736: Revelação do Infarmed. Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/REACÇÕES ADVERSAS

07 jun 08:26
Por Nuno Fernandes

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas à vacina registadas em Portugal

Quase 6.700 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal e houve 44 casos de morte comunicados em idosos com várias doenças, mas não está demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até final de maio foram notificadas 6.995 reacções adversas, a maior parte (68,3%) referentes à vacina da Pfizer/BioNtech, com 4.782 casos, seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 1.509, a da Moderna, com 387, e a da Janssen, com 17 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que “a notificação no âmbito do Sistema Nacional de Farmacovigilância não pressupõe necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada” e que a vacinação contra a covid-19 “é a intervenção de saúde pública mais efetiva para reduzir o número de casos de doença grave e morte originados por esta pandemia”.

Os dados do Infarmed indicam que por cada 1.000 doses administradas foram comunicadas 1,21 reações no caso da Pfizer (Comirnaty), 1,24 no caso da AstraZeneca (Vaxzevria), 0,74 referentes à Moderna e 0,16 à vacina da Janssen.

No total de 5.790.080 doses administradas, o Infarmed registou 44 notificações de casos de morte em idosos com outras comorbilidades e em que não está demonstrada a relação causal com a vacina administrada.

“Os casos de morte ocorreram em pessoas com uma mediana de idades de 81 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada, uma vez que podem também decorrer dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, refere a Autoridade Nacional do Medicamento.

Das reacções registadas, 3.957 referem-se a casos não graves (59,1%) e 2.738 a casos graves (40,9%), refere o Infarmed, sublinhando que a maior parte (90%) das reacções adversas a medicamentos classificadas como graves se referem a “casos de incapacidade, maioritariamente temporária”.

A maioria das reacções notificadas ao Infarmed foram registadas em mulheres (4,712) e, por faixas etárias, aquela que mais notificações tem é a dos 30 aos 49 anos.

As 10 reacções mais notificadas referem-se a casos de reacção no local de injecção (3.250), dores musculares ou nas articulações (3.007), dores de cabeça (1.964), febre (1.800), astenia, fraqueza ou fadiga (1.123), náuseas (773), tremores (687), alterações/aumento dos gânglios (569), eritema/eczema ou erupção (481) e parestesias (400), ou seja, sensação de formigueiro ou picadas.

Lusa

Diário de Notícias


07 Junho 2021 — 07:01

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652: Há vacinas portuguesas contra a covid-19, mas entraves limitam o seu desenvolvimento

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS MADE IN PORTUGAL

asiandevelopmentbank / Flickr

Há duas vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento no nosso país. No entanto, há entraves que limitam o seu desenvolvimento.

Em Março, a investigadora Teresa Summavielle estimou que o desenvolvimento de uma vacina portuguesa contra a covid-19 custaria cerca de 45 milhões de euros, sendo necessário investir mais 100 milhões numa infra-estrutura para passar à fase de produção.

“Precisaríamos de cerca de 45 milhões de euros para termos uma vacina que passasse os ensaios clínicos e fosse aprovada. Para uma fase de produção em massa, precisamos de infra-estruturas dedicadas”, adiantou a bioquímica do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3s), num debate promovido pelos eurodeputados do Bloco de Esquerda.

De momento, há pelo menos duas vacinas em desenvolvimento no nosso país, escreve o jornal ECO. A da Immunethep e a da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, em conjunto com a Universidade de Telavive, em Israel. A primeira destaca-se das outras por ser de administração intra-nasal, como alguns medicamentos para a asma.

Os dois fármacos teriam um preço semelhante ao praticado no mercado, isto é, cerca de 10 euros.

A vacina da Immunethep está a acabar a fase pré-clínica, enquanto a vacina da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa terminou agora os estudos pré-clínicos.

Para avançar para a próxima fase, Bruno Santos, CEO da Immunethep, diz que são precisos cerca de 20 milhões de euros. A investigadora da Faculdade de Farmácia, Helena Florindo, diz que para a primeira das três fases dos ensaios clínicos estima precisar de aproximadamente 3 milhões de euros, mas o valor aumenta para as dezenas de milhões nas fases seguintes.

Além disso, há um outro entrave. “Neste momento não existe qualquer capacidade para a produção da vacina em Portugal”, atira Bruno Santos, argumentando que este deve ser um esforço feito.

A Immunethep está em contacto com parceiros estrangeiros para conseguir avançar. A Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa também já iniciou contactos com empresas na Europa e nos Estados Unidos.

Por Daniel Costa
5 Abril, 2021

– Engraçado! Para a banca falida existe disponibilidade de MILHÕE$ de €uros! Para a vacina portuguesa… Portugal pode ser um país pequenino em área (existem outros ainda menores), mas a sua pequenez não se mede pela sua superfície territorial mas pela pequenez das mentalidades que o têm gerido.

 

 

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596: COVID-19: Vacina portuguesa em 2022? (e será por inalação)

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS/PORTUGAL

Sim, Portugal também está na área da investigação para a produção de uma vacina. Sendo que a vacina portuguesa apenas poderá chegar ao mercado em 2022, a questão que se coloca é se nessa altura ainda se falará em COVID-19! A resposta é sim, até porque a pandemia está longe de estar controlada à escala mundial. Os confinamentos têm ajudado a reduzir, mas é preciso ainda imunizar muita gente com as vacinas que já existem.

Ao contrário de outras vacinas, a portuguesa será uma vacina nasal.

Vacina portuguesa não precisa de seringa… é por inalação

Já foi investido um milhão de euros, mas são precisos mais vinte para avançar para a próxima fase. A empresa Immunethep está também na linha da frente para a produção de uma vacina eficaz e os resultados têm sido muito animadores. Segundo revela a TVI, a vacina está prestes a arrancar para a fase de ensaios clínicos em humanos e o seu desenvolvimento acontece num laboratório de Cantanhede.

Depois de ter sido testada em animais, com sucesso, os cientistas pretendem dar mais um passo para obter uma imunização contra o novo coronavírus. Um facto que distingue a vacina portuguesa daquelas que foram produzidas até ao momento é o facto de não ser necessária vacina. A vacina portuguesa será dada por inalação, com o objectivo de dar maior capacidade aos pulmões.

Pedro Madureira, co-fundador do Immunethep, referiu que…

Usamos como vacina o vírus inactivado, o que permite uma apresentação ao sistema imunitário do vírus como um todo, aumentando a eficácia contra novas variantes

O investimento até ao momento foi cerca de um milhão de euros, mas serão necessários outros vinte para a nova fase. A ajuda também pode chegar da União Europeia. Para os ensaios clínicos vão ser chamadas duas mil pessoas, com os critérios a serem definidos pelas entidades reguladoras.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
06 Fev 2021

 

 

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