806: Medicamentos para pressão arterial podem proteger a memória

SAÚDE/PRESSÃO ARTERIAL/MEMÓRIA

Rido / Canva

Os idosos que tomam determinados medicamentos para pressão arterial podem reter durante mais tempo as suas habilidades associadas à memória, sugere um novo estudo norte-americano.

Neste novo estudo, publicado na Hypertension, os investigadores descobriram que a toma de certos inibidores da ECA e bloqueadores do receptor da angiotensina II (ARBs), duas das principais classes de medicamentos para pressão arterial, que penetram no cérebro, podem impedir a entrada de substâncias tóxicas no cérebro.

Dos 12.900 pacientes analisados, os que tomaram medicamentos que penetram no cérebro demonstraram menos perda de memória em três anos, em comparação com aqueles que tomaram remédios que não cruzam a barreira hematoencefálica – estrutura que protege o sistema nervoso central de substâncias tóxicas presentes no sangue.

A hipertensão é considerada um factor de risco para a demência, existindo evidências sobre a redução do risco de comprometimento cognitivo através do controle rígido da pressão arterial, permitindo diminuir o declínio nas habilidades de memória e raciocínio à medida que as pessoas envelhecem.

De acordo com o investigador Daniel Nation, professor do Instituto para Deficiências de Memória e Distúrbios Neurológicos da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos (EUA), esta descoberta sugere que os medicamentos que penetram no cérebro podem trazer um “benefício adicional”, além da redução da pressão arterial.

“Acho que esse efeito é independente do controle da pressão arterial”, disse Nation. Os inibidores da ECA e os ARBs actuam no sistema renina-angiotensina do corpo, fundamental na regulação da pressão arterial. Mas o cérebro, explicou, tem seu próprio sistema renina-angiotensina, separado do corpo.

A equipa reuniu dados de 14 estudos com idosos, geralmente na faixa dos 60 ou 70 anos, que tomavam inibidores para hipertensão, alguns desses capazes de cruzar a barreira hematoencefálica. O que ainda não foi comprovado, apontou Daniel Nation, é se esses medicamentos reduzem o risco de demência.

O grupo apontou, no entanto, que embora esses pacientes se tenham saído melhor nos testes de memória, tiveram resultados piores relativamente à atenção. Este capacidade, porém, pode ser influenciado pelo stress e pelo humor.

Por Taísa Pagno
25 Junho, 2021

 

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42: Chocolate pode ajudar a emagrecer

Saúde

Chocolate preto tem propriedades anti-oxidantes # Fotografia © Nicola Solic-Reuters

Contraria o senso comum, mas o consumo regular deste alimento é saudável e os que o evitam ficam mais gordos.

As pessoas que consomem chocolate várias vezes por semana, poderão ser mais magras do que aquelas que evitam este alimento, sugere um estudo realizado nos Estados Unidos e cujos resultados foram publicados na revista científica Archives of Internal Medicine. A contrariar o senso comum, a investigação apurou que o elemento importante é a frequência do consumo de chocolate e não a quantidade consumida. Enfim, pode comer-se, desde que seja de forma regular.

Os cientistas investigaram 1000 pessoas, observando a sua dieta, consumo de calorias e índice de massa corporal (IMC), indicador que identifica a obesidade. Ora, o consumo regular de chocolate, apesar de implicar a absorção de muitas calorias, estava ligado a um IMC mais baixo. As hipóteses destes resultados serem obtidos por acaso são de apenas 1%, dizem os investigadores, liderados por Beatrice Golomb, da Universidade da Califórnia em San Diego.

Com esta base estatística, a conclusão da equipa é de que a composição das calorias tem importância na formação do peso. E o chocolate preto é um alimento que os cientistas sabem ter efeitos positivos para o organismo, pois possui anti-oxidantes que eliminam os radicais livres instáveis capazes de danificarem as células, além de outros compostos que melhoram a pressão arterial ou o nível de colesterol. Apesar de todos estes aspectos positivos, a informação não exclui a prudência. Demasiado chocolate fará certamente engordar. Comer de vez em quando, além de uma prazer, será também benéfico.

In Diário de Notícias online
por LN
26/03/2012