882: Mais 4.153 casos e nove mortes em 24 horas. Incidência volta a subir

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Incidência volta a subir e o índice de transmissibilidade, denominado R(t), desce para 1,14 a nível nacional. Há agora 734 doentes covid-19 nos hospitais portugueses. Nas unidades de cuidados intensivos há mais 10 pessoas internadas. São, no total, 171, segundo os dados da DGS.

O coordenador da task force, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, durante a visita a um centro de vacinação em Carnaxide
© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indica que Portugal registou, nas últimas 24 horas, 4.153 novos casos de covid-19 (mais 1.503 em relação a terça-feira) e nove mortes. O número diário de infecções pelo novo coronavírus não era tão alto desde 10 de Fevereiro, dia em que se confirmaram 4.387 diagnósticos da doença.

Do total de novos casos reportados pelo boletim epidemiológico da DGS desta quarta-feira (14 de Julho), quase dois mil verificam-se em Lisboa e Vale do Tejo (mais concretamente 1.928), o que corresponde a 46,4% do total nacional. Segue-se a região Norte que soma mais 1.305 infectados (31%).

Algarve é a terceira região com o número diário de novas infecções mais elevado (441). Foram confirmados mais 316 casos no Centro, 102 no Alentejo, 42 nos Açores e 19 na Madeira.

A autoridade nacional da saúde indica que das nove mortes registadas, sete ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e duas na região Centro.

Incidência sobe para 336,3 casos por 100 mil habitantes a nível nacional

No que se refere à pressão nos hospitais portugueses, os dados indicam que há agora 734 pessoas internadas (menos oito face ao dia anterior), das quais 171 doentes estão em unidades de cuidados intensivos (mais 10).

© DGS

A taxa de incidência a 14 dias também foi actualizada e verifica-se neste indicador uma nova subida. A nível nacional passa de 315,6 para 336,3 infecções por 100.000 habitantes. Tendo em conta só o continente, a incidência passa de 325,2 para 346,5 casos de covid-19 por 100 mil habitantes.

Já ​​​​​​​o índice de transmissibilidade, o chamado R(t), desce para 1,14 a nível nacional e para 1,15 se não contemplarmos as regiões autónomas da Madeira e dos Açores (antes era de 1,16).

Há mais 2.235 pessoas recuperadas da covid-19

Dois indicadores que integram a matriz de risco definida pelo Governo e que tem servido de base na gestão da pandemia por parte do executivo liderado por António Costa. Portugal mantém-se na zona vermelha. A Ordem dos Médicos e especialistas do Instituto Superior Técnico apresentaram, entretanto, uma proposta ao Governo para uma nova matriz de risco.

DGS indica também que no espaço de 24 horas foram registados mais 2.235 casos de pessoas que recuperaram da doença, totalizando agora 852.269 o número de recuperados.

Perante estes dados, Portugal tem, actualmente, 47.108 casos activos da infecção por SARS-CoV-2 (mais 1.909 do que no dia anterior).

© DGS

No total, foram confirmados 916.559 diagnósticos de covid-19 desde o início da pandemia e 17.182 óbitos, sendo que há mais 1.322 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Dados actualizados da evolução da pandemia em Portugal, um dia após ser conhecido o mais recente relatório sobre o processo de vacinação, no qual é referido que 42% da população portuguesa (4 337 479 pessoas) tem a vacinação completa.

Já 60% da população (6.213.798 pessoas) tem pelo menos a vacinação iniciada, de acordo com o documento enviado às redacções pela DGS.

Um processo de inoculação que tem tido repercussões nos números de internamentos e de óbitos, que não acompanham na mesma dimensão o aumento diário de casos, como aconteceu nas fases mais críticas da pandemia no nosso país.

Apresentada proposta de uma nova matriz de risco

Por esta ser uma fase diferente da situação epidemiológica, especialistas apresentaram um novo indicador, que acrescenta uma avaliação da gravidade, para determinar o estado da pandemia de covid-19 e esperando agora que este seja adoptado pelas entidades competentes como futura matriz.

Na sessão de apresentação do indicador, na Ordem dos Médicos, em Lisboa, o matemático Henrique Oliveira, especialista em sistemas dinâmicos, explicou que os dois indicadores que compõem a actual matriz de risco “não chegam” e “começam a dar uma visão parcial do problema”.

A proposta apresentada esta quarta-feira, que resultou de um “trabalho de equipa” de especialistas do Instituto Superior Técnico e da Ordem dos Médicos, não deita fora os dois indicadores existentes – incidência e transmissibilidade (Rt) -, mas complementa-os com mais três: letalidade, internamentos em enfermaria e internamentos em unidades de cuidados intensivos.

A actual matriz “é lenta” e “são precisos indicadores mais rápidos”, sustenta Henrique Oliveira.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, adiantou que a ministra da Saúde já recebeu a proposta de novo indicador e que esta sabia que havia uma equipa a trabalhar o assunto há mais de um mês.

Bolsa de voluntários vai ajudar farmácias na realização de testes

“O Presidente da República já tem conhecimento [sobre o indicador], o Governo terá de decidir”, afirmou, sublinhando que a Ordem dos Médicos está disponível para prestar esclarecimentos sobre a nova ferramenta, que classifica como “democrática”, porque “pode ser feita em casa, por qualquer um”.

Também esta quarta-feira a Ordem dos Farmacêuticos fez saber que está a criar uma bolsa de voluntários com estudantes desta área para apoiar as farmácias que estão sobrecarregadas devido à crescente procura dos utentes para realizarem testes à covid-19.

Conscientes desta situação e tentando dar resposta a este desígnio nacional de aumento da capacidade testagem, a Ordem dos Farmacêuticos está a trabalhar com o INSA [Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge] e com o Infarmed [Autoridade Nacional do Medicamento] na criação de uma bolsa de voluntários com estudantes de Ciências Farmacêuticas”, avançou à Lusa o presidente da secção regional do Sul e Regiões Autónomas da Ordem dos Enfermeiros, Luís Lourenço.

Registados mais 552.235 novos casos em todo o mundo

A nível global, os dados recentes mostram que o mundo registou, em 24 horas, mais 9.748 mortes e 552.235 novos casos, indica o balanço diário da AFP.

Com o registo destas vítimas mortais nas últimas 24 horas à escala mundial, a crise sanitária associada à doença covid-19 já provocou, até à data, pelo menos 4.053.041 mortes no mundo, de acordo com o mesmo balanço.

No total, e desde que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi identificado na China em Dezembro de 2019, mais de 187.779.210 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em todo o mundo.

Diário de Notícias
DN
14 Julho 2021 — 14:55

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859: Portugal ultrapassa limite da incidência e obriga a nova matriz de risco

SAÚDE/COVID-19/NOVA MATRIZ DE RISCO

© TVI24 Portugal ultrapassa limite da incidência e obriga a nova matriz de risco

Com Portugal a atingir o número maior de novos casos de covid-19 desde 11 de Fevereiro e a ultrapassar os limites definidos pela primeira matriz de risco, a Direcção-Geral de Saúde colocou em vigor uma nova matriz – em que o limite do número de novos casos por 100 mil habitantes a 14 dias é agora alargado a 480 por 100 mil habitantes.

Dessa forma, a incidência no território nacional fixa-se agora nos 247,3 casos de infecção por 100 mil habitantes, sendo que, no Continente, o valor é de 254,8 casos de SARS-CoV-2.

De notar que na segunda-feira a incidência a nível nacional situava-se nos 224,6. No continente, o valor a 5 de Julho era 231,0.

A incidência tem estado a crescer, sem interrupções, desde o dia 19 de maio, altura em que se situava nos 51,4 casos.

A mudança surge após vários investigadores terem defendido mudanças na matriz para permitir decisões mais rápidas no combate à pandemia de covid-19, considerando que a mesma estava “obsoleta” e era “enganadora” pela lentidão dos indicadores.

Os dados do índice de transmissibilidade e da incidência a 14 dias são actualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

Estes indicadores – o índice de transmissibilidade do vírus e a taxa de incidência de novos casos de covid-19 – são os dois critérios definidos pelo Governo para avaliar o processo de desconfinamento iniciado a 15 de Março.

Nos concelhos de baixa densidade populacional, que representam mais de metade do território continental, a linha vermelha que obriga os municípios a recuar no plano de desconfinamento está fixada nos 480 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e os restantes concelhos ficam sob alerta quando ultrapassarem os 240 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 3.996.519 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 184,4 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

Portugal regista esta quarta-feira oito mortes atribuídas à covid-19, o número mais elevado desde 14 de Abril, 3.285 novos casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, e uma diminuição nos internamentos, segundo os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

No boletim epidemiológico da DGS assinala-se que estão internadas 603 pessoas com covid-19, menos 10 do que na terça-feira, 130 das quais em unidades de cuidados intensivos, menos três.

A área de Lisboa e Vale do Tejo tem 52,2% do total das novas infecções, concentrando 1.717 novos casos.

MSN
07/07/2021

 

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Matriz de risco está obsoleta e é “completamente inútil e enganadora”, defendem investigadores

SAÚDE/COVID-19/MATRIZ DE RISCO

O matemático Jorge Buescu​​ afirmou que o país enfrenta “um crescimento exponencial” da epidemia e, nesse sentido, “não interessa saber o que se passou há 14 dias, interessa o que se está a passar agora”.

© Paulo Spranger/Global Imagens

Investigadores defenderam esta quinta-feira mudanças na matriz de risco para permitir decisões mais rápidas no combate à pandemia de covid-19, considerando que está “obsoleta” e é “enganadora” porque os indicadores utilizados são “muito lentos”.

A actual matriz de risco está completamente obsoleta e é completamente inútil e enganadora nesta fase, porque os indicadores que utiliza são muito lentos, têm até 14 dias de atraso”, afirmou o matemático Jorge Buescu na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à covid-19, onde foi ouvido com outros especialistas sobre a evolução da pandemia, a pedido do PSD.

Para o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e vice-presidente da European Mathematical Society, a utilização da incidência cumulativa a 14 dias por cada 100 mil habitantes nesta fase em que há um “crescimento exponencial” da epidemia “é perigoso”, defendendo que, “no mínimo”, os indicadores deviam ser “completamente reformulados”.

“Neste momento que temos um crescimento exponencial não nos interessa saber o que se passou há 14 dias, interessa o que se está a passar agora”, defendeu.

“Temos que rapidamente mudar a matriz de risco porque na realidade ela é que vai dizer quais são as decisões a tomar”

Esta posição é partilhada por Henrique Silveira, professor e membro do grupo de trabalho oficial do Instituto Superior Técnico para análise da pandemia, que defende que não se pode continuar a insistir numa matriz de risco “cuja fiabilidade nesta conjuntura é praticamente nula devido aos atrasos que têm”.

“Temos que rapidamente mudar a matriz de risco porque na realidade ela é que vai dizer quais são as decisões a tomar”, que têm de ser “mais rápida” disse Henrique Silveira, frisando que não se podem esperar semanas para tomar decisões como já aconteceu.

O investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Carlos Antunes tem uma opinião contrária, considerando que a matriz de risco deve ser utilizada conforme está, mas defende que deve ser utilizada de “uma forma muito rápida e de uma forma proactiva”.

Para Carlos Antunes, o problema não é propriamente a matriz de risco como um instrumento de apoio à decisão, mas tempo que se leva a tomar decisões, nomeadamente em termos concelhios”, salientou Carlos Antunes.

R(t) e a incidência deviam ser publicados diariamente, defende especialista

“Temos que agir de forma antecipada e não podem ser medidas gradualistas, temos de actuar com medidas disruptivas por forma a interrompemos de forma rápida o aumento da incidência, porque mesmo que a letalidade seja baixa o impacto da incidência de 3.000, 4.000 mil casos tem repercussões no curto, no médio e no longo prazo que nós não sabemos como vai impactar em termos económicos e sociais”, salientou.

Defendeu ainda que os indicadores da matriz – o índice de transmissibilidade (Rt) e a incidência – deviam ser publicados diariamente e não semanalmente e a decisão ser tomada em função da transição imediata dos indicadores.

Na audição, e em reposta a questões levantadas pelos deputados, Carlos Antunes alertou também para a questão dos recursos de rastreio e do reforço do Serviço Nacional de Saúde.

“Muito pessoal de saúde está distribuído por rastreadores, por vacinação e por testagem e, portanto, eu não sei se o país tem capacidade de recursos numa situação de uma incidência extremamente elevada”, advertiu.

Nesse sentido, disse, tem de se tentar evitar que a incidência se eleve a patamares para os quais não há recursos nem no SNS nem nos sistemas hospitalares.

A letalidade é mais baixa, os internamentos em enfermarias essencialmente também já são mais baixos, mas nos cuidados intensivos ainda não”, vincou.

Henrique Silveira observou, por seu turno, que os cuidados intensivos têm “um número desproporcionado” de pessoas face ao número de mortes que acontecem actualmente.

A covid-19 já matou em Portugal 17.101 pessoas e foram confirmados 882.006 casos de infecção, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Julho 2021 — 00:42

 

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