819: Testes grátis à covid-19 em Lisboa. Eis onde pode encontrar os postos móveis

SAÚDE/COVID-19/TESTES GRÁTIS/POSTOS MÓVEIS

Mufid Majnun / unsplash

Lisboa deu início a uma campanha de testagem massiva gratuita que se prolonga até sábado. Eis os postos móveis onde pode realizar o seu teste à covid-19.

Até sábado, Lisboa dá a oportunidade a residentes e não residentes de realizar, de forma gratuita, um teste à covid-19. A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que regista o maior número de novos infectados.

A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde, Cruz Vermelha Portuguesa, e Câmara Municipal de Lisboa, através da Polícia Municipal e Protecção Civil.

O jornal Expresso elaborou uma lista dos postos móveis onde as pessoas se podem deslocar para realizar o seu teste grátis à covid-19.

Postos móveis:

28 de Junho, segunda-feira

  • Gare do Oriente — das 9h30 às 12h30
  • Largo do Intendente — das 17h às 20h

29 de Junho, terça-feira

  • Estação de Entrecampos — das 9h30 às 12h30
  • Mercado de Alvalade — das 9h às 13h
  • Mercado de Arroios — das 9h às 13h
  • Mercado 31 de Janeiro — das 9h às 13h
  • Alameda Dom Afonso Henriques — das 17h às 20h

30 de Junho, quarta-feira

  • Gare do Oriente — das 9h30 às 12h30
  • Restauradores — das 17h às 20h

1 de Julho, quinta-feira

  • Estação de Entrecampos — das 9h30 às 12h30
  • Largo de São Domingos — das 17h às 20h

2 de Julho, sexta-feira

  • Gare do Oriente — das 9h30 às 12h30
  • Av. Almirante Reis — das 17 às 20h

3 de Julho, sábado

  • Praça Paiva Couceiro — das 10h às 13h
  • Alameda Dom Afonso Henriques — das 10h às 13h
  • Martim Moniz — das 17h às 20h
  • Alameda Dom Afonso Henriques — das 16h às 19h

ZAP //

Por ZAP
28 Junho, 2021

 

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Máscaras e distanciamento social podem “durar anos”

 

SAÚDE/CORONAVÍRUS/COVID-19

Epidemiologista inglesa explica que a normalidade não regressa enquanto o mundo inteiro não estiver vacinado em grande percentagem.

Uma imagem que faz parte do quotidiano (aqui em Moscovo), que não poderemos abandonar tão cedo.
© YURI KADOBNOV/AFP

O aviso é da epidemiologista Mary Ramsay: não se pense em deixar de lado as máscaras e as medidas de distanciamento social tão cedo. “Penso que certamente durante alguns anos, pelo menos até que outras partes do mundo estejam tão bem vacinadas como nós, e os números tenham descido em todo o lado, ou seja, quando pudermos regressar muito gradualmente a uma situação mais normal”, disse a directora do departamento de Vacinação da agência de saúde (equivalente à DGS) de Inglaterra.

Este aviso acontece dias antes de as medidas restritivas serem um pouco aliviadas. A partir de dia 29 os ingleses poderão juntar-se até ao número de seis ao ar livre, sendo que grupos de pais e crianças até 15 pais podem encontrar-se ao ar livre. As instalações desportivas e de lazer ao ar livre também podem reabrir, e a proibição dos desportos ao ar livre é levantada. O plano de desconfinamento não prevê que antes de 21 de Junho sejam removidas todas as restrições.

Mary Ramsay advertiu que é “muito importante” não baixar a guarda porque qualquer vírus em circulação irá inevitavelmente atacar aqueles que são vulneráveis. “Temos de olhar com muito cuidado antes que qualquer uma destas restrições seja levantada”, disse.

No Reino Unido foram vacinados mais de 27 milhões de pessoas, dos quais 2,2 milhões com as duas doses, com o governo a celebrar o “enorme sucesso” do programa de vacinação. Em 162 países e territórios foram administradas mais de 425 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, doença que já provocou a nível global mais de 2,7 milhões de mortos.

No campo político, o ministro da Defesa britânico Ben Wallace criticou a ameaça da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em proibir a exportação das vacinas da AstraZeneca, que se comprometeu em entregue mais das 90 milhões de doses no primeiro trimestre aos países europeus. Para Wallace a proibição será “contraproducente” e a reputação de Bruxelas está em jogo.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
21 Março 2021 — 21:11

 

 

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561: Utilização de máscara bloqueia 99,9% das grandes gotículas ligadas à covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/MÁSCARAS

Anna Shvets / Pexels

Já era de conhecimento geral que as máscaras tinham um grande peso no combate à disseminação da covid-19, o que não se sabia é que estas reduzem o risco de espalhar grandes gotículas em 99,9%. 

As conclusões foram obtidas depois de ter sido realizada uma experiência de laboratório com seres humanos. Imaginem-se dois indivíduos separados por dois metros de distância, sendo que um deles está a tossir sem máscara: este último vai acabar por colocar a outra pessoa em risco porque será exposta a 10 mil vezes mais gotículas do que se o outro individuo estivesse a usar uma máscara.

“Não restam mais dúvidas de que as máscaras podem reduzir drasticamente a dispersão de gotículas potencialmente carregadas de vírus”, disse o autor Ignazio Maria Viola, que também é professor na Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo.

O investigador acredita que as grandes gotículas respiratórias sejam as principais responsáveis ​​pela transmissão do SARS-CoV-2. As menores, por vezes chamadas de aerossóis, podem permanecer suspensas no ar por períodos mais longos.

“Nós exalamos continuamente uma grande variedade de gotas, da escala micro à escala milimétrica. Algumas das gotas que andam no ar morrem mais rápido do que outras, dependendo da temperatura, humidade e da velocidade do ar”, explicou o professor.

Porém, este estudo, publicado no Royal Society Open Science no dia 23 de Dezembro, concentrou-se em partículas grandes, o que significa que são cerca de duas a quatro vezes maiores do que a largura de um fio de cabelo humano. No caso dos aerossóis, estes tendem a seguir correntes no ar e por isso dispersam mais rapidamente.

Com estas descobertas a equipa quer evidenciar ainda mais a necessidade de se fazer uma utilização correta da máscara. “Se usarmos máscara, estamos a mitigar a transmissão do vírus numa ordem muito superior”, frisa Ignazio Maria Viola.

O especialista revela ainda que, durante o estudo, a equipa percebeu que a máscara pode evitar o contacto com 99,9% das grandes gotículas que circulam no ar.

De acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) em Seattle, Washington, pelo menos 55 mil vidas podem ainda ser salvas nos Estados Unidos nos próximos quatro meses, caso se aplique uma política universal de uso de máscara.

Como recorda o Phys, no início deste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) actualizou a sua orientação sobre a utilização de máscaras, de modo a recomendar que estas sejam usadas em ambientes fechados na presença de outras pessoas, sobretudo se a ventilação for inadequada.

Por Ana Moura
5 Janeiro, 2021

 

 

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517: COVinBOX-BPA: Dispositivo impede a contaminação de profissionais

 

SAÚDE/COVID-19/PROTECÇÃO

O mundo deposita esperança nas vacinas que estão para vir. No entanto, até lá, há ainda um longo caminho a percorrer, tempo esse que pode ser usado para criar soluções que nos protejam.

Na Covilhã foi recentemente criado um dispositivo que impede a contaminação de profissionais. Vamos conhecer o projecto COVinBOX-BPA.

COVinBOX-BPA – A Barreira Protectora de Aerossóis

Uma parceria Empresarial, Hospitalar e Universitária permitiu criar uma barreira protectora de aerossóis que impede a contaminação de profissionais de saúde quando tratam doentes com COVID-19 e outras doenças infecciosas do foro respiratório.

O COVinBOX-BPA (Barreira Protectora de Aerossóis) foi desenvolvido por médicos anestesiologistas do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira (CHUCB) e por um professor da unidade de I&D Aeronautics and Astronautics Research Center (AEROG) sediada na Universidade da Beira Interior. O dispositivo será produzido e comercializado pela Joalpe International.

O primeiro dispositivo-barreira “foi criado com plástico em forma de tenda, montada sobre o separador entre a área de anestesia e área cirúrgica e depois a tenda de plástico foi montada sobre a estrutura de um andarilho, e a partir daqui nasceu a estrutura da COVinBOX.

O equipamento encontra-se em fase de certificação pelo Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, aguardando igualmente a obtenção da certificação CE.

Primeiro pensada apenas para proteger a equipa da sala operatória, à medida que os protótipos foram evoluindo e tendo em conta a protecção de profissionais de saúde de outras áreas, “chegou-se ao protótipo final, com aplicação em blocos operatórios, unidades de cuidados intensivos, enfermarias, serviços de urgência, salas de emergência, consultórios médicos de qualquer especialidade, consultórios de medicina dentária e de outros profissionais de saúde oral, lares de idosos, unidades de cuidados continuados e transporte de doentes em ambulância e dentro do hospital”, acrescenta o investigador.

O protótipo foi apresentado este sábado, numa sessão restrita de demonstração no CHUCB

Pplware
Imagem: DN e Jornal do Fundão
Autor: Pedro Pinto
28 Nov 2020

411: Detectado factor climático determinante para a propagação do coronavírus

 

SAÚDE/COVID-19/CLIMA

Rovena Rosa / ABr

Altas temperaturas combinadas com baixa humidade propiciam que as gotículas contaminadas com o novo coronavírus evaporem mais rapidamente, reduzindo a sua capacidade de infectar pessoas.

De acordo com os cientistas, citados pelo canal estatal russo RT, a velocidade a que as gotículas de saliva se evaporam, determinada pela temperatura e humidade relativa da atmosfera, é um factor chave no ritmo de proliferação da covid-19.

Através de um modelo informático, a equipa descobriu que “as altas temperaturas e a baixa humidade provocam altas taxas de evaporação das gotículas de saliva contaminadas, o que reduz significativamente a viabilidade do vírus”, afirma Talib Dbouk, um dos autores do estudo publicado, esta terça-feira, na revista científica Physics of Fluids.

Além disso, os investigadores examinaram a influência da velocidade do vento na propagação do vírus, tendo descoberto que a nuvem de gotículas contaminadas mantém a sua forma esférica tanto com ventos de 10 metros por segundo como de 15 metros por segundo. Portanto, o distanciamento social deve ser respeitado não só na direcção do vento, mas também na direcção perpendicular a ele, acrescentam os cientistas.

“Estas descobertas devem ser tidas em conta devido à possibilidade de uma segunda vaga no outono e no inverno, quando as baixas temperaturas e as altas velocidades do vento aumentarão a sobrevivência e a transmissão do vírus no ar”, afirma a equipa.

A pandemia do novo coronavírus já infectou mais de 31 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo mais de cinco milhões na Europa, segundo um recente balanço da agência AFP.

ZAP //

Por ZAP
24 Setembro, 2020

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363: Primeira máscara que inactiva novo coronavírus criada em Portugal

CIÊNCIA/SAÚDE/COVID-19/PROTECÇÃO

(dr) Mo

A primeira máscara têxtil e reutilizável com capacidade comprovada para inactivar o novo coronavírus foi criada em Portugal, num projecto de cooperação entre a comunidade empresarial, académica e científica.

Em causa está a máscara MOxAd-Tech, que “superou com sucesso os testes realizados pelo Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, tornando-a na primeira máscara com capacidade de inactivar o vírus SARS-CoV-2”, informa, em comunicado, o consórcio responsável pela inovação.

Composto pela fabricante Adalberto, a retalhista do grupo Sonae Fashion (Mo), o Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal e a Universidade do Minho, este projecto “de cooperação entre a comunidade empresarial, académica e científica” permitiu, então, “o desenvolvimento de uma máscara reutilizável de elevado desempenho”, que além de ser feita de um tecido com características anti-microbianas, tem agora “protecção adicional” comprovada.

Após vários testes realizados pelo Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes chegou-se à conclusão de que “a máscara beneficia de um revestimento inovador que neutraliza o vírus SARS-CoV-2 quando este entra em contacto com o tecido, efeito que se mantém mesmo depois da realização de 50 lavagens”.

Pedro Simas, investigador e virologista deste instituto, explica, em nota de imprensa, que “os testes à máscara MOxAdtech revelaram uma inactivação eficaz do SARS-CoV-2 mesmo após 50 lavagens, onde se observou uma redução viral de 99% ao fim de uma hora de contacto com o vírus, de acordo com os parâmetros de testes indicados na norma internacional”.

“De forma simplificada, estes testes consistem na análise do tecido após o contacto com uma solução que contém uma determinada quantidade de vírus, cuja viabilidade se mede ao longo do tempo”, adianta o especialista.

Estas máscaras, produzidas em Portugal, estão já a ser comercializadas por 10 euros no país e também em toda a União Europeia.

ZAP // Lusa

Por Lusa
25 Julho, 2020

Eu já utilizo esta máscara desde que saiu para o mercado.