363: 01.Nov.2019

Convencionou-se que hoje seria Dia de Todos os Santos, e estipulou-se, na sociedade de consumo em que vivemos, que era o dia de visitar, nos cemitérios, os entes queridos que já partiram na sua última viagem.

Como ateu convicto, e cada vez mais, não necessito deste dia “especial” para ir visitar a campa da minha querida esposa porque faço-o regularmente todas as semanas, quando posso e quando o tempo o permite.

Além disso, também não estou na disposição de alimentar chulices que é o preço das flores aumentarem para o dobro – senão mais -, neste dia, nomeadamente nas barracas das floristas à porta do cemitério e porventura em todo o lado onde se comercialize este produto.

Para alimentar chulices, já basta o que tenho obrigatoriamente de pagar em impostos exorbitantes, nada adequados ao meu rendimento mensal, por isso apelido de chulice, além de ladroagem institucionalizada.

Segunda-feira, se não chover, iremos visitar a nossa querida e levar-lhe o habitual raminho de flores que deixou de estar inflacionado e voltou a preços que, embora normais, continuam a ser uma exorbitância.