913: Retirados do mercado gelados e queijos de barrar com goma de alfarroba contaminada

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO/CONTAMINAÇÃO

A directora de Serviços de Nutrição e Alimentação da DGAV explicou que os lotes de goma de alfarroba contaminada com um pesticida cancerígeno estão todos identificados

© Monica Schipper / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

As autoridades portuguesas já identificaram e retiraram do mercado nacional gelados e queijos para barrar produzidos com lotes de goma de alfarroba contaminada com um pesticida cancerígeno, revelou fonte da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Em declarações à Lusa, a directora de Serviços de Nutrição e Alimentação da DGAV, Ana Paula Bico, explicou que os lotes de goma de alfarroba contaminada estão todos identificados, que os operadores estão “a colaborar activamente” e que as autoridades competentes estão a verificar o cumprimento das medidas de retirada e recolha impostas.

“Alguns [dos produtos] nem sequer foram produzidos em Portugal. Estão distribuídos pelo Norte e pelo Sul, os lotes estão todos identificados, já foram retirados. A rastreabilidade está a funcionar” afirmou Ana Paula Bico, sublinhando: “nem toda a goma de alfarroba está contaminada”.

A responsável acrescentou que a goma de alfarroba é um aditivo autorizado em muitos alimentos como estabilizante ou espessante e aconselhou os consumidores a verificarem a lista de ingredientes dos produtos, onde os aditivos estão classificados pela sua função tecnológica (estabilizante ou espessante) e são indicados ou por escrito (goma de alfarroba) ou com o número (E410), e a contactar os locais de compra.

“As grandes cadeias de distribuição, nas campanhas de fidelização dos clientes, sabem exactamente o que o cliente comprou e não nos é estranho receber uma mensagem no telemóvel a dizer ‘comprou uma lasanha que tinha um alergénio não identificado, caso tenha algum problema venha ter connosco'”, acrescentou a responsável, frisando que “pelo menos há dois anos” que a grande distribuição faz esses contactos com os seus clientes.

Ana Paula Bico disse ainda que a DGAV está “a todo o momento a receber informações de toda a Europa sobre lotes que estão a ser identificados para serem retirados”, um processo que deverá ainda levar mais dois ou três dias.

Goma de alfarroba contaminada com pesticida cancerígeno. Produtos devem ser retiradosALERTA
Goma de alfarroba contaminada com pesticida cancerígeno. Produtos devem ser retirados

 

A DGAV tinha alertado hoje, em comunicado, para a possibilidade de existência no mercado nacional de alguns géneros alimentícios, como gelados, com goma de alfarroba contaminada com um pesticida cancerígeno que representa um grave risco para a saúde.

Nessa nota, explicava que tinham sido identificados, em Junho, e notificados através do sistema de Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), alguns géneros alimentícios produzidos com goma de alfarroba (aditivo alimentar E 410) contaminada com óxido de etileno.

Segundo a DGAV, o óxido de etileno é um pesticida não autorizado que “constitui um risco grave para a saúde humana”, uma vez que “está classificado como mutagénico da categoria 1B, cancerígeno da categoria 1B e tóxico para a reprodução da categoria 1B”.

Tendo em consideração os seus efeitos para a saúde, os estados-membros concluíram que, para os produtos que contêm o aditivo E 410 contaminado com o óxido de etileno, “não é possível definir um nível seguro de exposição para os consumidores”, o que significa que a exposição a qualquer teor representa um potencial risco, acrescentava.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Julho 2021 — 14:19

Eu gostava de saber é se esta goma de alfarroba, que faz parte de gelados TEMPTATION, vendidos no Minipreço, pertencem à mesma classe cancerígena mencionada no artigo acima. É que a CARRAGENINA (E-407), DEVE SER EVITADA.[/aviso]

O que é a Carragenina (E-407) ?

A Carragenina ou Carragena é feita a partir de extractos de algas vermelhas. É usada como:

  •  estabilizante (especialmente em produtos com leite por reagir com as proteínas)
  • espessante e gelificante, produzindo uma amplas variedade de texturas de gel à temperatura ambiente, podendo ser encontrado em produtos com água ou em margarinas para dar efeito de viscosidade;
  • agente de suspensão e de retenção de água;
  • emulsificante (mantém líquidos unidos);
  • clarificante (em bebidas);
  • ou substituto vegetariano ou vegan de gelatinas de origem animal.

Porque evitar a Carragenina?

“Existem dois tipos de carragenina, a degradada (com baixo peso molecular) e a não degradada (com alto peso molecular). A versão não degradada é aprovada para uso em produtos alimentares, enquanto a degradada é um conhecido agente cancerígeno. O problema é que a carragena alimentar (não degradada) também traz uma série de problemas ao organismo, como mostram diversos estudos científicos. Ela pode ser degradada durante o processamento do alimento ou já vir contaminada pelas pequenas moléculas da carragena degradada.” Dra. Tamara Mazaracki in http://benvenutri.blogspot.pt/2016/06/carragena.html

A carragenina alimentar não é digerível, nem tem valor nutricional. As células intestinais absorvem-na facilmente, mas como não a conseguem metabolizar, esta vai-se aí acumulando, podendo levar à destruição da célula e ulceração.

Historial de Contras da Carragenina:

  • Co-factor na produção de lesões cancerosas.
  • Tem um efeito inflamatório no organismo, principalmente na mucosa intestinal, onde produz ulcerações que se assemelham à colite ulcerativa. Está associada a problemas gastro-intestinais, resistência insulínica, diabetes, lesões e até úlceras.
  • Potencia o desenvolvimento de inflamação crónica, a qual é a causa inicial de muitas moléstias graves, incluindo doenças cardíacas, Alzheimer, Parkinson e cancro.

Existem diversos estudos de laboratório que comprovaram que o uso de carragenina em animais acarretou cancro, micro perdas de sangue na urina, dificuldades de crescimento, intolerância à glicose e resistência à insulina.

Então se acontece nos animais, que têm órgãos como nós, será conveniente evitar o consumo de carragenina, uma vez que não é nutritiva e apenas serve para a indústria alimentícia conseguir produtos com maior durabilidade nas prateleiras dos supermercados de uma forma mais económica.

Todavia há alegações de que a Carragenina é inofensiva (ver aqui). Porém, dada a extensa informação contrária, mantenho as minhas reservas e prefiro não a consumir, escolhendo produtos cuja composição seja o mais natural e simples possível.

(Esta substância é muito comum nas natas/creme de leite, por tal convém ler sempre os ingredientes).

In: https://arquetipicocozinhainusitada.wordpress.com/2017/09/14/o-que-e-carragenina-porque-evita-la/

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905: Parkinson, Cancro e Diabetes Tipo 2 têm uma causa em comum

SAÚDE/CANCRO/DIABETES/PARKINSON

Torsten Wittmann / Universidade da California
As mitocôndrias geram energia nas células

O papel da proteína Parkin no processo da mitofagia pode ser a chave no tratamento do Parkinson, cancro e diabetes tipo 2.

Há um elemento em comum que causa cancro, Parkinson e diabetes tipo 2: uma enzima. Quando as células estão sob stress, aciona-se uma proteína chamada Parkin que protege a mitocôndria, a parte da célula que gera energia.

Um estudo publicado este ano na Science Advances descobriu uma ligação entre o sensor do stress das células e a Parkin que está também associada à diabetes tipo 2 e ao cancro, o que pode abrir um caminho para tratar estas doenças.

O papel da Parkin é facilitar o processo da mitofagia, ou seja, desobstruir as mitocôndrias que tenham sido danificadas pelo stress celular para que novas as possam substituir. Quando se sofre de Parkinson, a proteína não é capaz de concluir a mitofagia.

Apesar de já se saber há algum tempo que a Parkin detecta o stress das mitocôndrias, ninguém sabia exactamente como este processo começava. A Parkin dirigia-se para as mitocôndrias depois dos danos, mas não se sabia qual era o sinal que a proteína recebia depois de chegar lá.

“As nossas descobertas representam de longe o passo mais inicial na resposta da Parkin que alguém já conseguiu encontrar até agora. Todos os outros eventos bioquímicos acontecem numa hora, nós encontramos algo que acontece em cinco minutos“, explica Reuben Shaw, professor e director do Centro de Cancro do Instituto de Salk e autor do estudo, à Sci Tech Daily.

“Descodificar este passo importante na forma como as células descartam mitocôndrias danificadas tem implicações em várias doenças”, acrescenta o investigador.

O laboratório de Reuben Shaw, conhecido pelos trabalhos sobre metabolismo e cancro, descobriu há 10 anos uma enzima, AMPK, que é altamente sensível a vários tipos de stress celular e que controla a autofagia ao activar uma outra enzima chamada ULK1.

Depois dessa descoberta, Shaw juntou-se à estudante Portia Lombardo para procurar proteínas relacionadas com a autofagia e directamente activadas pela ULK1 e ficaram surpreendidos quando a Parkin surgiu no topo da lista. Os processos bioquímicos envolvem normalmente muitos participantes, no entanto, a mitofagia é iniciada apenas com três, a AMPK, a ULK1 e a Parkin.

O novo estudo começa agora a explicar este primeiro passo importante na activação da proteína, que começa com um sinal da AMPK até à ULK1 e que depois ordena a Parkin para ir verificar a mitocôndria depois dos primeiros danos e removê-la completamente.

A AMPK é activada por uma proteína LKB1 que está associada a vários tipos de cancro e também por um medicamento para a diabetes tipo 2 chamado metformina. Doentes diabéticos que tomam metformina também têm menos risco de desenvolver cancro e este medicamento está também a ser estudado como uma opção para tratar o envelhecimento neuro-degenerativo.

“A grande conclusão para mim é que o metabolismo e as mudanças na saúde das mitocôndrias são fundamentais no cancro, na diabetes e nas doenças neuro-degenerativas. Isto porque os mecanismos gerais que sustentam a saúde das nossas células estão muito mais integrados do que alguém poderia ter imaginado“, conclui Reuben Shaw.

AP, ZAP //

Por ZAP
23 Julho, 2021

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876: Doentes com cancro e infectados com SARS CoV-2 produzem anticorpos contra o vírus

SAÚDE/COVID-19/CANCRO

Médicos do Hospital de Santa Maria e cientistas do Instituto de Medicina Molecular estudaram 72 pacientes internados com covid e descobriram que os doentes oncológicos também criam anticorpos contra o vírus, independentemente da gravidade da doença base. O estudo já foi publicado na revista The Oncologist.

A equipa: os médicos internos,Miguel Esperança Martins (à dir.) e Pedro Gaspar (à esq.),Catarina Mota e Marc Veldhoen (atrás), no Serviço de Medicina Interna, onde tudo começou.
© Gerardo Santos Global Imagens

O SARS-CoV-2 invadiu o mundo no final de 2019 a partir da província de Wuhan, na China. E a 11 de Março a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciava o que mais se temia: uma pandemia. Nessa altura, Portugal começava a registar os primeiros casos de infecção e os hospitais organizavam-se para abrir portas e tratar uma infecção sobre a qual muito pouco se sabia.

No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o Serviço de Medicina Interna, mais especificamente a enfermaria 2-A, organizou-se e preparou-se para receber só este tipo de doentes. Um ano depois, continua a fazê-lo, mas a equipa médica soube, assim que chegaram os primeiros casos, que além de os tratar haveria algo mais a fazer. “Era nossa obrigação contribuir com investigação clínica e dar o nosso contributo científico no âmbito da infecção SARS-CoV-2”, afirma Catarina Mota, a especialista em Medicina Interna que ajudou a montar o projecto levado a cabo por uma equipa de médicos do Hospital de Santa de Maria e de cientistas do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM). Um trabalho que já deu resultados – foi publicado recentemente na revista científica The Oncologist – e que teve como missão avaliar a reacção de doentes oncológicos à infecção por SARS-CoV-2.

O objectivo era obter resultados que pudessem sustentar as decisões clínicas dos oncologistas. O que conseguiram, também graças à parceria com a ciência, a qual também só é possível por “a nossa instituição estar integrada no Centro Académico de Medicina de Lisboa, que estimula a formação clínica e a investigação. Portanto, quando começámos a ver estes doentes, a tratá-los e a acompanhá-los, sentimos que havia algo a fazer e numa colaboração mais estreita com a investigação científica, pois sabemos que é esta relação entre prática clínica e ciência que nos permitirá, no futuro, prestar melhores cuidados de saúde”, refere Catarina Mota.

A partir daqui, e talvez porque a especialidade de medicina interna tem como característica “uma grande abrangência de conhecimentos e uma visão mais global, multidisciplinar e integrada do doente”, como a define Catarina Mota, muito havia a fazer, quer no combate ao vírus, na forma de lidar com ele, quer no impacto que este estava a ter nos infectados, fossem eles doentes saudáveis, crónicos ou oncológicos.

O envolvimento dos internistas na abordagem e tratamento à infecção por SARS-CoV-2 era já grande deste ponto de vista e desde o início da pandemia, mas faltava o envolvimento científico para se saber mais. Foi então que surgiu este projecto, que, na verdade, partiu da iniciativa de um dos internos de oncologia médica, a fazer estágio no Serviço de Medicina Interna, Miguel Esperança Martins. Aliás, e como salienta a professora Catarina Mota, “este trabalho deve-se muito a todos os internos, quer de medicina interna quer de oncologia médica”, sublinhando também que, desde o início, o projecto teve o apoio do “director do serviço, António Paz Lacerda, e da coordenadora da unidade, Sandra Brás, que estimularam o empenhamento”. E foi então que começaram os contactos com a equipa de Marc Veldhoen, investigador principal do Laboratório de Regulação do Sistema Imunitário do iMM.

Do biobanco à descoberta

A proposta inicial apontou para a criação de um biobanco, com colheitas de amostras biológicas de doentes com SARS-CoV-2 internados na enfermaria 2-A, e numa altura em que “nem sequer tínhamos um projecto objectivo definido, mas sempre a pensar que futuramente iríamos poder beneficiar das amostras que fossem recolhidas para fazer uma série de estudos importantes que nos permitissem perceber melhor o comportamento da infecção”.

O passo seguinte foi o da intensa revisão da literatura sobre a infecção, o qual, sublinha mais uma vez Catarina Mota, “foi um trabalho para o qual contribuíram, e muito, os internos de medicina interna e de oncologia médica”, tendo sido nesta fase que se identificou haver um grupo de doentes sobre os quais havia muito poucos estudos e literatura que sustentasse a decisão médica: o grupo de doentes com neoplasias. O objectivo da investigação estava traçado.

Depois, foi desenhar o trabalho já em equipa com o iMM, abordar os doentes, para que dessem o seu consentimento, recolher amostras, analisá-las em laboratório e fazer o tratamento de dados. Um ano depois, o resultado está à vista: os doentes oncológicos conseguem produzir anticorpos e defender-se do vírus, independentemente da gravidade da sua doença base. Uma descoberta que todos esperam que já esteja a apoiar a prática clínica em relação a estes doentes, sobretudo quando há que tomar a decisão de iniciar, suspender ou manter as terapêuticas antineoplásicas.

“Foi um desafio enorme. Exigiu um investimento muito grande de tempo, físico, emocional e psicológico, no acompanhamento dos doentes, mas não nos demitimos da nossa obrigação de contribuir para a investigação científica e de tratar melhor os doentes.”

Para a médica internista, “foi um desafio enorme”. “Estávamos perante uma situação inédita, na altura ainda sabíamos menos do que agora do ponto de vista clínico e científico, e a exigência era a de que investigássemos em tempo real. Isto exigiu um investimento muito grande de tempo, físico, emocional e psicológico no tratamento e no acompanhamento destes doentes, mas não nos demitimos da nossa obrigação de dar também o nosso contributo à investigação científica e do nosso objectivo de tratar melhor os doentes.”

E, segundo explicam, esta parceria teve, desde logo, uma vantagem: a criação do biobanco com amostras de doentes com covid-19. “O biobanco existente no iMM tinha apenas amostras de 2013 a 2018 e a recolha de amostras de doentes infectados com SARS-CoV-2 acabou por ser uma das grandes vantagens da parceria entre hospital e iMM, porque estas poderão agora ser utilizadas na resposta a novas questões.”

Equipas de Santa Maria e do iMM estudaram 72 doentes, 19 dos quais com cancro. A maioria era do sexo feminino e com uma idade média de 58 anos.
© Gerardo Santos Global Imagens

Recolha de amostras foi feita desde a admissão até aos cuidados intensivos

É à volta de uma mesa no segundo piso do hospital, no gabinete da coordenadora da unidade para o internamento covid, que a nossa conversa com médicos e cientistas se desenrola. Afinal, foi ali que tudo começou, com a chegada dos doentes. Ao lado de Catarina Mota, os médicos internos de oncologia e de medicina interna Miguel Esperança Martins e Pedro Gaspar, e Marc Veldhoen, o investigador holandês radicado em Portugal, que assumiu a coordenação da investigação científica.

O primeiro, e talvez porque apanhou a pandemia em pleno estágio no Serviço de Medicina Interna, assumiu a coordenação clínica do estudo, desenvolvendo um papel importante no desenho das quatro questões para as quais se procuravam respostas. O segundo, teve igualmente um papel importante, mas na abordagem do doente e na recolha de amostras, já que estava, juntamente com Catarina Mota, na linha da frente no tratamento aos doentes. Mas para um e para outro, este trabalho foi uma experiência fundamental para quem vive a medicina, até porque esta, e nas palavras de Miguel Esperança Martins, “é uma ciência de vasos comunicantes com uma interligação cada vez mais definida entre os investigadores e os clínicos, que são também eles investigadores”.

Foi então que se passou à abordagem do doente, para obter o seu consentimento e à recolha de amostras, de acordo com os critérios de selecção também previamente definidos. “Começámos por seleccionar doentes positivos ao SARS-CoV-2, internados no serviço, mas com alguma heterogeneidade em termos de gravidade clínica”, explica Catarina Mota.

Ou seja, “doentes com sintomas ligeiros e com sintomas mais graves para fazermos a recolha de amostras em dois momentos diferentes, na altura da admissão e ao fim de sete dias, o que nos permitiu ter amostras biológicas de doentes numa fase ligeira da doença e já numa fase gravíssima, porque alguns evoluíram para cuidados intensivos”.

A busca de respostas para quatro questões

Em cima da mesa estavam quatro questões que surgiram pelo “interesse de se estudar mais profundamente a resposta imunológica dos doentes oncológicos ao longo do tempo”, explica Miguel Esperança Martins, primeiro autor do trabalho agora publicado. Em primeiro lugar, “tínhamos que perceber qual era a resposta imune, capacidade de produção de anticorpos, por parte dos doentes oncológicos infectados por SARS-CoV-2.

Em segundo, que correlações poderia haver entre esta resposta ou ausência dela e o tipo de neoplasia e estádio e o cumprimento das terapêuticas, como quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia”, especifica o jovem médico, continuando: “A terceira questão passou por compreender se esta resposta serológica estava relacionada ou não com uma melhor ou pior evolução do doente do ponto de vista clínico”. E, por fim, “a quarta questão assentava na comparação directa entre os níveis de anticorpos dos doentes oncológicos e dos doentes não oncológicos. Havia que perceber se existiam diferenças ou não. E os resultados que obtivemos foram extraordinariamente interessantes”, remata o mesmo.

O estudo envolveu 72 doentes, todos infectados com SARS CoV-2, dos quais 19 eram doentes oncológicos. A colheita de amostras para o Biobanco começou logo a 15 de Março e estendeu-se até 17 de Junho.

Ao fim deste tempo, começou a análise em laboratório pela equipa de Marc Veldhoen de todo o material recolhido pela equipa médica. A conclusão chegou meses depois: “Uma proporção plenamente significativa de doentes oncológicos conseguiram criar uma resposta a nível de produção de anticorpos considerada adequada”, sublinha Miguel Esperança Silva.

“A criação de um biobanco foi uma das grandes vantagens desta parceria, já que o biobanco existente no iMM tinha apenas amostras de 2013 a 2018. A recolha de amostras a doentes com SARS-CoV-2 vai permitir dar resposta a novas questões.”

Ou seja, “cerca de 58% dos doentes oncológicos conseguiram criar anticorpos e defender-se do vírus, independentemente da sua doença oncológica, do tipo de neoplasia e do estádio de gravidade”. No estudo participaram doentes oncológicos com doença precoce, estádio 1 a 2, ou em fase avançada, estádio 3 e 4, e, no que diz respeito à produção de anticorpos, o que se verificou foi que a redução de anticorpos de um doente em fase precoce ou avançada da doença “não foi estatisticamente significativo”. Além disto, “todos os doentes, que foram tratados da mesma forma para o SARS-CoV-2, reagiram bem aos tratamentos”.

Miguel Esperança Martins explica que “o único factor que influenciou a produção de anticorpos foi o cumprimento da quimioterapia nos 14 dias antes da identificação da positividade à infecção”, mas “outro resultado importante em relação à positividade foi o de que, independentemente da capacidade de produção de anticorpos e dos níveis de anticorpos destes doentes, não existiram diferenças na sua evolução clínica, o que é um resultado muito interessante, mas que deve ser interpretada com cautela, atendendo ao facto de termos uma amostra relativamente pequena”.

Em relação aos doentes saudáveis infectados com SARS-CoV-2, que participaram no estudo, verificou-se que “os níveis de anticorpos produzidos por estes doentes eram superiores aos níveis produzidos pelos doentes oncológicos”.

Estas são as quatro conclusões principais deste estudo e à pergunta sobre as implicações que vai ter na prática clínica, Miguel Esperança Martins responde: “O nosso objectivo era dotar os clínicos e os oncologistas de mais uma ferramenta para tomarem decisões a iniciar, suspender ou manter terapêuticas antineoplásicas, especificamente a quimioterapia, em doentes infectados com SARS CoV-2, e a partir deste estudo já o podem fazer de forma sustentada”, diz, reforçando, no entanto, que o facto de “termos encontrado uma correlação entre a quimioterapia nos 14 dias previamente à documentação da positividade da infecção, não significa que desaconselhemos o início ou a manutenção da quimioterapia nestes doentes, pura e simplesmente estamos a adicionar algum corpo de conhecimento ou a sustentar melhor a decisão que os oncologistas têm de tomar neste contexto”.

A equipa de Marc Veldhoen, investigador principal do iMM, analisou as amostras recolhidas pelos médicos e chegou a resultados.
© Gerardo Santos Global Imagens

O doente oncológico é um doente muito frágil, com especificidades muito peculiares e que à fragilidade de base associa-se a da infecção por SARS CoV-2. Portanto, a decisão de iniciar ou de manter a quimioterapia, como a radioterapia ou a imunoterapia, é uma decisão individualizada e de doente para doente”, salienta.

Até este estudo, a decisão de iniciar, suspender ou de manter a quimioterapia era norteada pelo estado clínico do doente, pelos seus estados de fragilidade, pelo risco e benefício de iniciar ou de manter estas terapêuticas. Agora, já há um estudo em tempo real que pode sustentar essa decisão.

Da reacção dos doentes aos cientistas

Uma parte muito importante do estudo foi o envolvimento dos doentes – que estes médicos caracterizam por serem grupos muito homogéneos, quer o dos doentes oncológicos quer o dos não oncológicos, já que a maioria, cerca de 60%, é do sexo feminino e com uma idade média de 58 anos.

“Houve um espírito de colaboração e de altruísmo enorme. As pessoas estavam preocupadas com a sua evolução clínica, mas com um grande espírito de combate a esta pandemia. Por isso, sempre que solicitados para participarem em estudos clínicos e científicos mostraram-se muito disponíveis, o que foi fantástico de ver, até porque houve uma relação muito próxima com estes doentes permitindo que fosse fácil abordar a questão do estudo com eles “, sublinha Catarina Mota.

O médico Pedro Gaspar diz mesmo: “Não houve um único doente que se tivesse recusado a participar no estudo, alguns estavam cansados e não faziam muitas perguntas, mas pediam “façam-me tudo para ficar bom” ou “investiguem-nos para melhorarmos”. Na altura, não tínhamos muitas respostas e foi por isso mesmo que se avançou com o estudo, mas tudo lhes foi explicado.”

Este estudo já deu resultados. Neste momento, já há aprovação da comissão de ética do Centro Académico para expandir a investigação e estudar o efeito da vacinação em combinação com o cancro e o tipo de terapia do doente”.

Do lado dos cientistas, Marc Veldhoen recorda que foi logo em Março de 2020, com o primeiro confinamento e o fecho do iMM, que “começámos a trabalhar na resposta e a perceber a ajuda que, enquanto cientistas, poderíamos prestar ao país e aos nossos colegas, que estavam do outro lado do parque de estacionamento (o parque que separa os dois edifícios, o do Hospital de Santa Maria e o edifício da Faculdade de Medicina, onde se situa o iMM)”. “Enquanto que alguns dos meus colegas começaram a parte do diagnóstico molecular à covid-19, o meu grupo de imunologia, em conjunto com outros cientistas de institutos aqui na região de Lisboa, começou por implementar um protocolo para a realização de testes de serologia. Mas quando o Miguel Esperança Martins nos contactou para este projecto, tínhamos todas as ferramentas para analisar as amostras dos pacientes”, afirma, sublinhado que, no contexto da pandemia, era importante saber se os pacientes com certos tipos de cancro e em tratamento responderiam bem a esta infecção viral e se produziriam anticorpos. “Ao mesmo tempo, era também importante perceber em que condições de tratamento e em que tumores essa resposta era mais fraca”, frisa.

Para o investigador holandês, radicado em Portugal, o impacto dos resultados agora alcançados é o mote para os próximos passos. “Estarmos neste campus, onde temos um hospital universitário, uma faculdade de medicina e um instituto de investigação possibilita este tipo de estudos de forma muito orgânica, já que é raro encontrar-se a possibilidade de estabelecer estas sinergias, permitindo que a investigação mais clínica e a investigação mais fundamental trabalhem lado a lado”.

Este primeiro estudo já deu resultados, mas há há mais questões que estão a ser colocadas e que podem ter um impacto importantíssimo na forma como entendemos esta infecção e a podemos tratar. Neste momento, já exista “a aprovação da comissão de ética do Centro Académico para expandir o estudo e estudar o efeito da vacinação em combinação com o cancro e o tipo de terapia do doente”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
13 Julho 2021 — 00:30

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633: Comprimido com câmara instalada permite detectar cancro no intestino

 

SAÚDE/CANCRO

Photoxpress

Um comprimido com uma micro-câmara instalada vai ser distribuído pelo Serviço Nacional de Saúde inglês – NHS. O objectivo é detectar doenças intestinais como a doença de Crohn e a presença de possíveis células cancerígenas.

Segundo o Correio da Manhã, o comprimido tem um dispositivo com a capacidade de registar duas fotografias por segundo, enquanto viaja pelo sistema digestivo. Assim, permite os médicos realizar o diagnóstico em poucas horas.

O jornal indica que os especialistas garantem que o comprimido – que custa 500 libras (cerca de 580 euros) – é “muito conveniente e poupa os pacientes de um exame desconfortável”.

Peter Johnson, director clínico do NHS, frisa a importância do novo método. “Nós sabemos que existem pessoas que sofrem os primeiros sintomas, como dores e inchaço no estômago ou sangue nas fezes e não se manifestam”, destaca.

Agora, os novos comprimidos podem ajudar a reduzir os tempos de espera e detectar a doença cedo, altura em que esta é mais fácil de tratar.

No Reino Unido, cerca de 16.600 pessoas morrem de cancro do intestino todos os anos, de acordo com o instituto Cancer Research UK.

Em Portugal, este tipo de cancro é o mais mortal e, com a pandemia, o seu rastreio tem sido ainda mais difícil.

Segundo os dados da United European of Gastroenterology morrem em Portugal, diariamente, uma média de 11 pessoas por cancro colorretal.

ZAP ZAP //

Por ZAP
12 Março, 2021

 

 

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595: Combinação de dois medicamentos mata células ósseas cancerígenas à fome

 

SAÚDE/CANCRO/MEDICINA

National Cancer Institute / Wikimedia

Uma combinação de dois medicamentos que retira às células cancerígenas a energia, da qual precisam para crescer, pode oferecer uma melhor alternativa a um medicamento usado actualmente na quimioterapia.

O metotrexato é comummente administrado em altas doses para tratar o osteossarcoma, um cancro ósseo. Esse tratamento inclui cirurgia, radiação e um cocktail de medicamentos de quimioterapia que pode causar danos no fígado e nos rins, escreve o Futurity.

“Estamos interessados em desenvolver terapias que matem as células cancerígenas sem prejudicar as células saudáveis, potencialmente evitando os efeitos colaterais, às vezes graves, da quimioterapia tradicional”, disse o autor principal Brian Van Tine, professor de Medicina da Universidade de Washington.

“Em grandes doses, o metotrexato pode levar à insuficiência hepática e à necessidade de diálise renal. Gostaríamos de nos livrar do metotrexato neste regime e substituí-lo por uma terapia metabólica direccionada que encurtaria o tratamento, reduziria os efeitos colaterais e potencialmente eliminaria a necessidade de múltiplas hospitalizações”, acrescentou.

Os investigadores estudaram um medicamento chamado NCT-503, que impede que as células cancerígenas produzam o aminoácido serina, uma fonte de energia que alimenta o crescimento do cancro. Os resultados do estudo foram publicados, em Janeiro, na revista científica Cell Reports.

Quando tratadas com este medicamento, as células cancerígenas rapidamente procuram outra fonte de energia. Como tal, os cientistas adicionaram outro medicamento à equação, perhexilina, que bloqueia esta habilidade das células cancerígenas.

Com a mistura destes dois medicamentos, administrados em ratos, os autores repararam que as células morriam à fome.

Nos ratos com osteossarcoma que receberam apenas um dos medicamentos, os tumores cresceram quase 800% em menos de um mês. Por outro lado, ratos administrados com os dois medicamentos viram os seus tumores crescerem apenas 75% num mês.

“Ainda estamos a trabalhar para optimizar estes tratamentos com medicamentos, mas esperamos poder levar estas descobertas para um ensaio clínico“, disse o co-autor Brian Van Tine. “O objectivo final é transformar o tratamento, perseguindo as propriedades metabólicas inerentes ao osteossarcoma e afastando-nos dos medicamentos clássicos que danificam todo o corpo”.

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Daniel Costa Daniel Costa, ZAP //

Por Daniel Costa
6 Fevereiro, 2021

 

 

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578: Medicamento contra o cancro pode combater covid-19? Resultados são promissores

 

SAÚDE/CANCRO/COVID-19/MEDICAMENTO

Estudo internacional sugere que um medicamento usado contra o cancro é 100 vezes mais eficaz contra a covid-19 do que os atuais tratamentos, como o remdesivir. O fármaco, dizem os cientistas, bloqueia a multiplicação de coronavírus em células humanas e em ratos, embora os dados completos da investigação não tenham sido ainda publicados.

Arquivo
© EPA/ALEX PLAVEVSKI

Chama-se plitidepsina e é um composto químico baseado numa substância produzida por uma espécie de ascídias do Mediterrâneo, animais invertebrados e hermafroditas, que vivem nas rochas. E pode ser o tratamento antiviral mais eficaz contra a covid-19. É, pelo menos, o que indicam os primeiros dados de um estudo levado a cabo por uma equipa internacional. Apesar dos resultados preliminares promissores, especialistas independentes alertam que há ainda um longo caminho a percorrer.

Os cientistas, liderados pelo virologista espanhol Adolfo García-Sastre, do Hospital Monte Sinai, em Nova Iorque, referem que este medicamento é cerca de 100 vezes mais eficaz contra a covid-19 do que os tratamentos actuais, como o remedesivir, noticia o El País.

Os primeiros dados científicos desta investigação foram publicados na segunda-feira na revista especializada Science e sugerem a eficácia deste medicamento usado contra o cancro.

A empresa espanhola PharmaMar desenvolveu o fármaco, com o nome comercial de Aplidin, para tratar de um tipo de cancro do sangue, o mieloma múltiplo, tendo sido apenas autorizado na Austrália.

Embora ainda não tenham sido publicados dados científicos devidamente revistos e analisados de modo a comprovar os resultados, a empresa fez saber que usou o medicamento em ensaios clínicos, que indicam que este composto químico reduziu a carga viral em doentes hospitalizados com covid-19.

De acordo com o jornal San Francisco Chronicle​, durante o estudo liderado pelo especialista espanhol e por Nevan Krogan, da Universidade da Califórnia, o fármaco foi testado em algumas dezenas de doentes infectados pelo SARS-CoV-2 em Espanha. ​​​​​​

“Acreditamos que nossos dados e os resultados positivos iniciais do ensaio clínico da PharmaMar sugerem que a plitidepsina deve ser fortemente considerada para ensaios clínicos alargados para o tratamento de covid-19”, concluem os autores do estudo.

Na investigação, a equipa internacional de cientistas comparou os efeitos deste composto químico com os do remedesivir em ratos infectados com SARS-CoV-2. Os resultados mostraram que plitidepsina reduziu a multiplicação do vírus cerca de 100 vezes mais, além de que combate também a inflamação nas vias respiratórias.

Foram feitas duas experiências com animais diferentes em que havia infecção com o vírus responsável pela covid-19, tendo sido alcançada uma redução de 99% das cargas virais nos pulmões tratados com plitidepsina.

Explica o San Francisco Chronicle​ que Aplidin foi administrada em 45 doentes com covid-19, em Espanha, durante os testes da fase 2. A PharmaMar divulgou os dados sobre os primeiros 27 pacientes, nos quais é referido que o medicamento reduziu o tempo de internamento. Os resultados preliminares indicam que 81% dos doentes voltaram para casa no prazo de 15 dias, contra a taxa habitual de 47%, de acordo com a empresa.

Os especialistas explicam que com este composto químico o vírus não é directamente atacado. Detalham que plitidepsina bloqueia uma proteína específica dentro das células humanas, denominada de eEF1A, e sem ela o vírus não consegue multiplicar-se.

O mecanismo molecular contra o qual este fármaco é dirigido também é importante para a replicação de muitos outros vírus, incluindo o da gripe e o vírus sincicial respiratório”, explicou García-Sastre em comunicado, citado pelo El País. Quer isto dizer que este tratamento tem potencial para criar antivirais genéricos contra muitos outros patógenos, refere ainda o especialista. O facto de atuar no organismo dos doentes e não no vírus poderá ser uma ajuda preciosa, tendo em conta as mutações do SARS-CoV-2.

Estudo “promissor”, mas especialistas alertam que há ainda um longo caminho a percorrer

Perante os dados científicos já obtidos, a empresa PharmaMar está a preparar-se para pedir autorização para avançar com o ensaio clínico de fase 3, a ultima antes de passar pela aprovação dos reguladores de medicamentos, e na qual será analisada a eficácia do medicamento em doentes com covid-19 internados.

“Este trabalho confirma tanto a poderosa actividade como o alto índice terapêutico da plitidepsina e que, pelo seu especial mecanismo de acção, inibe o SARS-CoV-2, independentemente de qual for sua mutação na sua proteína S, como as das variantes britânicas, sul-africanas, brasileira ou as novas variantes que surgiram recentemente na Dinamarca”, explica José María Fernández, presidente da PharmaMar, citado pelo jornal espanhol. “Estamos a trabalhar com as agências do medicamento para iniciar o teste de fase 3 que será realizado em vários países”, revelou.

Apesar dos resultados promissores deste estudo, especialistas independentes ouvidos pelo El País optam pela prudência e alertam que há ainda um longo caminho a percorrer.

“Estamos perante um estudo pré-clínico muito bom realizado por um grupo de investigadores muito confiável”, comentou Marcos López, presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia. “Ainda há pela frente a parte dos ensaios clínicos em pacientes e esclarecer em que momento da infecção este medicamento poderá ser mais eficaz”, considerou.

Já a investigadora Elena Muñez, do hospital Puerta de Hierro, de Madrid, alerta que os resultados “são muito preliminares”. “Este tipo de dados pré-clínicos baseia-se em experiências com ratos totalmente controlados, situação muito diferente da realidade que vemos com doentes num hospital”, sublinha.

A virologista Isabel Sola, do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, destaca o facto de se tratar de um “estudo muito promissor porque nos fornece um possível novo tratamento contra a infecção”.

Diário de Notícias
DN
26 Janeiro 2021 — 09:56

 

 

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