939: Alívio das restrições arranca hoje. O que passa a ser possível fazer e onde

SAÚDE/PANDEMIA/ALIVIO DAS RESTRIÇÕES

O plano do Governo de alívio das restrições prevê três fases para “libertação da sociedade e da economia, de modo progressivo e gradual”.

O levantamento gradual das restrições em função da vacinação contra a covid-19 arranca este domingo com regras aplicáveis em todo o território continental, inclusive o limite de horário de encerramento até às 02:00 para restauração e eventos culturais e desportivos.

Com o controlo da pandemia de covid-19 a passar a ser feito “em função do critério da taxa de vacinação da população portuguesa” e sem medidas diferenciadas para cada um dos 278 concelhos de Portugal continental, o plano do Governo de alívio das restrições prevê três fases para “libertação da sociedade e da economia, de modo progressivo e gradual”, segundo anunciou o primeiro-ministro, António Costa, na quinta-feira, após a reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa.

Entre as medidas gerais que se enquadraram nas três fases deste novo plano está a exigência de certificado digital de vacinação ou teste negativo à covid-19 para restaurantes no interior às sextas-feiras a partir das 19:00 e aos sábados, domingos e feriados durante todo o horário de funcionamento, assim como para viagens por via aérea ou marítima, estabelecimentos turísticos e alojamento local, termas e ‘spas’, casinos e bingos, eventos culturais, desportivos ou corporativos com mais de 1.000 pessoas (em ambiente aberto) ou 500 pessoas (em ambiente fechado) e casamentos e baptizados com mais de 10 pessoas.

A primeira fase do plano de levantamento gradual das restrições começa hoje, quando há 57% da população com vacinação completa, e determina o fim da limitação de circulação na via pública que era aplicada, diariamente, entre as 23:00 e as 05:00, aos concelhos de maior risco de incidência de covid-19, assim como a possibilidade dos restaurantes e dos equipamentos culturais e desportivos funcionarem “de acordo com o horário do respectivo licenciamento, com o limite das 02:00, ficando excluído o acesso ao público para novas admissões a partir da 01:00, e de acordo com as regras da Direcção-Geral da Saúde (DGS)”.

Nestas medidas de alívio está também a reabertura de bares e outros estabelecimentos de bebidas “sujeitos às regras da restauração”, a que se juntam as discotecas, desde que tenham Classificação das Actividades Económicas (CAE) de bar.

Nesta fase, os restaurantes podem funcionar com o máximo de seis pessoas por mesa no interior e 10 pessoas em esplanadas, os estabelecimentos de comércio a retalho passam a funcionar de acordo com o horário do respectivo licenciamento, o público nos eventos desportivos é permitido com regras a definir pela DGS, os espectáculos culturais com lotação de 66%, os casamentos e baptizados com lotação de 50% e os equipamentos de diversão estão autorizados “segundo regras da DGS, em local autorizado pelo município”.

Outras das alterações que integram a primeira fase é que “o teletrabalho passa de obrigatório para recomendado, quando as actividades o permitam”, de acordo com o plano do Governo, indicando que se mantêm as regras actuais de medidas sanitárias e de saúde pública, designadamente as relativas ao confinamento obrigatório, ao uso de máscaras ou viseiras, ao controlo da temperatura corporal e à realização de testes.

Os bares e as discotecas com CAE de bar que recusem funcionar com as regras da restauração permanecem encerrados até Outubro, mês em que todos esses estabelecimentos de diversão nocturna devem reabrir, e as festas e romarias populares continuam proibidas este verão, pelo menos até ao final de Setembro, por serem um factor de risco “muito acrescido” de transmissão da covid-19, devido às grandes aglomerações, indicou António Costa.

As três fases deste plano estão associadas à percentagem de população que as autoridades estimam ter a vacinação completa contra a covid-19 em 01 de Agosto (57%), em 05 de Setembro (71%) e em Outubro (85%).

É este o calendário do plano do Governo de levantamento gradual das restrições em função da vacinação:

1 DE AGOSTO

– Fim da limitação de circulação na via pública a partir das 23:00.

– Teletrabalho deixa de ser obrigatório e passa a ser recomendado em todo o continente.

– Restaurantes passam a poder estar abertos até às 2:00 da madrugada, o número máximo de pessoas por grupo passa a ser seis no interior e dez nas esplanadas e os clientes continuam a ter de apresentar certificados de vacinação ou testes negativos à sexta-feira à noite, ao fim de semana e aos feriados.

– Reabrem equipamentos de diversão, como carrosséis e jogos itinerantes, desde que cumpram as regras da DGS e em local autorizado pelo município.

– Reabertura dos bares e das discotecas com CAE de bar mas sujeitos às regras aplicadas aos restaurantes.

– Acabam as restrições de horários para o comércio.

– Volta a ser permitido público nos eventos desportivos, com regras a definir pela DGS.

– Casamentos e baptizados com limite de lotação de 50%.

– Eventos culturais com público até 66% da lotação do espaço e com alargamento do horário até às 2:00.

5 SETEMBRO

– Deixa de ser obrigatório usar máscara em espaços públicos ao ar livre.

– Restaurantes, cafés e pastelarias passam a ter limite de oito pessoas por grupo no interior e de 15 por grupo em esplanadas.

– Serviços públicos voltam a fazer atendimento sem marcação prévia obrigatória.

– Transportes públicos deixam de ter limites de lotação.

– Eventos culturais com público até 75% da lotação máxima.

– Casamentos e baptizados com até 75% da lotação dos espaços onde se realizam.

OUTUBRO

– Deixa de haver limites no número de pessoas por grupo em restaurantes, cafés e pastelarias, tanto no interior como nas esplanadas.

– Acabam os limites de lotação em todos os estabelecimentos e equipamentos, nos eventos culturais e nos casamentos e baptizados.

– Bares deixam de estar sujeitos às regras da restauração e passam a funcionar com a actividade habitual, mas os clientes têm de apresentar certificados digitais de vacinação ou de superação da covid-19 ou testes com resultado negativo.

– Reabrem as discotecas, com os clientes a terem de apresentar certificados covid-19 ou testes negativos.

Diário de Notícias
Lusa
01 Agosto 2021 — 10:41



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Discotecas abrem mas sem “pé de dança”. O que querem já em Setembro

Como não me considero missionário, nem pretendo evangelizar seja quem for – cada um que se oriente à sua maneira de ser e de agir em sociedade -, deixarei de tecer comentários, neste Blogue, sobre a sociedade acéfala em que, infelizmente, tenho de (sobre)viver. Sejam felizes!

SAÚDE/PANDEMIA/DISCOTECAS

Empresários da noite acreditam que com a este ritmo de vacinação e com a diminuição da gravidade da doença vão poder começar a funcionar em pleno mais cedo.

Centro de Vacinação do Funchal este sábado, início de vacinação dos 12 e mais anos no arquipélago da Madeira
© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Este domingo, acabam-se as restrições à circulação a partir das 23:00, o comércio, restaurantes e espectáculos regressam aos horários habituais, os bares e discotecas vão poder abrir. Significa que voltámos à normalidade? Não. Significa que se aligeiram as restrições mas o país continua em situação de calamidade.

Os espaços têm de fechar às 02:00, no interior não pode estar mais de 50 % da lotação, continua a ser proibido beber álcool na rua e os clientes estão sentados. Ou seja, não há dança para ninguém. Só acontecerá em Outubro, mas as associações do sector batem-se para que seja antecipado para Setembro.

“Em Setembro, final do verão, é a altura da rentrée, já teremos um elevado número de pessoas vacinadas, muita gente tem o certificado de vacinação, penso que é o momento para a reabertura em pleno das discotecas”, defende José Gouveia, presidente da Associação Nacional das Discotecas.

Essa fase corresponde ao segundo passo do desconfinamento e é uma altura em que Governo prevê que mais de 70% da população estará vacinada. Nesse momento aumenta para 75% o limite da ocupação no interior dos estabelecimentos, mas, as discotecas, só poderão trabalhar como antes da pandemia a partir de 1 de Outubro (terceira fase). É esse calendário que os empresários do sector querem contrariar.

José Gouveia está optimista quanto a essa possibilidade, como está em relação à abertura dos espaços a partir deste domingo. “É o início do regresso da indústria da noite, o que é muito importante. É o que temos no momento e, o que propomos, é que se olhe para o copo meio cheio em vez de meio vazio. Mas sabemos que será mais produtivo para os espaços ao ar livre, sobretudo os localizados fora dos centros urbanos. Em Agosto, os espaços fechados não têm muita procura, é um mês fraco nas cidades. E serve de preparação da abertura em pleno em Setembro”.

A visão é partilhada por Ricardo Tavares, presidente da Associação Portuguesa, Bares, Discotecas e Animadores. “Vimos com optimismo o facto de o Governo ter antecipado a abertura dos bares e discotecas. Acreditamos que seja o início do fim de um período extremamente difícil. Com a vacinação a correr a bom ritmo e o número de internados a diminuir, penso que o Governo será sensível à nossa situação e que, dentro de três semanas, possa abrir os espaços sem restrições de horário e de lotação”.

As restrições para a abertura neste domingo são idênticas às da restauração: 50 % da lotação no espessos fechados, mesas limitadas a seis pessoas no interior e a dez nas esplanadas; exigência de certificado de vacinação ou que teve covid-19 ou teste aos fins de semana. Regras que vão cumprir mas que criticam: “A partir do momento em que tem um certificado ou um teste negativo, não devia haver limite de lotação e de horário”, defende Ricardo Tavares. Acrescenta que a reabertura seria mais um incentivo a que os jovens se vacinassem.

Ricardo Tavares e José Gouveia gerem espaços na noite e precisam de recuar aos anos 90 do século passado para se lembrarem do tempo em que discotecas e bares fechavam às 02:00. Mas é melhor do que aconteceu o ano passado, quando podiam estar abertos desde que servissem refeições, uma exigência que desapareceu.

Existem cerca de três mil discotecas no país, uma estimativa já que não há uma designação comercial única para discotecas. A maioria está fechada desde 16 de Março de 2020, quando foi decretado o primeiro confinamento em Portugal. Estimam que 60 % já não irá reabrir. “Se o Governo levar por adiante a reabertura só a partir de 1 de Outubro, acreditamos que a percentagem subirá para 90 %. São 19 meses sem ter receitas e, praticamente, com os mesmos recursos”, alerta José Gouveia.

As medidas foram anunciadas após o último conselho de ministros, dia 29 de Julho, como, também, a existência de apoios para o sector, cujo modelo será divulgado até terça-feira. “Vou esperar para ver, não tem havido verdadeiros apoios”, diz Ricardo Tavares. José Gouveia tem a promessa do secretário de Estado João Torres que serão idênticos ao que receberam entre Março de 2020 e Março de 2021.

Diário de Notícias
Céu Neves
01 Agosto 2021 — 00:11


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937: Mais 17 mortes e 2.590 casos em Portugal nas últimas 24 horas

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Portugal tem hoje menos 29 internados e menos 4 em Unidades de Cuidados Intensivos do que na véspera. No total há 895 hospitalizados, 195 das quais em UCI.

© Igor Martins / Global Imagens

Portugal registou mais 2.590 casos e 17 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) deste sábado (31 de Julho). É o pior dia da semana em vítimas mortais, sendo que dez das 17 vítimas mortais foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo. Morreram ainda quatro pessoas na região Norte, duas no Algarve e uma na região Centro. A vítima mais nova tinha entre 40 e 49 anos, sendo que dez dos óbitos foram na faixa etária acima dos 80 anos.

As hospitalizações desceram ligeiramente em relação ao reportado na sexta-feira. Há hoje menos 29 internados e menos 4 em Unidades de Cuidados Intensivos do que na véspera. No total ainda estão no hospital 895 doentes com covid-19, 195 das quais em UCI.

Entre os novos casos, quase metade (1.270) foi registada em pessoas abaixo dos 30 anos: 566 na faixa etária dos 20 aos 29 anos, 468 nos 10-19 anos e ainda 236 crianças até aos nove anos. Em termos de distribuição geográfica, a maioria (959 casos) são na região capital e 923 a Norte. O Algarve reportou mais 313 infectados, seguindo-se o Centro com mais 255, o Alentejo com mais 61.

No País há agora 49.256 casos activos de infecção por SARS-CoV-2, menos 1.555 do que na véspera. E mais 4.128 pessoas foram dadas como recuperadas da infecção. Em vigilância continuam 77.455 pessoas, menos 1.282 do que na sexta-feira.

Números da realidade da pandemia em Portugal a um dia da abertura completa do País. O Governo definiu as três fases para a reabertura completa do País. Assim, a partir de dia amanhã (1 de Agosto), o teletrabalho deixa de ser obrigatório e deixa de haver dever de recolhimento. Em Setembro, o uso de máscara na rua deixa de ser obrigatório e em Outubro abrem os bares e as discotecas.

Vacinados podem ter a mesma quantidade de vírus que os não vacinados

As pessoas vacinadas podem ser portadoras da mesma quantidade de vírus que as não vacinadas, segundo as conclusões de um estudo sobre um surto de casos de infecção com o novo coronavírus no Estado do Massachusetts, nos EUA.

Esta investigação foi decisiva na decisão dos Centros de Controlo e Prevenção de Doença (CDC, na sigla em Inglês) de recomendar às pessoas vacinadas que voltem a usar máscara em espaços fechados, nas zonas dos EUA onde a variante delta está a alimentar uma subida das infecções.

Madeira avançou hoje com vacinação de jovens

A Madeira já tem mais de metade da população adulta residente no arquipélago inoculada com a segunda dose da vacina contra a covid-19 e avançou hoje com a vacinação de jovens entre os 12 e os 17 anos, “usando as vacinas que são recomendadas pela Agência Europeia do Medicamento, que são a Johnson e a Pfizer”, segundo o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos.

Fonte do Governo Regional esclareceu que a região segue as directivas da Agência Europeia do Medicamento e tem autonomia para antecipar a vacinação dos jovens com mais de 12 anos, mesmo sem o parecer da Direcção-Geral da Saúde, que na sexta-feira recomendou a vacinação apenas em casos específicos.

“A DGS recomenda a vacinação prioritária dos adolescentes entre os 12 e os 15 anos de idade com comorbilidades associadas a doença grave”, anunciou a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, no seguimento de um parecer da Comissão Técnica de Vacinação Covid-19.

Diário de Notícias
Isaura Almeida
31 Julho 2021 — 14:46



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936: Número de internados em UCI em Lisboa e Vale do Tejo ultrapassa o limiar definido

SAÚDE/COVID-19/INTERNADOS/UCI

É na região de Lisboa e Vale do Tejo que se regista o maior número de internados em unidade de cuidados intensivos (UCI), tendo sido “ultrapassado o limiar crítico”, com “105% do limite regional de 103 camas em UCI definido no relatório “Linhas vermelhas”.

© Mário Cruz/Lusa

O relatório das “Linhas vermelhas”, da DGS e do INSA, refere que “o número diário de casos de covid-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência crescente”, sendo que “o maior número de internados observa-se actualmente na região de Lisboa e Vale do Tejo onde foi ultrapassado o limiar crítico regional definido”.

À data de 28 de Julho, a região da capital registava “108 doentes internados em UCI”, o que “representa 52% do total de casos em UCI, e corresponde a 105% do limite regional de 103 camas em UCI definido no relatório “Linhas vermelhas”.

A nível nacional, estavam “208 doentes internados em UCI”. “Este valor corresponde a 82% (na semana passada foi 70%) do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas”, refere o documento da Direcção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Apesar desta “elevada intensidade” do vírus SARS-CoV-2 em Portugal, a actividade epidémica do novo coronavírus SARS-CoV-2 regista “tendência estável a decrescente”, pode ler-se no relatório.

O relatório realça ainda que a região Norte e o Alentejo têm a sua actividade epidemiológica em crescimento e que “mesmo que a tendência decrescente se confirme nas próximas semanas, é esperada a continuação do aumento da pressão sobre os cuidados de saúde e da mortalidade nas próximas semanas”.

Diário de Notícias
DN
30 Julho 2021 — 21:55



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935: Vacinação. Centros de Lisboa só têm vagas a partir de 18 Agosto

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

O auto-agendamento para a vacinação dos maiores de 18 anos ficou disponível esta semana, mas, nalgumas regiões, os jovens só vão conseguir ser vacinados daqui a uma semana ou mais. É o caso da de Lisboa e Vale do Tejo. Na capital, os centros de vacinação só têm vagas para novos agendamentos a partir de 18 de Agosto. O problema é a disponibilidade de vacinas nesta altura.

Nos centros de vacinação de Lisboa só há vagas para novos agendamentos a partir de 18 agosto.
© Pedro Correia Global Imagens

Tiago Miguel tem 20 anos. É estudante universitário. Até agora conseguiu escapar ao vírus e aguardava ansiosamente a fase em que a sua faixa etária pudesse ser vacinada. Esta semana, quando foi lançado o auto-agendamento para maiores de 18 anos de imediato tentou a sua marcação, mas qual não foi o seu espanto que até 15 de Agosto, altura que vai de férias com os pais, percebeu que já não conseguia apanhar a vacina na sua área de residência, Lisboa. Começou a tentar outros centros de vacinação da região de Lisboa e Vale do Tejo e a melhor data que alcançou foi 11 de Agosto, num centro de vacinação em Loures.

O DN contactou a task force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19 para saber o porquê da situação, que, por sua vez, teve de questionar a ARS de Lisboa e Vale e do Tejo, e a resposta confirma um intervalo de tempo mais longo do que o habitual para novas marcações. A razão parece estar no facto de haver agora menos vacinas disponíveis.

Conforme foi explicado ao DN, e o próprio coordenador da task force, vice-almirante Gouveia e Melo, o referiu na passada terça-feira, na reunião do Infarmed, neste momento há menos vacinas disponíveis. Portugal apenas recebeu cerca de 200 mil doses de um lote de cerca de 600 mil que era aguardado para o final de Julho. Embora, tudo indique que nas próximas semanas chegue um milhão de doses.

Na resposta enviada ao DN, é referido que “as vagas disponibilizadas, por centro de vacinação no portal do Agendamento correspondem a uma matriz de disponibilidade de vacinas e capacidades de funcionamento por Centro de Vacinação para a Covid-19 (CVC), que são atribuídas pela coordenação da Task Force do Plano de vacinação contra a Covid-19 em Portugal”.

Uma disponibilidade que pode variar de dia para dia e de centro para centro, embora esta distribuição procure manter as várias regiões de saúde do país equilibradas. No entanto, sabe-se que Lisboa e Vale do Tejo, até pela densidade populacional que tem, é das mais atrasadas neste processo. Conforme refere a mesma resposta, “as disponibilidades apresentadas no Portal do Agendamento são variáveis ao longo dos dias, considerando o número de vacinas disponibilizadas e a capacidade vacinal dos centros de vacinação”.

De acordo com a disponibilidade referida ao DN, na região de Lisboa e Vale do Tejo, ao dia de hoje, sexta-feira, o local com menos tempo de espera é o Pavilhão Municipal de Vila Franca de Xira, em Cevadeiro, para dia 6 de Agosto. Depois, é o Pavilhão Municipal Rita Borralho, na Amadora, cuja primeiras disponibilidades é para 7 de Agosto, segue-se o Pavilhão Multiusos de Odivelas, que a próxima disponibilidade para dia 8 de Agosto.

Por fim, seguem-se os centros de vacinação da capital. O Pavilhão Desportivo da Ajuda é o primeiro a ter disponibilidade para novas vacinas, mas só a partir de 17 Agosto. Ao passo que os centros do Pavilhão 1 do Estádio Universitário, da Comunidade Hindu de Portugal e o Centro sediado na Rua da Escola Politécnica só têm a partir de 18 Agosto. Nesta listagem enviada ao DN faltam ainda dois centros de vacinação de Lisboa, o Pavilhão Manuel Castelbranco, e o Pavilhão Altice Arena, os quais não têm sequer datas previstas para a disponibilização de novos agendamentos.

A falta de vacinas não permitiu ainda a abertura da modalidade Casa Aberta para os maiores de 30. Neste momento, continua apenas para os maiores de 35 e sobretudo para homens, já que a maioria das vacinas disponíveis são da Janssen, que em Portugal são recomendadas para homens de qualquer idade e para as mulheres a partir dos 50 anos, antes desta idade só é vacinada a mulher que assinar um documento de consentimento informado.

A situação será resolvida assim que chegarem mais vacinas, disseram ao DN. No entanto, o Governo está a negociar a compra de doses que estão disponíveis noutros países, nomeadamente a Bulgária, que tem doses disponíveis, mas não tem capacidade para as administrar, e a Noruega, que tem doses da AstraZeneca porque o governo decidiu não as administrar à população. Em Portugal, estas doses foram dadas à população com mais de 60 anos, cuja grande maioria está vacinada, e vão ser aproveitadas também para cumprir compromissos de doação de vacinas aos PALOP.

Diário de Notícias
30 Julho 2021 — 16:06



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934: DGS recomenda vacina para jovens 12-15 só com comorbilidades(*)

SAÚDE/VACINAÇÃO/JOVENS

(*) COMORBILIDADES = COMORBIDADE = [Medicina]  Qualquer patologia independente e adicional a uma outra existente e em estudo num paciente.

Diretora-geral da Saúde, Graça Freitas
© ANDRÉ KOSTERS/POOL/LUSA
Sobre a lista das doenças crónicas para a vacinação dão jovens entre os 12 e 15 anos: “Está preparada e vamos publicá-la”

“A lista está preparada, vamos publicá-la para que toda a gente saiba, para que os médicos assistentes façam como fizeram com os adultos a sua sinalização”, esclareceu Graça Freitas sobre a lista de doenças crónicas para a vacinação dos jovens entre os 12 e os 15 anos com comorbilidades.

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir do novo esquema de isolamento profilático”

Sobre como vai ser feita a convocação para a vacinação dos jovens entre os 12 aos 15 com comorbilidades. “Esta questão está muito afinada na task force”

“A máquina da logística criará soluções para as recomendações técnicas”, disse a directora-geral da Saúde.

Ainda sobre a recomendação da DGS para a faixa etária dos 12 aos 15 anos e se há aqui uma componente política, Graça Freitas esclarece que “os técnicos fornecem informação para decisão superior”.

“O que aconteceu foi uma análise cuidadosa dos benefícios e riscos da recomendação da vacinação universal dos 12 aos 15 anos”.

Em relação ao isolamento profilático nas escolas:

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir de um novo esquema de isolamento profilático, que será ditado pela evolução a pandemia”, disse Graça Freitas.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas. Portugal está a fazer aquisições de vacinas a vários países”

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, referiu que de acordo com os estudos que vão saindo apontam para que a “imunidade natural, concedida pela doença, é robusta e duradoura”. Disse que o período de seis meses, as pessoas estão cobertas pela imunidade através de infecção, este intervalo continua a ser adequado.

Sobre a falta de vacinas, tudo esta a ser feito para resolver o problema.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas e Portugal está neste momento a fazer aquisições de vacinas a vários países, para vacinar o maior número de pessoas possível”, garantiu.

Encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose? “Os especialistas estão a avaliar neste momento”, diz Graça Freitas

Questionada sobre a possibilidade de encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose, a directora-geral da Saúde responder:

“Essa questão é muito complexa. à medida que vão saindo estudos, vai-se aprendendo que a evidência de hoje não é exactamente a evidência de amanhã”

“Tudo indica que o afastamento entre a primeira e a segunda dose produz uma imunidade mais duradoira e mais forte e, portanto, os nossos peritos estão a estudar o intervalo óptimo entre a dose 1 e a dose 2”.

“Como sabem, em termos de licenciamento para a vacina da Pfizer são 21/28 dias. Em termos de optimizar este intervalo, os especialistas estão a avaliar neste momento”

Diário de Notícias
30 Julho 2021 — 17:49



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