768: Luzes cintilantes mostram potencial como novo tratamento para o Alzheimer

CIÊNCIA/SAÚDE/ALZHEIMER

Annabel_P / Pixabay

Uma equipa de investigadores usou som e luzes cintilantes para tratar ratos com a doença de Alzheimer, obtendo alguns resultados positivos. Agora, os cientistas testaram o mesmo tratamento em humanos, conseguindo mais uma vez resultados encorajadores.

A autora principal do estudo, Annabelle Singer, salienta que os resultados foram excelentes, até mesmo melhores do que esperavam. O estudo foi publicado em Maio na revista científica Alzheimer’s & Dementia: Translational Research & Clinical Interventions.

As luzes cintilantes estimulam as ondas gama, manipulando a actividade neural, recrutando o sistema imunitário do cérebro e eliminando os patógenos. Desta forma, o tratamento consegue travar com sucesso a luta contra o Alzheimer.

Esta foi a primeira vez que Singer e sua equipa conseguiram testar a estimulação sensorial gama por um longo período de tempo.

Os dez pacientes que participaram no estudo foram divididos em dois grupos. No primeiro, foram expostos à luz e som a 40 hertz, uma hora por dia durante oito semanas. No segundo grupo, o período foi de quatro semanas após um início atrasado.

Não só a luz e o som eram toleráveis, como provocaram uma resposta positiva do cérebro dos pacientes. Assim como os autores esperavam, a actividade cerebral — ondas gama — estava sincronizada com a estimulação externa.

As ondas gama estão associadas a funções cognitivas de alto nível, como percepção e memória, escreve o portal Big Think.

Alguns participantes relataram zumbido nos ouvidos, dores de cabeça e um leve desconforto que poderá ter sido tonturas relacionadas com as luzes. Mas, regra geral, Singer diz que o perfil de segurança do dispositivo era excelente.

“Estamos a conseguir envolvimento imunitário em humanos”, diz Singer. O tratamento desencadeou a actividade de citocinas, proteínas usadas na sinalização celular — um sinal de que a cintilação activou o sistema imunitário do cérebro.

Os investigadores questionaram-se se um teste mais longe em humanos faria diferença. Por exemplo, haveria actividade amilóide reduzida?

“Até agora, isso é muito preliminar e não estamos nem perto de tirar conclusões sobre o benefício clínico deste tratamento”, disse o co-autor James Lah. “Mas agora temos alguns argumentos muito bons para um estudo maior e mais longo com mais pessoas.”

O estudo surge numa altura em que a Food and Drug Administration (FDA), o regulador dos Estados Unidos para a alimentação e medicamentos, aprovou, pela primeira vez desde 2003, um novo medicamento para tratar o Alzheimer — que parece ser eficaz.

O fármaco, Aduhelm, que segundo a FDA é o “primeiro tratamento dirigido à fisiopatologia subjacente ao Alzheimer”, detecta placas beta-amiloides no cérebro, remove estas placas e desacelera o avanço da doença. Os efeitos benéficos ainda não são totalmente conhecidos, mas os resultados dos testes são promissores, diz o regulador.

Por Daniel Costa
17 Junho, 2021

 

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740: EUA aprovam primeiro novo fármaco para Alzheimer em 20 anos, mas terapia levanta dúvidas

 

SAÚDE/FÁRMACOS/ALZHEIMER

A autoridade do medicamento norte-americana (FDA) aprovou o primeiro novo fármaco para a doença de Alzheimer em quase 20 anos, apesar de consultores independentes avisarem que o tratamento não demonstrou ser eficaz em desacelerar a doença.

© DR

Em causa está um novo medicamento desenvolvido pela farmacêutica Biogen, em parceria com a japonesa Eisai Co., para pacientes com Alzheimer, e o único que o regulador considera provavelmente capaz de tratar a doença subjacente, em vez de controlar apenas sintomas como a ansiedade e insónia.

De acordo com a agência Associated Press (AP), a decisão, que poderá ter um impacto na vida de milhões de idosos e das suas famílias, deverá gerar divergências entre médicos, investigadores e grupos de pacientes, afectando também no longo prazo os padrões usados para avaliar terapias experimentais.

O novo medicamento, que é administrado por infusão a cada quatro semanas, não mostrou evidências de conseguir reverter o agravamento da saúde mental, atrasando-o em apenas um estudo.

Em Novembro, um grupo externo de especialistas neurológicos da FDA deu parecer negativo a uma série de questões sobre se os dados do estudo submetido pela Biogen mostraram que o fármaco era eficaz.

A FDA solicitou, entretanto, que a farmacêutica conduza um estudo de acompanhamento para confirmar os benefícios para os pacientes. Se o novo estudo também não demonstrar a eficácia do medicamento, a FDA poderá retirá-lo do mercado, embora raramente o faça.

A Biogen não divulgou o preço do novo fármaco, mas especialistas estimam que um ano de tratamento possa custar entre cerca de 24.500 euros e quase 41 mil euros. Uma outra análise preliminar concluiu que o medicamento teria de custar entre 2.050 euros e 6.800 euros por ano para ter um bom valor, com base nos “pequenos benefícios gerais para a saúde” sugeridos.

Um instituto sem fins lucrativos de Boston, o Institute for Clinical and Economic Review, acrescentou que “qualquer preço é muito alto” se o benefício do medicamento não for confirmado em estudos futuros para acompanhar os doentes.

É a primeira vez em 20 anos que a FDA aprova um novo medicamento para o Alzheimer, que nos Estados Unidos afecta quase seis milhões de pessoas.

O novo fármaco é produzido através de células vivas que deverão ser administradas por infusão num consultório médico ou hospital. O efeito secundário mais comum foi inflamação no cérebro, que na maioria dos casos não causou sintomas ou problemas duradouros.

Em 2019, a farmacêutica norte-americana interrompeu dois estudos do medicamento depois de resultados que sugeriam que o “aducanumabe” (o anticorpo utilizado) não cumpria o objectivo de desacelerar a degenerescência mental e funcional em pacientes com Alzheimer.

Mais tarde, a empresa anunciou que uma nova análise de um dos estudos levava a concluir que o medicamento era eficaz em doses mais elevadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Junho 2021 — 19:00

 

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729: Cuidadores informais recebem, em média, 310 euros por mês

 

SAÚDE/CUIDADORES INFORMAIS

guvo59 / Pixabay

As pessoas que detêm o Estatuto do Cuidador Informal e que residem nos 30 concelhos-piloto estão a receber, em média, 310 euros por mês.

O Ministério da Segurança Social revelou ao Jornal de Notícias que as 976 pessoas que detêm o Estatuto do Cuidador Informal (ECI) e que residem nos 30 concelhos-piloto recebem, em média, um apoio no valor de 310,30 euros por mês.

“Há famílias a receber 300 euros, mas há outras a receber 200 euros. É um valor baixo, porque há muitas famílias que estão a viver só de complementos”, disse ao diário a vice-presidente da Associação Nacional de Cuidadores Informais (ANCI), Maria dos Anjos Catapirra.

O subsídio tem um valor máximo de 438,81 euros e será alargado ao resto do país. Matosinhos, Penafiel, Amadora e Portimão são os concelhos onde foram apresentados mais pedidos durante o período de um ano em que vigorou o projecto.

Nos 30 concelhos abrangidos pelo projecto-piloto, os cuidadores têm direito ao reconhecimento do estatuto e a um apoio financeiro pelos cuidados prestados. O JN esclarece que os cuidadores que recebam pensões de velhice não se podem candidatar.

“Há um leque muito grande de pessoas que não está a ser contemplado e a larga maioria são idosos“, disse Maria dos Anjos Catapirra.

Até 31 de maio, o Ministério da Segurança Social atribuiu o estatuto a 3562 pessoas, das quais 976 nos 30 concelhos-piloto.

ZAP ZAP //

Por ZAP
4 Junho, 2021

 

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691: Estudo sugere que há quatro tipos de Alzheimer

 

SAÚDE/ALZHEIMER

André Ulyssesdesalis / Pexels

Uma equipa de investigadores sugere que há quatro tipos da doença de Alzheimer, que atacam diferentes zonas do cérebro e têm sintomas distintos.

Um novo estudo sugere que o Alzheimer é uma doença bem mais complexa daquilo que pensávamos. Não existe uma forma “típica” da doença de Alzheimer, uma vez que a condição pode manifestar-se de pelo menos quatro maneiras diferentes, dizem os investigadores.

Cada um destes quatro tipos de Alzheimer ataca diferentes regiões do cérebro, sugerem ainda os autores do estudo publicado na revista científica Nature Medicine.

A proteína tau é considera a culpada do aparecimento e desenvolvimento da doença, embora ainda não haja certezas em relação à sua causa. Alguns especialistas sugerem que a agregação e disseminação desta proteína poderá ser apenas uma das suas consequências.

De qualquer forma, a disseminação de tau pode ser usada para identificar esta doença, que é a forma mais comum de demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos.

A equipa de investigadores analisou os dados de Tomografias por Emissão de Positrões (PET) de 1.143 pessoas para ver onde no cérebro as proteínas tau estavam a acumular-se.

A PET é uma técnica de imagem médica recente que utiliza moléculas que incluem um componente radioactivo. Quando administradas no corpo humano, estas moléculas permitem detectar e localizar reacções bioquímicas associadas a determinadas doenças.

De acordo com o Big Think, um algoritmo foi aplicado a estes dados, sendo capaz de categorizar os padrões nas imagens. Isto pode significar que existem quatro subtipos de Alzheimer, cada um com diferentes áreas afectadas do cérebro, sintomas e prognósticos.

Jacob Vogel
Os quatro tipos diferentes de Alzheimer.

No primeiro tipo, a proteína tau espalha-se dentro do lobo temporal, afectando a memória. Este tipo foi observado em 33% dos casos de Alzheimer, sendo o mais comum.

O tipo dois é o inverso do tipo um. A proteína tau espalha-se principalmente no córtex cerebral. Os pacientes têm menos problemas de memória, mas mais dificuldades para planear e executar acções. Este tipo manifestou-se em 18% dos casos.

O tipo três tem como alvo o córtex visual, a parte do cérebro que processa as informações visuais. Nesta forma de Alzheimer, os pacientes têm dificuldade particular com orientação, movimento e processamento de informações sensoriais. Este tipo ocorreu em 30% dos casos.

Por fim, no quarto tipo, a proteína espalha-se no hemisfério esquerdo do cérebro e parece afectar principalmente a linguagem. Manifestou-se nos 19% restantes casos.

A confirmar-se, um diagnóstico mais preciso de Alzheimer pode ajudar a fornecer tratamento especializado para futuros pacientes.

Por Daniel Costa
9 Maio, 2021

 

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622: Nova esperança para o Alzheimer

 

SAÚDE/ALZHEIMER

A investigadora Ana Teresa Viegas, da Universidade de Coimbra, descobriu um potencial alvo terapêutico que pode ser fundamental em tratamentos futuros da doença de Alzheimer.

© Maria João Gala /Global Imagens

O Alzheimer é uma patologia neuro-degenerativa, que atinge o hipocampo – a região cerebral onde se formam e consolidam as memórias. Esta doença tem um enorme impacto na saúde mundial, uma vez que ainda não existem terapias eficazes. Mas essa realidade pode mudar graças a uma equipa de investigadores portugueses do Centro de Neuro-ciências e Biologia Celular (CNC).

Ana Teresa Viegas e os seus colegas conseguiram apurar os benefícios do aumento dos níveis do microARN-31 no plasma dos doentes, utilizando ratinhos fêmeas de laboratório. E o sexo dos modelos utilizados é importante, uma vez que o Alzheimer tem particular prevalência em mulheres.

Entre outras observações importantes, os investigadores concluíram que os animais tratados com o microARN-31 apresentavam menores deficits de memória e menores níveis de ansiedade e inflexibilidade cognitiva.

Este estudo, publicado na revista científica Molecular Therapy – Nucleic Acids, foi realizado por uma equipa de cientistas portugueses do Centro de Neuro-ciências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra.

Para saber mais clique AQUI

Diário de Notícias
Paulo Caetano
28 Fevereiro 2021 — 07:00

 

 

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593: Obesidade pode agravar os efeitos da doença de Alzheimer

 

SAÚDE/OBESIDADE/ALZHEIMER

Tony Alter / Flickr

O excesso de peso é um “fardo adicional” para a saúde do cérebro e pode agravar os efeitos da doença de Alzheimer, que afecta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e para a qual não há ainda cura.

A conclusão é de uma nova investigação levada a cabo pela Universidade de Sheffield, no Reino Unido, e os seus resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada The Journal of Alzheimer’s Disease Reports.

De acordo com a investigação, a obesidade pode contribuir para a vulnerabilidade do tecido neuronal e, em sentido oposto, manter um peso saudável durante um quadro clínico de Alzheimer ou demência pode ajudar a preservar a estrutura do cérebro.

“É importante enfatizar que este estudo não mostra que a obesidade causa a doença de Alzheimer, mostrando antes que o excesso de peso é um fardo adicional para a saúde do cérebro e pode agravar a doença”, explicou a autora principal do estudo, Annalena Venner, citada em comunicado difundido pelo portal Eureka Alert, frisando que a prevenção tem um papel muito importante na luta contra esta doença neuro-degenerativa.

“As doenças que causam a demência, como o Alzheimer e a demência vascular, permanecem em segundo plano durante muitos anos. Por isso, esperar até aos 60 anos para perder peso é tarde de mais. Precisamos de começar a pensar na saúde do cérebro e na prevenção destas doenças muito mais cedo”, sustentou, destacando ainda o papel da educação: “Educar crianças e adolescentes sobre o papel que o excesso de peso desempenha nas multi-morbilidades, incluindo doenças neuro-degenerativas, é vital“.

Recorrendo a técnicas pioneiras de neuro-imagem, a equipa de cientistas analisou imagens de ressonância magnética do cérebro de 172 voluntários: 47 pacientes com diagnóstico clínico de demência leve da doença de Alzheimer, 68 pacientes com comprometimento cognitivo leve e 57 indivíduos cognitivamente saudáveis.

A equipa comparou as imagens e procurou diferenças na anatomia do cérebro, fluxo sanguíneo, bem como nas fibras do cérebro, avaliando o volume da massa cinzenta – que se degenera no início da doença de Alzheimer – e a integridade da substância branca, associada ao fluxo sanguíneo cerebral e à obesidade.

O estudo também evidenciou que manter um peso saudável num quadro de demência leve causada pela doença de Alzheimer pode ajudar a preservar a estrutura do cérebro.

“A perda de peso é, por norma, um dos primeiros sintomas nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, quando as pessoas se esquecem de comer ou começam a fazer pequenos lanches com biscoitos ou batatas fritas, em vez de refeições mais nutritivas”, explicou ainda o co-autor do estudo Matteo De Marco.

E rematou: “Descobrimos que manter um peso saudável pode ajudar a preservar a estrutura do cérebro em pessoas que já sofrem de demência leve da doença de Alzheimer”.

Por Sara Silva Alves
4 Fevereiro, 2021

 

 

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