729: Cuidadores informais recebem, em média, 310 euros por mês

 

SAÚDE/CUIDADORES INFORMAIS

guvo59 / Pixabay

As pessoas que detêm o Estatuto do Cuidador Informal e que residem nos 30 concelhos-piloto estão a receber, em média, 310 euros por mês.

O Ministério da Segurança Social revelou ao Jornal de Notícias que as 976 pessoas que detêm o Estatuto do Cuidador Informal (ECI) e que residem nos 30 concelhos-piloto recebem, em média, um apoio no valor de 310,30 euros por mês.

“Há famílias a receber 300 euros, mas há outras a receber 200 euros. É um valor baixo, porque há muitas famílias que estão a viver só de complementos”, disse ao diário a vice-presidente da Associação Nacional de Cuidadores Informais (ANCI), Maria dos Anjos Catapirra.

O subsídio tem um valor máximo de 438,81 euros e será alargado ao resto do país. Matosinhos, Penafiel, Amadora e Portimão são os concelhos onde foram apresentados mais pedidos durante o período de um ano em que vigorou o projecto.

Nos 30 concelhos abrangidos pelo projecto-piloto, os cuidadores têm direito ao reconhecimento do estatuto e a um apoio financeiro pelos cuidados prestados. O JN esclarece que os cuidadores que recebam pensões de velhice não se podem candidatar.

“Há um leque muito grande de pessoas que não está a ser contemplado e a larga maioria são idosos“, disse Maria dos Anjos Catapirra.

Até 31 de maio, o Ministério da Segurança Social atribuiu o estatuto a 3562 pessoas, das quais 976 nos 30 concelhos-piloto.

ZAP ZAP //

Por ZAP
4 Junho, 2021

 

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647: Cuidadores informais com apoio privado para testes do covid

 

SAÚDE(VACINAS/CUIDADORES INFORMAIS

No programa da Missão Continente estão abrangidas 70 famílias de cuidadores informais no território continental português, um total de cerca de 220 pessoas e 4000 testes a serem efectuados entre Março e Julho

© Carlos Alberto / Global Imagens

A Missão Continente vai financiar um programa para testar cuidadores informais de todo o país.

O programa “Famílias Seguras”, promovido pelo Centro de Testes de Ciências e pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em parceria com a Associação Nacional de Cuidadores Informais, permitirá testar centenas de cuidadores informais à covid-19 durante quatro meses, recorrendo a testes de saliva.

A Missão Continente vai financiar cerca de 2700 testes, ou seja, o rastreio de cerca de 40 famílias.

Actualmente, estão abrangidas 70 famílias de cuidadores informais no território continental português, um total de cerca de 220 pessoas e 4000 testes a serem efectuados entre Março e Julho, podendo posteriormente alargar-se a mais famílias de todo o país.

O rastreio será feito através de testes semanais em amostras de saliva, colhidas em casa pelos próprios participantes e enviadas para testagem no Centro de Testes de Ciências.

Segundo os dados da Eurocarers, há 1,1 milhões de Cuidadores Informais em Portugal, número que terá aumentado durante a pandemia. As pessoas cuidadas pertencem muitas vezes a grupos de risco para a covid-19, com pior prognóstico da doença, surgindo neste cenário o dilema de precisarem do respectivo Cuidados Informal, ao mesmo tempo que seria preferível a ausência de contacto social.

“A missão da Faculdade é expandir o conhecimento e transferi-lo para a sociedade. Com esta iniciativa colocamos a nossa capacidade de inovação e colaboração ao serviço duma população vulnerável e que carece de muitos apoios”, explica Luís Carriço, director da Ciências Universidade de Lisboa Lisboa, acrescentando ainda que “este é um excelente exemplo de cooperação entre a academia, a sociedade civil, empresas e instituições”.

Sílvia Artilheiro Alves, presidente da ANCI, acredita que “a inclusão dos cuidadores informais neste projecto trará benefícios aos próprios cuidadores e respectivos agregados familiares; mas também trará benefícios a todos os outros cuidadores, no sentido do reconhecimento, possibilitando uma sensação de confiança e segurança, tendo em conta a vigilância activa do programa”.

“Este é um projecto que muito nos orgulha”, diz Ricardo Dias, coordenador do CT Ciências ULisboa, acrescentando que “temos o dever de cuidar de quem cuida”. “Ao fazê-lo damos também um sinal aos nossos alunos do papel vital que a Ciência pode ter na participação cívica e melhoria da sociedade”, referiu.

Diário de Notícias
DN
01 Abril 2021 — 19:40

 

 

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