532: Vinho e queijo podem ajudar a prevenir a demência (e a lutar contra a covid-19)

 

CIÊNCIA/SAÚDE/ALZHEIMER

vanessa lollipop / Flickr

As pessoas que comem mais queijo e consumem mais vinho, ainda que de forma moderada, podem apresentar uma maior protecção contra doenças cognitivas, como é o caso da demência ou do Alzheimer, mas também contra a covid-19.

A conclusão é de uma nova investigação da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, que analisou dados de 1.787 adultos britânicos, todos com idades compreendidas entre os 46 e os 77 anos em 2016, precisa o portal IFL Science.

Todos os participantes realizaram um Teste de Inteligência de Fluidos (FIT), que avalia as habilidades de aprendizagem e memória, entre 2006 e 2010.

Os testes de acompanhamento foram realizados de 2012 a 2013 e novamente entre 2015 e 2016, permitindo aos cientistas rastrear as mudanças nas capacidades cognitivas dos participantes ao longo de um período de dez anos.

Ao longo deste período, os participantes também responderam a questões sobre a sua alimentação, fornecendo informações sobre a ingestão diária de 49 alimentos integrais diferente, incluindo frutas, verduras, peixes, carnes e lacticínios, bem como bebidas alcoólicas como vinho, cerveja e cidra.

Em comunicado, o autor principal do estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica especializado Journal of Alzheimer’s Disease, disse ter ficado agradavelmente surpreso com os resultados.

“Fiquei agradavelmente surpresos pelos nosso resultados sugerirem que comer queijo com responsabilidade e beber vinho tinto diariamente não são bons apenas para nos ajudar a lidar com a actual pandemia de covid-19, mas também para lidar com um mundo cada vez mais complexo”, explicou, citado na mesma nota.

Apesar dos resultados, o especialista enfatiza que são necessários mais estudos.

“Embora tenhamos levado em conta se estes resultados se relacionavam apenas com aquilo que pessoas mais ricas comem e bebem, são necessários mais ensaios clínicos para determinar se mudanças fáceis na nossa dieta podem ajudar os nossos cérebros de forma significativa”, continuou, acrescentando: “Dependendo dos factores genéticos que carregam, alguns indivíduos parecem estar mais protegidos dos efeitos do Alzheimer, enquanto outros parecem estar em maior risco”.

Por isso, concluiu, é crucial continuar com a investigação neste campo para apurar o papel das dieta alimentar no declínio cognitivo e nas doenças que provocam.

“Dito isto, acredito que as escolhas alimentares certas podem prevenir a doença e o declínio cognitivo como um todo. Talvez a solução definitiva que estamos a procurar seja a forma como comemos. Descobrir o que isso acarreta contribuiu para uma melhor compreensão do Alzheimer e coloca a doença numa trajectória reversa”.

ZAP //

Por ZAP
17 Dezembro, 2020

 

 

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304: Há uma planta sempre presente na nossa cozinha que previne a perda de memória

(CC0/PD) TheVirtualDenise / Pixabay

Ingerir alho pode prevenir o esquecimento, sobretudo em pacientes com Alzheimer ou Parkinson. O benefício vem do sulfeto alílico.

O consumo de alho ajuda a neutralizar as mudanças relacionadas à idade nas bactérias intestinais associadas a problemas de memória, segundo um estudo recente, realizado em cobaias. O benefício vem do sulfeto alílico, um composto presente no alho e conhecido pelos seus benefícios para a saúde.

“A nossa descoberta sugere que a administração dietética de alho, contendo sulfeto alílico, pode ajudar a manter microrganismos intestinais saudáveis e melhorar a saúde cognitiva em idosos”, afirmou Jyotirmaya Behera, líder da equipa de cientistas da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos.

Na prática, este composto restaura triliões de microrganismos, também conhecidos como microbiota, no intestino. Pesquisas anteriores já haviam sublinhado a importância da microbiota intestinal para a saúde humana, mas poucos estudos haviam explorado o bem-estar do intestino e as doenças neurológicas normalmente associadas ao envelhecimento.

“A diversidade da microbiota intestinal é diminuída em pessoas idosas, um estágio da vida em que as doenças neuro-degenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson, se desenvolvem, e as habilidades cognitivas e de memória podem diminuir”, disse Neetu Tyagi, cientista que fez parte da equipa responsável e co-autora deste estudo.

“Quisemos entender melhor como as alterações na microbiota intestinal estão relacionadas ao declínio cognitivo associado ao envelhecimento”, acrescentou, citada pelo Science Daily.

Behera adiantou que os dados sugerem que o consumo dietético de alho “pode ajudar a manter os microrganismos do intestino saudáveis e melhorar a capacidade cognitiva e de raciocínio na população mais idosa”.

Os cientistas testaram esta teoria em ratos idosos de 24 meses, o que equivale à idade humana entre os 56 e os 69 anos. A estas cobaias foi-lhes dado sulfeto alílico e os animais foram, posteriormente, comparados a ratos mais novos e da mesma idade que não receberam aquela substância.

Os resultados desta experiência revelaram que os roedores mais velhos que consumiram o suplemento revelaram ter uma melhor memória a curto e médio prazo, assim como uma melhor saúde intestinal.

Além disso, pesquisas subsequentes concluíram que o sulfeto alílico preserva ainda uma expressão genética derivada de um factor neuronal natriurético no cérebro que é crucial para a preservação da memória. As descobertas foram anunciadas na reunião anual da American Physiological Society, em Orlando, Florida.

Ainda assim, as experiências continuam. Os cientistas têm como objectivo entender melhor a relação entre a microbiota intestinal e o declínio cognitivo como tratamento no envelhecimento da população.

ZAP //

Por ZAP
14 Abril, 2019

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226: Demência é mais grave para quem reside em lares e tem défice cognitivo

demenciaOs casos mais graves, entre quem sofre de demência, são os residentes em lares com défice cognitivo. Estes doentes apresentam o dobro da percentagem de casos de demência grave em comparação com os utentes que moram em casa e são seguidos nos cuidados de saúde primários.

Os resultados foram apresentados no ‘Estudo sobre Necessidades de Cuidados em Pessoas com Demência’, realizado para “caracterizar os doentes-tipo existentes no país, com base em amostras epidemiologicamente representativas de cada região de saúde, possibilitando estruturar os planos de cuidados mais adequados”.

Contudo, os dados revelados até agora (constam do relatório ‘Portugal – Saúde Mental em Números – 2015’) reportam apenas à região norte, com início em 2013.

O estudo demonstrou que, dos 171 utentes dos cuidados de saúde primários com problemas de saúde mental e avaliação compreensiva em casa ou no centro de saúde, 151 (88,3 por cento) foram identificados como tendo défice cognitivo.

Destes 151, 44,8 por cento apresenta défice cognitivo ligeiro, 24 por cento demência ligeira, 23,4 por cento demência moderada e 7,8 por cento tem demência grave.

Entre os 153 residentes em lares, 51 apresentavam défice cognitivo, sendo que 23,5 por cento tinham défice ligeiro, 25,5 por cento demência ligeira, 29,4 por cento demência moderada e 15,7 por cento apresentavam demência grave.

De acordo com as conclusões dos resultados preliminares, “o rastreio e triagem precoce de pessoas com défice cognitivo e respectiva referenciação ou acompanhamento são essenciais para garantir cuidados adequados às pessoas mais velhas, nomeadamente as que têm demência”.

O estudo insere-se nas Parcerias Europeias de Inovação (EIP, 2012), das quais a Unidade de Investigação e Formação sobre Adultos e Idosos (UNIFAI) do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto é parceira.

O trabalho foi financiado pelo Programa Nacional de Saúde Mental.

PTjornal
Quinta-feira, 24/03/2016 – 15:02

209: Cientistas de Singapura descobrem nova forma de tratamento para demência

Cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU) de Singapura anunciaram hoje ter descoberto uma nova forma de tratar a demência que consiste no envio de impulsos eléctricos para zonas do cérebro para aumentar o crescimento de novas células cerebrais.

O novo tratamento, conhecido como estímulo cerebral profundo, é um procedimento terapêutico já utilizado em algumas partes do mundo para várias situações neurológicas como tremores ou distonia.

Os cientistas da NTU indicaram ter descoberto que esse estímulo pode também ser usado para aumentar o crescimento de células cerebrais, mitigando os efeitos nocivos das condições relacionadas com a demência e melhorar a memória a curto e longo prazo.

Jornal Destak online
Destak/Lusa | destak@destak.pt
06 | 04 | 2015 08.21H

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