786: Idosa com uma dose da vacina e já infectada no início do ano morreu após surto em lar

 

SAÚDE/COVID-19/MORTE

Uma idosa com 92 anos internada no Hospital de Faro (HDF) morreu este sábado, na sequência de um surto de covid-19 num lar nos arredores da capital algarvia, confirmou fonte da autoridade de saúde.

A idosa era um dos dois utentes que tiveram de ser internados no seguimento de um surto de covid-19, que atingiu 15 residentes e seis funcionários do lar de idosos da Torre Natal, propriedade da Santa Casa da Misericórdia.

Segundo a mesma fonte, a idosa tinha tomado uma dose da vacina, já que tinha contraído a doença “no início do ano”.

Na conferência de imprensa da protecção civil distrital de Faro, realizada na sexta-feira em Loulé, a delegada de Saúde Regional revelou que o surto tinha 21 casos, entre os 57 residentes e 27 profissionais do lar.

Na ocasião, Ana Cristina Guerreiro adiantou que dois dos utentes estavam internados no HDF “com necessidade de oxigénio”, sendo que um dos casos era “mais preocupante”.

A responsável afirmou que praticamente todos os utentes e funcionários estariam vacinados desde Março, à excepção de quatro dos seis profissionais, por “opção própria”, realçando, no entanto, que as pessoas idosas produzem um processo de imunização “menos forte”.

Questionada pelos jornalistas sobre a origem da causa do surto, declarou estar “em investigação”, mas adiantou que, neste caso, os utentes “já saem do lar” sendo que lhes foi comunicado que uma das utentes “andava na rua sem máscara”, e que os funcionários também estão “na comunidade”.

“A origem pode estar em quem entra e sai”, apontou.

A delegada de Saúde Regional afirmou-se surpreendida por um haver “um número tão grande” de infecções em pessoas vacinadas e revelou terem realizado colheitas a “todas as pessoas no lar e a outras valências por precaução”.

Cerca de 100 amostras foram enviadas para o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo para “perceber” qual a variante presente neste surto.

Na mesma conferência de imprensa Ana Cristina Guerreiro revelou que o número de casos de covid-19 no Algarve triplicou na última semana, passando de uma média de 26 casos por dia, até ao início desta semana, para 84, nos últimos três dias, colocando a taxa de incidência da doença em 117 casos por 100 mil habitantes.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Junho 2021 — 19:39

 

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514: “Contágio entre gerações.” Infecções de covid-19 em idosos quase triplicaram entre a primeira e a segunda vaga

 

SAÚDE/COVID-19/IDOSOS

Sebastião Moreira / Lusa

Tal como todos os outros grupos etários, também os idosos com mais de 80 anos foram atingidos com maior intensidade nesta segunda vaga, em comparação com Abril.

De acordo com o semanário Expresso, enquanto que na primeira onda se atingiu um máximo de 279 novas infecções por 100 mil pessoas com mais de 80 anos, agora rondam os 800 novos casos em duas semanas, quase três vezes mais, mostram os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Ainda assim, esta população está agora mais protegida do que na primeira vaga, altura em que este grupo etário foi aquele que registou maior número de casos diagnosticados por 100 mil pessoas. Esta tendência pode ser explicada pelo facto de os idosos terem maior risco de desenvolver doença e, por isso, terem sido testados e diagnosticados em maior número.

Em relação à taxa de letalidade, os idosos com mais de 80 anos registam a taxa mais elevada (13,4%), bastante acima da média nacional (1,5%).

Óscar Felgueiras, matemático e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, disse ao matutino que “a incidência entre as pessoas com mais de 80 anos subiu muito na região Norte”. “É das que têm aumentado mais. E também resulta de um contágio entre gerações.”

“Se a diminuição de casos não chegar aos idosos, o problema não fica resolvido porque a procura dos serviços de saúde não vai baixar”, avisou o especialista.

Já os idosos que têm entre 60 e 79 anos conseguiram proteger-se melhor do vírus. A par das crianças com menos de nove anos, foram o grupo que registou o menor número de casos por 100 mil habitantes nesta segunda onda. Os especialistas consideram que isso se deve à maior capacidade que esta população tem para se defender e proteger.

Pelo contrário, o grupo mais exposto durante a segunda vaga foi o dos jovens dos 20 aos 29 anos. A taxa de letalidade é de 0,009% e chegaram a ter 1.137 novos casos por 100 mil habitantes em Novembro, mais de dez vezes acima dos casos identificados nestes jovens em Abril.

ZAP //

Por ZAP
28 Novembro, 2020

 

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502: Vacina de Oxford mostra segurança e eficácia em pessoas mais velhas

 

SAÚDE/VACINAS/COVID-19

Estudo divulgado esta quinta-feira pela revista científica Lancet fala em “resultados de segurança e imunidade em adultos saudáveis com 56 anos ou mais semelhantes aos demonstrados em pessoas entre os 18 e os 55 anos”

© EPA/ANDREA CANALI

A vacina que está a ser desenvolvida pela universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca mostra ser segura e provocar uma resposta imunitária em pessoas mais idosas, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira pela revista científica Lancet.

De acordo com os resultados preliminares da segunda fase de testes clínicos publicados esta quinta-feira, “a vacina britânica contra o SARS-CoV-2 mostra resultados de segurança e imunidade em adultos saudáveis com 56 anos ou mais semelhantes aos demonstrados em pessoas com idades entre os 18 e os 55 anos”.

O estudo incluiu 560 pessoas saudáveis, 240 das quais com mais de 70 anos e os resultados indicam que a vacina de AstraZeneca/Oxford “é mais bem tolerada em pessoas mais velhas comparada com adultos jovens” e produz uma resposta imunitária semelhante em todas as classes etárias.

A vacina provocou “poucos efeitos secundários e induziu respostas imunitárias quer ao nível das células T do sistema imunitário quer na criação de anticorpos”.

Os investigadores consideram que os resultados “podem ser encorajadores se as reacções deste estudo” forem acompanhadas de protecção contra a infecção pelo SARS-CoV-2, o coronavírus que provoca a doença covid-19, o que só poderá ser confirmado pelos ensaios clínicos da terceira fase de desenvolvimento da vacina, que já decorrem e incluem pessoas ainda mais velhas e com outras doenças.

“As respostas imunitárias das vacinas são por vezes diminuídas em pessoas mais velhas porque o sistema imunitário vai-se deteriorando com a idade, o que as deixa mais susceptíveis a infecções, por isso é crucial que as vacinas para a covid-19 sejam testadas neste grupo, que também é um dos prioritários para vacinação”; afirmou o principal autor do estudo, Andrew Pollard, da universidade de Oxford.

Este estudo é a quinta avaliação de estudos clínicos de uma vacina contra o novo coronavírus testada em faixas mais idosas da população.

As reacções adversas verificadas foram consideradas ligeiras, as mais comuns foram dor no local da inoculação, fadiga, dores de cabeça, febre e dores musculares. Houve reacções adversas graves em treze dos voluntários nos seis meses subsequentes à vacinação, nenhuma das quais foi relacionada com a vacina.

A investigadora Sarah Gilbert afirmou que o estudo dá algumas respostas sobre a protecção de pessoas mais velhas, mas que ainda há dúvidas “sobre a eficácia e a duração da protecção”, que terão que ser confirmadas “em pessoas mais velhas com doenças pré-existentes”.

Os autores apontam algumas limitações na amostra do estudo, cujos participantes mais velhos tinham uma idade média de 73-74 anos e eram relativamente saudáveis, por isso podem não ser representativos da generalidade da população mais idosa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Novembro 2020 — 07:42

 

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211: Hipertensão está mal controlada nos idosos portugueses

Metade dos doentes hipertensos em Portugal tem um valor de colesterol elevado, com a hipertensão a registar elevada prevalência e mau controlo entre os mais idosos e níveis baixos nos jovens, segundo um estudo que é hoje divulgado.

A taxa de prevalência da hipertensão arterial neste estudo, que analisou utentes inscritos nos centros de saúde e com médico de família, situa-se nos 26,9%, sendo mais elevada no sexo feminino (29,5%) do que no sexo masculino (23,9%).

O coordenador nacional para as doenças cardiovasculares, Rui Cruz Ferreira, explicou à agência Lusa que este estudo é um ponto de partida importante, uma vez que se trata de uma análise de larga escala que permite ter elementos estatísticos a nível nacional que possibilitem uma intervenção mais dirigida.

In Jornal Destak online
15 | 04 | 2015 07.08H
Destak/Lusa | destak@destak.pt

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Dormir mal aumenta o risco de suicídio nos idosos

perturbações de sono

As noites mal dormidas afectam a nível cognitivo e emocional, mas podem constituir um factor de risco de suicídio — especialmente nos indivíduos mais velhos.

observador13082014Não são apenas as depressões que levam ao suicídio. Noites mal dormidas aumentam o risco em quase uma vez e meia de indivíduos mais velhos porem termo à vida, segundo um estudo publicado esta quarta-feira na revista científica JAMA Psychiatry. “Os resultados indicam que a baixa qualidade de sono está associado ao risco de morte por suicídio dez anos mais tarde, mesmo depois da correcção dos sintomas depressivos”, conclui a equipa de cientistas norte-americana.

Os dois factores prevalentes em relação ao risco de suicídio encontrados foram a dificuldade em adormecer e sonos não-reparadores. As noites mal dormidas aumentam 1,4 vezes o risco de suicídio, revela o estudo conduzido por Rebecca Bernert, investigadora no Centro de Distúrbios Emocionais da Escola Médica da Universidade de Stanford, na Califórnia (Estados Unidos).

Os investigadores tinham uma amostra de mais de 14 mil indivíduos com idades superiores a 65 anos seguidos ao longo de dez anos (de 1981 a 1991) com objectivo de estabelecer, pela primeira vez, uma relação entre a fraca qualidade de sono detectada na primeira entrevista e o risco de cometer suicídio ao longo do período do estudo. Pretendiam avaliar as noites mal dormidas como um factor único e não enquanto uma consequência da depressão, porque se tornaria difícil distinguir qual a causa em caso de suicídio.

Um milhão de mortes por suicídio

Ao longo dos 10 anos, a equipa de cientistas obteve dados suficientes de 20 casos de suicídio. Cada um deles foi comparado com 20 indivíduos-controlo escolhidos ao acaso, totalizando 420 doentes estudados. Os indivíduos com problemas de sono, causados tanto por insónias, como por pesadelos ou sonos pouco profundos, mostraram ter um risco de suicídio 1,4 vezes maior que os indivíduos-controlo, mas também um risco 1,2 maior que os indivíduos que apresentavam outros sintomas de depressão. Os suicídios ocorreram em média dois anos após a entrevista inicial.

Neste estudo a má qualidade do sono parece ser um factor que influencia mais o suicídio do que os sintomas depressivos, referem os autores, alertando, porém, que estas duas situações combinadas tornam o risco ainda maior. Os investigadores crêem ainda que as perturbações de sono podem conduzir ao suicídio porque criam problemas cognitivos e emocionais.

A idade dos participantes está relacionada com as queixas que surgem mais tarde na vida dos indivíduos e com a taxa desproporcionalmente alta de idosos que se suicidam comparado com a população em geral. Os adultos mais velhos também tendem a escolher métodos mais letais nas tentativas de suicídio. Actualmente, morrem todos os anos por suicídio um milhão de pessoas no mundo, constituindo 57% do casos de morte violenta.

In Observador online
13/08/2014

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