682: Mais 460 casos em Portugal nas últimas 24 horas. Não há registo de mortes

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O número de internados manteve-se. Estão hospitalizadas 324 pessoas com covid-19, indicam os dados da DGS. O índice de transmissibilidade e a incidência descem.

Centro de vacinação contra a covid-19 em Lisboa
© . MÁRIO CRUZ/LUSA

Na véspera de o país entrar em estado de calamidade, foram registados 460 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta sexta-feira (30 de Abril) indica também que neste período de tempo não ocorreram mortes devido à infecção por SARS-CoV-2.

Este é o terceiro dia, desde o início da pandemia, em que Portugal não regista mortes por covid-19. Só ocorreu a 3 de Agosto de 2020 e na passada segunda-feira.

O número de internados também manteve-se. Estão 324 pessoas internadas com a doença, das quais 89 em unidades de cuidados intensivos.

Os dados actualizados mostram que o índice de transmissibilidade, R(t), passa de 1,00 para 0,98 a nível nacional e no continente.

Também desce a incidência a 14 dias da infecção pelo novo coronavírus. Situa-se agora nos 66,9 casos por 100.000 mil habitantes em território nacional e 64,3 casos no continente.

Estes são os dois critérios que definem a matriz de risco, que serve de base ao Governo para a avaliação contínua do processo de desconfinamento.

© DGS

Região Norte continua a ser a que regista o maior número de novas infecções

O boletim diário da DGS mostra também que a região Norte mantém-se como aquela que regista o maior número de novas infecções (212), sendo seguida por Lisboa e Vale do Tejo que reportou mais 133 diagnósticos de covid-19.

Foram ainda confirmados mais 41 casos no Centro, 10 no Alentejo, 37 no Algarve, 15 na Madeira e 12 nos Açores.

No total, desde o início da pandemia (em Março de 2020), morreram em Portugal 16.974 pessoas, tendo sido confirmados 836.493 diagnósticos de covid-19 indica ainda a DGS.

Há mais 512 casos de pessoas que recuperaram da doença, elevando para 795 838 o número total de recuperados.

Desta forma, são agora 23.681 os casos activos de infecção por SARS-CoV-2, menos 52 em relação ao dia de ontem.

© DGS

A partir de amanhã, o país passa de estado de emergência para situação de calamidade, antecipando a quarta e última fase do plano de desconfinamento, que estava prevista arrancar na segunda-feira.

O desconfinamento não será, no entanto, igual em todo o país. Oito dos 278 concelhos do continente, com a particularidade da cerca sanitária em duas freguesias de Odemira – São Teotónio e Almograve -, ficam impedidos de avançar no plano de desconfinamento, devido à elevada incidência da infecção por SARS-CoV-2.

Vacina da Johnson & Johnson vai ser administrada a pessoas com mais de 50 anos

Já esta sexta-feira soube-se que a vacina da Janssen, do grupo Johnson & Johnson vai ser administrada em Portugal apenas às pessoas com mais de 50 anos.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, nas Caldas da Rainha. “A vacina da Janssen estará indicada e recomendada acima dos 50 anos de idade”, disse.

A vacina vai começar a ser agora aplicada”, indicou ainda o secretário de Estado. “Estes planos são ajustáveis e têm sempre uma adaptação permanente, progressiva, àquilo que a Ciência nos vai dando”, acrescentou.

A DGS publicou, entretanto, a norma com as indicações para a administração da vacina.

“Em Portugal, recomenda-se, à data, que COVID-19 Vaccine Janssen® seja utilizada em pessoas com 50 ou mais anos de idade. Os estudos em curso e os dados que continuam a ser analisados pela Agência Europeia de Medicamentos podem justificar a revisão desta recomendação a qualquer momento”, pode ler-se na norma 004/2021 divulgada no site oficial do organismo liderado por Graça Freitas.

Contudo, a orientação da DGS admite que as pessoas com uma idade inferior aos 50 anos recomendados possam receber a vacina, desde que seja manifestado esse desejo e o posterior consentimento, após o conhecimento dos riscos e benefícios.

No dia 20 deste mês, a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) concluiu que há uma possível relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da Janssen, na sequência de terem sido registados oito casos de pessoas que desenvolveram coágulos sanguíneos em quase sete milhões de pessoas vacinadas nos EUA.

Em apenas 24 horas morreram 15.396 pessoas em todo o mundo devido à covid-19

Também hoje foram divulgados os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre mortalidade. Os números indicam que menos de 2% das mortes em Portugal entre 5 e 18 de Abril foram atribuídas à covid-19.

No período entre 5 e 18 de Abril morreram em Portugal 3940 pessoas. Entre 5 e 11 de Abril morreram 33 pessoas com covid-19 e entre 12 e 18 de Abril morreram 28 com a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2.

A covid-19 foi responsável por 1,7% e 1,4% das mortes nessas semanas, respectivamente, refere o INE, assinalando que o total de óbitos continua abaixo da média dos últimos cinco anos.

Já a nível mundial, a pandemia de covid-19 provocou 15.396 mortos nas últimas 24 horas, totalizando 3.168.333 desde que foram detectados os primeiros casos da infecção na China, em Dezembro de 2019, segundo um balanço da agência de notícias AFP.

O número de infectados nas últimas 24 horas chegou aos 885.915, o que significa que o total de doentes desde o início da pandemia subiu para 150.446.870 pessoas.

Diário de Notícias
DN
30 Abril 2021 — 14:02

 

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Marcelo: estado de emergência acaba mas “se necessário for” voltará

 

 

SAÚDE/ESTADO DE EMERGÊNCIA

Presidente da República anunciou esta terça-feira que o país sai do mais grave estado de excepção em que está e agradeceu o “sacrifício” dos portugueses.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fala ao País
© RUI OCHÔA/PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA/LUSA

Portugal sai do estado de emergência mas com muitos avisos de cautela do Presidente da República. É o que se retira da curta declaração ao país de Marcelo Rebelo de Sousa, transmitida a partir dos Palácio de Belém às 20 horas.

Após declarar ter decidido “não renovar o estado de emergência”, Marcelo passou aos alertas: “Não estamos ainda numa era livre de perigo, livre de covid, e enfrentamos ainda ameaças”, disse.

“Sem estado de emergência, há que adoptar todas as medidas consideradas indispensáveis para evitar retrocessos”.

“É preciso uma preocupação preventiva de todos nós”, fez questão de acrescentar. “”Podemos infectar os nossos contactos e permitir que a doença continue a transmitir-se. Enfrentamos o risco de novas variantes menos controláveis pela vacina”.

Por isso, deixou o claro aviso: “Se necessário for, não hesitarei em avançar com um novo estado de emergência”.

Quanto ao fim deste longo período de excepção em que manteve o país, um Estado de Emergência renovado 15 vezes, que terminará às 23.59 horas de sexta-feira, 30 de Abril, Marcelo reconheceu “o disciplinado sacrifício dos portugueses que, desde Novembro e mais intensamente desde Janeiro” se têm mantido confinados.

E realçou que este momento representa uma “esperança mobilizadora do que nos espera a todos, na vida, na saúde e na economia”.

​​​​​Justificou a decisão agora tomada pela “estabilização e até a descida do número médio de mortes e do número de internados em enfermaria e cuidados intensivos, assim como a redução do R(t) e a estabilização do número de infectados”.

Diário de Notícias

 

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678: 15,5% dos portugueses com anticorpos contra o SARS-CoV-2, a maioria por infecção

 

 

SAÚDE/COVID-19

Resultados preliminares da segunda fase do inquérito serológico indicam que a seroprevalência de anticorpos foi de 13,5% devido à infecção pelo novo coronavírus.

Prevalência de anticorpos contra o vírus responsável pela covid-19 foi de 15,5% na população residente em Portugal, segundo os resultados preliminares da segunda fase o Inquérito Serológico Nacional COVID-19
© Ricardo Ramos / Global Imagens

A percentagem da população residente em Portugal, entre os 1 e os 80 anos, com “prevalência de anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 foi de 15,5%, sendo 13,5% conferida por infecção”, indicam os resultados preliminares da segunda fase do Inquérito Serológico Nacional COVID-19 (ISN COVID-19).

O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) refere, em comunicado, que “as regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Alentejo foram aquelas onde se observou uma maior seroprevalência”, segundo os dados segunda fase do ISN COVID-19, que envolveu uma amostra de 8463 pessoas, recrutadas entre 2 de Fevereiro e 31 de Março de 2021.

Já em relação à distribuição por idades, “destaca-se a seroprevalência mais elevada na população adulta em idade activa e mais baixa no grupo entre os 70 e os 79 anos.”

Os resultados preliminares da segunda fase do ISN COVID-19 revelam ainda que a seroprevalência estimada para os grupos etários abaixo dos 20 anos não é inferior à da população adulta.

Entre os vacinados, “a proporção de pessoas com anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 foi de 74,9%, valor que aumentou para 98,5% quando consideradas apenas as pessoas vacinadas com duas doses há pelo menos 7 dias”.

O INSA refere, no entanto, que estas estimativas “devem ser interpretadas com cautela, dado o reduzido número de pessoas vacinadas” nesta segunda fase do inquérito serológico. Mas, faz notar, estes dados “corroboram o efeito esperado de aumento da imunidade populacional contra SARS-CoV-2 à medida que o programa de vacinação for sendo implementado”.

A vacinação é considerada o principal instrumento para o país alcançar a imunidade de grupo, um objectivo que, segundo o Governo, será atingido no final do verão, quando 70% da população adulta estiver vacinada contra a covid-19.

Segundo os últimos dados das autoridades de saúde, já foram vacinadas em Portugal 2.900.151 pessoas, das quais 786.452 já com as duas doses.

Primeira fase do inquérito estimou anticorpos em 2,9% da população

O inquérito foi desenvolvido e coordenado pelos departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infecciosas do INSA, em parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e com 33 Unidades do Serviço Nacional de Saúde, tendo sido analisada uma amostra de 8463 pessoas residentes em Portugal, que foram recrutadas entre 2 de Fevereiro e 31 de Março de 2021.

Este estudo deu “continuidade ao primeiro ISN COVID-19 realizado entre maio e Julho de 2020 e que estimou uma seroprevalência global de 2,9% de infecção pelo novo coronavírus na população residente em Portugal, não tendo sido encontradas diferenças significativas entre regiões e grupos etários”.

Prevê-se que na primeira quinzena de maio seja publicado no site do INSA o relatório com os resultados da segunda fase do ISN COVID-19.

Com Lusa

Diário de Notícias

DN

 

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671: Duplicou percentagem de pessoas que recusam a vacina contra a covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

asiandevelopmentbank / Flickr

Entre 16 de Março e 18 de Abril, a percentagem de pessoas que respondeu “não” ao SMS da vacinação contra a covid-19 duplicou.

Até domingo, dia 18 de Abril, as autoridades de saúde enviaram quase 855 mil SMS para agendamento da vacina, um número que representa cerca de 42% dos portugueses já vacinados com, pelo menos, uma dose.

Num mês – de 16 de Março a 18 de Abril – a percentagem de pessoas que responderam “sim” ao agendamento aumentou de 52,78% para cerca de 71%. No entanto, segundo o ECO, duplicou a percentagem de pessoas que responderam “não”.

“Até às 18h00 do dia 18 de Abril, foram enviadas 854.940 SMS, sendo que 605.806 utentes responderam ‘Sim’ (70,86%); 23.516 responderam ‘Não’ (2,75%), representando um total de respostas aos SMS de 73,6%”, revelam os dados divulgados pela task force e pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

O matutino recorda que, até 16 de Março, tinham sido enviadas “71.934 SMS de agendamento e obtidas 38.933 respostas“, sendo que, deste total, “37.970 pessoas (52,78%) responderam “Sim” ao agendamento e 963 (1,34%) disseram “Não”.

Isto significa que, no espaço de cerca de um mês, o grupo de respostas favoráveis ao agendamento passou de 52,78% para 70,86%, ou seja, um aumento de 18,08 pontos percentuais.

Mas há também um aumento de pessoas que rejeitam a data agendada, sendo que os motivos não são conhecidos. Há um mês, 1,34% dos utentes respondiam que “Não” ao agendamento sugerido, actualmente esta cifra situa-se nos 2,75% – a percentagem duplicou.

7% dos portugueses imunizados

O mais recente relatório de vacinação revela que, até domingo, havia 689.329 pessoas com as duas tomas da vacina contra a covid-19 em Portugal, um aumento de 53.332 pessoas. Segundo o Diário de Notícias, este número significa que 7% da população está imunizada.

Com a administração de 420.963 doses entre 11 e 18 de Abril, Portugal passou a barreira de dois milhões de doses (2.015.225), ou cerca de 20% da população, desde o início da vacinação, em 27 de Dezembro.

A maior percentagem de vacinados concentra-se no Alentejo: 25% com a primeira dose e 11% com as duas. Na região Centro também há 25% de habitantes com a primeira toma e 9% com a vacinação completa.

Pelo contrário, Algarve, Norte e Lisboa e Vale do Tejo são as regiões com menor percentagem de habitantes com a vacinação completa, 6%.

Lisboa e Vale do Tejo é a região onde foram administradas mais vacinas, com um total de 888.770 doses, seguindo-se o Norte (876.591), o Centro (553.844), o Alentejo (166.527), o Algarve (97.785), a Madeira (69.737) e os Açores (48.495).

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Vacinar 100 mil pessoas por dia

Dentro de duas a três semanas, será possível vacinar em média 100 mil pessoas por dia, um processo que será “complexo” pela rapidez e número de doses a administrar, anunciou o coordenador da task force.

“Imaginem o que é ter um processo que mete 1% da população portuguesa todos os dias num determinado local para ser vacinada, de forma organizada e sem perturbações. Sete dias por semana sem cansaço e sem descansos”, referiu Gouveia e Melo.

Segundo o responsável, a segunda fase da vacinação está a ser organizada e testada e as “indicações são positivas”, sendo necessário vacinar cerca de 100 mil pessoas diariamente, já “dentro de duas a três semanas”, para utilizar todas as vacinas que o país vai receber.

“Passamos de uma fase de detalhe para uma fase em que a fluidez do processo é a coisa mais importante”, salientou o coordenador da task force, para quem esta segunda fase do plano de vacinação “tem como objectivo libertar a economia e libertar os portugueses deste vírus”.

Gouveia e Melo adiantou ainda que Portugal está a vacinar já a ritmo “muito acelerado”, face às vacinas que tem disponíveis, o que faz com que o stock deste fármaco seja apenas o “mínimo de reserva para garantir as segundas doses mais imediatas”.

“Nós estamos a passar da fase de menor disponibilidade de vacinas, em que a grande preocupação era concentrar as vacinas nas pessoas mais frágeis, para uma fase de maior disponibilidade, em que a preocupação é libertar as pessoas desta pandemia e libertar a economia”, salientou o responsável da task force.

Segundo disse, esta segunda fase do plano vai obrigar a uma capacidade de agendar “100 mil pessoas todos os dias de forma correta e sem falhas”, o que levou à criação de um sistema de auto-agendamento da vacinação, “evitando ser o sistema central a encontrar as pessoas” para serem vacinadas.

Depois de admitir que os “ziguezagues” que se verificaram com algumas vacinas, como é o caso da AstraZeneca, “retiram confiança na população no processo de vacinação”, Gouveia e Melo adiantou que a task force tem desenvolvido um trabalho de “comunicar, planear e organizar o processo” de vacinação.

Por Liliana Malainho
21 Abril, 2021

 

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EMA encontra possível ligação entre vacina da Johnson & Johnson e coágulos, mas benefícios superam riscos

 

 

SAÚDE/EMA/VACINA JANSSEN

Kamil Krzaczynski / AFP

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu, esta terça-feira, que a vacina Janssen, do grupo Johnson & Johnson, tem uma “possível ligação” a casos muito raros de coágulos sanguíneos, mas insistiu que os benefícios do fármaco superam os riscos.

Em comunicado, a EMA declara ter encontrado uma “possível ligação a casos muito raros de coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas, (…) mas confirma que o risco-benefício global permanece positivo”.

A agência europeia aponta que o seu comité de segurança sobre medicamentos humanos decidiu, por isso, na reunião desta terça-feira, que “um aviso sobre coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas deve ser acrescentado à informação sobre o produto relativo à vacina Janssen”, devendo tais eventos ser “listados como efeitos secundários muito raros da vacina”.

A EMA chegou a esta conclusão depois de ter analisado os oito casos conhecidos, ocorridos nos Estados Unidos, de formação de coágulos sanguíneos em conjunto com baixos níveis de plaquetas após a toma da vacina da Johnson & Johnson, um dos quais acabou por ser fatal.

Todos os casos ocorreram em pessoas com menos de 60 anos três semanas após a vacinação, sendo a maioria mulheres. A EMA nota ainda que os casos analisados são muito semelhantes aos casos ocorridos com a vacina da AstraZeneca (Vaxzevria).

Contudo, como a covid-19 “está associada a um risco de hospitalização e morte”, a EMA insiste que “os benefícios globais da vacina Janssen na prevenção da doença superam os riscos de efeitos secundários”.

Na conferência de imprensa desta tarde para anunciar a decisão, a directora executiva da agência, Emer Cooke, vincou que ainda não foram registados casos na UE, embora tenha reconhecido que o fármaco “tem sido pouco usado e muitos países estão à espera do resultado desta investigação”.

Cooke garantiu também que “as investigações estão planeadas para continuar”, nomeadamente “exigindo que a empresa norte-americana realize estudos adicionais”.

A responsável voltou a destacar o facto de os benefícios globais da vacina Janssen na prevenção da covid-19 superarem os riscos de efeitos secundários.

“No passado fim-de-semana, o número global de mortos devido à covid-19 ultrapassou os três milhões em todo o mundo e ainda há milhares de pessoas a morrer todos os dias. […] Quando as vacinas são distribuídas a um grande número de pessoas, é possível que efeitos secundários muito raros ocorram”, mas isso demonstra que “temos um sistema de fármaco-vigilância muito bom em vigor na Europa e podemos detectá-los”, adiantou.

Na semana passada, os reguladores de medicamentos norte-americanos recomendaram que o uso da vacina da Johnson & Johnson fosse suspenso, depois de terem sido reportados casos de coágulos sanguíneos em mulheres, de um universo de sete milhões de pessoas vacinadas.

Logo a seguir, a vacina também foi suspensa na Europa, com a Agência Europeia do Medicamento a anunciar para esta terça-feira um parecer sobre a sua utilização. Recorde-se que Portugal já recebeu as primeiras 31.200 doses desta vacina.

A Comissão Europeia acordou com a Janssen a compra de 200 milhões de doses este ano, com uma opção de 200 milhões de doses adicionais.

Primeiras doses da vacina da Johnson & Johnson já chegaram a Portugal

Mesmo com o atraso na entrega das vacinas anunciado pela Johnson & Johnson na terça-feira, cerca de 31.200 doses deste…

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ZAP ZAP // Lusa

Por ZAP
20 Abril, 2021

 

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668: Mais 13 internados e mais seis pessoas em cuidados intensivos

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O boletim epidemiológico da DGS indica que morreram mais três pessoas nas últimas 24 horas.

Este Domingo decorre o segundo dia de vacinação de professores e pessoal não docente
© Leonardo Negrão / Global Imagens

Portugal registou 441 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico deste domingo (18 de Abril) refere também que morreram mais três pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

O boletim diário mostra que o número de internados aumentou para 428 (mais 13 doentes face ao dia anterior), dos quais 109 estão em unidades de cuidados intensivos (mais seis).

A região do norte, à semelhança dos últimos dias, tem sido a que apresenta mais novos casos da doença, com 193 pessoas registadas com covid-19, mas sem óbitos. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com 109 novas infecções e dois mortos; a região centro com mais 46 casos e um morto. O Algarve também tem mais 38 novos casos de infecção, mas não regista qualquer morte, tal como o Alentejo, apenas com mais cinco novos casos de covid-19.

Os Açores tem agora mais 33 novos casos e a Madeira 17, mas ambas regiões autónomas não registaram óbitos.

O boletim da DGS revela que há 25.387 casos activos, mais 43 nas últimas 24 horas e mais 74 contactos em vigilância , num universo de 20.712 pessoas. Há igualmente mais 395 recuperados da doença.

Na sexta-feira, foi divulgado que o índice de transmissibilidade, denominado R(t), desceu para 1,05 a nível nacional (antes estava a 1,06) e para 1,04 se só tivermos em conta o território continental (a última actualização era de 1,05).

Também desceu a incidência da infecção pelo SARS-CoV-2. A nível nacional situa-se nos 71,6 casos por 100 mil habitantes (antes era de 72,4) e no continente é de 68,0 (antes era de 69,0).

Estes são os dois indicadores que servem de base para a matriz de risco definida pelo Governo, sendo que Portugal mantém-se muito próximo da zona amarela.

EUA com mais 708 mortos

Entretanto, os Estados Unidos registaram 708 mortes e 56.663 infectados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Desde o início da pandemia, o país acumulou 566.875 óbitos e 31.625.873 casos da doença. Os EUA são o país com mais mortes devido ao novo coronavírus e também com mais casos de infecção.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, previu que o país registe no total mais de 600 mil mortos devido à covid-19. O Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington, em cujos modelos de projecção da evolução da pandemia a Casa Branca se baseia com frequência, previu cerca de 610 mil mortes até 1 de Julho.

Índia teme colapso

A Índia também registou este domingo um novo recorde diário de infecções e de mortes, com 261.500 novos casos e 1.501 óbitos, e os estados mais afectados alertam para a pressão do sistema de saúde que poderá entrar em colapso.

Este país asiático vive uma segunda vaga de covid-19 e contabiliza 14,7 milhões de infecções desde o início da pandemia, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde.

A Índia é o segundo país mais afectado pelo vírus, em termos absolutos, atrás dos estados Unidos da América (com 32 milhões), tendo superado esta semana, pela primeira vez, a barreira dos 200.000 contágios e continua a registar um vertiginoso aumento de casos sem que a curva dê sinais de diminuição.

Diário de Notícias
18 Abril 2021 — 14:34

 

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