678: 15,5% dos portugueses com anticorpos contra o SARS-CoV-2, a maioria por infecção

 

 

SAÚDE/COVID-19

Resultados preliminares da segunda fase do inquérito serológico indicam que a seroprevalência de anticorpos foi de 13,5% devido à infecção pelo novo coronavírus.

Prevalência de anticorpos contra o vírus responsável pela covid-19 foi de 15,5% na população residente em Portugal, segundo os resultados preliminares da segunda fase o Inquérito Serológico Nacional COVID-19
© Ricardo Ramos / Global Imagens

A percentagem da população residente em Portugal, entre os 1 e os 80 anos, com “prevalência de anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 foi de 15,5%, sendo 13,5% conferida por infecção”, indicam os resultados preliminares da segunda fase do Inquérito Serológico Nacional COVID-19 (ISN COVID-19).

O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) refere, em comunicado, que “as regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Alentejo foram aquelas onde se observou uma maior seroprevalência”, segundo os dados segunda fase do ISN COVID-19, que envolveu uma amostra de 8463 pessoas, recrutadas entre 2 de Fevereiro e 31 de Março de 2021.

Já em relação à distribuição por idades, “destaca-se a seroprevalência mais elevada na população adulta em idade activa e mais baixa no grupo entre os 70 e os 79 anos.”

Os resultados preliminares da segunda fase do ISN COVID-19 revelam ainda que a seroprevalência estimada para os grupos etários abaixo dos 20 anos não é inferior à da população adulta.

Entre os vacinados, “a proporção de pessoas com anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 foi de 74,9%, valor que aumentou para 98,5% quando consideradas apenas as pessoas vacinadas com duas doses há pelo menos 7 dias”.

O INSA refere, no entanto, que estas estimativas “devem ser interpretadas com cautela, dado o reduzido número de pessoas vacinadas” nesta segunda fase do inquérito serológico. Mas, faz notar, estes dados “corroboram o efeito esperado de aumento da imunidade populacional contra SARS-CoV-2 à medida que o programa de vacinação for sendo implementado”.

A vacinação é considerada o principal instrumento para o país alcançar a imunidade de grupo, um objectivo que, segundo o Governo, será atingido no final do verão, quando 70% da população adulta estiver vacinada contra a covid-19.

Segundo os últimos dados das autoridades de saúde, já foram vacinadas em Portugal 2.900.151 pessoas, das quais 786.452 já com as duas doses.

Primeira fase do inquérito estimou anticorpos em 2,9% da população

O inquérito foi desenvolvido e coordenado pelos departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infecciosas do INSA, em parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e com 33 Unidades do Serviço Nacional de Saúde, tendo sido analisada uma amostra de 8463 pessoas residentes em Portugal, que foram recrutadas entre 2 de Fevereiro e 31 de Março de 2021.

Este estudo deu “continuidade ao primeiro ISN COVID-19 realizado entre maio e Julho de 2020 e que estimou uma seroprevalência global de 2,9% de infecção pelo novo coronavírus na população residente em Portugal, não tendo sido encontradas diferenças significativas entre regiões e grupos etários”.

Prevê-se que na primeira quinzena de maio seja publicado no site do INSA o relatório com os resultados da segunda fase do ISN COVID-19.

Com Lusa

Diário de Notícias

DN

 

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671: Duplicou percentagem de pessoas que recusam a vacina contra a covid-19

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

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Entre 16 de Março e 18 de Abril, a percentagem de pessoas que respondeu “não” ao SMS da vacinação contra a covid-19 duplicou.

Até domingo, dia 18 de Abril, as autoridades de saúde enviaram quase 855 mil SMS para agendamento da vacina, um número que representa cerca de 42% dos portugueses já vacinados com, pelo menos, uma dose.

Num mês – de 16 de Março a 18 de Abril – a percentagem de pessoas que responderam “sim” ao agendamento aumentou de 52,78% para cerca de 71%. No entanto, segundo o ECO, duplicou a percentagem de pessoas que responderam “não”.

“Até às 18h00 do dia 18 de Abril, foram enviadas 854.940 SMS, sendo que 605.806 utentes responderam ‘Sim’ (70,86%); 23.516 responderam ‘Não’ (2,75%), representando um total de respostas aos SMS de 73,6%”, revelam os dados divulgados pela task force e pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

O matutino recorda que, até 16 de Março, tinham sido enviadas “71.934 SMS de agendamento e obtidas 38.933 respostas“, sendo que, deste total, “37.970 pessoas (52,78%) responderam “Sim” ao agendamento e 963 (1,34%) disseram “Não”.

Isto significa que, no espaço de cerca de um mês, o grupo de respostas favoráveis ao agendamento passou de 52,78% para 70,86%, ou seja, um aumento de 18,08 pontos percentuais.

Mas há também um aumento de pessoas que rejeitam a data agendada, sendo que os motivos não são conhecidos. Há um mês, 1,34% dos utentes respondiam que “Não” ao agendamento sugerido, actualmente esta cifra situa-se nos 2,75% – a percentagem duplicou.

7% dos portugueses imunizados

O mais recente relatório de vacinação revela que, até domingo, havia 689.329 pessoas com as duas tomas da vacina contra a covid-19 em Portugal, um aumento de 53.332 pessoas. Segundo o Diário de Notícias, este número significa que 7% da população está imunizada.

Com a administração de 420.963 doses entre 11 e 18 de Abril, Portugal passou a barreira de dois milhões de doses (2.015.225), ou cerca de 20% da população, desde o início da vacinação, em 27 de Dezembro.

A maior percentagem de vacinados concentra-se no Alentejo: 25% com a primeira dose e 11% com as duas. Na região Centro também há 25% de habitantes com a primeira toma e 9% com a vacinação completa.

Pelo contrário, Algarve, Norte e Lisboa e Vale do Tejo são as regiões com menor percentagem de habitantes com a vacinação completa, 6%.

Lisboa e Vale do Tejo é a região onde foram administradas mais vacinas, com um total de 888.770 doses, seguindo-se o Norte (876.591), o Centro (553.844), o Alentejo (166.527), o Algarve (97.785), a Madeira (69.737) e os Açores (48.495).

Dois milhões com primeira dose esta terça-feira. Centros de vacinação precisam de mais 1.700 profissionais

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Vacinar 100 mil pessoas por dia

Dentro de duas a três semanas, será possível vacinar em média 100 mil pessoas por dia, um processo que será “complexo” pela rapidez e número de doses a administrar, anunciou o coordenador da task force.

“Imaginem o que é ter um processo que mete 1% da população portuguesa todos os dias num determinado local para ser vacinada, de forma organizada e sem perturbações. Sete dias por semana sem cansaço e sem descansos”, referiu Gouveia e Melo.

Segundo o responsável, a segunda fase da vacinação está a ser organizada e testada e as “indicações são positivas”, sendo necessário vacinar cerca de 100 mil pessoas diariamente, já “dentro de duas a três semanas”, para utilizar todas as vacinas que o país vai receber.

“Passamos de uma fase de detalhe para uma fase em que a fluidez do processo é a coisa mais importante”, salientou o coordenador da task force, para quem esta segunda fase do plano de vacinação “tem como objectivo libertar a economia e libertar os portugueses deste vírus”.

Gouveia e Melo adiantou ainda que Portugal está a vacinar já a ritmo “muito acelerado”, face às vacinas que tem disponíveis, o que faz com que o stock deste fármaco seja apenas o “mínimo de reserva para garantir as segundas doses mais imediatas”.

“Nós estamos a passar da fase de menor disponibilidade de vacinas, em que a grande preocupação era concentrar as vacinas nas pessoas mais frágeis, para uma fase de maior disponibilidade, em que a preocupação é libertar as pessoas desta pandemia e libertar a economia”, salientou o responsável da task force.

Segundo disse, esta segunda fase do plano vai obrigar a uma capacidade de agendar “100 mil pessoas todos os dias de forma correta e sem falhas”, o que levou à criação de um sistema de auto-agendamento da vacinação, “evitando ser o sistema central a encontrar as pessoas” para serem vacinadas.

Depois de admitir que os “ziguezagues” que se verificaram com algumas vacinas, como é o caso da AstraZeneca, “retiram confiança na população no processo de vacinação”, Gouveia e Melo adiantou que a task force tem desenvolvido um trabalho de “comunicar, planear e organizar o processo” de vacinação.

Por Liliana Malainho
21 Abril, 2021

 

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EMA encontra possível ligação entre vacina da Johnson & Johnson e coágulos, mas benefícios superam riscos

 

 

SAÚDE/EMA/VACINA JANSSEN

Kamil Krzaczynski / AFP

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu, esta terça-feira, que a vacina Janssen, do grupo Johnson & Johnson, tem uma “possível ligação” a casos muito raros de coágulos sanguíneos, mas insistiu que os benefícios do fármaco superam os riscos.

Em comunicado, a EMA declara ter encontrado uma “possível ligação a casos muito raros de coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas, (…) mas confirma que o risco-benefício global permanece positivo”.

A agência europeia aponta que o seu comité de segurança sobre medicamentos humanos decidiu, por isso, na reunião desta terça-feira, que “um aviso sobre coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas deve ser acrescentado à informação sobre o produto relativo à vacina Janssen”, devendo tais eventos ser “listados como efeitos secundários muito raros da vacina”.

A EMA chegou a esta conclusão depois de ter analisado os oito casos conhecidos, ocorridos nos Estados Unidos, de formação de coágulos sanguíneos em conjunto com baixos níveis de plaquetas após a toma da vacina da Johnson & Johnson, um dos quais acabou por ser fatal.

Todos os casos ocorreram em pessoas com menos de 60 anos três semanas após a vacinação, sendo a maioria mulheres. A EMA nota ainda que os casos analisados são muito semelhantes aos casos ocorridos com a vacina da AstraZeneca (Vaxzevria).

Contudo, como a covid-19 “está associada a um risco de hospitalização e morte”, a EMA insiste que “os benefícios globais da vacina Janssen na prevenção da doença superam os riscos de efeitos secundários”.

Na conferência de imprensa desta tarde para anunciar a decisão, a directora executiva da agência, Emer Cooke, vincou que ainda não foram registados casos na UE, embora tenha reconhecido que o fármaco “tem sido pouco usado e muitos países estão à espera do resultado desta investigação”.

Cooke garantiu também que “as investigações estão planeadas para continuar”, nomeadamente “exigindo que a empresa norte-americana realize estudos adicionais”.

A responsável voltou a destacar o facto de os benefícios globais da vacina Janssen na prevenção da covid-19 superarem os riscos de efeitos secundários.

“No passado fim-de-semana, o número global de mortos devido à covid-19 ultrapassou os três milhões em todo o mundo e ainda há milhares de pessoas a morrer todos os dias. […] Quando as vacinas são distribuídas a um grande número de pessoas, é possível que efeitos secundários muito raros ocorram”, mas isso demonstra que “temos um sistema de fármaco-vigilância muito bom em vigor na Europa e podemos detectá-los”, adiantou.

Na semana passada, os reguladores de medicamentos norte-americanos recomendaram que o uso da vacina da Johnson & Johnson fosse suspenso, depois de terem sido reportados casos de coágulos sanguíneos em mulheres, de um universo de sete milhões de pessoas vacinadas.

Logo a seguir, a vacina também foi suspensa na Europa, com a Agência Europeia do Medicamento a anunciar para esta terça-feira um parecer sobre a sua utilização. Recorde-se que Portugal já recebeu as primeiras 31.200 doses desta vacina.

A Comissão Europeia acordou com a Janssen a compra de 200 milhões de doses este ano, com uma opção de 200 milhões de doses adicionais.

Primeiras doses da vacina da Johnson & Johnson já chegaram a Portugal

Mesmo com o atraso na entrega das vacinas anunciado pela Johnson & Johnson na terça-feira, cerca de 31.200 doses deste…

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ZAP ZAP // Lusa

Por ZAP
20 Abril, 2021

 

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658: Incidência da doença sobe para 70,0 casos por 100 mil habitantes e R(t) para 1,04

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O boletim epidemiológico da DGS indica 271 novos casos nas últimas 24 horas, dois mortos e 479 doentes internados, mais 13 do que no dia anterior, 119 em Unidades de Cuidados Intensivos, mais seis em relação a domingo.

Profissional de saúde prepara dose da vacina da AstraZeneca contra a covid-19
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Há mais 271 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas e mais dois óbitos. De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (12 de Abril), há agora 479 pessoas internadas (mais 13 do que no dia anterior), das quais 119 em unidades de cuidados intensivos (mais seis do que no dia anterior).

Segundo os dados da DGS, Portugal tem actualmente 25.784 casos activos da doença, menos 176 do que no domingo. Ao todo, Portugal já tem 827.765 de infectados e 16.918 óbitos. Há a registar 785.063 recuperados, mais 445 do que no dia anterior, e 18.230 casos em vigilância, mais 488 do que nas 24 horas anteriores.

A ARS do Norte continua à frente no número de casos, 70, mais 10 do que na ARS de Lisboa e Vale do Tejo, que registou 60. Segue-se a ARS do Alentejo com 52 novos casos, a ARS do Algarve com 21 e a ARS do Centro com 18. Os dois óbitos ocorreram no Norte e em Lisboa e Vale do Tejo.

Nesta segunda-feira, segundo o boletim da DGS, há um ligeiro aumento da incidência da doença a nível nacional, que está nos 70,0 casos por 100 mil habitantes, e nos 67,4 casos por 100 mil no Continente. Quanto ao R(t), está agora em 1,04 a nível nacional e a 1,03 no Continente.

Amanhã, decorrerá a habitual ​​ reunião no Infarmed, em Lisboa, entre especialistas de várias áreas, Presidente da República, governo e políticos. Tudo aponta para a renovação de um novo estado de emergência. A confirmar-se, entrará em vigor às 00.00 de dia 16 para terminar às 23.59 de dia 30.

DGS admite que 2.ª dose da AstraZeneca pode ser substituída por outra vacina

Entretanto, a Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 da DGS admite que quem recebeu a primeira dose da vacina da AstraZeneca abaixo dos 60 anos pode vir a receber uma segunda dose de outra, noticia a TSF.

Citando declarações de um dos membros da comissão técnica, Luís Graça, a rádio TSF explica que esta é uma hipótese que ainda está em estudo e que a DGS ainda aguarda estudos para que seja tomada uma decisão.

Todas as vacinas usam a mesma proteína, pelo que do ponto de vista da imunologia, à partida, será equivalente a resposta imunitária induzida com uma vacina de uma marca diferente”, explica Luís Graça.

Na semana passada, a DGS passou a recomendar que esta vacina fosse administrada apenas a pessoas acima dos 60 anos. Segundo a TSF, cerca de 200 mil portugueses, de várias idades, já foram vacinados com a primeira dose desta vacina.

Lote com 30 mil vacinas da Janssen chega na quarta-feira a Portugal

De referir que Portugal vai receber na quarta-feira um primeiro lote de 30 mil vacinas da Janssen, como noticiou o Público. Com a chegada destes fármacos de dose única, o país fica com 1,9 milhões de doses disponíveis para administrar durante o mês de Abril.

Segundo os dados divulgados na semana passada, perto de 580 mil pessoas têm a vacinação completa contra a covid-19, o que representa 6% da população, das quais cerca de 300 mil idosos com 80 ou mais anos.

Segundo o relatório semanal da DGS, 579.069 portugueses já receberam as duas doses da vacina contra o SARS-CoV-2.

O relatório, com dados até dia 4 de Abril, indicava que tinham sido vacinadas com a primeira dose 1.334.338 pessoas (13% da população).

A nível mundial, os dados mais recentes indicam que a pandemia de covid-19 é responsável por 2,93 milhões de mortes em todo o mundo.

Pelo menos 2.937.355 pessoas morreram devido à doença e mais de 135.952.650 foram infectadas pelo novo coronavírus desde que foi notificado o primeiro caso na China, no final de 2019, segundo o balanço desta segunda-feira da agência AFP.

Diário de Notícias
DN
12 Abril 2021 — 14:06

 

 

 

Responsável da EMA: “Agora podemos afirmar, está claro que há uma ligação com a vacina”

 

 

SAÚDE/VACINAS/ASTRA-ZENECA

Agência Europeia do Medicamento deverá declarar que existe uma ligação entre a vacina e os casos de coágulos sanguíneos, segundo afirmou um responsável do regulador europeu.

Profissional de saúde prepara doses da vacina contra a covid-19, desenvolvida pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford
© EPA/GIUSEPPE LAMI

Marco Cavaleri, director de estratégia de vacinas da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) admite a existência de “uma ligação” entre a vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, e os casos de coágulos sanguíneos em pessoas que foram imunizadas com o fármaco. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal italiano Il Messaggero, publicada esta terça-feira.

Agora podemos afirmar, está claro que há uma ligação com a vacina. Mas ainda não sabemos o que provoca esta reacção (…) Nas próximas horas vamos declarar que existe uma ligação, mas ainda temos de perceber a razão pela qual isso acontece”, disse Cavaleri.

Depois de vários países optarem por suspender, como medida de precaução, a administração da vacina desenvolvida pela farmacêutica anglo-sueca, entre os quais Portugal, a Agência Europeia do Medicamento fez uma nova análise ao fármaco.

O regulador europeu considerou a vacina “segura” e eficaz”, tendo declarado que os benefícios superam os riscos e que deve continuar a ser administrada.

Depois desta nova avaliação da EMA, Portugal foi um dos países que retomou a imunização com a vacina da AstraZeneca.

Estamos a tentar obter uma imagem precisa do que está a acontecer, para definir em pormenor esta síndrome decorrente da vacina”, disse Cavaleri.

O responsável da EMA admitiu ainda: “Entre os vacinados, há mais casos de trombose venosa cerebral… entre os jovens do que seria de esperar.

Reino Unido registou 30 casos de coágulos sanguíneos em 18,1 milhões de doses administradas

De referir que no Reino Unido foram registados 30 casos de coágulos sanguíneos em pessoas que tomaram a vacina e sete mortes de um total de 18,1 milhões de doses administradas até 24 Março.

No final o mês passado, a directora executiva da EMA, Emer Cooke, anunciou que foram comunicados ao regulador europeu 62 casos de coágulos de sangue invulgares e 14 mortes até 22 de Março após a toma da vacina da AstraZeneca contra a covid-19.

A EMA afirmou, na altura, “não existirem provas” científicas que recomendem a restrição do uso da vacina, que foi denominada por Vaxzevria, insistindo não existir “relação casual” com os episódios de coágulos sanguíneos. No entanto, garantiu que “ainda está em curso uma análise mais aprofundada”.

“De acordo com os conhecimentos científicos actuais, não existem provas de apoio à restrição do uso desta vacina em qualquer população”, declarou a directora executiva da EMA.

Emer Cooke notou, nessa ocasião, que, apesar dos casos de aparecimento de coágulos sanguíneos e da morte de algumas pessoas inoculadas com este fármaco, “ainda não foi provada uma relação causal com a vacina”.

Paul Hunter, especialista em microbiologia médica da Universidade de East Anglia, entrevistado pela agência de notícias AFP, “a evidência aponta mais para a vacina Oxford-AstraZeneca como causa”.

Como precaução, vários países determinaram a aplicação desta vacina a algumas faixas etárias, como França, Alemanha e Canadá.

A AstraZeneca refere que os benefícios da vacina na prevenção da covid-19 superam os riscos dos efeitos secundários. A farmacêutica anglo-sueca afirmou no sábado que a “segurança do doente” é sua “principal prioridade”.

Diário de Notícias
DN/AFP
06 Abril 2021 — 11:35

 

 

 

652: Há vacinas portuguesas contra a covid-19, mas entraves limitam o seu desenvolvimento

 

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS MADE IN PORTUGAL

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Há duas vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento no nosso país. No entanto, há entraves que limitam o seu desenvolvimento.

Em Março, a investigadora Teresa Summavielle estimou que o desenvolvimento de uma vacina portuguesa contra a covid-19 custaria cerca de 45 milhões de euros, sendo necessário investir mais 100 milhões numa infra-estrutura para passar à fase de produção.

“Precisaríamos de cerca de 45 milhões de euros para termos uma vacina que passasse os ensaios clínicos e fosse aprovada. Para uma fase de produção em massa, precisamos de infra-estruturas dedicadas”, adiantou a bioquímica do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3s), num debate promovido pelos eurodeputados do Bloco de Esquerda.

De momento, há pelo menos duas vacinas em desenvolvimento no nosso país, escreve o jornal ECO. A da Immunethep e a da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, em conjunto com a Universidade de Telavive, em Israel. A primeira destaca-se das outras por ser de administração intra-nasal, como alguns medicamentos para a asma.

Os dois fármacos teriam um preço semelhante ao praticado no mercado, isto é, cerca de 10 euros.

A vacina da Immunethep está a acabar a fase pré-clínica, enquanto a vacina da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa terminou agora os estudos pré-clínicos.

Para avançar para a próxima fase, Bruno Santos, CEO da Immunethep, diz que são precisos cerca de 20 milhões de euros. A investigadora da Faculdade de Farmácia, Helena Florindo, diz que para a primeira das três fases dos ensaios clínicos estima precisar de aproximadamente 3 milhões de euros, mas o valor aumenta para as dezenas de milhões nas fases seguintes.

Além disso, há um outro entrave. “Neste momento não existe qualquer capacidade para a produção da vacina em Portugal”, atira Bruno Santos, argumentando que este deve ser um esforço feito.

A Immunethep está em contacto com parceiros estrangeiros para conseguir avançar. A Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa também já iniciou contactos com empresas na Europa e nos Estados Unidos.

Por Daniel Costa
5 Abril, 2021

– Engraçado! Para a banca falida existe disponibilidade de MILHÕE$ de €uros! Para a vacina portuguesa… Portugal pode ser um país pequenino em área (existem outros ainda menores), mas a sua pequenez não se mede pela sua superfície territorial mas pela pequenez das mentalidades que o têm gerido.