Marta Temido: “Talvez estejamos no pico da quarta vaga em Lisboa”

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES/4ª. VAGA

Ministra da Saúde diz que medidas de confinamento são “adaptadas à actual situação”

© André Luís Alves / Global Imagens

A ministra da Saúde afirmou esta sexta-feira que Lisboa poderá estar no pico da pandemia de covid-19, mas disse serem precisos os dados dos próximos dias para se ter a certeza de que passou “a fase pior”.

Questionada à margem de uma visita ao centro de vacinação covid de Carnaxide, concelho de Oeiras, se há uma previsão relativamente ao pico da pandemia, Marta Temido afirmou que uma das coisas que se sabe relativamente a esta epidemia é que só depois de passar esse pico é que se se pode dizer que foi atingido.

“Em Lisboa, talvez neste momento estejamos no pico, mas precisamos dos dados dos próximos dias para ter a certeza de que passámos a fase pior”, disse a ministra.

Contudo, advertiu, mesmo que isso aconteça, é preciso continuar a apostar nas medidas de precaução básicas. “Elas não são muito exigentes” face à segurança que dão.

Marta Temido, acompanhada pelo Coordenador Nacional da ‘Task-Force’, vice-almirante Gouveia e Melo e pelo presidente da ARS LVT, Luís Pisco, visita esta sexta-feira três Centros de Vacinação.

A taxa de incidência de infecções pelo SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes no continente subiu esta sexta-feira para 366,7, mas o índice de transmissibilidade (Rt) voltou a baixar ligeiramente, para 1,13 no continente.

No boletim epidemiológico conjunto da Direcção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional da Saúde Doutor Ricardo Jorge, assinala-se que a taxa de incidência no continente subiu dos 346,5 em que estava na quarta-feira.

A nível nacional, este indicador subiu de 336,3 para 355,5.

Quanto ao Rt – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de uma pessoa com o vírus – no continente, na quarta-feira estava em 1,15. A nível nacional, o Rt desceu de 1,14 para 1,12.

Ministra da Saúde diz que medidas de confinamento são “adaptadas à actual situação”

A ministra da Saúde defendeu as medidas de combate à pandemia de covid-19 e reiterou que as restrições em vigor estão “adaptadas à actual situação”, face às críticas de duas dezenas de especialistas numa carta aberta.

Em declarações aos jornalistas numa visita ao centro de vacinação de Carnaxide, a governante, que contou com a companhia do coordenador da task force responsável pela logística das vacinas, o vice-almirante Gouveia e Melo, e do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, realçou a aposta “na vacinação como arma de combate” e vincou que “se não fosse a vacinação, o risco de transmissão e a incidência estariam muito superiores”.

Paralelamente, lembrou a necessidade de manter as medidas não farmacológicas, nomeadamente a utilização de máscara, o distanciamento físico e a higienização das mãos.

“Neste momento nós temos já um conjunto de medidas de confinamento que são adaptadas à nossa actual situação”, afirmou Marta Temido, que revelou a sua leitura pessoal das críticas feitas pelos especialistas: “Leio esta carta como um apelo a todos nós para mantermos as medidas que neste momento estamos a praticar”.

E continuou: “Precisamos de ler esta carta naquilo que ela na realidade nos transmitiu, o que ela nos diz e que nesta fase, apesar de estarmos a ver o número de casos ainda com uma incidência persistente, talvez possamos conseguir controlar os números”.

Marta Temido notou a maior disponibilidade de vacinas no espaço do último mês que permitiu acelerar a campanha de vacinação e que levou o país a atingir esta semana os 10 milhões de doses inoculadas. Nesse sentido, agradeceu a adesão “em força” da população à vacinação – que se traduziu nos últimos dias em “mais de 120.000 inoculações” diárias – e aos profissionais pela “força de trabalho incansável” neste processo.

Já em relação ao novo indicador de avaliação do estado da pandemia, apresentado pela Ordem dos Médicos na quarta-feira, a ministra assegurou ter recebido a nova matriz proposta pelo bastonário Miguel Guimarães e disse que “todos os indicadores que são referidos por peritos estão neste momento a ser considerados”, não descartando eventuais alterações ao quadro de análise do Governo após a reunião no Infarmed no próximo dia 27.

“Numa fase inicial, os peritos referiram que os dois indicadores de risco de transmissibilidade efectivo (Rt) e incidência cumulativa eram aqueles que nos davam uma leitura mais rápida e concreta da realidade”, referiu, resumindo: “Os outros indicadores são complementares. A matriz de alguma forma já reflete aquilo que são os outros indicadores”.

A pandemia de covid-19 já matou em Portugal, desde o início da pandemia, em Março de 2020, 17.194 pessoas e foram registados 922.747 casos de infecção, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Julho 2021 — 17:21

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888: Pandemia: medidas mais profundas só após nova reunião do Infarmed

SAÚDE/COVID-19/PANDEMIA/NOVAS MEDIDAS

O Conselho de Ministros reuniu hoje mas nada decidiu quando a novas medidas de confinamento /desconfinamento. Aguarda agora por nova reunião do Infarmed. Concelhos em situação de risco elevado ou muito elevado subiram de 60 para 90.

Matriz de risco indica agravamento da situação pandémica em Portugal
Foto Governo

Concelhos em situação de alerta (15 de Julho de 2021)
Foto Governo

Concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho de 2021)
Foto Governo

Medidas para concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Medidas para os concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Actualizar as listas dos concelhos em situação de alerta, de risco elevado ou de risco muito elevado. Foi isso que, basicamente, o Conselho de Ministros fez hoje, no que toca à gestão da pandemia covid-19. Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, explicou que o Governo aguarda pela reunião do Infarmed com peritos marcada para dia 27 para tomar medidas mais profundas e, eventualmente, actualizar os calendários de desconfinamento.

A única medida actualizada prende-se com os auto-testes. O Conselho de Ministros aprovou a sua venda em supermercados de testes rápidos de antigénio para detecção do SARS-CoV-2.

De acordo com a governante, a medida permitirá reforçar a identificação de casos positivos de covid-19, numa altura em que Portugal se mantém na zona vermelha da matriz de risco e a situação epidemiológica continua a preocupar o executivo.

“Continuamos naquilo que nas últimas semanas aqui tenho chamado a atenção que é uma corrida contra o tempo entre o processo de vacinação que se vai diariamente alargando e a evolução da pandemia”, sublinhou a governante, afirmando que se impõe, por isso, “uma insistência no processo de testagem, de identificação de positivos e do seu isolamento”.

Com a actualização das listas passaram de 60 a 90 os concelhos em situação de risco elevado ou muito elevado – concelhos portanto onde haverá recolher obrigatório às 23h00 e onde, aos fins de semana, serão exigidos testes negativos, ou certificado digital de vacinação, para se aceder ao interior de restaurantes (ver listas e mapas no fim da notícia).

O Governo reconhece que a situação pandémica se agravou (o que a matriz de risco revela) mas ao mesmo tempo ressalva que a velocidade de progressão do vírus parece estar a diminuir.

Matriz de risco indica agravamento da situação pandémica em Portugal
© Governo

A pressão nos internamentos no SNS subiu 19% numa semana (e 18% nos cuidados intensivos) mas a situação permanece abaixo das linhas vermelhas definidas pelo Governo, salientou a ministra.

Mariana Vieira da Silva admitiu que após a reunião do Infarmed de dia 27 o Governo avaliará a questão do regresso dos espectadores aos recintos desportivos.

“A Direcção-Geral da Saúde (DGS) tem estado a trabalhar num parecer sobre as características e a forma de organizar essa presença. Esse parecer já existe, tem de ser trabalhado, e o Governo decidirá, em função da avaliação da situação epidémica na reunião do próximo dia 27”, explicou.

Na passada sexta-feira, após a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) ter anunciado que as competições profissionais da época 2021/22 vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, fonte oficial do Governo disse à Lusa que a decisão ainda não estava tomada.

“O Governo não faz da matriz de risco que apresentou a única possível e está sempre disponível para a melhorar. Agora, nós ganhamos com a previsibilidade e com a utilização no tempo do mesmo instrumento.”

“O trabalho técnico já decorreu, da parte da DGS, há trabalho de organização e, depois, há uma decisão, que será sempre posterior à reunião do Infarmed”, frisou Mariana Vieira da Silva.

A época futebolística profissional de 2021/22 arranca com a primeira fase da Taça da Liga, entre 23 de 26 de Julho, enquanto os campeonatos da I Liga e da II Liga têm início previsto para 08 de Agosto, uma semana depois da disputa da Supertaça Cândido Oliveira, em Aveiro, entre o campeão Sporting e o Sporting de Braga, vencedor da Taça de Portugal, no dia 31 de Julho.

A ministra afirmou também que o Governo está disponível para “melhorar” a matriz de risco da pandemia da covid-19.

“O Governo não faz da matriz de risco que apresentou a única possível e está sempre disponível para a melhorar. Agora, nós ganhamos com a previsibilidade e com a utilização no tempo do mesmo instrumento”, disse.

“Chegaremos ao Infarmed [a reunião que junta peritos e políticos] prontos para ouvir em que situação nos encontramos, que medidas podem vir a ser necessárias e que sistemas de acompanhamento podem acontecer a partir de agora, no momento em que temos uma percentagem muito significativa da população adulta já vacinada e todas as idades de maior risco já vacinadas”, acrescentou.

Em alerta

O número de concelhos em alerta – concelhos que na próxima semana poderão ver as suas medidas de confinamento agravadas se ali a pandemia continuar a progredir – diminuiu de 34 para 30. Eis o respectivo mapa.

Concelhos em situação de alerta (15 de Julho de 2021)
© Governo

Risco elevado

O número de concelhos em situação de risco elevado subiu de 27 para 43. Eis o respectivo mapa e as medidas a que estão sujeitos.

Concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho de 2021)
© Governo

Medidas para concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Risco muito elevado

O número de concelhos em situação de risco muito elevado aumentou de 33 para 47. Eis o respectivo mapa e as medidas a que estão sujeitos.

Concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Medidas para os concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
15 Julho 2021 — 15:42

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869: Clientes podem entrar em restaurantes sem teste ou certificado para pagar ou usar sanitários

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES

Esta é uma das excepções às novas restrições decretadas pelo Governo que constam da Resolução do Conselho de Ministros

© Leonardo Negrão / Global Imagens

– Apenas uma questão: o bicho não ataca durante as excepções?

As pessoas em esplanadas que precisarem de entrar nos restaurantes para acesso aos serviços comuns, como instalações sanitárias, ou para efectuarem pagamento, estão dispensadas de apresentar um teste negativo à covid-19 ou o certificado digital.

Esta é uma das excepções às novas restrições decretadas pelo Governo que constam da Resolução do Conselho de Ministros publicada esta tarde em Diário da República e que preveem que os restaurantes em concelhos de risco elevado ou muito elevado – um total de 60 – passam a ter de exigir certificado digital ou teste negativo à covid-19 a partir das 19:00 de sexta-feira e aos fins de semana para refeições no interior.

Segundo o diploma, esta exigência é dispensada “para a permanência dos cidadãos em esplanadas abertas, cujo funcionamento é permitido, nos horários previstos (…), independentemente da realização de teste, bem como para a mera entrada destes cidadãos no interior do estabelecimento para efeitos de acesso a serviços comuns, designadamente o acesso a instalações sanitárias e a sistemas de pagamento”.

Ficam também dispensados do teste ou do certificado digital os “trabalhadores dos espaços ou estabelecimentos”, bem como “fornecedores ou prestadores de serviços que habilitem o funcionamento dos mesmos, excepto, em ambos os casos, se a respectiva testagem for exigida ao abrigo de outras normas”.

A resolução estabelece ainda que “nas áreas de consumo de comidas e bebidas (food-courts) – Cafetarias? – dos conjuntos comerciais deve prever-se a organização do espaço por forma a evitar aglomerações de pessoas e a respeitar, com as devidas adaptações, as orientações da DGS [Direcção-Geral da Saúde] para o sector da restauração”.

Por sua vez, o decreto-lei publicado na sequência das medidas anunciadas pelo Governo na quinta-feira, prevê as sanções no caso de incumprimento, tal como já tinha sido divulgado.

Assim, as pessoas que não apresentarem certificado digital ou teste negativo à covid-19 no acesso a restaurantes e alojamentos turísticos, quando exigíveis no âmbito das novas restrições, incorrem no pagamento de coimas entre 100 e 500 euros.

O incumprimento constitui contra-ordenação, sancionada com coima de 100 a 500 euros, no caso de pessoas singulares, e de 1.000 a 5.000 euros no caso de pessoas colectivas.

A nova medida para a restauração começará a ser aplicada sábado, a partir das 15:30.

A medida aplica-se apenas ao fornecimento de refeições no interior dos restaurantes, deixando de fora as pastelarias e cafés, assim como as refeições servidas em esplanadas.

São quatro as tipologias de testes aceites: os PCR e antigénio com resultado laboratorial (contemplados no certificado digital covid-19) e também os auto-testes feitos presencialmente (à entrada do estabelecimento) ou perante um profissional de saúde (nas farmácias, por exemplo).

Já no caso dos estabelecimentos turísticos, estão abrangidos pelas novas regras todos os estabelecimentos turísticos e de alojamento local, em todo o território continental, independentemente da taxa de incidência existente no concelho em causa.

A medida não abrange crianças até aos 12 anos de idade.

Diário de Notícias
DN/Lusa
09 Julho 2021 — 21:02

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864: Ir a restaurantes e alojamentos só com certificado ou teste negativo

– Duas questões sobre estas novas regras da governança: 1.- aquando da entrada nos restaurante e hotéis é exigido o certificado covid, é necessário possuir-se as duas doses da vacina ou basta a primeira? É que eu tenho apenas a primeira dose (estou à espera da segunda) mas tenho certificado covid do SNS24; 2.- A ministra da Presidência anunciou que caiu a restrição da entrada e saída da Área Metropolitana de Lisboa aos fins de semana. Ok. No entanto, “Recorde-se que o dever de permanecer no domicílio e não circular na via pública em risco elevado ou muito elevado de contágio por covid-19 continua a ser obrigatório e pode ser sancionado com prisão até um ano e quatro meses ou 160 dias de multa.” Então em que é que ficamos? Levantou-se a restrição de circular na AML, pode-se ir ao restaurante (com certificado covid), mas é OBRIGATÓRIO e PROIBIDO, o dever de permanecer no domicílio e não circular na via pública, podendo ser sancionado com 160 dias de multa ou prisão de UM ANO E QUATRO MESES? Em que é que ficamos senhores governantes? Assim, com explicações deste teor, apenas dá para CRIAR MAIS CONFUSÃO nas pessoas…

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES

As novas obrigações em restaurantes são aplicáveis a concelhos com risco elevado e muito elevado. Nos alojamentos terão de ser cumpridas em todo o país. Auto-testes serão aceites e passam a ser vendidos nos supermercados. Governo deixou cair as restrições de entrada e saída na AML.

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, apresentou as conclusões do Conselho de Ministros
Foto ANTÓNIO COTRIM/Lusa

O Conselho de Ministro decidiu esta quinta-feira novas medidas medidas para conter a pandemia numa altura em que se vão intensificar as férias dos portugueses. Os cidadãos vão ter de apresentar teste negativo ou certificado digital para acesso a estabelecimentos turísticos e de alojamento local no território continental.

E terão de fazer o mesmo para frequentarem o espaço interior dos restaurantes durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados e às sextas a partir das 19.00, alargando o horário de funcionamento até às 22.30 desses estabelecimentos (antes era de 15:30), nos concelhos de risco elevado e muito elevado.

Os turistas também ficam obrigados a apresentar o certificado ou teste negativo seja no check-in nas unidades de turismo ou alojamento local e nos restaurantes. Mas os menores de 12 anos escapam a estas novas medidas, que podem ser sancionadas em caso de incumprimento. No caso de quem frequenta os restaurantes e hotéis entre 100 a 500 euros e para os proprietários entre mil e 10 mil euros. Estas medidas entram em vigor este sábado, a partir das 15:30.

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, voltou a ser a porta-voz do Conselho de Ministros, que se reuniu esta quinta-feira no Palácio da Ajuda, e foi ela que apontou as medidas que permitem conciliar, como afirmou, “maior segurança”, num momento em que a pandemia continua a agravar-se em Portugal, , com a média de casos a subir 54%. Tanto em Lisboa como no Algarve.

A venda de auto-testes disse ainda a governante vai poder ser feita em supermercados e servem para aceder aos estabelecimentos. Mas ainda não há data para a sua comercialização.

A ministra da Presidência anunciou que caiu a restrição da entrada e saída da Área Metropolitana de Lisboa aos fins de semana. A justificação dada é que a variante Delta já “existe em todo o país”.

Mariana Vieira da Silva já tinha dito que “com o certificado, com uma disponibilização muito mais frequente de testes, temos condições para ter muito mais condições de segurança”, garantindo que a utilização do certificado em hotéis e restaurantes é um passo “muito significativo” e “aumenta a segurança” sem restringir a actividade económica. “Faz sentido aproveitar mais à medida que temos outros instrumentos de combate à pandemia”.

Fundo de capitalização e moratórias

O ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, anunciou esta tarde na conferência de imprensa do Concelho de Ministros uma linha de crédito para micro e pequenas empresas, que concretiza uma norma do OE2021.

“Trata-se de uma linha de crédito para micro e pequenas empresas que estará operacional dentro de 15 dias, com um período de carência a 18 meses”, explicou o ministro, que admite que a ideia passa por “assegurar a capitalização das empresas mais afectadas pela pandemia”, mas também “que possam ter necessidade de crescimento e capitalização”.

A medida serve, assim, também como forma de empresas de pequena dimensão “não só no turismo mas de outras actividades” terem acesso à linha de crédito, com mais pormenores a serem indicados em breve.

O ministro comunicou também a criação de um Fundo de Capitalização e Resiliência de 1.300 milhões de euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para apoiar as empresas mais afectadas pela crise.

O ministro disse ainda que já que as moratórias terminam em Setembro de 2021, há um novo diploma que permite (pelo fundo de garantia mútua) dar apoio às empresas mais afectadas, dando-lhes acesso à reestruturação da dívida referente às tais moratórias bancárias.

Concelhos em risco

Os concelhos com risco muito elevado, ou seja que já ultrapassaram duas vezes os 240 casos de covid-19 por 100 mil habitantes (ou 480 nos territórios de baixa densidade), são já 33 (eram 19 na semana passada): Albufeira, Almada, Amadora, Arruda dos Vinhos, Avis, Barreiro, Cascais, Constância, Faro, Lagos, Lisboa, Loulé, Loures, Lourinhã, Mafra, Mira, Moita, Montijo, Mourão, Nazaré, Odivelas, Oeiras, Olhão, Porto, Santo Tirso, São Brás de Alportel, Seixal, Sesimbra, Silves, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Vagos e Vila Franca de Xira.

No risco elevado, os que ultrapassaram os 120 casos de infecção por 100 mil habitantes (ou 240 nos territórios de baixa densidade), estão 27 (era menos um na semana passada): Albergaria-a-Velha, Alenquer, Aveiro, Azambuja, Bombarral, Braga, Cartaxo, Constância, Ílhavo, Lagoa, Matosinhos, Óbidos, Palmela, Portimão, Paredes de Coura, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Setúbal, Sines, Torres Vedras, Trancoso, Trofa, Viana do Alentejo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia e Viseu.

Os concelhos em alerta, que excederam as 120 infecções por 100 mil habitantes (240 nos territórios de baixa densidade) são 34: Alcobaça, Arouca, Arraiolos, Barcelos, Batalha, Benavente, Caldas da Rainha, Cantanhede, Carregal do Sal, Castro Marim, Chaves, Coimbra, Elvas, Espinho, Figueira da Foz, Gondomar, Guimarães, Leiria, Lousada, Maia, Monchique, Montemor-o-Novo, Oliveira do Bairro, Paredes, Pedrogão Grande, Peniche, Porto de Mós, Póvoa do Varzim, Reguengos de Monsaraz, Santiago do Cacém, Tavira, Valongo, Vila do Bispo, Vila Real Santo António.

Recorde-se que o dever de permanecer no domicílio e não circular na via pública em risco elevado ou muito elevado de contágio por covid-19 continua a ser obrigatório e pode ser sancionado com prisão até um ano e quatro meses ou 160 dias de multa.

Em causa está o crime de desobediência, que tem uma moldura penal de prisão até um ano ou 120 dias de multa, mas que neste caso é ainda “agravado em um terço” – ou seja, passa a um ano e quatro meses de prisão ou 160 dias de multa. Uma sanção prevista no Código Penal e que, neste caso em concreto, resulta do estabelecido na Lei de Bases da Protecção Civil e na resolução que declarou o estado de calamidade.

Medidas em vigor

Medidas nível vermelho – risco muito elevado

> Limitação da circulação na via pública a partir das 23h00.

> Teletrabalho obrigatório quando as actividades o permitam.
Restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30 (no interior, com um máximo de quatro pessoas por grupo; em esplanada, seis pessoas por grupo).

> Espectáculos culturais até às 22h30.

> Casamentos e baptizados com 25% da lotação.

> Comércio a retalho alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 19h00 ao fim de semana e feriados.

> Comércio a retalho não alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 15h30 ao fim de semana e feriados.

> Permissão de prática de modalidades desportivas de baixo e médio risco, sem público.

> Permissão de prática de actividade física ao ar livre até seis pessoas e ginásios sem aulas de grupo.

> Eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela DGS.

> Lojas de cidadão com atendimento presencial por marcação.

Medidas nível laranja – risco elevado

> Limitação da circulação na via pública a partir das 23h00.

> Teletrabalho obrigatório quando as actividades o permitam.

> Restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30 (no interior, com um máximo de seis pessoas por grupo; em esplanada, dez pessoas por grupo).

> Espectáculos culturais até às 22h30.

> Casamentos e baptizados com 50% da lotação.

> Comércio a retalho alimentar e não alimentar até às 21h00.

> Permissão de prática de todas as modalidades desportivas, sem público.

> Permissão de prática de actividade física ao ar livre e em ginásios.

> Eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

> Lojas de cidadão com atendimento presencial por marcação.

Com João Tomé, Dinheiro Vivo

Diário de Notícias
Paula Sá
08 Julho 2021 — 18:35

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862: Porto e mais 25 concelhos cada vez mais perto de recuar no desconfinamento

SAÚDE/COIVID-19/CONFINAMENTO

Alessandro di Marco / EPA

O Governo reúne esta quinta-feira em Conselho de Ministros para avaliar a situação epidemiológica do país e decidir os próximos passos. Mas já se sabe que há 26 concelhos em risco de recuar no desconfinamento.

O Eco avança esta quinta-feira que o Porto e mais 25 concelhos — Arruda dos Vinhos, Avis, Braga, Castelo de Vide, Faro, Grândola, Lagoa, Lagos, Montijo, Odemira, Palmela, Paredes de Coura, Portimão, Rio Maior, Santarém, São Brás de Alportel, Sardoal, Setúbal, Silves, Sines, Sousel, Torres Vedras, Vila Franca de Xira — podem seguir o rasto da Área Metropolitana de Lisboa, que se encontra na zona “vermelha”.

Se assim for, as regras irão apertar: além de o teletrabalho passar a ser obrigatório, os horários dos estabelecimentos alteram-se. Os espectáculos culturais terão de acabar às 22h30 e o comércio fechar às 21h durante a semana e às 19h ao fim de semana e feriados se for retalho alimentar, se for não alimentar passa para as 15h30.

Quanto à restauração, o número de pessoas por mesa diminui para seis na esplanada e quatro no interior e os horários apertam — fechando às 22h30 durante a semana e às 15h30 ao fim de semana e feriados.

Adicionalmente, os casamentos e baptizados passam a ter uma lotação de 25% e as lojas de cidadão têm atendimento presencial apenas por marcação.

Em declarações à TSF, Carlos Antunes, perito da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que tem acompanhado a evolução da pandemia, acredita ser inevitável o recuo de vários concelhos, já que, há uma semana, o país tinha um incidência de 172,8 novos casos por 100 mil habitantes e agora já chegou a 247,3.

“Todas as regiões estão a subir a sua incidência e algumas a um ritmo muito elevado, nomeadamente no Algarve e na região Norte. E isto, sendo uma média, quer dizer que quase todos os municípios irão subir, também, as suas taxas locais de incidência”, explica o especialista.

Mas é a Norte que o aumento tem sido mais expressivo, alerta Carlos Antunes.

“O Norte tinha há pouco mais de 8 dias cerca de 160 casos diários e esse número passou rapidamente para 550. Nenhuma outra região observou um aumento tão rápido e repentino da incidência, pelo que é normal que todos os concelhos essencialmente em torno da cidade do Porto, mas em geral em toda a região Norte, assistam a uma progressão de forma muito rápida”, prevê.

No início do mês, o Governo alterou os parâmetros que indicam quem recua, ou não, no desconfinamento. Os concelhos de baixa densidade só serão deixados em alerta se excederem os 240 casos por 100 mil habitantes, isto é, o dobro da incidência de 120 casos que se aplicava até aqui (e que se mantém no caso dos concelhos de alta densidade).

Assim, os 21 concelhos em alerta e que podem vir a recuar, se a taxa de incidência continuar acima dos 120 ou 240 casos por 100 mil habitantes, são: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Azambuja, Cartaxo, Bombarral, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Lourinhã, Matosinhos, Mourão, Nazaré, Óbidos, Salvaterra de Magos, Santo Tirso, Trancoso, Trofa, Vagos, Viana do Alentejo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Viseu.

A acontecer, ficam com as mesmas regras que se aplicam no concelho do porto neste momento, onde o teletrabalho passa a ser obrigatório sempre que as actividades o permitam, a restauração e espectáculos culturais encerram às 22h30 e o comércio às 21h. As lojas do cidadão voltam a ter atendimento presencial, mas apenas por marcação.

“Do ponto de vista matemático não há nenhum factor que esteja a contribuir para inverter a situação de crescimento. Pode atenuar a velocidade de crescimento, algo que está a acontecer, por exemplo, em Lisboa e Vale do Tejo, mas enquanto o Rt (índice de transmissibilidade) estiver em subida não há sequer sinal de quando possa ocorrer o pico desta vaga epidémica”, conclui Carlos Antunes.

ZAP //

Por ZAP
8 Julho, 2021

 

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858: Mais 3.285 casos de covid-19 e oito mortes nas últimas 24 horas em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

3.285 INFECTADOS e 8 MORTOS! A situação pandémica AGRAVA-SE a cada dia, mas a choldra de imbecis acéfalos continua a organizar, a promover, a realizar e a participar nas passeatas, caminhadas, casamentos, aniversários, baptizados e bebedeiras! Para quando a PSP e a GNR PÕEM COBRO A TODA ESTA MERDA? E também para quando o sr. inquilino do palácio de Belém, DECLARA, novamente, o ESTADO DE EMERGÊNCIA? Está à espera de quê? Que teimosia será esta?

Dados da DGS mostram que estão 603 pessoas com covid-19 internadas, das quais 130 em unidades de cuidados intensivos.

Enfermaria dedicada à covid-19 do Hospital de Santa Maria, em Lisboa
© Gerardo Santos / Global Imagens

Foram registados 3.285 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, refere o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Desde 11 de Fevereiro que não eram reportados tantas novas infecções.

O relatório desta quarta-feira (7 de Julho) indica também que morreram mais oito pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus. Não se registavam tantos óbitos desde 14 de Abril, dia em que também foram registadas oito mortes.

A autoridade de saúde dá conta de que o número de internados desce para 603 (menos 10 face ao reportado na terça-feira). Nas unidades de cuidados intensivos estão agora 130 doentes (menos três).

Portugal está a aumentar o ritmo de vacinação contra a covid-19, tendo batido um novo recorde de doses de vacinas administradas na terça-feira. ​​​​​​”Ontem ultrapassámos as 150 mil doses administradas”, disse, esta quarta-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, em comissão parlamentar.

Foram, no total, 154.600 pessoas inoculadas na terça-feira, o segundo dia a registar um número elevado na administração de vacinas. Em dois dias, foram administradas mais de 290 mil doses de vacinas contra o SARS-CoV-2.

“Sabemos que têm sido utilizadas as soluções que em cada momento são as mais eficientes”, afirmou a governante, sublinhando: “Somos neste momento um dos países da União Europeia [UE] que mais vacinas tem administradas, queremos fazer esta corrida contra a variante Delta através da vacinação”, referiu aos deputados.

A ministra da Saúde referiu que também a campanha de testagem tem “sido reforçada”. Nos primeiros dias de Julho, “a média diária de testes é a mais alta desde o início da pandemia, também acima de Janeiro”.

Estado de emergência? “Não há impossibilidades totais”, diz ministra

No primeiro mês de 2021, a média de testes efectuados por dia rondou os 52 mil, segundo dados divulgados em 29 de Janeiro pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Na Comissão de Saúde, a ministra da Saúde não descartou o regresso ao estado de emergência, embora tenha afirmado que este mecanismo não passa exclusivamente pelo Governo. “Não há impossibilidades totais, há necessidades de avaliação constante”, argumentou.

Também esta quarta-feira, Válter Fonseca, coordenador da Comissão Técnica de Vacinação Contra a covid-19, fez saber que está a ser analisada a vacinação das faixas etárias acima dos 12 anos, devendo ser emitido um parecer antes do arranque do ano letivo, revelou em entrevista à Lusa.

O parecer está a ser elaborado e “será naturalmente conhecido para que o planeamento da vacinação possa ser feito atempadamente”, como tem sido feito desde o início da campanha, referiu.

“Será feito um parecer (…) de forma atempada e para proteger a saúde pública, nos ‘timings’ mais adequados, também em função da evolução da cobertura vacinal da restante população, que continua a ser a nossa prioridade”, acrescentou.

Diário de Notícias
DN
07 Julho 2021 — 14:05

 

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