891: Em carta aberta, médicos e farmacêuticos manifestam-se contra medidas de confinamento

SAÚDE/COVID-19/CONFINAMENTO/CARTA ABERTA

Os 20 signatários fazem um retrato da actual situação no país afirmando que nos últimos 14 dias (até 08 de Julho), a taxa de mortalidade da covid-19 foi de 0,03 por 100 mil habitantes, contra uma taxa de mortalidade por outras doenças e causas de morte de 2,7 por 100.000.

O patologista Germano de Sousa é um dos signatários da carta aberta.

Médicos e farmacêuticos manifestaram-se numa carta aberta, divulgada esta sexta-feira, contra a tomada de “medidas extraordinárias de confinamento” para combater a pandemia, alertando que produzem efeitos “mais gravosos” para a sociedade do que a covid-19.

Na carta, divulgada por alguns órgãos de comunicação, os 20 signatários fazem um retrato da actual situação no país afirmando que nos últimos 14 dias (até 08 de Julho), a taxa de mortalidade da covid-19 foi de 0,03 por 100 mil habitantes, contra uma taxa de mortalidade por outras doenças e causas de morte de 2,7 por 100.000.

“A média de doentes internados por covid-19 foi de 528,7, num total de cerca 21 mil camas do SNS, em que 17.700 foram dedicadas à covid-19”, sublinham os signatários, entre os quais estão a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, o patologista Germano de Sousa, o médico de saúde pública Jorge Torgal.

Observam ainda que a incidência de testes positivos foi de 254,8/100.000, “mas a verdadeira incidência da covid-19 é desconhecida”, e que a “incidência” de infecção entre os que completaram o plano de vacinação é de 0,01%.

Perante este quadro, os subscritores afirmam que “não é razoável que se combata a actual situação – já não pandémica, mas endémica – recorrendo a medidas ‘sanitárias’, cuja eficácia tem sido colocada em causa por vários investigadores de grande prestígio”.

Consideram ainda que estas medidas produzem “efeitos mais gravosos para a sociedade e o bem comum do que a própria doença” e que algumas delas “podem ter contribuído para o incremento da circulação do vírus”.

“O risco de morrer por uma doença que não a covid-19 está, esse sim, a aumentar em Portugal”, dizem.

Nesse sentido, apelam às autoridades de saúde e ao Governo para que, antes de tomarem decisões com “enorme potencial deletério”, ponderem as opiniões cientificamente fundamentadas dos cientistas e profissionais de saúde que, não negando a importância da covid-19, cuja resposta deve ser “prioritária” propõem estratégias para a sua abordagem diferentes das que têm sido seguidas.

Para os signatários, é possível delinear uma estratégia evitando a utilização das “erradas medidas de confinamento geral”.

Apontam como medidas a “aceleração da vacinação”, simplificando o processo, “excessivamente consumidor de recursos humanos, que fazem falta nos centros de saúde para o normal atendimento dos doentes” e que se envolvam os agentes da sociedade civil no processo, como, por exemplo, as farmácias, para “aumentar rapidamente a cobertura vacinal”.

Defendem também o aperfeiçoamento da vigilância epidemiológica, a qual consideram que “tem sido um insucesso em Portugal”, a cessação de “medidas avulsas de fim de semana” e outras do mesmo tipo, “que já demonstraram não ter impacto no número de novos casos”.

“Estamos numa fase endémica e apenas o desconhecimento sobre o que se passa realmente no terreno pode levar a adiar novamente a necessidade de instalar um sistema de monitorização em tempo real, informatizado e centralizado, das camas hospitalares, factor que, durante o último ano, levou a que se procedesse a um encerramento da prestação de cuidados de saúde a doentes ‘não covid-19′”, criticam.

No seu entender, esta situação está a ter e terá no futuro, “consequências desastrosas em termos de morbilidade e mortalidade.

Este é um “aspecto determinante” a ter em conta na “matriz de risco”, porque, afirmam, “o risco de morrer por uma doença que não a covid-19 está, esse sim, a aumentar em Portugal”.

Diário de Notícias
Lusa
16 Julho 2021 — 09:10

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888: Pandemia: medidas mais profundas só após nova reunião do Infarmed

SAÚDE/COVID-19/PANDEMIA/NOVAS MEDIDAS

O Conselho de Ministros reuniu hoje mas nada decidiu quando a novas medidas de confinamento /desconfinamento. Aguarda agora por nova reunião do Infarmed. Concelhos em situação de risco elevado ou muito elevado subiram de 60 para 90.

Matriz de risco indica agravamento da situação pandémica em Portugal
Foto Governo

Concelhos em situação de alerta (15 de Julho de 2021)
Foto Governo

Concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho de 2021)
Foto Governo

Medidas para concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Medidas para os concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
Foto Governo

Actualizar as listas dos concelhos em situação de alerta, de risco elevado ou de risco muito elevado. Foi isso que, basicamente, o Conselho de Ministros fez hoje, no que toca à gestão da pandemia covid-19. Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, explicou que o Governo aguarda pela reunião do Infarmed com peritos marcada para dia 27 para tomar medidas mais profundas e, eventualmente, actualizar os calendários de desconfinamento.

A única medida actualizada prende-se com os auto-testes. O Conselho de Ministros aprovou a sua venda em supermercados de testes rápidos de antigénio para detecção do SARS-CoV-2.

De acordo com a governante, a medida permitirá reforçar a identificação de casos positivos de covid-19, numa altura em que Portugal se mantém na zona vermelha da matriz de risco e a situação epidemiológica continua a preocupar o executivo.

“Continuamos naquilo que nas últimas semanas aqui tenho chamado a atenção que é uma corrida contra o tempo entre o processo de vacinação que se vai diariamente alargando e a evolução da pandemia”, sublinhou a governante, afirmando que se impõe, por isso, “uma insistência no processo de testagem, de identificação de positivos e do seu isolamento”.

Com a actualização das listas passaram de 60 a 90 os concelhos em situação de risco elevado ou muito elevado – concelhos portanto onde haverá recolher obrigatório às 23h00 e onde, aos fins de semana, serão exigidos testes negativos, ou certificado digital de vacinação, para se aceder ao interior de restaurantes (ver listas e mapas no fim da notícia).

O Governo reconhece que a situação pandémica se agravou (o que a matriz de risco revela) mas ao mesmo tempo ressalva que a velocidade de progressão do vírus parece estar a diminuir.

Matriz de risco indica agravamento da situação pandémica em Portugal
© Governo

A pressão nos internamentos no SNS subiu 19% numa semana (e 18% nos cuidados intensivos) mas a situação permanece abaixo das linhas vermelhas definidas pelo Governo, salientou a ministra.

Mariana Vieira da Silva admitiu que após a reunião do Infarmed de dia 27 o Governo avaliará a questão do regresso dos espectadores aos recintos desportivos.

“A Direcção-Geral da Saúde (DGS) tem estado a trabalhar num parecer sobre as características e a forma de organizar essa presença. Esse parecer já existe, tem de ser trabalhado, e o Governo decidirá, em função da avaliação da situação epidémica na reunião do próximo dia 27”, explicou.

Na passada sexta-feira, após a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) ter anunciado que as competições profissionais da época 2021/22 vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, fonte oficial do Governo disse à Lusa que a decisão ainda não estava tomada.

“O Governo não faz da matriz de risco que apresentou a única possível e está sempre disponível para a melhorar. Agora, nós ganhamos com a previsibilidade e com a utilização no tempo do mesmo instrumento.”

“O trabalho técnico já decorreu, da parte da DGS, há trabalho de organização e, depois, há uma decisão, que será sempre posterior à reunião do Infarmed”, frisou Mariana Vieira da Silva.

A época futebolística profissional de 2021/22 arranca com a primeira fase da Taça da Liga, entre 23 de 26 de Julho, enquanto os campeonatos da I Liga e da II Liga têm início previsto para 08 de Agosto, uma semana depois da disputa da Supertaça Cândido Oliveira, em Aveiro, entre o campeão Sporting e o Sporting de Braga, vencedor da Taça de Portugal, no dia 31 de Julho.

A ministra afirmou também que o Governo está disponível para “melhorar” a matriz de risco da pandemia da covid-19.

“O Governo não faz da matriz de risco que apresentou a única possível e está sempre disponível para a melhorar. Agora, nós ganhamos com a previsibilidade e com a utilização no tempo do mesmo instrumento”, disse.

“Chegaremos ao Infarmed [a reunião que junta peritos e políticos] prontos para ouvir em que situação nos encontramos, que medidas podem vir a ser necessárias e que sistemas de acompanhamento podem acontecer a partir de agora, no momento em que temos uma percentagem muito significativa da população adulta já vacinada e todas as idades de maior risco já vacinadas”, acrescentou.

Em alerta

O número de concelhos em alerta – concelhos que na próxima semana poderão ver as suas medidas de confinamento agravadas se ali a pandemia continuar a progredir – diminuiu de 34 para 30. Eis o respectivo mapa.

Concelhos em situação de alerta (15 de Julho de 2021)
© Governo

Risco elevado

O número de concelhos em situação de risco elevado subiu de 27 para 43. Eis o respectivo mapa e as medidas a que estão sujeitos.

Concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho de 2021)
© Governo

Medidas para concelhos em situação de risco elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Risco muito elevado

O número de concelhos em situação de risco muito elevado aumentou de 33 para 47. Eis o respectivo mapa e as medidas a que estão sujeitos.

Concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Medidas para os concelhos em situação de risco muito elevado (15 de Julho 2021)
© Governo

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
15 Julho 2021 — 15:42

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“Temos que interiorizar que vamos continuar a viver em pandemia”

– Depois de ler o texto abaixo, quero deixar aqui a minha opinião sobre o mesmo, ou seja, quem precisa de CUIDADOS DE PSICOLOGIA, PSIQUIATRIA OU NEUROLOGIA, são todos os gajos e gajas, labregos acéfalos irresponsáveis, sem qualquer noção de CIDADANIA e de CIVISMO e muito menos por RESPEITO para com a comunidade. As pessoas confinadas obrigatória ou voluntariamente, NÃO PRECISAM de psicólogos porque sabem que ESTAMOS NUMA PANDEMIA MORTAL, que já se encontra na QUARTA VAGA e os números de INFECTADOS não para de crescer, embora e felizmente, os mortos tenham diminuído significativamente. O que este país necessita é de procurar os INFRACTORES que continuam na boa vidinha social, NÃO RESPEITANDO AS REGRAS DE DISTANCIAMENTO FÍSICO E USO DE MÁSCARAS, embora o neguem com toda a falsidade que lhes vai nas trombas! Enquanto não ACABAREM DE VEZ com a MERDA das passeatas, caminhadas, casamentos, aniversários, baptizados e afins e deixarem tudo isso para quando realmente estiver tudo ou quase tudo vacinado e o R(t) baixar para níveis de segurança, então que se divirtam, que passeiem, que dêm festas, que se embebedem…!

SAÚDE/COVID-19/PANDEMIA/SAÚDE MENTAL

“Quanto mais depressa interiorizarmos a ideia de que vamos ter que conviver com isto, melhor”, adverte David Neto, professor do ISPA, numa altura em que a quarta vaga se faz sentir também a nível psicológico. Em Portugal, o SNS tem apenas 500 psicólogos, quando o rácio aponta que deveria ter um por cada cinco mil habitantes.

Professor no ISPA, David Neto, defende a necessidade de “interiorizarmos que vamos viver com esta situação mais algum tempo”.
© Igor Martins / Global Imagens

A chegada de uma nova vaga de covid-19 está a deixar em alerta os especialistas em Saúde Mental. Numa altura em que o aumento de casos traz com ele um crescente estado de medo e stress, os psicólogos são confrontados com a necessidade de implementar estratégias de apoio por parte do Serviço Nacional de Saúde, das empresas e instituições, para prevenir o auto-cuidado psicológico em benefícios do bem estar-emocional. No ISPA – Instituto Universitário, estão em curso diversos estudos que apontam nesse sentido. David Neto, professor auxiliar e coordenador do mestrado em psicologia clínica, afirma ao DN a necessidade “de interiorizarmos e normalizarmos a ideia de que vamos ter que viver com esta situação pandémica durante mais algum tempo. A questão das novas variantes mostra que vamos ter que conviver com isto, com maior ou menor protecção. Quanto mais rápido aceitarmos essa ideia melhor”.

O professor considera fundamental que o SNS aposte nesta área da prevenção e tratamento da saúde mental, numa altura em que o crescimento do número de casos põe em causa o desconfinamento. “O problema do confina e desconfina, nesta espécie de iô-iô, é que criamos expectativas que depois se revelam negativas”, explica David Neto, que alerta para a angústia sobre o futuro e o isolamento, “que podem ser um vírus invisível, tanto ou mais preocupante que o próprio Covid-19”.

No último relatório pré-covid para a área da saúde mental, intitulado “Sem Mais Tempo a Perder” (Conselho Nacional de Saúde, 2019), ficou claro que – já então – não estavam a ser postas em prática em Portugal as recomendações e as necessidades identificadas há décadas na área da saúde mental. Em tempo de pré-pandemia, já era assumido que um em cada cinco portugueses sofre de perturbações psicológicas.

“A situação em Portugal já era bastante precária antes da pandemia. Portugal tem só 500 psicólogos no SNS, por isso temos uma falta muito grande ao nível dos cuidados de saúde primários, no acompanhamento psicológico“, revela David Neto, enfatizando que a pandemia veio trazer “uma maior incidência de situações de saúde mental”: pessoas que já tinham alguns quadros de depressão e ansiedade viram as suas situações agravada. Outras que não tinham desenvolvido quadros psico-patológicos revelaram-no.

“O rácio ideal é um psicólogo para 5 mil habitantes”, acrescenta o professor do ISPA, sendo que estamos muito longe desses valores.

Uma luz ao fundo do túnel na linha SNS24

David Neto considera que, para já, “é importante o simples reforço. Mas não é só psicólogos. Mesmo a nível da psiquiatria e da saúde mental, existe uma falha grande principalmente no domínio dos cuidados de saúde primários”. O psicólogo vale-se dos exemplos de outros países para sublinhar a necessidade de Portugal lhes seguir o rasto.

Ainda assim, destaca como positiva a criação – na linha SNS 24 – de uma componente de apoio psicológico. “Não foi tudo mau. Embora, sendo importante, mas não chega. Era importante também que os casos pudessem ser identificados e tivessem encaminhamento mais directo”, conclui.
Desde o início da pandemia, muitas foram as câmaras municipais que, por todo o país, criaram linhas de apoio psicológico para prestar esse apoio. E isso vem reforçar “o aspecto positivo do poder local começar a estar atento a estas necessidades”, considera David Neto.

O quadro geral do país mostra um aumento da ansiedade e depressão entre todas as faixas etárias, em consequência da pandemia e – sobretudo – dos confinamentos. “Há muitas pessoas que já tinham vulnerabilidades prévias, quadros depressivos e ansiosos – para essas é importante procurar a ajuda profissional que existe. Mas há também uma dimensão de impacto económico desta situação pandémica, que afecta a sociedade de uma maneira geral. E a forma de gerir este stress associado a tudo isto tem de ser encontrada, dentro do que são as regras da DGS”, afirma David Neto, que elenca uma série de pequenas dicas para manter o equilíbrio e saúde mental. Por exemplo, encontrar o espaço para manter relações com outras pessoas, “porque o apoio social é um dos factores de mais relevância ao nível da protecção e da promoção da saúde mental, seja através das novas tecnologias, seja presencialmente respeitando o distanciamento, procurar estar com as pessoas que são mais significativas é fundamental. Manter as relações é bastante importante”.

Entre o rol de conselhos úteis de “higiene psicológica”, o especialista destaca “dormir bem, alimentar-se bem, fazer exercício físico – que tem um impacto a nível do humor”.

Nos últimos anos várias organizações têm dedicado estudos diversos a esta temática da saúde mental. Em 2018, já a depressão e ansiedade eram os distúrbios que mais afectavam os portugueses, num leque de doenças de saúde mental que incluem ainda a bipolaridade, ou problemas com álcool e drogas.

Antes ainda, um estudo da OCDE que analisou a Europa à lupa descobriu que, só em 2015, os distúrbios do foro psicológico custaram aos cofres do Estado português quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com esse relatório, Portugal era considerado o quinto país da União Europeia com maior prevalência de doenças de saúde mental, com 18,4% da população a registar incidências, acima da média europeia – de 17,3%. Só na União Europeia os problemas de saúde mental afectam 84 milhões de pessoas.

dnot@dn.pt

Diário de Notícias
Paula Sofia Luz
05 Julho 2021 — 07:00

 

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817: Mais dois mortos e 902 infectados por covid-19 nas últimas 24 horas

SAÚDE/COVID-19/INFECTADOS/MORTOS

Há agora 32.071 casos activos de covid-19 em Portugal. 502 pessoas estão hospitalizadas, mais 25 que no dia anterior.

© MÁRIO CRUZ/LUSA

Portugal registou nas últimas 24 horas 902 novos casos e duas mortes por covid-19.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (28 de Junho), há agora 502 pessoas hospitalizadas (mais 25 que no dia anterior). Deste total 115 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos (menos um que no domingo).

Governo diz que o Supremo decidiu a seu favor sobre restrições à circulação na AML

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) decidiu a favor do Governo em duas intimações urgentes contra medidas de restrição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), disse esta segunda-feira à agência Lusa fonte do executivo.

Segundo a mesma fonte do Governo, o STA “concluiu que as medidas não padecem de inconstitucionalidade, têm o devido suporte legal e respeitam o princípio da proporcionalidade”.

“Consequentemente, julgou as duas intimações improcedentes por não se verificar a violação de direitos, liberdades e garantias invocada pelos requerentes”, acrescentou.

As duas intimações contra as restrições aplicadas pelo Governo à circulação na AML, como medida de contenção da covid-19, foram apresentadas ao STA pelo presidente do Chega, André Ventura, e por um grupo de cidadãos.

Na quinta-feira, o presidente do Chega anunciou que o partido pretendia apresentar uma intimação junto do STA.

“Estas restrições são absurdas e hoje [quinta-feira], logo após o Conselho de Ministros e serem conhecidas as novas medidas do Conselho de Ministros, o Chega voltará ao STA, agora pegando nas medidas concretas que forem apresentadas para procurar determinar a sua inconstitucionalidade e a sua ilegalidade”, afirmou então o deputado.

Nesse mesmo dia, o Governo tinha anunciado a decisão de manter a proibição de circulação de e para a AML este fim de semana – entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 desta segunda-feira – tal como já aconteceu entre 18 e 21 de Junho, salvo as excepções previstas na lei.

No entanto, ao contrário do que aconteceu na semana passada, neste fim de semana as pessoas com um certificado digital em como têm a vacinação contra a covid-19 completa ou em como recuperaram da doença nos últimos meses, poderiam passar.

Também passou a ser possível sair ou entrar na AML com um teste PCR (feitos nas últimas 72 horas) ou de antigénio (feito nas últimas 48 horas).

Em declarações aos jornalistas na quinta-feira, no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que estas medidas pretendem “a contenção” da variante ‘delta’ do coronavírus no resto do país, uma vez que a incidência é maior na AML, devido a vários factores.

A AML tem todos os seus 18 municípios sujeitos a medidas mais restritivas de desconfinamento, com destaque para Lisboa e Sesimbra.

Na quinta-feira, Lisboa juntou-se a Sesimbra e deu um passo atrás no processo de desconfinamento por estar em “risco muito elevado”, com uma taxa de incidência de covid-19 superior a 240 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias.

Os restantes 16 municípios da AML encontram-se em “risco elevado” de incidência da covid-19, por terem 120 casos por 100 mil habitantes.

São eles Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Diário de Notícias
DN
28 Junho 2021 — 14:14

 

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807: Incidência dispara em dia com 1.604 novas infecções em Portugal

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES

Morreram mais duas pessoas, ambas na região de Lisboa e Vale do Tejo. Há mais quatro pessoas pessoas internadas e mais duas a precisarem de cuidados intensivos, indica o boletim da Direcção-Geral da Saúde.

Enfermaria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, dedicada ao tratamento de doentes com covid-19
© Gerardo Santos / Global Imagens

Dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) mostram que foram registados 1.604 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas. Morreram mais duas pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus, indica ainda o relatório epidemiológico desta sexta-feira (25 de Junho) no dia em que entra em vigor a proibição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa, com excepção para quem tenha um certificado digital ou um teste negativo.

A região de Lisboa e Vale do Tejo mantém-se como a mais preocupante, com dois mortos e um total 1.049 novos casos de infecção em 24 horas. Na região norte também se registou uma subida em relação ao dia anterior, com 239 casos, seguindo-se o Algarve com 159, o Centro com 120 e o Alentejo com 31 novas infecções. Madeira contabilizou novos 5 casos e os Açores apenas um.

Há agora 431 pessoas com covid-19 internadas, mais quatro que no dia anterior, sendo que 108 estão em unidades de cuidados intensivos, ou seja mais duas que na quinta-feira.

A actualização da matriz de risco por parte da DGS apresenta uma nova subida, estando Portugal cada vez mais em zona vermelha. Assim, a incidência atingiu no continente os 138,7 casos de infecção por 100 mil habitantes, quando era de 129,6 na anterior actualização. Em todo o território nacional a incidência subiu de 128,6 para os 137,5 casos por 100 mil habitantes.

Por sua vez, o R(t) sofreu uma ligeira diminuição sendo agora de 1,15 no continente e de 1,14 em todo o território nacional.

O boletim indica ainda mais 857 pessoas recuperadas, sendo que há mais 2.687 contactos em vigilância, que totalizam 823.960.

Portugal soma agora 30.442 casos activos da doença, indicam os dados actualizados da DGS, numa altura em que a variante Delta, associada à Índia, está a gerar preocupação em vários países, além de Portugal.

Especialistas deixam mesmo um alerta: esta variante do SARS-CoV-2, vírus responsável pela covid-19, pode ter uma repercussão e larga escala no verão.

Vários países como a Indonésia, Portugal, Rússia ou Israel sofrem um recrudescimento de novos casos, pelo menos em parte ligados à propagação da variante Delta, que está presente em, pelo menos, 85 países, segundo a OMS.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) calcula que a variante deverá representar 70% das novas infecções na União Europeia até ao início de Agosto e 90% até ao final desse mês.

União Europeia está “preocupada” com a variante Delta, reconhece Ursula von der Leyen

Perante esta realidade, os líderes europeus defendem que é necessária “coordenação” para fazer frente ao risco crescente de propagação de variantes. “Estamos preocupados com a variante Delta, e defendo uma abordagem ainda mais coordenada, especialmente no que diz respeito a viagens de regiões onde as variantes estão a espalhar-se”, defendeu a chanceler alemã, Angela Merkel.

Já esta sexta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reconheceu que a União Europeia está “preocupada” com a variante Delta do vírus responsável pela covid-19, apelando à manutenção dos gestos barreira e à vacinação.

“Até ao final da semana, quase 60% dos adultos na União Europeia terão recebido pelo menos uma dose [de vacina anti-covid], e teremos quase 40% [da população] completamente vacinada. É um grande passo em frente, mas é também necessário, porque estamos preocupados com a variante Delta”, salientou a presidente do executivo comunitário.

“E precisamos de vacinar, vacinar, vacinar: é a melhor estratégia contra estas variantes”, salientou Von der Leyen.

ARS Norte abre inquérito a vacinação indevida no Porto. “É um ato de indisciplina”, diz Gouveia e Melo

E nesta estratégia de vacinação contra a covid-19, a task force responsável pelo processo de em Portugal participou à Polícia Judiciária e à Inspecção-Geral de Actividades em Saúde (IGAS) um caso de alegada vacinação indevida de utentes no Porto, revelou o coordenador do plano.

A ARS Norte abriu processo de inquérito “aos factos que eventualmente tenham sido cometidos”.

O caso aconteceu na quinta-feira. “Tentámos recolher dados, em duas, três horas, e mal tivemos o mínimo de confirmação, fizemos uma participação ao nosso contacto com a Polícia Judiciária e à Inspecção-Geral de Actividades em Saúde e falei com o presidente da ARS Norte para que não voltasse a acontecer se tirassem consequências, porque, para todos os efeitos, é um ato de indisciplina”, disse Gouveia e Melo, coordenador do plano de vacinação.

António Lacerda Sales, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, não quis pronunciar-se esta sexta-feira sobre um caso de alegada vacinação indevida, no Porto, por ainda desconhecer o que aconteceu, mas admitiu que o processo “possa correr menos bem”.

“Não conheço o caso na sua especificidade”, disse, admitindo que, por ser “um processo muito complexo do ponto de vista logístico e operacional, é natural que pontualmente e em determinadas circunstâncias possa correr menos bem”.

Diário de Notícias
DN
25 Junho 2021 — 14:06

 

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802: Como ficam Albufeira, Sesimbra e Lisboa, os três concelhos mais graves

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO/CERCA

“Não existem condições para prosseguir plano de desconfinamento previsto”, disse esta 5.ª feira a ministra da Presidência. Restrições a Lisboa VT renovadas. 25 concelhos também andam para trás mas não recuam tanto como a capital.

24 jun 15:55

Circulação na AML: Auto-testes não servem para entrar ou sair

Os testes caseiros não servem para as deslocações para fora das áreas com circulação restrita.

Segundo a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, que apresentava as conclusões de mais uma reunião do Conselho de Ministros, os testes (com resultado negativo) aceites para poder entrar ou sair da AML (Área Metropolitana de Lisboa) serão apenas os os PCR (com mínimo de 72 horas) e os antigénio (mínimo de 48 horas).

Os “auto-testes não têm um resultado laboratorial”, argumentou a ministra.

Os concelhos da AML são: Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Vila Franca de Xira, Lisboa, Cascais, Sintra, Sesimbra e Alcochete.

24 jun 15:48

Governo pessimista: “Expectativa que temos é que nas próximas semanas os casos continuem a aumentar”

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, admitiu, ao apresentar as conclusões de mais uma reunião do Conselho de Ministros, que a situação pandémica vai continuar, nacionalmente, a piorar.

“A expectativa que temos é que nas próximas semanas os casos continuem a aumentar”, disse, afirmando que “as medidas levam tempo” a surtir efeito.

A ministra falou ainda numa “corrida contra o tempo” entre o avanço na vacinação e o avanço na pandemia.

24 jun 15:40

Como ficam os outros 25 concelhos que recuam no confinamento?

O Governo determinou que há 25 concelhos onde se recua no nível de desconfinamento – embora para um nível inferior ao de Lisboa, Albufeira e Sesimbra.

Esses concelhos são:

Alcochete, Almada, Amadora, Arruda dos Vinhos, Barreiro, Braga, Cascais, Grândola, Lagos, Loulé, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odemira, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sardoal, Seixal, Setúbal, Sines, Sintra, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira.

E as medidas são:

• Teletrabalho obrigatório quando as actividades o permitam;
• Restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30 (no interior, com um máximo de 6 pessoas por grupo; em esplanada, 10 pessoas por grupo);
• Espectáculos culturais até às 22h30;
• Casamentos e baptizados com 50 % da lotação;
• Comércio a retalho alimentar e não alimentar até às 21h00;
• Permissão de prática de todas as modalidades desportivas, sem público;
• Permissão de prática de actividade física ao ar livre e em ginásios;
• Eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela Direcção -Geral da Saúde (DGS);
• Lojas de Cidadão com atendimento presencial por marcação.

24 jun 15:33

Como vão ficar Lisboa, Albufeira e Sesimbra?

Eis as medidas de confinamento previstas para os três concelhos onde a situação é mais grave (onde aliás Sesimbra já se encontra):

• Teletrabalho obrigatório quando as actividades o permitam;
• Restaurantes, cafés e pastelarias podem funcionar até às 22h30 durante a semana e até às 15h30 ao fim de semana e feriados (no interior, com um máximo de 4 pessoas por grupo; em esplanada, 6 pessoas por grupo);
• Espectáculos culturais até às 22h30;
• Casamentos e baptizados com 25 % da lotação;
• Comércio a retalho alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 19h00 ao fim de semana e feriados;
• Comércio a retalho não alimentar até às 21h00 durante a semana e até às 15h30 ao fim de semana e feriados;
• Permissão de prática de modalidades desportivas de médio risco, sem público;
• Permissão de prática de actividade física ao ar livre até seis pessoas e ginásios sem aulas de grupo;
• Eventos em exterior com diminuição de lotação, a definir pela DGS;
• Lojas de Cidadão com atendimento presencial por marcação.

24 jun 15:28

Ministra recusa comentar declarações de Ferro Rodrigues

“Nunca comento declarações de outros órgãos de soberania”, disse no briefing do Conselho de Ministros a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

A ministra escusava-se assim a comentar as declarações do presidente da AR, Ferro Rodrigues, ontem, que fez apelo a uma deslocação “massiva” de portugueses a Sevilha para ver o próximo jogo da selecção no Euro 2020.

24 jun 15:21

Outros 25 concelhos também andam para trás mas não recuam tanto como Lisboa

O Governo anuncia ainda 25 concelhos com níveis de risco epidémicos elevados, que voltam a ter limites horários, com um “recuo significativo”.

São eles Alcochete, Almada, Amadora, Arruda dos Vinhos, Barreiro, Braga, Cascais, Grândola, Lagos, Loulé, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odemira, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sardoal, Seixal, Setúbal, Sines, Sintra, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira.

24 jun 15:14

Região de Lisboa. Cerco do fim de semana renovado. Mas com teste negativo ou certificado digital pode-se entrar ou sair

O Governo vai renovar o cerco da AML mas pessoas com teste negativo ou certificado digital poderão entrar ou sair, anuncia a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, após mais uma reunião do Conselho de Ministros.

O “cerco” – que impede as pessoas de entrar ou sair nos concelhos da AML – entra em vigor às 15h30 de amanhã, terminando às 6h00 de segunda-feira.

Os concelhos da AML são: Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Vila Franca de Xira, Lisboa, Cascais, Sintra, Sesimbra e Alcochete.

24 jun 15:12

Lisboa. Confirma-se recuo. 19 concelhos em risco do mesmo para a semana

As medidas de desconfinamento vão recuar em Lisboa, confirma o Governo, através da ministra Vieira da Silva (Presidência), após mais uma reunião do Conselho de Ministros.

Nas mesmas condições estarão Albufeira e Sesimbra.

A ministra acrescenta que há 19 concelhos, maioritariamente da região de Lisboa, que na próxima semana poderão entrar no mesmo nível de confinamento.

Eles são:

Avis
Castelo de Vide
Castro Daire
Chamusca
Constância
Faro
Lagoa
Mira
Olhão
Paredes de Coura
Portimão
Porto
Rio Maior
Santarém
São Brás de Alportel
Silves
Sousel
Torres Vedras

24 jun 15:07

Governo anuncia: “Não existem condições para prosseguir plano de desconfinamento previsto”

“Não existem condições para prosseguir plano de desconfinamento previsto”, afirma a ministra Mariana Vieira da Silva. Quanto à matriz de risco, “o país está no vermelho”.

Diário de Notícias

DN
24 Junho 2021 — 10:48

 

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