762: Há mais de três meses que Portugal não tinha tantos novos casos. Registadas 973 infecções num dia

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Registaram-se mais 973 casos de infecção e duas mortes devido à covid-19, indica o boletim epidemiológico da DGS. Número de internados sobe para 346, mais seis doentes em relação ao dia anterior.

Centro de vacinação de Matosinhos
© André Rolo / Global Imagens

Confirmados mais 973 casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta terça-feira, 15 de Junho, refere que morreram mais duas pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Desde 6 de Março, quando se registaram 1007 contágios, que o número de novos casos de infecção não era tão alto.

Regista-se também um aumento no número de internamentos, sendo que há agora 346 pessoas com covid-19 hospitalizadas (mais seis em relação ao dia anterior), das quais 79 estão em unidades de cuidados intensivos (mais duas).

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com o maior número de novos casos. Num dia, foram reportados 629 diagnósticos de covid-19, o que representa mais de metade do total nacional de novas infecções (64,65%).

Logo a seguir surge o Norte com 147 casos de covid-19 reportados no relatório diário desta terça-feira.

Verificaram-se ainda mais 89 infecções no Centro, 36 no Algarve e 32 no Alentejo. Já na Madeira foram reportados mais 12 casos e nos Açores confirmaram-se 28 contágios em 24 horas.

As duas mortes ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e na região Norte.

© DGS

No total, desde o início da pandemia, Portugal registou 859.045 diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus, 17.049 óbitos e 816.503 recuperados da doença, dos quais 881 foram reportados entre ontem e esta terça-feira.

Há, portanto, 25.493 casos activos de covid-19, mais 90 em relação ao dia anterior.

Relatório da DGS indica ainda que há mais 1.830 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Há 241 surtos activos em Portugal continental

Também esta terça-feira, a DGS revelou que Portugal registava, na segunda-feira, 241 surtos activos em território continental, 81 dos quais em estabelecimentos de educação e ensinos, dados que contrastam com o máximo atingido em Fevereiro deste ano (921).

Mais de metade dos surtos activos registavam-se na segunda-feira na Região de Lisboa e Vale do Tejo, com 168, enquanto a Região Norte tinha 30 surtos, o Algarve 23, o Alentejo 13 e a região Centro sete, precisa a DGS numa resposta enviada à Lusa.

O coordenador do Governo para a covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo, Duarte Cordeiro, em declarações à RTP3, disse que “Lisboa já está acima do limite que permite recuar” no desconfinamento, ou seja, está acima dos 240 casos por 100 mil habitantes, no entanto “será a primeira semana” em que ultrapassou esta barreira.

Duarte Cordeiro disse que se o cenário em Lisboa se mantiver, o concelho pode recuar no desconfinamento já na próxima semana.

Quem tem 40 ou mais anos já pode agendar vacinação

A vacinação tem sido a principal estratégia no combate à pandemia e esta terça-feira já se tornou possível a quem tem 40 ou mais anos fazer o auto agendamento da toma da vacina contra a covid-19.

Para fazer a marcação basta aceder aqui, à plataforma de auto agendamento da Direcção-Geral da Saúde.

A task force que coordena o plano de vacinação em Portugal tinha anunciado que esta possibilidade estaria disponível na segunda-feira, mas apenas esta terça-feira o portal permite esse agendamento.

De referir que Portugal já ultrapassou os 6,5 milhões de vacinas administradas, das 4 330 244 primeiras doses e 2 242 562 segundas doses.

Apesar dos níveis de vacinação no país, a pandemia não terminou, alertou hoje o secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes. “A batalha não está ganha”.

Esta batalha obviamente ainda não está ganha, eu vou ouvindo por aí muitas ideias de que parece que já passou e acho que essa ideia tem, muito sinceramente, que ser combatida de forma veemente”, defendeu na conferência TSF/DN sobre sustentabilidade em saúde.

“Mesmo com os níveis de vacinação que temos no país e a vacinação tem corrido francamente bem”, o secretário de Estado da Saúde reforça que “não quer dizer que tenha terminado”. “Muito menos quer dizer que já saibamos tudo o que temos para saber sobre esta pandemia”, refere.

UE ultrapassa meta de 300 milhões de doses de vacinas

Ainda no plano da vacinação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a União Europeia (UE) ultrapassou esta terça-feira as 300 milhões de doses de vacinas da covid-19 administradas.

“Ultrapassámos os 300 milhões de vacinações na UE”, escreveu Von der Leyen, na sua conta na rede social Twitter, acrescentando: “a cada dia, aproximamo-nos do nosso objectivo de termos distribuído doses suficientes para vacinar 70% dos adultos no próximo mês”.

Segundo os dados mais recentes, 53,3% da população adulta na UE já recebeu pelo menos uma dose de vacina para a covid-19, tendo sido distribuídas 353 milhões de doses e administradas 299 milhões.

Diário de Notícias
DN
15 Junho 2021 — 14:31

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

758: Funcionário da EMA sugere proibir-se vacina da AstraZeneca

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/ASTRAZENECA

Marco Cavaleri, responsável pela estratégia de vacinação da EMA, considera que a vacina de dose única da Johnson & Johnson apresenta “menos problemas do que a AstraZeneca”.

© EPA/RUNGROJ YONGRIT

Um alto funcionário da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse este domingo, numa entrevista ao jornal italiano La Stampa, que seria melhor deixar de administrar a vacina da AstraZeneca a todos os grupos etários quando houver alternativas disponíveis.

Marco Cavaleri, responsável pela estratégia de vacinação na EMA, também assumiu que a vacina da Johnson & Johnson deve ser utilizada de preferência para pessoas com mais de 60 anos.

Ambas as vacinas virais vectoriais foram aprovadas pelo regulador europeu para os maiores de 18 anos, mas houve relatos raros de coágulos sanguíneos. A União Europeia aprovou também duas vacinas de RNA de mensageiro, da Pfizer/BioNTech e Moderna.

No sábado, a Itália restringiu a utilização da vacina AstraZeneca a pessoas maiores de 60 anos, alegando o aumento dos riscos para a saúde dos mais jovens.

Questionado sobre se seria melhor proibir a AstraZeneca, inclusive para os maiores de 60 anos, Cavaleri disse: “Sim, e esta é uma opção que muitos países, como a França e a Alemanha, estão a considerar à luz da maior disponibilidade de vacinas por RNA mensageiro”.

“Contudo, os incidentes têm sido muito raros e ocorreram após a primeira dose. É verdade que há menos dados sobre a segunda dose, mas no Reino Unido está a correr bem [o programa de vacinação]. Nos jovens, o risco de adoecer diminui, e a mensagem para eles pode ser a de usar preferencialmente vacinas de RNA mensageiro, mas a escolha é de cada Estado”, acrescentou.

Cavaleri considerou ainda que a vacina de dose única da Johnson & Johnson apresenta “menos problemas do que a AstraZeneca”, apesar de ter sido menos utilizada. “Com uma dose única, é útil para algumas categorias difíceis de alcançar, mas é melhor reservá-la para os maiores de 60 anos”, disse.

A tecnologia do RNA mensageiro consiste em injectar nas células instruções genéticas para que elas possam produzir proteínas ou “antigénios” específicos do novo coronavírus. Estas proteínas serão entregues ao sistema imunitário, o qual produzirá depois anticorpos.

As vacinas “víricas”, tais como as da AstraZeneca e Johnson & Johnson, utilizam como portador outro vírus, que é modificado para transportar informação genética para combater a covid-19. Ambas utilizam um tipo muito comum de vírus chamado adenovírus como portador.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Junho 2021 — 12:39

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

757: DGS. Pressão sobre o SNS aumenta. Mais 25 pessoas internadas

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Nas últimas 24 horas o número de internados fixou-se em 325, mais 25 que no sábado. Dos 707 novos infectados, 450 foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Centro de vacinação covid-19 na Ajuda, em Lisboa.
© Rita Chantre / Arquivo Global Imagens

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 707 casos de novas infecções e duas mortes por covid-19, segundo os dados do boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS) deste domingo, 13 de Junho. Uma das mortes ocorreu em Lisboa e Vale do Tejo e a outra no Algarve.

Nesta altura estão hospitalizadas 325 pessoas, ou seja, mais 25 do que ontem. Nos cuidados intensivos estão 82 doentes, mais cinco do que ontem.

A pandemia está de novo a progredir visto que o número de novos infectados (707) é superior ao número de pessoas recuperadas nas últimas 24 horas (248).

A região de Lisboa e Vale do Tejo regista um número de novos infectados (450) que é bastante mais de metade do que o número total de infectados nas últimas 24 horas. A restante distribuição geográfica dos novos infectados é a seguinte: Norte (+117); Centro (+58); Algarve (+36); Açores (+27); Alentejo (+16) e Madeira (+3).

No total, morreram em Portugal 17.047 pessoas desde o início da pandemia. E foram registadas 857.447 pessoas infectadas.

O boletim hoje emitido pela DGS não actualiza os valores da matriz de risco. A incidência nacional é de 79,3 casos de infecção por por 100.000 habitantes, enquanto no continente esse valor é de 78,4.

Já quanto aos valores do R(t) – Índice de Transmissibilidade, ou seja, quantas pessoas são contagiadas por um infectado – são de 1,07 (nacional) e de 1,08 (só no continente).

Quase 4 milhões de mortos em todo o mundo

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já causou, pelo menos, 3.797.342 mortes, desde que a doença foi identificada na China, em Dezembro de 2019, segundo um balanço da AFP até às 11:00 deste domingo.

Segundo o relatório da AFP, em todo o mundo já se registaram 175.567.730 casos de infecção pelo SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia. A maioria dos pacientes recuperou, mas uma parte ainda mal avaliada mantém sintomas por semanas ou até meses.

No sábado, foram registadas em 24 horas 11.133 novas mortes e 386.822 novos casos de infecções em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de mortes num só dia foram a Índia (3.303), o Brasil (2.037) e a Colômbia (577).

Os Estados Unidos são o país mais afectado em termos de mortes e casos, com 599.672 óbitos e 33.457.424 casos, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são Brasil, com 486.272 mortes e 17.374.818 casos, Índia, com 370.384 mortes e 29.439.989 casos, México, com 230.095 mortes e 2.452.469 casos, e Peru, com 188.443 mortes e 2.001.059 casos.

O Peru é o país que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 572 óbitos por 100.000 habitantes, e entre os países mais atingidos está também a Hungria com 310, Bósnia com 289, República Checa com 282 e Macedónia do Norte, com 263.

FMI quer ricos a pagarem vacinas dos pobres

A directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou este domingo, à margem da cimeira do G7, que os países ricos e as empresas farmacêuticas devem “pagar” os programas de vacinação contra o coronavírus nos países em desenvolvimento.

Georgieva, que falou por videoconferência no plenário do encontro em Carbis Bay, no sudoeste de Inglaterra, no sábado, e vai voltar a intervir este domingo, no último dia do encontro, manifestou-se “impressionada com a seriedade com que [os dirigentes do G7] têm abordado a questão de acabar com a pandemia em todo o mundo”

Os líderes de algumas das democracias mais desenvolvidas do planeta expressaram “um claro reconhecimento” de que ajudar os países em desenvolvimento a combater o coronavírus “não é apenas um imperativo moral, mas um passo necessário para que a recuperação económica seja duradoura”, disse numa conferência de imprensa.

“Por isso, temos de assegurar que o mundo faça os países ricos e as empresas pagarem”, frisou a economista búlgara.

A directora-geral do FMI sublinhou que a medida mais urgente que se deve tomar é organizar a doação de “vacinas excedentárias” aos países mais pobres.

O G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) espera atingir a meta de entregar mil milhões de doses até ao próximo ano, com os Estados Unidos a prometerem 500 milhões e o Reino Unido outros 100 milhões.

Diário de Notícias

DN

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

 

755: Novas infecções: Portugal já está pior que a União Europeia

 

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/PORTUGAL PIOR QUE UE

Ao contrário do que acontece com as novas mortes, os valores de Portugal em novos infectados são superiores aos da União Europeia.

Inoculação no Centro de Vacinação de Gondomar
© FERNANDO VELUDO/LUSA

A evolução crescente do número de novos infectados por dia com covid-19 já coloca Portugal numa situação pior do que a que se verifica, em média, na União Europeia (nº de infectados per capita).

Dados da base de dados internacional Our World In Data dizem que a posição relativa das duas “entidades” (Portugal e União Europeia) se inverteu no princípio deste mês, mais precisamente no dia 2. Até então a média por milhão de habitantes de novos infectados no conjunto da União Europeia (69,64) era superior à média portuguesa (43,64). A seguir, Portugal passou à frente, depois houve trocas de posições dia a dia, e agora, nos dados relativos a 11 de Junho, Portugal está à frente da UE, com 50,90 contra 42,88.

Evolução comparada Portugal/UE do número de novos infectados dia por milhão de habitantes desde 19 de Abril (desconfinamento geral)
© Our World In Data

O reverso da medalha, positivo para Portugal, é que a “liderança” em termos de novos infectados por dia/milhão de habitantes não se reflete no número de novos mortos diários. Aí os valores médios da UE continuam – como acontece desde finais de Fevereiro – a ser mais altos do que os valores de Portugal. Actualmente, 1,37 na UE contra 0,10, em Portugal.

Evolução comparada Portugal/UE do número de novos mortos dia por milhão de habitantes desde 19 de Abril (desconfinamento geral)
© Our World In Data

Portugal registou ontem uma morte (ocorrida na região Norte) e contabilizou 789 novos casos de infecção, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS). De acordo com o boletim epidemiológico ontem emitido, os doentes internados nos cuidados intensivos aumentaram em mais cinco, totalizando agora 77. Por sua vez, o número de pessoas internadas em enfermaria desceu nas últimas 24 horas, registando-se menos seis doentes, num total de 300.

A região de Lisboa e Vale do Tejo registou 480 novos casos, o que representa 60,8% do total nacional. Os casos de covid-19 nas últimas 24 horas foram sobretudo entre as faixas etárias dos 10 aos 59, totalizando 79% das novas infecções, sendo em maior número entre os 20 e os 29 e os 40 e os 49.

Os dados da DGS mostram também que estão activos mais 12 casos, para um total de 24 601, e que 776 pessoas foram dadas como recuperadas nas últimas 24 horas, o que aumenta o total nacional para 815.094 recuperados. O número de contactos em vigilância pelas autoridades de saúde subiu para mais 435, totalizando agora 29.188.

Desde o início da pandemia, em Março de 2020, morreram em Portugal 17.045 pessoas e foram registados 856.740 casos de infecção.

O índice nacional de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 foi actualizado na sexta-feira e subiu de 1,05 para 1,07 e a incidência de casos de infecção por 100.000 habitantes subiu de 74,8 para 79,3. Os dados do Rt e da incidência – combinados na chamada “matriz de risco” – são actualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

Do total de vítimas mortais, 8.951 eram homens e 8.094 mulheres. O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.787.127 mortos no mundo, resultantes de mais de 175,1 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias

João Pedro Henriques

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

754: DGS. Mais um morto. Pressão sobre os cuidados intensivos aumenta

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O número global de internamentos diminuiu de ontem para hoje (de 306 para 300) mas nos cuidados intensivas a situação é oposta: 77 pessoas internadas (mais cinco do que ontem).

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 789 casos de novas infecções e uma morte por covid-19, segundo os dados do boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS) deste sábado, 12 de Junho. O único morto das últimas 24 horas foi registado na região Norte.

Nesta altura estão hospitalizadas 300 pessoas, ou seja, menos seis do que ontem. Nos cuidados intensivos estão 77 pessoas, mais cinco do que ontem. A pandemia está de novo a progredir visto que o número de novos infectados (789) é superior ao número de pessoas recuperadas nas últimas 24 horas (776).

Dos 789 novos infectados das últimas 24 horas, mais de metade (480) foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo. Segue-se o Norte (154), a região Centro (62), os Açores (44), o Algarve (25), o Alentejo (14) e por fim a Madeira (10).

Desde o início, já morreram em Portugal 17.045 pessoas (8.951 homens e 8.094 mulheres), tendo ficado infectadas 856.740.

O boletim hoje emitido pela DGS não actualiza os valores da matriz de risco. A incidência nacional é de 79,3 casos de infecção por por 100.000 habitantes, enquanto no continente esse valor é de 78,4.

Já quanto aos valores do R(t) – Índice de Transmissibilidade, ou seja, quantas pessoas são contagiadas por um infectado – são de 1,07 (nacional) e de 1,08 (só no continente).

Médicos pedem cautelas à população

A Associação de Médicos de Saúde Pública apelou esta sexta-feira à população para ter “algumas cautelas” em celebrações familiares e noutros contextos, lembrando que a vacina contra a covid-19 não é “100% eficaz” e que a “pandemia ainda não acabou”.

“A pandemia ainda não acabou, temos ainda uma incidência em crescendo, com particular destaque na região de Lisboa e Vale do Tejo, que não podemos ignorar”, advertiu o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, em declarações à agência Lusa a propósito do aumento do número de casos e de internamentos por covid-19.

O número de internamentos e de contágios tem vindo a registar nos últimos dias um aumento, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo. A região de Lisboa e Vale do Tejo registou 274 novos casos nas últimas 24 horas, o que representa 52,7% por cento do total nacional.

Nesse sentido, Ricardo Mexia salientou a importância de se manter as medidas de protecção individual como o distanciamento físico, evitar as aglomerações de pessoas, manter uma boa higienização das mãos e o uso da máscara.

O especialista em Saúde Pública e epidemiologista adiantou que, com o aumento da cobertura vacinal, as pessoas sentem cada vez mais confiança, contudo, disse, “a vacina não é 100% eficaz”, podendo haver pessoas que podem desenvolver a doença mesmo vacinadas.

“O propósito das vacinas é evitar a doença grave e a morte”, sublinhou o especialista, explicando que as pessoas podem eventualmente ter situações “mais benignas da doença”, mas que não impede que a possam transmitir a outros.

Por isso, defendeu, “apesar de já podermos, e bem, realizar um conjunto de actividades, convém que tenhamos algumas cautelas nesse contexto, para evitarmos que a situação se degrade e que haja eventualmente mais casos junto da nossa família e dos nossos amigos”.

A este propósito, assinalou “o número relevante” de casos e surtos com “uma dimensão apreciável” que têm ocorrido em celebrações familiares como aniversários, casamentos, baptizados.

Para Ricardo Mexia, “é fundamental” que as pessoas tenham cautela nestes eventos, fazendo, por exemplo, um teste à covid-19 antes de se juntarem com outros, uma medida que diz “poder ajudar a identificar um caso que iria gerar eventuais cadeias de transmissão”.

Por outro lado, também é necessário estar atento às “variantes de interesse” do coronavírus SARS-CoV-2, como a Delta, identificada pela primeira vez na Índia, que podem ser “mais transmissíveis e mais severas”.

Milhões de vacinas Janssen fora do mercado

A agência norte-americana do medicamento (FDA, em inglês) mandou descartar milhões de vacinas Johnson & Johnson contra a covid-19 após problemas detectados na fábrica em Baltimore, divulgaram esta sexta-feira vários órgãos de comunicação social.

Apesar da decisão, dois lotes daquela fábrica foram autorizados a serem utilizados.

No comunicado divulgado sexta-feira, a FDA não detalhou os números em concreto, embora a imprensa norte-americana assinale que um total de 60 milhões de doses deverão ser descartadas, segundo o The New York Times.

Terão sido salvas 10 milhões de doses e autorizadas a serem utilizadas.

A Johnson & Johnson confirmou, em comunicado, a autorização da entidade reguladora para a utilização de dois lotes da vacina produzida naquela fábrica, noticia a agência EFE.

No entanto, não forneceu números sobre quantas doses terão de ser destruídas.

Diário de Notícias
DN
12 Junho 2021 — 14:17

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

753: Um morto num dia em que o R(t) e a incidência voltaram a subir

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

País totaliza agora 855.951 casos confirmados e 17. 044 óbitos desde o início da pandemia

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 519 casos e uma morte por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira, 11 de Junho.

Nesta altura estão hospitalizadas 306 pessoas, ou seja, menos 11 do que na quinta-feira. Há 72 doentes em cuidados intensivos, número igual ao da véspera.

Há neste momento mais 223 casos activos, entre um total de 24 589, e mais 295 recuperados, entre 814 318 pessoas que já ultrapassaram a doença.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a contabilizar mais do dobro dos novos casos relativamente ao resto do território, com o registo de 274 novas infecções, e um morto; seguida da região norte com 148, a região centro com 21, a do Alentejo 20 e do Algarve 22.

No arquipélago dos Açores há mais 37 pessoas infectadas e na região autónoma da Madeira não há registo de novos casos de covid-19.

O R(t) subiu a nível nacional para 1,07 (era de 1,05) e a incidência da doença também para 79,3 casos por 100 mil habitantes (era de 74,8)

Desconfinamento antecipado e medidas entraram já entraram em vigor

As novas medidas tomadas pelo Governo no âmbito da nova fase de desconfinamento entraram em vigor na quinta-feira, tendo sido antecipadas em relação ao dia que estava previsto, que era segunda-feira, segundo uma resolução publicada em Diário da República.

Assinada pela ministra de Estado e da Presidência, Mariana Guimarães Vieira da Silva, a resolução do Conselho de Ministros n.º 74-A/2021 foi publicada em 09 de Junho com a indicação que “produz efeitos no dia seguinte ao da sua publicação”.

O Governo decidiu assim antecipar a entrada em vigor da nova fase de desconfinamento da pandemia de covid-19 em quatro dias.

No comunicado que o Conselho de Ministros divulgou na quarta-feira, dia em que esteve reunido para decidir as novas medidas e que as divulgou, pode ler-se que “dando continuidade à estratégia de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da doença covid-19, entram em vigor às 00:00h do próximo dia 14 de Junho as seguintes medidas (…)”.

Assim, desde quinta-feira que em todos os concelhos de Portugal continental, excepto nos de Braga, Lisboa, Odemira e Vale de Cambra, que não avançaram para a nova fase, o comércio pode funcionar com o horário do respectivo licenciamento; os restaurantes, cafés e pastelarias (máximo de seis pessoas no interior ou 10 pessoas em esplanadas) podem funcionar até à meia-noite para admissão de clientes e 01:00 para encerramento; e os equipamentos culturais podem funcionar até à 01:00.

Os transportes públicos podem circular com lotação de dois terços ou com a totalidade da lotação no caso de terem exclusivamente lugares sentados; a lotação para casamentos e baptizados continua a estar limitada a 50% do espaço; e a prática desportiva passa a poder ter público no caso das modalidades amadoras, com lugares marcados e lotação restrita a 33% do espaço.

No transporte em táxi e semelhante, os bancos dianteiros não podem ser utilizados pelos passageiros.

Passaram a ser obrigatórios testes de diagnóstico à covid-19 para se ter acesso a eventos desportivos, culturais e familiares, incluindo casamentos e baptizados.

No entanto, a obrigatoriedade dos testes em eventos familiares passa a ser feita a partir de um número de convidados que será determinado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Também as empresas com mais de 150 trabalhadores no mesmo posto de trabalho têm de testar os funcionários e o teletrabalho deixou de ser obrigatório na maioria dos concelhos.

Para os quatro concelhos que permanecem na 4.ª fase do plano desconfinamento é permitido que restaurantes, cafés e pastelarias possam funcionar, quer durante a semana, quer aos fins de semana, até às 22:30, com a limitação condicionada a um máximo de seis pessoas por mesa no interior e 10 pessoas por mesa nas esplanadas; comércio em geral pode estar aberto até às 21:00 nos dias de semana e até às 19:00 nos fins de semana e feriados; os espectáculos culturais têm como hora limite as 22:30; e o teletrabalho mantém-se obrigatório sempre que as actividades o permitam.

Centros de saúde querem mais articulação com hospitais e privados para recuperar

Os profissionais que trabalham nos centros de saúde defendem uma maior articulação com os hospitais e até com instituições privadas de saúde para aliviar os cuidados primários das tarefas covid-19, que continuam a dificultar o seguimento dos restantes utentes.

“Isto é um desígnio nacional, é uma tarefa prioritária nacional e, portanto, estar só e apenas entregue aos cuidados de saúde primários e aos centros de saúde vai fazer com que se resolva um problema criando outro: temos a vacinação a correr, mas não temos os centros de saúde a funcionar como todos gostaríamos”, disse à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

Nuno Jacinto referiu que a solução pode passar pela contratação de profissionais fora dos centros de saúde e “por uma maior articulação com os profissionais nos hospitais ou até de instituições privadas de saúde”.

“Estamos ainda muito longe de conseguir fazer uma retoma total da nossa actividade porque continuamos deslocados para a vacinação e, nos locais onde vai havendo mais casos, quer positivos quer suspeitos, continuam a ser os colegas das unidades a fazerem vigilância através do ´trace covid’ e dos contactos telefónicos de todos estes utentes”, explicou.

O responsável reconheceu que a vacinação covid-19 “está claramente a drenar muitos recursos às unidades, não só médicos, mas também de enfermagem” e disse que o facto de haver muitos enfermeiros nesta vacinação implica “menos consultas de vigilância de enfermagem” e deixa mais tarefas para os próprios médicos e para os administrativos.

“É uma reacção em cadeia. Por alguma razão as unidades precisam desta gente toda. Quando não estão, o funcionamento é muito complicado”, afirmou Nuno Jacinto, lembrando que os profissionais têm alertado para este problema desde o início do processo de vacinação.

O responsável recordou também que a percentagem máxima (30%) de pessoal que se pode requisitar para os centros de vacinação não tem em conta as diferentes realidades de cada unidade de saúde.

“Na minha unidade, todos os dias temos dois enfermeiros que saem para os centros de vacinação, num total de oito. Estamos nos 25%, mas falamos de uma unidade que tem duas extensões rurais e que tem domicílios para fazer dentro da cidade. Chega uma altura em que não conseguimos ter profissionais de enfermagem suficientes para fazer tudo”, reconheceu, sublinhando que, mesmo antes da pandemia, já era difícil dar resposta.

Já antes da pandemia “tínhamos muita dificuldade em dar resposta, por vários factores, porque as listas [de utentes] são grandes, porque não há recursos suficientes, materiais e humanos, porque há dificuldade com sistemas informáticos”, desabafou.

O presidente da APMGF defendeu igualmente que fazer toda a vacinação em horas extraordinárias “não é solução”, pois os profissionais estão cansados e ainda têm toda a restante actividade para cumprir.

Alertou que “se os cuidados primários ruírem, tudo o resto vai cair em cadeia” e disse que “é uma ilusão pensar-se que o problema fica circunscrito”.

Nuno Jacinto defendeu que é preciso uma solução “pensada numa forma mais estruturada, mais organizada a nível central” para se conseguir dar uma resposta diferente, até porque o processo ainda vai durar alguns meses.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (AUSF-AN), Diogo Urjais, defendeu uma mudança de gestão e de visão para os cuidados de saúde primários, com “medidas efectivas e mais direccionadas”.

Disse que “não se pode olhar para os recursos sempre da mesma maneira” e que é preciso uma mudança clara e “um rumo para o futuro”.

“Muitas vezes não se trata apenas de falta de verbas”, afirmou.

Defendeu que o Governo deve decidir “qual é o futuro que quer para o modelo das USF” e apontou mais uma vez a dificuldade de transição das unidades para o modelo B, mais exigente, com maior autonomia e mais incentivos financeiros.

Sobre a carta aberta que a USF-AN divulgou em Outubro, na qual os profissionais apontavam a sobrecarga de solicitações por causa da covid-19 e lembravam que as equipas de saúde familiar continuavam a ter muitas tarefas burocráticas e as unidades muitas limitações, Diogo Urjais disse que “nada mudou”.

Na carta aberta, a USF-AN destacava a falta de recursos humanos e sublinhava igualmente o facto de muitas infra-estruturas estarem desajustadas da realidade e precisarem de obras.

“A pandemia não pode servir sempre de desculpa. Estamos há muito tempo assim”, afirmou.

O presidente da APMGF, por seu lado, reconheceu que as unidades têm feito “um grande esforço para manter a resposta”, tentando agendar consultas para os grupos vulneráveis e de risco de doença aguda, e alertou: “Continuamos muito focados nos hospitais”.

“Falamos sempre nos internamentos e nos cuidados intensivos. Mas o que nós queremos é que os doentes não cheguem aí e, para que isso aconteça, alguma coisa tem de ser feita até lá”, afirma o responsável, insistindo: “Ao tirar tempo a estas consultas [nos centros de saúde], vamos ter diabéticos mais descontrolados, hipertensos mais descontrolados, crianças que não conseguimos apanhar em todas as idades chave, grávidas que podem ter algum atraso nos seus exames e rastreios que são feitos mais tarde”.

Diário de Notícias
DN
11 Junho 2021 — 15:19

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes