687: Vai haver passaporte covid já em Junho. Portugal testa no fim do mês

 

 

SAÚDE/PASSAPORTE COVID

Certificados Verdes Digitais prontos já em Junho, ficam à espera da aprovação legislativa. Fontes comunitárias explicam o processo “seguro e escalável” entre países com gateway sediada no Luxemburgo. Certificado poderá ser partilhável entre países e, se cada Estado quiser, usado em concertos. Há 1 milhão de euros para apoio à infra-estrutura. Explicamos o funcionamento previsto.

O Certificado Verde Digital europeu
Foto DR

Os Certificados Verdes Digitais (CVD) – os passaportes covid europeus que servirão como base para facilitar a circulação e cujo nome se deve “a circulação permitida, ou seja, verde” – já estão a ser ultimados do ponto de vista técnico pela Comissão Europeia e a partir de Junho, assim que a legislação seja aprovada, podem ser de imediato postos em prática em cada país. Fontes comunitárias indicaram ao Dinheiro Vivo que para que isso aconteça os testes à plataforma base (escalável pelos países, segura e em open source) que vai permitir que todo o sistema dos CVD funcione, começam já a ser feitos em Maio.

Portugal está no segundo grupo de países que terá testes a decorrer no final deste mês no que se espera que seja um processo rápido e encriptado.

Na prática, para que tudo funcione a nível europeu a tempo do verão, permitindo simplificar o acesso à informação de cada cidadão para facilitar as deslocações entre países (se já foi vacinado, se recebeu teste PCR negativo ou se recuperou de covid) existem três plataformas para este ecossistema que está agora a ser criado antes dos últimos pormenores legislativos, para haver tempo de “salvar” o verão a nível de turismo. São eles: a app para os cidadãos, a app de verificação (para as entidades competentes) e o sistema para passar os certificados.

Como funcionará o sistema?

Os certificados (passaportes covid) europeus são gerados quando os cidadãos os pedem e fazem uso dos sistemas de informação já existentes do Serviço Nacional de Saúde de cada país onde já estará o registo de quem foi vacinado, testado ou teve covid – em alguns Estados membro são emitidos automaticamente, não é necessário qualquer pedido (não deve ser o caso nacional).

Tudo indica poderão ser emitidos por hospitais, centros de testes e autoridades de saúde e em alguns países também será em farmácias.

Os cidadãos vão depois ter acesso ao certificado em papel ou no formato digital (na app) e mostram-nos sempre que as autoridades com apps para os ler os solicitam, neste caso para viagens (não substitui os documentos de identificação), mas pode ser usado noutras circunstâncias – a decisão será de cada Estado membro. O código QR gerado contém informações essenciais, bem como um selo digital, para garantir a autenticidade do certificado.

Uma das hipóteses é o uso para concertos ou festivais de música, por exemplo – aí os organizadores têm de solicitar acesso às apps de verificação (e respectivas chaves públicas de acesso) ou a pessoas autorizadas para verificar os certificados.

O Certificado Verde Digital europeu no seu aspecto final (à esquerda a versão e papel e direita a versão de app para iOS ou Android)
© DR

Certificado de vacinação dá para seis meses

Há ainda grandes dúvidas sobre a eficácia no tempo das vacinas. Ainda assim os responsáveis comunitários que ouvimos admitem que, para já e seguindo as indicações da autoridade de saúde europeia, quem for vacinado deverá ter cerca de seis meses para viajar, mas tudo pode mudar dependendo de novos dados e da legislação que for aprovada.

Já sobre as viagens de crianças ou adolescentes com menos de 18 anos, a exigência de testes ou vacinação dependerá de cada Estado. Certo é que se for preciso certificado, os pais podem ter o certificado dos filhos (em app ou em papel).

O CVD também funcionará para países que exigem testes PCR não só para quem entra no país, mas também novos testes se lá continuarem cinco depois – como está já a acontecer em Itália. Para isso, ao fazerem o teste PCR em entidades autorizadas isso deverá ser actualizado pelos sistemas centralizados no certificado daquela pessoa.

Ecossistema das apps por país. E Portugal?

Haverá a app para os cidadãos (iOS e Android), que será local – cada país terá a sua (França irá usar, por exemplo, integrado na sua app de rastreio de covid). Portugal pode usar um “template” de software europeu já criado para que a app fique activa rapidamente (qualquer pessoa também pode usar o QR Code numa folha de papel). Ou seja, as chamadas carteiras digitais embutidas, por exemplo, no sistema operativo iOS (iPhone) e usadas para bilhetes de avião não servem.

Ainda assim, não se sabe se esse tipo de app está a ser já pensada. O Dinheiro Vivo pediu esclarecimentos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Saúde mas não obteve resposta em tempo útil.

Depois, há a app de verificação também para Android ou iOS (que faz scan ao código QR da app ou da folha de papel) será só para quem esteja autorizado (polícias e entidades públicas ou aeroportuárias, por exemplo) e serve apenas para verificar os certificados apresentados. Neste caso deverá haver uma app de referência europeia para descodificar o código QR e que verifica depois a informação encriptada (com acesso às chamadas chaves públicas).

1 milhão de euros para apoiar estrutura

Por último, existe um template de software (um portal online) para cada Estado membro passar os Certificados Verdes, havendo nesta questão apoio técnico disponível para se ligarem e entrarem no chamado Gateway da União Europeia – onde os certificados são registados, encriptados e transformados no código QR. O código para estes três templates foram criados com a contribuição de vários Estados membro e a UE tem ainda um milhão de euros para apoiar na infra-estrutura em cada Estado membro.

A Gateway foi feita em regime de open source (com código aberto e disponível na plataforma Github para maior transparência) e estará no centro de dados da Comissão Europeia no Luxemburgo – a funcionar na primeira semana de junho. O sistema foi desenvolvido por duas empresas alemãs, SAP e T-Systems (grupo Deutsche Telekom) até para não criar problemas com o RGPD (Regulamento Geral de Protecção de Dados), que tem uma malha mais apertada contra empresas norte-americanas desde o ano passado.

A CE garante segurança, que nenhum dado pessoal será exposto ou transaccionado (e aí depende da tal encriptação centralizada na Gateway) e aposta forte em templates fáceis de serem adaptados por qualquer país.

Certificado partilhável entre países

Da mesma forma como é possível disponibilizar o sistema de verificação de certificados para certos eventos (a app e as chaves públicas), está já a ser planeada cooperação entre países para que o certificado europeu funcione também no Reino Unido ou mesmo nos EUA, por exemplo. Fontes comunitárias garantem que tecnicamente essa possibilidade é fácil e rápida, dependerá depois de acordos feitos. O CVD funcionará à partida nos 27 da UE e ainda na Islândia, Liechtenstein, Noruega (há já acordos com a Suíça).

A CE tem já um site em português sobre o Certificado e os dados do código de todo o sistema também já estão disponíveis em open source na plataforma Github.

João Tomé é jornalista do Dinheiro Vivo

Diário de Notícias
João Tomé
02 Maio 2021 — 01:11

 

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686: Mais 180 casos em Portugal nas últimas 24 horas. Não há registo de mortes

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O número de internamentos subiu. Há agora 322 doentes com covid-19 hospitalizados, indica o relatório diário da Direcção-Geral da Saúde. R(t) e a incidência descem. Portugal regista o quarto dia sem mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2.

Campanha de vacinação contra a covid-19 a professores e funcionários de escolas de Viana do Castelo
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Registaram-se 180 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico desta segunda-feira (3 de maio) refere também que ninguém morreu devido à infecção por SARS-CoV-2 neste período de tempo.

Há mais 11 pessoas internadas, elevando para 322 o número de pessoas hospitalizadas. Há 90 doentes nas unidades de cuidados intensivos (mais cinco face ao dia de ontem).

O relatório diário da DGS actualiza também o índice de transmissibilidade, verificando-se então uma descida no R(t), que passa de 0,98 para 0,96 a nível nacional e no território continental.

A tendência de descida também se verifica na incidência da infecção a 14 dias, registando-se 64,4 casos de COVID-19 por 100.000 habitantes em todo o território e 62,0 infecções no continente.

Estes são os dois indicadores na matriz de risco, que servem de base ao Governo na gestão das diferentes fases do plano de desconfinamento.

© DGS

Bruxelas recomenda alivio de restrições nas viagens para a UE aos vacinados e de países de baixo risco

Uma actualização dos dados da pandemia em Portugal no dia em que a Comissão Europeia recomendou um alívio nas restrições nas viagens não essenciais com destino aos países da União Europeia a todos aqueles que já foram vacinados com as doses da vacina contra a covid-19 e a pessoas provenientes de países onde a situação epidemiológica é favorável.

“A Comissão propõe permitir a entrada na UE, por razões não essenciais, não apenas para todas as pessoas provenientes de países com uma boa situação epidemiológica, mas também para todas as pessoas que receberam a última dose recomendada de uma vacina autorizada pela UE”, lê-se num comunicado do executivo comunitário, liderado por Ursula von der Leyen, divulgado esta segunda-feira.

“Além disso, a Comissão propõe aumentar o limite relacionado com o número de novos casos usados para determinar a lista de países a partir dos quais todas as viagens devem ser permitidas. Isto deverá permitir aumentar esta lista”, diz ainda a Comissão Europeia.

Embora queira aliviar as restrições nas viagens, Bruxelas avisa que é preciso manter as cautelas e atenção redobrada devido às variantes do SARS-CoV-2, vírus responsável pela pandemia de covid-19.

Nesse sentido, para evitar a propagação de novas variantes, a Comissão estabelece um mecanismo de “travão de emergência” para que seja aplicada, de forma urgente e temporária, restrições nas viagens caso haja um agravamento repentino na situação epidemiológica nos países.

A recomendação para aliviar as restrições nas viagens não essenciais com destino aos países da UE vai começar a ser debatida esta terça-feira pelos 27 Estados-membros.

Desta forma, Bruxelas pretende recuperar a economia, nomeadamente a indústria da aviação e o turismo. Aliás, a redução do transporte aéreo, face ao impacto da pandemia de covid-19, levou a União Europeia a perder cerca de sete milhões de postos de trabalho directos e indirectos, divulgou esta segunda-feira a Autoridade Nacional da aviação Civil (ANAC).

“Na Europa, o impacto social da redução do transporte aéreo foi particularmente difícil, levando à perda de cerca de sete milhões de postos de trabalho directos e indirectos”, afirmou o presidente da ANAC, Luís Miguel Ribeiro, citado pela Lusa. O responsável falava no ‘Aviation Day’, uma iniciativa organizada no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

Covax assina acordo para compra de 500 milhões de doses da vacina da Moderna

Também neste início de semana, o programa de vacinação global da Covax fez saber que assinou um acordo de compra antecipada de 500 milhões de doses da vacina da Moderna contra a covid-19. O anúncio foi feito esta segunda-feira pela Aliança Gavi, iniciativa da Fundação Bill e Melinda Gates.

“Estamos muito satisfeitos por assinar este novo acordo com a Moderna, dando aos participantes da Covax acesso a outra vacina altamente eficaz”, disse Seth Berkley, o chefe-executivo da aliança de vacinas Gavi, em comunicado.

O sistema Covax, criado pela OMS e parceiros, visa para distribuir vacinas contra a covid-19 às nações desfavorecidas.

O acordo hoje anunciado surge dias após a Organização Mundial de Saúde, com semanas de atraso, anunciar a aprovação de emergência da vacina contra a covid-19 da Moderna, a quinta a beneficiar dessa validação da agência de saúde da ONU.

Diário de Notícias

DN

 

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685: Um morto e 330 infectados desde ontem. Internamentos aumentam

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

A única morte por covid registada nas últimas 24 horas ocorreu no Algarve. A região Norte é aquela que registam mais novos infectados, 160, segundo o boletim de hoje da DGS

Um idoso é vacinado no num centro de vacinação covid 19 na Maia.
© JOSÉ COELHO/LUSA

Um morto vítimas de covid-19 e 330 novos infectados foram registados nas últimas 24 horas, segundo o boletim emitido hoje pela DGS.

Estão 311 pessoas internadas (mais nove do que ontem), 85 das quais em unidades de cuidados intensivos (mais um do que ontem).

Nas últimas semanas a tendência tinha sido inversa, com a pressão sobre o SNS a diminuir, pela redução do número de internados. Também é negativo o saldo entre o número de novos infectados (330) e pessoas recuperadas (+244) – ou seja, nas últimas 24 horas a pandemia cresceu em Portugal.

.A região Norte foi a que registou maior número de novos infectados (160). Seguem-se Lisboa e Vale do Tejo (+76), a Região Centro (+37), depois a Madeira (+24), a Madeira e o Algarve (ambas com mais 14 infectados) e por último o Alentejo (+5).

O relatório da DGS indica que Portugal já registou desde o início da pandemia 837 277 diagnósticos de covid-19 e 16 977 óbitos

Bombeiros vacinados

O ministro da Administração Interna anunciou que 17 mil bombeiros irão receber “dentro de poucos dias” a segunda dose da imunização contra a covid-19.

“Em Fevereiro cerca de 17 mil bombeiros receberam a [primeira toma da] vacina da AstraZeneca – antes de qualquer membro do Governo, o que foi justíssimo – e esses começarão dentro de poucos dias a receber a segunda dose”, começou por referir Eduardo Cabrita, em Santa Maria da Feira, à margem das comemorações do centenário da corporação local, sábado à noite.

Além deste grupo, o ministro referiu-se depois a nove mil bombeiros que, identificados pelas respectivas associações, foram incorporados no plano e também já receberam a primeira dose da vacina.

Realçando que esses agentes da Protecção Civil representam “a primeira função essencial do Estado a ser vacinada”, o governante afirmou que os bombeiros continuam a ser “prioritários” no calendário nacional de vacinação e que o agendamento das respectivas imunizações contra o vírus SARS-CoV-2 está a ter em conta o próprio calendário da actividade das corporações em que trabalham.

O processo envolve, por isso, uma “estreita articulação com a Liga dos Bombeiros Portugueses”, já “para garantir que, no início da fase normalmente mais crítica do combate a incêndios, todos terão pelo menos a primeira dose tomada”.

Diário de Notícias

João Pedro Henriques

 

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684: Regresso à (quase) normalidade. Saiba tudo o que vai mudar

 

 

SAÚDE/COVID-19/SITUAÇÃO DE CALAMIDADE

Às 00.00 deste sábado o país passa de “estado de emergência” para “situação de calamidade”. A semântica indica um nível de risco mais grave. Mas não, é ao contrário – o nível de risco é mais leve. Saiba tudo o que pode mudar.

A vida em Portugal vai-se aproximando do que era normal antes da pandemia. Na foto, rua pedonal no centro de Braga
© HUGO DELGADO/LUSA

Antes de tudo: o uso de máscara permanece obrigatório?

Sim! Mas não se siga apenas pelo que lhe é imposto por lei. Faça disso um ato voluntário de bom senso. O uso de máscara limita, de facto, a propagação da pandemia.

Posso ir jantar fora no sábado ou no domingo?

Não é obrigatório – mas pode. Até agora os restaurantes só podiam abrir até às 13.00 aos fins de semana (e 22.00 durante a semana). Mas a partir deste sábado poderão funcionar todos os dias até às 22.30. No interior dos restaurantes (e similares) a lotação máxima passa a ser de seis pessoas por mesa; e nas esplanadas, dez.

Isto é assim no país todo?

Não. Há concelhos que, por causa da sua incidência pandémica alta, não avançam para esta quarta fase do plano de desconfinamento. São eles Miranda do Douro, Paredes, Valongo, Alzejur, Resende, Carregal do Sal e Portimão. E ainda há o caso de duas freguesias de Odemira (São Teotónio e Longueira/Almograve) que ficam sujeitas a cerca sanitária. A reavaliação destas situações passa a ser semanal (até agora era quinzenal).

Como vai ficar a obrigatoriedade do teletrabalho?

Até ao próximo dia 16 o teletrabalho será obrigatório em todos os concelhos do continente. A partir daí a situação irá variar consoante a incidência pandémica em cada concelho.

Tenho umas saudades infernais de dançar loucamente pela noite fora. Posso ir à discoteca?

Não. Os bares e discotecas continuam encerrados e não se sabe quando poderão reabrir.

Mas apetece-me tanto dançar…

Não é a mesma coisa, mas a verdade é que as actividades de grupo nos ginásios podem ser retomadas. Entre a zumba, as danças latinas ou o forró, é só escolher dentro do menu disponível no seu ginásio.

Também tenho muitas saudades de praticar luta greco-romana. Posso regressar ao ginásio?

Pode. Todos as práticas desportivas são de novo autorizadas e isso inclui as consideradas de “alto risco” (como é a luta greco-romana, por implicar contacto corpo a corpo).

Portanto, se me apetecer organizar uma futebolada com os amigos posso fazê-lo. Certo?

Certo.

E regressar ao estádio para ver o meu clube jogar?

Isso não. Os jogos vão continuar a realizar-se sem público e o primeiro-ministro já disse que esse deverá ser o cenário até ao final da época.

Gosto muito de várias igrejas portuguesas. Mas é na catedral de Santiago de Compostela que me sinto mais perto de Deus. Posso ir lá?

Pode. As fronteiras com Espanha serão reabertas este sábado às 00.00.

E se me apetecer ir a seguir a uma discoteca nas redondezas da catedral?

Não pode. Lá, como cá, as discotecas estão encerradas.

E ir petiscar polbo á feira [polvo à galega]?

Isso pode. Os restaurantes estão abertos. Há vários muito razoáveis nas ruas à volta da catedral.

Voltando a Portugal. Posso ir ao teatro?

Pode e deve. Os espectáculos culturais em geral – teatros, concertos, etc – também reabrem (com hora de encerramento igual à dos restaurantes, às 22.30). Faça isso já este sábado, se puder. A cultura foi dos sectores mais afectados pela pandemia, precisa urgentemente de espectadores. Os museus, palácios e monumentos também regressam aos horários habituais, com limite de encerramento às 22.30.

Além dos restaurantes e dos espectáculos culturais, como vai ser a situação no restante comércio?

Todas as lojas e centros comerciais poderão estar abertos até às 21.00 durante a semana e 19.00 aos fins de semana e feriados. Mas nunca se esqueça: o uso de máscara mantém-se obrigatório. Preserva também as distâncias.

Podem-se comprar bebidas alcoólicas num supermercado depois das 20.00?

Sim. A venda só era permitida até às 20.00 mas agora passa a ser até às 21.00. É possível consumir bebidas alcoólicas nos restaurantes (e similares) mas só acompanhando refeições.

Vamos voltar a ter nas praias as regras do ano passado?

Sem tirar nem pôr. Haverá “semáforos” a indicar os níveis de ocupação. Os utentes devem assegurar um distanciamento físico de 1,5 metros entre diferentes grupos e afastamento de três metros entre chapéus de sol, toldos ou colmos.

Apetece-me casar. Posso?

Tendo com quem, claro. Aliás, sempre pôde. Só que agora já lhe é permitido celebrar com amigos e família a seguir, no tradicional copo de água, desde que a lotação ocupada não seja superior a 50% da lotação máxima possível. O mesmo se aplica a baptizados e comunhões, por exemplo.

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
30 Abril 2021 — 23:26

 

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683: 41 concelhos com incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes

 

 

SAÚDE/COVID-19

Estão em risco elevado de contágio os concelhos de Cabeceiras de Basto e Odemira, que registam incidências acumuladas superiores a 480 casos por 100 mil habitantes.

Foi decretada uma cerca sanitária nas freguesias de São Teotónio (na imagem) e Longueira-Almograve, concelho de Odemira
© LUíS FORRA/LUSA

Portugal contabiliza esta sexta-feira 41 concelhos com incidência do novo coronavírus superior a 120 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, menos três em relação ao boletim anterior divulgado na última sexta-feira.

Segundo os dados revelados esta sexta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), não existem concelhos em risco muito elevado, ou seja, com incidência a 14 dias superior a 960 casos por 100 mil habitantes.

Em risco elevado de contágio estão os municípios de Cabeceiras de Basto (531), e Odemira (562), que registam incidências acumuladas superiores a 480 casos por 100 mil habitantes.

Dos 41 concelhos, onze registam um acumulado, nos últimos 14 dias, de mais de 240 casos por cada 100 mil habitantes: Aljezur (465), Machico (300), Lagoa (346), Porto Moniz (299), Resende (404), Ribeira Grande (326), Tábua (281), Tabuaço (249), Coruche (298), Paredes (244) e Vila Franca do Campo.

O boletim de hoje revela ainda que 28 concelhos têm valores acima dos 120 casos por 100 mil habitantes.

Com zero casos nos últimos 14 dias são referidos 61 concelhos, menos quatro em relação ao boletim anterior.

A incidência cumulativa a 14 dias do boletim de hoje refere-se aos dias entre 14 e 27 de Abril.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa “corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

Em 11 de Março, na apresentação do plano de desconfinamento, o primeiro-ministro, António Costa, avisou que as medidas da reabertura serão revistas sempre que Portugal ultrapasse os “120 novos casos por dia por 100 mil habitantes a 14 dias” ou sempre que o Rt – o número médio de casos secundários que resultam de um caso infectado pelo vírus – ultrapasse 1.

O índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-Cov-2 em Portugal desceu hoje para 0,98 assim como a incidência de casos de infecção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias que é agora de 66,9 segundo dados hoje divulgados.

Os números anteriores destes indicadores, divulgados na quarta-feira, indicavam um Rt de 1 e uma incidência de 69,3 casos por 100.000 habitantes.

No boletim epidemiológico conjunto da Direcção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgado hoje, os números relativos apenas a Portugal continental revelam que o Rt também desceu de 1 para 0,98 sendo também registada uma descida de 66,5 para 64,3 em relação ao valor médio de novos casos de infecção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias.

Os dados do Rt e da incidência são actualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

Portugal não tem registo de mortes relacionadas com covid-19 nas últimas 24 horas, sendo o terceiro dia desde o primeiro óbito em que tal se verifica, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

Portugal registou o primeiro óbito devido à Covid-19 a 16 de Março de 2020.

O primeiro dia sem registo de mortes ocorreu cinco meses depois, em 03 de Agosto de 2020, e o segundo dia foi na segunda-feira passada.

O boletim de hoje revela ainda o registo de 460 casos de infecção de SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas e uma estabilização nos internamentos, sem alteração quer em enfermaria quer em cuidados intensivos.

Portugal tem hoje 324 doentes internados em enfermaria e 89 em cuidados intensivos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Abril 2021 — 15:12

 

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682: Mais 460 casos em Portugal nas últimas 24 horas. Não há registo de mortes

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O número de internados manteve-se. Estão hospitalizadas 324 pessoas com covid-19, indicam os dados da DGS. O índice de transmissibilidade e a incidência descem.

Centro de vacinação contra a covid-19 em Lisboa
© . MÁRIO CRUZ/LUSA

Na véspera de o país entrar em estado de calamidade, foram registados 460 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta sexta-feira (30 de Abril) indica também que neste período de tempo não ocorreram mortes devido à infecção por SARS-CoV-2.

Este é o terceiro dia, desde o início da pandemia, em que Portugal não regista mortes por covid-19. Só ocorreu a 3 de Agosto de 2020 e na passada segunda-feira.

O número de internados também manteve-se. Estão 324 pessoas internadas com a doença, das quais 89 em unidades de cuidados intensivos.

Os dados actualizados mostram que o índice de transmissibilidade, R(t), passa de 1,00 para 0,98 a nível nacional e no continente.

Também desce a incidência a 14 dias da infecção pelo novo coronavírus. Situa-se agora nos 66,9 casos por 100.000 mil habitantes em território nacional e 64,3 casos no continente.

Estes são os dois critérios que definem a matriz de risco, que serve de base ao Governo para a avaliação contínua do processo de desconfinamento.

© DGS

Região Norte continua a ser a que regista o maior número de novas infecções

O boletim diário da DGS mostra também que a região Norte mantém-se como aquela que regista o maior número de novas infecções (212), sendo seguida por Lisboa e Vale do Tejo que reportou mais 133 diagnósticos de covid-19.

Foram ainda confirmados mais 41 casos no Centro, 10 no Alentejo, 37 no Algarve, 15 na Madeira e 12 nos Açores.

No total, desde o início da pandemia (em Março de 2020), morreram em Portugal 16.974 pessoas, tendo sido confirmados 836.493 diagnósticos de covid-19 indica ainda a DGS.

Há mais 512 casos de pessoas que recuperaram da doença, elevando para 795 838 o número total de recuperados.

Desta forma, são agora 23.681 os casos activos de infecção por SARS-CoV-2, menos 52 em relação ao dia de ontem.

© DGS

A partir de amanhã, o país passa de estado de emergência para situação de calamidade, antecipando a quarta e última fase do plano de desconfinamento, que estava prevista arrancar na segunda-feira.

O desconfinamento não será, no entanto, igual em todo o país. Oito dos 278 concelhos do continente, com a particularidade da cerca sanitária em duas freguesias de Odemira – São Teotónio e Almograve -, ficam impedidos de avançar no plano de desconfinamento, devido à elevada incidência da infecção por SARS-CoV-2.

Vacina da Johnson & Johnson vai ser administrada a pessoas com mais de 50 anos

Já esta sexta-feira soube-se que a vacina da Janssen, do grupo Johnson & Johnson vai ser administrada em Portugal apenas às pessoas com mais de 50 anos.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, nas Caldas da Rainha. “A vacina da Janssen estará indicada e recomendada acima dos 50 anos de idade”, disse.

A vacina vai começar a ser agora aplicada”, indicou ainda o secretário de Estado. “Estes planos são ajustáveis e têm sempre uma adaptação permanente, progressiva, àquilo que a Ciência nos vai dando”, acrescentou.

A DGS publicou, entretanto, a norma com as indicações para a administração da vacina.

“Em Portugal, recomenda-se, à data, que COVID-19 Vaccine Janssen® seja utilizada em pessoas com 50 ou mais anos de idade. Os estudos em curso e os dados que continuam a ser analisados pela Agência Europeia de Medicamentos podem justificar a revisão desta recomendação a qualquer momento”, pode ler-se na norma 004/2021 divulgada no site oficial do organismo liderado por Graça Freitas.

Contudo, a orientação da DGS admite que as pessoas com uma idade inferior aos 50 anos recomendados possam receber a vacina, desde que seja manifestado esse desejo e o posterior consentimento, após o conhecimento dos riscos e benefícios.

No dia 20 deste mês, a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) concluiu que há uma possível relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da Janssen, na sequência de terem sido registados oito casos de pessoas que desenvolveram coágulos sanguíneos em quase sete milhões de pessoas vacinadas nos EUA.

Em apenas 24 horas morreram 15.396 pessoas em todo o mundo devido à covid-19

Também hoje foram divulgados os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre mortalidade. Os números indicam que menos de 2% das mortes em Portugal entre 5 e 18 de Abril foram atribuídas à covid-19.

No período entre 5 e 18 de Abril morreram em Portugal 3940 pessoas. Entre 5 e 11 de Abril morreram 33 pessoas com covid-19 e entre 12 e 18 de Abril morreram 28 com a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2.

A covid-19 foi responsável por 1,7% e 1,4% das mortes nessas semanas, respectivamente, refere o INE, assinalando que o total de óbitos continua abaixo da média dos últimos cinco anos.

Já a nível mundial, a pandemia de covid-19 provocou 15.396 mortos nas últimas 24 horas, totalizando 3.168.333 desde que foram detectados os primeiros casos da infecção na China, em Dezembro de 2019, segundo um balanço da agência de notícias AFP.

O número de infectados nas últimas 24 horas chegou aos 885.915, o que significa que o total de doentes desde o início da pandemia subiu para 150.446.870 pessoas.

Diário de Notícias
DN
30 Abril 2021 — 14:02

 

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