924: Portugal com mais 3.452 casos e 13 mortes nas últimas 24 horas

Vai lindo o baile e ainda pretendem DESCONFINAR com estes números diários? Penso que estão ALUCINADOS nas decisões que tomam…!!! Esta malta pode juntar-se aos “walking dead” acéfalos da tugulândia!

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Portugal contabiliza agora um total de 960.437 casos e 17.320 óbitos desde o início da pandemia

Portugal registou mais 3.452 casos e 13 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira, 28 de Julho.

Há agora 51 430 casos activos de infecção por SARS-CoV-2, mais 175 do que na véspera.

O país contabiliza agora um total de 960.437 casos e 17.320 óbitos desde o início da pandemia.

Relativamente a internamentos, mantêm-se 200 pessoas hospitalizadas em unidades de cuidados intensivos. O valor total de hospitalizações é agora de 934, mais seis do que no dia anterior.

O boletim da DGS aponta também que há mais 3.264 recuperados da doença, num total de 891.687.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou mais novos casos (1.341) e mortes (sete) nas últimas 24 horas. Os outros óbitos foram contabilizados no Norte (cinco) e no Centro (um).

A região Norte registou mais 1194 casos. Em relação às restantes unidades territoriais, tanto o Centro como o contabilizaram Algarve mais 358 casos, o Alentejo mais 115, os Açores mais 57 e a Madeira mais 29.

Vacinação e um Marcelo “optimista” pressionam Governo a aliviar medidas

Com carta branca dos especialistas, consenso entre os partidos e um Presidente da República “irritantemente optimista”, o Conselho de Ministros reúne-se amanhã para acertar o que deverão ser as primeiras medidas de alívio às restrições da pandemia. Se o executivo já vinha dando sinais de que é altura de começar a caminhar em direcção a uma normalidade que só chegará com a imunidade de grupo da população portuguesa – em finais de Setembro, se não houver atrasos no calendário de vacinação -, ontem, a reunião do Infarmed apontou claramente nesse sentido. E, se dúvidas ainda houvesse, o Presidente da República insistiu que a “eficácia” da vacinação abre o horizonte ao alívio de medidas.

O governo remete todas as decisões para a reunião desta quinta-feira, mas, ao que apurou o DN, uma das medidas que vão ser revistas é o recolher obrigatório a partir das 11 da noite. E um outro dado é praticamente certo: as restrições por concelho vão dar lugar a medidas para todo o território. Marta Temido, ministra da Saúde, antecipou ontem a “uniformidade” das regras, dada a predominância da variante Delta em quase todo o país e o número muito elevado de concelhos em que a incidência está acima dos 120 casos por 100 mil habitantes.

Só pode ser anedota, não? Não se brinca com coisas sérias e muito menos com a vida das pessoas! Onde para a “optimização” deste senhor, com os números diários de INFECTADOS e mortos pelo COVID-19? Também é apologista que o coronavírus SARS-CoV-2 – COVID-19, é uma “gripezinha”?

Ontem, no regresso das reuniões do Infarmed – que já não se realizavam há dois meses – os técnicos traçaram o plano para a progressiva diminuição das restrições, com quatro níveis que acompanham a taxa de vacinação. O Plano de Redução das Medidas Restritivas, apresentado por Raquel Duarte, da Administração Regional de Saúde do Norte e do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, prevê um primeiro nível com uma taxa de vacinação completa entre os 50% e 60% – o patamar em que o país está actualmente com 52% da população vacinada com as duas doses, de acordo com dados divulgados ontem. O nível 2 prevê uma taxa de vacinação entre os 60% e os 70%, o nível 3 até aos 85%. O último patamar, o quarto, prevê uma taxa de vacinação acima dos 85%. Neste nível prevê-se o levantamento de todas as medidas, e poderá acontecer no final de Setembro, isto num cenário de cumprimento das metas do plano de vacinação. Em todos os níveis devem vigorar três medidas gerais: ventilação e climatização adequada dos espaços, utilização de certificado digital por rotina nos espaços públicos e a auto-avaliação de risco.

Mas há outras mudanças em perspectiva, nomeadamente quanto à matriz de risco. Andreia Leite, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, propôs que o limiar de risco da incidência passe dos actuais 240 para os 480 casos por 100 mil habitantes. Já o limite de ocupação em unidades de cuidados intensivos (UCI) deverá passar das actuais 245 para as 255 camas. A investigadora propôs também a inclusão de indicadores de gravidade clínica e impacto na mortalidade, além da cobertura vacinal.

Mais de metade da população com vacinação completa

Mais de metade da população (52%) residente em Portugal tem a vacinação completa contra a covid-19, revela o relatório semanal de vacinação divulgado esta terça-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o relatório, publicado por norma todas as terças-feiras, 5.389.935 pessoas (52%) concluíram o esquema vacinal e 6.865.047 (67%) tomaram pelo menos uma dose.

Em Portugal, a campanha de vacinação contra a covid-19 iniciou-se em 27 de Dezembro de 2020, sendo actualmente administradas vacinas de dose única (Janssen) e de dose dupla (Pfizer/BioNTech, Moderna e AstraZeneca).

Os dados mais recentes recuam até domingo e abrangem a vacinação de pessoas a partir dos 16 anos. Os jovens dos 16 aos 17 anos, nomeadamente com Trissomia 21, têm indicação para vacinação (com a vacina da Pfizer/BioNTech) ao abrigo de uma norma da DGS sobre grupos prioritários que foi actualizada em Março de 2021.

De acordo com o relatório, as regiões do Alentejo e do Centro continuam a ser as que estão mais avançadas no processo de vacinação, tendo respectivamente 58% e 56% da população com o ciclo vacinal completo.

Todas as restantes regiões apresentam entre 50% e 53% da população com a vacinação concluída.

Na semana em análise, entre 19 e 25 de Julho, as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte foram as que mais vacinaram, respectivamente mais 242.414 e mais 238.345 pessoas.

Portugal recebeu a 12.886.770 doses e distribuiu 12.043.017.

As pessoas mais velhas, que começaram a ser vacinadas mais cedo, são as que percentualmente têm a vacinação mais completa, entre 94% (65-79 anos) e 96% (a partir dos 80 anos).

Na faixa etária dos 50-64 anos, 82% das pessoas concluíram a vacinação.

No grupo dos 25-49 anos, 72% tomaram pelo menos uma dose e 40% estão totalmente imunizados. Nos jovens de 18-24 anos, 15% receberam pelo menos uma dose e 9% têm o esquema vacinal completo.

O relatório contabiliza ainda, entre os jovens dos 16 aos 17 anos abrangidos pela excepcionalidade prevista na norma de Março da DGS, 3.872 que tomaram uma dose da vacina Pfizer/BioNTech e 2.647 as duas doses exigidas.

Diário de Notícias
DN
28 Julho 2021 — 14:02

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923: Café pode reduzir a probabilidade de apanhar covid-19

SAÚDE/COVID-19/CAFÉ

(CC0/PD) Di Bella Coffee / Pexels

Uma nova investigação levada a cabo nos Estados Unidos sugere que, além de dar energia, o café pode fornecer alguma protecção contra a covid-19.

Um novo estudo da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, investigou o papel de diversos alimentos relativamente à susceptibilidade de infecção por covid-19.

Se, por um lado, consumir vegetais e ter sido amamentado pode reduzir o risco de apanhar o novo coronavírus, por outro, as carnes processadas podem aumentá-lo. No entanto, outros alimentos estudados — incluindo fruta, chá e carne vermelha — não parecem ter qualquer impacto, revela o artigo, publicado a 6 de Julho na revista Nutrients.

“Sabemos que a covid é uma doença infecciosa, semelhante à pneumonia ou a outros tipos de infecções respiratórias. Sabemos que a imunidade desempenha um papel importante na nossa capacidade de combater algumas destas doenças infecciosas”, disse Marilyn Cornelis, co-autora do estudo e professora associada de medicina preventiva na Northwestern University School of Medicine.

“Estava interessada em ver como a nutrição poderia desempenhar um papel porque sabemos que a nutrição tem um impacto sobre a imunidade”, acrescentou.

Além disso, o estudo liderado por Cornelis focou-se em questões de saúde individuais em termos de infecção por covid-19, incluindo o impacto de condições como a diabetes.

Os investigadores utilizaram, então, dados do UK Biobank UK para analisar a relação entre comportamentos alimentares de 2006 a 2010 e infecções por covid-19, entre Março e Novembro de 2020, nas mesmas pessoas e com foco em alimentos que afectam o sistema imunitário, segundo estudos anteriores.

Os resultados — que demonstram que a nutrição tem influência na protecção contra o vírus — basearam-se em cerca de 38 mil participantes que tinham sido testados ao SARS-CoV-2 e dos quais cerca de 17% tiveram um resultado positivo.

De acordo com as descobertas, o consumo de uma ou mais chávenas de café por dia está associado a uma diminuição de 10% no risco de apanhar covid-19, quando comparado com o consumo de menos de uma chávena por dia.

A probabilidade de se ser infectado desce também 10% se se tiver sido amamentado nos primeiros anos de vida e consumir pelo menos dois terços de uma dose diária de vegetais cozinhados ou crus (excluindo batatas) também reduz o risco.

Por outro lado, alguém que coma carne processada diariamente — pense-se em cachorros quentes e enchidos — tem um risco mais elevado de contrair a doença.

Apesar de o estudo não provar a relação directa de causa-efeito, estes factores alimentares parecem ter influência na nossa imunidade. Mas o motivo pelo qual o café parece ter um papel protector maior do que o chá, por exemplo, ainda não é claro.

Tanto pode ser a maior quantidade de cafeína, como outros constituintes que tornam o café único, sugere Cornelis.

Enquanto o chá é frequentemente rico em flavonóides, o café tem mais polifenóis, especificamente ácido clorogénico, que já tem estado implicado na protecção de outras doenças não relacionadas com a covid-19, explica.

“Estas são apenas hipóteses, mas como a covid-19 é tão recente, é necessária mais investigação”, disse a co-autora do artigo, citada pelo WebMD.

Consumir muitos vegetais, além de ser bom para a saúde em geral, parece também reduzir o risco de se ser infectado com o coronavírus, embora se desconheça se vegetais específicos fazem uma diferença maior.

“Algumas destas descobertas, são apenas indicadores de bons hábitos alimentares. Penso que apenas falam da importância de uma boa nutrição, não apenas para a covid-19, mas para a saúde em geral”, disse Cornelis.

Por Sofia Teixeira Santos
26 Julho, 2021

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922: Oito semanas é o intervalo “ideal” para aumentar eficácia da vacina da Pfizer

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/PFIZER

Jean-Francois Monier / AFP

Estudo desenvolvido pelo Department of Health and Social Care (DHSC) comparou os resultados obtidos com um intervalo de 4 semanas (como é feito em Portugal) e um intervalo de 10 semanas. Os resultados sugerem que adiar a segunda dose poderá resultar numa maior produção de anticorpos e de células T.

Contrariando as normas aplicadas pelas autoridades de saúde portuguesas, o intervalo ideal entre a primeira e a segunda dose da vacina da Pfizer deve ser de oito semanas, uma fracção temporal que permitirá aos sistemas imunitários desenvolver uma resposta mais robusta contra a variante Delta.

A constatação é uma das conclusões presentes num estudo realizado por investigadores do Department of Health and Social Care (DHSC) e da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, que comparou os resultados obtidos com um intervalo de 4 semanas (como é feito em Portugal) e um intervalo de 10 semanas.

O artigo, apresentado esta sexta-feira numa nota da Universidade de Newcastle, permitiu aos investigadores perceber que na segunda opção a produção de anticorpos é maior, assim como a proporção de células T, responsáveis pelo combate de infecções.

Para desenvolver o estudo que pretendia medir a eficácia da vacina da Pfizer contra a variante Delta, os investigadores contaram com a participação de 503 trabalhadores do sector da saúde, dos quais 44% (223) já tinham estado infectados com Covid-19.

Os resultados indicaram que as duas opções (intervalo de quatro ou dez semanas) resultaram numa resposta imunitária forte, ainda assim, foi possível atestar que quanto mais longo fosse o interregno mais elevado seriam os níveis de anticorpos e a proporção de células T, o que, segundo os especialistas, ajuda a memória imunitária.

Os cientistas descobriram que após a segunda dose, um intervalo mais longo também resultaria em valores mais elevados de anticorpos neutralizados contra a variante Delta e todas as restantes variantes que estão a preocupar as autoridades de saúde pública.

Ainda assim, nestas circunstâncias observou-se uma diminuição dos níveis de anticorpos entre a administração da primeira e da segunda doses, o que poderia deixar os indivíduos mais vulneráveis aos efeitos do novo coronavírus, aponta o The Guardian.

Rebecca Payne, investigadora da Universidade de Newcastle e uma das autoras do estudo, revelou, contudo, que a resposta celular resultante das células T mantêm-se consistente independentemente dos intervalos que separam a administração das doses, o que reforça o seu papel na protecção contra a Covid-19.

“Depois da segunda dose no calendário de administração mais longo, os níveis de anticorpos ultrapassavam os registados após a primeira dose, num intervalo de medição semelhante”, revelou Payne. A investigadora defende que apesar de os “valores das células T serem mais baixos, o perfil destas sugere mais apoio da memória imunitária e a criação de anticorpos”.

Os investigadores consideram ainda a hipótese de, em algumas situações excepcionais, o melhor intervalo poder ser mesmo de quatro semanas em vez das sugeridas oito — nomeadamente, pessoas em tratamento com influência no sistema imunitário, como é o caso de doentes oncológicos ou transplantados.

Por ZAP
26 Julho, 2021

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921: Misturar doses da AstraZeneca e da Pfizer aumenta até seis vezes as defesas contra covid-19

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

ZAP / Rawpixel

Um novo estudo realizado na Coreia do Sul concluiu que o número de anticorpos contra a covid-19 aumentou seis vezes em quem misturou as doses da AstraZeneca e da Pfizer em relação a quem tomou as duas doses da AstraZeneca.

Tomar uma primeira dose da vacina da AstraZeneca e uma segunda dose da Pfizer origina uma resposta imunitária mais forte do que tomar as duas da AstraZeneca. São estas as conclusões de um novo estudo promovido pela KDCA, a Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças, na Coreia do Sul, citado pela agência sul-coreana Yonhap.

Foram estudados 499 profissionais de saúde – 100 receberam doses mistas, 200 receberam duas doses da Pfizer e os restantes 199 receberam duas injecções da AstraZeneca. Todos mostraram anticorpos, mas quem misturou as duas vacinas criou seis vezes mais defesas contra a covid-19 do que quem tomou as duas doses da AstraZeneca.

A mistura das vacinas teve resultados semelhantes a quem recebeu as duas doses da Pfizer. O estudo analisou a actividade neutralizante contra as principais variantes da covid-19. Nenhum dos grupos teve actividade reduzida contra a variante Alpha, mas a neutralização já baixou 2,5 a 6 vezes contra as mutações Beta, Gama e Delta.

A administração de doses de vacinas diferentes já é há algum tempo uma hipótese em cima da mesa em certos países europeus, tendo a própria chanceler alemã, Angela Merkel, tomado uma primeira dose da AstraZeneca e uma segunda da Moderna.

Um outro estudo da Universidade de Oxford, publicado em Junho, já tinha chegado a conclusões semelhantes. Foram analisados os efeitos de dar a primeira dose da AstraZeneca e uma segunda da Pfizer em 830 voluntários acima dos 50 anos. Os investigadores concluíram que esta mistura criou mais anticorpos e respostas melhores das células T do que trocar a ordem das doses.

Esse estudo de Oxford mostrou também que a vacina da Pfizer criou dez vezes mais anticorpos do que a da AstraZeneca e que quem recebeu primeiro uma dose da AstraZeneca e depois uma da Pfizer teve uma resposta tão forte como quem tomou as duas da Pfizer.

Os únicos efeitos secundários registados entre quem tomou doses de vacinas diferentes foram mais dores de cabeça e musculares e uma maior probabilidade de febre, em comparação com as pessoas vacinadas com duas doses da mesma vacina. No entanto, o estudo realçou que os efeitos foram apenas temporários e que passaram rapidamente.

Recorde-se que em Portugal foi implementada a prática de misturar doses diferentes depois da vacina da AstraZeneca ter deixado de ser recomendada a menores de 60 anos. Quem foi vacinado com uma dose de AstraZeneca pode escolher tomar uma segunda dose da Pfizer ou da Moderna.

DGS recomenda 2ª dose da Pfizer ou Moderna para menores de 60 anos vacinados com AstraZeneca

As pessoas com menos de 60 anos a quem foi administrada a primeira dose da vacina da AstraZeneca devem completar…

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AP, ZAP //

Por ZAP
27 Julho, 2021

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920: Portugal com mais 2.316 casos e seis mortes nas últimas 24 horas

Ainda estão a pensar em desconfinar com números diários desta ordem? Estão loucos…!!! Os números avulso diários, apesar de enormes, talvez não demonstrem a perigosidade em que nos encontramos. Juntando-os todos – apenas o mês de Julho – já se poderá ter uma outra realidade da “gripezinha” do SARS-CoV-2 que assola Portugal e o resto do Mundo:

Número de INFECTADOS

– 2.316 – 27.07.2021
– 1.610 – 26.07.2021
– 3.396 – 24.07.2021
– 3.794 – 23.07.2021
– 3.622 – 22.07.2021
– 4.376 – 21.07.2021
– 2.706 – 20.07.2021
– 1.855 – 19.07.2021
– 3.677 – 17.06.2021
– 3.547 – 16.06.2021
– 3.641 – 15.06.2021
– 4.153 – 14.06.2021
– 2.650 – 13.07.2021
– 2.323 – 11.07.2021
– 3.162 – 10.07.2021
– 3.194 – 09.07.2021
– 3.269 – 08.07.2021
– 3.285 – 07.07.2021
– 2.170 – 06.07.2021
– 2.041 – 04.07.2021
– 2.436 – 02.07.2021

É por isto que eu prefiro FICAR EM CASA em vez de me juntar aos “walking dead”, porque felizmente o meu cérebro funciona correctamente e não possui um miligrama de serradura.

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Portugal contabiliza agora um total de 956.985 casos e 17.307 óbitos desde o início da pandemia

© Adelino Meireles/Global Imagens

Portugal registou mais 2.316 casos e seis mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira, 27 de Julho.

Há agora 51.255 casos activos de infecção por SARS-CoV-2, menos 2.741 do que na véspera.

O país contabiliza agora um total de 956.985 casos e 17.307 óbitos desde o início da pandemia.

Apesar da diminuição do número de novos casos, os internamentos continuam a aumentar. São agora mais nove do que no dia anterior, totalizando 928. Destes, 200 estão em unidades de cuidados intensivos, mais dois do que na véspera.

O boletim da DGS aponta também que há mais 5.051 recuperados da doença, num total de 888.423.

A região Norte foi a que contabilizou novos casos (920) nas últimas 24 horas, mas foi a de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) a que registou mais óbitos (quatro). As outras mortes aconteceram no Norte e no Centro.

LVT somou mais 835 casos. Em relação às outras regiões, o Centro contabilizou mais 283 casos, o Algarve mais 147, o Alentejo mais 66, os Açores mais 34 e a Madeira mais 31.

A taxa de incidência mantém-se em 427,5 casos de infecção por covid-19 por 100 mil habitantes a nível nacional e de 439,3 casos no continente.

O R(t) continua em 1,04 tanto a nível nacional como no continente.

Peritos propõem evolução das medidas de acordo com taxa de vacinação

Os peritos consultados pelo Governo sugerem a evolução das medidas de restrição de acordo com a taxa de vacinação contra a covid-19 e insistem na importância do controlo de fronteiras e da ventilação dos espaços para evitar recuos no Outono/Inverno.

A ventilação/climatização adequada dos espaços, o uso do certificado digital e a auto-avaliação de risco são as três regras a aplicar em qualquer dos quatro níveis definidos de acordo com a taxa de vacinação, sendo que para os valores actuais (cerca de 60%) se aplica o nível 1.

Presente na reunião de peritos que decorre esta terça-feira no Infarmed, Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse ainda que actualmente, e até ao nível 3, se deve privilegiar o teletrabalho sempre que possível e o desfasamento de horários, a manutenção da distância física e o uso de máscara ambiente fechado e sempre em eventos públicos.

Quando se evoluir para o nível seguinte na taxa de vacinação, a especialista admite que a máscara pode deixar de ser usada em ambientes exteriores se se puder manter a distância física.

Na restauração — uma área que “implica maior risco pois há a retirada de máscara” –, os peritos propõem o aumento do número de pessoas à volta da mesa em espaço interior (de seis para oito pessoas) e exterior (de 10 para 15) quando se progredir para o nível 2.

Nos grandes eventos em espaço delimitado, além das medidas gerais, sugerem que se mantenham circuitos de circulação de pessoas para garantir a distância. Em grandes eventos no interior sugerem o aumento da lotação ao longo dos diferentes níveis de evolução da taxa de vacinação, começando nos 50%.

Nos convívios familiares, defendem que se deve apostar nas medidas gerais (máscara, distanciamento, etc…) e na auto-avaliação de risco.

Vacinas mRNA registam “elevada efectividade” na população acima dos 65 anos

As vacinas que utilizam o mecanismo mRNA (Pfizer e Moderna) apresentam uma “elevada efectividade” nas pessoas com mais de 65 anos, segundo um estudo esta terça-feira apresentado pela investigadora Ausenda Machado, do Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

“Os resultados sugerem uma elevada efectividade da vacina mRNA na população com 65 ou mais anos, 14 dias após a segunda dose”, afirmou a perita do INSA na reunião do Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

“Não se verificou um decaimento da efectividade ao longo do tempo”, continuou Ausenda Machado, que salientou ainda uma diminuição de 85% no número de internamentos na população com idade superior a 80 anos. Por outro lado, não deixou de admitir que face ao actual aumento da incidência “é normal que o número de casos também aumente na população vacinada” contra a doença.

De acordo com o estudo apresentado pela especialista do INSA, a efectividade das vacinas mRNA para as pessoas entre os 65 e os 79 anos com apenas uma dose é de 37% e de 35% em relação à população acima dos 80 anos. Com as duas doses de vacina e o período de 14 dias após a segunda toma, a efectividade sobe para os 78% na faixa etária 65-79 anos e para 68% entre as pessoas com idade superior a 80 anos.

A monitorização das vacinas ao longo do tempo indicou que a efectividade nas pessoas entre os 65 e os 79 anos contra infecção sintomática é de 89% nos 14 a 27 dias após a segunda dose e permanece de forma consistente em torno dos “80% até pelo menos 42 dias”.

Já em relação aos maiores de 80 anos, a efectividade nos 14 a 27 dias depois da segunda dose é de 70%, mantendo-se nessa ordem até pelo menos 42 dias após o esquema vacinal completo.

Por fim, Ausenda Machado notou que a ausência de indicadores na população com menos de 65 anos se deveu à pouca expressão da cobertura vacinal à data da realização do estudo, advogando que esta monitorização da efectividade é para continuar no futuro.

Portugal pode receber um milhão de vacinas nas próximas duas semanas

Portugal pode vir a receber cerca de um milhão de vacinas contra a covid-19 entre esta e as próximas duas semanas, adiantou esta sexta-feira o coordenador da ‘task force’ da vacinação, face a um corte de vacinas da AstraZeneca.

“Vamos perder cerca de 470 mil vacinas da AstraZeneca porque já não fazem sentido no nosso plano, mas há um esforço – quer do Infarmed, quer do Ministério da Saúde – para adquirir vacinas em parceiros europeus e esse esforço pode trazer ao nosso plano de vacinação neste momento – na semana que passou e nas próximas duas semanas – cerca de um milhão de vacinas, o que é muito importante para a aceleração do processo de vacinação”, revelou Henrique Gouveia e Melo.

Numa intervenção realizada na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o vice-almirante responsável pela ‘task force’ reconheceu também que foram recebidas nos primeiros três trimestres menos 5,4 milhões de vacinas face às previsões iniciais.

Já em relação ao último trimestre de 2021, Gouveia e Melo disse que a expectativa inicial apontava para a recepção de 8,5 milhões de vacinas, mas, afinal, deverão chegar somente 5,2 milhões de vacinas ao país.

Diário de Notícias
DN
27 Julho 2021 — 14:16

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919: Vacinação de jovens avança a 14 de Agosto se houver aval da DGS

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

A reunião de peritos decorreu esta terça-feira no Infarmed para avaliar novas medidas de desconfinamento.

Reunião de peritos no Infarmed

A vacinação contra a covid-19 dos jovens com menos de 18 anos arranca no fim de semana de 14 e 15 de Agosto, caso haja aval da Direcção-Geral da Saúde (DGS), indicou esta terça-feira o coordenador da ‘task force’.

“Em 14 de Agosto, vamos iniciar a vacinação dos adolescentes dos 16 e 17 anos. Entre os 12 e os 15 anos será nos dois fins de semana a seguir, se a DGS acordar da importância da vacinação desta faixa da população”, explicou Gouveia e Melo na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, voltou a juntar especialistas, Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para a análise da situação epidemiológica.

Segundo o líder da logística em torno do processo de vacinação, esta “ainda é uma faixa muito significativa” da população portuguesa, representando cerca de 1,5 milhões de pessoas até aos 15 anos de idade.

“É uma quantidade muito elevada de pessoas susceptíveis ao vírus e com uma grande mobilidade, por causa das escolas e dos infantários, e um grande contacto comunitário”, lembrou Henrique Gouveia e Melo.

O processo de vacinação dos jovens está actualmente em análise pela DGS e uma decisão deve ser conhecida oficialmente nos próximos dias, depois de ter sido anteriormente solicitado pelo organismo liderado por Graça Freitas um período de cerca de duas semanas para análise de toda a informação disponível sobre as vacinas nesta população.

Task force pediu à DGS redução do intervalo entre doses para três semanas

A task force da vacinação contra a covid-19 solicitou à Direcção-Geral da Saúde (DGS) a redução do intervalo entre primeiras e segundas doses, a fim de aumentar mais rapidamente a protecção da população, anunciou esta terça-feira o coordenador da estrutura.

“Pedimos à DGS para encurtar o intervalo para as segundas doses, porque, uma vez que vamos avançando nas primeiras doses para percentagens quase finais de vacinação, é importante reduzir o intervalo para as segundas doses dentro do que são as recomendações das vacinas, porque, ao fazermos essa redução, aumentamos fortemente a protecção contra o vírus”, explicou o coordenador da task force, Henrique Gouveia e Melo.

No ponto de situação sobre a vacinação efectuado esta terça-feira na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, voltou a juntar especialistas, membros do Governo, presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o líder da logística da vacinação destacou também o impacto deste processo na incidência de novos casos.

“Em termos de influência da vacinação na incidência, (…) há uma correlação geográfica. A vacinação condiciona a incidência e isto é bastante positivo, porque conforme vamos avançando na vacinação, o vírus tem menos margem de manobra”, observou, adiantando a sua expectativa de que, a partir do final de Agosto, com 70% da população com vacinação completa, “a incidência vai ter uma grande quebra”.

Henrique Gouveia e Melo agradeceu ainda aos cerca de 4.700 profissionais envolvidos no processo de vacinação, mas avisou que o ritmo não pode abrandar até ao final do verão.

“Há uma corrida entre o ritmo de vacinação e a incidência e nós estamos a ganhar essa corrida, mas não podemos folgar este ritmo, porque isso é ‘dar oxigénio’ ao vírus e temos de continuar a um ritmo muito elevado”, resumiu.

Sobre a protecção de populações mais desfavorecidas, Henrique Gouveia e Melo revelou ainda que já foram vacinados contra a covid-19 pelo menos 255.888 cidadãos estrangeiros.

Portugal pode receber um milhão de vacinas nas próximas duas semanas

Portugal pode vir a receber cerca de um milhão de vacinas contra a covid-19 entre esta e as próximas duas semanas, adiantou hoje o coordenador da ‘task force’ da vacinação, face a um corte de vacinas da AstraZeneca.

“Vamos perder cerca de 470 mil vacinas da AstraZeneca porque já não fazem sentido no nosso plano, mas há um esforço – quer do Infarmed, quer do Ministério da Saúde – para adquirir vacinas em parceiros europeus e esse esforço pode trazer ao nosso plano de vacinação neste momento – na semana que passou e nas próximas duas semanas — cerca de um milhão de vacinas, o que é muito importante para a aceleração do processo de vacinação”, revelou Henrique Gouveia e Melo.

“Tivemos uma maior disponibilidade de vacinas em Julho, teríamos uma menor disponibilidade em Agosto, não fossem estas negociações que estão a ser conduzidas com sucesso pelo Ministério da Saúde e pelo Infarmed para ir buscar vacinas da Janssen e da Pfizer a parceiros europeus para reforçar neste mês o processo”, acrescentou.

Numa intervenção realizada na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o vice-almirante responsável pela ‘task force’ reconheceu também que foram recebidas nos primeiros três trimestres menos 5,4 milhões de vacinas face às previsões iniciais.

Já em relação ao último trimestre de 2021, Gouveia e Melo disse que a expectativa inicial apontava para a recepção de 8,5 milhões de vacinas, mas, afinal, deverão chegar somente 5,2 milhões de vacinas ao país.

Em termos de evolução do processo de vacinação, o coordenador da ‘task force’ vincou uma vez mais a sua previsão de atingir os 70% de primeiras doses administradas por volta do dia 08 de Agosto e o mesmo valor para segundas doses “no final de Agosto, início de Setembro”. Da mesma forma, defendeu que o processo está a ser maximizado para aumentar o ritmo de vacinação, mas sem comprometer a administração de segundas doses na população.

Henrique Gouveia e Melo traçou ainda um retrato do processo de vacinação por grupos etários, resumindo que “as faixas acima dos 60 anos estão, praticamente, totalmente protegidas”; na faixa dos 50 anos há ainda 4% para completar o esquema vacinal e nos 40 anos essa percentagem de cobertura vacinal em falta é de 10%.

“Já estamos também muito avançados na faixa dos 30 anos, a avançar fortemente na faixa dos 20 anos e a planear agora para a faixa de baixo”, referiu o coordenador da ‘task force’.

Variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal

A variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal anunciou o microbiologista João Paulo Gomes, do Instituto Ricardo Jorge, que disse ser expectável o aparecimento de novas variantes, mas sem preocupação por causa da vacinação.

O especialista, que falava na reunião de peritos esta terça-feira no Infarmed, disse ainda que a variante Delta, associada à Índia, é também dominante na maior parte dos países europeus e que as variantes beta (Reino Unido) e gama (Manaus) não desapareceram, mas são residuais em Portugal.

Quanto à Delta plus, uma linhagem da variante Delta, disse que representa cerca de 0,6%, acrescentando que de um total de mais de 3.000 sequenciações da variante delta analisadas, 59 representam a Delta plus.

Segundo o especialista do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA), foram detectados apenas três casos em Julho da variante Delta plus, que “constituem a continuação cadeias que existem há semanas”, sobretudo no litoral alentejano, no Algarve e na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

João Paulo Gomes sublinhou o reforço na vigilância das variantes, adiantando que os especialistas sequenciavam 1.500 vírus/mês em maio e que, agora, sequenciam cerca de 600 por semana, o que resulta num total mensal que ronda os 2.400.

No total, disse que já foram sequenciados 12.625 genomas do novo coronavírus em mais de 100 laboratórios públicos e privados em mais de 300 concelhos.

Quanto às chamadas variantes de preocupação, sublinhou a tendência decrescente da variante Alfa (associada ao Reino Unido), que foi sendo ao longo do tempo substituída pela variante Delta, e que actualmente representa apenas 1% dos casos.

Também com expressão residual em Portugal estão as variantes Beta (África do Sul), sem casos detectados nas últimas semanas, e Gama (Manaus), que não ultrapassa os 0,4%.

João Paulo Gomes sublinhou igualmente que as variantes “vão partilhando mutações que anteriores variantes já tinham” e apontou a capacidade de “combinação de mutações” deste vírus, dizendo que estas combinações de mutações não trazem maior preocupação por causa da comprovada eficácia das vacinas.

Antes de João Paulo Gomes, Ana Paula Rodrigues, também do INSA, falou da evolução da incidência, apontando uma tendência para a estabilização, com uma aproximação do RT ao valor 1, o que indica que o país estará “próximo do pico da epidemia”.

Sobre o risco de morte por covid-19, disse que mostra uma tendência decrescente em todos os grupos etários, particularmente nos mais velhos, devido à vacinação.

Contudo alertou que nas pessoas de idade mais avançada, pela fragilidade que apresentam, “o risco é substancial, [o] que justifica a manutenção de medidas especificas” de controlo da infecção nestes grupos.

Incidência de novos casos regista tendência “ligeiramente crescente a estável”

A incidência de novos casos de covid-19 em Portugal regista uma tendência “ligeiramente crescente a estável”, com a velocidade de aumento “a diminuir”, adiantou hoje o director de serviços de Informação e Análise da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo a intervenção de André Peralta Santos já se nota uma estabilização no número de novos casos, apesar de existir ainda uma “tendência crescente dos internamentos e mortalidade” por covid-19.

A afirmação de André Peralta Santos surgiu na reunião no Infarmed, em Lisboa, que volta, dois meses depois, a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica do país.

“Desde meados de maio iniciámos um período de expansão da pandemia e estamos neste momento com uma incidência superior a 400 casos por 100 mil habitantes a 14 dias, com uma média diária de 3.000 casos. A velocidade tem vindo a diminuir e a tendência é ligeiramente crescente a estável”, explicou.

Em termos regionais, o especialista da DGS notou que “a maioria do território tem uma incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes, com focos de maior incidência na área metropolitana de Porto, Lisboa e Algarve”, embora nas duas últimas áreas se evidencie já “uma tendência de estabilização ou descida” dos casos.

Quanto ao Porto, André Peralta Santos observou que o aumento de incidência começou posteriormente em relação a Lisboa e ao Algarve, pelo que “ainda há mais zonas com tendência de crescimento” de casos.

Sobre a situação ao nível dos internamentos em enfermaria e em unidades de cuidados intensivos (UCI), regista-se uma “tendência crescente” desde o início de Junho, com uma taxa de ocupação de 78% em UCI do valor de referência de 255 camas definido pelos especialistas.

“É muito notória a redução de risco de hospitalização – mais de três vezes – se estiver vacinado”, sublinhou André Peralta Santos, reforçando que, em relação à semana 26 do ano, 68% dos doentes internados em enfermaria não estavam vacinados, 30% tinham a vacinação incompleta e apenas 2% apresentavam vacinação completa. Já em UCI, estes dados eram de 68% sem vacinação, 27% com a vacinação incompleta e 5% com o esquema vacinal completo.

O padrão de crescimento é comum a todas as faixas etárias, com predominância dos 20-79 em termos de ocupação em enfermaria e dos 40-59 em UCI, segundo André Peralta Santos, que relevou um aumento nas populações mais idosas, cujo impacto é “atenuado pela vacinação”.

“A mortalidade tem também observado uma tendência crescente, se bem que muito diferente daquilo que já foi”, indicou o perito da DGS, notando que está “já acima do limiar de referência do ECDC [Centro Europeu para o Controlo de Doenças] de 10 mortos por milhão de habitantes. No entanto, “vacinação completa reduz muito o risco de morte se a pessoa se vier a infectar com o SARS-CoV-2”, concluiu.

A taxa de positividade é actualmente de 5,2%, registando-se um aumento de testagem na população dos 15 aos 40 anos e uma diminuição na população dos 45 aos 70 anos, uma situação que está igualmente associada ao ritmo do processo de vacinação.

Peritos propõem evolução das medidas de acordo com taxa de vacinação

Os peritos consultados pelo Governo sugerem a evolução das medidas de restrição de acordo com a taxa de vacinação contra a covid-19 e insistem na importância do controlo de fronteiras e da ventilação dos espaços para evitar recuos no Outono/Inverno.

A ventilação/climatização adequada dos espaços, o uso do certificado digital e a auto-avaliação de risco são as três regras a aplicar em qualquer dos quatro níveis definidos de acordo com a taxa de vacinação, sendo que para os valores actuais (cerca de 60%) se aplica o nível 1.

Presente na reunião de peritos que decorre no Infarmed, Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse ainda que actualmente, e até ao nível 3, se deve privilegiar o teletrabalho sempre que possível e o desfasamento de horários, a manutenção da distância física e o uso de máscara ambiente fechado e sempre em eventos públicos.

Quando se evoluir para o nível seguinte na taxa de vacinação, a especialista admite que a máscara pode deixar de ser usada em ambientes exteriores se se puder manter a distância física.

Na restauração — uma área que “implica maior risco pois há a retirada de máscara” –, os peritos propõem o aumento do número de pessoas à volta da mesa em espaço interior (de seis para oito pessoas) e exterior (de 10 para 15) quando se progredir para o nível 2.

Nos grandes eventos em espaço delimitado, além das medidas gerais, sugerem que se mantenham circuitos de circulação de pessoas para garantir a distância. Em grandes eventos no interior sugerem o aumento da lotação ao longo dos diferentes níveis de evolução da taxa de vacinação, começando nos 50%.

Nos convívios familiares, defendem que se deve apostar nas medidas gerais (máscara, distanciamento, etc…) e na auto-avaliação de risco.

Especialista propõe actualização do limiar de incidência para 480 casos

A investigadora Andreia Leite, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa, propôs hoje a actualização do limiar de incidência na avaliação de risco da covid-19 para 480 casos por 100 mil habitantes.

A especialista apontou ainda para a definição de um limite de ocupação em unidades de cuidados intensivos (UCI) de 255 camas, durante a sua intervenção na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica do país.

“Estamos em condições de actualizar o limiar de incidência para 480 casos por 100 mil habitantes (actualmente 240 por 100 mil), que se poderá traduzir numa ocupação de 255 camas” em UCI, defendeu, acrescentando que nesta fase de transição é necessário continuar a “caracterizar a situação nas suas várias dimensões” (probabilidade de infecção e doença grave) e “identificar alterações das características da epidemiologia da doença”, ou seja, novas variantes.

Paralelamente, Andreia Leite apresentou uma proposta de alterações da avaliação do risco assente em manter “os indicadores de transmissão, actualizar os limiares de incidência e de internamentos em UCI (com revisão periódica), incluir indicadores de gravidade clínica e de impacto na mortalidade e considerar a cobertura vacinal como indicador do planeamento de desconfinamento e não de definição de controlo da epidemia”.

A investigadora da ENSP da Universidade Nova de Lisboa defendeu ainda a utilização de um quadro resumo dos vários indicadores que seja estratificado por região e grupo etário e incluir a consideração da informação dos indicadores, a sua tendência e o nível de confiança no indicador, com uma explicação clara para a população.

Para a elaboração desta proposta foi realizado um estudo sobre vários países para compreender o efeito da cobertura vacinal na tomada de decisão sobre os respectivos processos de desconfinamento e o levantamento de medidas não farmacológicas.

“Esta decisão implica a aceitação da circulação do vírus, de um elevado número de casos e isso pode ter consequências”, observou.

Entre as consequências de tal situação, Andreia Leite destacou uma eventual “sobrecarga de serviços”, sobretudo de unidades de cuidados intensivos, pressupõe a “possibilidade da covid longa”, cujos efeitos e dimensões não são ainda totalmente conhecidos, e o “aparecimento de novas variantes” do vírus SARS-CoV-2.

“Atrasando o levantamento de medidas não farmacológicas vamos dar tempo à vacinação de ter o seu efeito e, assim, conseguirmos ter a protecção conferida pela vacina. Isso traduz-se num menor número de camas atingido”, salientou.

A terminar, Andreia Leite assumiu ser importante “continuar a considerar o papel de medidas não farmacológicas”, reconhecendo que a evolução do processo de vacinação apresenta um nível “bastante positivo”, mas que “ainda não é suficiente para garantir o controlo” da pandemia em exclusivo.

Vacinas mRNA registam “elevada efectividade” na população acima dos 65 anos

As vacinas que utilizam o mecanismo mRNA (Pfizer e Moderna) apresentam uma “elevada efectividade” nas pessoas com mais de 65 anos, segundo um estudo apresentado pela investigadora Ausenda Machado, do Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

“Os resultados sugerem uma elevada efectividade da vacina mRNA na população com 65 ou mais anos, 14 dias após a segunda dose”, afirmou a perita do INSA na reunião do Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

“Não se verificou um decaimento da efectividade ao longo do tempo”, continuou Ausenda Machado, que salientou ainda uma diminuição de 85% no número de internamentos na população com idade superior a 80 anos. Por outro lado, não deixou de admitir que face ao actual aumento da incidência ” é normal que o número de casos também aumente na população vacinada” contra a doença.

De acordo com o estudo apresentado pela especialista do INSA, a efectividade das vacinas mRNA para as pessoas entre os 65 e os 79 anos com apenas uma dose é de 37% e de 35% em relação à população acima dos 80 anos. Com as duas doses de vacina e o período de 14 dias após a segunda toma, a efectividade sobe para os 78% na faixa etária 65-79 anos e para 68% entre as pessoas com idade superior a 80 anos.

A monitorização das vacinas ao longo do tempo indicou que a efectividade nas pessoas entre os 65 e os 79 anos contra infecção sintomática é de 89% nos 14 a 27 dias após a segunda dose e permanece de forma consistente em torno dos “80% até pelo menos 42 dias”.

Já em relação aos maiores de 80 anos, a efectividade nos 14 a 27 dias depois da segunda dose é de 70%, mantendo-se nessa ordem até pelo menos 42 dias após o esquema vacinal completo.

Por fim, Ausenda Machado notou que a ausência de indicadores na população com menos de 65 anos se deveu à pouca expressão da cobertura vacinal à data da realização do estudo, advogando que esta monitorização da efectividade é para continuar no futuro.

Uma em cada quatro pessoas entre 26 e 65 anos com resistência às vacinas

Uma em cada quatro pessoas entre os 26 e os 65 anos mostrou resistência a tomar a vacina contra a covid-19 e os motivos mais apresentado são a falta de eficácia, o medo de efeitos secundários e a necessidade de mais informação.

Os valores foram apresentados na reunião de peritos que decorre nas instalações do Infarmed, em Lisboa, por Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, que indicou uma percentagem de 13% de resistência nos maiores de 65 anos no inquérito feito pelos especialistas.

Outras das razões apresentadas para a resistência relativamente às vacinas são a existência de doenças que não permitiram ainda a vacinação, considerarem que as vacinas não foram suficientemente testadas e não terem conseguido falar com o médico para apoiar a decisão.

Quanto à percepção de risco de doença avançada por covid-19, Carla Nunes disse que os mais velhos apresentam valores mais elevados, com uma percentagem de 60,9%.

No que se refere à saúde mental, adiantou que as perguntas relativas ao estado de ansiedade e/ou tristeza por causa das medidas de confinamento revelaram que os mais novos apresentam maiores valores, com cerca de 30% a dizerem que se sentiram ansiosos ou tristes todos os dias ou quase todos os dias. Os maiores de 65 anos apresentaram valores de 11%.

Sobre quando consideram que serão levantadas todas as restrições por causa da pandemia, a grande maioria considera que deverá ser em Dezembro ou para lá dessa data.

Quanto à adequação das medidas de restrição, 47% consideram-nas pouco ou nada adequadas, um valor que vem aumentando desde o ano passado e que se faz sentir sobretudo nos homens e nos mais jovens.

No que se refere à facilidade de adopção das medidas definidas pelas autoridades, tem crescido o grupo do que as consideram difíceis e muito difíceis de adoptar e são os mais jovens que apresentam maiores dificuldades.

Segundo a especialista, 31,4 das pessoas referem ser difícil ou muito difícil manter o distanciamento, 16,8% dizem ser difícil o uso da máscara (com os de idade entre 26 e 45 a manifestar maior dificuldade).

A lavagem de mãos apresenta uma dificuldade residual, sempre menor de 10% nas diferentes faixas etárias.

Já quanto à facilidade de evitar confraternizar com amigos e familiares, a maior dificuldade é apontada pelos mais novos.

Diário de Notícias
Lusa
27 Julho 2021 — 13:51

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