Centro de vacinação de “atendimento livre” abre segunda-feira em Lisboa

 

SAÚDE/COVID-19/CENTRO DE VACINAÇÃO

De acordo com Fernando Medina, este centro vai funcionar entre as 07:00 e as 21:00.

© MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Lisboa vai ter, a partir de segunda-feira, um centro de vacinação contra a covid-19 em Alcântara que vai funcionar em regime de “atendimento livre”, sem marcação, anunciou esta terça-feira o presidente Fernando Medina.

“Vamos ter, já a partir de segunda-feira, um centro em Alcântara que vai funcionar no formato de atendimento livre para todas as pessoas que estejam nas faixas etárias abrangidas no plano de vacinação, para que se possam ir vacinar sem pré-marcação”, disse o autarca socialista no seu espaço de comentário na TVI24.

De acordo com o presidente da Câmara de Lisboa, este centro vai funcionar entre as 07:00 e as 21:00.

Esta é uma das medidas tomadas pela autarquia lisboeta para acelerar a vacinação em Lisboa, região onde se têm registado nos últimos dias os maiores casos de infecção diários por covid-19.

Nas últimas 24 horas, Portugal registou 1.020 novos casos de infecções por covid-19, 648 dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Afirmando que há “condições logísticas e operacionais para que a vacinação seja acelerada”, Fernando Medina fez ainda saber que tem “capacidade para aumentar em 50% os números da vacinação” nos centros existentes na capital, “assim haja vacinas disponíveis”.

“E a informação que temos é que, neste momento, há vacinas disponíveis”, acrescentou.

Para esse aumento da capacidade de vacinação, o autarca frisou ser necessário “um esforço grande de contratação de mais enfermeiros” e um “alargamento dos horários de funcionamento dos centros”.

“Propusemos que tenham horário alargado em cerca de quatro horas e que funcionem também aos sábados e aos domingos”, afirmou, especificando que os centros fecharão assim às 22:00.

Entretanto, também esta terça-feira a task force fez saber que reabre na quarta-feira o centro de vacinação contra a covid-19 do pavilhão 3 da Cidade Universitária, em Lisboa, para vacinar pessoas acima dos 50 anos de idade sem agendamento.

Numa nota enviada à Lusa, a equipa liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo adiantou que o centro terá ao seu serviço “28 militares dos três ramos das Forças Armadas e terá capacidade para administrar cerca de 1.200 doses diárias”.

Por agora, este espaço será apenas dedicado à vacinação da modalidade ‘casa aberta’, “ficando disponível para a vacinação de primeiras doses de utentes com idade igual ou superior a 50 anos” inscritos nos agrupamentos de centros de saúde de Lisboa Norte e que não tenham sido infectados nos últimos seis meses.

Mais de 4,3 milhões de pessoas em Portugal já receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19, o equivalente a 42% da população, e quase 2,6 milhões (25%) têm a vacinação completa, segundo dados avançados na terça-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, em Março de 2020, a covid-19 já matou 17.074 pessoas, em 866.826 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Junho 2021 — 22:49

 

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773: Governo assustado com contágio ao resto do país impõe cerco na região de Lisboa

 

SAÚDE/COVID-19/CONTÁGIOS/LISBOA

Área Metropolitana de Lisboa “encerrada” já no próximo fim de semana. Na capital especificamente não muda nada – provavelmente só para a semana que vem

Governo diz que vai reforçar fiscalização para implementar “cerco” à região de Lisboa no fim de semana
© Orlando Almeida / Global Imagens

Como se previa desde quarta-feira, as decisões tomadas no Conselho de Ministros relativas especificamente ao concelho de Lisboa mantiveram na cidade as medidas de mitigação da pandemia exactamente como estavam, não mudando nada. Os restaurantes, por exemplo, podem continuar a funcionar até às 22h30.

Contudo, face aos valores em crescendo da incidência pandémica na capital e nalguns concelhos limítrofes, e ouvindo a pressão de muitos especialistas para se decretarem de imediato medidas de retrocesso no desconfinamento, o Executivo sentiu que tinha de fazer alguma coisa. A discussão fez-se em plena reunião do Conselho de ministros, ontem, no Palácio da Ajuda.

A decisão foi impor em redor da área metropolitana de Lisboa, aos fins de semana, uma espécie de cerca sanitária. Começa já hoje às 15.30 e irá até às 6h00 da manhã da próxima segunda-feira. Não se pode entrar nem sair da AML, a área que inclui os concelhos de Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Vila Franca de Xira, Lisboa, Cascais, Sintra, Sesimbra e Alcochete.

Pode-se, no entanto, circular dentro da AML, entre os concelhos que a integram. O “cerco de Lisboa” poderá prolongar-se por vários fins de semanas – o Governo claramente quer evitar que a região de Lisboa contagie o resto do país, como parece já estar a acontecer, ainda por cima com uma cada vez maior prevalência da variante Delta do vírus, uma variante importada da Índia.

“Obviamente que é difícil a explicação e a tomada destas medidas, mas é uma condição que nos pareceu fundamental neste momento para não fazer alastrar a todo o país a situação que se vive em Lisboa”, respondeu aos jornalistas a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, no final do Conselho de Ministros que tomou a decisão.

Quanto ao concelho de Lisboa, mantém-se tudo como está – mas na próxima semana, mantendo-se os actuais níveis pandémicos, o mais certo é que o Governo faça o desconfinamento retroceder um passo. Isso terá sobretudo consequência nos horários do comércio aos fins de semana. Genericamente (excepto comércio alimentar) tudo fechará às 15h30, começando pelos restaurantes (e esta é a fase em que actualmente só está um concelho, Sesimbra).

Lisboa fica como está e na sua fase de desconfinamento ficam também, como já estavam, Braga e Odemira. A estes concelhos, juntam-se agora outros seis: Albufeira, Arruda dos Vinhos, Cascais, Loulé, Sertã e Sintra.

Entretanto, há vinte já em situação de alerta para a possibilidade de retrocederem no desconfinamento – sendo grande parte na AML: Alcochete, Águeda, Almada, Amadora, Barreiro, Grândola, Lagos, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sardoal, Seixal, Setúbal, Sines, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira.

Mas há mais: quanto ao resto do país, a ministra porta-voz da reunião avisou que o mais provável é que não seja possível avançar no desconfinamento como estava previsto que aconteceria a partir de 28 de Junho (com os restaurantes, por exemplo, a poder cumprir sem limitações os seus horários normais que tinham antes da pandemia).

“Semanalmente, fazemos aqui a avaliação do ponto de situação a nível nacional e ela hoje afasta-se claramente da zona verde [da matriz de risco], o que significa que para a semana, quando estava prevista uma nova fase de desconfinamento, ela muito dificilmente com estes números – e se continuarem estes números – se poderá verificar”, afirmou a governante.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
17 Junho 2021 — 23:08

 

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761: Duarte Cordeiro admite que Lisboa corre o risco de recuar no desconfinamento

 

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO/LISBOA

André Kosters / Lusa
Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares

O coordenador para a covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo revelou, esta segunda-feira, que o concelho de Lisboa “já está acima do limite” de 240 casos por 100 mil habitantes.

“Estamos a sentir um nível de incidência elevado, especialmente dentro da população que não está vacinada. Notamos isso entre os mais novos, em que há um aumento de casos, e também população entre os 30 e os 50 anos de idade. E estamos a sentir não só no concelho de Lisboa, como em vários concelhos da Área Metropolitana de Lisboa”, disse Duarte Cordeiro à RTP3.

Perante esta situação, o coordenador para a covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo admitiu que o desconfinamento pode estar em causa. “Com níveis muito elevados de incidência, obviamente não podemos prosseguir no desconfinamento. Tem de parar e temos de ir ajustando aquilo que são as regras”.

Lisboa e Vale do Tejo tem, actualmente, 172 surtos activos, sendo que 68% ocorreram em meio familiar, 11% em festas ou eventos e 9% em contexto escolar ou universitário, sendo que há mais de seis mil alunos em isolamento profilático.

Duarte Cordeiro revelou ainda que o concelho de Lisboa “já está acima do limite” de 240 casos por 100 mil habitantes, mas terá sido “a primeira semana” em que ultrapassou esta barreira.

Em declarações à rádio Renascença, o matemático Carlos Antunes também confirmou estes dados. “Dia 12, sábado, verificava-se 254 e a tendência é crescente, a própria transmissibilidade está acima de 1, portanto prevê-se que nos próximos dias possa chegar aos 280 casos por 100 mil habitantes. Ainda não há sinal de abrandamento ou de chegarmos a um tecto proximamente, tal como tínhamos previsto na semana passada.”

Se Lisboa recuar no desconfinamento, os restaurantes e cafés terão de fechar às 13h00 ao fim-de-semana e a lotação reduz para quatro pessoas dentro dos estabelecimentos e seis nas esplanadas.

Além disso, os ginásios deixarão de poder ter aulas de grupo e as actividades ao ar livre só poderão ter até seis pessoas. Os casamentos e baptizados ficarão também reduzidos a 25% de lotação, descreve a rádio.

ZAP //

Por ZAP
15 Junho, 2021

 

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747: Lisboa não avança no desconfinamento. O que não se pode fazer na cidade (e em mais 3 concelhos)

 

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO/LISBOA

Lisboa não teve condições para avançar para mais uma etapa do desconfinamento. Os mais de 120 casos de infecção por covid-19 por 100 mil habitantes tramou a capital. O que se pode e não pode fazer na cidade?

Praça do Comércio, Lisboa
© Orlando Almeida / Global Imagens

O número de casos de covid-19 na cidade está a progredir a um ritmo mais lento, mas não deu margem ao governo para abrir uma excepção para Lisboa na matriz de risco. A cidade fica impedida de várias medidas que estão previstas nesta 4.ª fase do desconfinamento.

São elas:

1 – O teletrabalho continua a ser obrigatório sempre que possível, em vez de passar a ser “recomendado sempre que possível” como acontece para todo o país, à excepção de mais três concelhos (Braga, Odemira e Vale de Cambra)

2 – Os restaurantes continuam a ter de encerrar às 22:30, em vez de puderem passar a deixar entrar pessoas até à meia-noite e a servirem os clientes até à 1:00.

3 -Os restaurantes, cafés e pastelarias com máximo de seis pessoas no interior (ou 10 pessoas em esplanadas)

4 – Os transportes públicos têm de continuar a ter uma lotação muito inferior à sua capacidade e não poderão podem circular com lotação de dois terços ou com a totalidade da lotação no caso de terem exclusivamente lugares sentados, como nos restantes concelhos.

5 – O comércio a retalho continua a ter de encerrar até às 21:00 nos dias de semana e até às 19:00 nos fins de semana e feriados, em vez de poder funcionar no “horário do respectivo licenciamento”.

Esta quarta-feira, 9 de Junho, foi anunciado pelo governo que Braga, Lisboa, Odemira e Vale de Cambra ficam na fase de 1 de Maio do plano de desconfinamento, enquanto os restantes concelhos de Portugal Continental avançam para a nova fase a partir de segunda-feira.

“Encontramo-nos, neste momento, com quatro concelhos que estão num nível que não lhes permite prosseguir o desconfinamento. Esses concelhos são Braga, Lisboa, Odemira e Vale de Cambra. Estes concelhos, todos eles, vão permanecer com um conjunto de regras semelhantes àquelas que vigoram neste momento para todo o país, as regras que vigoram mais ou menos desde o dia 1 de Maio”, disse a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Diário de Notícias
Paula Sá
09 Junho 2021 — 19:05

 

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743: Lisboa não vai avançar no desconfinamento, revela Medina

 

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO

“Situação não é fácil”, disse o autarca lisboeta, no seu espaço de comentário televisivo

© Lusa

Fernando Medina antecipou esta noite, no seu habitual espaço de comentário na TVI24, que Lisboa não vai avançar no processo de desconfinamento, no próximo dia 14 de Junho, por “não ter condições”

“Lisboa está numa situação que não é fácil. O número de casos excedeu o patamar dos 120 [casos por 100 mil habitantes], entrou em situação de alerta. Na última semana, o número de casos por 100 mil habitantes continuou a progredir, embora a um ritmo mais lento, significa que Lisboa amanhã [9 de Junho], que é o dia da avaliação, não irá progredir relativamente ao desconfinamento“, garantiu o autarca lisboeta. “Lisboa não tem condições de fazer esse avanço”.

Medina esclareceu que a capital também não vai dar um passo atrás, mas sim manter-se na fase actual.

A “grande questão” é saber se vai ser possível, “durante as próximas semanas, controlar a situação, eventualmente conseguindo que ela se reduza e melhore, ou então se se vai registar um agravamento da situação”, explicitou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa

O autarca voltou a apelar às pessoas que mantenham “bom senso comum” e que não festejem os Santos Populares nas ruas.

As medidas que vêm a seguir e que Lisboa arrisca a não adoptar

14 de Junho

Teletrabalho recomendado nas actividades que o permitam; restaurantes, cafés e pastelarias (máximo de seis pessoas no interior ou dez pessoas em esplanadas) até à meia-noite para admissão e 01h00 para encerramento; comércio com horário do respectivo licenciamento; transportes públicos com lotação de dois terços ou com a totalidade da lotação nos transportes que funcionem exclusivamente com lugares sentados; espectáculos culturais até à meia-noite; salas de espectáculos com lotação a 50%. Fora das salas de espectáculo, com lugares marcados e com regras a definir pela DGS. Escalões de formação e modalidades amadoras com lugares marcados e regras de acesso definidas pela DGS. Recintos desportivos com 33% da lotação.

28 de Junho

Desporto: regressam os escalões profissionais ou equiparados com 33% da lotação (regras de acesso a definir pela DGS). Lojas de Cidadão: funcionam sem marcação prévia; Transportes públicos: sem restrição de lotação.

Polémica entre Ana Catarina Mendes e Pedro Nuno Santos desvalorizada

Noutro tema, Fernando Medina desvalorizou a polémica provocada pelas críticas da líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, à forma “truculenta” como o ministro Pedro Nuno Santos respondeu ao presidente da Ryanair.

No seu espaço habitual de comentário na TVI24, o presidente da Câmara de Lisboa foi questionado se este episódio entre Ana Catarina Mendes e Pedro Nuno Santos revela que já há uma luta interna tendo em vista a sucessão de António Costa no cargo de secretário-geral do PS.

Fernando Medina, no entanto, rejeitou esse cenário, defendendo que esse episódio entre a líder parlamentar do PS e o ministro das Infra-estruturas “não diz nada”.

O presidente da Câmara de Lisboa, também membro do Secretariado Nacional do PS, rejeitou mesmo que esta controvérsia tenha efeitos políticos no interior do seu partido.

“Tenho ouvido essas interpretações desprovidas aliás de qualquer actualidade. O PS tem um líder que é secretário-geral [António Costa], que vai submeter-se a votos a partir de sexta-feira e com probabilidade será reeleito. E espero que ele [António Costa] continue por muito tempo”, disse, numa alusão às eleições directas para a liderança do PS, que se realizam nos próximos dias 11 (por voto electrónico), 18 e 19 deste mês.

Diário de Notícias
DN
08 Junho 2021 — 22:23

 

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