919: Vacinação de jovens avança a 14 de Agosto se houver aval da DGS

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

A reunião de peritos decorreu esta terça-feira no Infarmed para avaliar novas medidas de desconfinamento.

Reunião de peritos no Infarmed

A vacinação contra a covid-19 dos jovens com menos de 18 anos arranca no fim de semana de 14 e 15 de Agosto, caso haja aval da Direcção-Geral da Saúde (DGS), indicou esta terça-feira o coordenador da ‘task force’.

“Em 14 de Agosto, vamos iniciar a vacinação dos adolescentes dos 16 e 17 anos. Entre os 12 e os 15 anos será nos dois fins de semana a seguir, se a DGS acordar da importância da vacinação desta faixa da população”, explicou Gouveia e Melo na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, voltou a juntar especialistas, Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para a análise da situação epidemiológica.

Segundo o líder da logística em torno do processo de vacinação, esta “ainda é uma faixa muito significativa” da população portuguesa, representando cerca de 1,5 milhões de pessoas até aos 15 anos de idade.

“É uma quantidade muito elevada de pessoas susceptíveis ao vírus e com uma grande mobilidade, por causa das escolas e dos infantários, e um grande contacto comunitário”, lembrou Henrique Gouveia e Melo.

O processo de vacinação dos jovens está actualmente em análise pela DGS e uma decisão deve ser conhecida oficialmente nos próximos dias, depois de ter sido anteriormente solicitado pelo organismo liderado por Graça Freitas um período de cerca de duas semanas para análise de toda a informação disponível sobre as vacinas nesta população.

Task force pediu à DGS redução do intervalo entre doses para três semanas

A task force da vacinação contra a covid-19 solicitou à Direcção-Geral da Saúde (DGS) a redução do intervalo entre primeiras e segundas doses, a fim de aumentar mais rapidamente a protecção da população, anunciou esta terça-feira o coordenador da estrutura.

“Pedimos à DGS para encurtar o intervalo para as segundas doses, porque, uma vez que vamos avançando nas primeiras doses para percentagens quase finais de vacinação, é importante reduzir o intervalo para as segundas doses dentro do que são as recomendações das vacinas, porque, ao fazermos essa redução, aumentamos fortemente a protecção contra o vírus”, explicou o coordenador da task force, Henrique Gouveia e Melo.

No ponto de situação sobre a vacinação efectuado esta terça-feira na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, voltou a juntar especialistas, membros do Governo, presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o líder da logística da vacinação destacou também o impacto deste processo na incidência de novos casos.

“Em termos de influência da vacinação na incidência, (…) há uma correlação geográfica. A vacinação condiciona a incidência e isto é bastante positivo, porque conforme vamos avançando na vacinação, o vírus tem menos margem de manobra”, observou, adiantando a sua expectativa de que, a partir do final de Agosto, com 70% da população com vacinação completa, “a incidência vai ter uma grande quebra”.

Henrique Gouveia e Melo agradeceu ainda aos cerca de 4.700 profissionais envolvidos no processo de vacinação, mas avisou que o ritmo não pode abrandar até ao final do verão.

“Há uma corrida entre o ritmo de vacinação e a incidência e nós estamos a ganhar essa corrida, mas não podemos folgar este ritmo, porque isso é ‘dar oxigénio’ ao vírus e temos de continuar a um ritmo muito elevado”, resumiu.

Sobre a protecção de populações mais desfavorecidas, Henrique Gouveia e Melo revelou ainda que já foram vacinados contra a covid-19 pelo menos 255.888 cidadãos estrangeiros.

Portugal pode receber um milhão de vacinas nas próximas duas semanas

Portugal pode vir a receber cerca de um milhão de vacinas contra a covid-19 entre esta e as próximas duas semanas, adiantou hoje o coordenador da ‘task force’ da vacinação, face a um corte de vacinas da AstraZeneca.

“Vamos perder cerca de 470 mil vacinas da AstraZeneca porque já não fazem sentido no nosso plano, mas há um esforço – quer do Infarmed, quer do Ministério da Saúde – para adquirir vacinas em parceiros europeus e esse esforço pode trazer ao nosso plano de vacinação neste momento – na semana que passou e nas próximas duas semanas — cerca de um milhão de vacinas, o que é muito importante para a aceleração do processo de vacinação”, revelou Henrique Gouveia e Melo.

“Tivemos uma maior disponibilidade de vacinas em Julho, teríamos uma menor disponibilidade em Agosto, não fossem estas negociações que estão a ser conduzidas com sucesso pelo Ministério da Saúde e pelo Infarmed para ir buscar vacinas da Janssen e da Pfizer a parceiros europeus para reforçar neste mês o processo”, acrescentou.

Numa intervenção realizada na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o vice-almirante responsável pela ‘task force’ reconheceu também que foram recebidas nos primeiros três trimestres menos 5,4 milhões de vacinas face às previsões iniciais.

Já em relação ao último trimestre de 2021, Gouveia e Melo disse que a expectativa inicial apontava para a recepção de 8,5 milhões de vacinas, mas, afinal, deverão chegar somente 5,2 milhões de vacinas ao país.

Em termos de evolução do processo de vacinação, o coordenador da ‘task force’ vincou uma vez mais a sua previsão de atingir os 70% de primeiras doses administradas por volta do dia 08 de Agosto e o mesmo valor para segundas doses “no final de Agosto, início de Setembro”. Da mesma forma, defendeu que o processo está a ser maximizado para aumentar o ritmo de vacinação, mas sem comprometer a administração de segundas doses na população.

Henrique Gouveia e Melo traçou ainda um retrato do processo de vacinação por grupos etários, resumindo que “as faixas acima dos 60 anos estão, praticamente, totalmente protegidas”; na faixa dos 50 anos há ainda 4% para completar o esquema vacinal e nos 40 anos essa percentagem de cobertura vacinal em falta é de 10%.

“Já estamos também muito avançados na faixa dos 30 anos, a avançar fortemente na faixa dos 20 anos e a planear agora para a faixa de baixo”, referiu o coordenador da ‘task force’.

Variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal

A variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal anunciou o microbiologista João Paulo Gomes, do Instituto Ricardo Jorge, que disse ser expectável o aparecimento de novas variantes, mas sem preocupação por causa da vacinação.

O especialista, que falava na reunião de peritos esta terça-feira no Infarmed, disse ainda que a variante Delta, associada à Índia, é também dominante na maior parte dos países europeus e que as variantes beta (Reino Unido) e gama (Manaus) não desapareceram, mas são residuais em Portugal.

Quanto à Delta plus, uma linhagem da variante Delta, disse que representa cerca de 0,6%, acrescentando que de um total de mais de 3.000 sequenciações da variante delta analisadas, 59 representam a Delta plus.

Segundo o especialista do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA), foram detectados apenas três casos em Julho da variante Delta plus, que “constituem a continuação cadeias que existem há semanas”, sobretudo no litoral alentejano, no Algarve e na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

João Paulo Gomes sublinhou o reforço na vigilância das variantes, adiantando que os especialistas sequenciavam 1.500 vírus/mês em maio e que, agora, sequenciam cerca de 600 por semana, o que resulta num total mensal que ronda os 2.400.

No total, disse que já foram sequenciados 12.625 genomas do novo coronavírus em mais de 100 laboratórios públicos e privados em mais de 300 concelhos.

Quanto às chamadas variantes de preocupação, sublinhou a tendência decrescente da variante Alfa (associada ao Reino Unido), que foi sendo ao longo do tempo substituída pela variante Delta, e que actualmente representa apenas 1% dos casos.

Também com expressão residual em Portugal estão as variantes Beta (África do Sul), sem casos detectados nas últimas semanas, e Gama (Manaus), que não ultrapassa os 0,4%.

João Paulo Gomes sublinhou igualmente que as variantes “vão partilhando mutações que anteriores variantes já tinham” e apontou a capacidade de “combinação de mutações” deste vírus, dizendo que estas combinações de mutações não trazem maior preocupação por causa da comprovada eficácia das vacinas.

Antes de João Paulo Gomes, Ana Paula Rodrigues, também do INSA, falou da evolução da incidência, apontando uma tendência para a estabilização, com uma aproximação do RT ao valor 1, o que indica que o país estará “próximo do pico da epidemia”.

Sobre o risco de morte por covid-19, disse que mostra uma tendência decrescente em todos os grupos etários, particularmente nos mais velhos, devido à vacinação.

Contudo alertou que nas pessoas de idade mais avançada, pela fragilidade que apresentam, “o risco é substancial, [o] que justifica a manutenção de medidas especificas” de controlo da infecção nestes grupos.

Incidência de novos casos regista tendência “ligeiramente crescente a estável”

A incidência de novos casos de covid-19 em Portugal regista uma tendência “ligeiramente crescente a estável”, com a velocidade de aumento “a diminuir”, adiantou hoje o director de serviços de Informação e Análise da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo a intervenção de André Peralta Santos já se nota uma estabilização no número de novos casos, apesar de existir ainda uma “tendência crescente dos internamentos e mortalidade” por covid-19.

A afirmação de André Peralta Santos surgiu na reunião no Infarmed, em Lisboa, que volta, dois meses depois, a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica do país.

“Desde meados de maio iniciámos um período de expansão da pandemia e estamos neste momento com uma incidência superior a 400 casos por 100 mil habitantes a 14 dias, com uma média diária de 3.000 casos. A velocidade tem vindo a diminuir e a tendência é ligeiramente crescente a estável”, explicou.

Em termos regionais, o especialista da DGS notou que “a maioria do território tem uma incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes, com focos de maior incidência na área metropolitana de Porto, Lisboa e Algarve”, embora nas duas últimas áreas se evidencie já “uma tendência de estabilização ou descida” dos casos.

Quanto ao Porto, André Peralta Santos observou que o aumento de incidência começou posteriormente em relação a Lisboa e ao Algarve, pelo que “ainda há mais zonas com tendência de crescimento” de casos.

Sobre a situação ao nível dos internamentos em enfermaria e em unidades de cuidados intensivos (UCI), regista-se uma “tendência crescente” desde o início de Junho, com uma taxa de ocupação de 78% em UCI do valor de referência de 255 camas definido pelos especialistas.

“É muito notória a redução de risco de hospitalização – mais de três vezes – se estiver vacinado”, sublinhou André Peralta Santos, reforçando que, em relação à semana 26 do ano, 68% dos doentes internados em enfermaria não estavam vacinados, 30% tinham a vacinação incompleta e apenas 2% apresentavam vacinação completa. Já em UCI, estes dados eram de 68% sem vacinação, 27% com a vacinação incompleta e 5% com o esquema vacinal completo.

O padrão de crescimento é comum a todas as faixas etárias, com predominância dos 20-79 em termos de ocupação em enfermaria e dos 40-59 em UCI, segundo André Peralta Santos, que relevou um aumento nas populações mais idosas, cujo impacto é “atenuado pela vacinação”.

“A mortalidade tem também observado uma tendência crescente, se bem que muito diferente daquilo que já foi”, indicou o perito da DGS, notando que está “já acima do limiar de referência do ECDC [Centro Europeu para o Controlo de Doenças] de 10 mortos por milhão de habitantes. No entanto, “vacinação completa reduz muito o risco de morte se a pessoa se vier a infectar com o SARS-CoV-2”, concluiu.

A taxa de positividade é actualmente de 5,2%, registando-se um aumento de testagem na população dos 15 aos 40 anos e uma diminuição na população dos 45 aos 70 anos, uma situação que está igualmente associada ao ritmo do processo de vacinação.

Peritos propõem evolução das medidas de acordo com taxa de vacinação

Os peritos consultados pelo Governo sugerem a evolução das medidas de restrição de acordo com a taxa de vacinação contra a covid-19 e insistem na importância do controlo de fronteiras e da ventilação dos espaços para evitar recuos no Outono/Inverno.

A ventilação/climatização adequada dos espaços, o uso do certificado digital e a auto-avaliação de risco são as três regras a aplicar em qualquer dos quatro níveis definidos de acordo com a taxa de vacinação, sendo que para os valores actuais (cerca de 60%) se aplica o nível 1.

Presente na reunião de peritos que decorre no Infarmed, Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse ainda que actualmente, e até ao nível 3, se deve privilegiar o teletrabalho sempre que possível e o desfasamento de horários, a manutenção da distância física e o uso de máscara ambiente fechado e sempre em eventos públicos.

Quando se evoluir para o nível seguinte na taxa de vacinação, a especialista admite que a máscara pode deixar de ser usada em ambientes exteriores se se puder manter a distância física.

Na restauração — uma área que “implica maior risco pois há a retirada de máscara” –, os peritos propõem o aumento do número de pessoas à volta da mesa em espaço interior (de seis para oito pessoas) e exterior (de 10 para 15) quando se progredir para o nível 2.

Nos grandes eventos em espaço delimitado, além das medidas gerais, sugerem que se mantenham circuitos de circulação de pessoas para garantir a distância. Em grandes eventos no interior sugerem o aumento da lotação ao longo dos diferentes níveis de evolução da taxa de vacinação, começando nos 50%.

Nos convívios familiares, defendem que se deve apostar nas medidas gerais (máscara, distanciamento, etc…) e na auto-avaliação de risco.

Especialista propõe actualização do limiar de incidência para 480 casos

A investigadora Andreia Leite, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa, propôs hoje a actualização do limiar de incidência na avaliação de risco da covid-19 para 480 casos por 100 mil habitantes.

A especialista apontou ainda para a definição de um limite de ocupação em unidades de cuidados intensivos (UCI) de 255 camas, durante a sua intervenção na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica do país.

“Estamos em condições de actualizar o limiar de incidência para 480 casos por 100 mil habitantes (actualmente 240 por 100 mil), que se poderá traduzir numa ocupação de 255 camas” em UCI, defendeu, acrescentando que nesta fase de transição é necessário continuar a “caracterizar a situação nas suas várias dimensões” (probabilidade de infecção e doença grave) e “identificar alterações das características da epidemiologia da doença”, ou seja, novas variantes.

Paralelamente, Andreia Leite apresentou uma proposta de alterações da avaliação do risco assente em manter “os indicadores de transmissão, actualizar os limiares de incidência e de internamentos em UCI (com revisão periódica), incluir indicadores de gravidade clínica e de impacto na mortalidade e considerar a cobertura vacinal como indicador do planeamento de desconfinamento e não de definição de controlo da epidemia”.

A investigadora da ENSP da Universidade Nova de Lisboa defendeu ainda a utilização de um quadro resumo dos vários indicadores que seja estratificado por região e grupo etário e incluir a consideração da informação dos indicadores, a sua tendência e o nível de confiança no indicador, com uma explicação clara para a população.

Para a elaboração desta proposta foi realizado um estudo sobre vários países para compreender o efeito da cobertura vacinal na tomada de decisão sobre os respectivos processos de desconfinamento e o levantamento de medidas não farmacológicas.

“Esta decisão implica a aceitação da circulação do vírus, de um elevado número de casos e isso pode ter consequências”, observou.

Entre as consequências de tal situação, Andreia Leite destacou uma eventual “sobrecarga de serviços”, sobretudo de unidades de cuidados intensivos, pressupõe a “possibilidade da covid longa”, cujos efeitos e dimensões não são ainda totalmente conhecidos, e o “aparecimento de novas variantes” do vírus SARS-CoV-2.

“Atrasando o levantamento de medidas não farmacológicas vamos dar tempo à vacinação de ter o seu efeito e, assim, conseguirmos ter a protecção conferida pela vacina. Isso traduz-se num menor número de camas atingido”, salientou.

A terminar, Andreia Leite assumiu ser importante “continuar a considerar o papel de medidas não farmacológicas”, reconhecendo que a evolução do processo de vacinação apresenta um nível “bastante positivo”, mas que “ainda não é suficiente para garantir o controlo” da pandemia em exclusivo.

Vacinas mRNA registam “elevada efectividade” na população acima dos 65 anos

As vacinas que utilizam o mecanismo mRNA (Pfizer e Moderna) apresentam uma “elevada efectividade” nas pessoas com mais de 65 anos, segundo um estudo apresentado pela investigadora Ausenda Machado, do Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

“Os resultados sugerem uma elevada efectividade da vacina mRNA na população com 65 ou mais anos, 14 dias após a segunda dose”, afirmou a perita do INSA na reunião do Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

“Não se verificou um decaimento da efectividade ao longo do tempo”, continuou Ausenda Machado, que salientou ainda uma diminuição de 85% no número de internamentos na população com idade superior a 80 anos. Por outro lado, não deixou de admitir que face ao actual aumento da incidência ” é normal que o número de casos também aumente na população vacinada” contra a doença.

De acordo com o estudo apresentado pela especialista do INSA, a efectividade das vacinas mRNA para as pessoas entre os 65 e os 79 anos com apenas uma dose é de 37% e de 35% em relação à população acima dos 80 anos. Com as duas doses de vacina e o período de 14 dias após a segunda toma, a efectividade sobe para os 78% na faixa etária 65-79 anos e para 68% entre as pessoas com idade superior a 80 anos.

A monitorização das vacinas ao longo do tempo indicou que a efectividade nas pessoas entre os 65 e os 79 anos contra infecção sintomática é de 89% nos 14 a 27 dias após a segunda dose e permanece de forma consistente em torno dos “80% até pelo menos 42 dias”.

Já em relação aos maiores de 80 anos, a efectividade nos 14 a 27 dias depois da segunda dose é de 70%, mantendo-se nessa ordem até pelo menos 42 dias após o esquema vacinal completo.

Por fim, Ausenda Machado notou que a ausência de indicadores na população com menos de 65 anos se deveu à pouca expressão da cobertura vacinal à data da realização do estudo, advogando que esta monitorização da efectividade é para continuar no futuro.

Uma em cada quatro pessoas entre 26 e 65 anos com resistência às vacinas

Uma em cada quatro pessoas entre os 26 e os 65 anos mostrou resistência a tomar a vacina contra a covid-19 e os motivos mais apresentado são a falta de eficácia, o medo de efeitos secundários e a necessidade de mais informação.

Os valores foram apresentados na reunião de peritos que decorre nas instalações do Infarmed, em Lisboa, por Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, que indicou uma percentagem de 13% de resistência nos maiores de 65 anos no inquérito feito pelos especialistas.

Outras das razões apresentadas para a resistência relativamente às vacinas são a existência de doenças que não permitiram ainda a vacinação, considerarem que as vacinas não foram suficientemente testadas e não terem conseguido falar com o médico para apoiar a decisão.

Quanto à percepção de risco de doença avançada por covid-19, Carla Nunes disse que os mais velhos apresentam valores mais elevados, com uma percentagem de 60,9%.

No que se refere à saúde mental, adiantou que as perguntas relativas ao estado de ansiedade e/ou tristeza por causa das medidas de confinamento revelaram que os mais novos apresentam maiores valores, com cerca de 30% a dizerem que se sentiram ansiosos ou tristes todos os dias ou quase todos os dias. Os maiores de 65 anos apresentaram valores de 11%.

Sobre quando consideram que serão levantadas todas as restrições por causa da pandemia, a grande maioria considera que deverá ser em Dezembro ou para lá dessa data.

Quanto à adequação das medidas de restrição, 47% consideram-nas pouco ou nada adequadas, um valor que vem aumentando desde o ano passado e que se faz sentir sobretudo nos homens e nos mais jovens.

No que se refere à facilidade de adopção das medidas definidas pelas autoridades, tem crescido o grupo do que as consideram difíceis e muito difíceis de adoptar e são os mais jovens que apresentam maiores dificuldades.

Segundo a especialista, 31,4 das pessoas referem ser difícil ou muito difícil manter o distanciamento, 16,8% dizem ser difícil o uso da máscara (com os de idade entre 26 e 45 a manifestar maior dificuldade).

A lavagem de mãos apresenta uma dificuldade residual, sempre menor de 10% nas diferentes faixas etárias.

Já quanto à facilidade de evitar confraternizar com amigos e familiares, a maior dificuldade é apontada pelos mais novos.

Diário de Notícias
Lusa
27 Julho 2021 — 13:51

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918: Tudo alinhado para a reunião no Infarmed. A ordem é para desconfinar

Se confinando, os números continuam a ser aterradores, então se vão desconfinar é que o baile vai ser em grande! Esta gente nem “vê” os exemplos que vêm lá de fora? Os acéfalos labregos “walking deads” agradecem!

SAÚDE/COVID-19/INFARMED

José Sena Goulão / Lusa
A ministra da Saúde, Marta Temido

Governo, Presidente da República, partidos e especialistas voltam a sentar-se na sede do Infarmed para decidirem os passos seguintes. Actualização da matriz de risco, alívio no uso de máscara e fim das medidas e horários por concelho são algumas das propostas.

Depois de mais de dois meses sem ouvir os especialistas, Governo, Presidente da República e partidos políticos voltam esta terça-feira à sede do Infarmed para decidirem os passos seguintes.

Uma das sugestões em cima da mesa é a alteração da matriz de risco de modo a acomodar menos restrições no país. Um especialista revelou ao jornal online Observador que a incidência a 14 dias por 100 mil habitantes e o risco de transmissão R(t) vão manter-se, mas as cores deverão alterar, dado que o impacto da incidência é agora inferior graças à cobertura vacinal.

O expectável é que as linhas vermelhas sejam alargadas, de modo a que seja mais difícil o país entrar no vermelho. Actualmente, há três linhas vermelhas essenciais: a incidência alcançar os 240 casos em duas semanas por 100 mil habitantes (vai em 427,5 a nível nacional), o R(t) atingir 1 (está em 1,04) e os internamentos em unidades de cuidados intensivos chegarem a 245 (estavam em 198 esta segunda-feira).

O diário adianta, porém, que o limite dessas linhas vermelhas ainda não está decidido.

Outra das propostas vai no sentido de Portugal deixar de andar a várias velocidades. Isto significa que todas as medidas serão aplicadas a todo o território, independentemente da situação epidemiológica de cada concelho.

As regras para a utilização de máscaras deverão também ser revistas, com a sugestão de as tornar obrigatórias apenas em locais fechados e com muita concentração de pessoas em cima da mesa.

Deverá também ser proposto o abandono das restrições aos horários dos serviços, como restaurantes e centros comerciais.

Uma fonte ouvida pelo Observador revelou que algumas regras irão manter-se, nomeadamente as que dizem respeito à participação em grandes eventos, como festivais de verão, casamentos ou baptizados. A ideia é que, nestas circunstâncias, a lotação permaneça limitada a 50%.

Bares e discotecas? Ainda não

O Expresso escreve que a abertura de bares e discotecas poderá ser discutida esta terça-feira, mas poucos acreditam que os especialistas venham a defender isso. Pelo menos, para já.

O Observador também salienta que os especialistas defendem que se aguarde pelo balanço inglês do FreedomDay para decidir como e em que termos o Governo pode dar luz verde aos bares e discotecas.

Se correr bem em Inglaterra, Portugal deve avançar na mesma direcção. Seja quando for, terá sempre de se mostrar um comprovativo de vacinação ou um teste negativo para entrar nos espaços.

Governo “não está refém da ciência”

O Governo vai esperar pelos pareceres dos especialistas para decidir se alivia as restrições e se vacina crianças entre os 12 e os 15 anos, mas lembra que a política não está refém da ciência.

“A política não deve interferir na ciência, deve respeitar a ciência, mas também não está capturada nem refém da ciência. São dois âmbitos de decisão diferentes, mas com certeza muitas decisões que tomamos, ponderadas, com equilíbrio técnico, com equilíbrio político, são baseadas em suporte técnico e científico”, disse o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.

O governante respondia aos jornalistas no final de uma visita à Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, onde na segunda-feira foi reactivado o serviço Balcão Nascer Cidadão para o registo de recém-nascidos.

Questionado sobre a possibilidade de alívio nas restrições, nomeadamente na possibilidade de se pôr fim às limitações nos horários de funcionamento em lojas e restaurantes, por exemplo, o governante remeteu qualquer decisão para os resultados da reunião de peritos que decorre esta terça-feira no Infarmed, mas deixando espaço para a tomada de decisões políticas.

A mesma ideia foi repetida quando questionado sobre a vacinação das crianças e jovens entre os 12 e 15 anos, sublinhando que o Governo aguarda a decisão da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

“Ao Estado compete estar preparado, planear e programar as diferentes decisões. Nós estamos preparados para arrancar com a vacinação dos 12 aos 15 anos antes do início do ano lectivo, obviamente esperando por aquilo que será a decisão final da DGS, que eu penso que relativamente breve estará cá fora. Teremos que ouvir a DGS. Mais uma vez repito, a política não deve interferir na ciência, mas não pode estar capturada e refém da ciência e por isso o Estado tem a obrigação de preparar e planear essa possibilidade”, disse.

Em planeamento está também a próxima época gripal, adiantou Lacerda Sales, no dia em foram conhecidos dados que apontam para uma mortalidade nula em consequência do vírus da gripe no último inverno.

“Fizemos na última época com um reforço vacinal e obviamente que faremos este ano um novo reforço vacinal”, disse o secretário de Estado.

Ainda sobre uma notícia avançada pela TSF relativa à inoperacionalidade de aceleradores lineares para tratamentos de radioterapia por falta de físicos médicos e ao encerramento de blocos operatórios por falta de médicos e enfermeiros no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, Lacerda Sales adiantou que já foi autorizada a contratação de 78 profissionais.

“Já foi autorizada a contratação de mais 78 profissionais de saúde, entre os quais quatro físicos médicos para poder acorrer à questão da radioterapia e dos aceleradores lineares e muitos outros, cerca de 20 médicos, enfermeiros e outras classes profissionais”, disse.

Por Liliana Malainho
27 Julho, 2021

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916: Especialistas dizem que alívio de medidas implica cumprimento de regras individuais

Digam isso aos “walking dead” labregos acéfalos que continuam nas suas vidinhas “sociais” de entretenimento e lazer, sem qualquer responsabilidade para com a comunidade. Eles querem lá saber dos riscos que correm (que nem me afligem minimamente), mas que colocam em perigo a vida de terceiros com quem contactam. Para essa choldra, não existem REGRAS!

Os “walking dead acéfalos labregos no cumprimento das suas vidinhas sociais”

SAÚDE/COVID-19/INFARMED

O país atingiu uma fase em que é possível admitir uma taxa de incidência elevada e aliviar medidas restritivas, mas “é fundamental que se cumpram regras de protecção individual”. Esta é a mensagem dos especialistas deixada ao DN. Peritos e políticos voltam a reunir-se hoje.

Se houver alívio nas medidas restritivas é preciso reforçar testagem e vigilância epidemiológica.
© André Rol,o Global Imagens

A situação na região de Lisboa e Vale do Tejo está a ficar controlada. No norte também e no Algarve igualmente, à excepção de um ou outro município. E embora a incidência no país ainda seja elevada – ontem era de 427,5 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e de 439,3 no continente -, os especialistas admitem que chegou a altura em que se pode aliviar algumas medidas restritivas.

A situação epidemiológica do país volta a estar hoje em discussão em mais uma reunião entre peritos e políticos no Infarmed, depois de dois meses. Raquel Duarte, uma dos especialistas que estarão presentes no encontro, explica ao DN que, “neste momento, temos uma taxa de vacinação que está a permitir que a doença grave e a mortalidade por covid-19 tenham menor impacto, o que quer dizer que podemos começar a ter medidas proporcionais e ajustadas à realidade, mas é fundamental manter-se o processo de vacinação ao mesmo ritmo e as medidas de protecção individual”.

O professor Carlos Antunes, que integra a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que faz a modelação da doença, afirma mesmo que os números actuais “levam-nos a acreditar que a situação está mais ao menos controlada no país. Estamos a assistir ao início da remissão da incidência de uma forma geral no país. Nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do norte já se está numa fase de pico planalto. Ou seja, atingiu-se o pico e agora está a estabilizar-se em termos de transmissão”, mas deixa um alerta: “Não podemos ter o melhor de dois mundos, se queremos mais liberdade e mobilidade, temos de aumentar a responsabilidade individual”, sob pena de chegarmos ao período de regresso às aulas e à actividade laboral pós-férias e voltarmos a ter mais casos.

Raquel Duarte, que foi convidada pelo governo para elaborar as propostas de desconfinamento juntamente com o matemático Óscar Felgueiras, reforça até que “só as medidas de protecção individual podem permitir que haja uma redução da transmissão, porque enquanto esta existir haverá sempre uma percentagem de pessoas que irão contrair a doença, outras que a irão desenvolver com gravidade, tendo de ser internadas em enfermarias e em cuidados intensivos. Portanto, para cortar as cadeias de transmissão é fundamental que se mantenham as medidas de protecção individual, nomeadamente o uso de máscara, em eventos fechados, e sempre que não seja possível manter a distância física”.

A médica, que é igualmente coordenadora da unidade de investigação da ARS Norte, argumenta que tais medidas têm de continuar a fazer parte da nossa rotina durante os próximos tempos para que “possamos ter cada vez mais uma vida que se aproxime da normalidade”.

Isto porque “sabemos que não há nenhuma vacina que seja eficaz a 100% e que nenhuma medida contra a covid-19 é eficaz isoladamente. O impacto da doença é menor agora, mas temos de continuar a proteger-nos a nós e aos outros”.

Se houver alívio de medidas podemos ter reverso da medalha

Esta é a mensagem que é preciso passar nesta fase, porque “se houver um alívio nas medidas podemos ter o reverso da medalha que é a população ficar com uma percepção menor do risco e acreditar que a pandemia passou. E isso não pode acontecer”, sublinha Carlos Antunes.

Do lado do governo, o secretário de Estado adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, não descartou ontem o alívio das restrições, mas que tal só será decidido de acordo com os critérios técnicos e científicos.

No domingo, o comentador da SIC Marques Mendes afirmou que os especialistas estavam de acordo quanto ao alívio das restrições horárias no sector da restauração, do comércio e até da cultura, mas Carlos Antunes destaca que “se tal acontecer é preciso percebermos que há um risco adicional, vai haver maior mobilidade e as pessoas podem passar a ter uma percepção de risco inferior, descurando a sua exposição ao contágio permitindo maior número de contactos e menos cumprimento das regras de protecção. E isto vai fazer que, em vez de o número de casos baixar, possa aumentar”, destaca o professor da Faculdade de Ciências. “Não digo que seja um aumento significativo, mas é um risco que o país está a dizer que quer correr ao aliviar as medidas de restrição.”

De acordo com o epidemiologista, “o impacto dos valores da incidência é inferior ao impacto que já verificámos ao nível de hospitalizações e de letalidade, o que se deve à vacinação, sobretudo dos grupos de maior risco, e isso permite uma outra abordagem da situação com maior tolerância à taxa de incidência”, explicando: “O país pode assumir agora uma taxa de incidência superior para o mesmo nível de risco, mas tem de haver um reforço da responsabilidade individual no cumprimento das regras, um reforço na vigilância epidemiológica e na testagem para “não se perder o controlo da situação”.

As restrições em termos de horários de actividades económicas e de dever de recolhimento a partir das 23h00 poderão ser retiradas já na próxima quinta-feira na reunião de Conselho de Ministros, mas o que os especialistas vão reforçar na reunião de hoje é que a mensagem tem de ser só uma: manter a vacinação ao mesmo ritmo, cumprimento de regras individuais, em espaços fechados e eventos sociais e familiares.

“A mensagem que se deve passar é que conseguimos fazer tudo, mas vamos ter de cumprir as regras caso contrário corremos o risco de fazer asneira”.

Até porque, salienta Raquel Duarte, “estamos a viver a época de férias que traz algumas ameaças conhecidas, uma mobilidade grande da nossa população e da população migrante, que regressa ao país para estar com a família, o que acontece habitualmente num ambiente mais descontraído. E já vimos no passado que isto aumenta o risco de poder haver nova sementeira do vírus, o que poder ter eventualmente algum efeito quando chegarmos ao momento de retomarmos as actividades lectivas e laborais pós-férias”. Portanto, alerta, “se quisermos claramente caminhar para alguma normalidade, não podemos esquecer de todo a necessidade de nos protegermos com máscara e distanciamento”.

A médica diz mesmo: “A mensagem que se deve passar é que conseguimos fazer tudo, mas vamos ter de cumprir as regras caso contrário corremos o risco de fazer asneira. Temos de olhar com muita cautela e interesse para o que está acontecer nos outros países e perceber como podemos ajustar a nossa realidade nacional à medida em que se vai fazendo o levantamento de algumas medidas restritivas”.

Este tem sido o caminho desde o início da pandemia, não só em Portugal mas um pouco em todo o Mundo. Um caminho de avanços e recuos no tentar voltar à normalidade, mas o importante é que “temos vindo sempre a aprender”, salienta Raquel Duarte.

1.610 casos de covid-19. Este foi o número de infecções registado na segunda-feira. Há ainda a destacar nove mortes e 53.996 casos activos, menos 201 do que no dia anterior. Eram 919 os internamentos, 198 em cuidados intensivos.

Para o professor Carlos Antunes o alívio de medidas pode trazer de novo um aumento de casos e de internamentos, mas, mais uma vez, “temos de ser rápidos a agir”, defendendo que “todos os indicadores da matriz de risco têm de continuar a ser muito bem monitorizados para sabermos se a situação está controlada ou não”, sustentando que, nesta altura, “não podemos correr o risco de perder o controlo. A vigilância epidemiológica tem de ser mantida ou reforçada e a população também tem de acomodar o seu comportamento”.

As restrições horárias poderão ser levantadas em breve, mas as regras de protecção individual ainda estão longe disso. Como defenderam ao DN os dois especialistas “ainda têm de continuar a fazer parte da nossa rotina durante os próximos tempos”. O primeiro-ministro António Costa já afirmou que até ao final do verão poderá haver algum alívio nestas regras básicas, mas os especialistas esperam que a vacinação continue ao mesmo ritmo e até conseguir proteger mais de 70% da população portuguesa.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
27 Julho 2021 — 00:01

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888: Pandemia: medidas mais profundas só após nova reunião do Infarmed

SAÚDE/COVID-19/PANDEMIA/NOVAS MEDIDAS

O Conselho de Ministros reuniu hoje mas nada decidiu quando a novas medidas de confinamento /desconfinamento. Aguarda agora por nova reunião do Infarmed. Concelhos em situação de risco elevado ou muito elevado subiram de 60 para 90.

Matriz de risco indica agravamento da situação pandémica em Portugal
Foto Governo

Concelhos em situação de alerta (15 de Julho de 2021)
Foto Governo

Concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho de 2021)
Foto Governo

Medidas para concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Medidas para os concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Actualizar as listas dos concelhos em situação de alerta, de risco elevado ou de risco muito elevado. Foi isso que, basicamente, o Conselho de Ministros fez hoje, no que toca à gestão da pandemia covid-19. Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, explicou que o Governo aguarda pela reunião do Infarmed com peritos marcada para dia 27 para tomar medidas mais profundas e, eventualmente, actualizar os calendários de desconfinamento.

A única medida actualizada prende-se com os auto-testes. O Conselho de Ministros aprovou a sua venda em supermercados de testes rápidos de antigénio para detecção do SARS-CoV-2.

De acordo com a governante, a medida permitirá reforçar a identificação de casos positivos de covid-19, numa altura em que Portugal se mantém na zona vermelha da matriz de risco e a situação epidemiológica continua a preocupar o executivo.

“Continuamos naquilo que nas últimas semanas aqui tenho chamado a atenção que é uma corrida contra o tempo entre o processo de vacinação que se vai diariamente alargando e a evolução da pandemia”, sublinhou a governante, afirmando que se impõe, por isso, “uma insistência no processo de testagem, de identificação de positivos e do seu isolamento”.

Com a actualização das listas passaram de 60 a 90 os concelhos em situação de risco elevado ou muito elevado – concelhos portanto onde haverá recolher obrigatório às 23h00 e onde, aos fins de semana, serão exigidos testes negativos, ou certificado digital de vacinação, para se aceder ao interior de restaurantes (ver listas e mapas no fim da notícia).

O Governo reconhece que a situação pandémica se agravou (o que a matriz de risco revela) mas ao mesmo tempo ressalva que a velocidade de progressão do vírus parece estar a diminuir.

Matriz de risco indica agravamento da situação pandémica em Portugal
© Governo

A pressão nos internamentos no SNS subiu 19% numa semana (e 18% nos cuidados intensivos) mas a situação permanece abaixo das linhas vermelhas definidas pelo Governo, salientou a ministra.

Mariana Vieira da Silva admitiu que após a reunião do Infarmed de dia 27 o Governo avaliará a questão do regresso dos espectadores aos recintos desportivos.

“A Direcção-Geral da Saúde (DGS) tem estado a trabalhar num parecer sobre as características e a forma de organizar essa presença. Esse parecer já existe, tem de ser trabalhado, e o Governo decidirá, em função da avaliação da situação epidémica na reunião do próximo dia 27”, explicou.

Na passada sexta-feira, após a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) ter anunciado que as competições profissionais da época 2021/22 vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, fonte oficial do Governo disse à Lusa que a decisão ainda não estava tomada.

“O Governo não faz da matriz de risco que apresentou a única possível e está sempre disponível para a melhorar. Agora, nós ganhamos com a previsibilidade e com a utilização no tempo do mesmo instrumento.”

“O trabalho técnico já decorreu, da parte da DGS, há trabalho de organização e, depois, há uma decisão, que será sempre posterior à reunião do Infarmed”, frisou Mariana Vieira da Silva.

A época futebolística profissional de 2021/22 arranca com a primeira fase da Taça da Liga, entre 23 de 26 de Julho, enquanto os campeonatos da I Liga e da II Liga têm início previsto para 08 de Agosto, uma semana depois da disputa da Supertaça Cândido Oliveira, em Aveiro, entre o campeão Sporting e o Sporting de Braga, vencedor da Taça de Portugal, no dia 31 de Julho.

A ministra afirmou também que o Governo está disponível para “melhorar” a matriz de risco da pandemia da covid-19.

“O Governo não faz da matriz de risco que apresentou a única possível e está sempre disponível para a melhorar. Agora, nós ganhamos com a previsibilidade e com a utilização no tempo do mesmo instrumento”, disse.

“Chegaremos ao Infarmed [a reunião que junta peritos e políticos] prontos para ouvir em que situação nos encontramos, que medidas podem vir a ser necessárias e que sistemas de acompanhamento podem acontecer a partir de agora, no momento em que temos uma percentagem muito significativa da população adulta já vacinada e todas as idades de maior risco já vacinadas”, acrescentou.

Em alerta

O número de concelhos em alerta – concelhos que na próxima semana poderão ver as suas medidas de confinamento agravadas se ali a pandemia continuar a progredir – diminuiu de 34 para 30. Eis o respectivo mapa.

Concelhos em situação de alerta (15 de Julho de 2021)
© Governo

Risco elevado

O número de concelhos em situação de risco elevado subiu de 27 para 43. Eis o respectivo mapa e as medidas a que estão sujeitos.

Concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho de 2021)
© Governo

Medidas para concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Risco muito elevado

O número de concelhos em situação de risco muito elevado aumentou de 33 para 47. Eis o respectivo mapa e as medidas a que estão sujeitos.

Concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Medidas para os concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
15 Julho 2021 — 15:42

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736: Revelação do Infarmed. Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/REACÇÕES ADVERSAS

07 jun 08:26
Por Nuno Fernandes

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal e houve 44 casos de morte comunicados em idosos com várias doenças, mas não está demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até final de maio foram notificadas 6.995 reacções adversas, a maior parte (68,3%) referentes à vacina da Pfizer/BioNtech, com 4.782 casos, seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 1.509, a da Moderna, com 387, e a da Janssen, com 17 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que “a notificação no âmbito do Sistema Nacional de Farmacovigilância não pressupõe necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada” e que a vacinação contra a covid-19 “é a intervenção de saúde pública mais efetiva para reduzir o número de casos de doença grave e morte originados por esta pandemia”.

Os dados do Infarmed indicam que por cada 1.000 doses administradas foram comunicadas 1,21 reações no caso da Pfizer (Comirnaty), 1,24 no caso da AstraZeneca (Vaxzevria), 0,74 referentes à Moderna e 0,16 à vacina da Janssen.

No total de 5.790.080 doses administradas, o Infarmed registou 44 notificações de casos de morte em idosos com outras comorbilidades e em que não está demonstrada a relação causal com a vacina administrada.

“Os casos de morte ocorreram em pessoas com uma mediana de idades de 81 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada, uma vez que podem também decorrer dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, refere a Autoridade Nacional do Medicamento.

Das reacções registadas, 3.957 referem-se a casos não graves (59,1%) e 2.738 a casos graves (40,9%), refere o Infarmed, sublinhando que a maior parte (90%) das reacções adversas a medicamentos classificadas como graves se referem a “casos de incapacidade, maioritariamente temporária”.

A maioria das reacções notificadas ao Infarmed foram registadas em mulheres (4,712) e, por faixas etárias, aquela que mais notificações tem é a dos 30 aos 49 anos.

As 10 reacções mais notificadas referem-se a casos de reacção no local de injecção (3.250), dores musculares ou nas articulações (3.007), dores de cabeça (1.964), febre (1.800), astenia, fraqueza ou fadiga (1.123), náuseas (773), tremores (687), alterações/aumento dos gânglios (569), eritema/eczema ou erupção (481) e parestesias (400), ou seja, sensação de formigueiro ou picadas.

Lusa

Diário de Notícias


07 Junho 2021 — 07:01

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312: Saiba quais são os quatro medicamentos para a azia retirados pelo Infarmed

Autoridade do medicamento ordenou a retirada do mercado de medicamentos para a azia.

Infarmed retirou do mercado quatro medicamentos para a azia.
© Gonçalo Villaverde/Global Imagens

Bloculcer, Ranitidina, Ranitine e Zantac: são estes os medicamentos retirados do mercado pela autoridade do medicamento, segundo a SIC. A presença de uma substância potencialmente cancerígena levou o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) a ordenar a retirada imediata do mercado estes medicamentos de protecção gástrica, que contém o princípio activo ranitidina.

O Infarmed informou que todos os doentes em tratamento com estes medicamentos indicados para a azia, úlcera duodenal ou gástrica e refluxo gastro-esofágico devem interromper a toma de imediato e consultar um médico ou farmacêutico.

“Na sequência da detecção de uma impureza, N-Nitrosodimethylamine (NDMA), na substância activa ranitidina, o Infarmed determina a recolha e suspensão imediata da comercialização dos lotes de medicamentos (…) O motivo desta determinação decorre da presença em alguns lotes da referida impureza, da classe das nitrosaminas, já identificada em 2018 em alguns fármacos anti-hipertensores”, pode ler-se no comunicado do Infarmed.

O Infarmed recorda que as entidades que tenham estes medicamentos em stock devem proceder à sua devolução e que estão proibidas de vendê-las ou dispensá-las.

Diário de Notícias
DN
21 Setembro 2019 — 22:33