759: Portugal regista mais 625 casos em 24 horas. Não há registo de mortes

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Há mais 15 pessoas internadas com covid-19 nas últimas 24 horas, são 340, no total, indica o relatório diário da DGS. R(t) cresce para 1,09 a nível nacional e 1,10 se tivermos em conta só o território continental. Incidência também regista um aumento.

© COVID-19. EPA/DIEGO AZUBEL

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 625 casos de infecções, não tendo sido registadas mortes por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira, 14 de Junho.

Nesta altura, estão hospitalizadas 340 pessoas, ou seja, mais 15 em relação ao que foi reportado no domingo. Em unidades de cuidados intensivos o número de doentes desce para 77 (menos cinco face ao dia anterior).

O índice de transmissibilidade, R(t), passa de 1,07 para 1,09 a nível nacional e de 1,08 para 1,10 se só tivermos em conta o território continental. Incidência também regista um aumento.

A taxa de incidência a 14 dias está agora em 84,5 casos de infecção por SARS-CoV-2 por 100 000 habitantes em Portugal e 83,4 infectados por 100 mil habitantes no território continental.

© DGS

Nova actualização da pandemia mostra que Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com mais novos casos de covid-19 (401), representando 64,16% do total nacional de novas infecções.

A região Norte surge logo a seguir com mais 124 diagnósticos de covid-19. Confirmaram-se mais 34 casos no Algarve, 28 no Centro e 10 no Alentejo. Registaram-se mais 25 novas infecções nos Açores e três na Madeira.

© DGS

No total, desde o início da pandemia, Portugal confirmou 858.072 casos de infecção pelo novo coronavírus, 17.047 óbitos e 815.622 recuperados, dos quais 280 foram reportados em 24 horas.

Desta forma, Portugal tem agora 25.403 casos activos, o que representa um aumento de 345 face ao dia de ontem.

Relatório da DGS indica também que há mais 578 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde elevando para 30.375 o número total.

“O Certificado Digital é um grande passo para uma recuperação segura”, diz Costa

Nesta segunda-feira, no Parlamento Europeu, foi assinado o regulamento do certificado digital Covid-19 da UE. “Temos agora a oportunidade de viajar em liberdade e em segurança, mas sempre respeitando as normas de segurança, porque é preciso continuar a combater esta pandemia”, declarou o primeiro-ministro, António Costa, nas instalações do Parlamento Europeu, em Bruxelas, durante a cerimónia de assinatura do regulamento que enquadra o certificado digital covid-19, que a UE quer que entre em vigor este verão.

O documento, comprovativo da testagem (negativa), vacinação ou recuperação do vírus SARS-CoV-2, entrará em vigor na UE a tempo do verão e António Costa classificou-o por isso como um “passo muito importante” com vista à retoma das viagens.

“É um passo importante para dar força à nossa economia e à nossa recuperação”, frisou o responsável, em representação da presidência portuguesa da UE.

Mas apesar deste “renovado sentimento de confiança” para as viagens no espaço comunitário, o primeiro-ministro insistiu ser necessário manter regras como as de higiene, “mesmo depois da vacinação”.

O primeiro-ministro disse no Twitter que “o Certificado Digital COVID-19 da UE é um grande passo para uma recuperação segura”

O Parlamento Europeu aprovou na passada quarta-feira a adopção do certificado digital covid-19, que permitirá aos cidadãos comunitários já vacinados, recuperados de uma infecção ou testados viajar sem restrições dentro da União Europeia a partir de 1 de Julho.

Depois de, em meados de maio, os negociadores da presidência portuguesa do Conselho da UE e do Parlamento Europeu terem chegado a um acordo político sobre o certificado, proposto pela Comissão Europeia em Março passado, a aprovação pela assembleia do texto do compromisso que enquadra juridicamente o documento abre caminho à sua entrada em vigor na data prevista e por uma duração de 12 meses.

Em Portugal, os primeiros certificados digitais covid-19 para cidadãos nacionais deverão começar a ser emitidos a meio desta semana pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, disse fonte governamental à Lusa no domingo.

Concebido para facilitar o regresso à livre circulação dentro da UE, este ‘livre-trânsito’, que deverá ser gratuito, funcionará de forma semelhante a um cartão de embarque para viagens, em formato digital e/ou papel, com um código QR para ser facilmente lido por dispositivos electrónicos, e que seja disponibilizado gratuitamente, e na língua nacional do cidadão e em inglês.

No quadro da implementação deste certificado europeu, prevê-se que os Estados-membros não voltem a aplicar restrições, quando mais de metade dos europeus já recebeu a primeira dose da vacina contra a doença covid-19, a não ser que a situação epidemiológica o justifique, mas caberá sempre aos governos nacionais decidir se os viajantes com o certificado terão de ser submetidos a quarentenas, a mais testes (por exemplo, além dos de entrada) ou a requisitos adicionais.

Entretanto, os Estados-membros têm de desenvolver as infra-estruturas técnicas e garantir a interoperabilidade dos sistemas de reconhecimento do certificado.

Governo britânico deve adiar por um mês o desconfinamento e acelerar a vacinação

Também esta segunda-feira, meios de comunicação britânicos noticiaram que a última fase de desconfinamento, que estava prevista para 21 de Junho, deverá ser adiada para 19 de Julho em Inglaterra. O primeiro-ministro britânico anuncia hoje a decisão oficial em conferência de imprensa.

Boris Johnson deve adiar por um mês a última fase de desconfinamento em Inglaterra, avança esta segunda-feira a Sky News. A estação de televisão cita fontes do Governo para noticiar que o desconfinamento no país só deverá acontecer a 19 de Julho. Inicialmente estava agendado para 21 de Junho.

A opção de adiar o levantamento das restrições estará relacionada com a necessidade de aumentar o número de pessoas vacinadas contra a covid-19, pelo que deverá ser anunciada uma campanha para acelerar o processo de vacinação.

Esta medida também servirá para dar mais tempo aos especialistas estudarem a variante Delta do SARS-CoV-2, vírus responsável pela covid-19.

De acordo com a Sky News, este atraso de quatro semanas no levantamento das medidas restritivas em Inglaterra vai reflectir-se nos pubs, que vão continuar limitados ao serviço de mesa e com o distanciamento físico. Também os teatros e as salas de espectáculos vão funcionar, mas com 50% da lotação, sendo que as discotecas deverão permanecer fechadas. O teletrabalho continuará a ser recomendado.

Diário de Notícias
DN
14 Junho 2021 — 14:53

 

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687: Vai haver passaporte covid já em Junho. Portugal testa no fim do mês

 

SAÚDE/PASSAPORTE COVID

Certificados Verdes Digitais prontos já em Junho, ficam à espera da aprovação legislativa. Fontes comunitárias explicam o processo “seguro e escalável” entre países com gateway sediada no Luxemburgo. Certificado poderá ser partilhável entre países e, se cada Estado quiser, usado em concertos. Há 1 milhão de euros para apoio à infra-estrutura. Explicamos o funcionamento previsto.

O Certificado Verde Digital europeu
Foto DR

Os Certificados Verdes Digitais (CVD) – os passaportes covid europeus que servirão como base para facilitar a circulação e cujo nome se deve “a circulação permitida, ou seja, verde” – já estão a ser ultimados do ponto de vista técnico pela Comissão Europeia e a partir de Junho, assim que a legislação seja aprovada, podem ser de imediato postos em prática em cada país. Fontes comunitárias indicaram ao Dinheiro Vivo que para que isso aconteça os testes à plataforma base (escalável pelos países, segura e em open source) que vai permitir que todo o sistema dos CVD funcione, começam já a ser feitos em Maio.

Portugal está no segundo grupo de países que terá testes a decorrer no final deste mês no que se espera que seja um processo rápido e encriptado.

Na prática, para que tudo funcione a nível europeu a tempo do verão, permitindo simplificar o acesso à informação de cada cidadão para facilitar as deslocações entre países (se já foi vacinado, se recebeu teste PCR negativo ou se recuperou de covid) existem três plataformas para este ecossistema que está agora a ser criado antes dos últimos pormenores legislativos, para haver tempo de “salvar” o verão a nível de turismo. São eles: a app para os cidadãos, a app de verificação (para as entidades competentes) e o sistema para passar os certificados.

Como funcionará o sistema?

Os certificados (passaportes covid) europeus são gerados quando os cidadãos os pedem e fazem uso dos sistemas de informação já existentes do Serviço Nacional de Saúde de cada país onde já estará o registo de quem foi vacinado, testado ou teve covid – em alguns Estados membro são emitidos automaticamente, não é necessário qualquer pedido (não deve ser o caso nacional).

Tudo indica poderão ser emitidos por hospitais, centros de testes e autoridades de saúde e em alguns países também será em farmácias.

Os cidadãos vão depois ter acesso ao certificado em papel ou no formato digital (na app) e mostram-nos sempre que as autoridades com apps para os ler os solicitam, neste caso para viagens (não substitui os documentos de identificação), mas pode ser usado noutras circunstâncias – a decisão será de cada Estado membro. O código QR gerado contém informações essenciais, bem como um selo digital, para garantir a autenticidade do certificado.

Uma das hipóteses é o uso para concertos ou festivais de música, por exemplo – aí os organizadores têm de solicitar acesso às apps de verificação (e respectivas chaves públicas de acesso) ou a pessoas autorizadas para verificar os certificados.

O Certificado Verde Digital europeu no seu aspecto final (à esquerda a versão e papel e direita a versão de app para iOS ou Android)
© DR

Certificado de vacinação dá para seis meses

Há ainda grandes dúvidas sobre a eficácia no tempo das vacinas. Ainda assim os responsáveis comunitários que ouvimos admitem que, para já e seguindo as indicações da autoridade de saúde europeia, quem for vacinado deverá ter cerca de seis meses para viajar, mas tudo pode mudar dependendo de novos dados e da legislação que for aprovada.

Já sobre as viagens de crianças ou adolescentes com menos de 18 anos, a exigência de testes ou vacinação dependerá de cada Estado. Certo é que se for preciso certificado, os pais podem ter o certificado dos filhos (em app ou em papel).

O CVD também funcionará para países que exigem testes PCR não só para quem entra no país, mas também novos testes se lá continuarem cinco depois – como está já a acontecer em Itália. Para isso, ao fazerem o teste PCR em entidades autorizadas isso deverá ser actualizado pelos sistemas centralizados no certificado daquela pessoa.

Ecossistema das apps por país. E Portugal?

Haverá a app para os cidadãos (iOS e Android), que será local – cada país terá a sua (França irá usar, por exemplo, integrado na sua app de rastreio de covid). Portugal pode usar um “template” de software europeu já criado para que a app fique activa rapidamente (qualquer pessoa também pode usar o QR Code numa folha de papel). Ou seja, as chamadas carteiras digitais embutidas, por exemplo, no sistema operativo iOS (iPhone) e usadas para bilhetes de avião não servem.

Ainda assim, não se sabe se esse tipo de app está a ser já pensada. O Dinheiro Vivo pediu esclarecimentos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Saúde mas não obteve resposta em tempo útil.

Depois, há a app de verificação também para Android ou iOS (que faz scan ao código QR da app ou da folha de papel) será só para quem esteja autorizado (polícias e entidades públicas ou aeroportuárias, por exemplo) e serve apenas para verificar os certificados apresentados. Neste caso deverá haver uma app de referência europeia para descodificar o código QR e que verifica depois a informação encriptada (com acesso às chamadas chaves públicas).

1 milhão de euros para apoiar estrutura

Por último, existe um template de software (um portal online) para cada Estado membro passar os Certificados Verdes, havendo nesta questão apoio técnico disponível para se ligarem e entrarem no chamado Gateway da União Europeia – onde os certificados são registados, encriptados e transformados no código QR. O código para estes três templates foram criados com a contribuição de vários Estados membro e a UE tem ainda um milhão de euros para apoiar na infra-estrutura em cada Estado membro.

A Gateway foi feita em regime de open source (com código aberto e disponível na plataforma Github para maior transparência) e estará no centro de dados da Comissão Europeia no Luxemburgo – a funcionar na primeira semana de junho. O sistema foi desenvolvido por duas empresas alemãs, SAP e T-Systems (grupo Deutsche Telekom) até para não criar problemas com o RGPD (Regulamento Geral de Protecção de Dados), que tem uma malha mais apertada contra empresas norte-americanas desde o ano passado.

A CE garante segurança, que nenhum dado pessoal será exposto ou transaccionado (e aí depende da tal encriptação centralizada na Gateway) e aposta forte em templates fáceis de serem adaptados por qualquer país.

Certificado partilhável entre países

Da mesma forma como é possível disponibilizar o sistema de verificação de certificados para certos eventos (a app e as chaves públicas), está já a ser planeada cooperação entre países para que o certificado europeu funcione também no Reino Unido ou mesmo nos EUA, por exemplo. Fontes comunitárias garantem que tecnicamente essa possibilidade é fácil e rápida, dependerá depois de acordos feitos. O CVD funcionará à partida nos 27 da UE e ainda na Islândia, Liechtenstein, Noruega (há já acordos com a Suíça).

A CE tem já um site em português sobre o Certificado e os dados do código de todo o sistema também já estão disponíveis em open source na plataforma Github.

João Tomé é jornalista do Dinheiro Vivo

Diário de Notícias
João Tomé
02 Maio 2021 — 01:11

 

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