798: Os 100 dias de desconfinamento num país que passou de verde a vermelho

 

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO

Cem dias depois de ter iniciado o desconfinamento na zona verde da matriz de risco, Portugal encontra-se com os indicadores de controlo da pandemia de covid-19 no “vermelho”, com os alertas a soarem em Lisboa e Vale do Tejo.

© Filipe Amorim / Global Imagens

Se em 15 de Março, quando se iniciou o plano de alívio das restrições impostas para controlar a covid-19, o território continental apresentava uma taxa de incidência de novos casos de infecção por 100 mil habitantes de 84,2 e um índice de transmissibilidade (Rt) do vírus de 0,79, hoje estes indicadores estavam já nos 129,6 e no 1,18.

Com estes valores, o país entrou no quadrante vermelho da matriz de risco de controlo da pandemia, que estipula um limite de 120 casos por cem mil habitantes a 14 dias e um Rt – número de casos secundários de contágio resultantes de uma pessoa infectada – inferior a 1.

Este agravamento da pandemia tem sido gradual e evidente nos últimos 31 dias, com o país a passar de 241 casos de infecção registados a 24 de Maio para os 1.497 verificados hoje, o que representa um acréscimo de mais de 520%.

Nesse período, Portugal teve seis dias com mais de mil novos casos diários: 16 de Junho (1.350), 17 de Junho (1.233), 18 de Junho (1.298), 19 de Junho (1.183), 22 de Junho (1.020), tendo atingido hoje as 1.497 novas infecções, o maior número desde 24 de Fevereiro.

Para esta evolução negativa no país tem contribuído, em grande medida, o agravamento da pandemia na região de Lisboa e Vale do Tejo, que, entre 24 de Maio e 23 de Junho, passou de 97 para os 964 novos casos de infecção registados no último boletim da Direcção-Geral da Saúde.

Em 22 dos últimos 31 dias, Lisboa e Vale do Tejo teve mais de metade dos casos diários verificados em todo o país, chegando mesmo em dois destes dias – 16 e 20 de Junho – a atingir os 68% do total de infecções registas em Portugal.

Os especialistas atribuem o crescimento nesta região, sobretudo, à prevalência da variante Delta, associada à Índia e que apresenta uma capacidade de transmissão mais de 60% superior à Alpha, identificada inicialmente no Reino Unido.

As autoridades de saúde admitem também que a Delta possa já ser responsável por cerca de 70% dos casos de infecção em Lisboa e Vale do Tejo e que, a curto prazo, seja a estirpe prevalecente em todo o território nacional.

Com o número de óbitos a manter-se baixo no último mês – o máximo diário foi seis mortes verificadas em 10, 16 e 22 de Junho -, o agravamento da pandemia começa a fazer-se sentir também na pressão sobre os serviços de saúde, apesar dos números de internamentos em enfermaria e em cuidados intensivos estarem bastante distantes dos registados no início do ano.

A 24 de Maio, Portugal tinha 239 pessoas internadas em enfermaria por covid-19 e outras 57 em cuidados intensivos, mas, na quarta-feira, já estavam nas unidades de cuidados intensivos dos hospitais nacionais um total de 100 pessoas, um crescimento de 75% e que tem sido gradual ao longos dos últimos 31 dias.

Na análise desse período, 29 de maio foi o dia com menos doentes a necessitarem de cuidados intensivos, com 49 pessoas internadas nessas unidades.

Esse total de 100 doentes que estão em cuidados intensivos representa agora mais de 40% do limiar definido como crítico de 245 camas ocupadas, quando, a 28 de maio, o relatório das “linhas vermelhas” da pandemia adiantava que este valor estava ainda nos 22%.

A evolução da pandemia em Lisboa e Vale do Tejo reflete-se, assim, no número de doentes que precisam de internamento, o que já levou os hospitais desta região a avançarem para uma fase de prevenção para a eventual necessidade de aumentar o número de camas de cuidados intensivos nos próximos dias.

Na última semana, Lisboa e Vale do Tejo tinha 65% do total de doentes do país internados em cuidados intensivos, mas agora com um perfil diferente das anteriores vagas: se antes eram maioritariamente idosos, agora o grupo etário que mais precisa deste tipo de cuidados é o dos 50 aos 59 anos.

Para responder ao agravamento da pandemia, a estratégia do Governo passa por um reforço da testagem de diagnóstico à covid-19, incluindo para acesso a eventos desportivos, culturais e familiares, mas também pela aceleração da vacinação, sobretudo, na região de Lisboa, com a ministra da Saúde, Marta Temido, a apontar para a fasquia das 130 mil inoculações por dia em Julho.

Mas, hoje, o coordenador da ‘task-force’ para o Plano de Vacinação contra a covid-19 admitiu um atraso de até 15 dias na meta de ter 70% de população vacinada com a primeira dose em 08 de Agosto, por causa de adiamentos na entrega entregas de vacinas por parte das farmacêuticas.

Segundo dados da `task force´, cerca de 47% da população está vacinada com a primeira dose e 30% já tem a vacinação completa, mas o ritmo de vacinação começa a ser afectado pela falta de vacinas, um constrangimento que já se tinha verificado no início do plano de vacinação, que arrancou a 27 de Dezembro de 2020.

Para já, parece estar afastada a possibilidade de o país regressar ao estado de emergência, que terminou a 30 de Abril, uma vez que o Presidente da República tem reiterado que os números da covid-19 estão “muito longe” dos que o levaram a declarar esse quadro legal.

“As situações são diversas, e a explicação é uma: chama-se vacinação. E o caminho fundamental é esse. A solução para a pandemia, a solução duradoura, a solução definitiva chama-se vacinação. As outras soluções são soluções que são encontradas pontualmente, temporariamente, mas a única que é verdadeiramente de efeitos mais longos e eficazes é a vacinação”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

A 17 de Junho, no final do último Conselho de Ministros, a ministra a Presidência, Mariana Vieira da Silva, admitia que Portugal poderia ter de travar a passagem para uma nova fase de desconfinamento, devido ao agravamento da taxa de incidência de novos casos e do índice de transmissibilidade, considerando que o país está “numa fase preocupante”.

Já na terça-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, considerou que o agravamento da situação epidemiológica da covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo pode levar a novas medidas de contenção da pandemia e a um eventual travão no processo de alívio das medidas.

Os alertas constam da última análise de risco das autoridades de saúde: Lisboa e Vale do Tejo pode ultrapassar 240 casos de infecção com o novo coronavírus por 100 mil habitantes em 15 dias e a variante Delta deve sobrepor-se nas próximas semanas no país.

As decisões do Governo são conhecidas na quinta-feira, cem dias depois do início de um desconfinamento a “conta-gotas” no território continental e que tem evoluído, de forma gradual, da zona verde da matriz de risco, que vigora desde então sem alterações, para os quadrantes laranja e vermelho, onde se encontra agora.

Diário de Notícias
Lusa
23 Junho 2021 — 16:15

 

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797: Marta Temido aponta para continuação das restrições em Lisboa

 

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES/LISBOA

A ministra da Saúde admite que a situação em Lisboa ainda é complicada e comentou as críticas de Angela Merkel: “Se soubéssemos o que sabemos hoje poderíamos ter actuado de outra maneira? Provavelmente, sim.”

© EPA/JULIEN WARNAND

A ministra da Saúde disse esta quarta-feira que a situação epidemiológica da covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo deve traduzir-se na continuidade da aplicação das medidas de restrição em vigor.

“Os números neste momento levam a sugerir que a situação de Lisboa ainda não esteja ultrapassada”, o que leva a que “as medidas específicas tenham de se manter, como se mantiveram em outros pontos do país quando estavam em situação de risco especial” na evolução epidemiológica, disse Marta Temido em declarações à margem da apresentação do Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS).

“Temos de estar conscientes de que estamos a lidar com um fenómeno cuja evolução ainda se reveste de muitas incertezas. Não é possível garantir que o futuro seja desta ou daquela maneira, o que podemos garantir é que tudo faremos para que isso não seja necessário, mas conhecemos a nossa realidade. Os números continuam a aumentar, ainda não estamos num momento em que estejamos a vê-los decrescer e, portanto, temos de estar atentos”, adiantou a ministra.

Sublinhando a importância da vacinação, da testagem e de “algumas medidas não farmacológicas”, a governante reagiu também à crítica da chanceler alemã Angela Merkel a propósito da abertura de Portugal para acolher a final da Liga dos Campeões e, consequentemente, milhares de adeptos ingleses.

“O controlo dos movimentos de circulação das populações é um dos desafios que enfrentamos. Estamos numa fase de combate à pandemia em que cada vez mais há uma apetência por retomar uma vida normal e isso é uma dificuldade. Se soubéssemos tudo o que sabemos hoje poderíamos ter actuado em determinados momentos de outra maneira? Provavelmente, sim, mas não é possível reescrever a história”, disse.

Marta Temido repetiu também a ideia de que o país procura “ganhar algum tempo através de medidas não farmacológicas”, como o uso de máscara e o distanciamento, para poder vacinar mais pessoas e apelou à população para realizar testes com regularidade, embora sem definir uma periodicidade fixa.

“Aquilo que pedimos é que, neste momento, beneficiando daquilo que é a gratuitidade de testes em muitos pontos ou da possibilidade de prescrição que existe através dos serviços de saúde, as pessoas que ainda não estão vacinadas possam realizar um teste antes de se submeterem e submeterem os outros a uma exposição que possa ser de risco”, concluiu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Junho 2021 — 14:57

 

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Marta Temido apela à “prudência” face à variante Delta Plus

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE DELTA PLUS

A ministra da Saúde, Marta Temido, sublinhou a importância de haver cautela face à disseminação da variante do coronavírus SARS-CoV-2 designada ‘Delta Plus’, uma mutação da estirpe inicialmente identificada na Índia e que já se encontra em Portugal.

Marta Temido
© EPA/Julien Warnand

“Temos partilhado com toda a honestidade e transparência os resultados quer das estimativas, quer das próprias sequenciações. A informação mais actualizada foi partilhada no sábado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge [INSA] e respeita à variante Delta. As mutações dos vírus são fenómenos expectáveis e, naturalmente, que temos de agir com prudência e observação”, frisou a ministra em declarações à margem da apresentação do Relatório Primavera 2021, do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS).

Marta Temido disse que é necessário “continuar a seguir com atenção a evolução dessas mutações do vírus e a sua presença em Portugal”.

Perante a eventual propagação da variante ‘Delta Plus’, Marta Temido reiterou que o combate à pandemia representa um “esforço contínuo” e afirmou que só com um empenho de todos os países é possível chegar a bom porto. “Enquanto não tivermos conseguido superar esta pandemia de uma forma total, estaremos expostos às mutações e a novas variantes”, referiu.

“Temos de manter sempre a mesma prudência de manutenção de medidas não farmacológicas de protecção individual, porque isso é a melhor forma de nos protegermos neste contexto de extraordinária incerteza. Não vale a pena dizer que sabemos tudo ou prometermos aquilo que não podemos prometer”, notou, continuando: “Temos de estar atentos e manter as medidas: a vacinação e a testagem são as duas grandes armas”.

De acordo com informação adiantada pelo INSA à Renascença, foram já detectados em Portugal 24 casos de infecção pela variante ‘Delta Plus’, que era anteriormente referida como a variante do Nepal. O INSA acrescentou ainda que esta mutação representa somente 2,5% do total de casos de infecção pela variante Delta, que já é dominante na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde constitui cerca de 70% do total de casos de infecção detectados.

Em Portugal, morreram 17.074 pessoas e foram confirmados 866.826 casos de infecção, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Junho 2021 — 13:51

 

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795: Incidência dispara para 129,6 casos por 100 mil habitantes no continente

 

SAÚDE/COVID-19/INCIDÊNCIA

O Boletim da DGS desta quarta-feira regista mais três mortes e 1.497 novos casos nas últimas 24 horas. Há menos 13 pessoas internadas e menos uma nos cuidados intensivos.

Campanha de vacinação contra a covid-19 em Braga
© Jorge Magalhães/Global Imagens

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 1.497 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O boletim diário desta quarta-feira (23 de Junho) indica que morreram mais três pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Este é o dia com mais novas infecções desde 20 de Fevereiro, altura em que se registaram 1.570 casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo, onde foram declarados todos os mortos do dia, continua a ser a que regista mais casos, totalizando 964 nas ultimas 24 horas (64,3% do total de Portugal), segue-se a região Norte com 208 e o Centro com 108.

O Boletim da DGS revela que uma grande subida na incidência que em todo o território é agora de 128,6 casos por 100 mil habitantes quando na anterior avaliação era de 119,3. Tendo em conta apenas o continente, a incidência é ainda maior, sendo agora 129,6 infecções por 100 mil habitantes.

Ao contrário, o R(t) regista uma ligeira descida tendo passado de 1,18 para 1,17 em todo o território, enquanto no continente passou de 1,17 para 1,18.

Há agora 437 doentes com covid-19 internados (menos 13 que no dia anterior), sendo que 100 estão em unidades de cuidados intensivos (menos um).

Entretanto, há mais 634 casos activos em Portugal num total de 29.012, sendo que nas últimas 24 horas registaram-se mais 860 recuperados. Há ainda 1.760 contactos em vigilância

Dados actualizados da evolução da pandemia no dia em que o responsável pela task force do plano de vacinação revelou que pode estar “comprometida” a meta de chegar a 8 de Agosto com 70% da população com um dose da vacina administrada.

Em comissão parlamentar, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo afirmou que “as principais preocupações” continuam a estar relacionadas com “a disponibilidade das vacinas” e a regularidade com que chegam ao território nacional.

“A expectativa de terminar os 70% das primeiras doses a 8 de Agosto tem sido comprometida por adiamentos de entregas e por redução de vacinas em duas marcas”, admitiu.

Maiores de 18 anos começam a ser vacinados a 4 de Julho

Uma meta que pode ser concretizada 15 dias depois do que estava inicialmente previsto. “Estou a fazer o melhor que posso para optimizar os stocks que temos e a gestão desses stocks de modo a cumprir essa meta, no entanto, julgo que é prudente dizer que essa meta pode atrasar-se até 15 dias relativamente ao esperado”, caso se mantenha a redução das entregas previstas das doses de vacinas, esclareceu.

Aos deputados, o coordenador da task force disse ainda que a estimativa é começar a vacinar os jovens a partir dos 18 anos a 4 de Julho. “Dentro de 15 dias temos todas as faixas etárias em processo de vacinação”, afirmou Gouveia e Melo.

Marta Temido apela para “prudência” face à variante Delta Plus

A vacinação tem sido, aliás, uma das “grandes armas” no combate à pandemia, como afirmou esta quarta-feira a ministra da Saúde.

Aos jornalistas, Marta Temido sublinhou a importância de haver cautela face à disseminação da variante do coronavírus SARS-CoV-2 designada por Delta Plus, uma mutação da estirpe inicialmente identificada na Índia e que já se encontra em Portugal.

“Temos partilhado com toda a honestidade e transparência os resultados quer das estimativas, quer das próprias sequenciações. A informação mais actualizada foi partilhada no sábado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge [INSA] e respeita à variante Delta. As mutações dos vírus são fenómenos expectáveis e, naturalmente, que temos de agir com prudência e observação”, frisou a ministra.

Marta Temido disse que é necessário “continuar a seguir com atenção a evolução dessas mutações do vírus e a sua presença em Portugal”.

Perante a eventual propagação da variante Delta Plus, Marta Temido reiterou que o combate à pandemia representa um “esforço contínuo” e afirmou que só com um empenho de todos os países é possível chegar a bom porto. “Enquanto não tivermos conseguido superar esta pandemia de uma forma total, estaremos expostos às mutações e a novas variantes”, referiu.

Casos de infecção já superam os 179 milhões em todo o mundo

A nível mundial, os casos de infecção por SARS-CoV-2 já superam os 179 milhões, sendo que mais de 370 mil novos contágios foram confirmados nas últimas 24 horas, revela o balanço da AFP.

No total, e desde que o novo coronavírus foi identificado na China em Dezembro de 2019, pelo menos 179.071.540 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em todo o mundo.

A grande maioria dos pacientes recupera da doença covid-19, mas uma parte destas pessoas ainda relatam sentir alguns sintomas associados durante semanas ou mesmo até meses, segundo a AFP.

Desde o início da crise sanitária, a covid-19 já provocou pelo menos 3.884.538 vítimas mortais no mundo.

Diário de Notícias
DN
23 Junho 2021 — 14:03

 

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791: Portugal reporta mais 1.020 casos de Covid-19 e seis mortes

 

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Já foi divulgado o boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde (DGS) desta terça-feira.

© Reuters

Portugal somou, nas últimas 24 horas, 1.020 novos casos e seis mortes relacionados com a Covid-19, indica o boletim epidemiológico da DGS divulgado esta terça-feira. Actualização que corresponde a um aumento de 0,12% no que diz respeito aos novos contágios e de 0,04% no número de óbitos.

De acordo com o relatório, 1.293 pessoas recuperaram da doença no mesmo espaço de tempo, totalizando 821.374 recuperações desde que a pandemia entrou no nosso país.

Destaque também para o número de internamentos que continua a subir, apesar de não tão significativamente como ontem. Nas enfermarias portuguesas estão mais sete pessoas com SARS-CoV-2 do que esta segunda-feira, 450 no total, dos quais 101 (mais quatro) em unidades de Cuidados Intensivos.

O número de casos activos em Portugal é agora de 28.378, menos 279 que ontem.

Esta terça-feira, a única região a registar óbitos devido ao SARS-CoV-2 foi Lisboa e Vale do Tejo.

Quanto a novos casos, o Norte reportou 121, o Centro 101 e Lisboa 648. O Alentejo registou mais 32 e o Algarve 70.

Nos Açores, as autoridades de saúde registaram 44 novos casos e na Madeira apenas quatro.

Portugal soma assim 866.826 casos de Covid-19 e 17.074 mortes devido à doença.

País ao Minuto
por Notícias ao Minuto
22/06/2021

 

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790: Lisboa em contra-ciclo com capitais europeias

 

SAÚDE/COVID-19/CONTRA-CICLO

Os novos casos na região de Lisboa e Vale do Tejo são 64% dos registados em todo o país, sendo que em Madrid, Paris, Berlim, Roma ou Londres representam menos de 25%.

No fim de semana estiveram proibidas as saídas da Área Metropolitana de Lisboa por causa do aumento de número de casos na região. Em Madrid ou Paris números baixos dão mais liberdades.
© MÁRIO CRUZ/LUSA

A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou ontem mais 484 novos casos de covid-19, o que representa 64% de todas as novas infecções registadas em Portugal (756). Isso coloca a capital portuguesa numa situação oposta a outras grandes capitais europeias, como Madrid, Paris, Roma ou Berlim, onde os novos casos representam no máximo 25% dos totais a nível nacional. Até em Londres, apesar do aumento do número de casos por causa da variante Delta que já é dominante em todo o Reino Unido, as infecções são menos de 10% do total do país.

Assim, enquanto nessas capitais já se estão a levantar mais as restrições – em Madrid os espaços nocturnos reabriram ontem à noite, em Paris já não é obrigatório o uso de máscara ao ar livre -, Lisboa corre o risco de voltar a fechar, com a região metropolitana a ficar “cercada” ao fim de semana.

Londres

O número de casos tem vindo a subir desde o início do mês na capital britânica, tal como em todo o Reino Unido por culpa da variante Delta. Ontem, houve mais 1023 casos confirmados em Londres, num total de 10 633 em todo o Reino Unido (um aumento de 31,4% em relação à semana anterior). A capital representa cerca de 9,6% dos novos casos, estando a situação pior no noroeste de Inglaterra.

Na semana entre 10 e 16 de Junho, foram contabilizados 6925 novos casos em Londres (uma média de 989 por dia), numa incidência de 77,3 casos por 100 mil habitantes. Na semana anterior, tinham sido registados 5501 casos, ou seja, 61 por 100 mil habitantes, revelando a tendência para aumentar. Em todo o país, a média diária na semana até 16 de Junho foi de 9778 casos, com uma incidência de 89,3. Ontem houve mais cinco mortes a registar.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tinha previsto levantar as restrições que ainda existem em Inglaterra nesta segunda-feira – como a reabertura de espaços nocturnos e o fim dos limites aos contactos sociais. Mas ainda na semana passada anunciou que tal não iria acontecer – também está suspensa a abertura no País de Gales, na Irlanda do Norte e na Escócia. A situação será reavaliada a 19 de Julho. Ainda assim, houve alguma abertura: já se podem realizar casamentos com até 30 convidados (em mesas de seis).

Quase 82% da população adulta já levou a primeira dose da vacina e 60% já apanhou a segunda dose. O governo britânico está a estudar a hipótese de cortar os dias de quarentena para as pessoas que voltem de destinos na lista amarela (como é o caso de Portugal), nomeadamente para quem já está totalmente vacinado, mas ainda não foi tomada uma decisão.

Madrid

A Comunidade de Madrid contabilizou ontem mais 143 casos, sendo que destes 102 foram detectados nas 24 horas anteriores (os dados estão constantemente a ser actualizados para incluir casos anteriores). Há uma semana (à segunda-feira o número de casos tende a ser inferior ao normal por haver menos testagem ao domingo), tinham sido contabilizados só 72.

Em todo o país foram contabilizadas nas últimas 24 horas 831 infecções, pelo que os casos em Madrid representam 12,3% dos totais. Canárias e Catalunha registaram mais casos no boletim de ontem. A incidência acumulada de casos novos por 100 mil habitantes a sete dias é de 42,13 em Espanha e 35,40 em Madrid.

Com estes números, a capital espanhola avança com o desconfinamento, tendo os bares e discotecas voltado a abrir ontem à noite – estavam fechados desde Agosto de 2020. Ainda assim com restrições: só podem abrir as pistas de dança no exterior e ficar abertas até às 03h00, havendo também limite de lotação. A partir de sábado, em todo o país, está previsto levantar a obrigatoriedade do uso de máscaras no exterior. Nas discotecas, para dançar, é preciso usar máscara.

Em Espanha, quase 50% da população já levou a primeira dose da vacina e 30,4% já tem as duas doses. Em Madrid, já foi aberta a vacinação aos maiores de 43 anos.

Berlim

Na Alemanha, a média do número de casos a sete dias é de 7127 e a taxa de incidência é de 8,6. Em Berlim a situação é ainda melhor, com uma média de 274 casos por dia na última semana (3,8% do total nacional) e uma incidência de 7,5 – há uma semana era de 15,4. No boletim de ontem, o Instituto Robert Koch contabilizou 346 novos casos em todo o país (o número mais baixo desde Agosto, sendo que na segunda-feira anterior tinham sido reportadas 549 infecções) e apenas um deles em Berlim.

Houve ainda dez mortes por covid-19.

As autoridades da capital recomendam manter a distância de segurança e limitam ajuntamentos a dez pessoas de cinco agregados familiares, sendo que não entram nestas contas pessoas que já estejam totalmente vacinadas ou que já tenham tido covid-19. São recomendados testes antes de encontros com pessoas fora do agregado familiar. Já há um aliviar do uso de máscara no espaço exterior (excepto em zonas onde seja impossível manter a distância), mas nos transportes e nas lojas, a máscara usada deve ser do tipo FFP2.

Desde 7 de Junho, que qualquer pessoa com mais de 12 anos se pode inscrever para ser vacinada na Alemanha. Mais de 50% dos alemães já levaram pelo menos uma dose da vacina (51,4% dos habitantes no caso de Berlim) e 31,1% já estão totalmente vacinados (29,5% na capital alemã).

Paris

A máscara deixou de ser obrigatória em França nos espaços exteriores na semana passada (a multa por não a usar chegava aos 135 euros) e acabou o recolher obrigatório (mais cedo do que o previsto), com os números de novas infecções a cair desde Abril. Até 17 de Junho (último dia para o qual há dados), a média diária a sete dias de novos casos foi de 2561 no país, 631 na região de Île-de-France (que inclui Paris), ou seja, 24,6% do total, e 121 só na capital (4,7%) – ainda assim o valor mais elevado em França. Há mais 40 mortes.

Apesar disso, outras restrições mantêm-se, como o fecho das discotecas, o uso de máscara em espaços fechados ou a limitação do número de pessoas que podem estar dentro de lojas ou restaurantes. Quase 50% da população já foi vacinada com uma dose e 27,3% com as duas (26,6% em Paris), sendo obrigatório apresentar o passe covid (que diz quem está vacinado ou quem fez o teste nas 48 horas anteriores) em eventos com mais de mil pessoas.

Roma

Toda a Itália, com uma única excepção, está na zona branca do quadro de risco, o cenário menos grave numa escala que inclui o amarelo, o laranja e o vermelho. O vale de Aosta, nos Alpes, é a única região a amarelo e as previsões é que passe a branco já na próxima semana. Desde meados de Abril que os casos em Itália estão em queda. A região de Lazio, onde se encontra a capital, está longe de ser aquela onde mais casos diários são registados. No boletim de ontem, quando Itália contabilizou mais 495 casos, apenas 71 foram registados na região de Lazio, ou seja, 14,3%. A região com mais casos neste dia (85) foi a Sicília. Houve ainda 21 mortes em todo o país

Para estar na zona branca é preciso ter menos de 50 casos por 100 mil habitantes durante três semanas consecutivas. No nível mais baixo de risco, as únicas restrições que existem prendem-se com a necessidade de distanciamento social e o uso de máscara em espaços fechados ou no exterior, se houver muita gente, sendo que esta última medida já está a ser repensada. O recolher obrigatório também já não se aplica no país. Para evitar novos contágios, os italianos reintroduziram a obrigatoriedade de quarentena de cinco dias para quem chega do Reino Unido, devido ao aumento de casos neste país.

susana.f.salvador@dn.pt

Diário de Notícias

 

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