378: 18.Fev.2020

Faz hoje quarenta e três meses que nos deixaste para sempre e a Saudade não sai dos nossos corações. Lembrar-te-emos sempre enquanto formos vivos. Descansa em Paz meu amor.

376: 03.Fev.2020

Hoje, com enorme dificuldade da minha parte porque tive de ir e vir a pé desde a nossa casa até Alcântara e posso agradecer ao grunho do presidente da C.M.L. que cortou a rua para tapar um buraco há TRÊS SEMANAS e não tenho transportes com a agravante de passe pago e sem poder utilizá-lo. Homens a trabalhar para tapar o buraco ? ZERO!!!

Mas lá fui eu e a Vera colocar-te mais um raminho de flores as da visita anterior ainda estavam boas devido à chuva que tem caído, por isso desta vez a jarra ficou cheia.

 

375: 21.Jan.2020

Hoje foi a Vera sozinha fazer-te a visita e levar um raminho de flores. Outro buraco na estrada, fez com desde há uma semana não tenhamos Carris a circular porque o trânsito (excepto para os moradores que são quase todos que têm pópó podem circular até ao local) e eu não posso andar a pé tanto até à paragem do 727 para ir ao cemitério.

Mas os gajos que gerem a cidade querem lá saber se existem pessoas com mobilidade reduzida e que os passes já tenham sido pagos ANTECIPADAMENTE e não são utilizados… O money já lá está para encher a pança aos pançudos de sempre…

 

374: 18.Jan.2020

Faz hoje quarenta e dois meses que nos deixaste para sempre e a Saudade não sai dos nossos corações. Lembrar-te-emos sempre enquanto formos vivos. Descansa em Paz meu amor.

 

373: Quem cuida de quem cuida?

Nesta semana cumpriu-se o prazo-limite para regulamentar o estatuto de cuidador informal em Portugal. Foi no último dia, 6 de Janeiro, que o governo publicou a primeira portaria, que apenas inicia o processo de reconhecimento. Esperar até ao último dia previsto por lei poderia ser justificável num quadro de medidas que exigissem mais tempo de preparação, mas o governo esgotou os quatro meses previstos e os avanços são menos que poucos.

Com as medidas avançadas, os cuidadores, na maioria mulheres, poderão começar a pedir o reconhecimento do estatuto a partir de 1 de Julho deste ano e serão projectos-piloto em 30 municípios. Dizer que são medidas insuficientes e frustrantes para quem há tanto tempo espera uma solução é pouco: o país tem 308 municípios e a realidade está há muito identificada. Relembremos essa realidade se necessário: são cerca de 800 mil pessoas que dedicam a sua vida a cuidar dos seus. Pessoas para quem não existem dias livres, fins de semana ou horas suficientes no dia. Pessoas que transformam toda a sua vida para suprir a falta de resposta pública, perdendo muitas vezes o trabalho e tornando-se elas próprias dependentes dos rendimentos de quem cuidam.

São pessoas que não veem os seus direitos reconhecidos, nem pelo serviço que prestam nem, nos casos em que trabalham, têm legislação laboral adequada. São pessoas que não descansam e para quem a rede pública que poderia permiti-lo não está equipada ou preparada. São pessoas que não só não têm férias como não se lhes reconhece esse direito. São pessoas como todas as pessoas, mas com os direitos pela metade. Sabemos bem que o número de cuidadores tenderá a aumentar, tomar medidas concretas torna-se por isso uma prioridade. Fazer esperar ou apresentar remendos não resolve nenhum destes problemas.

Estas pessoas, mesmo sem tempo para elas, organizaram-se, mobilizaram esforços, organizaram manifestações e lutaram por essa coisa tão simples que se chama dignidade. Esperar que a resposta do Estado seja adequada é apenas uma questão de justiça social. Os cuidadores já fizeram a sua parte. A maioria parlamentar de esquerda no anterior mandato conseguiu chegar a uma proposta legislativa que tem de ser implementada. Sendo este o tempo da sua implementação, o governo deixou muito a desejar na primeira portaria e na proposta de orçamento.

Responder aos cuidadores exige recursos e vontade política. O tempo das ilusões acabou. Já toda a gente sabe quais são as reais necessidades e os cuidadores já não vão aceitar qualquer esmola. O Partido Socialista, agora sozinho, não parece ter essa vontade nem reconhecer verdadeiramente essa necessidade. Uma coisa é certa, as pessoas que cuidam em Portugal já há muito tempo que conquistaram o estatuto, falta-lhes os direitos. Já toda a gente percebeu, menos o governo.

Eurodeputada do BE

Diário de Notícias

Marisa Matias

 

372: Nova vacina contra o Alzheimer pronta para avançar para testes em humanos

CIÊNCIA/SAÚDE/ALZHEIMER

la_petite_mtx / Flickr

Uma nova vacina que previne a neuro-degeneração associada ao Alzheimer deverá começar a ser testada em humanos dentro dos próximos dois anos.

A comunidade científica antecipa com grande ansiedade uma nova vacina capaz de prevenir a neuro-degeneração associada à doença de Alzheimer. Depois dos testes em ratos terem sido um verdadeiro sucesso, esta vacina está agora pronta para avançar para os testes em humanos já nos próximos dois anos.

Segundo o New Atlas, caso a experiência em seres humanos tenha sucesso esperado, este pode bem ser o principal avanço científico da próxima década. O estudo com os resultados foi recentemente publicado na revista científica Alzheimer’s Research & Therapy.

A vacina desenvolvida pela equipa de investigadores do Instituto de Medicina Molecular da Universidade da Califórnia gera anticorpos que previnem e removem a agregação de amilóides e tau no cérebro. A acumulação destas duas proteínas é uma das principais causas patológicas associadas à neuro-degeneração.

No passado, vários tratamentos apenas se focavam numa destas proteínas. No entanto, acredita-se que o Alzheimer possa surgir da acumulação excessiva de ambas. Assim, este novo tratamento combina duas vacinas: a AV-1959R e a AV-1980R, cada uma focada numa das proteínas.

“Em animais, podemos usá-la para impedir o desenvolvimento da perda de memória antes que o animal comece a acumular estas proteínas”, disse Nikolai Petrovsky, um dos cientistas envolvidos no estudo. “Mas também podemos mostrar que, mesmo quando administramos após os animais terem as proteínas, podemos realmente livrarmo-nos das proteínas anormais”, acrescentou.

É um momento emocionante para começar a nova década — espero que este seja o avanço científico da próxima década, se conseguirmos que funcione nos testes humanos”, atirou Petrovsky.

ZAP //

Por ZAP
10 Janeiro, 2020

 

371: 06.Jan.2020

Dia de visita, o tempo melhorou, hoje estava um dia de Sol e fomos levar-te mais um raminho de flores para juntar às que tinhas e que até nem estavam más… São iguais às da visita anterior mas não havia outras. A Vera mudou a água como sempre, arranjou o ramo e ficou assim:

 

370: 31.Dez.2019

Véspera de Fim de Ano, dia em que em muitas dessas datas passavas comigo onde estava a actuar e a dar alegria aos outros, a juntar à nossa alegria de vivermos felizes. Ontem, estava a rebuscar uns arquivos e fui dar com um vídeo de uma Passagem de Ano (Arteviva-1989/1990) no Clube Oriental de Lisboa e em que tu também apareces quando fizeram uma panorâmica da sala. Nem imaginas como fiquei…

Mas hoje fui com a Vera visitar a tua campa, levámos umas flores todas catitas, mudou-se a água da jarra e estivemos a fazer-te companhia como nos nossos bons tempos de vida em conjunto. Muito pesado, podes crer, porque ainda não consigo admitir como alguém que dizem ser misericordioso, te levou sem que para isso tivesses feito algo de mal, pelo contrário, no hospital onde trabalhavas, ajudaste centenas de doentes em tarefas que nem eram da tua rotina profissional.

É por isto e por outras coisas que virei ateu. Deixei de acreditar nesse deus misericordioso, que também deixa nascer crianças defeituosas ou com doenças incuráveis e algumas já mortas à nascença.

Creio sim, num ser Criador do Universo e é a ele que peço ajuda para ir enfrentando a negatividade da vida. Hoje, estava um dia nublado mas depois veio o Sol e ajudou à minha deslocação à tua campa. Um beijão do tamanho do Universo para ti, meu amor. Ficam as imagens das flores que te levámos e um pequeno vídeo da Vera a arranjar a campa.

 

 

369: Marcelo volta a falar da importância da regulamentação do Estatuto do Cuidador Informal

Presidente da República reafirmou nesta terça-feira de Natal a importância de o Estatuto do Cuidador passar “da lei aos factos”. Marcelo lembrou que são “milhares e milhares” aqueles “que não têm férias, nem sábados, nem domingos”.

Não basta chegar à conclusão de que há pobreza, injustiça, desigualdade, sofrimento, é preciso agir em conformidade.e os que mais sofrem em Portugal
© António Cotrim – Global Imagens

“Todos esperamos que o seu estatuto, que está na lei, passe da lei, neste próximo ano, aos factos”, afirmou hoje Marcelo Rebelo de Sousa, numa referência à regulamentação do Estatuto do Cuidador Informal, ao falar na cerimónia de entrega da Vela da Paz da Cáritas Portuguesa, no âmbito da operação “10 Milhões de Estrelas – Um Gesto pela Paz”, hoje no Palácio de Belém, em Lisboa.

O Presidente da República frisou que “são milhares e milhares [aqueles] que não têm férias, que não têm nem sábados, nem domingos, nem paragens, nem diferenças entre dias úteis e não úteis porque a sua vinculação é constante, a sua missão é permanente, ao longo de todo o ano”.

Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa disse também que “não basta chegar à conclusão de que há pobreza, injustiça, desigualdade, sofrimento, abandono, solidão, é preciso agir em conformidade”.

O Presidente recordou “os que mais sofrem em Portugal”, os “que estão doentes nos hospitais” e os que sofreram com as intempéries nos “dias recentes”, “nomeadamente no centro e norte do continente e, em particular, no Baixo Mondego”.

“Esta luz é inspiradora cá dentro, no nosso país, e também lá fora”, afirmou também o Presidente, referindo-se à Vela da Paz da Cáritas Portuguesa que lhe foi entregue, porque, disse, “o mundo precisa de mais paz, de mais atenção ao drama das alterações climáticas, de menos desigualdades, de menos miséria, de menos confrontos, de mais diálogo, de mais entendimento, de mais pontes”.

No dia 5 de Novembro, dia do Cuidador, o Presidente da República sublinhou, numa nota publicada no ‘site’ da Presidência, a importância da efectiva aplicação do Estatuto do Cuidador Informal.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a promulgação da Lei que aprova o estatuto, em Setembro, “marcou uma etapa importante por uma causa que é de todos”.

O Estatuto do Cuidador Informal foi publicado em Diário da República em Setembro e o Governo tem, a partir essa data, quatro meses para o regulamentar.

O diploma dá também 120 dias para o Governo identificar as medidas legislativas ou administrativas necessárias para o reforço da protecção laboral dos cuidadores informais não principais. O cuidador “não principal” é o que cuida de forma regular, e não permanente.

O Estatuto do Cuidador Informal define, entre outras medidas, um subsídio de apoio aos cuidadores, o descanso a que têm direito e medidas específicas relativamente à sua carreira contributiva.

Segundo o diploma, a prova da condição de cuidador informal principal é feita oficiosamente pelos serviços competentes da segurança social.

A operação “10 Milhões de Estrelas — Um Gesto pela Paz” nasceu numa diocese em França, em 1984, em 1991 transformou-se numa campanha da Cáritas Francesa e, em 2002, estendeu-se à Europa, incluindo Portugal, de acordo com o ‘site’ da Cáritas.

Nos meses de Novembro, Dezembro e início de Janeiro, os que quiserem juntar-se à missão da Cáritas, “de estar ao lado dos mais frágeis”, podem fazê-lo de forma simbólica comprando uma vela em forma de estrela, pelo valor de dois euros, explica a Cáritas.

“Do total de verbas recolhidas, 65% destina-se a apoiar a acção de cada Cáritas diocesana no seu trabalho de apoio às pessoas necessitadas. Os restantes 35% são canalizados para o apoio às vítimas do Ciclone Idai, em Moçambique”, informa a Cáritas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Dezembro 2019 — 16:44

 

368: 23.Dez.2019

Mais uma data que passa e a lembrança em que a festejávamos todos à mesma mesa. Hoje, como nos anteriores três anos, não existiu nem existe alegria para festejar seja o que for porque não estás entre nós. Tenho estado adoentado, o tempo está de chuva e hoje foi a Vera que te levou um raminho de flores com um beijinho meu. Um beijo muito grande deste que nunca te esquece.