692: Calamidade até 30 de Maio. Mais três concelhos desconfinam, dois recuam

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

País está, nesta altura, com uma incidência a 14 dias abaixo dos 50 casos por 100 mil habitantes, avançou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, após a reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Num contexto geral de decréscimo “muito significativo” de casos de covid-19 – o país tem agora uma incidência a 14 dias abaixo dos 50 casos por 100 mil habitantes – a excepção vai para os concelhos de Arganil e Lamego, os únicos que recuam no desconfinamento, regredindo para as regras definidas para 19 de Abril. Um terceiro concelho – Resende – permanece no mesmo nível, vigorando as medidas adoptadas na generalidade do país a 5 de Abril.

Em sentido oposto, avançam no desconfinamento, juntando-se ao resto do país, os concelhos de Carregal do Sal, Cabeceiras de Basto e Paredes. Também a freguesia de Longueira-Almograve, em Odemira – que esteve com cerca sanitária até à meia-noite da última terça-feira – passa a acompanhar o resto do país.

Já São Teotónio, a segunda freguesia de Odemira que foi alvo de uma cerca sanitária, “mantém ainda níveis de incidência elevada, ainda que as autoridades de saúde digam que não existe neste momento transmissão comunitária”, segundo avançou esta tarde a ministra de Estado e da Presidência. Avança um passo no desconfinamento, mas para as regras de 5 de Abril, o que permite a abertura de lojas e a permanência em esplanadas.

Falando na conferência de imprensa após o final do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva sublinhou que há sete concelhos que estavam em alerta na semana passada e que assim se mantêm, há cinco concelhos que entram agora em situação de alerta e 14 concelhos que deixam de estar. “Temos mais concelhos a sair de níveis acima de 120 [casos por 100 mil habitantes] do que concelhos a entrar e isso é um retrato do país”, sublinhou a ministra, destacando a evolução favorável da pandemia nas últimas semanas.

Face a este cenário, Mariana Vieira da Silva avançou que o Governo fez alguns “acertos” às medidas previstas, decidindo que podem agora reabrir os parques infantis não públicos, os parques aquáticos e e os itinerantes de diversão. “Para todos os concelhos que estiverem no nível maior de desconfinamento – que são quase todos -, há possibilidade de entrada em actividade dos itinerantes de diversão, dos parques infantis que não os públicos, que já tinham aberto há 15 dias, e dos parques aquáticos”,, especificou.

As actividades desportivas passam a funcionar até às 22.30 horas, acompanhando os horários da restauração e das actividades culturais. Até agora estavam limitadas às 21 horas aos dias de semana e às 19 horas ao fim de semana.

As restantes regras que já estavam previstas para cada nível de desconfinamento vão manter-se.

Apesar dos números positivos, o Conselho de Ministros desta tarde decidiu prolongar o estado de calamidade até 30 de maio.

Teletrabalho obrigatório reavaliado no final de Maio

Na conferência de imprensa, Mariana Vieira da Silva confirmou que se mantém a obrigatoriedade do teletrabalho até final de maio, mas acrescentou que a medida será reavaliada nessa altura, depois de ser conhecido o novo plano de riscos que foi pedido a Óscar Felgueiras e Raquel Duarte, e numa altura em que as pessoas com mais de 60 anos já estarão vacinadas. Nessa altura serão reanalisadas outras restrições que estão ainda em vigor.

Mariana Vieira da Silva avançou ainda que a final da Liga dos Campeões, que decorrerá no estádio do Dragão, no Porto, a 29 de maio, vai ter lugares marcados, com bilhetes nominais. Segundo a ministra haverá um limite de 12 mil adeptos no estádio, e estes terão de viajar “em bolha” e não poderão permanecer no país mais que 24 horas.

“As pessoas que vierem à final da Liga dos Campeões virão e regressarão no mesmo dia, com teste feito, em situação de bolha, ou seja, em voos charter, com deslocações para uma zona de espera. Daí irão para o estádio e depois para o aeroporto, estando em território nacional menos de 24 horas, numa permanência em bolha e com testes obrigatórios, feitos, em princípio, antes de entrarem no avião”, sublinhou a governante.

Praias com semáforos, mas a verde com metade da lotação

Tal como já sucedeu na época balnear de 2020/2021, as praias voltam a ter semáforos para controlar a lotação, mas os níveis de ocupação são alterados – até 50% da ocupação o semáforo permanece verde; de 50 a 90% da lotação ficará amarelo; acima de 90% dará lugar ao semáforo vermelho. O ano passado o semáforo verde aplicava-se a uma lotação até um terço.

Segundo a ministra, tal como no ano passado, não é necessário usar máscara na praia”, mas será obrigatório usá-la nos acessos à praia, nos acessos aos cafés e restaurantes, no interior dos restaurantes e nas casas de banho”. A diferença é que este ano o incumprimento ficará sujeito a multa.

Diário de Notícias

 

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691: Estudo sugere que há quatro tipos de Alzheimer

 

 

SAÚDE/ALZHEIMER

André Ulyssesdesalis / Pexels

Uma equipa de investigadores sugere que há quatro tipos da doença de Alzheimer, que atacam diferentes zonas do cérebro e têm sintomas distintos.

Um novo estudo sugere que o Alzheimer é uma doença bem mais complexa daquilo que pensávamos. Não existe uma forma “típica” da doença de Alzheimer, uma vez que a condição pode manifestar-se de pelo menos quatro maneiras diferentes, dizem os investigadores.

Cada um destes quatro tipos de Alzheimer ataca diferentes regiões do cérebro, sugerem ainda os autores do estudo publicado na revista científica Nature Medicine.

A proteína tau é considera a culpada do aparecimento e desenvolvimento da doença, embora ainda não haja certezas em relação à sua causa. Alguns especialistas sugerem que a agregação e disseminação desta proteína poderá ser apenas uma das suas consequências.

De qualquer forma, a disseminação de tau pode ser usada para identificar esta doença, que é a forma mais comum de demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos.

A equipa de investigadores analisou os dados de Tomografias por Emissão de Positrões (PET) de 1.143 pessoas para ver onde no cérebro as proteínas tau estavam a acumular-se.

A PET é uma técnica de imagem médica recente que utiliza moléculas que incluem um componente radioactivo. Quando administradas no corpo humano, estas moléculas permitem detectar e localizar reacções bioquímicas associadas a determinadas doenças.

De acordo com o Big Think, um algoritmo foi aplicado a estes dados, sendo capaz de categorizar os padrões nas imagens. Isto pode significar que existem quatro subtipos de Alzheimer, cada um com diferentes áreas afectadas do cérebro, sintomas e prognósticos.

Jacob Vogel
Os quatro tipos diferentes de Alzheimer.

No primeiro tipo, a proteína tau espalha-se dentro do lobo temporal, afectando a memória. Este tipo foi observado em 33% dos casos de Alzheimer, sendo o mais comum.

O tipo dois é o inverso do tipo um. A proteína tau espalha-se principalmente no córtex cerebral. Os pacientes têm menos problemas de memória, mas mais dificuldades para planear e executar acções. Este tipo manifestou-se em 18% dos casos.

O tipo três tem como alvo o córtex visual, a parte do cérebro que processa as informações visuais. Nesta forma de Alzheimer, os pacientes têm dificuldade particular com orientação, movimento e processamento de informações sensoriais. Este tipo ocorreu em 30% dos casos.

Por fim, no quarto tipo, a proteína espalha-se no hemisfério esquerdo do cérebro e parece afectar principalmente a linguagem. Manifestou-se nos 19% restantes casos.

A confirmar-se, um diagnóstico mais preciso de Alzheimer pode ajudar a fornecer tratamento especializado para futuros pacientes.

Por Daniel Costa
9 Maio, 2021

 

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690: Agendamento a partir dos 60 anos já arrancou

 

 

SAÚDE/VACINAÇÃO/AGENDAMENTO

O auto-agendamento para a vacinação contra a covid-19 passou a contemplar as pessoas a partir dos 60 anos, em vez dos actuais 65.

As pessoas com mais de 60 anos vão começar a auto-agendar a vacinação
© Rita Chantre / Global Imagens

As pessoas a partir dos 60 anos já podem fazer o agendamento para a vacinação contra a covid-19, que até agora estava reservado a maiores de 65 anos, disse à Lusa a “task force” da vacinação.

A decisão de antecipar a medida de alargar o auto-agendamento para a vacinação às pessoas a partir dos 60 anos prendeu-se com o elevado ritmo de vacinação registado nos últimos dias, explicou à Lusa fonte da “task force”.

À Lusa, o responsável revelou que houve pessoas acima dos 60 anos que já conseguiram uma marcação para quinta-feira, uma vez que serão vacinados em centros onde há menos procura.

Na sexta-feira, a equipa responsável pela operacionalização da vacinação tinha adiantado à agência Lusa que era expectável abrir o auto-agendamento para os maiores de 60 anos.

Esta nova fase começou este fim-de-semana e espera-se que até ao final do mês as pessoas acima dos 60 anos tenham sido vacinadas com, pelo menos, uma dose.

O portal destinado ao auto agendamento para a vacinação começou a funcionar a 23 de Abril, tendo registado, até ao início da semana passada, cerca de 206 mil inscrições para a toma da vacina contra a covid-19.

Portugal atingiu já um milhão de pessoas com a vacinação completa com a segunda dose ou com a inoculação com a vacina de toma única da Janssen, o que corresponde a mais de 10% da população portuguesa.

Na quinta e sexta-feira foram administradas mais de 100 mil doses por dia e a expectativa na task force é ter as pessoas acima dos 60 anos vacinadas com pelo menos uma dose até ao fim deste mês.

Sistema complexo de massivo

“Tratando-se de um sistema complexo e massivo e que se encontra em transição, optou-se nesta fase inicial abrir o auto-agendamento somente a pessoas com mais de 65 anos, sendo expectável abrir o auto-agendamento para as pessoas com mais de 60 anos no final da próxima semana ou início da seguinte”, respondeu a ‘task force’ a uma questão enviada pela Lusa. Mas já este domingo, as datas foram alteradas sendo já possível marcar dia e hora para ser vacinado.

O auto-agendamento visa dar continuidade ao aumento do ritmo de vacinação, com vista a ter toda a faixa etária acima dos 60 anos de idade vacinada com pelo menos a primeira dose “até ao final de maio ou na terceira semana de maio”, como antecipou em 21 de Abril a ministra da Saúde, Marta Temido.

A ‘task force’ responsável pela coordenação do plano de vacinação salientou também o papel do sistema de auto-agendamento pela Internet na intensificação da administração de vacinas para o objectivo de 100 mil inoculações diárias, cuja marcação era anteriormente centralizada nos serviços de saúde, nomeadamente Administrações Regionais de Saúde (ARS) e Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).

“Esta mudança permitiu um incremento muito significativo de agendamentos e a libertação de profissionais de saúde, que se encontravam empenhados no agendamento local, contribuindo de forma muito significativa para o necessário aumento do ritmo de inoculações. Sem esta mudança não seria possível atingir o ritmo de vacinação necessário”, esclareceu a mesma fonte da ‘task force’.

Em 23 de Abril entrou em funcionamento o portal destinado ao auto agendamento para a vacinação, que tinha registado, até ao início desta semana, cerca de 206 mil inscrições para a toma da vacina contra a covid-19. Portugal atingiu já um milhão de pessoas com a vacinação completa com a segunda dose ou com a inoculação com a vacina de toma única da Janssen, o que corresponde a mais de 10% da população portuguesa.

Em Portugal, morreram 16.989 pessoas dos 838.852 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

O país registou este domingo uma morte atribuída à covid-19, 324 novos casos de infecção pelo novo coronavírus e uma ligeira subida no número de internamentos em enfermaria, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Desde o início da pandemia, Portugal já contabilizou 839.582 casos de infecção confirmados e 16.992 óbitos.

Notícia actualizada às 14:30

Diário de Notícias
DN/ Lusa
09 Maio 2021 — 11:08

 

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689: Dois mortos e menos 20 internados por covid-19 em 24 horas

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Estão internados 260 doentes (menos 20 do que na véspera), dos quais 74 (menos um) em unidades de cuidados intensivos. Portugal tem 22.260 casos activos da infecção por covid-19, indica o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde.

Os testes à covid-19 têm vindo a ser intensificados
© MÁRIO CRUZ/LUSA

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 406 casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório deste sábado (8 de Maio) mostra também que morreram mais duas pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

Estão internados 260 doentes (menos 20 do que na véspera), dos quais 74 (menos um) em unidades de cuidados intensivos. No caso dos doentes mais graves, é preciso recuar a 24 de Setembro de 2020 para encontrar menos de 80 doentes nos cuidados intensivos.

Há agora 22.260 casos activos no País, menos 161 do que no boletim de sexta-feira tendo sido registados mais 565 recuperados. Os contactos em vigilância são 20.656 menos 406 do que há 24 horas.

A região norte é aquela que apresenta maior número de novos casos, com 127 e uma morte, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo, com 115 novas infecções e também uma morte registada. A região centro tem 49 novos casos, a do Alentejo 23 e o Algarve 61, mas em nenhuma destas se registou qualquer óbito.

Na região autónoma dos Açores há 22 novos casos de covid-19 e na da Madeira apenas 9, sem que em nenhum haja vítimas mortais da doença.

A taxa de incidência é agora de 61,3 casos de infecção por SARS-CoV-2 por cem mil habitantes a nível nacional (59 casos por cem mil habitantes quando é tido em conta só no Continente). O risco de transmissibilidade R(t) é de 0,95.

Mais vacinas e patentes em discussão

Dados registados num dia em que a União Europeia concluiu um acordo com a ​​​​BioNTech/Pfizer para a aquisição de 1,8 mil milhões de doses extra da vacina contra a covid-19 desenvolvida por estas farmacêuticas, disse a presidente a Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, este sábado.

“Feliz de anunciar que a Comissão Europeia acaba de aprovar um contrato que garante 900 milhões de doses (+900 milhões opcionais) com a BioNTech/Pfizer para 2021-2023”, disse no Twitter.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, também afirmou este sábado que a União Europeia está pronta para debater uma proposta dos EUA para o levantamento das patentes das vacinas contra a covid-19 assim que uma proposta concreta aconteça.

“Estamos prontos para falar sobre este assunto assim que uma proposta concreta seja posta sobre a mesa”, disse Charles Michel, citado pela AFP. Os líderes dos estados-membros da UE estão reunidos para a cimeira social que decorre no Porto.

Diário de Notícias
08 Maio 2021 — 14:06

 

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688: Mais uma morte e 377 casos em Portugal em 24 horas

 

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Reportados mais 490 casos de pessoas que recuperaram da covid-19, indica o boletim epidemiológico da DGS. R(t) desce para 0,92 e incidência também recua.

Profissionais de saúde preparam a realização de testes à presença do SARS-CoV-2 pouco antes do espectáculo do humorista Fernando Rocha, o primeiro evento-teste a grandes eventos culturais ao vivo e com público © HUGO DELGADO/LUSA

Registaram-se mais 377 casos de covid-19 e uma morte nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde.

O relatório desta sexta-feira (7 de maio) indica que estão hospitalizados 280 doentes infectados com o novo coronavírus (menos três face ao dia de ontem), dos quais 75 (menos dois) em unidades de cuidados intensivos.

Desde o início da pandemia, Portugal já confirmou 838.852 diagnósticos de covid-19 e 16.989 óbitos.

Em 24 horas, recuperaram da doença mais 490 pessoas, são, no total, 799.442, sendo que, ao dia de hoje, existem 22.421 casos activos da infecção (menos 114).

A incidência da infecção por SARS-CoV-2 a 14 dias recua para 57,7 casos por 100 mil habitantes a nível nacional. Tendo em conta só o território continental, este indicador situa-se nos 55,4 casos de infecção por 100 mil habitantes.

O índice de transmissibilidade, R(t), também desce. Passa de 0,95 para 0,92.

Estes dois indicadores constam da matriz de risco, que serve de base ao Governo para a gestão do processo de desconfinamento.

Os valores indicam que Portugal mantém-se na zona verde desta matriz de risco.

© DGS

O Algarve registou a única morte por covid-19, em 24 horas, tendo esta região confirmado mais 16 casos. A vítima mortal, uma mulher, tinha entre 60 e 69 anos.

A região Norte mantém-se como a que regista o maior número de novos casos (143), seguida de Lisboa e Vale do Tejo, com mais 125 infecções.

Verificaram-se ainda mais 67 casos no Centro, nove no Alentejo, outros nove nos Açores e oito na Madeira.

© DGS

O relatório da DGS indica também que há menos 947 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, sendo 21.063 no total.

Portugal continental tem um milhão de pessoas com a vacinação completa

Antes da divulgação do boletim da DGS, a task force do plano de vacinação fez saber que cerca de 100 mil pessoas receberam a vacina contra a covid-19 na quinta-feira e hoje deverá ser administrado o mesmo número de doses, o que antecipa em uma semana a meta definida pela estrutura que coordena a logística da vacinação.

“No dia de ontem (quinta-feira) foram administradas cerca de 100 mil vacinas, número que se deverá registar igualmente no dia de hoje, antecipando-se assim a expectativa inicial em cerca de uma semana”, adiantou a task force, liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo, numa informação enviada à Lusa.

A meta de vacinar 100 mil pessoas por dia “só foi possível com a implementação do processo de auto agendamento”, explica a estrutura que gere o plano de vacinação.

A task force avançou ainda que Portugal continental alcançou na quinta-feira a marca de um milhão de pessoas com a vacinação completa com a segunda dose ou com a inoculação com a vacina de toma única da Janssen, o que corresponde a mais de 10% da população portuguesa.

Algarve pede alívio das restrições às viagens

Numa altura em que aumenta o ritmo de vacinação contra a infecção por SARS-CoV-2 e os números indicam uma estabilização da evolução da pandemia, o Algarve pede alívio das restrições às viagens.

“É importante que Portugal, na próxima revisão do estado de calamidade, não condicione as viagens para Portugal apenas a viagens essenciais. Isso será determinante. Já podíamos estar a receber viajantes com mais volume com estas condições se, também nós, não decidíssemos unilateralmente nesse instrumento do estado de calamidade definir essa condição de apenas poderem viajar pessoas com motivos essenciais“, diz ao Dinheiro Vivo João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA).

Assume que há “bons” indicadores para os próximos meses, mas não esconde que “a incerteza ainda nos deixa na expectativa”. E espera boas notícias de Londres no final da semana.

A nível mundial, os dados mais recentes indicam que os casos de infecção aproximam-se dos 156 milhões desde início da pandemia, de acordo com o balanço diário da AFP.

No total, e desde que o novo coronavírus foi identificado na China em Dezembro de 2019, pelo menos 155.981.070 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em todo o mundo.

Diário de Notícias
DN
07 Maio 2021 — 14:47

 

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687: Vai haver passaporte covid já em Junho. Portugal testa no fim do mês

 

 

SAÚDE/PASSAPORTE COVID

Certificados Verdes Digitais prontos já em Junho, ficam à espera da aprovação legislativa. Fontes comunitárias explicam o processo “seguro e escalável” entre países com gateway sediada no Luxemburgo. Certificado poderá ser partilhável entre países e, se cada Estado quiser, usado em concertos. Há 1 milhão de euros para apoio à infra-estrutura. Explicamos o funcionamento previsto.

O Certificado Verde Digital europeu
Foto DR

Os Certificados Verdes Digitais (CVD) – os passaportes covid europeus que servirão como base para facilitar a circulação e cujo nome se deve “a circulação permitida, ou seja, verde” – já estão a ser ultimados do ponto de vista técnico pela Comissão Europeia e a partir de Junho, assim que a legislação seja aprovada, podem ser de imediato postos em prática em cada país. Fontes comunitárias indicaram ao Dinheiro Vivo que para que isso aconteça os testes à plataforma base (escalável pelos países, segura e em open source) que vai permitir que todo o sistema dos CVD funcione, começam já a ser feitos em Maio.

Portugal está no segundo grupo de países que terá testes a decorrer no final deste mês no que se espera que seja um processo rápido e encriptado.

Na prática, para que tudo funcione a nível europeu a tempo do verão, permitindo simplificar o acesso à informação de cada cidadão para facilitar as deslocações entre países (se já foi vacinado, se recebeu teste PCR negativo ou se recuperou de covid) existem três plataformas para este ecossistema que está agora a ser criado antes dos últimos pormenores legislativos, para haver tempo de “salvar” o verão a nível de turismo. São eles: a app para os cidadãos, a app de verificação (para as entidades competentes) e o sistema para passar os certificados.

Como funcionará o sistema?

Os certificados (passaportes covid) europeus são gerados quando os cidadãos os pedem e fazem uso dos sistemas de informação já existentes do Serviço Nacional de Saúde de cada país onde já estará o registo de quem foi vacinado, testado ou teve covid – em alguns Estados membro são emitidos automaticamente, não é necessário qualquer pedido (não deve ser o caso nacional).

Tudo indica poderão ser emitidos por hospitais, centros de testes e autoridades de saúde e em alguns países também será em farmácias.

Os cidadãos vão depois ter acesso ao certificado em papel ou no formato digital (na app) e mostram-nos sempre que as autoridades com apps para os ler os solicitam, neste caso para viagens (não substitui os documentos de identificação), mas pode ser usado noutras circunstâncias – a decisão será de cada Estado membro. O código QR gerado contém informações essenciais, bem como um selo digital, para garantir a autenticidade do certificado.

Uma das hipóteses é o uso para concertos ou festivais de música, por exemplo – aí os organizadores têm de solicitar acesso às apps de verificação (e respectivas chaves públicas de acesso) ou a pessoas autorizadas para verificar os certificados.

O Certificado Verde Digital europeu no seu aspecto final (à esquerda a versão e papel e direita a versão de app para iOS ou Android)
© DR

Certificado de vacinação dá para seis meses

Há ainda grandes dúvidas sobre a eficácia no tempo das vacinas. Ainda assim os responsáveis comunitários que ouvimos admitem que, para já e seguindo as indicações da autoridade de saúde europeia, quem for vacinado deverá ter cerca de seis meses para viajar, mas tudo pode mudar dependendo de novos dados e da legislação que for aprovada.

Já sobre as viagens de crianças ou adolescentes com menos de 18 anos, a exigência de testes ou vacinação dependerá de cada Estado. Certo é que se for preciso certificado, os pais podem ter o certificado dos filhos (em app ou em papel).

O CVD também funcionará para países que exigem testes PCR não só para quem entra no país, mas também novos testes se lá continuarem cinco depois – como está já a acontecer em Itália. Para isso, ao fazerem o teste PCR em entidades autorizadas isso deverá ser actualizado pelos sistemas centralizados no certificado daquela pessoa.

Ecossistema das apps por país. E Portugal?

Haverá a app para os cidadãos (iOS e Android), que será local – cada país terá a sua (França irá usar, por exemplo, integrado na sua app de rastreio de covid). Portugal pode usar um “template” de software europeu já criado para que a app fique activa rapidamente (qualquer pessoa também pode usar o QR Code numa folha de papel). Ou seja, as chamadas carteiras digitais embutidas, por exemplo, no sistema operativo iOS (iPhone) e usadas para bilhetes de avião não servem.

Ainda assim, não se sabe se esse tipo de app está a ser já pensada. O Dinheiro Vivo pediu esclarecimentos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Saúde mas não obteve resposta em tempo útil.

Depois, há a app de verificação também para Android ou iOS (que faz scan ao código QR da app ou da folha de papel) será só para quem esteja autorizado (polícias e entidades públicas ou aeroportuárias, por exemplo) e serve apenas para verificar os certificados apresentados. Neste caso deverá haver uma app de referência europeia para descodificar o código QR e que verifica depois a informação encriptada (com acesso às chamadas chaves públicas).

1 milhão de euros para apoiar estrutura

Por último, existe um template de software (um portal online) para cada Estado membro passar os Certificados Verdes, havendo nesta questão apoio técnico disponível para se ligarem e entrarem no chamado Gateway da União Europeia – onde os certificados são registados, encriptados e transformados no código QR. O código para estes três templates foram criados com a contribuição de vários Estados membro e a UE tem ainda um milhão de euros para apoiar na infra-estrutura em cada Estado membro.

A Gateway foi feita em regime de open source (com código aberto e disponível na plataforma Github para maior transparência) e estará no centro de dados da Comissão Europeia no Luxemburgo – a funcionar na primeira semana de junho. O sistema foi desenvolvido por duas empresas alemãs, SAP e T-Systems (grupo Deutsche Telekom) até para não criar problemas com o RGPD (Regulamento Geral de Protecção de Dados), que tem uma malha mais apertada contra empresas norte-americanas desde o ano passado.

A CE garante segurança, que nenhum dado pessoal será exposto ou transaccionado (e aí depende da tal encriptação centralizada na Gateway) e aposta forte em templates fáceis de serem adaptados por qualquer país.

Certificado partilhável entre países

Da mesma forma como é possível disponibilizar o sistema de verificação de certificados para certos eventos (a app e as chaves públicas), está já a ser planeada cooperação entre países para que o certificado europeu funcione também no Reino Unido ou mesmo nos EUA, por exemplo. Fontes comunitárias garantem que tecnicamente essa possibilidade é fácil e rápida, dependerá depois de acordos feitos. O CVD funcionará à partida nos 27 da UE e ainda na Islândia, Liechtenstein, Noruega (há já acordos com a Suíça).

A CE tem já um site em português sobre o Certificado e os dados do código de todo o sistema também já estão disponíveis em open source na plataforma Github.

João Tomé é jornalista do Dinheiro Vivo

Diário de Notícias
João Tomé
02 Maio 2021 — 01:11

 

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