916: Especialistas dizem que alívio de medidas implica cumprimento de regras individuais

Digam isso aos “walking dead” labregos acéfalos que continuam nas suas vidinhas “sociais” de entretenimento e lazer, sem qualquer responsabilidade para com a comunidade. Eles querem lá saber dos riscos que correm (que nem me afligem minimamente), mas que colocam em perigo a vida de terceiros com quem contactam. Para essa choldra, não existem REGRAS!

Os “walking dead acéfalos labregos no cumprimento das suas vidinhas sociais”

SAÚDE/COVID-19/INFARMED

O país atingiu uma fase em que é possível admitir uma taxa de incidência elevada e aliviar medidas restritivas, mas “é fundamental que se cumpram regras de protecção individual”. Esta é a mensagem dos especialistas deixada ao DN. Peritos e políticos voltam a reunir-se hoje.

Se houver alívio nas medidas restritivas é preciso reforçar testagem e vigilância epidemiológica.
© André Rol,o Global Imagens

A situação na região de Lisboa e Vale do Tejo está a ficar controlada. No norte também e no Algarve igualmente, à excepção de um ou outro município. E embora a incidência no país ainda seja elevada – ontem era de 427,5 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e de 439,3 no continente -, os especialistas admitem que chegou a altura em que se pode aliviar algumas medidas restritivas.

A situação epidemiológica do país volta a estar hoje em discussão em mais uma reunião entre peritos e políticos no Infarmed, depois de dois meses. Raquel Duarte, uma dos especialistas que estarão presentes no encontro, explica ao DN que, “neste momento, temos uma taxa de vacinação que está a permitir que a doença grave e a mortalidade por covid-19 tenham menor impacto, o que quer dizer que podemos começar a ter medidas proporcionais e ajustadas à realidade, mas é fundamental manter-se o processo de vacinação ao mesmo ritmo e as medidas de protecção individual”.

O professor Carlos Antunes, que integra a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que faz a modelação da doença, afirma mesmo que os números actuais “levam-nos a acreditar que a situação está mais ao menos controlada no país. Estamos a assistir ao início da remissão da incidência de uma forma geral no país. Nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do norte já se está numa fase de pico planalto. Ou seja, atingiu-se o pico e agora está a estabilizar-se em termos de transmissão”, mas deixa um alerta: “Não podemos ter o melhor de dois mundos, se queremos mais liberdade e mobilidade, temos de aumentar a responsabilidade individual”, sob pena de chegarmos ao período de regresso às aulas e à actividade laboral pós-férias e voltarmos a ter mais casos.

Raquel Duarte, que foi convidada pelo governo para elaborar as propostas de desconfinamento juntamente com o matemático Óscar Felgueiras, reforça até que “só as medidas de protecção individual podem permitir que haja uma redução da transmissão, porque enquanto esta existir haverá sempre uma percentagem de pessoas que irão contrair a doença, outras que a irão desenvolver com gravidade, tendo de ser internadas em enfermarias e em cuidados intensivos. Portanto, para cortar as cadeias de transmissão é fundamental que se mantenham as medidas de protecção individual, nomeadamente o uso de máscara, em eventos fechados, e sempre que não seja possível manter a distância física”.

A médica, que é igualmente coordenadora da unidade de investigação da ARS Norte, argumenta que tais medidas têm de continuar a fazer parte da nossa rotina durante os próximos tempos para que “possamos ter cada vez mais uma vida que se aproxime da normalidade”.

Isto porque “sabemos que não há nenhuma vacina que seja eficaz a 100% e que nenhuma medida contra a covid-19 é eficaz isoladamente. O impacto da doença é menor agora, mas temos de continuar a proteger-nos a nós e aos outros”.

Se houver alívio de medidas podemos ter reverso da medalha

Esta é a mensagem que é preciso passar nesta fase, porque “se houver um alívio nas medidas podemos ter o reverso da medalha que é a população ficar com uma percepção menor do risco e acreditar que a pandemia passou. E isso não pode acontecer”, sublinha Carlos Antunes.

Do lado do governo, o secretário de Estado adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, não descartou ontem o alívio das restrições, mas que tal só será decidido de acordo com os critérios técnicos e científicos.

No domingo, o comentador da SIC Marques Mendes afirmou que os especialistas estavam de acordo quanto ao alívio das restrições horárias no sector da restauração, do comércio e até da cultura, mas Carlos Antunes destaca que “se tal acontecer é preciso percebermos que há um risco adicional, vai haver maior mobilidade e as pessoas podem passar a ter uma percepção de risco inferior, descurando a sua exposição ao contágio permitindo maior número de contactos e menos cumprimento das regras de protecção. E isto vai fazer que, em vez de o número de casos baixar, possa aumentar”, destaca o professor da Faculdade de Ciências. “Não digo que seja um aumento significativo, mas é um risco que o país está a dizer que quer correr ao aliviar as medidas de restrição.”

De acordo com o epidemiologista, “o impacto dos valores da incidência é inferior ao impacto que já verificámos ao nível de hospitalizações e de letalidade, o que se deve à vacinação, sobretudo dos grupos de maior risco, e isso permite uma outra abordagem da situação com maior tolerância à taxa de incidência”, explicando: “O país pode assumir agora uma taxa de incidência superior para o mesmo nível de risco, mas tem de haver um reforço da responsabilidade individual no cumprimento das regras, um reforço na vigilância epidemiológica e na testagem para “não se perder o controlo da situação”.

As restrições em termos de horários de actividades económicas e de dever de recolhimento a partir das 23h00 poderão ser retiradas já na próxima quinta-feira na reunião de Conselho de Ministros, mas o que os especialistas vão reforçar na reunião de hoje é que a mensagem tem de ser só uma: manter a vacinação ao mesmo ritmo, cumprimento de regras individuais, em espaços fechados e eventos sociais e familiares.

“A mensagem que se deve passar é que conseguimos fazer tudo, mas vamos ter de cumprir as regras caso contrário corremos o risco de fazer asneira”.

Até porque, salienta Raquel Duarte, “estamos a viver a época de férias que traz algumas ameaças conhecidas, uma mobilidade grande da nossa população e da população migrante, que regressa ao país para estar com a família, o que acontece habitualmente num ambiente mais descontraído. E já vimos no passado que isto aumenta o risco de poder haver nova sementeira do vírus, o que poder ter eventualmente algum efeito quando chegarmos ao momento de retomarmos as actividades lectivas e laborais pós-férias”. Portanto, alerta, “se quisermos claramente caminhar para alguma normalidade, não podemos esquecer de todo a necessidade de nos protegermos com máscara e distanciamento”.

A médica diz mesmo: “A mensagem que se deve passar é que conseguimos fazer tudo, mas vamos ter de cumprir as regras caso contrário corremos o risco de fazer asneira. Temos de olhar com muita cautela e interesse para o que está acontecer nos outros países e perceber como podemos ajustar a nossa realidade nacional à medida em que se vai fazendo o levantamento de algumas medidas restritivas”.

Este tem sido o caminho desde o início da pandemia, não só em Portugal mas um pouco em todo o Mundo. Um caminho de avanços e recuos no tentar voltar à normalidade, mas o importante é que “temos vindo sempre a aprender”, salienta Raquel Duarte.

1.610 casos de covid-19. Este foi o número de infecções registado na segunda-feira. Há ainda a destacar nove mortes e 53.996 casos activos, menos 201 do que no dia anterior. Eram 919 os internamentos, 198 em cuidados intensivos.

Para o professor Carlos Antunes o alívio de medidas pode trazer de novo um aumento de casos e de internamentos, mas, mais uma vez, “temos de ser rápidos a agir”, defendendo que “todos os indicadores da matriz de risco têm de continuar a ser muito bem monitorizados para sabermos se a situação está controlada ou não”, sustentando que, nesta altura, “não podemos correr o risco de perder o controlo. A vigilância epidemiológica tem de ser mantida ou reforçada e a população também tem de acomodar o seu comportamento”.

As restrições horárias poderão ser levantadas em breve, mas as regras de protecção individual ainda estão longe disso. Como defenderam ao DN os dois especialistas “ainda têm de continuar a fazer parte da nossa rotina durante os próximos tempos”. O primeiro-ministro António Costa já afirmou que até ao final do verão poderá haver algum alívio nestas regras básicas, mas os especialistas esperam que a vacinação continue ao mesmo ritmo e até conseguir proteger mais de 70% da população portuguesa.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
27 Julho 2021 — 00:01

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

914: Número de hospitalizações continua a subir

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Portugal registou mais 8 mortes e 2.625 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, num momento em que o número de doentes internados continua a progredir.

Centro de vacinação covid-19 na Ajuda, em Lisboa
© Rita Chantre / Global Imagens

Foram registadas mais 8 mortes por covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), elevando para 17.292 óbitos desde o início da pandemia.

O número de internados sobe. São agora mais 44 do que no dia anterior, totalizando 879. Destes, 193 estão em unidades de cuidados intensivos, mais 12 do que na véspera.

O relatório diário deste domingo (25 de Julho) refere também que foram registados mais 2.625 novos casos de infecção por SARS-CoV-2, totalizando agora 54.197 casos activos.

O boletim da DGS aponta também que há mais 1.202 recuperados da doença, num total de 881.570 e um decréscimo de pessoas em vigilância, menos 2.577, num total de 80.147.

Se em relação aos óbitos Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 4, o dobro do Norte, já no número de novas transmissões o número foi quase semelhante (1.042 e 1.019).

Portugal é o país mais letal da UE

Com 20 mortos por covid-19 registados de sexta para sábado (ontem), segundo o boletim mais recente da DGS, Portugal voltou a valores que se registavam em Março passado (21 mortos no dia 18 desse mês).

A progressão recente da mortalidade revela que, neste momento, segundo a base de dados Our World In Data, Portugal é, per capita, no que toca a novas mortes diárias, o país mais letal da União Europeia. E a longa distância do segundo classificado nessa tabela, a Grécia.

Enquanto em Portugal morreram 1,57 pessoas por milhão de habitantes na sexta-feira, na Grécia esse valor ficou-se em 0,67. No “top 10” dessa tabela, seguem-se Espanha (0,58), Bulgária (0,58), França (0,43), Lituânia (0,37), Itália (0,28), Países Baixos (0,17), Alemanha (0,11) e Polónia (também 0,11). O valor médio da UE é 0,27 – o que significa que o valor português é quase seis vezes maior.

Diário de Notícias
DN
25 Julho 2021 — 16:18

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

910: Novos casos por 100 mil habitantes, Rt e internados em UCI continuam a aumentar

SAÚDE/COVID-19/Rt/INTERNADOS

427 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e Rt acima de 1 não só a nível nacional como em todas as regiões

© Ina FASSBENDER / AFP

O número de novos casos de infecção por covid-19 por 100 mil habitantes e o Rt mantêm uma tendência crescente em Portugal, revela o mais recente relatório da DGS e do INSA com a monitorização das linhas vermelhas.

De acordo com o documento enviado esta sexta-feira às redacções, foram registados 427 casos por 100 mil habitantes no acumulado dos últimos 14 dias.

O limiar de 240 casos por 100 mil habitantes na taxa de incidência acumulada a 14 dias já foi ultrapassado a nível nacional e nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Alentejo e Algarve, sendo que a região mais a sul regista uma taxa de incidência de 960 casos por 100 mil habitantes. Mantendo-se a taxa de crescimento actual, estima-se que a região Centro atinja esse valor nos próximos 15 dias.

Já o Rt continua a apresentar valores superiores a 1 não só a nível nacional (1,07) como em todas as regiões do país, com a tendência crescente a ser mais acentuada no Norte e no Alentejo, que apresentam um Rt de 1,16 e 1,11, respectivamente.

Também o número diário de casos internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência crescente, correspondendo agora a 70% (na semana passada foi de 68%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas.

O número de testes realizados à covid-19 aumentou nos últimos sete dias, sendo que 5,2% foram resultados positivos (na semana passada foi de 4,9%).

Relativamente à variante Delta, originalmente associada à Índia, é a dominante em todas as regiões, “com uma frequência relativa de 94,8% dos casos avaliados” na semana entre 5 a 11 de Julho.

O relatório com a monitorização das linhas vermelhas revela uma actividade epidémica “de elevada intensidade e tendência crescente, disseminada em todo o país e que afecta todas as idades, actualmente com maior impacto nas regiões Algarve, LVT e Norte” e associa o aumento da actividade epidémica “ao predomínio crescente da variante Delta”.

O documento indica que “o incremento do número de casos no grupo etário acima dos 80 anos pode vir a condicionar um aumento de número de internados e eventualmente do número de óbitos nas próximas semanas”.

Diário de Notícias
DN
23 Julho 2021 — 22:18

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

902: Há mais 26 concelhos em risco. Lisboa já atingiu o pico

SAÚDE/RISCOS/PICOS

Índice de transmissibilidade é menor, mas há 116 concelhos em risco elevado e muito elevado de contágio, mais 26 que na semana passada. Regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Açores já travaram trajectória de crescimento.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Açores já quebraram a tendência de aumento diário de novos casos de covid-19. A zona da capital já terá atingido, assim, o pico da quarta vaga da pandemia. “Estão fora de uma trajectória crescente”, um “sinal de que é possível inverter o caminho”, afirmou esta tarde Mariana Vieira da Silva, no final da reunião semanal do Conselho de Ministros.

De acordo com a ministra de Estado e da Presidência, o índice de transmissibilidade no país é “menor do que foi nas últimas semanas”, embora se mantenha acima de um. Já o nível de incidência “continua alto e está actualmente nos 421,3”.

Nesta altura há 116 concelhos no país em risco elevado e muito elevado de contágio – mais 26 que na semana passada, quando se contabilizavam 90. São 61 os concelhos que estão em risco muito elevado de contágio por covid-19 e 55 os que estão em situação de risco elevado.

© Fonte: Conselho de Ministros

© Fonte: Conselho de Ministros

“Já podemos falar de uma situação de alívio? Claro que não”, defendeu a número dois do Governo. Com este pano de fundo, Vieira da Silva anunciou que durante a próxima semana vão manter-se as restrições actualmente em vigor devido à pandemia. Na próxima terça-feira os responsáveis políticos voltam a reunir com os especialistas do Infarmed, pelo que novas decisões só no Conselho de Ministros da próxima quinta-feira.

Sobre a vacinação de crianças e jovens, a ministra remeteu a questão para a Direcção-Geral de Saúde, estando o Governo à espera de uma “decisão técnica”, em função da qual será tomada a decisão final.

Já sobre os testes, Mariana Vieira da Silva diz que Julho foi o mês em que mais se testou em Portugal.

Diário de Notícias
Susete Francisco
22 Julho 2021 — 16:55

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

896: Norte já ultrapassou Lisboa e Vale do Tejo em número de casos

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

O boletim diário da Direcção-Geral da Saúde dá conta neste domingo (dia 18) que Portugal registou mais 3.261 novos casos e oito mortes, 805 internamentos, dos quais 176 em cuidados intensivos, nas últimas 24 horas.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser das mais atingidas nesta quarta vaga da doença.
© André Luís Alves Global Imagens

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 3.261 novos casos de covid-19 e oito mortes. O boletim epidemiológico deste domingo revela também que há 805 internamentos, mais 25 do que no dia anterior, dos quais 176 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, mais três do que no sábado. Desde o dia 18 de Março que Portugal não passava a barreira dos 800 internamentos – nesse dia estavam 828 pessoas hospitalizadas.

Mas no boletim de hoje há ainda a destacar outro dado: a região Norte foi aquela que registou maior número de casos de infecção nas últimas 24 horas, ultrapassando a de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), 1.307 casos no Norte para 1.279 em LVT. A região do Algarve continua a aparecer em terceiro lugar, com 259 casos, seguem-se o Centro com 247 e o Alentejo com 117. Nas ilhas, a Madeira registou nove casos e os Açores 43.

Olhando para os dados da DGS, observa-se que, pela 10.ª semana seguida, o número de novos casos a 7 dias aumenta em comparação com a semana anterior. Na semana de 3 a 9 de maio registaram-se 2.305 casos (o número mais baixo a 7 dias deste ano) e que, daqui para a frente, este número não mais parou se subir, tendo atingido esta semana um máximo de 22.711 casos, mais 3.825 do que na semana passada.

Relativamente aos óbitos, que hoje há um registo de 8 – 5 em LVT, 2 no Norte e 2 no Algarve – também houve um aumento significativo nos últimos sete dias, 51 nos últimos sete dias versus 44 na semana anterior.

Os internados em enfermaria e em UCI também são mais. Este domingo estão internadas 805 pessoas (mais 133 que no domingo passado, 11 de Julho) e 176 em UCI (no passado domingo eram 153). A taxa de incidência também está pior. O índice de transmissibilidade é o que dado que melhorou. No domingo passado, o R(t) a nível nacional era 1,18 e no Continente 1,19.

Neste domingo há ainda 51.771 casos activos, mais 1.995 do que sábado, e 79.710 em vigilância, menos um do que no dia anterior.

Ao todo, o país soma 930.685 casos de infecção, 17.207 mortes e 861.707 recuperados. De acordo com o boletim de hoje, a incidência mantém-se a mesma de há três dias, nos 355,5 casos por 100 mil habitantes a nível nacional e 366,7 no Continente. O R (t) – índice de transmissibilidade, continua em 1,12 a nível nacional e em 1,13 no Continente.

Alemanha regista 1.292 infecções e três mortes nas últimas 24 horas

No dia de hoje a Alemanha registou 1.292 novos casos de covid-19, mais 547 do que no último domingo, e três mortes, aumentando para 91.362 o número de vítimas mortais, anunciaram hoje as autoridades.

Segundo os dados divulgados pelo Instituto Robert Koch de Virologia (RKI), a incidência na Alemanha subiu para 10 casos por 100.000 habitantes em sete dias, após vários dias de um ligeiro, mas constante aumento, quando há uma semana esse indicador era de 6,2 casos de infecção pelo novo coronavírus.

A incidência semanal por 100.000 habitantes é o principal factor na Alemanha para determinar os sucessivos níveis de acção, que começam a ser activados a partir dos 35 casos e aumentam gradualmente.

O pico foi atingido em Dezembro, com 196,7 casos por 100.000 habitantes por semana, um cenário que precipitou o encerramento de lojas, espaços culturais, de restauração e outros serviços não essenciais.

No final de Maio, após meses de restrições apertadas, embora sem limitações gerais à mobilidade, foi registada uma redução constante, até a média nacional ser inferior a 100 casos.

No final de Junho, o número de casos por cada 100.000 habitantes por semana desceu para cinco, enquanto se procedia à reabertura gradual de espaços públicos.

Desde o início da pandemia, foram confirmadas 3,7 milhões de infecções na Alemanha, das quais 3,6 milhões correspondem a pacientes recuperados, e um total de 91.362 pessoas morreram com problemas relacionados com a covid-19.

Boris Johnson em isolamento social na véspera de desconfinamento

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, esteve em contacto com um caso positivo de covid-19, mas apenas cumprirá isolamento profilático quando não estiver a trabalhar, porque está a participar num programa-piloto, anunciou hoje fonte do seu gabinete.

Boris Johnson fica em isolamento social na véspera do levantamento de quase todas as restrições impostas na Inglaterra devido ao coronavírus. A abertura ao desconfinamento está marcada para esta segunda-feira, a qual já baptizado como o “dia da liberdade”.

Johnson e o ministro das Finanças, Rishi Sunak, “foram contactados pelo serviço de saúde pública porque estiveram em contacto com alguém que testou positivo à covid-19”, disse um porta-voz de Downing Street.

O ministro da Saúde, Sajid Javid, anunciou no sábado que testou positivo à doença.

Boris Johnson e Rishi Sunak escaparão, no entanto, a um isolamento completo, porque “participarão num programa-piloto de despistagem diária”, o que permitirá que continuem a trabalhar em Downing Street. “Eles apenas conduzirão assuntos governamentais essenciais durante este período”, disse o porta-voz.

O Reino Unido é um dos países mais afectados da Europa pela covid-19, com mais de 128.000 mortos, e onde os contágios têm subido nas últimas semanas, ultrapassando os 54.000 casos no sábado.

Apesar destes números, Boris Johnson anunciou o levantamento de quase todas as restrições em Inglaterra a partir de segunda-feira, incluindo o uso de máscara ou o distanciamento social, preferindo confiar na “responsabilidade individual” de cada um.

Diário de Notícias
18 Julho 2021 — 14:39

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

895: 3.677 novos casos e cinco mortes em Portugal nas últimas 24 horas

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

O boletim diário da Direcção-Geral da Saúde dá conta que neste sábado (dia 17 de Julho) Portugal registou ainda 780 internamentos, dos quais 173 são em Unidades de Cuidados Intensivos. É pior sábado desde o dia 6 de Fevereiro.

Lisboa pode ter já atingido a quarta vaga
(N.W. – Lisboa JÁ atingiu a 4ª. vaga!)

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 3.677 novos casos de covid-19 e cinco mortes. O boletim epidemiológico deste sábado revela também que há 780 internamentos, mais dois do que no dia anterior, dos quais 173 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, também mais dois do que no dia anterior. Este é o pior sábado em termos de novos casos diários desde o dia 6 de Fevereiro, quando a terceira vaga começava a atenuar.

Portugal soma assim 927.424 casos de infecção desde o início da pandemia e 17 199 óbitos. Neste momento, há 49.776 casos activos e 79.711 contactos em vigilância. No dia de ontem há ainda a registar um R(t) de 1,12 a nível nacional e de 1,13 no Continente, estando a incidência em 355,5 casos por 100 000 habitantes a nível nacional e em 366,7 no Continente. Valores que se mantém em relação a sexta-feira.

Das cinco mortes, ​​​​​​​três ocorrerem na região de Lisboa e Vale do Tejo, aquela que continua à frente em termos de casos de infecção. Hoje, voltou a registar mais 1.581 novos casos, a região Norte não teve mortes, mas continua a subir nos casos, 1.182, a região Centro, teve uma morte e 319 casos, o Alentejo zero mortes e 104 casos e o Algarve, uma morte e 407 casos. A Madeira e os Açores não registaram óbitos, mas tiveram, respectivamente 43 e 41 novos casos.

Estes são os dados do país um dia depois de a ministra da Saúde ter assumido que Lisboa poderia estar a atingir o pico da quarta vaga. Segundo afirmou Marta Temido: “Em Lisboa, talvez neste momento estejamos no pico, mas precisamos dos dados dos próximos dias para ter a certeza de que passámos a fase pior”. Contudo, advertiu, mesmo que isso aconteça, é preciso continuar a apostar nas medidas de precaução básicas. “Elas não são muito exigentes” face à segurança que dão

Portugal é um dos países da União Europeia que está na lista vermelha dos casos de covid-19.

França exige a partir de amanhã teste com 24 horas

Por exemplo, França voltou a afirmar que irá exigir teste com máximo de 24 horas a viajantes de Portugal. A medida entra em vigor a partir de domingo e os viajantes têm de levar testes PCR ou de antigénio à covid-19 com máximo de 24 horas, em contraste com as 72 horas em vigor.

A medida é válida para todas as pessoas que não se encontrem vacinadas.

Espanha, Países Baixos, Grécia e Chipre são os outros países que terão o sistema de controlo reforçado, que também se aplica aos viajantes do Reino Unido, os quais tinham de apresentar um teste negativo feito 48 horas antes e que, agora, passarão igualmente para 24 horas, com a medida a entrar em vigor às 00:00 de domingo (hora local).

Diário de Notícias
17 Julho 2021 — 14:44

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes