858: Mais 3.285 casos de covid-19 e oito mortes nas últimas 24 horas em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

3.285 INFECTADOS e 8 MORTOS! A situação pandémica AGRAVA-SE a cada dia, mas a choldra de imbecis acéfalos continua a organizar, a promover, a realizar e a participar nas passeatas, caminhadas, casamentos, aniversários, baptizados e bebedeiras! Para quando a PSP e a GNR PÕEM COBRO A TODA ESTA MERDA? E também para quando o sr. inquilino do palácio de Belém, DECLARA, novamente, o ESTADO DE EMERGÊNCIA? Está à espera de quê? Que teimosia será esta?

Dados da DGS mostram que estão 603 pessoas com covid-19 internadas, das quais 130 em unidades de cuidados intensivos.

Enfermaria dedicada à covid-19 do Hospital de Santa Maria, em Lisboa
© Gerardo Santos / Global Imagens

Foram registados 3.285 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, refere o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Desde 11 de Fevereiro que não eram reportados tantas novas infecções.

O relatório desta quarta-feira (7 de Julho) indica também que morreram mais oito pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus. Não se registavam tantos óbitos desde 14 de Abril, dia em que também foram registadas oito mortes.

A autoridade de saúde dá conta de que o número de internados desce para 603 (menos 10 face ao reportado na terça-feira). Nas unidades de cuidados intensivos estão agora 130 doentes (menos três).

Portugal está a aumentar o ritmo de vacinação contra a covid-19, tendo batido um novo recorde de doses de vacinas administradas na terça-feira. ​​​​​​”Ontem ultrapassámos as 150 mil doses administradas”, disse, esta quarta-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, em comissão parlamentar.

Foram, no total, 154.600 pessoas inoculadas na terça-feira, o segundo dia a registar um número elevado na administração de vacinas. Em dois dias, foram administradas mais de 290 mil doses de vacinas contra o SARS-CoV-2.

“Sabemos que têm sido utilizadas as soluções que em cada momento são as mais eficientes”, afirmou a governante, sublinhando: “Somos neste momento um dos países da União Europeia [UE] que mais vacinas tem administradas, queremos fazer esta corrida contra a variante Delta através da vacinação”, referiu aos deputados.

A ministra da Saúde referiu que também a campanha de testagem tem “sido reforçada”. Nos primeiros dias de Julho, “a média diária de testes é a mais alta desde o início da pandemia, também acima de Janeiro”.

Estado de emergência? “Não há impossibilidades totais”, diz ministra

No primeiro mês de 2021, a média de testes efectuados por dia rondou os 52 mil, segundo dados divulgados em 29 de Janeiro pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Na Comissão de Saúde, a ministra da Saúde não descartou o regresso ao estado de emergência, embora tenha afirmado que este mecanismo não passa exclusivamente pelo Governo. “Não há impossibilidades totais, há necessidades de avaliação constante”, argumentou.

Também esta quarta-feira, Válter Fonseca, coordenador da Comissão Técnica de Vacinação Contra a covid-19, fez saber que está a ser analisada a vacinação das faixas etárias acima dos 12 anos, devendo ser emitido um parecer antes do arranque do ano letivo, revelou em entrevista à Lusa.

O parecer está a ser elaborado e “será naturalmente conhecido para que o planeamento da vacinação possa ser feito atempadamente”, como tem sido feito desde o início da campanha, referiu.

“Será feito um parecer (…) de forma atempada e para proteger a saúde pública, nos ‘timings’ mais adequados, também em função da evolução da cobertura vacinal da restante população, que continua a ser a nossa prioridade”, acrescentou.

Diário de Notícias
DN
07 Julho 2021 — 14:05

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

804: Da esperança ao dramatismo: Marcelo e governo a duas vozes

SAÚDE/COVID-19/CONSIDERAÇÕES

Quem quiser ficar preocupado, ouve o Governo: o momento é “crítico”, “grave” e “complexo” – os casos vão “continuar a aumentar”. Mas quem, ao invés, preferir não o ficar, ouve o Presidente da República: “Os números continuam a oferecer razões para haver esperança”

As mensagens do Governo de António Costa e do Presidente da República sobre a pandemia continuam conflituantes
© Gerardo Santos / Global Imagens

O Presidente da República e o Governo continuam a falar a duas vozes sobre a evolução da pandemia covid-19 em Portugal. O Governo dramatiza, Marcelo Rebelo de Sousa desdramatiza. O contraste foi esta quinta-feira notório entre, por um lado, as palavras da ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, ao apresentar as conclusões de mais uma reunião do Conselho de Ministros; e, por outro, as palavras do Chefe do Estado, comentando essas conclusões.

A ministra sublinhou, por exemplo, que Portugal se encontra, neste momento, “claramente na zona vermelha” da matriz de risco, pelo que não será possível avançar para a nova fase de desconfinamento que se deveria iniciar dia 28 (e que implicaria, por exemplo, o regresso dos restaurantes aos respectivos horários pré pandemia). O país “tem níveis de incidência preocupantes e não tem condições de avançar”, explicou. E, além disso, “a expectativa que temos é que nas próximas semanas os casos continuem a aumentar”.

Carregando nos adjectivos, Mariana Vieira da Silva afirmou que se vive agora “um momento crítico da evolução da pandemia” em Portugal, pelo que se impõe “reafirmar a necessidade de procurarmos cumprir as regras, ser cautelosos, usar a máscara [e] evitar ajuntamentos”.

A situação – enfatizou – “é mais grave” e “estamos numa luta contra o tempo entre a vacinação e a progressão da doença e isso faz com que seja necessário pedir a todos um esforço suplementar neste momento”.

Segundo explicou, há ainda 720 mil pessoas com mais de 60 anos que neste momento ainda não têm a vacinação completa e há estudos que provam que a efectividade das vacinas em relação à variante Delta têm uma boa resposta na vacinação completa, mas não com a primeira dose.

Portugal registou, na última semana, um aumento de 34 por cento de novos casos de infecção e o número de doentes com covid-19 em cuidados intensivos subiu 26 por cento, adiantou a ministra. ​​​​​​

Portanto, sendo embora evidente que, no que toca à pressão sobre o SNS, o país ainda está “longe” das linhas vermelhas definidas pelo Governo, a verdade é que “temos uma situação que é complexa e que exige a atenção de todos”.

“O país não é só Lisboa”

Ora enquanto o Governo falava em situação “mais grave” e “complexa” e em “momento crítico” com níveis de incidência “preocupantes”, o Presidente da República, reagindo às conclusões do Conselho de Ministros, usava palavras como “esperança”, desaconselhando “alarmismos generalizados”.

“Olhando para o país há um caminho que está a ser feito, esse caminho tem autos e baixos pontuais, mas apesar de tudo também os números continuam a oferecer razões para a esperança. Temos aqui uma situação em que é preciso estar atento em alguns concelhos mas em termos globais não há razão para alarmismos generalizados”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, falando com jornalistas em Guimarães, à margem das comemorações da Batalha de S. Mamede.

Apesar do recuo anunciado no desconfinamento para algumas zonas do país, Marcelo Rebelo de Sousa reforçou a mensagem de optimismo que havia dado no discurso durante a cerimónia na qual recebeu a Medalha de Honra da Cidade de Guimarães. “Eu fiz um discurso de esperança, de confiança, porque é aquilo que eu penso. É o que eu penso, que neste processo há momentos de paragem pontuais, apesar de tudo o pais não é só Lisboa, nem é só o concelho de Lisboa. Nem são só os 22 concelhos mais afectados, o país é mais amplo”, afirmou.

28 concelhos em teletrabalho

Quando às medidas anunciadas pelo Governo, considerou que há uma “procura de equilíbrio”. Ou seja, o Executivo procurou “chamar a atenção, fazer um alerta mas não alarmar”, enfim, “não alarmar nem radicalizar em termos restritivos” e foi “essa a ideia de equilíbrio da parte do Governo”. “Diria que são medidas já esperadas, só num concelho, especificamente em Lisboa, não em concelhos vizinhos, e por outro lado são restritivas mas menos restritivas do que já foram e, por outro lado, abrindo aporta à flexibilidade para os que têm vacinação.”

O Conselho de Ministros analisou o mapa pandémico do país (ver mapa ao lado) e determinou os concelhos que recuperam, o que ficam em alerta (podendo recuar na próxima semana, sendo um dos concelhos o Porto), os que ficam sujeito às medidas para as zonas de risco elevado e os que passam a situação de risco muito elevado (confirmando-se Lisboa).

Ao mesmo tempo, decidiu também que no próximo fim de semana (das 15.30 de sexta às 6.00 da manhã de segunda) será renova a proibição de entradas e saídas da Área Metropolitana de Lisboa (cujos concelhos são Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Vila Franca de Xira, Lisboa, Cascais, Sintra, Sesimbra e Alcochete). Contudo, neste aspecto há uma novidade: quem tiver certificado digital de vacinação ou teste negativo (que não seja auto teste) pode entrar ou sair da AML.

As medidas implicam que em 28 concelhos do continente – os que estão num nível de risco elevado ou muito elevado (ver mapa) – o teletrabalho será obrigatório.

A legislação em vigor estipula que o teletrabalho é obrigatório “independentemente do vínculo laboral, sempre que as funções em causa o permitam e o trabalhador disponha de condições para as exercer, sem necessidade de acordo escrito entre o empregador e o trabalhador”, mas aplicado apenas a organizações “com estabelecimento nas áreas territoriais definidas pelo governo mediante resolução do Conselho de Ministros”. O regime de organização do trabalho prevê que cabe ao empregador justificar casos em que não seja possível adoptar o teletrabalho, e que o trabalhador pode contestar a decisão junto da Autoridade para as Condições do Trabalho num prazo de três dias úteis.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques (DN) e Paulo Ribeiro Pinto (Dinheiro Vivo)
24 Junho 2021 — 22:57

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

780: Marcelo recusa regresso ao estado de emergência

 

SAÚDE/COVID-19/INTRANSIGÊNCIA

O Presidente da República considera que o Governo agiu de acordo com a sua competência no caso das restrições na Área Metropolitana de Lisboa.

© PAULO CUNHA /LUSA

O Presidente da República defendeu esta sexta-feira que o Governo “agiu de acordo com a sua competência” nas medidas para a Área Metropolitana de Lisboa devido à pandemia, sublinhando afastar “um recuo” quanto ao estado de emergência.

“A minha posição é a mesma, cabe-me a mim a declaração do estado de emergência, e eu não vejo razões para haver um recuo quanto ao estado de emergência, por aquilo que já disse várias vezes: número de mortos, número de cuidados intensivos, número de internados, que continua muito, muito abaixo do limite que justificou o estado de emergência no tempo em que ele durou”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava aos jornalistas em Nova Iorque, onde se encontra para acompanhar a recondução de António Guterres num segundo mandato como secretário-geral das Nações Unidas e foi confrontado com as medidas decididas pelo Governo.

Na quinta-feira, o Conselho de Ministros anunciou a proibição da circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML) aos fins de semana, a partir das 15:00 de sexta-feira, devido à subida dos casos de covid-19 neste território.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que “o Governo agiu de acordo com a sua competência”, sendo a Constituição e a lei “muito claras”: “Cabe ao Governo a gestão em tempo de não haver estado de emergência”.

Já o decretar do estado de emergência é uma competência do Presidente da República.

“Cada um tem os seus poderes. Eu já esclareci em que casos, para além dos limites, se justificaria haver um recuo através do estado de emergência. Estamos longe disso, há um número elevado de casos, mas, felizmente, sem a projecção nos internados em cuidados intensivos e nos mortos que justificou há uns meses o estado de emergência”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que “o Presidente não vê razões para mudar de opinião quanto ao estado de emergência”.

O chefe de Estado foi ainda confrontado com a posição do bastonário da Ordem dos Advogados, Luís Menezes Leitão, que considerou “claramente inconstitucionais” as medidas sanitárias anunciadas pelo Governo para a AML.

“Não vi essa argumentação, ouvi falar nela, que havia quem defendesse isso, mas não vi ainda o fundamento, portanto, não me quero pronunciar”, respondeu Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Tiago Antunes, discordou em absoluto, afastando qualquer dúvida de constitucionalidade em relação à medida que saiu do último Conselho de Ministros.

“Os limites à circulação estão expressamente previstos na Lei de Bases da Protecção Civil como uma das medidas típicas da situação de calamidade. Tratando-se de uma medida prevista em lei aprovada pela Assembleia da República, não há qualquer inconstitucionalidade”, advogou Tiago Antunes.

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares salientou ainda que em Portugal, “por diversas vezes”, durante a pandemia da covid-19, “já houve limites à circulação entre concelhos fora da vigência do estado de emergência”.

No final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, afirmou que “as restrições de circulação de e para a AML aplicam-se a partir das 15:00” de hoje até às 06:00 de segunda-feira.

A ministra destacou que esta é uma medida nova de controlo da pandemia, que “não é fácil nem desejada por ninguém, mas que é necessária” para conter o agravamento da incidência da doença nesta região, sobretudo com a prevalência da variante “delta” do coronavírus.

Diário de Notícias
Lusa
18 Junho 2021 — 15:25

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes