601: Dieta vegana pode ser melhor para a perda de peso do que a mediterrânea

 

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO

A dieta vegana é mais eficaz para a perda de peso e controlo do colesterol do que a dieta mediterrânea, sugere uma nova investigação conduzida pela Physicians Committee for Responsible Medicine, uma organização norte-americana sem fins lucrativos que promove a medicina preventiva.

A investigação, recentemente publicada na revista científica especializada Journal of the American College of Nutrition, descobriu que uma dieta alimentar vegana com baixo teor de gordura apresenta melhores resultados a nível de perda de peso, composição corporal, sensibilidade à insulina e níveis de colesterol, quando comparada à dieta mediterrânea.

Para chegar a esta conclusão, a equipa levou a cabo um estudo comparativo sobre os dois regimes alimentares, durante o qual vários participantes – acima do peso e sem histórico de diabetes – foram acompanhados durante 16 semanas enquanto seguiam um plano alimentar baseado na dieta vegana ou mediterrânea.

Os resultados mostram que na dieta sem produtos ou derivados de origem animal os participantes perderam em média seis quilogramas, enquanto que na dieta mediterrânea não foi registada qualquer mudança no peso dos voluntários.

A dieta vegana levou também a uma diminuição nos níveis de colesterol total e LDL dos participantes em 18,7 mg / dL e 15,3 mg / dL, respectivamente. Na dieta mediterrânea, não foram observadas mudanças neste parâmetro.

Ambas as dietas fizeram diminuir a pressão arterial, sendo a descida mais acentuada no regime mediterrâneo (6,0 mmHg comparativamente a 3,2 mmHg na dieta vegana).

“Estudos anteriores sugeriam que as dietas mediterrânea e vegana ajudavam a melhorar o peso corporal e os factores de risco cardio-metabólicos mas, até agora, a sua eficácia relativa não tinha sido comprovada num ensaio aleatório“, começou por explicar Hana Kahleova, autora principal do estudo, citada em comunicado.

“Decidimos testar as dietas frente-a-frente e descobrimos que a dieta vegana é mais eficaz para melhorar os marcadores de saúde e maximizar a perda de peso”.

Menos calorias, mais fibras

Os autores do novo estudo observaram ainda que a dieta vegana conduziu à perda de peso porque foi associada a uma redução na ingestão de calorias, aumento na ingestão de fibras e diminuição do consumo de gorduras, incluindo as saturadas.

“Enquanto muitas pessoas pensam na dieta mediterrânea como uma das melhores formas de perder peso, este regime, na verdade, foi ‘desfeito’ quando o colocamos à prova”, acrescentou Neal Barnard, co-autor do novo estudo.

“Num estudo aleatório e controlado, a dieta mediterrânea não causou qualquer perda de peso. O problema parece ser a inclusão de peixes gordurosos, lacticínios e óleos. Em sentido oposto, uma dieta vegana com baixo teor em gordura levou a uma perda de peso significativa e consistente”, sustentou.

Kahleova remata: “Se a sua meta é perder peso ou ficar saudável em 2021, escolher uma dieta baseada em vegetais é uma óptima forma de alcançar esse objectivo”.

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Por ZAP
11 Fevereiro, 2021

Não concordo, em absoluto. Classificada como Património Mundial e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a Dieta Mediterrânica é considerada um dos padrões alimentares mais saudáveis do Mundo e conta com um conjunto de conhecimentos, práticas e tradições partilhadas por muitos países do Mediterrâneo que seguem os princípios deste estilo de vida equilibrado e convivial à mesa.

– Frugalidade e cozinha simples que tem na sua base preparados que protegem os nutrientes, como as sopas, os cozidos, os ensopados e as caldeiradas
– Elevado consumo de produtos vegetais em detrimento de alimentos de origem animal, nomeadamente de hortícolas, fruta, pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas, frutos secos e oleaginosas
– Consumo de vegetais produzidos localmente, frescos e da época
– Azeite como principal fonte de gordura
– Utilização de ervas aromáticas para temperar em detrimento do sal
– Consumo moderado de lacticínios
– Consumo frequente de pescado e menor de carnes vermelhas
– Água como principal bebida ao longo do dia
– Consumo baixo a moderado de vinho e apenas nas refeições principais.

Um estudo deste tipo tem de levar em consideração que as pessoas NÃO TÊM o mesmo comportamento reaccional em ordem a qualquer mudança, seja ela alimentar ou outra. Enquanto umas resistem e adaptam-se bem a um tipo de alimentação considerada “a melhor” pelos “especialistas”, outras não se adaptam e têm de a abandonar. Por experiência própria, o meu organismo adaptou-se perfeitamente quando há anos atrás optei pela dieta Macrobiótica. Depois, por razões exclusivamente profissionais, tive de regressar à alimentação “normal”. Assim que tive liberdade de escolha, optei pela dieta mediterrânica que vou adaptando às minhas necessidades e hoje faço um mix de dietas mediterrânica e macrobiótica que resultam na perfeição. Deixei as carnes vermelhas há anos e o meu blogue de culinária demonstra bem o meu tipo de dietas que pratico no dia a dia.

531: Nova dieta mediterrânica pode ser melhor do que a original

 

CIÊNCIA/SAÚDE/DIETA MEDITERRÂNICA

mealmakeovermoms / Flickr
Dieta mediterrânica à moda antiga

Os resultados de um novo estudo sugerem que uma nova versão da dieta mediterrânica pode ter ainda mais benefícios para a saúde do que a original.

Classificada como Património Mundial e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a dieta mediterrânica é considerada um dos padrões alimentares mais saudáveis do mundo e conta com um conjunto de conhecimentos, práticas e tradições partilhadas por muitos países do Mediterrâneo.

Os benefícios desta dieta para a saúde são bem conhecidos. Agora, um novo estudo sugere que a restrição adicional de carne e um aumento paralelo do consumo de vegetais ricos em proteínas pode beneficiar ainda mais o estado cardio-metabólico e reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

“A dieta mediterrânica, baseada no maior consumo de alimentos vegetais, provou ser melhor do que a dieta com baixo teor de gordura amplamente recomendada para a redução do risco cardio-metabólico e prevenção de doenças cardiovasculares”, disse Gal Tsaban, investigador na Universidade Ben-Gurion.

Os cientistas procuraram descobrir se uma versão mais ‘verde’ da dieta mediterrânica, com mais nozes e chá verde, e com menos carnes, poderia ser ainda melhor para a saúde, escreve o portal Sci-News.

Os voluntários foram divididos em três grupos: o primeiro recebeu orientações sobre como aumentar a actividade física e orientações básicas para alcançar uma alimentação saudável; o segundo recebeu ainda conselhos sobre como seguir uma dieta mediterrânica tradicional com restrição calórica; e o terceiro recebeu aconselhamento sobre como seguir uma versão ‘verde’ com restrição calórica semelhante da dieta mediterrânica.

Os resultados foram esclarecedores. Os voluntários que estavam em ambos os tipos de dieta mediterrânica perderam mais peso. A dieta saudável fez perder, em média, 1,5 kg; a dieta mediterrânica clássica fez perder 5,4 kg; e a dieta mediterrânica ‘verde’ fez perder 6,2 kg.

O grupo da dieta mediterrânica ‘verde’ alcançou perdas maiores no chamado colesterol “mau”, chegando aos 6,1 mg/dl, uma redução de quase 4%.

Os investigadores constataram ainda melhorias em factores de risco cardiovascular e metabólico dos voluntários que seguiram a nova versão da dieta mediterrânica. Verificou-se uma diminuição da tensão arterial, resistência à insulina e um importante marcador de inflamação, a proteína C reactiva. Além disso, a proporção de colesterol “bom” para colesterol “mau” também aumentou.

“As nossas descobertas sugerem que a restrição adicional da ingestão de carne com um aumento paralelo de alimentos ricos em proteínas à base de plantas pode beneficiar ainda mais o estado cardio-metabólico e reduzir o risco cardiovascular, além dos efeitos benéficos conhecidos da dieta mediterrânea tradicional”, escrevem os autores.

Os resultados do estudo foram publicados, este mês, na revista científica Heart.

ZAP //

Por ZAP
16 Dezembro, 2020

 

 

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349: O segredo para aumentar a sua esperança de vida pode estar escondido na cozinha

SAÚDE

danicuki / Flickr

O azeite na dieta mediterrânea pode ser a chave para melhorar a sua esperança de vida e mitigar doenças relacionadas com o envelhecimento.

Nos Estados Unidos, a dieta mediterrânea é um dos planos de alimentação saudável mais recomendados pelas Directrizes Dietéticas oficiais para promover saúde e prevenir doenças crónicas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) também reconhece esta dieta como um padrão alimentar saudável e sustentável.

Um recente estudo, levado a cabo por investigadores da Universidade de Minnesota e da Ionis Pharmaceuticals, nos Estados Unidos, sugere que a gordura do azeite extra-virgem aumenta a vida útil e previne doenças relacionadas com o envelhecimento.

A dieta mediterrânea é caracterizada por uma abundância de alimentos vegetais (frutas, vegetais, cereais e legumes) e o azeite é a principal fonte de gordura. Os lacticínios devem ser consumidos em quantidades baixas a moderadas, enquanto que a carne vermelha deve ser consumida apenas em pequenas quantidades.

Apesar de esta investigação concluir que o azeite aumenta a longevidade e previne doenças, Doug Mashek, principal autor do estudo publicado na Molecular Cell, alerta que consumir esta gordura “não é o suficiente para obter todos os benefícios” para a saúde.

De acordo com o Sci-News, o artigo científico sugere que os efeitos do consumo de azeite extra-virgem são potencializados quando combinados com menor ingestão calórica e exercício físico.

O próximo passo é testar estes benefícios em seres humanos, com o objectivo de desenvolver novos fármacos ou adaptar os regimes alimentares para melhorar a saúde, tanto a curto quanto a longo prazo.

“Queremos entender a biologia e depois traduzi-la para seres humanos, na esperança de mudar o paradigma da saúde, no qual alguém vai a oito médicos diferentes para tratar os oito diferentes distúrbios”, rematou Mashek.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2020