mas é tão rápido quanto os testes de antigénio que são usados para despiste rápido da covid-19”, adiantou Peter Nguyen, investigador da Universidade de Harvard, ao avançar que já foi solicitada a patente desta tecnologia.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Junho 2021 — 22:01

 

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760: Máscara volta a ser obrigatória em espaços públicos a partir desta terça-feira

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Obrigatoriedade terminara no domingo, mas é reinstituída a partir desta terça-feira e até Setembro. Lei foi publicada em Diário da República.

A partir desta terça-feira, volta a ser obrigatório o uso de máscara em espaços públicos, mantendo-se até meados de Setembro, segundo a lei publicada esta segunda-feira em Diário da República.

O diploma entra em vigor no dia a seguir à publicação o que significa que durante 24 horas, a obrigatoriedade deixou de existir, uma vez que a anterior lei determinava essa imposição até este domingo, dia 13 de Junho.

O diploma foi aprovado no dia 9 de junho na generalidade, especialidade e votação final global com votos contra do Chega e da Iniciativa Liberal, abstenção do BE, PCP, PAN e Verdes e deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, tendo contado com votos favoráveis do PS, do PSD, do CDS-PP e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues.

Esta é a terceira renovação do diploma, mas desta vez foi o PS o autor do projecto-lei, depois de o PSD ter anunciado na terça-feira que não iria voltar a entregá-lo, considerando que “é mais coerente”, nesta fase da pandemia, que esta seja uma opção legislativa do Governo.

Perante a possibilidade de esta lei não ser renovada a partir de domingo, a bancada socialista decidiu avançar com uma iniciativa legislativa para prorrogar a imposição transitória relativa ao uso de máscaras na rua e em espaços públicos, pedindo urgência no processo. No dia em que foi votada o PS “solicitou a dispensa de redacção final e do prazo para apresentação de reclamações contra inexactidões”, tendo sido aprovada por unanimidade.

O texto prorroga, nos mesmos termos, a vigência da lei em vigor desde 28 de Outubro por mais 90 dias, o que estende até meados de Setembro o seu efeito.

Apesar da evolução dos indicadores após a cessação do estado de emergência, bem como da evolução positiva da vacinação da população, a prudência na gestão da pandemia da COVID-19 e das fases de desconfinamento que se têm sucedido desaconselham ainda nesta fase o relaxamento de algumas medidas adoptadas com vista à prevenção e mitigação da transmissão do vírus SARSCov-2 e da doença da COVID-19, particularmente das mais básicas como a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos”, refere o texto na exposição de motivos.

Por isso, foi proposta “mais uma renovação da imposição transitória da obrigatoriedade do uso de máscara para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas nos casos em que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável”.

Uma vez que se prorroga a vigência do diploma, sem alterações, mantém-se a possibilidade de serem aplicadas coimas entre os 100 e os 500 euros para os incumpridores.

O diploma determina que é obrigatório o uso de máscara (que não pode ser substituída por viseira) aos maiores de dez anos para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas “sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável”.

Pode haver dispensa desta obrigatoriedade “em relação a pessoas que integrem o mesmo agregado familiar, quando não se encontrem na proximidade de terceiros” ou mediante a apresentação de um atestado médico de incapacidade multiusos ou declaração médica que ateste que a condição clínica ou deficiência cognitiva não permitem o uso de máscaras.

Também não é obrigatório o uso de máscara quando tal “seja incompatível com a natureza das actividades que as pessoas se encontrem a realizar”.

A fiscalização “compete às forças de segurança e às polícias municipais” e o incumprimento do uso de máscara constitui contra-ordenação, sancionada com coima entre os 100 e os 500 euros.

Diário de Notícias
Paulo Ribeiro Pinto
14 Junho 2021 — 20:16

 

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746: Parlamento renova até meio de Setembro obrigação de usar máscara na rua

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Patricia De Melo Moreira / EPA

O parlamento aprovou hoje o projecto-lei do PS que renova por mais 90 dias a obrigatoriedade de usar máscaras em espaços públicos, medida que vigora em Portugal desde 28 de Outubro e que terminaria em 13 de Junho.

O projecto-lei do PS foi aprovado na generalidade, especialidade e votação final global com votos contra do Chega e da Iniciativa Liberal, abstenção do PSD (que, até esta renovação, era autor do diploma e sempre tinha votado a favor), BE, PCP, Verdes e deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, tendo contado com votos favoráveis dos socialistas, do CDS-PP, do PAN e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues.

Esta é a terceira renovação do diploma, mas desta vez foi o PS o autor do projecto-lei, depois de o PSD ter anunciado na terça-feira que não iria voltar a entregá-lo, considerando que “é mais coerente”, nesta fase da pandemia, que esta seja uma opção legislativa do Governo.

Perante a possibilidade de esta lei não ser renovada a partir deste domingo, a bancada socialista decidiu avançar com uma iniciativa legislativa para prorrogar a imposição transitória relativa ao uso de máscaras na rua e em espaços públicos.

O texto prorroga, nos mesmos termos, a vigência da lei em vigor desde 28 de Outubro por mais 90 dias, o que estende até meados de Setembro o seu efeito, caso entre em vigor a 14 de Junho.

“Apesar da evolução dos indicadores após a cessação do estado de emergência, bem como da evolução positiva da vacinação da população, a prudência na gestão da pandemia da COVID-19 e das fases de desconfinamento que se têm sucedido desaconselham ainda nesta fase o relaxamento de algumas medidas adoptadas com vista à prevenção e mitigação da transmissão do vírus SARSCov-2 e da doença da COVID-19, particularmente das mais básicas como a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos”, refere o texto na exposição de motivos.

Por isso, o PS propõe “mais uma renovação da imposição transitória da obrigatoriedade do uso de máscara para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas nos casos em que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável”.

Uma vez que se prorroga a vigência do diploma, sem alterações, mantém-se a possibilidade de serem aplicadas coimas entre os 100 e os 500 euros para os incumpridores.

O diploma determina que é obrigatório o uso de máscara (que não pode ser substituída por viseira) aos maiores de dez anos para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas “sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável”.

Pode haver dispensa desta obrigatoriedade “em relação a pessoas que integrem o mesmo agregado familiar, quando não se encontrem na proximidade de terceiros” ou mediante a apresentação de um atestado médico de incapacidade multiusos ou declaração médica que ateste que a condição clínica ou deficiência cognitiva não permitem o uso de máscaras.

Também não é obrigatório o uso de máscara quando tal “seja incompatível com a natureza das actividades que as pessoas se encontrem a realizar”.

A fiscalização “compete às forças de segurança e às polícias municipais” e o incumprimento do uso de máscara constitui contra-ordenação, sancionada com coima entre os 100 e os 500 euros.

ZAP // Lusa

Por Lusa
9 Junho, 2021

 

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660: Especialista alerta que uso de máscara aumentou doenças da voz

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS/VOZ

Especialista diz ter atendido nos últimos meses cada vez mais pessoas com disfonia por tensão muscular, que se caracteriza pela dificuldade para emitir a voz, rouquidão, falta de volume e projecção.

O uso de máscara de protecção é uma das medidas para travar a propagação da infecção pelo novo coronavírus
© Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

A otorrinolaringologista Clara Capucho alertou esta terça-feira que o uso de máscaras imposto pela pandemia da covid-19 aumentou o número de patologias da voz, sobretudo nos aparelhos vocais dos portugueses.

O alerta da coordenadora da Unidade de Voz do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO), que integra os hospitais Egas Moniz, S. Francisco Xavier e Santa Cruz, surge nas vésperas de se assinalar o Dia Mundial da Voz (a 16 de Abril).

“O número de pacientes com disfonia por tensão muscular está a aumentar desde Março de 2020”, afirma em comunicado a especialista, que diz ter atendido nos últimos meses cada vez mais pessoas com este problema que se caracteriza pela dificuldade para emitir a voz, rouquidão, falta de volume e projecção, entre outros.

A especialista reconhece que, “ainda que importantes para travar a propagação do vírus, a utilização de máscaras tem agravado as patologias associadas à voz”.

“O número de pacientes diagnosticados com disfonia por tensão muscular tem aumentado desde Março de 2020, quando as autoridades de saúde recomendaram o uso de máscaras como medida essencial para reduzir os riscos de contágio por covid-19”, salienta.

“O aumento do esforço para a emissão vocal — provocado pelas máscaras, pela ansiedade e pela postura em frente ao computador — conduz a uma tensão muscular na zona cervical, dos ombros e do próprio aparelho vocal, resultando muitas vezes numa disfonia por tensão muscular. Essa tensão é tão intensa que, em certos casos, acarreta graves prejuízos vocais”, salienta.

Inquérito vai avaliar o impacto da covid-19 no desempenho da voz de actores e cantores

Dado que a voz é o principal instrumento de trabalho dos artistas, a Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz a Fundação GDA — Gestão dos Direitos dos Artistas irão lançar um inquérito para avaliar o impacto da covid-19 no desempenho da voz de actores e cantores, uma iniciativa que irá assinalar o Dia Mundial da Voz 2021, este ano sob o lema “Um mundo, muitas vozes”.

O vice-presidente da GDA, Luís Sampaio, afirma que “os artistas estão a ser severamente fustigados com os efeitos causados pela pandemia da covid-19, tais como a limitação das actividades culturais e o cancelamento de espectáculos. Mas, apesar desta paragem, não podem descurar aquele que para muitos é o principal instrumento de trabalho: a voz”.

“É fundamental que os artistas tenham cuidados preventivos de saúde que identifiquem e tratem patologias do aparelho vocal, mantendo-o apto para as exigências que o regresso do seu uso profissional no pós-pandemia irá colocar“, defende Luís Sampaio.

A Fundação GDA irá enviar a todos os cooperadores um inquérito ‘online’ para avaliar os níveis do desconforto vocal dos artistas, cujos dados serão remetidos à Unidade de Voz do Hospital Egas Moniz, que irá avaliar os sintomas e, posteriormente, reencaminhar os casos graves para consultas ou rastreios.

A equipa de Clara Capucho irá depois utilizar os resultados na elaboração de um estudo científico sobre os efeitos das máscaras anti-covid-19 na voz dos artistas em Portugal.

A Fundação e o CHLO irão promover também, na quarta e quinta-feira, rastreios gratuitos da voz dirigidos à comunidade artística, mas também à população no Hospital Egas Moniz.

Devido à pandemia, os artistas interessados devem inscrever-se previamente, preenchendo um formulário no site da Fundação GDA, e restante população deverá contactar a Unidade da Voz do CHLO.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Abril 2021 — 08:30

– Não sou “especialista” da voz nem otorrinolaringologista, mas já fui cantor de conjuntos de música para baile, durante mais de 50 anos, e sem mencionar as péssimas condições de trabalho a que fomos submetidos nessas actuações, faltou mencionar, no texto acima, que a voz também se “perde” quando se deixa de ter esta actividade, seja de cantor, actor de teatro ou onde tenha de empregar-se a voz com frequência. As cordas vocais, com a inactividade, começam a perder a elasticidade a que estão sujeitas frequentemente e levam aos sintomas referidos pelo uso das máscaras contra o COVID-19.

 

 

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561: Utilização de máscara bloqueia 99,9% das grandes gotículas ligadas à covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Anna Shvets / Pexels

Já era de conhecimento geral que as máscaras tinham um grande peso no combate à disseminação da covid-19, o que não se sabia é que estas reduzem o risco de espalhar grandes gotículas em 99,9%. 

As conclusões foram obtidas depois de ter sido realizada uma experiência de laboratório com seres humanos. Imaginem-se dois indivíduos separados por dois metros de distância, sendo que um deles está a tossir sem máscara: este último vai acabar por colocar a outra pessoa em risco porque será exposta a 10 mil vezes mais gotículas do que se o outro individuo estivesse a usar uma máscara.

“Não restam mais dúvidas de que as máscaras podem reduzir drasticamente a dispersão de gotículas potencialmente carregadas de vírus”, disse o autor Ignazio Maria Viola, que também é professor na Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo.

O investigador acredita que as grandes gotículas respiratórias sejam as principais responsáveis ​​pela transmissão do SARS-CoV-2. As menores, por vezes chamadas de aerossóis, podem permanecer suspensas no ar por períodos mais longos.

“Nós exalamos continuamente uma grande variedade de gotas, da escala micro à escala milimétrica. Algumas das gotas que andam no ar morrem mais rápido do que outras, dependendo da temperatura, humidade e da velocidade do ar”, explicou o professor.

Porém, este estudo, publicado no Royal Society Open Science no dia 23 de Dezembro, concentrou-se em partículas grandes, o que significa que são cerca de duas a quatro vezes maiores do que a largura de um fio de cabelo humano. No caso dos aerossóis, estes tendem a seguir correntes no ar e por isso dispersam mais rapidamente.

Com estas descobertas a equipa quer evidenciar ainda mais a necessidade de se fazer uma utilização correta da máscara. “Se usarmos máscara, estamos a mitigar a transmissão do vírus numa ordem muito superior”, frisa Ignazio Maria Viola.

O especialista revela ainda que, durante o estudo, a equipa percebeu que a máscara pode evitar o contacto com 99,9% das grandes gotículas que circulam no ar.

De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) em Seattle, Washington, pelo menos 55 mil vidas podem ainda ser salvas nos Estados Unidos nos próximos quatro meses, caso se aplique uma política universal de uso de máscara.

Como recorda o Phys, no início deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) actualizou a sua orientação sobre a utilização de máscaras, de modo a recomendar que estas sejam usadas em ambientes fechados na presença de outras pessoas, sobretudo se a ventilação for inadequada.

Por Ana Moura
5 Janeiro, 2021

 

 

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539: Sem distanciamento, máscaras são insuficientes para impedir a propagação da covid-19

 

CIÊNCIA/COVID-19/PROTECÇÕES

McKinsey / Rawpixel

O simples uso de uma máscara, sem distanciamento social, pode não ser suficiente para prevenir a disseminação da covid-19, revelou um novo estudo.

Neste novo estudo, publicado na terça-feira no Science Daily, a equipa analisou a forma como cinco tipos de máscara afectaram a disseminação das gotículas que carregam o coronavírus quando tossimos ou espirramos, concluindo que distâncias inferiores a 1,8 metros são insuficientes para travar a propagação.

O uso da máscara “definitivamente ajuda, mas se as pessoas estiverem muito próximas, ainda há possibilidade de espalhar ou contrair o vírus”, disse Krishna Kota, professora da New Mexico State University e uma das autoras do artigo. “Não são apenas as máscaras que ajudam. São as máscaras e o distanciamento”, frisou.

Para a investigação, a equipa recorreu a uma máquina que simula tosse e espirros. O gerador liberta partículas – semelhantes às gotículas libertadas nos espirros e na tosse -, através de lâminas de laser, para um quadrado hermético, parecido com uma câmara.

Os investigadores analisaram o fluxo das gotículas em cinco tipos diferentes de máscara: uma de tecido com uma camada; uma de tecido com duas camadas; uma de tecido húmida, com duas camadas; uma cirúrgica e uma de grau médico, a N-95.

Todas as máscaras conseguiram criar uma barreira protectora – desde a de tecido com uma camada, que permitiu a passagem de cerca de 3,6% das gotículas, até à N-95, que bloqueou 100% das gotículas. Contudo, em distâncias inferiores a 1,8 metros, mesmo as pequenas percentagens de gotículas podem ser suficientes para transmitir o vírus.

Um único espirro pode libertar até 200 milhões de partículas de vírus.

O uso da “máscara oferece uma protecção substancial, mas não completa”, diminuindo “o número de espirros e de gotículas transportadas pelo ar que, de outra forma, entrariam em contacto “com a pessoa sem a máscara”, indicou Krishna Kota, destacando a importância do distanciamento social.

Taísa Pagno // ZAP

Por Taísa Pagno
24 Dezembro, 2020