818: Portugal no vermelho: taxa de incidência dispara e há mais de 500 internados

SAÚDE/COVID-19/INFECTADOS/MORTOS/R(t) NO VERMELHO

Portugal registou nas últimas 24 horas 902 novos casos e duas mortes por covid-19. Há agora 32.071 casos activos em Portugal., o maior número desde 24 de Março

© MÁRIO CRUZ/LUSA

De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (28 de Junho), há agora 502 pessoas hospitalizadas (mais 25 que no dia anterior), ultrapassando a barreira dos 500 pela primeira vez desde 6 de Abril. Deste total, 115 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos (menos um que no domingo).

Mais de metade dos 902 novos casos foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo (509), seguindo-se Norte (203), Algarve (100) e Centro (45).

Quanto às mortes, uma ocorreu em Lisboa e Vale do Tejo e a outra a Norte.

O número de casos activos neste momento, em Portugal, é de 32.071, o que representa um aumento de 292 infecções activas face ao dia anterior e o maior número de infecções activas dos últimos três meses (desde 24 de Março). O número de recuperados nas últimas 24 horas é de 608.

A taxa de incidência em Portugal Continental continua a subir de forma considerável e é agora de 161,7 casos por 100 mil habitantes – 158,5 a nível nacional (Madeira e Açores incluídos) -, quando na actualização anterior se situava nos 138,7 (e 137,5 a nível nacional).

O índice de transmissibilidade – R(t) – desceu ligeiramente: está nos 1,13 a nível nacional e nos 1,14 no território continental. Uma conjugação que não deixa dúvidas quanto à situação do país na matriz definida para gerir o plano de desconfinamento: Portugal está no vermelho.

Nos concelhos de baixa densidade populacional, que representam mais de metade do território continental, a linha vermelha que obriga os municípios a recuar no plano de desconfinamento está fixada nos 480 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias e os restantes concelhos ficam sob alerta quando ultrapassarem os 240 casos por cem mil habitantes no mesmo período.

Em Portugal, morreram até hoje 17.086 pessoas e foram confirmados 875.449 casos de infecção por covid-19, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Governo diz que o Supremo decidiu a seu favor sobre restrições à circulação na AML

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) decidiu a favor do Governo em duas intimações urgentes contra medidas de restrição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), disse esta segunda-feira à agência Lusa fonte do executivo.

Segundo a mesma fonte do Governo, o STA “concluiu que as medidas não padecem de inconstitucionalidade, têm o devido suporte legal e respeitam o princípio da proporcionalidade”.

“Consequentemente, julgou as duas intimações improcedentes por não se verificar a violação de direitos, liberdades e garantias invocada pelos requerentes”, acrescentou.

As duas intimações contra as restrições aplicadas pelo Governo à circulação na AML, como medida de contenção da covid-19, foram apresentadas ao STA pelo presidente do Chega, André Ventura, e por um grupo de cidadãos.

Na quinta-feira, o presidente do Chega anunciou que o partido pretendia apresentar uma intimação junto do STA.

“Estas restrições são absurdas e hoje [quinta-feira], logo após o Conselho de Ministros e serem conhecidas as novas medidas do Conselho de Ministros, o Chega voltará ao STA, agora pegando nas medidas concretas que forem apresentadas para procurar determinar a sua inconstitucionalidade e a sua ilegalidade”, afirmou então o deputado.

Nesse mesmo dia, o Governo tinha anunciado a decisão de manter a proibição de circulação de e para a AML este fim de semana – entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 desta segunda-feira – tal como já aconteceu entre 18 e 21 de Junho, salvo as excepções previstas na lei.

No entanto, ao contrário do que aconteceu na semana passada, neste fim de semana as pessoas com um certificado digital em como têm a vacinação contra a covid-19 completa ou em como recuperaram da doença nos últimos meses, poderiam passar.

Também passou a ser possível sair ou entrar na AML com um teste PCR (feitos nas últimas 72 horas) ou de antigénio (feito nas últimas 48 horas).

Em declarações aos jornalistas na quinta-feira, no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que estas medidas pretendem “a contenção” da variante ‘delta’ do coronavírus no resto do país, uma vez que a incidência é maior na AML, devido a vários factores.

A AML tem todos os seus 18 municípios sujeitos a medidas mais restritivas de desconfinamento, com destaque para Lisboa e Sesimbra.

Na quinta-feira, Lisboa juntou-se a Sesimbra e deu um passo atrás no processo de desconfinamento por estar em “risco muito elevado”, com uma taxa de incidência de covid-19 superior a 240 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias.

Os restantes 16 municípios da AML encontram-se em “risco elevado” de incidência da covid-19, por terem 120 casos por 100 mil habitantes.

São eles Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Alemanha puxa do ‘travão de emergência’ face a Portugal

A Comissão Europeia disse esta segunda-feira (28) que a interdição a viagens não essenciais para Portugal adoptada pela Alemanha se integra no chamado “travão de emergência” previsto na decisão do Conselho da União Europeia (UE) sobre turismo no âmbito da covid-19.

Fomos informados pelas autoridades alemãs da decisão de considerar Portugal como uma área de variante de vírus, o que vem no contexto do travão de emergência que está previsto na recomendação do Conselho“, disse o porta-voz do executivo comunitário para a Justiça na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

Este ‘travão de emergência’ permite aos Estados-membros o endurecimento de medidas para travar a progressão do vírus SARS-Cov-2.

“Nesta fase, é importante que a recomendação do Conselho continue a ser a bússola orientadora para todos os Estados-membros neste contexto”, salientou.

As autoridades sanitárias da Alemanha colocaram Portugal na ‘lista vermelha’, uma decisão que vigorará a partir desta terça-feira e que obrigará todos os viajantes provenientes do território português a uma quarentena de 14 dias.

Diário de Notícias
DN
28 Junho 2021 — 14:46

 

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715: O dia com mais casos desde 22 de Abril. R(t) e incidência a subir

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Boletim da DGS regista, esta quarta-feira, 594 novos casos de infecção e 1 morte. Há 233 pessoas internadas, menos quatro que ontem.

© Rita Chantre / Global Imagens

Portugal registou esta quarta-feira 594 novos casos de infecção e 1 morte, de acordo com o balanço da DGS relativo aos efeitos da pandemia de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas. É o dia com mais casos desde 22 Abril, data em que se registaram 636 contágios.

233 pessoas estão internadas, menos 4 que ontem. Deste total, 53 doentes estão nos cuidados intensivos, mais um que no dia anterior.

Quer a incidência, quer o índice de transmissibilidade voltaram a subir. Este último, o R(t), está agora em 1,07 (considerando todo o país e apenas o território continental). Estava em 1,06 há dois dias, na última actualização destes dados.

A incidência no continente está agora nos 54,4 casos por 100 mil habitantes (estava em 52,5 há dois dias). A nível nacional está nos 57,8 casos por 100 mil habitantes, uma subida de mais de três pontos face à última segunda-feira.

© DGS

Há agora 22.347 casos activos de covid-19 em Portugal, mais 176 que no dia anterior. Mais 417 pessoas recuperaram da doença, para um total de 807.065 recuperados.

No total, Portugal já registou 846 434 casos de infecção por SARS-CoV-2 e 17 022 óbitos em resultado da covid-19.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de contágios – 280, uma percentagem de 47,1% do total. Na região Norte há 185 novos casos, no Centro 64, no Algarve 18 e no Alentejo 13.

Nos Açores foram contabilizados 26 novos casos nas últimas 24 horas, enquanto na Madeira foram oito. Foi nesta região autónoma que ocorreu o único óbito por covid-19 das últimas 24 horas.

Governo anuncia alargamento da vacinação a maiores de 40 e 30 anos “a nível nacional”

O Governo anunciou que decidiu acelerar a vacinação contra a covid-19 “a nível nacional”, e não apenas em Lisboa, alargando-a a maiores de 40 e 30 anos a partir de 06 e 20 de Junho.

Numa mensagem publicada na conta oficial do Governo na rede social Twitter, no final da noite de terça-feira, o executivo escreveu que, devido ao “bom ritmo do Plano de Vacinação Anti-COVID19 e da disponibilidade de vacinas, foi decidida a aceleração da vacinação a nível nacional”.

O Governo precisou ainda que “o alargamento da vacinação a novas faixas etárias” vai arrancar a partir de 06 de Junho para “pessoas com mais de 40 anos” e, a partir do dia 20, para “pessoas com mais de 30 anos”, “em todo o território continental”.

Na terça-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, tinha anunciado que a vacinação contra a covid-19 ia ser acelerada em Lisboa e Vale do Tejo, nas faixas dos 40 e 30 anos, na sequência de um aumento das infecções.

O anúncio da abertura da vacinação a nível nacional para estas faixas etárias surgiu horas depois de o presidente da Câmara do Porto ter exigido um tratamento equitativo para todo o país, acusando o Governo de beneficiar “o infractor”, ao acelerar a campanha na região de Lisboa e Vale do Tejo, devido a um aumento de infecções.

Não pode haver dois países, não pode haver um país e depois haver Lisboa. Tem de haver um único país e nós temos de exigir um tratamento igual para o todo nacional”, afirmou Rui Moreira, numa declaração vídeo publicada na página oficial da Câmara do Porto.

“O que eu queria dizer ao Governo claramente e às autoridades competentes é que nós exigimos um tratamento equitativo para todo o país nesta matéria”, reiterou.

Já depois do anúncio do secretário de Estado, o coordenador da ‘task force’ para a vacinação, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, também confirmou ao jornal Público que o alargamento às faixas etárias dos 30 e 40 anos se fará a nível “nacional”, e não apenas na região de Lisboa.

Gouveia e Melo disse àquele jornal que a vacinação em Lisboa e Vale do Tejo irá, de facto, ser reforçada, por estar atrasada em relação a outras regiões do país, como o Alentejo e o Centro, mas lembrou que isso já está a ser feito no Algarve e adiantou que haverá igualmente um reforço de vacinas no Norte, “mas mantendo a mesma programação etária”.

“O nosso plano é nacional e estamos a recuperar as regiões [percentualmente] mais atrasadas e isto também vai incluir o Norte. A ideia é ter sempre as regiões equilibradas porque é o mais justo. Quando se fala em acelerar, é dar mais vacinas, mas mantendo a mesma programação etária”, assegurou.

Variante detectada na Índia presente em pelo menos 53 países

A variante de covid-19 detectada pela primeira vez na Índia já foi oficialmente sinalizada em 53 territórios, anunciou esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS recebeu ainda informações de fontes não oficiais de que a variante B.1.617 foi detectada em mais sete territórios, elevando o total para 60, de acordo com o relatório semanal de actualização epidemiológica da agência de saúde da ONU, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Segundo a OMS, a chamada “variante indiana” manifesta maior transmissibilidade, mas a gravidade dos casos envolvidos ainda está a ser investigada.

Portugal detectou seis casos daquela variante logo no final de Abril, todos “associados a Lisboa e Vale do Tejo”, segundo o investigador João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Na semana passada, o INSA informou que o número de casos associados a esta variante não ultrapassava a dezena, não havendo ainda transmissão comunitária daquela estirpe no território nacional.

A maior transmissibilidade da nova estirpe, detectada em Outubro, no oeste da Índia, poderá explicar a explosão do número de infectados no país, a braços com uma segunda vaga. O país já ultrapassou as 300 mil mortes desde o início da pandemia.

A nível mundial, o número de novos casos e de mortes por covid-19 continuou a diminuir na semana passada, com mais de 4,1 milhões de novos casos e 84.000 mortes adicionais, representando decréscimos de 14% e 2%, respectivamente, em relação à semana anterior.

A região europeia registou o maior declínio nas infecções e mortes nos últimos sete dias, seguida do Sudeste Asiático.

O número de casos nas Américas, Mediterrâneo Oriental e regiões africanas é semelhante ao da semana anterior.

“Apesar de uma tendência mundial decrescente ao longo das últimas quatro semanas, os casos de covid-19 e de mortes continuam elevados, com aumentos significativos em muitos países”, alertou no entanto a OMS.

Os números mais elevados de novos casos nos últimos sete dias registaram-se na Índia (1.846.055, menos 23% que na semana anterior), Argentina (213.046, mais 41%), Estados Unidos (188.410, menos 20%) e Colômbia (107.590, menos 7%).

Diário de Notícias
DN
26 Maio 2021 — 14:02

 

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710: DGS. Ninguém morreu mas internados aumentam

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O boletim de hoje da DGS revela que ninguém morreu nas últimas 24 horas. No entanto, o número de pessoas está, lentamente, a aumentar.

Enfermeira prepara dose de vacina Pfizer
© EPA/Bienvenido Velasco

Foram registados 523 novos casos de infecção em Portugal nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório deste sábado, 22 de Maio, indica que ninguém morreu nas últimas 24 horas.

Estão agora internadas 210 pessoas (mais três do que ontem), das quais 59 em unidades de cuidados intensivos (mais quatro do que ontem).

A incidência da pandemia está a aumentar visto que o número de novos infectados (+523) é maior do que o número de pessoas dadas como recuperadas (+482)

Geograficamente, 196 das novas infecções foram registadas em Lisboa e Vale do Tejo. No Norte foram 161, no Centro 43, no Alentejo 37, nos Açores 34 e na Madeira 31. O Algarve é onde se registaram menos novas infecções: 21.

Ao todo, desde o início da pandemia, já morreram em Portugal 17.017 pessoas, tendo sido infectadas 844.811.

Pandemia a crescer

Os dados da DGS não actualizam a “matriz de risco”. Como ontem foi noticiado, a pandemia está a crescer novamente em Portugal, segundo um relatório emitido ontem da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Ricardo Jorge (INSA) com a monitorização das linhas vermelhas para a covid-19.

O número de novos casos de infecção por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias foi de 53 casos, com uma tendência ligeiramente crescente a nível nacional.

A mesma tendência é seguida pelo valor do Rt (Índice de Transmissibilidade), que apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,03) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (1,11). “A manter esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência de acumulada a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes, será de 61 a 120 dias e 31 a 60 dias, respectivamente, para o nível nacional e Lisboa e Vale do Tejo”, refere o documento.

No entanto, o número diário de casos de covid-19 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência ligeiramente decrescente, correspondendo a 24% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas.

Paralelamente, a proporção de testes positivos foi de 1,2%, valor que se mantém abaixo do objectivo definido de 4%. No entanto, observou-se um decréscimo do número de testes para detecção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias.

A estimativa do INSA e da DGS revela que a variante britânica tem uma prevalência de casos de 91,2% em Portugal, tendo ainda sido detectados 88 casos da variante sul-africana, 115 da variante brasileira e dez da variante indiana.

No entender das duas entidades, é recomendado que o aumento dos valores do índice de transmissibilidade seja “acompanhado com atenção durante a próxima semana pois pode sinalizar o início de um período de crescimento da epidemia”.

Diário de Notícias

João Pedro Henriques
22 Maio 2021 — 14:05

 

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708: Pandemia volta a crescer em Portugal. Lisboa e Vale do Tejo está com Rt de 1,11

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O número de novos casos de infecção por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias foi de 53 casos, com uma tendência ligeiramente crescente a nível nacional

© MÁRIO CRUZ/LUSA

A pandemia está a crescer novamente em Portugal, revelam as conclusões do mais recente relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Ricardo Jorge (INSA) com a monitorização das linhas vermelhas para a covid-19.

O número de novos casos de infecção por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias foi de 53 casos, com uma tendência ligeiramente crescente a nível nacional.

A mesma tendência é seguida pelo valor do Rt, que apresenta valores superiores a 1 a nível nacional (1,03) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (1,11). “A manter esta taxa de crescimento, o tempo para atingir a taxa de incidência de acumulada a 14 dias de 120 casos por 100 mil habitantes, será de 61 a 120 dias e 31 a 60 dias, respectivamente, para o nível nacional e Lisboa e Vale do Tejo”, refere o documento.

No entanto, o número diário de casos de covid-19 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência ligeiramente decrescente, correspondendo a 24% do valor crítico definido de 245 camas ocupadas.

Paralelamente, a proporção de testes positivos foi de 1,2%, valor que se mantém abaixo do objectivo definido de 4%. No entanto, observou-se um decréscimo do número de testes para detecção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias.

A estimativa do INSA e da DGS revela que a variante britânica tem uma prevalência de casos de 91,2% em Portugal, tendo ainda sido detectados 88 casos da variante sul-africana, 115 da variante brasileira e dez da variante indiana.

No entender das duas entidades, é recomendado que o aumento dos valores do índice de transmissibilidade seja “acompanhado com atenção durante a próxima semana pois pode sinalizar o início de um período de crescimento da epidemia”.

Diário de Notícias
DN
21 Maio 2021 — 18:20

 

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664: Mais quatro mortes e 553 casos. R(t) e incidência descem

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Há mais 596 pessoas que recuperaram da covid-19, segundo os dados da DGS.

Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos
© Artur Machado / Global Imagens

Portugal registou 553 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico desta sexta-feira (16 de Abril) refere também que morreram mais quatro pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

O índice de transmissibilidade, denominado R(t), desde para 1,05 a nível nacional (antes estava a 1,06) e para 1,04 se só tivermos em conta o território continental (a última actualização era de 1,05).

Também desce a incidência da infecção pelo SARS-CoV-2. A nível nacional situa-se nos 71,6 casos por 100 mil habitantes (antes era de 72,4) e no continente é de 68,0 (antes era de 69,0).

© DGS

O boletim diário mostra que o número de internados subiu para 429 (mais seis doentes face ao dia anterior), dos quais 101 estão em unidades de cuidados intensivos (menos oito).

No total, desde o início da pandemia (em Março de 2020), Portugal confirmou 829.911 casos de infecção pelo novo coronavírus, 16.937 óbitos e 787.607 recuperados da doença, dos quais 596 foram reportados nas últimas 24 horas.

Desta forma, o número de casos activos da doença recuou para 25.367 (menos 47 do que ontem).

Das quatro mortes reportadas no relatório desta sexta-feira, duas ocorreram na região Norte, uma em Lisboa e Vale do Tejo e outra no Centro.

O Norte é hoje a região que regista o maior número de novas infecções, com 228 notificações em 24 horas. Verificam-se mais 182 casos em Lisboa e Vale do Tejo, 32 na região Centro, 25 no Alentejo e 23 no Algarve.

Nos Açores, a autoridade de saúde reporta mais 38 infecções enquanto na Madeira foram diagnosticados 25 novos casos de covid-19.

© DGS

A DGS anunciou hoje que “procedeu a uma rectificação da incidência cumulativa de covid-19 a 14 dias por 100 000 habitantes” em relação a Beja, para o período de 31 de Março a 13 de Abril de 2021. Com esta correcção, o concelho vai avançar para a terceira fase de desconfinamento, ao contrário do que foi indicado ontem pelo Governo.

A incidência cumulativa do município é, afinal, de “107 casos por 100 000 habitantes”, abaixo do limite dos 120 casos por 100 000 habitantes, informou a DGS.

Nas medidas anunciadas na quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, Beja estava incluída nos concelhos que não vão passar à fase seguinte do desconfinamento que se inicia na segunda-feira (19 de Abril), por terem “duas avaliações sucessivas em situação de risco”.

Com a saída de Beja do grupo, não prosseguem para a nova fase seis concelhos, mantendo as restrições actualmente em vigor. São eles Alandroal, Albufeira, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela.

Já os municípios de Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior vão regressar na segunda-feira às regras que vigoravam no continente português no início do processo de desconfinamento em curso, iniciado em 15 de Março.

Covid-19 responsável por 70,8% do excesso de mortalidade no primeiro ano de pandemia

Também nesta sexta-feira foram divulgados os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes à mortalidade.

Os números indicam que entre Março de 2020 e Fevereiro de 2021 morreram 134 278 pessoas em Portugal, mais 23 089 do que a média para o mesmo período entre 2015 e 2019.

Do total de mortes, 16 351 (12,2%) foram atribuídas à covid-19, o que representa 70,8% do excesso de mortalidade para o primeiro ano da pandemia que começou com o novo coronavírus detectado em 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

Nos dados referentes à transição de Março para Abril deste ano, o INE nota que o número mortes continua a estar abaixo da média anual para o mesmo período calculada a partir dos números de 2015 a 2019.

Estudo estima 17% da população portuguesa com anticorpos em Março após infecção e vacinação

Foram também conhecidos hoje os resultados do estudo, designado Painel Serológico Longitudinal Covid-19, que analisou a presença de anticorpos para o SARS-CoV-2 em colheitas de sangue feitas entre 1 e 17 de março, em Portugal continental e ilhas, com uma amostra representativa da população portuguesa.

O estudo estima que 13% da população portuguesa teria em Março anticorpos contra o coronavírus da covid-19 após a infecção natural, uma percentagem que sobe para 17% quando incluídas as pessoas vacinadas.

Bruno Silva-Santos, investigador e vice-director do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes, em Lisboa, disse à Lusa que os dados indicam que “a vacinação é a única via em tempo útil para se atingir a imunidade de grupo”, essencial para um regresso à normalidade.

A nível mundial, a infecção pelo SARS-CoV-2 é responsável por mais de 2,98 milhões de mortes, de acordo com o balanço desta sexta-feira da AFP, com base em fontes oficiais.

Mais de 139.008.120 casos de novas infecções foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, indica a agência de notícias.

Diário de Notícias
DN
16 Abril 2021 — 14:03

 

 

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662: R(t) sobe para 1,06 e incidência para 72,4 infectados por 100 mil habitantes

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Boletim epidemiológico da DGS indica que Portugal registou nas últimas 24 horas 684 novos casos de covid-19 e oito mortes, havendo agora 447 doentes internados, dos quais 116 em unidades de cuidados intensivos.

Campanha de vacinação contra a covid-19 em Viana do Castelo
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

No dia em que o parlamento vota o 15º estado de emergência, em contexto de pandemia, Portugal registou, nas últimas 24 horas, 684 novos casos de covid-19. O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta quarta-feira (14 de Abril) refere também que morreram mais oito pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus. Há agora 447 doentes internados, menos 12 do que no dia anterior, sendo este o número mais baixo desde meio de Setembro. Deste total, 116 ainda se encontram em unidades de cuidados intensivos menos dois que na terça-feira.

Nesta quarta-feira, o boletim da DGS destaca-se pela subida da incidência da doença a nível nacional, passando para 72,4 de infectados por 100 mil habitantes, e para 69,0 de infectados por 100 mil no Continente. Quanto ao R(t), e tal como foi referido ao DN na segunda-feira por Carlos Antunes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, está a crescer em média uma centésima por dia, e nesta quarta-feira já está em 1,06 a nível nacional, antes estava a 1.04, e 1,05 no Continente, antes estava a 1,03.

Recorde-se, e como explicou Carlos Antunes ao DN, os valores de incidência e de R(t) indicados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo (INSA) e divulgados no boletim diário da DGS, têm um atraso de alguns dias. Por exemplo, o do R(t), como referiu o especialista que tem acompanhado a modelação da devolução da doença em Portugal, o R(t) já deve estar acima dos 1,11, devendo estar no dia 19 já em 1,18.

De acordo com o boletim da DGS, Portugal soma agora 828.857 casos de infecção desde o início da pandemia e 16.931 óbitos.

Nas últimas 24 horas, há ainda a registar mais 16 casos activos, totalizando agora 25.457 casos. Em vigilância, há apenas mais oito casos, num total e 18.404. A nível dos recuperados, há uma subida significativa, mais 660 casos nas últimas 24 horas, havendo agora 786.469 de infectados curados.

A região do Norte continua a ser a que regista maior número de casos, uma tendência que se mantém desde a semana passada, mais 265 casos e três óbitos. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com mais 188 casos e cinco óbitos, depois destaca-se a região do Algarve com mais 66 casos – na terça-feira tinha registado apenas 13 casos – mas sem qualquer óbito. A região do Centro registou também 66 novos casos e a do Alentejo mais 43, ambas sem óbitos.

Governo decide amanhã o que vai fazer

Amanhã, Portugal fica a saber se a próxima fase do plano de desconfinamento, que começa a 19 de Abril, vai manter-se, tendo em conta a actual situação epidemiológica. Isso mesmo disse a ministra da Saúde. Após a reunião de ontem no Infarmed, em Lisboa, Marta Temido remeteu a decisão de uma eventual alteração para a reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira.

Marta Temido deixou claro que o Governo “vai apreciar todos os números” da evolução da infecção em Portugal. “Estes dias que estamos a viver são decisivos para que se consolidem tendências num sentido ou noutro e para que possamos tomar decisões na quinta-feira para o período que vem a seguir ao dia 19, para o qual estava previsto um conjunto de decisões, mas a nossa estratégia gradual poderá ter paragens ou avanços”, observou.

“Seria prudente esperar antes de continuar a aliviar medidas”

Ao DN, a médica pneumologista Raquel Duarte, que integrou a equipa que elaborou a proposta de desconfinamento pedida pelo governo, diz que o momento é de alerta e que se deve dar “passos seguros”.

“Devemos dar passos mais pequenos, mas seguros, que não prejudiquem o que se conseguiu até agora”, defendeu, após ter ouvido os colegas especialistas na reunião de ontem no Infarmed. Raquel Duarte considera que é preciso “ser prudente e esperar algum tempo antes de continuar o aliviar das medidas restritivas e de se abrir mais sectores”

UE compra mais 50 milhões da vacina da Pfizer

Entretanto, esta quarta-feira, a presidente da Comissão Europeia anunciou a compra de mais 50 milhões de doses da vacina da Pfizer, elevando para 250 milhões o total para entrega neste segundo trimestre, após problemas com o fármaco da Janssen.

De referir que o regulador de medicamentos norte-americano recomendou uma pausa na administração da vacina da farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, após a detecção de coágulos sanguíneos em seis mulheres vacinadas.

Ursula von der Leyen, presidente do executivo comunitário, anunciou que, “mais uma vez”, o Bruxelas “chegou a acordo com a BioNTech/Pfizer para acelerar a entrega de vacinas, num total de 50 milhões de doses adicionais que serão entregues no segundo trimestre, com início em Abril”.

De acordo com von der Leyen, “estas doses serão distribuídas proporcionalmente à população entre todos os Estados-membros, o que ajudará substancialmente a consolidar o desenvolvimento das campanhas de vacinação”.

Esta aquisição foi anunciada no dia em que o jornal La Stampa, que cita uma fonte do ministério da Saúde italiano, a dar conta de um “acordo” com a Comissão Europeia e “líderes de muitos países”, para que não haja renovação dos contratos com a AstraZeneca e a Johnson & Johnson, cujas respectivas vacinas se encontram em análise pelos reguladores da UE e dos EUA, por suspeitas de reacções adversas.

Contactada esta manhã pelo DN para reagir à notícia, o porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, escusou-se a “comentar questões contratuais”, mas não fechou a porta a qualquer das opções. Pelo contrário, afirma que todas as possibilidades “estão em aberto”.

Diário de Notícias
DN
14 Abril 2021 — 14:36

 

 

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