832: Nova limitação à circulação das 23:00 às 05:00 horas em 45 concelhos

SAÚDE/COVID-19/LIMITAÇÃO À CIRCULAÇÃO

Conselho de Ministros tomou mais uma medida restritiva para conter os números da pandemia. E mantém a restrição de saída e entrada da Área Metropolitana de Lisboa entre as 15:00 horas de sexta-feira e 06:00 horas de segunda-feira.

Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência
© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Num momento em que o número de novos casos de covid-19 continuam a subir no país, e sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa, o Conselho de Ministros adoptou uma nova medida para tentar conter a pandemia. O governo institui que os cidadãos “se devem abster de circular em espaços e vias públicas e permanecer no respectivo domicílio no período compreendido entre as 23:00 horas e as 05:00 horas”. Uma espécie de recolher obrigatório, sem que seja mencionada esta figura jurídica que só pode ser desencadeada ao abrigo do estado de emergência.

A governante apontou para que a medida restritiva de circulação, que será para cumprir todos os dias, entre em vigor já esta sexta-feira. Mariana Vieira da Silva garantiu que está enquadrada legalmente.

Mariana Vieira da Silva esclarece que esta medida de limitação de circulação não tem excepções. Mesmo para quem apresente testes à covid-19 negativos ou para pessoas vacinadas. “Esta é uma medida de redução de ajuntamentos”, argumentou a ministra da Presidência, justificando com o aumento de casos de infecção nas camadas mais jovens da população. Ao invés do que acontece nas “idades já vacinadas”. O que, concluiu, “significa que a vacina resulta”.

A medida foi anunciada pela ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva após a reunião do Conselho de Ministros, e seguida de um apelo reiterado para que a população continue a cumprir as regras estipuladas pela Direcção-Geral de Saúde para controlar a doença. “Ainda não estamos em condição de controlar a pandemia”, disse.

Há neste momento 19 concelhos, a maioria na Área Metropolitana de Lisboa (AML), que se encontra em risco muito elevado de infecção, ou seja que já atingiram por duas vezes os 240 casos de infecção por covid-19 por 100 mil habitantes (ou 480 nos territórios de baixa densidade). Da AML são os municípios de Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sesimbra, Sintra e Sobral de Montagraço. Nesta situação estão ainda Albufeira, Constância, Loulé, Mira e Olhão.

Na semana passada apenas estavam na zona vermelha, Lisboa, Albufeira e Sesimbra.

Há ainda a somar 26 outros concelhos que atingiram o risco elevado de infecção, ou seja que ultrapassaram duas vezes os 120 casos por 100 mil habitantes (ou 240 nos territórios de baixa densidade). São eles Alcochete, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Avis, Braga, Castelo de Vide, Faro, Grândola, lagoa, Lagos, Montijo, Odemira, Palmela, Paredes de Coura, Portimão, Porto, Rio Maior, Santarém, São Brás de Alportel, Sardoal, Setúbal, Silves, Sines, Sousel, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

Em estado de alerta, os que ultrapassaram os 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes (ou 240 nos territórios de baixa densidade) estão Albergaria-a-Velha, Aveiro, Azambuja Cartaxo, Bombarral, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Lourinhã, Matosinhos, Mourão, Nazaré, Óbidos, Salvaterra de Magos, Santo Tirso, Trancoso, Trofa, Vagos, Viana do Alentejo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia e Viseu.

Quais são as restrições?

Nos concelhos em risco elevado:

1 – Mantém-se o teletrabalho obrigatório, quando as funções permitam

2 – Restaurantes, cafés e pastelarias encerram às 22:30 horas. Sendo que no interior é permitido o máximo de seis pessoas por grupo e 10 em esplanada.

3 – Os espectáculos culturais têm os mesmos horários da restauração

4 – O comércio a retalho encerra às 21:00 horas

Nos concelhos em risco muito elevado, além destas medidas, acrescem ainda as seguintes limitações:

1 – Ginásios sem aulas de grupo; modalidades desportivas de baixo e médio risco

2 – Os restaurantes, cafés e pastelarias encerram as 15:30 horas ao fim de semana e no interior apenas podem permitir 4 pessoas por grupo e seis em esplanadas

3 – Os casamentos e baptizados têm de ter uma lotação de 25%

4 – O comércio a retalho alimentar funciona até às 19:00 horas e o não alimentar até 15:30 horas

Vacinar rapidamente e apoios renovados

No briefing do Conselho de Ministros, a ministra Mariana Vieira da Silva garantiu “há capacidade de vacinar rapidamente”.

Já antes tinha frisado que os maiores de 60 anos que estavam à espera da segunda dose da vacina da Astrazeneca, mas agora assegurou que poderão estar “todos vacinados no dia 11 de Julho”.

Mariana Vieira da Silva alertou para a importância da vacinação, ao insistir que a incidência nos vacinados é muito menor do que nos não vacinados. “Todos devemos ser vacinados na nossa vez”, apelou.

A ministra do Trabalho anunciou, por sua vez que foi prorrogado o apoio às empresas, o “apoio extraordinário à retoma progressiva”, com quedas de facturação superior a 25%, que estava em vigor para os meses de Julho e Agosto.

Ana Mendes Godinho disse que este apoio também é extensível aos trabalhadores do sector da cultura e do Turismo para os mesmos meses, tal como para os sócios gerentes dos mesmos sectores. Também foi prorrogado o mecanismo extraordinário de pagamento do subsídio de doença covid-19 a 100% até Setembro.

“Até ao momento entre apoios por isolamento e doença” foram abrangidas 810 mil pessoas, disse a ministra.

“Cerco” a Lisboa

O Governo tinha decidido no Conselho de Ministros da semana passada retroceder o confinamento no concelho de Lisboa, devido à elevada incidência pandémica, que aliás, aparentemente, ainda continua em fase de crescimento.

Lisboa recuou assim para os níveis de confinamento que vigoraram a partir de 19 de Abril (e até 3 de Maio). Foram adoptadas as regras que então vigoravam nos concelhos de Sesimbra e Albufeira. O sector mais atingido foi, como habitualmente, o da restauração.

O Conselho de Ministros deverá também renovou há uma semana o cerco da Área Metropolitana de Lisboa (AML) instaurado pela primeira vez no fim de semana de 17 e 18 de Julho.

A partir dessa altura voltou a ser proibido sair ou entrar na AML das 15:30 horas de amanhã (sexta-feira, 25 de Junho) até às 06:00 horas da manhã de segunda-feira 28 de Junho. É, no entanto, permitido circular dentro da região em causa. A AML inclui, na margem norte do Tejo, os concelhos de Lisboa, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Cascais, Sintra e Vila Franca de Xira. E, na margem sul, os de Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Setúbal, Sesimbra e Alcochete.

Há uma semana, havia 16 concelhos de alta densidade e um de baixa densidade que corriam o risco de recuar para o nível de restrições mais apertadas, as que vigoraram para Lisboa, Albufeira e Sesimbra. A grande maioria destes municípios com maior risco de recuo estava nas regiões de Lisboa e do Algarve. A nível nacional, existiam 56 concelhos com mais de 120 novos casos por 100 mil habitantes, dos quais 54 são no Continente.

Diário de Notícias
Paula Sá
01 Julho 2021 — 17:58

 

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818: Portugal no vermelho: taxa de incidência dispara e há mais de 500 internados

SAÚDE/COVID-19/INFECTADOS/MORTOS/R(t) NO VERMELHO

Portugal registou nas últimas 24 horas 902 novos casos e duas mortes por covid-19. Há agora 32.071 casos activos em Portugal., o maior número desde 24 de Março

© MÁRIO CRUZ/LUSA

De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (28 de Junho), há agora 502 pessoas hospitalizadas (mais 25 que no dia anterior), ultrapassando a barreira dos 500 pela primeira vez desde 6 de Abril. Deste total, 115 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos (menos um que no domingo).

Mais de metade dos 902 novos casos foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo (509), seguindo-se Norte (203), Algarve (100) e Centro (45).

Quanto às mortes, uma ocorreu em Lisboa e Vale do Tejo e a outra a Norte.

O número de casos activos neste momento, em Portugal, é de 32.071, o que representa um aumento de 292 infecções activas face ao dia anterior e o maior número de infecções activas dos últimos três meses (desde 24 de Março). O número de recuperados nas últimas 24 horas é de 608.

A taxa de incidência em Portugal Continental continua a subir de forma considerável e é agora de 161,7 casos por 100 mil habitantes – 158,5 a nível nacional (Madeira e Açores incluídos) -, quando na actualização anterior se situava nos 138,7 (e 137,5 a nível nacional).

O índice de transmissibilidade – R(t) – desceu ligeiramente: está nos 1,13 a nível nacional e nos 1,14 no território continental. Uma conjugação que não deixa dúvidas quanto à situação do país na matriz definida para gerir o plano de desconfinamento: Portugal está no vermelho.

Nos concelhos de baixa densidade populacional, que representam mais de metade do território continental, a linha vermelha que obriga os municípios a recuar no plano de desconfinamento está fixada nos 480 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias e os restantes concelhos ficam sob alerta quando ultrapassarem os 240 casos por cem mil habitantes no mesmo período.

Em Portugal, morreram até hoje 17.086 pessoas e foram confirmados 875.449 casos de infecção por covid-19, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Governo diz que o Supremo decidiu a seu favor sobre restrições à circulação na AML

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) decidiu a favor do Governo em duas intimações urgentes contra medidas de restrição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), disse esta segunda-feira à agência Lusa fonte do executivo.

Segundo a mesma fonte do Governo, o STA “concluiu que as medidas não padecem de inconstitucionalidade, têm o devido suporte legal e respeitam o princípio da proporcionalidade”.

“Consequentemente, julgou as duas intimações improcedentes por não se verificar a violação de direitos, liberdades e garantias invocada pelos requerentes”, acrescentou.

As duas intimações contra as restrições aplicadas pelo Governo à circulação na AML, como medida de contenção da covid-19, foram apresentadas ao STA pelo presidente do Chega, André Ventura, e por um grupo de cidadãos.

Na quinta-feira, o presidente do Chega anunciou que o partido pretendia apresentar uma intimação junto do STA.

“Estas restrições são absurdas e hoje [quinta-feira], logo após o Conselho de Ministros e serem conhecidas as novas medidas do Conselho de Ministros, o Chega voltará ao STA, agora pegando nas medidas concretas que forem apresentadas para procurar determinar a sua inconstitucionalidade e a sua ilegalidade”, afirmou então o deputado.

Nesse mesmo dia, o Governo tinha anunciado a decisão de manter a proibição de circulação de e para a AML este fim de semana – entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 desta segunda-feira – tal como já aconteceu entre 18 e 21 de Junho, salvo as excepções previstas na lei.

No entanto, ao contrário do que aconteceu na semana passada, neste fim de semana as pessoas com um certificado digital em como têm a vacinação contra a covid-19 completa ou em como recuperaram da doença nos últimos meses, poderiam passar.

Também passou a ser possível sair ou entrar na AML com um teste PCR (feitos nas últimas 72 horas) ou de antigénio (feito nas últimas 48 horas).

Em declarações aos jornalistas na quinta-feira, no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que estas medidas pretendem “a contenção” da variante ‘delta’ do coronavírus no resto do país, uma vez que a incidência é maior na AML, devido a vários factores.

A AML tem todos os seus 18 municípios sujeitos a medidas mais restritivas de desconfinamento, com destaque para Lisboa e Sesimbra.

Na quinta-feira, Lisboa juntou-se a Sesimbra e deu um passo atrás no processo de desconfinamento por estar em “risco muito elevado”, com uma taxa de incidência de covid-19 superior a 240 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias.

Os restantes 16 municípios da AML encontram-se em “risco elevado” de incidência da covid-19, por terem 120 casos por 100 mil habitantes.

São eles Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Alemanha puxa do ‘travão de emergência’ face a Portugal

A Comissão Europeia disse esta segunda-feira (28) que a interdição a viagens não essenciais para Portugal adoptada pela Alemanha se integra no chamado “travão de emergência” previsto na decisão do Conselho da União Europeia (UE) sobre turismo no âmbito da covid-19.

Fomos informados pelas autoridades alemãs da decisão de considerar Portugal como uma área de variante de vírus, o que vem no contexto do travão de emergência que está previsto na recomendação do Conselho“, disse o porta-voz do executivo comunitário para a Justiça na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

Este ‘travão de emergência’ permite aos Estados-membros o endurecimento de medidas para travar a progressão do vírus SARS-Cov-2.

“Nesta fase, é importante que a recomendação do Conselho continue a ser a bússola orientadora para todos os Estados-membros neste contexto”, salientou.

As autoridades sanitárias da Alemanha colocaram Portugal na ‘lista vermelha’, uma decisão que vigorará a partir desta terça-feira e que obrigará todos os viajantes provenientes do território português a uma quarentena de 14 dias.

Diário de Notícias
DN
28 Junho 2021 — 14:46

 

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817: Mais dois mortos e 902 infectados por covid-19 nas últimas 24 horas

SAÚDE/COVID-19/INFECTADOS/MORTOS

Há agora 32.071 casos activos de covid-19 em Portugal. 502 pessoas estão hospitalizadas, mais 25 que no dia anterior.

© MÁRIO CRUZ/LUSA

Portugal registou nas últimas 24 horas 902 novos casos e duas mortes por covid-19.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (28 de Junho), há agora 502 pessoas hospitalizadas (mais 25 que no dia anterior). Deste total 115 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos (menos um que no domingo).

Governo diz que o Supremo decidiu a seu favor sobre restrições à circulação na AML

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) decidiu a favor do Governo em duas intimações urgentes contra medidas de restrição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), disse esta segunda-feira à agência Lusa fonte do executivo.

Segundo a mesma fonte do Governo, o STA “concluiu que as medidas não padecem de inconstitucionalidade, têm o devido suporte legal e respeitam o princípio da proporcionalidade”.

“Consequentemente, julgou as duas intimações improcedentes por não se verificar a violação de direitos, liberdades e garantias invocada pelos requerentes”, acrescentou.

As duas intimações contra as restrições aplicadas pelo Governo à circulação na AML, como medida de contenção da covid-19, foram apresentadas ao STA pelo presidente do Chega, André Ventura, e por um grupo de cidadãos.

Na quinta-feira, o presidente do Chega anunciou que o partido pretendia apresentar uma intimação junto do STA.

“Estas restrições são absurdas e hoje [quinta-feira], logo após o Conselho de Ministros e serem conhecidas as novas medidas do Conselho de Ministros, o Chega voltará ao STA, agora pegando nas medidas concretas que forem apresentadas para procurar determinar a sua inconstitucionalidade e a sua ilegalidade”, afirmou então o deputado.

Nesse mesmo dia, o Governo tinha anunciado a decisão de manter a proibição de circulação de e para a AML este fim de semana – entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 desta segunda-feira – tal como já aconteceu entre 18 e 21 de Junho, salvo as excepções previstas na lei.

No entanto, ao contrário do que aconteceu na semana passada, neste fim de semana as pessoas com um certificado digital em como têm a vacinação contra a covid-19 completa ou em como recuperaram da doença nos últimos meses, poderiam passar.

Também passou a ser possível sair ou entrar na AML com um teste PCR (feitos nas últimas 72 horas) ou de antigénio (feito nas últimas 48 horas).

Em declarações aos jornalistas na quinta-feira, no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que estas medidas pretendem “a contenção” da variante ‘delta’ do coronavírus no resto do país, uma vez que a incidência é maior na AML, devido a vários factores.

A AML tem todos os seus 18 municípios sujeitos a medidas mais restritivas de desconfinamento, com destaque para Lisboa e Sesimbra.

Na quinta-feira, Lisboa juntou-se a Sesimbra e deu um passo atrás no processo de desconfinamento por estar em “risco muito elevado”, com uma taxa de incidência de covid-19 superior a 240 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias.

Os restantes 16 municípios da AML encontram-se em “risco elevado” de incidência da covid-19, por terem 120 casos por 100 mil habitantes.

São eles Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Diário de Notícias
DN
28 Junho 2021 — 14:14

 

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Desconfinamento “congelado” no fim do mês. Lisboa vai recuar dois meses

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO/AML

Governo analisa desconfinamento. Restaurantes em Lisboa voltam a ter de fechar depois de almoço aos fins de semana. Cerco da Área Metropolitana da capital renovado.

Esplanadas em Lisboa vão voltar a fechar às 15.30 nos fins de semana
© Orlando Almeida/Global Imagens

O Governo deverá esta quinta-feira confirmar a decisão de fazer o desconfinamento retroceder no concelho de Lisboa, devido à elevada incidência pandémica, que aliás, aparentemente, ainda continua em fase de crescimento. O anúncio dos termos concretos da decisão ocorrerá depois de mais uma reunião do Conselho de Ministros.

Lisboa vai recuar para os níveis de confinamento que vigoraram a partir de 19 de Abril (e até 3 de Maio). Deverão ser adoptadas as regras que actualmente vigoram apenas num concelho: Sesimbra. O sector mais atingido será, como habitualmente, o da restauração. Actualmente os restaurantes, em Lisboa, podem estar abertos, todos os dias da semana, até às 22.30. Doravante, esse horário estará limitado aos dias úteis; aos fins de semana, os restaurantes só poderão fechar até às 15h30.

As restantes regras serão: casamentos e baptizados com 25 % da lotação (actualmente é 50%); comércio a retalho alimentar aberto até às 21.00 durante a semana e até às 1900 ao fim de semana e feriados; comércio a retalho não alimentar até às 21.00 durante a semana e até às 15.30 ao fim de semana e feriados; fim da presença do público em actividades desportivas; lojas do cidadão só com atendimento presencial por marcação. O teletrabalho continuará – como já é – obrigatório.

Ontem o presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina, admitiu que “o cenário mais provável” é o concelho recuar nas medidas de desconfinamento. “O Governo vai avaliar a situação amanhã [hoje, quinta-feira], se aplicar o critério que tem seguido e verificando-se aquilo que tem sido a evolução dos indicadores, vai ser esse o cenário mais provável”, afirmou o autarca, falando com jornalistas numa visita ao novo centro de vacinação no pavilhão 3 do Estádio Universitário de Lisboa.

Segundo Medina, se for aplicado o actual quadro da matriz de risco, a decisão na capital “vai ter algumas implicações relativamente a horários de funcionamento, a mais relevante é a restrição do horário da restauração às 15.30 de sábado e o não funcionamento durante o resto do fim de semana”.

A ministra da Saúde admitiu a mesma coisa, em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS).

“Os números neste momento levam a sugerir que a situação de Lisboa ainda não esteja ultrapassada”, o que leva a que “as medidas específicas tenham de se manter, como se mantiveram em outros pontos do país quando estavam em situação de risco especial” na evolução epidemiológica, disse Marta Temido.

“Temos de estar conscientes de que estamos a lidar com um fenómeno cuja evolução ainda se reveste de muitas incertezas. Não é possível garantir que o futuro seja desta ou daquela maneira, o que podemos garantir é que tudo faremos para que isso não seja necessário, mas conhecemos a nossa realidade. Os números continuam a aumentar, ainda não estamos num momento em que estejamos a vê-los decrescer e, portanto, temos de estar atentos”, prosseguiu.

Cerco da AML mantém-se

O Conselho de Ministros deverá também renovar, pela primeira vez, o cerco da Área Metropolitana de Lisboa (AML) instaurado pela primeira vez no fim de semana passado. Os números pandémicos não permitem proceder doutro modo.

Assim, voltará a ser proibido sair ou entrar na AML das 15.30 de amanhã (sexta-feira, 25 de Junho) até às 6.00 da manhã de segunda-feira 28 de Junho. Será no entanto permitido circular dentro da região em causa. A AML inclui, na margem norte do Tejo, os concelhos de Lisboa, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Cascais, Sintra e Vila Franca de Xira. E, na margem sul, os de Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Setúbal, Sesimbra e Alcochete.

Outra decisão do Conselho de Ministros deverá ser a de, nacionalmente – ou eventualmente com variações regionais – fazer congelar o processo de desconfinamento, não permitindo que avance para a fase pós 28 de Junho. Essa fase previa horários pré pandemia para todo o comércio (começando pela restauração). E o regresso do público aos espectáculos desportivos profissionais, bem como a normalização das lotações máximas nos transportes públicos (mais uma vez para os valores pré pandémicos). A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, disse na semana passada que esse deveria ser o rumo – e não há nenhuma indicação de que esteja a preparar-se nova inversão, avançando o desconfinamento como previsto.

Marcelo elogia Merkel

Na terça-feira, a chanceler alemã Ângela Merkel, criticou a UE por ter sido impossível adoptar “um comportamento uniforme entre os Estados-membros em termos de restrições de viagem” e, nesse contexto, criticou Portugal por ter recebido turistas britânicos sem restrições – ao contrário do que fez o seu país e a França, por exemplo. “Temos agora uma situação em Portugal, que talvez pudesse ter sido evitada”, afirmou.

Ontem o Presidente da República comentou estas palavras – que irritaram o Governo português – falando na “gratidão” que lhe é devida “por aquilo que fez pela Europa”. E acrescentou: “O que disse a chanceler Ângela Merkel corresponde a um problema europeu, isto é, na Europa cada país decidiu unilateralmente”.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
24 Junho 2021 — 01:19

 

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797: Marta Temido aponta para continuação das restrições em Lisboa

 

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES/LISBOA

A ministra da Saúde admite que a situação em Lisboa ainda é complicada e comentou as críticas de Angela Merkel: “Se soubéssemos o que sabemos hoje poderíamos ter actuado de outra maneira? Provavelmente, sim.”

© EPA/JULIEN WARNAND

A ministra da Saúde disse esta quarta-feira que a situação epidemiológica da covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo deve traduzir-se na continuidade da aplicação das medidas de restrição em vigor.

“Os números neste momento levam a sugerir que a situação de Lisboa ainda não esteja ultrapassada”, o que leva a que “as medidas específicas tenham de se manter, como se mantiveram em outros pontos do país quando estavam em situação de risco especial” na evolução epidemiológica, disse Marta Temido em declarações à margem da apresentação do Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS).

“Temos de estar conscientes de que estamos a lidar com um fenómeno cuja evolução ainda se reveste de muitas incertezas. Não é possível garantir que o futuro seja desta ou daquela maneira, o que podemos garantir é que tudo faremos para que isso não seja necessário, mas conhecemos a nossa realidade. Os números continuam a aumentar, ainda não estamos num momento em que estejamos a vê-los decrescer e, portanto, temos de estar atentos”, adiantou a ministra.

Sublinhando a importância da vacinação, da testagem e de “algumas medidas não farmacológicas”, a governante reagiu também à crítica da chanceler alemã Angela Merkel a propósito da abertura de Portugal para acolher a final da Liga dos Campeões e, consequentemente, milhares de adeptos ingleses.

“O controlo dos movimentos de circulação das populações é um dos desafios que enfrentamos. Estamos numa fase de combate à pandemia em que cada vez mais há uma apetência por retomar uma vida normal e isso é uma dificuldade. Se soubéssemos tudo o que sabemos hoje poderíamos ter actuado em determinados momentos de outra maneira? Provavelmente, sim, mas não é possível reescrever a história”, disse.

Marta Temido repetiu também a ideia de que o país procura “ganhar algum tempo através de medidas não farmacológicas”, como o uso de máscara e o distanciamento, para poder vacinar mais pessoas e apelou à população para realizar testes com regularidade, embora sem definir uma periodicidade fixa.

“Aquilo que pedimos é que, neste momento, beneficiando daquilo que é a gratuitidade de testes em muitos pontos ou da possibilidade de prescrição que existe através dos serviços de saúde, as pessoas que ainda não estão vacinadas possam realizar um teste antes de se submeterem e submeterem os outros a uma exposição que possa ser de risco”, concluiu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Junho 2021 — 14:57

 

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785: Portugal quase a entrar na “zona vermelha de risco”. Variante Delta prevalece em Lisboa e Vale do Tejo

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTES

Estela Silva / Lusa

A região de Lisboa está sobre pressão há algumas semanas, mas o resto do país também está prestes a entrar numa situação epidemiológica menos boa. A incidência nacional encontra-se próxima dos 120 casos por 100 mil habitantes e Lisboa e Vale do Tejo deverá passar os 240 nos próximos dias.

Com a quarta vaga, alavancada por Lisboa e Vale do Tejo (LVT), a incidência está a acelerar a subida, com os novos casos a duplicarem a cada 15 dias. Na sexta-feira, Portugal estava já no limite dos 120 casos a 14 dias por 100 mil habitantes.

Conjugado com um índice de transmissão (Rt) de 1,15, dentro de dias – ou horas – todo o país vai entrar na zona vermelha da matriz de risco, alerta Óscar Felgueiras, matemático especialista em epidemiologia da Universidade do Porto que tem assessorado o Executivo no combate à pandemia, e que tem por base os relatórios da Direcção-Geral da Saúde.

Em declarações ao Jornal de Notícias, o especialista refere que “vamos entrar na zona vermelha de risco. Fica claro que amanhã [hoje], o país passa os 120”, avisa.

Recordando o relatório das linhas vermelhas dos peritos, segundo o qual, aqui chegados, estaríamos a aproximar-nos “de uma situação epidémica não controlada, sendo o momento de tomar medidas”. “Contextualizando, agora, a situação”, tomando indicadores como a cobertura vacinal e as variantes.

Se a linha vermelha crítica da matriz de risco está nos 240 casos/100 mil, o matemático entende que “a incidência está já tão elevada, que dificilmente se conseguirá evitar estes 240”.

Com a Delta a caminhar para dominante e com uma “quantidade grande de população susceptível e que não tem o esquema vacinal completo, o crescimento será exponencial por um período mais prolongado”, tornando inevitável que o país se pinte de “vermelho no mapa do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças”, refere.

O aumento de casos está também a pressionar cadeias de controlo importantes da pandemia, com a percentagem de casos e contactos isolados e rastreados nas primeiras 24 horas após notificação a ficarem abaixo dos 90% recomendado pelos peritos.

Variante Delta

A prevalência da variante Delta do novo coronavírus, associada à Índia, é superior a 60% na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo resultados preliminares hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

O estudo sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2 em Portugal do INSA indica ainda que na região Norte a prevalência desta variante do SARS-CoV-2 “é ainda inferior a 15%”.

O instituto relembra que “se estima que a variante Delta tenha um grau de transmissibilidade cerca de 60% superior à variante Alfa”.

Os dados analisados sugerem ainda que “apenas 2,5% dos casos associados à variante Delta apresentam, ainda, a mutação K417N”.

ZAP //

Por ZAP
20 Junho, 2021

 

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