737: Internamentos e incidência a subir em dia com duas mortes

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Portugal contabiliza nas últimas 24 horas mais 388 novos casos confirmados, a maioria dos quais (206) registados na região de Lisboa e Vale do Tejo. Há mais sete doentes em UCI, num total de 59.

© LUÍS FORRA/LUSA

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 388 casos e dois óbitos por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira, 7 de Junho.

Nesta altura estão 291 pessoas hospitalizadas, ou seja mais 26 do que no domingo. Há 59 doentes em cuidados intensivos, mais sete que ontem.

O país tem agora mais 109 casos activos, num universo de 23.824, com mais 277 recuperados da doença. Sendo que os contactos em vigilância também aumentaram bastante, pois há mais 953.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se verificou uma das mortes pela infecção de covid-19, contabilizou mais 206 novos casos, ou seja, mais do que no resto do país. No Norte houve 96 casos, sendo que também tem um morto contabilizado. Já na região Centro apenas há 18 novos casos, na do Alentejo 13 e na do Algarve 32.

Na Madeira não se registaram novas infecções, enquanto nos Açores foram mais 26 casos reportados.

O R(t) desceu de 1,08 para 1,07 em todo o território e no continente registou-se um decréscimo de 0,02 para os 1,08.

Já a incidência continua a aumentar, sendo agora de 72,2 casos de infecção por 100 mil habitantes em todo o território, quando antes era de 69,8 casos pelo mesmo número de habitantes. Se contabilizarmos apenas o continente, subiu de 67,5 para os 70,6 casos por 100 mil habitantes.

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal e houve 44 casos de morte comunicados em idosos com várias doenças, mas não está demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até final de maio foram notificadas 6.995 reacções adversas, a maior parte (68,3%) referentes à vacina da Pfizer/BioNtech, com 4.782 casos, seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 1.509, a da Moderna, com 387, e a da Janssen, com 17 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que “a notificação no âmbito do Sistema Nacional de Farmacovigilância não pressupõe necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada” e que a vacinação contra a covid-19 “é a intervenção de saúde pública mais efectiva para reduzir o número de casos de doença grave e morte originados por esta pandemia”.

Os dados do Infarmed indicam que por cada 1.000 doses administradas foram comunicadas 1,21 reacções no caso da Pfizer (Comirnaty), 1,24 no caso da AstraZeneca (Vaxzevria), 0,74 referentes à Moderna e 0,16 à vacina da Janssen.

No total de 5.790.080 doses administradas, o Infarmed registou 44 notificações de casos de morte em idosos com outras comorbilidades e em que não está demonstrada a relação causal com a vacina administrada.

“Os casos de morte ocorreram em pessoas com uma mediana de idades de 81 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada, uma vez que podem também decorrer dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, refere a Autoridade Nacional do Medicamento.

Das reacções registadas, 3.957 referem-se a casos não graves (59,1%) e 2.738 a casos graves (40,9%), refere o Infarmed, sublinhando que a maior parte (90%) das reacções adversas a medicamentos classificadas como graves se referem a “casos de incapacidade, maioritariamente temporária”.

A maioria das reacções notificadas ao Infarmed foram registadas em mulheres (4,712) e, por faixas etárias, aquela que mais notificações tem é a dos 30 aos 49 anos.

As 10 reacções mais notificadas referem-se a casos de reacção no local de injecção (3.250), dores musculares ou nas articulações (3.007), dores de cabeça (1.964), febre (1.800), astenia, fraqueza ou fadiga (1.123), náuseas (773), tremores (687), alterações/aumento dos gânglios (569), eritema/eczema ou erupção (481) e parestesias (400), ou seja, sensação de formigueiro ou picadas.

No relatório, o Infarmed lembra ainda que a maioria das reacções adversas a medicamento mais notificadas se enquadram “no perfil reatogénico comum de qualquer vacina” e que grande parte destas reacções se resolve “em poucas horas ou dias, sem necessidade de intervenção médica, e não deixando sequelas”.

Ordem dos Médicos quer critérios de gravidade e cobertura vacinal na matriz de risco

A Ordem dos Médicos manifestou-se esta segunda-feira apreensiva com as mudanças na matriz de risco que fundamenta as novas fases de desconfinamento por causa da pandemia e defende a inclusão de critérios de gravidade e da cobertura vacinal.

Num comunicado emitido na sequência da divulgação das novas fases de desconfinamento (a partir de dia 14) e da evolução epidemiológica recente, o bastonário e o Gabinete de Crise para a covid-19 da Ordem dos Médicos (OM) defendem que deve voltar a ser incluído o indicador da transmissibilidade e que devem ser considerados igualmente a taxa de positividade dos testes e critérios de gravidade, como os internamentos em enfermaria e cuidado intensivos, a evolução temporal e os óbitos.

Sugerem também a introdução da cobertura vacinal (taxa por grupo etário, 1.ª toma e esquema completo) e do impacto da circulação das novas variantes do vírus.

O controlo rigoroso (testagem e quarentena) à entrada do país de todos os viajantes com estadia em locais de risco para as novas variantes, o alargamento da vacinação a toda a população adulta e a programação da vacinação da população pediátrica (<18 anos) para antes do início da próxima época escolar, observando as recomendações da Organização Mundial da saúde, são outras das sugestões apresentadas.

A OM manifesta ainda incompreensão “pela utilização exclusiva de valores de incidência de novos casos por 100.000 habitantes, nos últimos 14 dias, para fundamentar as medidas de desconfinamento”, como os horários de funcionamento da restauração e a lotação de espaços públicos.

Considera igualmente que a definição de concelhos de baixa densidade utilizada na matriz que fundamenta as novas fases de desconfinamento se baseia “em critérios de coesão territorial insuficientemente caracterizados e sem implicações de saúde pública”.

No comunicado, a OM sugere igualmente que seja incentivada a testagem, em particular, a todos os sintomáticos, incluindo jovens e crianças.

O bastonário e o Gabinete de Crise para a covid-19 da OM defendem a “realização periódica, massiva e alargada de rastreios populacionais, centrados nos não vacinados” e dizem Portugal deve “aproveitar a presidência europeia para definir critérios uniformes de desconfinamento na União Europeia, nomeadamente a implementação com a maior celeridade do passaporte vacinal a aplicar, igualmente, aos residentes em território nacional”.

Apelam ainda a que toda a população mantenha o cumprimento e a adesão às medidas de prevenção e controlo da infecção, nomeadamente o uso da máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social.

Diário de Notícias
DN
07 Junho 2021 — 14:05

 

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736: Revelação do Infarmed. Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/REACÇÕES ADVERSAS

07 jun 08:26
Por Nuno Fernandes

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal e houve 44 casos de morte comunicados em idosos com várias doenças, mas não está demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até final de maio foram notificadas 6.995 reacções adversas, a maior parte (68,3%) referentes à vacina da Pfizer/BioNtech, com 4.782 casos, seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 1.509, a da Moderna, com 387, e a da Janssen, com 17 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que “a notificação no âmbito do Sistema Nacional de Farmacovigilância não pressupõe necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada” e que a vacinação contra a covid-19 “é a intervenção de saúde pública mais efetiva para reduzir o número de casos de doença grave e morte originados por esta pandemia”.

Os dados do Infarmed indicam que por cada 1.000 doses administradas foram comunicadas 1,21 reações no caso da Pfizer (Comirnaty), 1,24 no caso da AstraZeneca (Vaxzevria), 0,74 referentes à Moderna e 0,16 à vacina da Janssen.

No total de 5.790.080 doses administradas, o Infarmed registou 44 notificações de casos de morte em idosos com outras comorbilidades e em que não está demonstrada a relação causal com a vacina administrada.

“Os casos de morte ocorreram em pessoas com uma mediana de idades de 81 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada, uma vez que podem também decorrer dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, refere a Autoridade Nacional do Medicamento.

Das reacções registadas, 3.957 referem-se a casos não graves (59,1%) e 2.738 a casos graves (40,9%), refere o Infarmed, sublinhando que a maior parte (90%) das reacções adversas a medicamentos classificadas como graves se referem a “casos de incapacidade, maioritariamente temporária”.

A maioria das reacções notificadas ao Infarmed foram registadas em mulheres (4,712) e, por faixas etárias, aquela que mais notificações tem é a dos 30 aos 49 anos.

As 10 reacções mais notificadas referem-se a casos de reacção no local de injecção (3.250), dores musculares ou nas articulações (3.007), dores de cabeça (1.964), febre (1.800), astenia, fraqueza ou fadiga (1.123), náuseas (773), tremores (687), alterações/aumento dos gânglios (569), eritema/eczema ou erupção (481) e parestesias (400), ou seja, sensação de formigueiro ou picadas.

Lusa

Diário de Notícias


07 Junho 2021 — 07:01

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