816: Beber café ou descafeinado pode ajudar a evitar doença hepática crónica

SAÚDE/CAFÉ

(CC0/PD) pxhere

Um novo estudo sugere que pessoas que bebem café regularmente têm uma menor probabilidade de desenvolver doença hepática crónica do que aqueles que não bebem café.

Esta é uma boa notícia para todos os amantes de café ou, para aqueles que o preferem, descafeinado. Um novo estudo sugere que pessoas que bebem café regularmente têm um risco reduzido de desenvolver doença hepática crónica.

A doença hepática crónica é qualquer forma de doença hepática avançada, em que o fígado foi exposto, de forma continuada, a uma ou várias formas de agressão.

O fígado é um órgão imprescindível à manutenção do equilíbrio do nosso organismo, sendo responsável por funções tão importantes como a formação de factores para a coagulação do sangue ou a eliminação de toxinas.

A equipa de investigadores analisou dados de 384.818 pessoas que bebem café regularmente e 109.767 pessoas que não bebiam café. Os participantes foram monitorizados durante mais de dez anos, avaliando condições relacionadas com o fígado, como a doença hepática crónica e a esteatose hepática, conhecida como fígado gordo.

“No geral, o café parece ser benéfico. Isto não diz respeito apenas à doença hepática crónica, mas também a outras doenças, como doença renal crónica e alguns tipos de cancro”, sublinha o autor do estudo, Oliver Kennedy, citado pela New Scientist.

“Ninguém sabe exactamente quais compostos são responsáveis pelo potencial efeito protector contra doenças hepáticas crónicas. No entanto, as nossas descobertas de que todos os tipos de café são protectores indicam que uma combinação de compostos pode estar em acção”, acrescentou o investigador.

Os participantes que bebiam café consumiam em média duas chávenas de café descafeinado, solúvel ou moído por dia. Eles apresentaram um risco 21% menor de desenvolver doença hepática crónica e um risco 20% menor de desenvolver doença hepática crónica ou esteatose hepática em comparação com os que não bebiam café.

O estudo foi publicado recentemente na revista científica BMC Public Health.

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Daniel Costa, ZAP //

Por Daniel Costa
28 Junho, 2021

 

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604: Chá verde e café. Duas bebidas que podem ajudar a evitar um segundo ataque cardíaco

 

SAÚDE/BEBIDAS/CHÁ VERDE

JillWellington / Pixabay

Um novo estudo realizado no Japão descobriu que quem sobreviveu a um ataque cardíaco ou a um AVC pode ter uma vida mais longa, se beber muito chá verde.

Os resultados da investigação mostram que as pessoas que beberam, pelo menos, sete chávenas de chá verde por dia durante a realização do estudo, tiveram 62% menos probabilidade de morrer no decurso do mesmo, em comparação com os que não o fizeram.

Além disso, para os que sobreviveram a um primeiro enfarte e ingeriram a mesma quantidade de chá, o risco foi reduzido em 53%.

Mas não foi só o chá verde que foi associado a uma vida mais longa. De acordo com o site WebMD, a ingestão moderada de café também estará ligada a uma taxa de sobrevivência mais elevada – tanto em pessoas que já tiveram um ataque cardíaco, como em relação a pessoas sem problemas cardiovasculares.

Este benefício não se estende, no entanto, aos sobreviventes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Mas o que é que isso significa?

De acordo com Andrew Freeman, as descobertas deste estudo não provam que qualquer uma das bebidas seja um elixir que prolonga a vida. No entanto, são uma prova de que os flavonoides – uma substância de origem vegetal – são bons para a saúde cardiovascular.

Não existem alimentos mágicos, e algumas chávenas de chá verde não “cancelam os efeitos de um hambúrguer com bacon”, disse Freeman, que não esteve envolvido no estudo, e é director de prevenção cardiovascular e bem-estar do National Jewish Health em Denver, nos Estados Unidos.

O especialista enfatizou ainda a importância de uma dieta pobre em alimentos processados ​​e rica em vegetais – incluindo frutas, feijão, grãos inteiros e óleos vegetais.

Além disso, as pessoas beneficiariam substituindo bebidas açucaradas por chá verde ou por café, desde que estas não fossem ingeridas com creme nem açúcar, explicou.

O estudo, publicado no início de Fevereiro na revista Stroke, envolveu mais de 46 mil japoneses – 478 sobreviventes de AVC e 1.214 sobreviventes de ataques cardíacos – com idades compreendidas entre os 40 e os 79 anos, que foram acompanhados durante cerca de 20 anos.

Quando a investigação chegou ao fim, tinham morrido 9.253 pessoas.

A equipa, liderada por Hiroyasu Iso, descobriu que as pessoas que bebiam quantidades moderadas de café tiveram menos probabilidade de morrer durante o período do estudo – especialmente se tivessem um histórico de ataque cardíaco. Para as pessoas sem histórico de problemas cardíacos ou AVC a redução do risco foi menor.

Aqueles que beberam duas ou mais chávenas de café apresentaram menos 39% probabilidade de morrer, em comparação com os que não beberam.

O chá verde, por outro lado, parece ter ajudado a aumentar a probabilidade de sobrevivência de pessoas que já tinham tido um AVC ou um ataque cardíaco – quanto mais bebiam, melhores efeitos demonstravam.

Freman explicou que estas descobertas também podem estar relacionadas com outras características. As pessoas que têm tempo no seu dia-a-dia para tomar sete chávenas de chá podem, por exemplo, ter menos stresse nas suas vidas.

Além disso, não se tem a certeza de que os resultados de um estudo realizado numa população japonesa possam ser generalizados para países com dietas diferentes, disse Linda Van Horn, especialista da American Heart Association.

Apesar disso, alguns compostos específicos de plantas – no caso do chá verde, um chamado epigalocatequina-galato – “são, cada vez mais, reconhecidos como tendo importantes benefícios anti-inflamatórios cardio-metabólicos”, acrescentou.

Tal como Freeman, a especialista disse que substituir as bebidas açucaradas por chá verde poderá ser uma boa ideia, juntamente com uma dieta rica em frutas, vegetais, peixes, grãos inteiros e gorduras “boas”.

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ZAP ZAP //

Por ZAP
13 Fevereiro, 2021

 

 

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536: Consumo moderado de café pode ajudar a travar o risco de deterioramento cognitivo

 

SAÚDE/CAFÉ/DETERIORAMENTO COGNITIVO

grafvision / Flickr

Uma nova investigação associou o consumo moderado de café a um menor risco de deterioramento cognitivo em pessoas com alto risco cardiovascular.

Os resultados são de um estudo levado a cabo pela Unidade de Nutrição Humana da Universidade de Rovira e Virgili e do Instituto de Investigação Sanitária Pere Virgili, em Espanha, que contou com a participação de 6.427 voluntários de todo o país.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada European Journal of Nutrition, foi observada uma protecção face ao deterioramento cognitivo nos participantes que bebiam café, especialmente naqueles que consumiam duas ou mais xícaras por dia.

A função cognitiva dos voluntários foi avaliada através de questionários que exploravam aspectos relacionados com a memória, sentido de orientação, concentração, velocidade de processamento, atenção, procura visual e outros parâmetros, explicou a equipa em comunicado a que a agência noticiosa espanhola Europa Press teve acesso.

Os autores sugere que a relação benéfica pode ser resultado da interacção entre diferentes compostos presentes no café: os compostos fenólicos, com propriedades antioxidantes, podem ajudar a reduzir o stresse oxidativo e a inflamação dos neurónios, ao passo que os componentes bioactivos podem atenuar a produção de uma substância que é considerada um factor de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Segundo o estudo, a cafeína presente nesta bebida pode ainda interagir com a neuro-transmissão, promovendo funções de alerta, humor ou excitação. Para a investigação, os autores basearam-se em investigações anteriores que sugerem que, do ponto de vista estrutural, a cafeína é semelhante à adenosina, um neurotransmissor.

Sara Silva Alves, ZAP //

Por Sara Silva Alves
19 Dezembro, 2020

Do ponto de vista orgânico, a Deterioração Cognitiva está associada a: inflamação cerebral; deterioração das células nervosas; redução da neuro-génese no hipocampo. Ocorre, portanto, uma redução e enfraquecimento das seguintes funções cognitivas: Atenção Complexa; Aprendizagem e memória; Funções executivas; Língua; Função perceptivo-motora.

 

 

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307: Determinada a dose ideal de café para melhorar o desempenho físico

(CC0/PD) Di Bella Coffee / Pexels

Duas chávenas de café são a dose ideal para aumentar o desempenho físico, de acordo com uma revisão científica levada a cabo por uma equipa de médicos. 

A investigação, cujos resultados foram esta terça-feira no portal The Conversation, concluiu, depois de analisar 300 estudos anteriores, que o consumo de cafeína aumenta o rendimento físico entre 2 a 6%. Os desportistas mais sensíveis à substância podem mesmo ver os seus resultados melhorados em 16%.

“Descobrimos que a cafeína pode melhorar a nossa capacidade de correr e pedalar por períodos mais longos ou de completar uma determinada distância num período de tempo mais curto. Também pode ser utilizada para realizar mais repetições com um determinado peso no ginásio ou para aumentar o peso total levantado”, sustentam os cientistas.

Um melhor rendimento pode ser alcançado ao ingerir cerca de 3-6 miligramas de cafeína por cada quilograma de peso corporal, o que equivale a cerca de 210 a 420 miligramas para uma pessoa que peso 60 quilogramas. Por norma, uma chávena de café (expresso) contém entre 95 a 165 miligramas deste alcaloide, o que perfaz o ideal de duas chávenas.

Os especialistas dão conta que a bebida deve ser ingerida entre 45 a 90 minutos antes de se iniciar a actividade física, de forma a maximizar o seu potencial. Por sua vez, as pastilhas elásticas com cafeína começam a surtir efeito dez minutos depois.

Tal como recorda a equipa médica, a cafeína bloqueia o receptores de adenosina, as moléculas que informam o cérebro sobre a fadiga corporal.

Contudo, advertem, o consumo de cafeína pode também ter efeitos adversos. Quando tomada em excesso, resultando numa overdose da substância, pode causar insónias, nervosismo, náuseas, vómitos, dores de cabeça, entre outros sintomas.

Um outro estudo, publicado no jornal Food and Chemical Toxicology em abril de 2018, estudou “limite máximo” de café que pode ser consumido sem afectar a saúde, concluindo que se podem consumir 400 miligramas por dia, ou seja, quatro chávenas de café. No caso das grávidas e das crianças os valores a ter em conta devem ser outros.

ZAP //

Por ZAP
27 Abril, 2019

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292: Café torrado protege contra Alzheimer e Parkinson (e não tem nada a ver com a cafeína)


Além de ser uma boa fonte de energia, o café protege-nos contra a doença de Alzheimer e Parkinson. Esta é a conclusão de um novo estudo levado a cabo pelo Instituto do Cérebro de Krembil, no Canadá, que sugere que quanto mais torrado o café, maior é a protecção para o nosso cérebro.

Para a investigação, os cientistas estudaram três tipos de café – torrado leve, torrado escuro e torrado escuro descafeinado – com o objectivo de perceber quais os compostos da bebida é que diminuem a deterioração cognitiva associada a este tipo de patologias.

Os especialistas quiseram ainda entender de que forma é que estes compostos agem de forma a travar a deterioração, tal como explica o artigo publicado no passado mês de Outubro na revista científica Frontiers in Neuroscience.

Os primeiros procedimentos experimentais demonstraram que tanto a cafeína torrada escura quanto os grãos torrados descafeinados tinham um efeito protector semelhante. E, por isso, os cientistas concluíram que o benefício para a saúde não se devia à cafeína.

Excluída a cafeína, a equipa continuou os procedimentos, identificando no café um grupo de compostos conhecidos como fenilindanos, resultantes do processo de do processo de torrefacção dos grãos de café. De acordo com o estudo, estes compostos são os únicos elementos capazes de impedir o agrupamento de duas proteínas comuns nas patologias de Alzheimer e Parkinson, beta-amilóides e proteínas tau.

Tendo em conta que quanto mais torrado o café maior é a quantidade de fenilindano, os cientistas concluíram ainda que o café torrado escuro parece ter um maior efeito protector maior do que o café torrado levemente.

“É a primeira vez que alguém investiga como é que o fenilalaninos interagem com as proteínas responsáveis pelas doenças de Alzheimer e Parkinson”, disse um dos autores do estudo, Ross Mancini.

“O próximo passo seria investigar até que ponto esses compostos são benéficos e perceber se estes têm a capacidade de alcançar a corrente sanguínea ou atravessar a barreira hematoencefálica”, rematou.

ZAP // RT / ScienceDaily

Por ZAP
13 Novembro, 2018

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265: O café faz bem aos olhos

jilleatsapples / Flickr

Dois ou três cafés por dia protegem as células da retina. Esta é a conclusão de um estudo realizado por investigadores das universidades de Coimbra e de Bona, na Alemanha.

Numa nota enviada esta segunda-feira à agência Lusa, a Universidade de Coimbra refere que esta investigação abre caminho para o desenvolvimento de “novas abordagens terapêuticas para o tratamento de doenças da visão associadas a episódios isquémicos, como a retinopatia diabética e glaucoma”.

Estas são duas das principais causas de cegueira a nível mundial. Na mesma nota, a Universidade de Coimbra indica que a isquemia da retina é uma complicação que está associada às doenças degenerativas da retina, que contribui para a perda de visão e cegueira.

isquemia da retina “ocorre por oclusão de vasos sanguíneos, maioritariamente da artéria central da retina, de um ramo da artéria da retina ou por oclusão venosa”.

O estudo, liderado por Ana Raquel Santiago, investigadora no laboratório Retinal Dysfunction and Neuroinflammation da Faculdade Medicina da Universidade de Coimbra, foi realizado em modelos animais (ratos) e desenvolvido em duas fases, tendo sido publicado na Cell Death and Disease.

No início, foram avaliados os efeitos da cafeína nas células da microglia – “células imunitárias que funcionam como os macrófagos da retina, mas que em situação de isquemia libertam substâncias nocivas que contribuem para o processo degenerativo”, explica a Universidade.

Os ratos começaram por consumir cafeína durante duas semanas ininterruptamente, tendo sido posteriormente sujeitos a um período transitório de isquemia ocular. Após a recuperação, voltaram a beber cafeína.

As análises revelaram que “a cafeína controla a reactividade das células da microglia de forma a conferir protecção à retina, quando comparado com animais que bebiam água”, acrescenta a Universidade de Coimbra.

“Nas primeiras 24 horas assistiu-se a uma activação exacerbada das células da microglia, indicando que, de alguma forma, a cafeína estava a promover um ambiente pró-inflamatório para depois garantir protecção e travar a progressão da doença”, refere a coordenadora do estudo.

Sabendo que a cafeína é um antagonista dos receptores de adenosina (envolvidos na comunicação do sistema nervoso central) e perante os primeiros resultados, a segunda fase do estudo centrou-se em testar o potencial terapêutico de um fármaco, a istradefilina, no controlo do ambiente inflamatório após um episódio isquémico da retina.

Este é um fármaco capaz de bloquear a ação dos recetores A2A de adenosina e que tem sido avaliado noutras doenças neurodegenerativas.

“Neste grupo de experiências, observou-se que a administração de istradefilina diminui a reactividade das células da microglia, atenuando o ambiente pró-inflamatório e o dano causado pela isquemia transiente”, descreve Ana Raquel Santiago. Este fármaco foi testado pela primeira vez na retina, tendo sido administrado após o insulto isquémico da retina.

Estes resultados podem abrir portas à identificação de novos fármacos que possam tratar ou atenuar as alterações visuais inerentes a estas doenças. “Os receptores A2A de adenosina podem vir a ser um alvo interessante para travar a perda de visão causada por doenças como o glaucoma ou a retinopatia diabética”, acrescenta a investigadora.

Actualmente, não há cura para estas doenças e os tratamentos disponíveis não são eficazes. Desenvolvido ao longo de três anos, o estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela empresa Manuel Rui Azinhais Nabeiro.

ZAP // Lusa

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