613: Como as novas variantes ameaçam o regresso à normalidade

 

SAÚDE/COVID-19/AMEAÇAS/VARIANTES

Após as primeiras vagas da covid-19, autoridades de saúde, governos e cientistas viram agora as suas atenções para as variantes do vírus SARS-CoV-2, consideradas uma nova “ameaça” ao ambicionado regresso à normalidade.

© JUSTIN TALLIS / AFP

A Comissão Europeia já propôs um novo plano de preparação de bio-defesa contra a covid-19 destinado a “preparar a Europa para a crescente ameaça das variantes” do coronavírus, duas das quais já detectadas em Portugal.

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) estima que a variante detectada no Reino Unido represente cerca de 48% de todos os casos covid-19 em Portugal, quando na primeira semana de Janeiro foi responsável por apenas 8% dos casos da doença registados.

Relativamente à variante originária da África do Sul, o INSA apenas identificou quatro casos em Portugal, não tendo sido registado, até quinta-feira, qualquer caso da variante do SARS-CoV-2 descoberta inicialmente em Manaus, no Brasil.

O surgimento de novas variantes do vírus, que os especialistas admitem ter uma maior capacidade de transmissão, tem levantado questões como a eficácia das vacinas já existentes e a possibilidade de gerarem casos mais graves da doença, novas “ameaças” que têm centrado a atenção dos especialistas.

Como surgem as variantes de um vírus

Quando um vírus faz cópias de si mesmo, essas alterações são consideradas mutações. Um vírus com uma ou várias novas mutações é considerado como uma variante do original.

Algumas mutações podem levar a alterações nas características de um vírus, como a sua maior ou menor capacidade de transmissão e o nível ou gravidade de uma doença que pode provocar.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o SARS-CoV-2, que causa a covid-19, tende a alterar-se mais lentamente do que outros vírus já conhecidos, como o Influenza que causa a gripe.

Até agora, centenas de variações do SARS-CoV-2 foram identificadas em várias partes do mundo, com a grande maioria a ter um reduzido impacto nas propriedades do coronavírus original.

Concertação mundial para compreender as variantes do SARS-CoV-2

Desde o início da pandemia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) está a trabalhar com uma rede global de laboratórios especializados em investigação e na realização de testes para melhor compreender o comportamento do SARS-CoV-2.

Estes grupos de pesquisa sequenciam o SARS-CoV-2 e compartilham os resultados em bancos de dados públicos, incluindo o GISAID, uma organização de pesquisa reconhecida pela Comissão Europeia e parceira do PREDEMICS, um projecto sobre a previsão e prevenção de vírus zoonóticos (com capacidade de serem transmitidos por animais aos humanos) com potencial pandémico.

Esta colaboração global permite aos cientistas de várias partes do mundo rastrear o vírus e as suas mutações de forma mais eficaz e rápida.

A rede global de laboratórios da OMS inclui ainda um grupo de trabalho sobre a evolução do SARS-CoV-2 dedicado especificamente a detectar novas mutações e a avaliar o seu previsível impacto.

A OMS tem reiterado a recomendação para que todos os países aumentem o esforço de sequenciamento do vírus e que compartilhem estes dados internacionalmente, num esforço global de monitorização e resposta à evolução da pandemia.

Como é feito este acompanhamento em Portugal

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) é a entidade coordenadora nacional da vigilância laboratorial genética e antigénica do vírus SARS-CoV-2.

Esta vigilância laboratorial compreende a detecção, caracterização genética e antigénica do vírus em território nacional e é desenvolvida com base em redes sentinela (cuidados de saúde primários e hospitais), complementada com outras redes laboratoriais.

A sequenciação do genoma de vírus SARS-CoV-2 permite entender o percurso da transmissão e o tempo em que as diversas variantes genéticas do vírus estão presentes em determinada região ou país.

Ao desvendar o percurso do coronavírus, as autoridades de saúde pública, profissionais de saúde e investigadores podem adoptar as medidas adequadas para tentar conter a sua disseminação e apoiar o desenvolvimento de estratégias de prevenção e de combate contra a covid-19.

A rede de laboratórios nacional deve, obrigatoriamente, proceder ao envio periódico para o INSA de amostras positivas de SARS-CoV-2. Na selecção de amostras para a vigilância laboratorial é privilegiada a representatividade geográfica, cobertura de todas as faixas etárias, apresentação de doença ligeira a grave e surtos locais.

A ameaça das variantes na retoma europeia

O Banco Central Europeu (BCE) considera que as novas estirpes do novo coronavírus representam um risco para a recuperação da economia da Zona Euro.

Na ata da reunião de política monetária de Janeiro, publicada recentemente, o BCE nota que “persiste uma grande incerteza, especialmente no que respeita à dinâmica da pandemia e à implementação atempada das campanhas de vacinação”.

© Jorge Bernal / AFP

Nova estratégia europeia para enfrentar uma nova ameaça

A Comissão Europeia já propôs um novo plano de preparação de bio-defesa contra a covid-19, face à ameaça das variantes do coronavírus, assente numa melhor detecção das estirpes, maior rapidez na aprovação de vacinas e aumento da sua produção.

Denominada “Incubadora HERA” – a sigla da futura Autoridade Europeia de Preparação e Resposta a Emergências de Saúde -, a nova estratégia é justificada pelo executivo comunitário com a necessidade de “preparar a Europa para a crescente ameaça das variantes” do coronavírus.

De acordo com o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC), a variante B.1.1.7, reportada pela primeira vez na Grã-Bretanha, parece estar em vias de se tornar dominante sobre as estirpes anteriores na UE, aponta a Comissão, advertindo que “outras estirpes e mutações poderão emergir no futuro”.

Para preparar a Europa para este cenário, a Comissão Europeia propõe então uma estratégia que envolve investigadores, empresas biotecnológicas, fabricantes, reguladores e autoridades públicas, para monitorizar variantes, trocar dados e cooperar na adaptação de vacinas.

De acordo com Bruxelas, o plano irá focar-se em três grandes pilares: a detecção, análise e adaptação a variantes de vírus; aceleração da aprovação de vacinas adaptadas às novas estirpes e um aumento da produção em massa de vacinas contra a covid-19, novas ou adaptadas.

Autoridades de saúde britânicas investigam nova variante

As autoridades de Saúde britânicas identificaram uma nova variante em Inglaterra do coronavírus da covid-19, que designaram por B1525, com a mesma mutação E484K encontrada noutras variantes mais infecciosas, revelou quarta-feira a Direcção-Geral de Saúde inglesa.

Além da variante B117, que já se alastrou a dezenas de países incluindo Portugal, e da nova B1525, as autoridades de saúde estão a investigar mais duas variantes primeiro identificadas em Inglaterra por também apresentarem a mutação E484K, que é comum noutras variantes detectadas no Brasil e África do Sul.

O Reino Unido tem estado a sequenciar o genoma do vírus de milhares de testes para tentar encontrar mutações e potenciais novas variantes para potencialmente ajudar os cientistas a desenvolver novas vacinas mais eficazes.

ECDC: Variantes são motivo de preocupação na Europa

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) considera, no relatório de avaliação de risco, que os países da União Europeia (UE) e do Espaço Económico Europeu (EEE) têm “observado um aumento substancial no número e proporção de casos” da mutação detectada no Reino Unido, tendo ainda “notificado cada vez mais” casos da estirpe da África do Sul.

Já a variante identificada no Brasil “está a ser notificada a níveis mais baixos, possivelmente porque está principalmente ligada ao intercâmbio de viagens com o Brasil”, observa o organismo, numa alusão à interrupção de viagens decretada por alguns países europeus.

Segundo o ECDC, a variante originária do Reino Unido tem de momento um risco “elevado a muito elevado para a população em geral e muito elevado para indivíduos vulneráveis”, isto porque “parece ser mais transmissível do que as estirpes em circulação anteriormente predominantes e pode causar infecções mais graves”.

Por seu lado, a mutação detectada na África do Sul “está também associada a uma maior transmissibilidade” e poderá levar a uma “potencial de redução da eficácia de algumas das vacinas” já aprovadas contra a covid-19.

Dada esta situação, e com o aumento da circulação destas variantes mais transmissíveis, o ECDC aconselha os Estados-membros (já que a saúde é uma competência nacional) a apostar em “intervenções de saúde pública imediatas, fortes e decisivas são essenciais para controlar a transmissão e salvaguardar a capacidade de cuidados de saúde”.

“A menos que as intervenções não-farmacêuticas [medidas restritivas] se mantenham ou sejam reforçadas em termos de conformidade durante os próximos meses, é de prever um aumento significativo dos casos e mortes relacionados com a covid-19 na UE/EEE”, avisa o centro europeu.

Capacidade de sequenciação na UE abaixo do definido

Na maioria dos Estados-Membros, a capacidade de sequenciação para identificação de variantes do SARS-CoV-2 está abaixo da recomendação definida pela Comissão Europeia para sequenciar 5%-10% das amostras positivas para SARS-CoV-2, alerta o ECDC.

Embora a maioria dos países da UE / EEE esteja investigando activamente o surgimento de variantes da SARS-CoV-2, três países não o estão fazendo.

Muitos países estão a aumentar ou a planear aumentar a sua capacidade de sequenciação, mas indicaram a necessidade de apoio do ECDC.

As necessidades específicas incluem suporte com capacidades de sequenciamento e protocolos e com bio-informática em particular.

Para muitos países, o tempo de resposta para os resultados da pré-triagem PCR compartilhados com as autoridades de saúde pública é superior a 48 horas.

A resposta das vacinas contra as variantes

A UE pretende acelerar os procedimentos de autorização de vacinas melhoradas para responder às diferentes variantes do novo coronavírus, indicou recentemente a comissária da Saúde dos 27.

“Analisamos com a Agência Europeia do Medicamento os procedimentos e decidimos que, doravante, se houver uma vacina melhorada por um fabricante para lutar contras as novas variantes com base numa vacina já existente” e certificada “não haverá a necessidade de passar por todas as etapas da autorização”, disse a comissária Stella Kyriakides.

A Comissão Europeia tem sido criticada pela lentidão ligada ao início das campanhas de vacinação contra a covid-19 nos Estados membros, por causa dos procedimentos de certificação das primeiras vacinas, considerados muito longos em comparação com o Reino Unido ou com os Estados Unidos, mas também no que diz respeito aos pedidos de vacinas.

Um vírus que compete com ele próprio

O vírus que provoca a covid-19 está a “competir com ele próprio neste momento”, gerando novas variantes que vão predominar em qualquer parte do mundo em função da eficácia de disseminação que apresentarem, afirmou o virologista Pedro Simas.

Segundo o especialista do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, enquanto o SARS-CoV-2 apresentar características pandémicas, ou seja, provocar um elevado e generalizado número de infecções diárias, as variantes que surgirem com uma maior capacidade de disseminação “vão-se espalhar por todo o mundo” e não apenas numa determinada área geográfica.

“As variantes que forem mais eficientes a disseminar serão as que vão predominar em qualquer parte do mundo. Há tantas infecções nos vários continentes que as mutações aparecem de forma aleatória. Como há tanta infecção, há uma grande possibilidade dessas mutações aparecerem”, explicou Pedro Simas.

Diário de Notícias
DN com Lusa
20 Fevereiro 2021 — 16:07

 

 

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607: Variante do Reino Unido é até 70% mais mortal, aponta estudo

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE REINO UNIDO

Um estudo divulgado pelo Governo britânico indica que a nova variante do novo coronavírus, agora predominante no país, pode ser até 70% mais mortal que as anteriores.

© EPA/ANDY RAIN

O novo relatório, que se baseia na análise de cerca de 12 estudos, revela que a chamada variante ‘Kent’, nome do condado onde foi inicialmente identificada, é provavelmente 30% a 70% mais mortal do que outras variantes.

Estes estudos compararam a hospitalização e as taxas de mortalidade entre as pessoas infectadas com a nova variante e com outras.

“Os resultados da análise são preocupantes”, disse o médico David Strain, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Exeter e responsável clínico da Covid-19 no Royal Devon & Exeter Hospital.

“A maior transmissibilidade significa que as pessoas que anteriormente estavam entre as de baixo risco de contrair a covid-19 [particularmente as mulheres mais jovens e em boa forma física] estão agora a apanhá-la e acabam no hospital”, afirmou Strain.

Segundo o mesmo especialista, “isto é realçado pelos últimos números de hospitalizados, que agora indicam uma proporção de quase 50:50 entre homens e mulheres, em comparação com o facto de ser predominante nos homens na primeira vaga”.

Os resultados do Estudo do New and Emerging Respiratory Virus Threats Advisory Group, publicado na sexta-feira na página oficial do Governo britânico, tem por base uma investigação preliminar, que foi divulgada a 21 de Janeiro.

O grupo responsável pelo estudo inclui peritos de universidades e agências públicas de todo o Reino Unido.

Os consultores científicos do Governo do Reino Unido manifestam ainda preocupação sobre como as mutações podem alterar as características da doença.

A variante do Reino Unido tinha, na passada quinta-feira, uma prevalência de 43% no número de novos casos de covid-19 registados em Portugal, revelou naquele dia o primeiro-ministro, António Costa.

Diário de Notícias

DN/Lusa

 

 

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591: Variante britânica sofreu mais uma mutação. Cientistas mostram-se preocupados

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTES

A variante britânica do novo coronavírus está a espalhar-se no Reino Unido e não só. Esta poderá ser responsável por 50% das infecções na zona de Lisboa e Vale do Tejo em Portugal e, de acordo com cientistas, aparenta estar a sofrer uma nova mutação.

Vários testes em algumas amostras mostram a mutação – a que foi dado o nome de E484K – já detectada na estirpe da África do Sul e do Brasil. Para já, os especialistas britânicos encontraram apenas alguns casos, cerca de uma dezena.

Os investigadores, que se mostram preocupados com as novas mutações, sugerem que estas alterações podem afectar a eficácia da vacina. Contudo, acreditam que as vacinas que estão a ser usadas actualmente devem funcionar.

No Reino Unido as medidas de controlo já foram apertadas para evitar a transmissão da nova variante e de outras, como a sul-africana, que levou a uma campanha massiva de testagem em alguns bairros de Londres e outras zonas de Inglaterra. Foram ainda introduzidas restrições à entrada no país, medidas que afectam também quem as ligações entre Portugal e o Reino Unido.

Em 214 159 amostras analisadas, os especialistas da Public Health England (instituto de saúde inglês) encontraram 11 casos da variante britânica com a mutação E484K.

Embora estejam preocupados, os cientistas não ficam surpreendidos com estes resultados, uma vez que todos os vírus sofrem mutações.

Porém, é “um desenvolvimento preocupante, embora não totalmente inesperado”, refere Julian Tang, especialista em vírus da Universidade de Leicester, em declarações à BBC.

A epidemiologista defende que é necessário que continuem a ser observadas as medidas sanitárias para travar a disseminação do vírus, de modo a reduzir as mutações.

Tang instou a população a respeitar as restrições vigentes para travar a pandemia, uma vez que “os vírus não apenas se propagam, como também evoluem” para se adaptarem ao meio envolvente.

“Caso contrário, o vírus não só pode continuar a espalhar-se, como também pode evoluir”, alerta Tang.

Segundo a BBC, alguns estudos sugerem que a mutação E484K pode ajudar o vírus a escapar da acção dos anticorpos. A Moderna é uma das farmacêuticas que indicou, no entanto, que os resultados da sua vacina indicam que o fármaco ainda é eficaz contra as variantes com esta mutação.

De acordo com a agência de notícias espanhola (Efe), o académico junta-se a outros especialistas que alertam que a propagação desta mutação dentro da variante detectada no Reino Unido pode ter um efeito negativo sobre a eficácia das vacinas, como acontece com as variantes detectadas no Brasil e na África do Sul, ainda que as actuais vacinas consigam oferecer um certo nível de protecção.

Caso seja necessário, as farmacêuticas podem reajustar o processo de desenvolvimento das vacinas, tendo em conta esta nova realidade.

Várias localidades inglesas começam hoje a fazer análises ao domicílio para detectar e isolar casos positivos da variante com origem na África do Sul, face aos indícios que se está a estender entre a população do Reino Unido.

O governo conservador britânico confirmou na segunda-feira esta iniciativa, depois de se terem detectado em diferentes pontos do país os primeiros casos dessa variante que não estão relacionados directamente com viagens à África do Sul ou a outros casos positivos conhecidos.

Ana Moura Ana Moura, ZAP // Lusa

Por Ana Moura
2 Fevereiro, 2021

 

 

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585: Variante inglesa pode representar 50% dos casos em Lisboa e Vale do Tejo

 

SAÚDE/COVID-19/VARIANTE INGLESA

A ministra da Saúde revelou esta quinta-feira no Parlamento que a presença da variante inglesa da covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo pode representar metade dos casos confirmados.

© PAULO SPRANGER / Global Imagens

Perto de um terço dos casos de covid-19 no país podem corresponder à nova variante detectada no Reino Unido, e a Área Metropolitana de Lisboa pode representar quase metade dos casos confirmados, segundo um documento da Direcção-Geral da Saúde.

O documento, divulgado esta quinta-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, no parlamento, cita dados do laboratório Unilabs, os quais referem que “cerca de 32,2% dos casos podem corresponder à nova variante B.1.1.7, e na região da Área Metropolitana de Lisboa esta variante pode representar quase 50% dos casos confirmados”.

“No entanto, existem limitações inerentes a dados provenientes apenas de um laboratório, e podem não ser representativos”, adverte a Direcção-Geral da Saúde.

Segundo o documento, a proporção da variante detectada no Reino Unido sobre o total de casos “tenderá a aumentar em virtude da vantagem selectiva da maior transmissão. Se for confirmado o aumento da letalidade associado à variante, é expectável um aumento da letalidade em Portugal”.

É ainda citado o relatório no NervTaga de 21 de Janeiro que indica que a variante associada ao Reino Unido apresenta maior transmissibilidade quando comparada com outras variantes, como tem vindo a ser reconhecido internacionalmente.

Recentemente, com base em diferentes estudos realizados, identificou-se a possibilidade de que esta variante seja também mais letal.

Segundo um estudo da Public Health England, os indivíduos infectados com a variante detectada no Reino Unido tiveram um risco de morte de 1,65 vezes superior, quando comparado com os doentes infectados com outras variantes.

O estudo ressalva que “existem limitações importantes a estes resultados, nomeadamente a sua baixa representatividade.

“Apesar destas informações, o risco global de morte por covid-19 mantém-se reduzido”, sublinha.

O documento apresentado por Marta Temido menciona também o caso identificado em Portugal da nova variante detectada na África do Sul, um homem de 36 anos, natural de África do Sul, residente em Lisboa.

A data de diagnóstico de covid-19 foi no passado dia 7 de Janeiro e o caso está dado como recuperado desde o dia 17.

Esta infecção deu origem “a um caso secundário, coabitante, igualmente vigiado e sem outros casos secundários conhecidos, refere a DGS.

“A vigilância epidemiológica e laboratorial de casos importados da África do Sul será mantida, não existindo à data evidência de transmissão comunitária desta variante em Portugal”, salienta.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2 176 000 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 11 608 pessoas dos 685 383 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN
28 Janeiro 2021 — 17:23

 

 

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