745: Lisboa e Vale do Tejo com mais de metade dos novos casos

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Não foram registadas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Portugal contabiliza agora mais 890 casos. Lisboa e Vale do Tejo com mais de metade desses casos, 591.

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 890 casos e nenhum óbito por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira, 9 de Junho.

Lisboa e Vale do Tejo com mais de metade dos novos casos das últimas 24 horas: 591.

Nesta altura estão 307 pessoas hospitalizadas, ou seja mais 11 do que na terça-feira. Há 70 doentes em cuidados intensivos, mais 4 do que na véspera.

Portugal continental apresenta uma incidência 70,6 novos casos de covid-19 por cem mil habitantes e um índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 de 1,08.

“O ponto em que nos encontramos neste momento é o de termos uma evolução no índice de incidência que é, neste momento, de 70,6 no continente, um valor substancialmente abaixo do que se verificava quando iniciámos o processo de desconfinamento”, afirmou Mariana Vieira da Silva.

Segundo a governante, Portugal continental apresenta uma evolução do Rt — que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infectada — acima de 1 nas últimas semanas, mas que aparenta estar “mais ou menos fixo neste valor de 1,08”.

Espanha retira obrigação de certificado sanitário nas fronteiras terrestres

O Boletim Oficial do Estado espanhol publica esta quarta-feira uma resolução para suprimir a obrigação de dispor à entrada de Espanha pelas fronteiras terrestres de certificações sanitárias como as exigidas a quem entra por via aérea e marítima.

A porta-voz do Governo espanhol já tinha assegurado na terça-feira que Madrid iria, no que diz respeito a deslocações por terra com Portugal, “voltar onde se estava” antes.

“Não se vai requerer nenhum tipo de prova, nenhum tipo de protocolo adicional além do que já se pedia”, disse.

O Governo português tinha pedido na segunda-feira esclarecimentos e ameaçado tomar medidas de reciprocidade após Espanha impor a obrigação de os viajantes por via terrestre de Portugal para Espanha disporem de um teste de diagnóstico à covid-19 negativo (feito nas 48 horas anteriores), que poderia ser PCR ou antigénio, certificado de vacinação ou de recuperação da doença.

O Ministério da Saúde espanhol publica esta quarta-feira uma resolução, no que corresponde no país ao Diário da República, que estipula que “fica suprimido o parágrafo quarto da Resolução de 4 de Junho de 2021”.

Esse parágrafo previa que a partir da última segunda-feira “todas as pessoas com idade igual ou superior a seis anos provenientes de países ou zonas de risco que cheguem a Espanha por via terrestre devem possuir uma das certificações…” de realização de um teste de diagnóstico à covid-19.

Parlamento Europeu aprova certificado covid-19

O Parlamento Europeu aprovou a adopção do certificado digital covid-19, que permitirá aos cidadãos comunitários já vacinados, recuperados de uma infecção ou testados viajar sem restrições dentro da União Europeia a partir de 01 de Julho.

Numa votação realizada na terça-feira, em Estrasburgo, mas cujo resultado apenas foi divulgado esta quarta-feira de manhã – devido à contagem dos votos à distância, dado a sessão plenária ser realizada em formato híbrido -, a assembleia deu a sua luz verde ao certificado com 546 votos a favor, 93 contra e 51 abstenções.

Depois de, em meados de maio, os negociadores da presidência portuguesa do Conselho da UE e do Parlamento Europeu terem chegado a um acordo político sobre o certificado, proposto pela Comissão Europeia em Março passado, a aprovação pela assembleia do texto do compromisso que enquadra juridicamente o documento abre caminho à sua entrada em vigor, tal como previsto, em 01 de Julho, por uma duração de 12 meses.

Concebido para facilitar o regresso à livre circulação dentro da UE e apoiar designadamente o sector do turismo, numa tentativa de salvar o verão de 2021, este livre-trânsito, que deverá ser gratuito, funcionará de forma semelhante a um cartão de embarque para viagens, em formato digital e/ou papel, com um código QR para ser facilmente lido por dispositivos electrónicos, e que seja disponibilizado gratuitamente, e na língua nacional do cidadão e em inglês.

No quadro da implementação deste certificado europeu, prevê-se que os Estados-membros não voltem a aplicar restrições, quando quase metade dos europeus já recebeu a primeira dose da vacina contra a doença covid-19, a não ser que a situação epidemiológica o justifique, mas caberá sempre aos governos nacionais decidir se os viajantes com o certificado terão de ser submetidos a quarentenas, a mais testes (por exemplo, além dos de entrada) ou a requisitos adicionais.

Na terça-feira, a Comissão Europeia instou os Estados-membros da UE a começarem já a emitir certificados comprovativos da vacinação, recuperação ou testagem à covid-19, visando evitar “grandes bloqueios” no arranque oficial do documento digital ao nível comunitário.

Diário de Notícias
DN
09 Junho 2021 — 16:11

 

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86: Dengue: Ameaças voadoras

Terá vindo da Venezuela ou do Brasil e já apresenta alguma resistência aos insecticidas. Uma semana de surto de dengue na Madeira obrigou a reforçar o controlo do mosquito transmissor da doença.

CONSULTE A INFOGRAFIA

Quadro 1

Quadro 2

Quadro 3

Quadro 4

Era uma questão de tempo até que aparecesse o primeiro caso de dengue na Madeira. Desde 2005, altura em que foi detectada, pela primeira vez, a presença do mosquito transmissor da doença, que a ilha andava a ser vigiada pelos especialistas do Instituto de Higiene e Medicina Tropical.

Duzentas e setenta armadilhas, distribuídas pela Madeira e por Porto Santo, e muito trabalho de campo permitiram concluir que o bicharoco terá vindo do Brasil ou da Venezuela e que apresenta “níveis de resistência a alguns insecticidas”, revela Carla Santos, professora de entomologia médica.

A especialista daquele instituto voou terça-feira, 9, de Lisboa para o arquipélago, de forma a estar mais perto dos acontecimentos – os primeiros casos positivos de dengue foram revelados na semana passada. “O objectivo, agora, é estimar a densidade populacional do mosquito e tentar perceber qual o contacto entre ele e as pessoas”, avança. Assim que foi confirmado o primeiro caso de dengue, ficou suspensa uma das técnicas mais usadas para o estudo destes vectores: a exposição das pernas nuas durante a dita hora da melga, para aferir o número de picadas por pessoa.
Eliminar criadouros

“Um surto de dengue tem três vértices: o mosquito, uma população humana susceptível e o agente patogénico que o provoca”, explica Carla Santos. As duas primeiras condições estavam lá desde 2005. Ainda não se sabe como é que a terceira entrou na equação. O mais provável é o mosquito local ter picado uma pessoa infectada. Em alternativa, pode ter chegado à Madeira já com o vírus da dengue nas papilas salivares.

Numa semana, o número de casos subiu às dezenas e a população entrou em pânico, acorrendo às farmácias para comprar repelentes e aos hospitais para descartar possíveis infecções – detectadas através de uma análise laboratorial, feita, numa primeira fase, no Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, mas agora efectuada na Madeira

“Nas casas, o mosquito tem a vida facilitada, porque encontra aquilo de que precisa: alimento e um local para se reproduzir”, nota a entomologista. É por isso que uma das principais mensagens à população tem sido no sentido de controlar o crescimento dos mosquitos, que também são responsáveis pela transmissão da febre amarela. Aos madeirenses, sobretudo da região do Funchal, pede-se que eliminem os criadouros (onde vivem as larvas), como os pratos dos vasos de plantas, os pneus abandonados, as garrafas abertas e expostas à chuva, os baldes com água. Vai-te embora ó melga!

In Visão online
Sara Sá (texto publicado na VISÃO 1023, de 11 de setembro)
1:52 Domingo, 14 de Outubro de 2012

79: DGS alerta profissionais de saúde para o risco de importação de casos de sarampo durante o verão

Saúde

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) alertou os profissionais de saúde para o risco de importação de casos de sarampo durante o verão devido à maior circulação de turistas e emigrantes provenientes da Europa, África ou Ásia.

Numa circular dirigida aos médicos e enfermeiros do sistema de saúde, publicada no site da DGS, o director-geral da Saúde refere que “a situação epidemiológica descrita a nível mundial aumenta a probabilidade de importação de casos da doença, através de viajantes infectados e de, a partir desses casos, poderem surgir surtos em Portugal” como aconteceu em 2005, 2009, 2010 e também já este ano.

Assim, os médicos devem ter em consideração “o risco de importação de sarampo durante o verão, devido à maior circulação no nosso país de viajantes (turistas e migrantes) provenientes da Europa, África ou Ásia”, salienta Francisco George.

In Destak online
30 | 07 | 2012 08.14H
Destak/Lusa | destak@destak.pt